História The rules and shame of love - Capítulo 6


Escrita por: ~

Postado
Categorias Skam (Vergonha)
Personagens Christoffer "Chris", Eva Kviig Mohn
Tags Skam
Visualizações 563
Palavras 2.382
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Drama (Tragédia), Escolar, Famí­lia, Festa, Hentai, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Spoilers
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


"Ohh the reason I hold on
Ohh 'cause I need this hole gone
Funny you're the broken one
But I'm the only one who needed saving
'Cause when you never see the lights
It's hard to know which one of us is caving [...]"

Capítulo 6 - We can not run away from ourselves


CHRIS

 -Você deve sentir algo por ela!- Will me ajuda a entrar dentro do carro como uma criança pequena. 

 Puxo meu braço de sua mão e termino de entrar sozinho. Todo aquele cuidado que estavam tendo comigo era sufocante, por falta de palavra melhor. Olho para frente, não tenho o direito de me sentir bravo com ele, mas não me importava. Eu estava mesmo assim. 

 -Eu sinto tesão, a gente transa, Will, qual é?!- Levanto as mãos e deixo elas caírem no meu colo. Ele liga o carro e sai do estacionamento do hospital.- Eu não quero um relacionamento com ela, você sabe que todos os que eu já tentei antes foram por água a baixo e a menina era arruinada.

 Ele me lança aquele olhar de "eu sabia" e sorri. 

 -Era disso que eu estava falando, Chris. Você gosta dela o suficiente para não querer fazer o mesmo com ela, você sabe de tudo o que ela passou com o Jonas, e não quer o mesmo. 

 Okay, talvez ele estivesse certo. Mas quem liga?! Bom, aparentemente eu. 

 -Tudo bem, gênio! Você descobriu um dos meus segredos, e agora? Vai fazer uma página fake no Facebook e espalhar para todos? Ou vai escrever uma mensagens para as minhas ex contando que eu não gostava delas tanto assim?- Minha voz sai divertida e sarcástica, o que é um grande alivio, pois estou sentindo algo dentro de mim queimar e espero, com todo o meu coração, que seja raiva. E não outra coisa. 

 -Nem um, nem outro. Eu só quero entender o porque você ainda fica perto dela, transando, conversando e agindo como se fosse mais do que é, se no fim você estará correndo como se ela tivesse algo contagioso, ou algo parecido.

 Eu também não sabia. E sentia a necessidade de gritar isso para ele. Porque tem que ser tão complicado assim? Não poderia ser só sexo e mais sexo? Não! É óbvio que não. Eu não posso só transar com ela como se ela fosse outra menina qualquer, porque não é. E tentar fingir isso é o que está estragando tudo, mas eu não posso simplesmente assumir que ela tem um efeito sobre mim e está começando a ficar sobre a minha pele. William estava certo, era hora de se afasta. 

 -Você tem razão, eu fiquei ligada por tempo demais. E esse acidente ainda me deixou mais preso a ela. Mas eu estou vivo e ela também, e eu vou seguir enfrente. 

 -Não. Não foi isso que eu quis dizer, você entendeu tud...

 -Tudo certo! Eu entendi você bem,- Olho para ele e levanto as mãos em forma de gratidão para ele.- E agradeço pelos sábios concelhos, mesmo que você tenha se entregado para uma só mulher, que em questão é linda e apeti...- Will solta um leve rosnado como um animal e me olha com fúria. Solto uma risada e me desculpo.- Foi mal, ela é toda sua. 

 

 ��

 

 Meu apartamento está vazio. Meu pai deixou uma mensagem na caixa eletrônica dizendo que estará em casa daqui dois dias. Que os remédios já foram comprados e estão no meu banheiro. E um lembrete de que eu acabei de passar por um acidente e não devo fazer festas. 

 Como se eu desse a miníma para isso. 

 Está se tonando abito não se importa com as coisas. 

 Seleciono a maior parte dos meus contatos e envio a mesma mensagem a todos: "Festa pela comemoração da minha vida. Na minha casa, ás 19h. Tragam sua bebida. Aqui não é um bar, ao menos que vocês ajudem a transformá-lo em um." 

 Olho no relógio e percebo que ainda é cedo, olho a minha caixa de entrada e vejo três ligações perdidas de Eva. Ignoro todas e me deito no sofá, esse sentimento de culpa que me invade é ridículo. Não estou me apaixonando por ela, eu no máximo gosto de sua companhia. Esse é o problema, você primeiro se acostuma, depois passa a apreciar a companhia e no fim, não consegue largar a pessoa por que já está preso emocionalmente a ela. Não quero isso para mim. Amar alguém é se destruir, no fim das contas alguém sempre ama mais que o outro, e acaba saindo mais machucado também. E doce menino Jesus, eu nunca deixaria a Eva ser esse alguém. O pensamento de ver ela chorar por mim me deixa louco. 

