História The Rosethorn (hiatus) - Capítulo 8


Escrita por: ~

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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Drama (Tragédia), Escolar, Ficção, Romance e Novela, Suspense, Violência
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Spoilers, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Heslou pessoal, td bem com vcs?? Fim de semana, hmmmm que período amazing para atualizar...

Boa leitura, gente!

Capítulo 8 - Beijos no vestiário e um pedaço de papel.


Fanfic / Fanfiction The Rosethorn (hiatus) - Capítulo 8 - Beijos no vestiário e um pedaço de papel.

08

Uma semana.

Uma semana sem nenhuma notícia de Angel Doll. Não houve um dia sequer daquela semana que eu não havia telefonado para Angel, na esperança de ouvir sua voz ranzinza e mau-humorada. Na segunda-feira liguei quatro vezes, duas à tarde e duas de manhã. Repeti o processo na terça mais cinco vezes, assim como fiz na quarta-feira. Nesse mesmo dia, fui até a secretaria da escola e pedi informações sobre contato e endereço da dita cuja. Mas a secretária e o diretor se recusaram a me dar as informações, mesmo depois que eu tenha alegado minha preocupação enorme com Angel. Eles simplesmente me disseram que a escola havia sido contatada sobre uma doença a qual Angel estava acometida, e que ela não viria pelo resto da semana às aulas. Um atestado médico havia sido entregue e estava tudo dentro dos padrões. Nunca havia ficado tão frustrado na vida.

Saí da secretaria batendo a porta de vidro, e logo depois correndo pelo corredor para mãos ser pega pelo diretor e lavada para a detenção por falta de educação.

Quinta-feira não houve o monitoramento dos corredores, Angel também havia faltado aula, assim como o diretor havia dito que faria. E a sexta-feira também foi uma angústia para mim, já que ela nem se dignava a atender meus telefonemas. De madrugada, eu tornei a discar seu número e me pendurar na chamada, mas mais uma vez a ligação caiu na caixa postal e eu deixei, pela primeira vez, um recado. Sábado de manhã ela me mandou uma mensagem, dizendo para eu parar de importuná-la. Quando tentei ligar para ela novamente, os toques nem aconteciam, a ligação caía direto na caixa postal.

No domingo me permiti aceitar o convite de Eva e sair com ela para irmos ao shopping. Fomos apenas nós duas, assim eu tive a oportunidade de contar a ela sobre o beijo com Thomas. Ah, o beijo...

Thomas e eu continuamos nos vendo e conversando todos os dias durante aquela semana, mas em momento algum o aclamado — pelo menos por mim.— beijo foi comentado. Claro que eu queria falar sobre isso, perguntar a ele como ele havia se sentindo e me desculpar caso ele não tenha gostado do meu ato impensado. Mas Thomas não disse nada, parecia que aquele momento havia sido apagado de sua memória. Ele continuava a me olhar da mesma forma como olhava antes: amigável e agradavelmente. Sem nenhum toque de desejo ou nervosismo pintava suas íris quando ele me via. Realmente, parecia não ter tido muita importância.

O contrário do que foi para mim, que dividia minha capacidade mental em pensar em Angel e minhas preocupações com ela e pensar em Thomas e seu beijo deliciosamente perigoso.

Eva ficou animada quando contei sobre o acontecido, disse que Thomas era um cara legal e que eu não deveria me preocupar com o fato de não termos conversado sobre aquilo ainda. Uma hora, segundo ela, o momento chegaria.

Fizemos algumas compras, Eva parecia ser compulsiva quando se tratava de roupas de marca e maquiagens caras. Comprou metade da Sephora em uma única visita, saindo da loja cheia de sacolinhas pretas. Eva me deixou em casa e eu a convidei para ficar e jantar com a minha família. Ela aceitou, sorrindo de orelha à orelha.

Entramos em casa com as minhas sacolas, meus pais faziam barulhos na cozinha. Senti cheiro de lasanha, sorrindo internamente por isso. Subimos as escadas e deixamos minhas coisas em meu quarto, só depois indo cumprimentar meus pais.

