História The Rest of a Warrior - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Personagens Originais, Suga
Tags Bts, Jung Hoseok, Min Yoongi, Sope, Yoonseok
Visualizações 24
Palavras 1.817
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Lemon, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Yaoi
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Sexo, Suicídio, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Boa leitura

Capítulo 1 - Cap.1


Hoseok POV



Pois bem, aí está. Consumou-se. Tenho o que queria. O terreno está desobstruído, limpo, completamente limpo e me pertence. Uma vitória tão completa e a tanto custo conseguida, de repente deixa-me inseguro, assusta-me, as pontes estão cortadas atrás de mim, é preciso avançar. Criei um vácuo sob meus passos, para onde caminharei? No limiar da felicidade, por mais merecida que seja, por mais que nos tenha custado, o coração hesita; tenho medo de meus remorsos, de minha complacências. Irei transformar-me em estátua de sal? Não é bom voltar-se sobre ruínas; já não sabemos para onde vamos.

Mas não, a angústia está ligada a meu estado e de ambos me livrarei ao mesmo tempo. Esse mal-estar da alma é normal, disseram-me, são as glândulas, é preciso queimar esse passado de uma vez, como se faz com as velhas cartas, e não mais pensar nele e continuar, no mesmo sentido e viver, com o que tenho, o que eu queira.

O caso de uma herança trazia-me àquela cidade, onde nada indicava que minha vida ia ser jogada. Ninguém me esperava na estação para me previnir, para me aconselhar a arrepiar caminho, eram onze e cinquenta, chovia, o trem partiu atrás de mim sem estrépito, deslizou sobre os trilhos molhados, tendo deixado naquela localidade apenas eu e algumas bicicletas. Eu tirava, devia ter trazido um impermeável, em Gwangju fazia um bom tempo. Pensa-se sempre que faz bom tempo em que em toda parte, no outono, todavia devia-se desconfiar.

Contra a parede brilhava um cartaz azul da Rede Ferroviária representando um aldeia do sul, encarapitada num espigão rochoso, Chonnam , seu clima, suas laranjeiras, prometi a mim mesmo ir até lá tão logo minha nova situação permitisse.

Reparei no horário de volta, não ia me arrastar, arranjaria tudo em vinte e quatro horas e tomaria no dia seguinte o dezoito e vinte e sete, muito prático, que me deixaria em  Gwangju as vinte e uma e dois. Escrevia a Taehyung para que me esperasse na estação, estava tudo traçado, gosto de tudo que esteja traçado.

Era meio-dia, desemboquei sem surpresa numa feia praça batida pelo vento, em frente de um e de outro lado de uma avenida onde plátanos acabavam de se desfolhar, erguiam-se dois hotéis igualmente medíocres, entre os quais hesitei por um instante; hesitação fugaz, cuja importância, no momento, me escapou — optei pelo France, à direita, contra o Noblesse, que nada ficava a dever do outro, mas me custava a mais travessia de uma rua; além disso, como já disse, chovia e eu não trazia capa, de resto foi sem pensar, ou quase, em suma entrei no France.

Porteiro:Quarto para uma ou duas pessoas? — disse um homem gordo, enrolado atrás de seu balcão.

Não via que eu estava só? Dei-lhe a confirmação

Porteiro: Cama de casal ou de solteiro? — pergunta

Hoseok: Para mim é indiferente, senhor — digo o olhando

Porteiro: Vou lhe dar o 7

Estendeu-me uma ficha, Jung Hoseok, estudante. Motivo da viagem: negócios. Negócios

Os olhos semicerrados, o homem examinou o documento com uma atenção que ele não merecia e lançou-me um olhar inutilmente suspeitoso, deformação profissional ou miopia. Subi, escoltada por um empregado de higiene duvidosa, a pia se esvaziava mal e a água quente não era quente, acomodei-me, mudei o chemisier e desci, o gerente, levantando o nariz de seu jornal, acompanhou-me com os olhos, como se minha conduta o surpreendesse, contudo, ela não tinha nada de mais; era quase uma hora e ia almoçar, antes de apresentar-me o tabelião.

