História The Secret Of Us - Capítulo 11


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Ação, Amizade, Anjos, Annatheidiot, Assassinato, Canibalismo, Colegial, Feitiçaria, Horror, Magia, Morte, Original, Paranormal, Policial, Romance, Segredos, Sobrenatural, Terror, Vampiros, Violencia
Visualizações 16
Palavras 1.231
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Colegial, Comédia, Escolar, Esporte, Famí­lia, Fantasia, Festa, Ficção, Luta, Magia, Mistério, Misticismo, Policial, Romance e Novela, Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Violência, Yaoi, Yuri
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Canibalismo, Heterossexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Spoilers, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


AAAAAAAAH,NÃO ME MATEM!!!!
Ontem não tive tempo de postar à tarde.SORRYYYYYYYYYYYY

Foi mal,galeuro '; -;

Capítulo 11 - Enxofre


Minha cabeça latejava quando acordei.Era como se alguém estivesse batendo em minha cabeça com um ferro quente de forma regular.Eu estava deitada,então sentei,não esperando a onda de dor que correu meu corpo logo a seguir mas que sumiu quase instantaneamente.

Esfreguei os olhos e os abri,dando de cara com um céu alaranjado do pôr do sol.Olhei volta.

Tudo bem.

Ali decididamente não era Grimorland.

Era uma rua sem saída,com apenas cinco casas,e duas delas estavam abandonadas,com as janelas tapadas por tapumes de madeira e um ar maligno.Me apressei em me levantar ao perceber que eu estava no meio da rua,toda gasta e esburacada. A calçada parecia uma campina de tanta grama que crescia entre suas fendas e rachaduras.

Havia um homem de meia idade debruçado pela janela do primeiro andar de uma das casas.Me dei conta de que não sabia onde estava.Teria que perguntar.

Enquanto andava,fui me analisando.Nenhum machucado,nenhuma ferida,um arranhão sequer.Apenas sujeira.Parecia que eu havia rolado em meio à terra seca e depois levado um jato de graxa na roupa.Estava horrível.

Franzi o cenho ao perceber o cheiro horrível que emanava das manchas pretas.É.Com certeza não era graxa.

-Garota?

Me exaltei,olhando para os lados.Não havia percebido que já passara pela casa do homem na janela.Ele me olhava,com certo tédio,a cabeça apoiada na mão.

-É…Sim? - respondi.

Ele apontou para mim com a mão livre.

-O que estava fazendo deitada na rua? - indagou,como se apenas quisesse puxar assunto.

A última coisa que eu queria,aliás.

Olhei para trás.O que eu estava fazendo na rua,afinal?Tentei puxar algo da memória: A entrada na parede,a biblioteca decaída e ao ar livre de Grimorland,a conversa no café,Megan,correr,correr e correr…

Sim.Mareena me achando,mas não conseguindo me ver.O rapaz na floresta…

Baphomet.

Ele havia me nocauteado com uma adaga.Precisamos ir antes que o híbrido chegue.Algustos.

E mais nada.Baphomet havia me feito ficar inconsciente e me fizera aparecer aqui,em Graylake Falls.Mas o que ele havia feito comigo?Várias hipóteses surgiram em minha cabeça,e nenhuma delas era lá muito boa.

Me virei novamente para o homem da janela.Ele aguardava minha resposta,parado.

-O senhor viu quem me trouxe aqui? - acabei perguntando.

Ele balançou a cabeça em negativa.

-Eu lembro de ter visto um pássaro. Grande.Me lembrou aqueles Condores dos Andes,do Sul,mas branco,branco que até brilhava.

A um pouco menos de um dia atrás eu teria duvidado.

-Um pássaro,o senhor disse? - quis ter certeza,meio perplexa.

-Um pássaro.Te deixou aí e foi embora.A Jean quis ir ver,mas eu falei pra ela ficar.Vai que é alguma coisa daqueles delinquentes que passam por aqui - afirmou.

Aquilo me confundiu.Um pássaro gigante?Eu não vira nenhum pássaro branco gigante voando por Graylake Falls e despejando garotas desacordadas no meio da rua.

-Ah…Muito obrigada,senhor - falei,voltando a andar.

-Não respondeu minha pergunta,moça.

Hesitei.Me virei para a casa.

-Eu não sei o que estava fazendo ali - respondi,e tratei de apressar o passo antes que ele dissesse mais alguma coisa.


⚫◽⚫


Ian Aust estava horrível.

Fiquei em silêncio esperando que falasse com o pai,pronta para ir à sala se o homem me chamasse ou coisa assim,mas percebi que ele acabou esquecendo da minha presença ali.Isso foi bom.

Levantei,indo até perto da porta,apagando a luz e esperei Ian Aust entrar.Quando a garota passou por mim para acender a luz,fechei a porta com silêncio.

Ian se virou.Seus olhos se arregalaram ao me ver ali,com a mão na maçaneta.

-O que...?

-Calma - falei.

Ela ficou paralisada,me encarando como se eu fosse um alienígena.Recuou alguns passos e trombou na cama,caindo sobre ela.

Tentei parecer o mais calma possível.

-Você não fez nada ao meu pai? - perguntou num tom assustado porém amaçador.

Neguei.Ela suspirou,visivelmente aliviada.

