História The Therapist - Capítulo 19


Escrita por: ~

Postado
Categorias Girls' Generation
Personagens Jessica, Taeyeon, Tiffany
Tags Taeny
Visualizações 274
Palavras 2.077
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Policial, Romance e Novela
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Boa leitura.

Capítulo 19 - Cap 18- Divã


 

Jessica se sentia num abismo entre a emoção e a razão. Prestes a cair no vão entre eles e morrer no escuro. O seu irmão era o cara que ela tinha que colocar na cadeia.

Mesmo que ela tenha o colocado como suspeito, ela nunca pensou que ele seria o cara. Sabia que ele era capaz, porque WooJung não aceita derrota e ter o ego ferido desde muito pequeno. Mas aquilo era muito baixo. Ele estava destruindo a vida de Taeyeon por um capricho. 

Para piorar, sua relação com Yuri foi parcialmente abalada. Elas não estavam inteiramente brigadas, mas ela podia sentir que Yuri  não estava 100% bem com tudo. E ela sabe que ela não pode exigir muito de Yuri, porque Taeyeon é como uma irmã para ela. 

Taeyeon ajudou Yuri a publicar o livro, foi Taeyeon que apresentou as pessoas da mídia e conseguiu a entrevista com a editora. Yuri foi uma paciente de Taeyeon durante os tempos em que Taeyeon não era só para pessoas ricas. Yuri estava depressiva, com um vazio existencial imenso porque não conseguia êxito na carreira de escritora. Tinha ideias, tinha vontade mas tudo não passava de lixo para ela. E Taeyeon teve todo o trabalho de restaurar sua confiança e impulsioná-la para os seus sonhos.

Ela não podia exigir compreensão de Yuri sobre tudo isso. Yuri nunca a entenderia se ela resolvesse ajudar seu irmão ou abandonar Taeyeon.

Yuri voltou de algum lugar que ela não sabia. A escritora foi direto para a máquina de café e nem poupou um olhar para ela.

-Onde você estava?-Jessica perguntou. Ainda era a sua namorada e ela ainda tinha o direito de perguntar o que quisesse.

-Fui falar com Taeyeon.-Yuri encheu uma xícara com o café que estava na máquina e virou pra enfrentar a advogada, e namorada.

Jessica mordeu os lábios.-O que você foi falar com ela?-Perguntou e tinha medo da resposta. 

Yuri tirou os óculos do rosto, pendurando na gola do suéter marrom e bebeu mais um pouco do café.-Sobre tudo. Contei a ela tudo.

Jessica levantou do sofá.-O que?! Eu não acredito!-Colocou as mãos no cabelo.-Eu pedi um tempo.

Yuri se escorou na pia e desceu a xícara para o mármore.-Ela não tem tempo, jessica. As audiências  começam em uma semana e ela precisa saber sobre as coisas.

Jessica andou de um lado para o outro enquanto despenteava o cabelo.-E você acha que eu não sei disso? Eu só pedi um tempo para digerir tudo.-Uma pausa.-Você não tinha o direito de dizer a ela. 

Yuri suspirou e trocou o peso das pernas.-Você não tinha o direito de esconder isso dela.

-Você agiu irracionalmente, Yuri.-Acusou.-Tudo que eu te disse, não vai poder ser usado no tribunal porque não é uma prova. Você só acendeu uma esperança em Taeyeon, que não é concreta.

Yuri exalou.-Ainda sim, é melhor do que deixá-la à deriva. 

Jessica mordeu a ponta das unhas.-E o que ela disse?-Essa pergunta a deixou ansiosa. 

Yuri respirou fundo antes de responder.-Ela não sabe se vai continuar te mantendo como advogada.

Jessica suspirou. Era compreensível. Uma vez que ela se envolveu emocionalmente com o caso, o seu trabalho poderia ser influenciado. Mas ela não pode impedir de se sentir decepcionada e quebrada. Ela queria ajudar Taeyeon mais do que qualquer coisa, mas era o seu irmão. O seu irmão que a ensinou andar de bicicleta.

Woo Jung tinha que ir para cadeia e ela tinha plena consciência disso. Mas não estava certa de que ela conseguiria colocá-lo lá. 

Ela nunca pensou que estaria numa situação dessa.

Ela sentiu braços abraçando pela lateral e se surpreendeu por não ter percebido Yuri se aproximando. A morena envolveu os braços no seu corpo magro, de uma forma afetuosa e protetora; a puxou para mais perto e deixou a sua cabeça cair no peitoral.

A advogado virou o corpo e abraçou a namorada corretamente. Se sentindo amada e protegida de tudo no mundo. Os braços de Yuri tinham um carinho imensurável. 

-Eu sei que você vai fazer a escolha certa. Eu acredito em você.-Yuri falou num tom baixo e particular. Parecia algo que só podia ficar entre elas. Um beijo na cabeça a fez fechar os olhos.

