História The Story Of Our Lives - Capítulo 5


Escrita por: ~

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Categorias Avenged Sevenfold
Personagens Johnny Christ, M. Shadows, Personagens Originais, Synyster Gates, The Rev, Zacky Vengeance
Tags Avenged Sevenfold, Colegial, Romance, The Story Of Our Lives
Visualizações 27
Palavras 3.777
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Colegial, Comédia, Escolar, Famí­lia, Hentai, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Olá, tudo bom com vocês?
Ai ai, aqui está uma correria! Final de semestre, ainda bem que eu consegui escrever vários capítulos, senão não estaria dando para atualizar aqui ;-;
Música do capítulo: 14 Years (Guns N' Roses)
Enfim, enjoy!

Capítulo 5 - Estou começando a sentir uma atração


Brian’s POV

- Então, Kah, o que me diz?

Cara, a expressão no rosto dela chegava a ser cômica, e era linda. Seus olhos estavam mais abertos, brilhando, e o melhor de tudo: isso era por minha causa. Ela me fitava daquele jeito e mal piscava.

- Você... Você realmente fez isso por mim? – surpreendi-me com sua pergunta quase sussurrada. – Brian, você correu atrás de uma banda só para eu poder me inscrever?

- Eu quero provar meu ponto – respondi, sorrindo. – Você tem talento e precisa se arriscar um pouco, então, sim, eu fiz isso por você.

Levei um susto quando Karen pulou no meu pescoço, me dando um abraço apertado. Envolvi sua cintura, notando então que o gesto foi íntimo demais, mas ela não se afastou. Nosso primeiro contato mais próximo e eu fiquei quase sem fôlego. Porra, Brian, você nunca sentiu nada disso por garota alguma! Ok, ok, isso não quer dizer nada. Quero dizer, eu realmente gosto de ser... amigo, ou sei lá o que dela, e acredito que a garota esteja desperdiçando o potencial que tem. E eu não estou sozinho, meus amigos concordam comigo e foram eles que me deram o pontapé inicial para correr atrás das meninas para ela.

- Eu nem sei o que dizer! – Karen murmurou e, ao se afastar, vi seus olhos marejados. – Você não tem ideia de como essa atitude significa para mim. Obrigada!

- Sem problemas, Kah. Também... não precisa chorar – falei, temendo que ela fosse se derramar em lágrimas. Não sei o que fazer com garotas que choram.

Em vez disso, ela riu, e seu rosto estava tão próximo do meu, suas mãos descendo dos meus ombros até meu peito, e eu vi que ela teria me beijado. Teria, se alguns pigarros não tivessem nos lembrado da existência de Alice, Emily e Carol.

- Ok, meninas – falei, recompondo-me, abraçando Karen de lado e indo até elas. – Banda formada, tratem de se tornarem amigas e competir para vencer. Quando nossas bandas forem mundialmente famosas, eu ligo para fazermos uma turnê juntos.

As quatro riram, mas Karen realmente gargalhou. Ela estava tão animada, parecia que minha abordagem surtira o efeito desejado: ela parecia estar mais confiante.

- Vocês querem almoçar comigo hoje? Podemos conversar para nos conhecermos melhor – Karen disse. – E então fazemos um pequeno ensaio para ver se temos harmonia juntas. Se tudo der certo, a Sweet Revenge estará inscrita o mais cedo possível.

- Fechado, Monitora – Carol disse, nos fazendo rir.

- Demais! Ah... Mas tem um problema.

- O que foi? – Alice perguntou.

- Prefiro não contar à Liz antes de as inscrições se encerrarem, só para garantir. Assim, como e onde vamos ensaiar?

- O Matt já disponibilizou a garagem dele – falei. – Temos os instrumentos, então você não vai ter que fazer magia para esconder uma guitarra quando sair e voltar pra sua casa.

- Jura? O Matt é tão gentil! Os pais dele não vão se importar?

- Acho que quatro garotas devem ser menos irritantes do que nós cinco tocando lá – dei de ombros, elas riram. – Tudo certo agora, finalmente? Nenhum outro empecilho, Monitora?