-O que quer?

Pela sua expressão,se eu mexesse um fio de cabelo era capaz de Ian desmaiar.Eu realmente a havia assustado.

-Quero pedir…Desculpas - respondi,tentando não parecer desconfortável.

Agora seus olhos não eram assustados,e sim chocados.

-Eu ouvi direito? - falou - Espera…Você veio me pedir desculpas?

Assenti,revirando os olhos.

-É.Problema? - retruquei com um pouco de mau humor.

Ela quase sorriu.

-Esse dia não podia ser mais estranho.Entro em outra dimensão,sou raptada,acordo do outro lado da cidade e encontro o primeiro ser sobrenatural que vi na minha vida bem no meu quarto para pedir desculpas - disse num tom de quem estava quase achando graça.

Franzi o cenho.

-Você foi para Grimorland? - perguntei atônita - Eleanor…

-Sim.Fui e acabei de ferrando depois - disse num tom quase de deboche.

Aquela Ian Aust era bem diferente da humana desesperada no banheiro feminino do American Bunker a quase um dia atrás.Parecia que havia passado por mais experiências como aquela,ou até piores.

Inspirei um pouco de seu cheiro.Senti um odor de enxofre forte,poeira,o cheiro da velha biblioteca de Eleanor Winterking e o habitual cheiro estranho e raro de Grimorland.

Mas nada de seu cheiro.

-O que foi? - perguntou,provavelmente olhando minha expressão.

Como não era possível sentir o cheiro de alguém?O que aquela garota havia feito em Grimorland?Ela decididamente estava com cheiro da última vez que a vi.

-Onde está…Seu cheiro? - perguntei em tom murmurante - Você não tem odor.

Ian franziu o cenho,confusa,mas logo sua expressão era de desdém.Como ela podia ficar indiferente assim?

-É?Para mim ser imune às coisas assim já virou algo normal - disse num tom um tanto desanimado.

-Como assim? - perguntei com sincero interesse.Eu sabia que Ian Aust tinha sido imune ao feitiço de Megan,por isso estava aqui,mas ela havia falado no plural.

Ian me olhou com olhos sem expressão.

-Nada funciona comigo.Simples assim - revelou - Não poderem sentir nem meu cheiro agora é novo.

Nada funciona com ela?Essa afirmação era ampla demais.

-Então você vai viver vendo tudo?Sabendo que…Existimos? - perguntei cautelosa.

Ian assentiu.

-Já me fizeram ameaças por conta disso.Entre na fila se quiser - disse sarcástica.

A olhei quase incrédula.

-Como pode ser tão indiferente numa situação dessas?!

Ian Aust franziu o cenho.Deu de ombros e fitou no chão.

-Não estou sendo indiferente - rebateu - Só sei que é inevitável.Percebi isso em Grimorland.Já que não posso fugir disso… - seus olhos se encontraram com os meus - Simplesmente tento não deixar isso me consumir,sabe.Não ficar louca.Não revelar essas coisas.Agir como se nada tivesse acontecido.Ser a Ian de sempre.Não confunda com indiferença,ninguém ficaria indiferente com uma coisa dessas,Yuna.

Fiquei surpresa.

-Sabe meu nome - falei.

Ian assentiu.

-Megan te chamou de Yuna ontem à noite.

-Yuna Reld - completei.

Nos olhamos num ar de entendimento silencioso.

Aquela garota me intrigava.Ela tinha algo de diferente,eu sentia,como se estivesse escrito em sua testa,mas também era forte.Estava levando a situação da melhor forma possível para não ficar louca,e não conheço um humano que volte de Grimorland são.

Olhei o início da noite pela janela do quarto.Agora eu podia partir sem ter problemas com a luz solar.Ian olhou pela janela também.

-Meu pai sabe que está aqui? - perguntou um tanto desconfiada.

A olhei,sorrindo de canto.

-Sabia.Ele provavelmente deve ter esquecido que estou aqui - respondi.

Ian deu de ombros.

-Esse é o Albert - falou.

Ri baixo.

-Vou embora.Tenho minhas coisas para fazer - me dirigi à porta,colocando a mão na maçaneta - Até algum dia,Aust.

Abri a porta,saindo para o lado de fora.Estava indo fechá-la,porém os dedos pálidos de Ian me bloquearam.Abri a porta novamente,vendo que estava em pé.Tirou os dedos da porta e colocou a mão na nuca.

-O que…O que aquele velho fez?O que matou ontem? - perguntou.

Arqueei levemente as sobrancelhas.Não esperava essa pergunta.

-Ele traía a mulher.Já havia estrupado duas mulheres quando mais jovem - os olhos de Ian se arregalaram - Sua esposa descobriu tudo isso.Entrou em depressão.Me senti responsável.

Ela assentiu,meio entorpecida.Constatei que Eleanor havia lhe revelado mais coisas do que eu esperara.

-Até um dia então.

Assenti.

Me virei para ir mas hesitei.

-Ian? - chamei.

-Sim?

Me virei para trás.Ela ainda estava parada na porta,mergulhada em pensamentos.Inspirei seus cheiros novamente,o de enxofre se sobrepondo aos outros e queimando minhas narinas.

-Fique longe dos demônios - falei por fim.



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