História The Purpose - Capítulo 1


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Categorias Originais
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Palavras 1.149
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Mistério, Policial, Romance e Novela, Suspense

Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 1 - Capítulo 1


Fanfic / Fanfiction The Purpose - Capítulo 1 - Capítulo 1


A forte dor no pescoço, antes mesmo de abrir o olhos já indicara que eu adormecera mais uma vez sobre todos os casos que eu deveria ter analisado horas atrás. A escrivaninha de madeira, ao qual eu adormecera na noite anterior, estava como sempre lotada de papéis, que jamais acabavam. A cada piscar de olhos chegavam mais e mais papéis, os quais não se importam com o seu tempo disponível, eles precisam ser analisados e registrados rapidamente.

Cocei os olhos com as costas das mãos, voltando aos poucos a normalidade. Levantei da cadeira dirigindo-me até o banheiro. Tirei uma cartela de Modafinil que ficava no bolso da calça, em seguida engoli as pílulas a seco. Sabia muito bem que não deveria tomar estes tipos de medicamentos sem prescrições médicas, mas era o único jeito para conseguir aguentar mais duas noites sem dormir trabalhando no laboratório da delegacia. Lavei o rosto e sequei com uma toalha que havia no banheiro.

Voltei ao meu departamento para tentar terminar pelo menos algumas pilhas de registros ainda hoje. Sentei-me novamente e peguei uma pilha que se encontrava no lado esquerdo da escrivaninha. Comecei a fazer todos os registros dos locais onde eu atuei como perita criminal.

Trabalhar com crimes, significa, "você nunca verá tudo". Todos os dias nos deparamos com novos casos, dos mais simples, aos mais absurdos. Para seguir todos os dias, além de ter uma boa capacidade de análise para casos, você deverá ter uma ótima condição mental. Uma pessoa com uma capacidade mental normal, não aguentaria dois dias atuando em casos que para nós, são casos simples.

Desde o início, quando você pensa em ingressar na carreira criminal, deve levar em mente que jamais deverá levar os casos para o seu estado emocional. Chamamos isso de profissionalismo, ao contrário de que muitos julgam, somos profissionais e não seres frios. Mas em teoria parece ser fácil não levar os casos para seu emocional.

No início, mesmo sendo treinados diariamente para lidar com situações das diversas maneiras. É difícil não analisar os fatos como um ser humano, pensando que aquilo poderia acontecer com você ou alguém da sua família. Mas, sim, com o passar do tempo se torna apenas o seu trabalho, você faz o que deve fazer, sem olhar por quem.

Porém, o seu primeiro caso pesado, irá marcar para sempre sua trajetória como um profissional. Meu primeiro caso foi de uma senhora de sessenta e três anos. Morava com seus dois netos e o seu marido. A senhora conhecera este atual marido, a mais ou menos quatro anos após a morte do seu ex-marido que falecera por conta de uma insuficiência respiratória.

Apesar da morte do ex-marido, essa senhora decidiu continuar vivendo, conheceu uma nova pessoa. Segundo a vizinhança, após conhecer este novo homem, ambos assumiram um relacionamento, passavam a imagem de ser um casal muito feliz. Sentavam na varanda todos os dias, riam alto apenas os dois. O sorriso era a marca registrada daquela senhora. O casal passou a ser sinônimo de admiração para a  vizinhança, as pessoas achavam incrível a amizade de ambos, mesmo tendo seus relacionamentos passados terminados em tragédias.

As poucas vezes que questionaram sobre a morte da ex-esposa do seu atual marido, a senhora dizia que ex-esposa cometera suicídio por conta de uma grave depressão. Mas sempre que questionada, parecia estar desconfortável ao falar sobre tal assunto.

Após alguns anos de relacionamento, ver aquela senhora sorrir se tornou algo constantemente mais raro de se ver. Ela chegava toda semana após suas compras semanais, com a cabeça baixa, um olhar de cansaço e tristeza. O que antes, fazia sorrindo. Chegava a frente de casa e chamava o nome de seus netos, para que os mesmos fossem ajudá-la com as sacolas. Aos poucos a senhora desaparecia, a cada semana que passava raramente a vizinhança via aquela mulher. Até o momento, nada de estranho passou a ser desconfiado pelos moradores da redondeza.

A aproximadamente quinze quilômetros a frente da residência, havia um terreno baldio, no qual o mato estava por tomar conta. As folhas altas batiam na cintura das pessoas. Ao redor do terreno, não havia nada mais que pontos de ônibus. As pessoas que esperavam o ônibus para ir trabalhar, começaram a sentir um odor desagradável vindo daquele terreno. Porém, ainda não estava tão forte, muitos pensaram ser algum animal morto que fora deixado ali.

No dia seguinte, uma terça-feira a tarde, um grande caminhão chegara no bairro em direção a casa da senhora que ninguém vira nas últimas semanas. Abriram o caminhão e começaram a colocar todos os bens materiais da casa, pareciam estar se mudando. Alguns da vizinhança questionaram os netos da senhora, para onde iriam, mas a única resposta era, "estamos ocupados agora, perdão.". Todos os vizinhos se olhavam confusos, mas não quiseram questionar mais sobre o assunto. Assim que terminaram, partiram sem deixar um pó sequer na casa.

Quarta-feira, sete horas da manhã, a quinze quilômetros da casa, chegavam os jardineiros que foram contratados pelo dono da propriedade, para limpar o terreno baldio o qual por coincidência vinha o cheiro forte. Um dos jardineiros, logo ao começar a limpar o terreno, se deparou com um saco plástico preto, parecia um saco de lixo, mas era um pouco mais grosso, como uma lona de piscina. O jardineiro pediu a ajuda para os colegas de serviço, que o ajudassem a puxar aquele saco do buraco onde se encontrava. Abriram o saco, dentro do mesmo havia cobertor molhado de humidade, que continha algo dentro. Desenrolaram o cobertor até a metade do corpo que havia dentro. Em choque os jardineiros saíram correndo em busca do telefone mais próximo para contatar a Polícia.

Como perita, fui junto a equipe de polícia até o local do crime. Chegamos no local e a primeira coisa que vimos foram os jardineiros com suas faces pálidas, as mãos tremendo e os mesmos tentando explicar a situação. Eu os observava enquanto colocava minha máscara e minhas luvas descartáveis. Com a pouca experiência que eu tinha na época, ambos não pareciam ser culpados pelo crime.

Segui até o terreno baldio, cortei com um alicate a cerca do terreno para poder entrar. O corpo se encontrava pela metade fora, como diziam as pessoas que encontraram o corpo. Encontrei o corpo já fora do buraco onde deveriam ter encontrado. Desenrolei o restante do corpo que estava em posição fetal. Tentei manusear o corpo, porém os músculos do corpo já estavam enrijecidos, e o corpo começando a inchar, o que indicava entre três e quatro dias de morte. Os pulsos estavam bastante roxos, o que me fez suspeitar de uma violência doméstica seguida de estupro, pelo fato da vítima se encontrar nua, apenas acompanhada de um cobertor que a enrolava dentro do saco preto.

Não havia sangue, nem nada do gênero no terreno e ao redor, provavelmente o ato não teria acontecido neste local, apenas o corpo teria sido deixado para ter sua decomposição ali. 






  


Notas Finais


Agradeço por ler até aqui! Espero que tenha gostado do inicio desta longa jornada. :)


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