- Não, nenhum – ela sorriu. – Mas pode parar de me chamar assim, eu me lembro do seu apelido também!

- Não está mais aqui quem falou!

No dia seguinte...

Eu soube ontem mesmo que o almoço das garotas resultou em um entrosamento muito bom entre as quatro, e todas estavam ansiosas para ensaiarem juntas pela primeira vez hoje. Depois do almoço delas, Karen teve monitoria e eu e os caras, novamente, tivemos treino de basquete com o time todo. A garota apareceu quando estávamos saindo para contar as boas novas e me agradecer outra vez, além de também agradecer ao Matt por ter cedido o espaço e aos outros por a terem incentivado.

Hoje não tivemos treino. As gêmeas ficaram no colégio depois da aula para esperarem a Karen, e eu e os caras acompanhamos as outras garotas para a casa do Matt, assim também já poderíamos conhecê-las. Logo vi Jimmy se interessar por Emily, a baixista ruiva, e ela de alguma forma também pareceu gostar em especial do meu melhor amigo mesmo com toda a esquisitice dele. Logo vimos que Carol tinha apenas cara de poucos amigos, ela era muito legal e nós gostávamos praticamente das mesmas bandas. Alice era mais na dela, tinha mais jeito de menina, mas também estava animada em ensaiar com uma banda em vez de tocar sozinha.

Ficamos conversando na garagem até as outras chegarem. Elas se interessaram em saber que tínhamos bandas e, apesar de as três já terem tocado com outras pessoas, acharam útil ouvir algumas dicas. Ainda éramos completamente amadores, mas tocávamos em conjunto há mais tempo para ter um pouquinho mais de experiência.

Quando as gêmeas chegaram com a integrante que faltava, começamos a falar sobre o que e como elas pretendiam tocar. Karen logo desatou a falar, toda empolgada:

- Conversamos ontem sobre as bandas que gostamos em comum, sobre quais músicas sabemos tocar. Acho que hoje vamos só tentar fazer uns covers para ver como nos saímos. Vamos começar com 14 Years, do Guns, né meninas?

As outras três assentiram, levantando-se dos sofás em que estavam sentadas. Nós as ajudamos a posicionar os instrumentos e ligar os amplificadores. Matt foi se sentar com Valary e Michelle num sofá, e eu, Zacky e Jimmy no outro, para assistir. Vi Karen pegar uma das minhas guitarras e parecer meio perdida.

- Gente, eu... – ela balbuciou. – Eu nunca toquei com uma banda completa antes, então não devo me sair muito bem.

- Ninguém aqui é profissional, errar faz parte da diversão – Emily disse, piscando para Karen.

- É isso aí – Matt disse. – Tente não ficar nervosa, Kah, errar é normal e ninguém dá muita bola para isso.

- Okay – ela assentiu, respirando fundo.

- Podemos ir? – Carol perguntou, sentada atrás da bateria.

- Manda – Alice disse.

14 Years (Guns N’ Roses)

Carol contou o tempo e fez a primeira virada da música na bateria. Logo as quatro entraram: Carol marcava no chimbal e no bumbo, Emily repetia a mesma nota, e Alice já chegou mostrando para que estava ali, dominando o teclado sem olhar muito e soltando uma voz poderosa. Ao entrar com a guitarra, Karen foi bem, talvez meio segundo atrasada pelo nervosismo, mas acabou errando o terceiro acorde.

- Desculpe – ela disse, a voz abafada pelo som dos outros instrumentos.

- Não precisava parar – Alice disse. – Vamos começar de novo, se você errar só continue como se nada tivesse acontecido.

Carol riu e Karen assentiu, olhando para mim. Ergui a mão fazendo sinal de positivo, incentivando. As garotas começaram outra vez, e dessa vez Karen não parou. Ela deve ter errado mais uma vez no começo, mas ao mudar do pré-refrão (a ponte da música) e engatar os acordes lentos no refrão, começou a tomar o jeito. Emily se juntou a Alice, fazendo a segunda voz no refrão, e ao final deste, nós vimos a mudança na atitude das quatro garotas. Elas estavam em sincronia agora. Alice se divertia no teclado, balançando o corpo. Emily batia cabelo, Carol sentava o braço nos pratos e na caixa. Karen, aos poucos, foi ficando visivelmente mais confiante. Eu e meus amigos nos entreolhamos, surpresos e todos balançando a cabeça ao som contagiante daquela música.