A noite foi boa, Eva ficou feliz por ter ficado e quando foi embora passavam das oito da noite. Naquela noite eu fui dormir mais leve, meio livre do peso de todas as minhas preocupações. Sabe aquele momento em que você está com dores nas têmporas de tanto pensar? Então, eu estava sentindo isso. E passar o dia com a Eva, me divertindo e alimentando sua compulsão por grifes, me vez esquecer tudo aquilo um pouco e curtir a minha vida de adolescente despreocupada.

Já era segunda de manhã e eu estava me sentindo um lixo novamente. Eu havia ido dormir muito bem, mas a minha noite boa não durou muito tempo. Tive muitos pesadelos, e eu nem me lembrava direito deles. Mas me deixaram cansada, com aquela dor na coluna de quando você fica deitado por tempo demais. Tomei um banho, conseguindo melhorar aquela situação ao menos um pouco. Vesti uma calça jeans, suéter azul por cima de uma camiseta preta e calcei meus Converse pretos. Penteei o cabelo até eles ficarem alinhados o suficiente para que eu parecesse o mais civilizada possível, como uma cortina curta e dourada em volta do meu rosto. Melhorei minha cara de "queria estar morta" com máscara de cílios e um pouco de corretivo. Desci com minha bolsa de materiais em um ombro, enquanto levava no outro minha pequena mala rosa de tecido com meus pertences para o treino da semana. Deixaria ela no armário do vestiário, poupando meu tempo de ter que levar minha mala todos os dias.

Tomei café junto com meus pais, comentando com eles que havia passado mal a noite. Para me fazer um agrado, papai me comprou um milkshake no caminho da escola.

No gramado, enquanto sugava o líquido gelado pelo canudo, vi Eva conversando com Kevin. Tyler não estava por perto, notei. Acenei para Eva e continuei meu caminho para entrada da escola. Nem me dei ao trabalho de ver se Kevin havia me notado ali, o ignorei com firmeza.

Suspirei quando entrei nos corredores, indo diretamente para o ginásio, passando pelos blocos da escola. Guardei minha mala de treino no armário e o tranquei, batendo a porta de metal com força desnecessária.

— Problemas? — ouvi uma voz familiar vindo da porta.

Virei meu rosto, ainda com a mão apoiada no armário. Thomas estava ali, usando jeans e a jaqueta do time, recostado tranquilamente no batente da porta com os braços cruzados. Sua mochila pendia em um dos ombros, assim como um pequeno sorriso pendia de seus lábios. Mordi os meus próprios, sentindo o vestiário ficar menor do que devia.

— Alguns. Tudo bem?

— Sim, obrigada. Eu queria... falar com você. — ele descruzou os braços, entrando indevidamente no vestiário feminino do ginásio. Não que eu tenha questionado-o contra isso.

— Sobre? — minhas mãos suavam, enquanto eu estava paralisada em minha posição.

— Semana passada. Mais precisamente, sobre a segunda-feira. — ele disse, gesticulando demais com a cabeça.

— Minha discussão com o Kevin? — claro que eu estava me fazendo de sonsa, até os chuveiros daquele lugar já sabiam que ele estava falando sobre o beijo.

— Na verdade, acho que você sabe sobre o que eu estou falando, Hydra.

Assenti, vendo que não teria mais escapatória. Certo, agora eu estava arrependida de ansiar que ele falasse sobre aquilo. Estava sendo mais constrangedor do que eu imaginei.

— O beijo, certo. O que você tem para me dizer? — me virei finalmente, cruzando os braços para deixar minhas mãos presas. Eu não queria fazer nada que me fizesse passar por constrangimentos depois.

Thomas sorriu torto, deixando sua mochila escorregar de seu ombro até o chão enquanto se aproximava lentamente. Cara, aquilo foi sexy para caramba.

Engoli seco, pressionando os lábios um contra o outro. Cada parte do meu corpo explodiu em chamas, mesmo sem ele se quer ter me tocado.

