História .the tutor - Capítulo 22


Escrita por: ~

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Categorias Big Bang, DEAN
Personagens DEAN, D-Lite (Daesung), G-Dragon, Personagens Originais, Seungri, T.O.P, Taeyang
Tags Bigbang, Drama, Romance
Visualizações 13
Palavras 3.418
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Ficção, Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense
Avisos: Álcool, Estupro, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 22 - .love galore


Fanfic / Fanfiction .the tutor - Capítulo 22 - .love galore

 

 

— Estou te avisando, devolva-me minha bolsa!

 

Semicerrou os olhos, cruzando os braços na frente do namorado. Dean riu nasalmente, escondendo a bolsa atrás do corpo

 

— Já disse, você tem que me dar um beijo para merecer a bolsa — riu, a vendo fazer bico

 

— Kwon Hyuk, devolva-me minha bolsa. Se não fizer isso, considere-se um homem solteiro — disse séria. Dean deu um sorriso torto, entregando sua bolsa

 

— Se te apavora tanto a idéia de perder a sua bolsa, deve ser porque algo certamente valioso deve estar aqui dentro — se aproximou dela, puxando sua cintura para si — Ou, te apavora a idéia de alguém ver nos beijando no meio deste corredor vazio? — sussurrou em seu ouvido, dando um beijo minúsculo em seu lóbulo direito. Ye-Jin respirou fundo, ajeitando a bolsa no ombro, afastando ele dela, com as mãos em seu peito

 

— As coisas não são tão fáceis assim, docinho — frisou o apelido, dando de ombros para ele. Dean apressou-se, ficando lado á lado, segurando ela pela cintura — Não seja tão pretensioso, você não está podendo tanto assim — mordeu a língua nos lábios, vendo seu olhar preso em sua boca, aproximando-se e dando um beijo nela

 

— Você é muito teimoso — Ye-Jin sorriu, Dean se afastou, sorrindo vitorioso, abraçando seu corpo

 

— Eu não desisto tão fácil assim — Ye-Jin balançou a cabeça desacreditada, ambos cruzando o corredor dos escritórios dos professores abraçados

 

— Ye-Jin — Seunghyun disse, aparecendo repentinamente da sala deles. Ela parecia desconcertada, por estar abraçada a Dean

 

— Professor — disse quase em gaguejo, procurando as palavras certas para aquela situação incomoda, quase esquecendo que Hyuk estava ali. Seunghyun coçou a nuca, sentindo toda sua coragem se esvaecer — Bem, este é o...

 

— Namorado dela, Kwon Hyuk — Dean disse, atravessando as palavras de Ye-Jin, estendendo a mão para Seunghyun que parecia estar fazendo o maior papel de idiota de sua vida. Ye-Jin desejou poder esconder a cara em qualquer buraco, com a vergonha que estava passando

 

— Ah, o prazer é meu Sr. Kwon, creio que não temos aulas juntos — Seunghyun disse ameno. Estava decidido a expor tudo a Ye-Jin, mas a palavra namorado tinha sido um choque. Sentia-se ainda mais babaca sobre a noite passada. Ela tinha um namorado desde quando?

 

— Sim, não temos, mas espero que tenhamos aulas no próximo semestre. Ye-Jin fala tão bem de você, não é mesmo docinho — Ye-Jin assentiu incomodada, sentindo o quão coibido aquela situação se desdobrava

 

— Ye-Jin, eu preciso falar com você sobre suas atividades que foram indicadas para o HUBNY — mentiu, coçando a nuca. Ye-Jin assentiu, virando-se para Hyuk

 

— Você pode indo na frente, a gente se encontra lá fora? — Ye-Jin pediu e ele assentiu, dando um selinho nela

 

— Tudo bem. Encontro-te lá fora — acenou para ela — Até professor! — disse, dando de ombros, cruzando a escada. Seunghyun fez menção para que ela entrasse em sua sala, fechando a porta atrás dele

 

— O que eu vou falar é breve, prometo que não vou atrapalhar seus planos — disse seco, colocando as mãos no bolso. Ye-Jin entrelaçou os dedos, fixando seu olhar atento nele — Ontem, em minha casa, tive um comportamento totalmente antiético, eu não devia ter feito aquilo. Peço minhas sinceras desculpas. Além de fazer totalmente o contrário o que tinha prometido ao seu pai

 

O seu olhar baixo, se arregalou com as mãos de Ye-Jin em seu ombro

 

— Eu que tenho que me desculpar. Eu que fui culpada. Nós confundimos as coisas e é perfeitamente normal, quero dizer, somos humanos, sentimos coisas, e eu não me arrependo do beijo — comentou baixo, levantando o rosto para um sorriso ameno, vendo uma expressão rígida tomar conta do rosto dele — Quero me desculpar com você, gosto de você songsenim, não quero que ela relação boa que ambos temos se acabe por mal entendido destes. Nem quero que você deixe de ser meu tutor. Além disto, sou adulta o suficiente e você não deve sentir que deve alguma coisa para meu pai, até porque você é meu tutor

 

Seunghyun engoliu a seco, não imaginou que a situação se sucederia a isso. Assentiu, mordendo os lábios inferiores. Desejou que ela desse um tapa na sua cara, ou falasse que o repudiava por aquilo e não que falasse que queria que ele ainda fosse seu tutor. Ela estava dificultando para ele

 

— Você quer que eu continue como seu tutor?