A próxima ponte foi uma preparação perfeita para o solo que começava a seguir. Karen mudou sua postura, e eu a vi se entregar à música ao solar de forma incrível, conquistando minha admiração mesmo em um solo relativamente simples. Eu não conseguia não sorrir vendo aquilo, Kah balançava a cabeça, sorrindo de orelha a orelha, as pernas mais afastadas uma da outra, mostrando total controle sobre a música e sobre si mesma.

Alice voltou a cantar e elas fizeram a última parte, encerrando a música e nos deixando boquiabertos com a performance. Karen logo se virou para as colegas, extasiada.

- Fomos bem? – ela perguntou umas três vezes, até Val começar a bater palminhas muito animadas, e nós a acompanhamos.

- Puta. Que. Pariu! – Zacky exclamou, assentindo com a cabeça. – Nós acabamos de descobrir novos talentos aqui, alguém registra esse momento.

Fomos parabenizar as meninas pelo desempenho. Não fazíamos a menor ideia de quão boas elas eram, e especialmente quão boas poderiam ser juntas. As quatro se empolgaram ainda mais com a ideia de passaram a ensaiar juntas, compor músicas. Fiquei feliz também por todos termos nos dado bem, nosso grupo agora, incrivelmente, continha quatro garotas com quem não falamos uma vez sequer durante anos, mas que eram simplesmente fodas. Assim, eu e os caras nos colocamos a disposição para ajudá-las no que quisessem, principalmente porque Matt e Jimmy escreviam músicas há anos, e também queríamos acompanhar os ensaios delas.

Minutos depois da nossa pequena comemoração, a Sra. Sanders apareceu na garagem, elogiando o cover das meninas e convidando o “exército” – como ela mesma chamou – para comer um bolo que ela havia feito para nós. Seguimos o restante da tarde conversando.

(...)

Foi incrível como o mês de outubro passou voando. Tínhamos os trabalhos, e os professores pareciam mais exigentes agora que estávamos no último ano, e os treinos de basquete e os ensaios separados de cada banda também consumiam nosso tempo e energia. Além disso, também acompanhávamos os ensaios das meninas, que não eram muitos, visto que Karen não sabia quantas vezes conseguiria dar para a Srta. Ross a desculpa de ter algum trabalho para fazer quando passava as tardes fora. Ainda assim, tudo corria muito bem. Elas começaram a trabalhar em cima da música do pai da Kah, que estava cheia de ideias.

Estávamos já na última semana de outubro, e o Halloween, para nossa alegria, caía bem num sábado. Nossa galera ia dar uma festa de Dia das Bruxas no estilo adolescente da coisa: fantasias, muita comida e bebida e, claro, gente se pegando em todo canto da casa. E eu, obviamente, pretendia chamar a Karen para a festa.

Resolvi fazer isso de última hora, quando o nosso treino de basquete acabou mais cedo na quarta feira. Foi só o treinador apitar o fim do jogo que eu saí correndo da quadra, do jeito que estava. Fui até o nosso corredor, pois sabia que as monitoras ficavam em alguma das salas do quarto ano. Eu apenas não sabia qual, e andei pelo corredor olhando de sala em sala, até ver Karen saindo de uma delas.

- Kah! – chamei, indo até ela. Meu sorriso vacilou um pouco ao vê-la visivelmente desanimada.

- Oi, Junior – ela sorriu de lado. – Fugiu no meio do jogo, foi?

- Que nada, o treino acabou mais cedo. Escuta, Kah, eu sei que você deve estar com pressa e tal, mas eu queria te perguntar uma coisa.

Karen abriu a boca, mas antes que dissesse algo, sua madrasta saiu de dentro da sala da monitoria. A garota do quarto ano saiu também, acenando rapidamente para Karen e para a Srta. Ross, indo embora. A diretora olhou de mim para Karen sem nem disfarçar a cara de desaprovação.

- Vamos, Karen? – a mulher a chamou.