— Quero dizer que... gostaria que aquilo se repetisse. — ele estava bem na minha frente agora, me fitando com suas imensidões verdes. Sussurrou: — E você?

Eu poderia ter feito muitas coisas. Poderia ter dito ainda mais. Poderia ter dito "não, obrigada" e saído dali rapidamente, deixando-o para trás. Mas preferi deixar que meus desejos falassem por mim.

— Por favor. — falei, convidando-o a me levar ao paraíso dos seus lábios.

Ele sorriu, antes de segurar meu rosto entre as mãos e me puxar para perto, grudando seus lábios nos meus. Aquilo não foi como a primeira vez: calmo e gentil. Dessa vez estava mais afoito, urgente e... e com certeza mais quente.

Suas mãos deslizaram pelo meu corpo até parar em minhas coxas, onde ele apertou antes de me impulsionar para cima. Lacei minhas pernas em seu quadril e ele me pressionou contra os armários, sua boca grudada minha. Abri os lábios, dando passagem para sua língua hábil e urgente. Descobri que seus cabelos eram macios quando meus dedos se afundaram nele, sentindo o toque leve deles.

Suspirei sem sua boca quando sua mão entrou pelo suéter e apertou meu seio direito por cima da camiseta. Arranhei sua nuca, tentando canalizar toda aquela intensidade que eu estava recebendo. Seus lábios deixaram os meus e desceram pelo meu queixo, chegando ao meu pescoço, onde ele beijou e mordeu como se não houvesse amanhã. Eu nem conseguia manter os olhos abertos, com sua mão dentro da minha roupa e sua boca em meu pescoço. Apertei o tecido de sua camiseta e o puxei de volta.

Ele voltou a segurar minhas coxas, afundando seus dedos ali me fazendo arfar. Escorreguei minhas pernas até que meus pés tocassem o chão, segurando-o pelo colarinho da jaqueta. Inverto nossas posições e o encostei, talvez com muita brutalidade, nos armários de ferro. Me afastei para olhá-lo, sorrindo.

Ele não era o único que podia brincar.

Estreitei meus dedos no tecido da jaqueta, aproximando minha boca de sua orelha. Mordi o lóbulo, beijando a pele perto dali e sentindo-o se arrepiar. Mordi seu pescoço, sentindo suas mãos em meu quadril me puxarem para mais perto. Ouço seu suspiro pesado, enquanto ele subia sua mão e afastava meus cabelos que grudavam no pescoço. Voltei a beijá-lo na boca, quase como se sentisse falta de seu gosto.

A volúpia do momento estava me enlouquecendo, subindo pelas minhas pernas, esquentando meu ventre e borbulhando minha cabeça. Thomas Bianchi era quente, quente para caralho.

— Com licença. — ouvimos uma voz baixa e raivosa.

Me afastei subitamente, usando o peitoral de Thomas como apoio para me impulsionar para trás. Coloquei a mão na boca, sentindo vontade de rir da situação. Thomas parecia do mesmo jeito, encostado nos armários de maneira desleixada enquanto deixava um sorriso escapar pelos lábios.

A cor fugiu das minhas bochechas quando olhei para porta, onde Angel Doll estava.

— A-Angel, você veio. — falei, afastando o cabelo do rosto.

Ela me olhou, seu olhar carregado de um desprezo que eu não compreendi. Ela estava diferente. Ainda usava o preto como sua cor predominante, vestida com um suéter, calça jeans skinning, tênis e um casaco. Todas as peças na mesma cor escura. Dessa vez seus olhos não carregavam maquiagem alguma, seu rosto estava com seu tom pálido natural, ela parecia um fantasma. Mas seus cabelos, antes longos, brilhantes e escuros, não estavam mais ali.

Agora os fios cor de ébano estavam mais curtos que os meus, na altura da mandíbula, repartidos ao meio e escorridos na direção do chão.

— O que houve com seu cabelo? — perguntei, me sentindo estranhamente fora do eixo.

— Cortei. Resolvi mudar. — seus olhos vagaram pelo cômodo, tristes e vazios. E eu até imaginava o porquê.

