História The Trafficker - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Personagens Originais, Rap Monster, Suga, V
Tags Drama, Homofobia, Jikook, Namjin, Tae, Traficante, Yoonseok
Visualizações 168
Palavras 1.686
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Lemon, Romance e Novela, Violência, Yaoi
Avisos: Álcool, Drogas, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


OLAAAA
DEPOIS DE UM TEMPINHO SUMIDA EU VOLTEI COM UMA NOVA FIC JIKOOK
O CONTEÚDO DELA É PESADO E TEM DRAMA NO MEIO
A NARRAÇÃO DOS CAPÍTULOS SERÁ VARIADA ENTRE JIMIN E JUNGKOOK, UM CAPITULO É NA VISÃO DO JIMIN E O OUTRO NA VISÃO DO JEON E ASSIM SUCESSIVAMENTE
BOA LEITURA E ESPERO QUE GOSTEM

Capítulo 1 - Eu só quero ser quem eu realmente sou


Fanfic / Fanfiction The Trafficker - Capítulo 1 - Eu só quero ser quem eu realmente sou

JIMIN

Uma vez eu li um livro, um romance pra ser mais específico, nele o casal principal eram bem diferentes, a garota era espirituosa, divertida e bondosa, o homem era amargo, rude, e não se importava com ninguém além de si mesmo, mas os dois mesmo sendo tão diferentes se apaixonaram e conseguiram serem felizes juntos. Eu sempre me perguntei se um dia teria um amor assim, mas na sociedade em que eu vivo ter o romance que eu gostaria seria quase impossível.

Com meus dezesseis anos eu ainda sou virgem, não tenho namorada, e nunca beijei ninguém. Aí você pode achar que eu sou um nerd antissocial, mas eu sou justamente o contrário. Sou popular na escola, as garotas vivem se jogando pra cima de mim, tenho muitos amigos, o problema é que eu não sinto atração por garotas, na verdade eu sempre gostei delas como um amigo. Já com os garotos é diferente, algo neles me atraí, desde quando eu era mais novo.

Por isso eu sempre recusei as meninas, mas também nunca consegui ter coragem pra sair com um garoto, eu tenho medo do que as pessoas possam dizer se souberem da minha sexualidade. Principalmente os meus pais, eles são do tipo conservador e meu maior medo sempre foi de contar pra eles sobre minha opção sexual. Só que as coisas chegaram num ponto que não dá mais pra esconder, eu vou ter que sair desse armário ou vou morrer virgem.

Pensando nisso eu tomei uma decisão, quando sair da escola e chegar à minha casa eu vou contar de uma vez sobre minha sexualidade, só espero que eles me aceitem assim.

“Ei Jimin” _ parei de pensar na vida quando ouvi meu nome ser chamado, olhei pro lado vendo meu amigo Josh _” Você vai à festa da Clarisse? Eu soube que vai ser muito foda, e nós temos que ir”.

“É verdade, todo mundo foi convidado, na verdade só os fodões como nós” _ disse meu outro amigo, Chen.

“Eu soube que a Ana vai estar lá, é minha chance de traçar ela” _ falou Miguel, meu melhor amigo.

“Acho que vai ser legal, então eu vou” _ falei sem muito ânimo, não curto muito essas festas.

“E dessa vez você tem que comer a Kelly, aquela garota é gata e tá doida pra dar pra você Jimin” _ Chen parecia empolgado.

Eu não gostava quando eles falavam assim, sobre traçar garotas, comer, meninas não tem que ser tratadas como um pedaço de carne. Meus amigos são bem sem noção, mas até que eles são legais, nós nos conhecemos desde crianças, moramos na mesma rua e nossas casas são todas próximas.

“Eu já disse pra vocês que não quero namorar agora” _ disse com cara de tédio.

“Para de ser careta, depois que você experimentar uma vez não vai querer parar” _ Josh suspirou como se se lembra de algo, deve ser alguma coisa pervertida.

Então os três deram início a uma palestra sobre como é bom pegar garotas, eu só me livrei disso quando o sinal bateu anunciando que já era hora de ir pra casa. Na verdade eu não me livrei porque eles ficaram o caminho todo até em casa, falando sobre vagina, peitos e sexo.

@@@@@

Já havia passado algumas horas desde que eu cheguei da escola, deitado na minha cama eu penso numa maneira correta de abordar meus pais a respeito do assunto sexualidade, eu não sei se posso chegar neles e falar ‘ei gente eu gosto de banana e não de abacaxi’. Pensar sobre isso está me enlouquecendo, mas não tem outro jeito, ou eu falo ou vou passar o resto da minha vida fingindo ser algo que eu não sou.

“Jimin querido venha jantar”.

Ouço a voz de minha mãe me chamando, sem coragem alguma eu me levanto da cama, antes de sair do quarto me olho no espelho, estou com uma camisa branca colada, uma calça jeans preta, meu cabelo loiro está bagunçado e caído sobre a testa. Suspiro nervoso e finalmente saio do quarto, vou em direção as escadas e desço a mesma calmamente. Não demoro a chegar à cozinha, assim que adentro à mesma, encontro meus pais sentados conversando sobre algo.

“Filho sente-se, depois do jantar tenho uma novidade para te contar” _ meu pai estava com um sorriso exuberante no rosto, até estranhei já que não e de seu feitio.

“Deve ser algo muito bom, já que o senhor parece feliz” _ dei um sorriso fraco e me sentei à mesa.

“É algo maravilhoso” _ completou minha mãe.