 E tudo isso é uma puta merda fodida. Eu sou PChris, será que vou precisar repetir isso para mim todos os dias quando for escovar os dentes, como um mantra? Eu transo, e não telefono. Pode me chamar do que quiser, benzinho, eu nunca disso que os xingamentos não faziam jus. 

 Me levanto do sofá e vou até os meus remédios. Tomo alguns para dor e vou para debaixo do chuveiro. A água quente caia sobre meu corpo, fazendo os cortes pelo meu corpo arderem. Minha mão ainda está dolorida por cauda do soco que dei no desconhecido e no espelho, e meu rosto ainda possui um tom esverdeado mais claro. Estou, literalmente, quebrado. Dar uma feste pode não ter sido uma boa ideia. 

 Fico longos minutos encostado na parede de ceramica cinza. Fecho meus olhos e tento relaxar, mas pequenos flash de Eva nua encima de mim começam a passar em minha cabeça como um filme indecente. Balanço a cabeça para acabar com aquilo, mas só piora. Sua mão passando por minhas costa, enquanto ela mordisca minha orelha. Me puxando levemente para deitar, enquanto monta em mim, o sutiã preto que ela veste é de renda e me deixam ainda mais duro. Sorrindo ela rebola em meu colo e se abaixa para me beijar, lentamente, enquanto eu tiro sua calcinha. 

 -Aaaaawn!- Algo quente escorre pela minha mão, me obrigando a sair do minha névoa e abrir os olhos. Só então eu me dou conta do que realmente estava fazendo. Me masturbando enquanto lembrava de uma foda com a Eva. A melhor que já tivemos. 

 Termino meu banho rápido, ao mesmo tempo em que tento não desabar no chão do banheiro. Todo o alívio do meu corpo é como uma onde de energia para a minha mente. Me sinto como se estivesse correndo em círculos. Não adianta em nada decidir me manter afastado dela, se toda vez que fecho os olhos a imagino do meu lado. 

 Eu sei o que preciso fazer. Vou transar com alguma menina do primeiro ano, preciso acabar com essa tensão no meu corpo totalmente. E de brinde, tirar Eva do meu sistema. 

 

��

 

 Logo apos sair do banheiro me jogo na cama e acabo dormindo. Sem sonhos ou pesadelos. Quando acordo, me celular está cheio de mensagens com confirmações de presença e algumas chamadas perdidas de Wil, meu pai e Eva. Vou até a janela e observo as pessoas andando de um lado para o outro.  Chamo primeiro meu pai, que atendo no terceiro toque: 

 -Eu estou no meio de uma reunião, importa-se eu liga mais tarde? Você está bem, certo?

 -Na verdade eu me importo sim, me ligue só amanhã. Ou espere eu te liga, estou ótimo. Boa sorte com os negócios, pai.- Encerro a ligação e olho para o céu. 

 Uma camada rosa alaranjada se instala no horizonte. Em um degrade de preto para cinza, e rosa. O final da tarde é minha parte favorita do dia. 

 Respiro fundo e ligo para William, que não me atende. As duas vezes que liguei. 

 Antes de ligar para Eva, vou até a cozinha e me sirvo de vodka com suco de laranja. Volto para o meu quarto e sento na ponta da cama, aonde posso ter uma visão do céu e da rua. O telefone chama pela quarta vez e eu estou quase desistindo quando ela atende: 

 -Chris, é você?- Sua voz é preocupada. 

 -Esse é meu número, não é?- Em minha cabeça eu tinha uma ideia de ser frio e distante, mas foi muito pior. Eu estou indiferente e soando inpaciência. 

 -É, é sim. Você está bem, o que aconteceu com você? Seu pai me disse que estava morto!- Ela ignorou meu tom de voz e continuou falando, tentando não quebrar em um choro. 

 Minha garganta está queimando, e minha vista começa a ficar embasada com as minhas próprias lágrimas. 

 "Grande homens não choram, para de bancar o marica!" As palavras do meu pai me atingem como um tapa na cara. Ignoro todas as emoções que estou sentindo e respondo ela sendo mais breve e vago possível: 

 -Acho que era o que ele queria que tivesse acontecido, não foi dessa vez no entanto. Olha, eu só liguei para dizer que estou bem e você pode parar de se preocupar, ou fazer qualquer coisa que esteja fazendo.- Paro por um momento para poder ouvir sua respiração e me agarro ao som, então continuo:- Eu irei dar um festa hoje, e até te chamaria para vim mas não acho uma boa ideia. Você sabe, o seu estado e tudo mais...- Eu quase posso ver seu rosto chocado e decepcionado me olhando, e é como estar dentro do carro capotando outra vez.- Eu tenho que ir, o pessoal já começou a chegar, tchau! 

 Não espero ela responder, mesmo que eu saiba que ela não vai. Apero o botão vermelho de encerramento de chamada e puxo o ar para dentro. Estava prendendo a respiração sem me dar conta. 