Fazer uma escolha nunca foi tão difícil.

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A terapeuta dirigiu para o consultório cheia de perguntas na cabeça. Por que Tiffany tinha escolhido se encontrar ali? Estava com um pouco de receio. Não podia negar que tudo estava estranho demais. 

Ela parou o carro em frente ao prédio para olhar pelas redondezas. Tinha medo de que aquilo poderia ser uma armadilha, talvez WooJung estivesse tentando fazer alguma coisa. Mas como ela conseguiu o celular de Tiffany? Ela não saberia explicar. Mas alguma coisa não estava certa.

A psicóloga pulou do banco quando ouviu batidas no vidro da sua janela. Seu susto foi tanto que ela bateu com a cabeça no teto do carro, massageou o couro pra aliviar a dor e apertou no botão pra descer o vidro.

-Doutora Kim.-Era o porteiro que guardava o prédio comercial.-Não pode parar o carro aqui.

Ela assentiu.-Por acaso, alguma mulher esteve aqui?

-Há uma mulher no hall.-Ele respondeu.-Ela parece estar esperando alguém.

-Obrigada.-Taeyeon agradeceu e passou a marcha.-Abra a garagem. Vou entrar.

O homem voltou ao seu posto no trabalho e ela manobrou o carro para entrar na garagem com o portão recém aberto. Estacionou na sua vaga alugada, ajeitou rapidamente a aparência no espelho retrovisor e saiu do carro. Ela pegou o elevador no canto da garagem, apertou o hall e esperou ele subir.

As portas de metal se abriram junto com o ding de chegada e ela ja pode ver Tiffany sentada nos sofás do hall. Suspirou aliviada. Não era nenhuma armadilha do seu ex marido.

A terapeuta saiu do elevador, batendo os sapatos de pequenos saltos no chão polido do hall e Tiffany se levantou para recebê-la. A medida que a doutora se aproximava, podia perceber um semblante nervoso na outra mulher. Se preocupou com isso.

-Tiffany.-A chamou.

A ex prostituta apertou um pouco os passos pra chegar perto da terapeuta. Suas mãos instintivamente se agarraram no braço magro de Taeyeon.

Taeyeon sentiu a urgência em que Tiffany se agarrou nela e em como ela parecia abalada. Seu corpo estava falando por ela. Por ser uma psicóloga, ela consegue ler os movimentos das pessoas e Tiffany gritava nervosismo por todos os poros. Algo tinha acontecido e Taeyeon se esforçou a se preparar para mais uma onda de problemas.

-Vamos subir.-Ela sentenciou.

Tiffany não disse nada e seguiu com a terapeuta para o elevador. Não desgrudou dela um minuto. Taeyeon apertou o botão para o andar do consultório e Tiffany manteve o aperto.  

Taeyeon tentou descobrir o que tinha acontecido enquanto o elevador subia os andares, e assim que ele chegou e as portas se abriram, as duas saíram e Taeyeon tirou a chave do bolso pra abrir a porta de vidro para entrada da recepção clínica.

Ela fez tudo em silêncio, abriu a porta de vidro e depois seguiu para abrir a porta de madeira do consultório. Já fazia um tempo que ela não entrava ali. As coisas estavam exatamente como ela deixou, e ela sentiu um estranho rebuliço no estômago. 

Tiffany entrou no consultório visivelmente mais nervosa. Ela tinha que começar a falar. Ela encheu um copo com água no bebedouro e se sentou na poltrona da psicóloga. 

A terapeuta não reclamou, apenas tomou um lugar no divã e encarou a mulher de pernas cruzadas e balançando um pé no ar. 

Ela sabia que ela tinha que agir como uma psicóloga, então ela apenas ficou ali olhando para ex prostituta esperando que ela dissesse alguma coisa. Ela não iria perguntar; tinha a experiência suficiente pra saber que as pessoas falam quando estão preparadas para falar.

Seu celular tocou no seu bolso, ela fez um gesto de que iria atendê-lo e levantou para responder a chamada da sua irmã.

-Tae.-Hyeoyeon logo falou e seu tom não era normal. Havia um pouco de nervoso nele.

-O que foi?-Por um momento, deixou a mente trabalhar demais pra pensar um milhão de coisas ruins.

-Estou ligando, pra dizer que não vou ficar na sua casa. Sunny sofreu um acidente, não foi nada muito grave mas estou indo vê-la.-Ela finalmente falou.

Taeyeon não pode deixar de se sentir aliviada. Pensou que algo tinha acontecido com alguém da sua família.-Tudo bem.

-Tchau.-Hyoyeon se despediu e desligou a chamada. Nem esperou a irmã se despedir.