Deixei o tabelião às cinco horas, era proprietária de dois prédios na cidade, de uma moradia nos arredores: e, à frente dos bens, rendimentos e um líquido cujo montante — assim como a adição dos vagões de couve e dos cavalos ao comprido — me era impreciso, mas parecia prometer-me uma existência confortável. Avançando pelas ruas, o sobrecenho franzido, dava livre curso aos sonhos que, até ali, temendo uma decepção, havia-me sensatamente proibido, por vezes nos surpreendemos com as pessoas de idade, maus investimentos, desvalorização... Tia Anya, aparentemente tinha evitado esses tropeços. Veio-me um pensamento de guardião para com essa parenta que eu não vira mais desde a primeira comunhão e que colhida por uma morte tranquila, numa idade lógica, havia-me na falta de outra descendência, feito sua legatária, que ela esteja lá em cima tranquila, quanto a seus bens, que acabavam de me tocar, tinha eu o mais puro das intenções. Seriam consagrados a infância desamparada, conforme o projeto que, havia já muito tempo, concebera com um amigo, eu gostava de crianças, tanto mais que meu corpo não permitia, pois não tinha útero, não permitia a tê-las, quanto o Park Jimin, sua natureza o inclinava espontaneamente para o bem, num impulso que eu às vezes admirava, às vezes invejava, só pensava nos outros, comigo acontecia que eu pensava em mim, em minha felicidade, em minha própria vida. Não obstante, esses caminhos diferentes nos levavam com igual fervor ao mesmo objetivo, à visita do qual havíamos organizado nossos estudos; quanto ao resto, e em particular no que se referia à solução dos problemas materiais, contávamos um pouco com a providência, de fato ela não fora insensível. O Jimin, deixado na incerteza, na plataforma de uma estação gwangjuiense, devia eu a notícia tranquilizadora, pus-me a procurar a agência do correio, de onde passei um telegrama falsamente lacônico, "tudo bem. Pode fazer projetos." Ao enviar esse telegrama foi que realmente me dei conta de minha situação, a tal ponto que, lembrando-me de que chovia, comprei para mim, numa loja da cidade, uma capa que eu nunca usaria fora de seus muros tão duvidoso, era o corte e rústico o tecido. Assim preparado, desabalei para o hotel, aonde não havia a menor necessidade de voltar, exceto que eu não tinha mais nada a fazer e experimentava confusamente uma sensação de "não teria já perdido tempo demais?" Impressão sem nenhum fundamento, que eu atribuía, então pois raciocínio, ao desejo de fazer ponto final. Não gosto de não saber onde estou, caminhava depressa e atravessei numerosas pontes de ferro, cintilantes de chuva. Ainda não eram seis horas quando transpus a soleira do hotel, e o homem me lançou ao entregar-me a chave, aquele olhar ao mesmo tempo indiscreto e surpreso, que finalmente atribui a miopia. Subi imediatamente, a fechadura funcionava mal, incisti, uma chave caiu do lado de dentro, a porta se abriu.

Tornei a fechá-la rapidamente. Havia-me enganado, o número confirmou 6, ou meu era 7, ao lado.

Plantei-me ali, sem me mexer. A imagem incrivelmente nítida, permanecia fixa em meu espírito, numa cama de casal, um homem dormia completamente vestido, a boca aberta, tudo nele, as dimensões, o rosto , era normal, roncos irregulares saiam-lhe da garganta. O conjunto de claridade do entardecer, tinha um aspecto sinistro, entretanto, era apenas um homem que dormia, há muito eu devia ter seguido, entrado em meu quarto — mas não me movia. O coração batia, como se soubesse mais do que eu, era apenas um homem que dormia, morto de bêbado, talvez. A palavra soou de maneira inquietante, não me contive mais, resolutamente, tornei a abrir e o primeiro objeto que eu vi foi de fato, sobre a mesa de cabeceira, o tubo ao lado do copo, dois tubos mesmo; nenhum rótulo. Entendi enfim porque ele roncava: estertores. Uma enorme mão pendia fora dá cama, toquei-a: fria, ousei sacudi-la, nenhuma reação, era horrível. Desci a escada a correr.


Hoseok: Meu senhor, creio que houve um acidente com um de seus hóspedes 

O porteiro ergueu do jornal local um nariz tranquilo

Porteiro: Pois é — disse, sem surpresa — E qual?