- Já vou, Liz.

- E o senhor, quem é? Não me parece estranho.

Engoli em seco. Definitivamente não queria que Karen me apresentasse enquanto a Srta. Ross ainda se lembrasse de mim por ter ido à sala dela depois de bater num moleque qualquer.

- O nome dele é Brian, ele é meu amigo.

- Brian Haner – completei, pigarreando.

- É o capitão do time de basquete? – ela perguntou e eu assenti. – E, se não me engano, eu te recebi na minha sala para que recebesse detenção por agredir um aluno, estou certa?

- Liz! – Karen ralhou.

- Está certa, Srta. Ross – respondi baixo.

- Bom saber – ela fitou Karen, que revirou os olhos. – Vou te esperar no carro.

- Não vou demorar.

Vimos a diretora virar o corredor e sumir. Karen estava visivelmente irritada, e lembrei-me da sua expressão abatida ao sair da sala. Eu não a tinha visto hoje ainda, não sabia se ela estaria apenas cansada ou se acontecera alguma coisa.

- Bom, o importante é que eu comecei com o pé direito com a Srta. Ross, não é? – falei ironicamente, fazendo-a rir um pouco.

- Poderia ter sido pior, ela apenas não está para discussões hoje.

Virei-me para ela.

- Tudo certo? Por que ela está saindo mais cedo do colégio hoje?

- Estamos indo ao cemitério agora – ela respondeu, a voz firme. – Hoje está completando os quatro anos desde que meu pai morreu.

- Ah – murmurei.

- Tudo bem – ela sorriu um pouco mais agora. – Já são quatro anos. Sabe, sinto falta dele, mas já se foi tempo suficiente para eu conseguir falar disso sem chorar. O que você queria me perguntar?

- Ah, não é nada, eu posso te perguntar amanhã.

- Deixe disso. Só vamos saindo porque não quero que Liz me espere muito.

Ela me puxou pelo braço, e saímos em direção às escadas. Apenas quando estávamos no térreo eu abri a boca:

- Sábado vai ter uma festa de Halloween na casa do Johnny, eu queria saber se você tá a fim de ir.

Vi Karen sorrindo consigo mesma, fitando o chão.

- Eu adoraria. Todos vocês vão?

- Você sempre pode encontrar a gente nas festas que tem por aí – comentei, fazendo-a rir. – Mas, e a diretora?

- Eu dou um jeito. Talvez facilite se as DiBenedetto forem me buscar, Liz gosta delas. Mas quem é Johnny?

- Ah, o Little Johnny é calouro. Ele é nosso amigo por causa do irmão mais velho, e agora que entrou para o high school ele tá querendo se enturmar mais.

- Legal. Vou falar com as gêmeas amanhã – Karen disse, parando quando saímos do prédio. Eu vi a diretora esperando dentro do carro do outro lado da rua, não parecendo nada feliz. – As meninas estão com algumas ideias para a nossa música, podemos ensaiar amanhã na casa do Matt?

- Claro, vamos estar lá esperando vocês.

- Ótimo! Até amanhã – Kah sorriu, se esticando e me dando um beijo no rosto.

- Até.

Virei-me, vendo-a correr até o carro e ainda acenar para mim antes de entrar pela porta do passageiro.

 

Três dias depois – festa de Halloween

- Se não for hoje, cara, eu sinto dizer que vai ser melhor você partir para outra – Jimmy disse, virando o copo de sei lá o que enquanto eu só enfezava a cara.

- Ela só me rejeitou uma vez, poste. E eu estou dizendo, está claro que ela quer ficar comigo.

- Pode até ser, mas quem garante que ela vai vir? – Zacky disse, e os caras continuaram rindo da minha cara.

- Calma, dude, não percebe que a gente tá só te zoando? – Matt disse, batendo no meu ombro. – E é só porque tá na cara que você tá a fim da Foster.

- Não tenho culpa – dei de ombros. – Ela chamou a minha atenção desde a primeira vez em que a vi. E vocês viram como ela pode ser interessante quando não está cumprindo o papel de CDF certinha.