Nós jantamos em silêncio, e enquanto isso eu pensava em diversas formas de falar que eu sou gay, quando terminamos de comer, meu pai olhou para mim com os olhos brilhando, isso estava estranho.

“Você conhece uma garota chamada Kelly?” _ meu pai perguntou me fazendo ficar confuso.

“Sim, ela estuda na mesma escola que eu” _ falei desinteressado _” Por que a pergunta pai?”.

“Ela é filha única do meu chefe, e ele me disse que ela está interessada em um certo garoto da escola. Agora advinha quem é esse garoto? É você meu filho” _ ele se mantinha tão empolgado e eu finalmente comecei a entender onde aquilo ia parar.

“Sei disso, meus amigos me disseram, só não imaginei que ela fosse filha do seu chefe”.

“Parece que o universo está conspirando a meu favor” _ o sorriso de meu pai se estendeu ainda mais _” Eu irei marcar um jantar com meu chefe e a filha dele, você poderá conhecer uma boa garota e eu ficarei mais próximo do meu chefe, todos ganham”.

Eu demorei uns instantes para digerir tudo o que ouvi, meu pai estava realmente pensando em me usar para se aproximar do chefe, isso não podia acontecer de forma alguma, eu teria de fingir gostar daquela garota e isso não daria certo.

“Pai não é uma boa ideia” _ disse vendo o sorriso de meu pai diminuir _” Eu preciso contar algo importante pra vocês dois”.

“O que foi meu bem? Por acaso já está namorando outra menina?” _ minha mãe perguntou cautelosa.

“Não mãe, não estou namorando uma menina e nem poderia” _ eu não sabia como completar aquela frase, mas agi por instinto _” A verdade é que eu não gosto de garotas”.

Os dois ficaram num completo silêncio, isso me sufocava de uma forma torturante, os olhares dos dois sobre mim me causavam certa angustia.

“O que foi que disse?” _ meu pai parecia atordoado.

“Pai... mãe... eu sou gay” _ minha voz saiu baixa e falhada, mas deu para eles ouvirem.

Mais minutos de silêncio se passaram até que o estrondo de uma cadeira fez eu me assustar, meu pai havia se levantado com tamanha brutalidade que causou isso.

“Está me dizendo que é viado’? Que é um baitola doente?” _ a voz dele parecia ter se transformado.

“Pai eu...”.

Não terminei de falar, pois senti uma tapa estalar em minha face, meu pai me bateu com tanta força que meu rosto virou para o lado. Depois disso ele me agarrou pela camisa, me deixando face á face consigo. Minha mãe não fazia absolutamente nada, nem mesmo falar algo.

“Acha que eu te criei, te eduquei, te alimentei, pra você crescer e vir com papo de que é gay?” _ ele me sacudiu de forma agressiva e eu já chorava.

“Eu nasce assim pai, eu não sinto atração por garotas” _ dizia em meio aos soluços.

“Nasceu assim? Pare de dizer asneiras, isso é uma doença nojenta e você foi contaminado” _ o ódio em suas palavras me magoava profundamente.

“Não é verdade pai, eu não sou doente, eu apenas não sinto nada pelo sexo oposto”.

“O que você quer com isso Jimin? É uma brincadeira de mau gosto pra me irritar?”.

“Eu só quero ser quem eu realmente sou”.

“Pois você será isso bem longe daqui”.

Ele me soltou me fazendo cair de joelhos no chão, subiu as escadas tão depressa que logo estava de volta. Ele segurava uma mochila pequena em mãos, e arremessou a mesma contra mim, eu a segurei percebendo um volume.

“Nessa mochila tem tudo o que você merece levar daqui” _ falou de forma áspera _” Agora saia da minha casa e esqueça que um dia eu lhe chamei de filho”.

Sentindo a dor de suas palavras eu desabei novamente, me sentindo humilhado, largado, eu imaginava que meus pais teriam um choque ao saber sobre minha sexualidade, mas não pensei que chegaria a esse ponto.

“Mãe, por favor...” _ a olhei suplicando para que intervisse naquilo, mas ela virou o rosto pro outro lado segurando o choro.

“Ande logo, sai daqui!” _ meu pai gritou.

Eu não tinha forças para nada, senti meu pai agarrar meu braço e me arrastar pelos cômodos da casa até chegar à sala. Ele abriu a porta e me jogou para fora, eu cai naquele asfalto sujo e frio, me sentindo fraco, desprotegido. No mesmo instante vários vizinhos começaram a sair de casa, inclusive meus amigos.

“Estão vendo esse moleque? Acabou de me dizer que é um gay nojento”.

Meu pai gritou para que todos ouvissem, pude ver minha mãe logo atrás dele, me doía ver que ela não fazia nada pra me ajudar. Com dificuldade eu levantei do chão, olhei em volta percebendo o olhar de todos sobre mim, me julgando, me condenando, todos incluindo as pessoas que eu chamei de amigos, até mesmo o Miguel.

Ouvi o barulho de porta se fechando, aqueles que se diziam meus pais haviam me virado as costas, aqueles que se diziam meus amigos agora me olhavam com nojo. Aos poucos todos foram entrando para suas casas, e eu fiquei ali naquela rua deserta, olhei para o céu sentindo gotas de chuvas caírem em meu rosto.

Comecei a caminhar sem rumo, em baixo daquela chuva, pensando em como minha vida foi uma mentira, eu estava rodeado de pessoas falsas e medíocres, e eu finalmente entendi que o ser humano é cruel e podre, e que a partir daquela noite chuvosa minha vida estava em ruinas.


Notas Finais


AI QUE NERVOSO
ATÉ O PROXIMO


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