Taeyeon respirou fundo, enfiou o celular no bolso e voltou para enfrentar a mulher aflita na sua poltrona. Tiffany ja tinha bebido a água, deixou o copo na mesinha perto das bolas de cerâmica e deixou alguns respingos vazarem para a madeira.

Taeyeon se sentou novamente no divã e cruzou as pernas. Tiffany a encarou e respirou fundo, enchendo os pulmões ao máximo. 

-Você quer falar sobre o que aconteceu?-Taeyeon finalmente irrompeu o silêncio. Com a ligação da irmã, ela podia ter uma ideia do que estava afligindo Tiffany. Mas precisava saber o porque e quanto.

Tiffany mordeu a ponta dos lábios sem cor. Ela sem sequer parecia aquela mulher fatal que adentrava este consultório com a sedução nos pés.

A lembrança do seu tempo de presa sexual, de teste de provocação e limite, fez a psicóloga engolir em seco. Mesmo com toda a falta de foco de Tiffany, o nervoso e a aflição; aquele ali ainda era um lugar de muitas fantasias alimentadas. Mas ela não pode pensar nisso agora.

-E-E-Eu..Eu…-Tiffany tentou falar e suas mãos foram para o seu cabelo.

Taeyeon pensou em levantar e confortá-la, mas lembrou de que ela estava sendo uma psicóloga e isso não seria o certo. Ela tinha que empurrar os limites, apertar os botões certos até Tiffany falar. Ela não pode abraçar a ex prostituta, dar uma segurança, para depois ela desistir de contar porque já está se sentindo melhor.

-Hyoyeon acabou de me ligar.-Ela resolveu testar suas suspeitas. Tiffany é amiga de Sunny também, ela não deveria estar ali, deveria estar no hospital como Hyoyeon e provavelmente Sooyoung.-Ela me disse que Sunny sofreu um acidente.-Concluiu.

Tiffany enterrou as mãos no rosto em um visível desconsolo. Não parecia que ela estava acabando de receber a notícia, pelo contrário, parecia que ela estava afetada demais por ela desde o início.

-Eu nunca pensei que..-Sua voz saiu estrangulada pelas mãos no rosto. 

Taeyeon só conseguiu ouvir porque o silêncio no seu consultório era tão sepulcral, ao ponto de que ela conseguia ouvir os ponteiros correndo no relógio da parede do outro lado da sala. Se ajeitou melhor no divã.-O que?-Perguntou com cuidado

-Eu não queria que isso acontecesse.-Tiffany finalmente a enfrentou. Seus olhos transmitiam arrependimento e Taeyeon nunca viu os olhos de Tiffany tão fáceis de se ler.

-O que?-Repetiu.

Tiffany levantou da poltrona, e por um segundo, Taeyeon pensou que ela fosse fugir dali. Mas tudo que Tiffany fez foi andar de um lado para o outro.-Isso não deveria ter acontecido.

-O que aconteceu, Tiffany?-Sua voz foi forçada no tom mais calmo e carinhoso que ela conseguiu. Embora estivesse preocupada e ansiosa.

-Sunny pegou o meu carro. Eu não pensei que…-Ela começou a falar e depois parou. Sentou-se no divã, ao lado de Taeyeon e segurou as mãos da terapeuta.

Taeyeon sentiu que a ex prostituta estava trêmula e isso a assustou.-Tiffany, o que foi que aconteceu?-Agora ela não estava mais no seu modo de psicóloga.

Tiffany respirou fundo.-Eu dirigi para a casa delas, Sunny me pediu o carro emprestado pra ir numa loja de toalhas e eu emprestei. Ela sofreu bateu o carro no caminho, pensamos que era apenas um acidente até que a polícia nos disse que os freios foram cortados.-Uma pausa.-Não era pra ela. Era pra mim. 

Taeyeon subiu as sobrancelhas.-Fany..-Ela puxou a mulher para um abraço apertado.-Eu sinto muito.-Ela deixou um beijo na cabeça morena e Tiffany enfiou a cabeça nos seus seios.-Está tudo bem. Hyo me disse que ela está fora de perigo.

-Não consegui ficar no hospital e só pensei em você.-Tiffany confessou e se apertou mais em Taeyeon.-Fiquei com medo de ir na sua casa e te colocar em risco também. Por isso te chamei pra cá.

-Tudo bem.-Ela aconchegou Tiffany melhor nos braços.-Não é sua culpa.

Tiffany saiu um pouco do abraço e olhou brevemente para a terapeuta.-É sim. 

Taeyeon subiu as sobrancelhas.-Você não tem culpa.

Tiffany olhou nos olhos de Taeyeon pra transmitir toda a verdade que ela conseguia.-Eu me arrependo.-Sentenciou.


Notas Finais


É agora ou não?

Grita ai que eu posso postar a prox mais tarde.


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