Eles pararam em Thomas, fulminando-o de repente. Ela tirou do bolso do casaco uma caderneta pequena, junto com ela uma caneta.

— Vocês devem saber que "amassos" — ela olhou para nós dois enquanto falava amargamente. —, nas dependências da escola são proibidos.

Ela escreveu ferozmente na caderneta, em duas páginas amarelas. Arrancou as duas, entregando uma para mim e outra para Thomas.

— E também não se deve entrar o vestiário feminino, Thomas. — ela disse. O nome dele parecia veneno em sua língua, queimando de amargura.

Li o papel, um misto de choque e frustração passando por meu rosto. Choque por ver Angel daquele jeito, mais dura, fria e cruel. Eu esperava que ela estivesse daquele jeito, mas isso não me preparava para vê-la agindo daquela forma. E frustrada por ver que eu havia ganhado uma hora de detenção.

— Uma hora de detenção? Por causa de uns beijos? — Thomas perguntou.

— É melhor parar de reclamar, se não quiser levar mais meia hora. — ela disse. — E saia daqui, as aulas já vão começar.

— Sim, senhora. — ele revirou os olhos, pescando sua mochila do chão e guardando o papel amarelo no bolso.

Se inclinou para mim, me dando um selinho antes de piscar e ir embora, passando por Angel com uma careta. Meus lábios arderam, os mordi tentando cancelar aquela sensação.

Voltei a olhar para Angel, que me encarava sem nenhuma emoção no rosto.

— Sumo por uma semana e vocês já estão namorando? — ela perguntou, cruzando os braços como se estivesse em um interrogatório.

— Não estamos namorando, Angel. Estávamos só...

— Nas preliminares? — ela riu sem humor. — Imagino que vocês estariam se comendo se eu tivesse chegado cinco minutos mais tarde.

— O que é isso, Angel? O que aconteceu?

— Nada, Hydra! Não aconteceu nada! — ela gritou, me assustando. Seus olhos estavam marejadas agora, seu rosto vermelho de raiva. — Eu só fui estuprada por um babaca idiota que se faz de bom moço! Só isso!

Neguei com a cabeça, sentindo minhas próprias lágrimas banharem meu rosto.

— Eu já te disse: vamos na delegacia. Eu sirvo de testemunha, fico ao seu lado, eu vou te ajudar... eu...

Ela avançou em mim, me segurando pelos ombros e me jogando contra os armários violentamente. Seus olhos estavam vidrados de raiva, enquanto a dor explodia pelas minhas costas e se espalhava pelo meu sistema nervoso. Parecia que tudo doía.

— Eu não vou contar para a polícia. — disse ela entredentes. — E nem você. Não me interessa o que você acha. Essa história fica entre nós.

Neguei com a cabeça, sentindo seus dedos apertarem meu braço com força.

— Não consigo conviver com aquele cara sabendo o que fez a você.

— Aprenda! — ela me jogou de novo contra os armários. — É o aviso que te dou.

Ela me soltou, saindo do vestiário com toda sua fúria e lágrimas presas. Escorreguei até o chão, naquela típica cena dramática de telenovela. Fiquei ali, chorando silenciosamente, até que o sinal tocasse e eu tivesse que me apressar para fora dali.

Depois do almoço, sentindo dores nas costas pelas pancadas que havia levado, fui guardar minhas coisas em meu armário. Quando abri a porta de metal, pronta para encarar a Hello Kitty adesivada ali, mas um papel escorregou dali de dentro e balançou no ar até pousar em meus tênis. Me abaixei, pegando aquela folha de caderno entre as mãos. Uma caligrafia mal feita estava ali, enchendo meus olhos de desespero: 

Coisas ruins acontecem à garotas com fome de justiça. 
— Seu pior pesadelo.

 


Notas Finais


Uuuhh mistérios... adoron!

Gente, eu gostaria de perguntar à vocês oq estão achando da minha escrita? Está muito enrolada, sem muitos detalhes ou desleixada demais? Não sei, estou tendo umas dúvidas quanto a isso.

Desde já obrigado e até mais!


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