Hoseok: O do seis

Porteiro: Pois é — disse mais uma vez, e sempre sem se mexer — Mas, perdão, como o senhor sabe? 

Hoseok: Enganei-me com o quarto. Escute, o que o senhor tem a fazer é subir, não tenho nada com isso.

O homem deslocou a massa do corpo alguns sentimentos

Porteiro: Um acidente?

Hoseok: Creio que se envenenou. Minha chave abriu. Escute...

Porteiro: É esquisito — Disse, pousando o jornal e por fim levantando-se

Hoseok: O senhor vai ver, ficou na porta. Parece-me que é um caso urgente...


Passou adiante de mim e começou a subir a escada pesadamente, sua noção de urgência era diferente da minha.


Porteiro: O seis? — repetiu, com, naturalmente uma parada e apresentando-me a cabeça obtusa e vagamente malévola.

Hoseok: O seis, sim. Duas vezes três

Deixara-me a porta aberta. Dei-me conta de que havia acompanhado o porteiro, este entrou e sacudiu o hóspede.

Porteiro: Cavalheiro! Eh, cavalheiro! Cavalheiro, acorde!

Hoseok: Era de admirar, se acordasse — disse eu, apontando para os tubos.

Porteiro: Ah, é maroto, se for isso — disse ele — É maroto, estou lhe dizendo! — atirou-me as palavras no rosto, como se eu tivesse armado a cena com as próprias mãos — Vai ser preciso chamar a polícia. Cavalheiro!

O cavalheiro não deu o menor sinal. Respirava agora sem ruído.

Ao sair, o porteiro experimentou minha chave.

Porteiro: Mas então é assim que o senhor diz que a chave funciona?

Hoseok: Funciona, sim. Felizmente, aliás. Felizmente para o senhor — frisei, com uma ênfase que me parecia necessária 

Porteiro: E onde está a outra chave?

Hoseok: Escute... — Mas que adiantava eu empurra-lo, se eu não era nenhum Hércules? — Ouvi quando caiu, — resmunguei — não pode ter-se evaporado.

 Tornou a abrir a porta e de fato, apanhou a chave seis, voltando a fechar. O homem, esse talvez estivesse por um fio.

Porteiro: Deixou a chave na fechadura, mas sem atravessá-la — constatou o hosteleiro, descendo, afinal, as escadas.

Hoseok: Felizmente! Pois se tivesse deixado atravessada — eu gritava, quase — eu não teria podido abrir, veria que estava enganado, entraria no meu quarto; e ; amanhã de manhã, o senhor encontraria um cadáver. Aliás, é o que acabará acontecendo!

O homem pareceu perceber a alusão e tirou o telefone do gancho. Eu odiava tudo na província. Em Gwangju, apesar somos mais espertos. Afinal, falou com a polícia e anuncioi-me, como se eu fosse da família, que eles chegariam logo em seguida. Havia cumprido meu dever, meu papel estava encerrado.

Hoseok: Só me resta subir — disse eu, estendendo a mão para receber minha chave, que ele havia retido.

Porteiro: Não vale a pena, eles estão chegando

Hoseok: Não tenho necessidade em vê-los

Porteiro: Mas eles decerto vão querer — disse, num tom ameaçador. — Foi o senhor quem fez a descoberta.

Era verdade. Sentei-me. Lá em cima, o homem ia de mal a pior, minutos literalmente mortais transcorriam, comecei a ouvir o relógio da portaria, até então mudo. O porteiro voltará a ler o jornal do lugar.

Por fim, a ambulância chegou, ouviu-se um bater de portas, os padioleiros entraram, seguidos de um homem que devia ser o inspetor. Ao vê-lo, o porteiro desdobrou-se, surpreendi ao verificar que ele era capaz de apressar-se; para isso, precisava da polícia. Acelerou o ritmo de seu mundo, interessado no momento em expedir a encomenda que poderia tornar-se incomoda, de um momento para o outro. Enquanto se tratava da morte dos outros, por que apressar-se? Sua comodidade era coisa séria.



Continua...



Notas Finais


Hello baby's
O que acharam da fanfic?
Espero que tenham gostado...
Desculpe os erros
Não esqueçam de comentar e favoritar a fic... É importante,sim? 🙇🙏
Até o próximo capítulo, bye


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