- Vimos, cara, claro que vimos – Jason Berry disse. – E ela é gostosa, man. Sorte a sua que ninguém naquele colégio nota isso por trás daquele monte de livros que ela sempre carrega.

Ignorei o que eles continuaram falando e fui encher meu copo outra vez. Hoje eu até que estava pegando leve, não queria ficar bêbado dessa vez. Ao voltar para onde meus amigos estavam, nós nos viramos para a porta de entrada da casa quando vimos Valary e Michelle chegando. Val estava vestida de Mulher-Gato e Matt só faltou enfartar ao ver a namorada daquele jeito, e Michelle estava de enfermeira zumbi, ou qualquer coisa assim. Eu já estava achando que tinha sido feito de idiota quando finalmente Karen surgiu de trás das duas, claramente procurando alguém no meio de tanta gente naquela sala de estar.

Meu queixo caiu ao vê-la. Ela estava toda de branco, fantasiada de anjo. Mas o vestido sem alças não passava da metade das coxas, e pouco abaixo uma meia cobria o resto das suas pernas. Ela usava maquiagem e o cabelo estava mais volumoso que o normal. Karen logo encontrou suas colegas de banda – que foram convidadas por Jimmy, apenas porque ele queria chamar a Emily e por isso as outras vieram de brinde – e foi até elas, e os olhares de todos os marmanjos que estavam por perto foram atraídos por ela, que parecia nem se dar conta disso. Vi-a cumprimentando as amigas, e enquanto isso Michelle ia atrás de Tally e Valary vinha até nós.

- Puta que me pariu, aquela é a tal Monitora? – Johnny brotou do meu lado, e eu dei um tapa na nuca dele. – Ai, caralho!

- É ela sim, pirralho, e vê se mira em outra pessoa.

- Cara, vai atrás dela antes que outro faça isso, é só o que eu digo – Matt disse, sumindo dali com Val em seguida.

E eu fui. Atravessei a sala e Karen abriu um sorriso radiante ao me ver. Ela disse alguma coisa para as amigas e as deixou, vindo até mim e me encontrando no meio do caminho.

- Eu sou um anjo e você é o demônio? – ela disse com a voz rouca, analisando minha fantasia. – Tsc, tsc, isso é tão inapropriado!

Ri, já sacando o que ela queria dizer.

- Quer beber alguma coisa? – convidei, colocando minha mão em suas costas para guiá-la até a cozinha.

- Pode ser, mas não vou beber muito.

- Eu também não. Já bebeu alguma vez?

- Hum, não – ela disse, olhando as bebidas abertas no balcão e virando uma garrafa de cerveja em um copo de plástico.

Observei Karen virar um gole generoso da cerveja e passar a língua pelos lábios molhados de espuma. Eu não saberia dizer se aquela era uma Karen ingênua ou ela estava descaradamente me provocando. De todo jeito, estava totalmente diferente do que era no colégio. Confiante, ainda mais linda que o normal, e o jeito que me olhava estava me deixando louco.

- E aí, essa é a monitora? – o desgraçado do Johnny apareceu do nada, passando os braços pelo meu ombro e pelo da Karen. Ela riu, e eu o olhei com a minha melhor cara de desgosto. O pirralho estava caindo de tão bêbado.

- Sou eu mesma, vejo que virei assunto no grupo de vocês – ela disse, arqueando uma sobrancelha e me olhando, mas não parecia realmente incomodada.

- Kah, esse pirralho é o Little Johnny.

- Ah! Muito prazer.

- Pirralho é o seu cu, Haner. E o prazer é meu, monitora.

- Karen.

- Isso, Karen.

E então ele saiu tropeçando nos próprios pés, nos fazendo gargalhar.

Algumas pessoas vieram buscar bebida e acabaram esbarrando em nós dois, estávamos muito perto da mesa. O pessoal foi dispersando aos poucos, e Karen não tirava os olhos de mim. Mantivemos uma troca de olhares até que todo mundo saísse.

- Essa festa está muito agitada, não estou acostumada com tanta gente no mesmo lugar – ela disse.

- Mesmo estando acostumado, tenho que concordar. Quer ir lá pra fora?