 Uma leve culpa está pesando junto da minha consciência, mas todo o resto do meu corpo está leve. Eu me sinto como eu novamente. Ligo para a pizzaria e peço um punhado de pizza para o meu apartamento e vou me troca. Dessa vez estou em uma mistura de cinza, preto e branco, quando termino de me arrumar ouço o interfone toca. O porteiro avisa que está chegando um pessoas para um festa que eu disse que daria, confirmo com ele e as pessoas começam a bater na porta. 

 Gente que eu nunca vi, e rosto conhecidos. A maior parte está carregando garrafas de tequila, vodka e cerveja. Deixando na cozinha, na mesinha de centro ou na estante. Após meia hora todos já tem um copo descartável vermelho na mão, e estão dançando ao som de Martin Garrix. Ainda estou no meu segundo copo de vodka com suco quando duas loiras, que nunca vi antes me abordam e começam a tentar me seduzir. A música é boa, a bebida é ok e as meninas são no máximo gostosa, tento aproveitar ao máximo tudo aquilo. As levo para o quarto de hospede e tranco a porta. Elas são rápidas em tirarem as roupas, deixando tudo espalhado pelo chão do quarto. E são mais rápidas ainda em me deixarem pelado, também. Só então olho de verdade para elas. Uma é alta, magra e parece uma modelo, enquanto a outra é mais delicada, e bronzeada. Mas elas são quase idênticas, o que me faz acreditar que são gemas. 

 Apago a luz e sinto uma delas me beijar, enquanto a outra coloca a camisinha com a boca. Em poucos segundos já estou pronto para as duas, me sento na cama e a mais delicada monta em mim e rebola freneticamente. Enquanto beijo a outra e passo minha mão pelo seu corpo, minha cabeça começar a dar voltas em círculos. Tento focar meus olhos em algo no meio da escuridão, e o rosto de Eva aparece em minha mente, me deixando irritado. Toda essa transa era para tirar ela da minha pele, não trazer ela para o meio.  

  Empurro a outra loira para a cama de barriga para o colchão, enquanto a outra cai para o lado quando levanto rápido. Antes que eu possa me deter, estou no meio de suas pernas, me posicionado. A batida da música entram por baixo da porta, rápidas e fortes e sigo o compasso enquanto estou dentro dela. Um tremor passa pelo meu corpo e antes que termine já estou fora dela e exausto na cama. Meus olhos estão fechados, mesmo que eu esteja me sentido mais ligado do que nunca. 

 -Saiam!- Eu esbravejo. 

 -Mas...- A loira insatisfeita tenta mas muda de ideia quado olha pra mim. 

 -Saiam, agora! Você vão encontra outro pênis para montar em segundos, só vão!!- E elas saiam, sem nenhum barulho. 

 Pego meu celular e chamo um táxi antes que eu mude de ideia. Me visto rápido e corro para a rua. O vento entra pela janela do carro gelado e cortante, contra a minha pele quente. Quando ele para ao lado de sua casa quase desisto de sair dele, mas tomo coragem e desço. Dou a volta na casa e paro do lado da janela do porão, a mesma janela que pulei tantas noites só para dormi com ela. 

 Contando até três dou um pulo e seguro o parapeito, um dor fina e leve atormenta meu peito mais ignoro. Lá dentro está tudo escuro, a não ser por um quadrado de luz na cama. Sorrio quando vejo Eva deitada, mas a luz fica mais clara e revela que ela não está sozinha. Jonas está do seu lado. Os dois estão rindo e deitados juntos, vendo um filme. 

 A primeira coisa que faço é sair dali. Não sou nenhum idiota que vou fica prolongando o amargo na boca. Também não vou culpa-lá, pois sei que a maior parcela de culpa é minha. Mas não vou negar que a leve dor no meu peito é só por ter me esforçado demais quando não deveria. É algo a mais, porque agora não doí só meu peito, mas meu corpo inteiro. Como se algo dentro de mim tivesse se quebrado e está cortando todo meu corpo de dentro para fora. Enquanto eu estou sentando no meio fio da calçada, vendo os carros passarem diante de mim, sem força ou vontade para sair dali. 

 Se esse era o acerto de contas por eu te sido o "PChris" que fode tudo e a todas, então a conta veio desigual. Porque está doendo mais do que posso suporta. 

 Um táxi para no sinal vermelho e eu entro nele. Não posso volta para o apartamento com toda aquela música e pessoa, então peço para ele ir para o único lugar que posso fica sozinho e pensar. 

 O antigo prédio em que vive, e o seu terraço onde me escondo sempre que preciso fugir. 


Notas Finais


Hi people!
Demorou um pouco mais aqui está.
Eu sei que as coisas andam meio tensas e dramáticas, mas tudo isso vai melhorar, eu juro! Espero que gostem e é isso...
Boa leitura <3

**Eu não tive um bom tempo para revisar, então se tiverem erros podem me avisar que depois eu arrumo**


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...