História The Particular Sky - Capítulo 2


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Revelaçoes, Romance, Traição, Transtornos Psicológicos, Traumas
Visualizações 13
Palavras 1.661
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Escolar, FemmeSlash, Hentai, Mistério, Orange, Romance e Novela, Yuri
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Transsexualidade, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Essa parte inicial é meio chatinha mesmo, enfim, tô loca pra que "ela" apareça logo...

Capítulo 2 - Preparing the Bad News


Fanfic / Fanfiction The Particular Sky - Capítulo 2 - Preparing the Bad News

Ainda aquela noite eu recebi uma ligação do Theo. Ele me convidou pra assistir um filme no cinema tipo drive-in e com a permissão do meu pai eu aceitei. Me arrumei rapidamente e o encontrei na frente da minha casa, encostado no seu Del Rey. O cumprimentei com um beijo e, pelo modo como ele envolveu minha cintura, eu soube que hoje não seria uma noite fácil. 

Ele dirigia dizendo que iria dar uma turbinada no seu carro, como se isso fosse alguma novidade. Assim que chegamos no Drive-in to Stars compramos pipocas, refri e chocolate. Estacionamos na segunda fileira de carros. 

 Tínhamos algum tempo até que o filme começasse e o que havíamos comprado acabou nesse meio tempo. O lugar encheu também. 

 Assim que as luzes foram desligadas e a tela acendeu, ele colocou uma das mãos sobre minha perna. Eu me inclinei e apoiei a cabeça em seu ombro. Então, ficamos parados dessa forma por cerca de vinte minutos. 

Contudo ele logo se moveu inquieto, querendo mais contato. Segurou minhas pernas e faz com que eu me virasse, colocando-as sobre seu colo. Um dos seus braços segurava minha cintura e ele aproximou os lábios do meu ouvido. Me arrepiei. 

 Ele mordiscou meu lóbulo e eu espalmei a mão sobre seu peito. Em seguida, ele me beijou e eu correspondi. Era difícil acompanhá-lo quando ele estava tão quente, faminto. Mas eu me mantinha firme. 

 Eu só não consegui manter aquele contato quando senti a rigidez entre suas pernas. Que ótimo! Eu não poderia continuar se não tinha a real intenção de lhe satisfazer como ele queria. Acabei por pegar um doce sobre o painel e me concentrei apenas nele, vendo o semblante contrariado de Theo de rabo de olho. 

 Finalmente o filme terminou e eu não podia dizer que sabia do que se tratava, mesmo tendo olhado para a tela o tempo todo. Os carros foram saindo e nós também deixamos aquele descampado. O silêncio pairou durante todo o percurso. Ao estacionar o carro ele saiu e eu fiz o mesmo. Já sabendo o que aconteceria em seguida. Ele me colocou contra a parede, na lateral da minha casa. 

 Ele me beijava intensamente, me enviando uma mensagem corporal que eu já havia recebido inúmeras vezes antes. Eu quero você, era o que ela dizia.   

Suas mãos na minha cintura, seus lábios mordiscando meu pescoço, uma de suas pernas entre as minhas. O calor aumentando. Ele levou uma das mãos ao meio da minha coxa, pela lateral, e a levantou na altura do seus quadris. Então, ela deslizou até minha bunda. Travei. 

 Eu sabia o que viria em seguida; ele iria coloca-la em outras lugares, invadiria minha blusa, me ergueria e iria começar a gemer. 

 “Vamos subir um pouquinho.” Disse de forma arrastada no meu ouvido direito. 

 “Theo, o clima não tá muito bom.” Isso era verdade, mesmo que não chegasse a ser um empecilho.  

“Então vamos pra minha.” Era óbvio que eu iria recusar. “Ou pro carro.” 

“Está tarde.” Foi o que eu disse enquanto me afastava dele. “Acho melhor você ir agora.” Eu evitava seu olhos decepcionados. 

“Que seja.” Theodor se virou e caminhou para longe. Eu sentia um vazio terrível ao vê-lo indo embora. Vontade de chorar. 

 Eu sabia o que o faria ficar, mas não estava disposta a lhe dar isso, então apenas encolhi os ombros quando o motor do carro despertou. Eu entrei, me deparando com minha mãe na cozinha. Ela comia um pouco de Ravioli.  

“Você ajudou a fazer?” Questionou. Eu tinha quase total certeza de que ela não sabia onde eu havia ido, mas que não perguntaria sobre para que não tivesse que esbravejar sobre o fato dele nem se importar.    

“Sim.” disse seca. Ela nem mesmo deveria ter perguntado ao meu pai sobre minha ausência. 

 “Está muito bom.” Havia um sorriso minúsculo os seus lábios sujos de molho de tomate.  

“Obrigada.” Sussurrei. “Boa noite, mãe.”  

“Tenha uma boa noite, minha filha.” Ela se voltou para a bancada onde seu prato estava. 

 Eu sabia que ela não queria nenhum tipo de atrito. Então, simplesmente virei as costas e fui para meu quarto. Eu tirei toda minha roupa e coloquei uma única camiseta larga. Eu me deitei em minha cama e simplesmente fiz o que queria fazer. 

 Eu chorei até pegar no sono.                           











                     *** 

Obviamente as coisas ficaram estranhas. Ele estava distante e eu não sentia que deveria tentar me aproximar. Não é como se eu tivesse que me desculpar. 