Karen sorriu e deixou seu copo na mesa, pegando minha mão. Nós atravessamos o mar de gente até a porta dos fundos, saindo para a noite estrelada. No quintal deveria ter, no máximo, uma meia dúzia de pessoas. Gente fumando ou só batendo papo num lugar mais tranquilo. Ninguém prestava atenção na gente e, quando me vi, já estava puxando Karen pela cintura, subindo uma mão à sua nuca para trazer seus lábios de encontro aos meus.

Beijei-a sem pressa, ditando o ritmo e logo encontrando uma sincronia perfeita com ela. Kah enlaçou meu pescoço, passou uma mão pelos meus cabelos, e eu a segurei com firmeza na cintura e na nuca. Busquei sua língua com a minha, passando a beijá-la com mais urgência, com todo o desejo do mundo. Karen passou as pontas dos dedos pelas minhas costas, dando-me um arrepio na espinha. Desci minha mão devagar e, como Karen não fez questão de me impedir, apalpei sua bunda e trouxe o seu corpo para ficar colado ao meu.

Karen ofegou e sussurrou meu nome. Levei meus lábios até o seu pescoço, beijando-o. Sem que pudesse impedir, eu já estava excitado. Kah notou isso e se afastou um pouco para que eu parasse de beijá-la.

- Nossa! – ela ofegou, sorrindo. Continuamos abraçados, e ela tentou limpar o batom rosa em volta da minha boca.

- Nada mal, Karen, nada mal mesmo.

- Ah, admite que você passou o mês inteiro querendo me beijar – ela debochou, beijando o canto da minha boca em provocação.

- Queria mesmo.

- Eu também.

Sorrimos. Voltei a beijá-la com mais calma agora, tentando me controlar antes que ela me afastasse de novo. Sabendo agora que Karen queria me beijar e ainda assim me rejeitou semanas atrás, percebi que não passaríamos disso tão cedo. Surpreendentemente, não me importei muito.

(...)

- Pegou! – Zacky exclamou logo que fui até ele. Os Berry, Dan e Cam estavam ali também, jogados nos sofás.

Assenti com a cabeça, e os caras me puxaram para o sofá, comemorando o que eles sempre consideravam uma “vitória” minha quando eu pegava uma garota nova.

- Aí, matou a curiosidade? – Matt Berry perguntou. – Ela é boa mesmo?

- Cale a boca, animal – dei um soco no braço dele, nós rimos. – Eu não transei com ela, nós só nos beijamos.

- Porra!

- Não, tá tudo bem. Sei lá, eu não quis forçar e botar tudo a perder.

- Anyways, não importa mais – Cam disse, passado o braço pelos meus ombros, olhando à nossa volta naquela sala cheia de gente. Muitas garotas me olhavam sugestivamente, como normalmente acontecia. – Agora, quem vai ser a próxima? Vamos, dude, você tem uma porrada de minas gostosas aqui à sua disposição que com certeza não vão recusar uma transa.

- Nah, estou tranquilo hoje. E Matt e Jimmy, onde se meteram?

- Matt e Val você deve imaginar. Jimmy tá se pegando com a Emily. As bandas vão formar casais agora ou o quê? – Zacky disse em tom irônico.

- Cale a boca – falei, rindo.

Os caras continuaram falando qualquer merda e bebendo. Me juntei a eles na bebida, e procurei Karen pelo olhar até encontra-la conversando com Carol e Alice. Em algum momento ela me olhou também e sorriu. Abri um sorriso de lado, não contendo a pergunta implícita ao apontar para mim, e depois para ela, e sussurrar um “E agora?”. Karen sorriu mais, piscando para mim e voltando a atenção às amigas.


Notas Finais


Que dúvida de que Karen e Brian iriam se pegar mais cedo ou mais tarde, né non?
Nosso amado João Cristo entrou na história, finalmente hahaha
Espero que tenham gostado! Se quiserem, deem uma olhada nas minhas outras fanfics!
Overdose Of You: https://spiritfanfics.com/historia/overdose-of-you-811744
Minhas fics Bratt:
https://spiritfanfics.com/historia/finding-myself-in-you-10267475
https://spiritfanfics.com/historia/take-my-hand-8310306
Até mais!


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