 Katharine tentava manter as coisas agradáveis, puxando assunto quando Theo estava por perto, tentando fazer com que tivesse um diálogo entre nós. Mas ele só falava com seus amigos do terceiro ano e com as anoréxicas da minha turma. E isso estava me irritando… 

 “Isso é ridículo. Agora que eu tenho um namorado vocês vão ficar nessa Guerra fria? Eu queria um encontro duplo.” Ela fez um carinha triste e eu bati com meu ombro no sseu.eu

“Eu sei, tá. Também não to feliz com isso.” Confessei. “Sabe, o clima aqui não tá bom, o clima na minha casa não tá com legal e eu só me sinto pra baixo. 

 “Hey. Fica assim não.” Katy me abraçou de lado. “Que tal uma festinha do pijama na minha casa hoje? A gente pode ver uns filmes e comer umas bobagens. E eu também posso te dar detalhes sobre meu encontro com o Steve.” 

 “Fechado.” Eu sorri um pouco, sem negar que isso era uma boa ideia. Eu estava completamente desanimada na aula de geografia e o único modo de não dormir ou levantar e berrar como aquela coisa toda de correntes marítimas era um saco, era desenhando nas últimas folhas do meu caderno. 

Eu fiz um par de olhos esverdeados, expressivos e belos. Katy disse que eu estava desenhando o meu tipo ideal e ficou zombando de mim dizendo que Theo não iria gostar nadinha disso. Isso depois de elogiar minhas habilidades como desenhista. Que eu nunca achei grandes coisas.

Na hora da saída, eu me despedi dele com um selinho sem graça e fui a pé pra casa com a Katy. Como meu pai tava em casa, eu pude pedir autorização para dormir na casa da minha melhor amiga e só precisei arrumar uma bolsa com algumas roupas e sair com ela, sem me importar em avisar nada pra minha mãe. 

 Eu tomei um banho assim que chegamos na casa da Katherine, que foi fazer um lanche pra gente. Quando seus pais chegaram eles trouxeram pizza, pois ela havia os avisado que eu estava em sua casa. Nós comemos todos a mesa e por um momento e quis pertencer a aquela família. 

 Os pais da Katy riam e tomavam cerveja juntos, comendo as pizzas como um casal de namorados - namorados que já estão juntos há vinte anos. Eu queria que momentos assim acontecessem em minha casa, mas esse desejo parecia cada vez mais difícil de se realizar. 

 Assim que terminamos de jantar, o Senhor e a Senhora Carter nos desejaram boa noite e foram dormir. Eu e Katy colocamos A Noiva Cadáver, do Tim Burton, e ficamos comendo sorvete. 

A gente não costumava realmente a assistir ao filme, apenas o usávamos como som de fundo, e uma forma de camuflar as coisas embaraçosas que por vezes falávamos em momentos como esses.     

“Ele me convidou pra passar o fim de semana na casa na serra da família dele.” Me contou, com a boca cheia de sorvete. 

 “E seus pais deixaram?” 

“Eu tô negociando. Eu achava cedo, mas as coisas parecem só estar caminhando para que a gente…"

"Comece a namorar?”  

“É.” Suas bochechas ficaram vermelha com a afirmação e eu deixei meu pote de sorvete de lado, para abraçá-la. 

 “Você nunca vai me contar sobre o garoto que você gostava, né?” Disse depois de uma seção de cosquinhas. Ela ficou séria de repente. 

Eu sabia que o assunto não era dos melhores, mas se agora ela já tinha superado, por que manter em sigilo? 

"Por que continuar insistindo nisso? Passou, e não é algo que eu goste de ficar lembrando.” Sua reação me dizia o contrário. 

 “Katy, é justamente por isso. Se passou, não tem problema. Eu realmente não gosto que tenha segredos entre a gente.” confessei de vista baixa. Ela suspirou, sabendo que eu havia dito de forma implícita que não falar sobre era o mesmo que não superar. 

 “Tudo bem. Eu tenho quase total certeza de que vou poder viajar com o Steve, então, quando eu voltar, eu te conto tudo.” Ela sorriu. “Quero que você fique bem com o Theodor também, assim a gente pode ter nosso primeiro encontro duplo. 

 “Eu vou tentar.” Fiz uma careta e levei um tapa no ombro. “Ai, Katy Perry!” Provoquei. 

 “Não me chame assim!” Ela me atacou, nos fazendo voltar a guerra de cosquinhas. 

 Eu me sentia realmente melhor. Mais leve para voltar para casa depois da aula no dia seguinte e enfrentar aquela Guerra Fria, mas disposta a conversar com Theo.  

   Era bom saber que mesmo estando com duas das cinco principais esferas para mim não muito boas, eu ainda tinha uma que nunca estaria enfraquecida. E essa era Katherine Carter. A primeira, era a saúde, essa eu não tinha do que reclamar. Mesmo estando meio sedentária… A segunda esfera era a escolar, e mesmo que eu não gostasse dela, sempre me saia bem. A terceira era a familiar, a que inspirava mais cuidados. Eu não falava direito com minha mãe e tinha mais pena do que diálogos com meu pai. A quarta era amorosa, que estava abalada nesses últimos tempos, mas eu queria resolver o quanto antes. E a quinta, e mais harmoniosa, diga-se de passagem, a esfera da amizade. E é aí que entra a Katy e nossa amizade blindada. 

Nós não dormimos tarde, pois tínhamos aula no dia seguinte. Se eu soubesse que essa seria a última vez que eu dormiria na casa de Katy, eu teria ficado acordada até tarde. 

 Mas quem poderia imaginar?


Notas Finais


" Preparando as más noticias, pois a vida parece preferir coisas como essas..."

Até, bae


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