 

— Sim, eu quero. Vamos apagar das nossas memórias o que aconteceu e focar no futuro, sem ficarmos estranhos um com o outro. Até parece que você não beijou outras meninas — disse agradável, tentando tornar o clima entre os dois um pouco brando

 

Seunghyun sorriu, concordando. Por mais que ele  quisesse gritar “te amo e por isso te beijei, e não quero continuar sendo seu tutor, pois isso é doloroso demais, ainda mais agora que você tem um namorado, que por sinal, te engana. Mas tudo bem, vou ver seu rosto todos os dias e fingir que não sinto nada, é doloroso demais. Mas eu consigo fingir bem”, preferiu dizer:

 

— Estou de acordo

*

A casa estava cheia de pessoas trajadas em roupas sociais e finas. Uma recepção acontecia em seu loft com: amigos, sócios e seus pais para comemorar o aniversário de anos de seu escritório de advocacia. Os gêmeos estavam fofos em ternos azuis, apesar de se sentirem incomodados com aquelas gravatas borboletas, tentando tirá-las de qualquer forma

 

— Julie, eu odeio está roupa — Mingyu reclamou, fazendo beicinho, cruzando os braços. Julie sorriu plenamente, passando as mãos em seu cabelo, ajeitadas perfeitamente com gel — Quero sair com o papai! Julie quando vamos ver o papai? — disse baixinho, fazendo Julie arregalar os olhos, nervosa. Foi deliberadamente ameaçada por Jae-Joong em relação aquele assunto, engoliu a seco, agachando em sua altura

 

—Meu bem, eu sei que está festa é cansativa, mas depois que as pessoas importantes chegarem, a gente pode ir lá em cima brincar um pouco — sorriu, apertando sua bochecha — E sobre seu pai — olhou dos lados, para ver se ninguém os observava — Você promete manter segredo? — perguntou e ele assentiu — Te prometo que vocês ainda irão ver ele — disse em um sussurro baixo, prometendo para si que as crianças seriam livres de pessoas tão más que eram Hanna e Jae-Joong.

 

As pessoas riram, conversavam e bebiam enquanto a música suave e instrumental tocava de fundo, os garçons andavam de um lado ao outro entregando bebidas e aperitivos. Jae-Joong recepcionava os amigos com sorrisos, breves comentários e brindes.

 

— A festa está animada. Até parece que você é decente — Lucy comentou baixo, com os lábios na taça de vinho. Jae-Joong deu um sorriso breve, acenando para um cliente que parecia estar indo embora mais cedo

 

— E eu sou decente, já você... — Deu de ombros, indo em direção a porta, aonde algumas pessoas chegavam. Kyungsoo e Ha-Yi pareciam perdidos, com as mãos entrelaçadas, se dirigiram a algum canto

 

— Eu estou bem? Quero dizer, estou apresentável? — Kyungsoo disse aflito, temendo não estar trajado corretamente. Ha-Yi sorriu brevemente, ajeitando sua gravata vermelha

 

— Você está lindo e eu estou orgulhosa de você — disse em um sorriso, ganhando um selinho. Dois estagiários chegaram, indo em direção onde Kyungsoo estava, se juntando, para conversarem e jogarem conversa fora

 

— Sim, Kyungsoo é ótimo, mal chegou e já estava fazendo uma baita diferença—Dong-yul, um moreno de olhos bem pequenos disse em um sorriso agradável, deixando Kyung envergonhado

 

— Não é para tanto, vocês estão exagerando — respondeu em um sorriso breve, fazendo todos rirem

 

— Ha-Yi, vocês estão juntos há quanto tempo? — Min-Jung, a menina de cabelos negros, que lembrava muito Sulli, perguntou tímida. Kyungsoo e Ha-Yi se entreolharam, a fim de buscar uma data exata

 

— Bem. De namoro estamos juntos faz uns cinco anos. Agora de morar juntos, acho que foi há dois anos

 

Min-Jung arregalou os olhos, balançando a cabeça

 

— Vocês já moram juntos? Casaram-se quando?

 

Perguntou com inocência fazendo Ha-Yi rir

 

— Casados? Não, a gente só mora junto. Mas, não vou mentir que estou esperando o pedido de casamento há tempos — olhou de soslaio para Kyungsoo que engoliu a seco, odiava quando o assunto de casamento começava. Min-Jung e Dong-yul riram da cara de Kyungsoo

 

            Jae-Joong ficou agitado quando viu Jeong Woo cruzar a porta junto de Sun-Mi, Yang-Mi e surpresamente Eun-Ji, já que fazia muito tempo que ela não saia da mansão Saiyo

 

            — Jae-Joong — Jeong Woo animado, deu um tapinha nas costas de Jae-Joong — Parabéns pelos três anos do escritório Kim&Lee, creio que vocês terão ainda mais sucesso. O Chamyung é grato a você — a voz afável fazia Jae-Joong encher-se de si, de forma que acreditava, que seus planos correriam perfeitamente da forma que ele pensava. Yang-Mi se acelerou em um abraço

 

            — Jae-Joong, parabéns — apertou seu corpo contra o dela, colocando um papel no seu bolso com os escritos "te encontro amanhã na Kim&Lee, no primeiro horário. informações urgentes" — Sei que todos teremos muito sucesso — sorriu ácida. Jae-Joong piscou e puxou Sun-Mi que parecia entediada para um abraço

 

            — Sun-Mi está deslumbrante. Se não tivesse noiva, casava-me com você — brincou, tirando dela uma careta de mau humor. Ela soltou-se dele, com nojo, dando uma olhada periférica pelo lugar

 

            — Menos querido. Eu sei que você tem um dom de bajular pessoas, mas comigo, isso não funciona — disse desagradável como sempre, indo em direção as bebidas como sempre fazia. Jeong Woo revirou os olhos, se sentindo envergonhado com a atitude da filha

 

            — Me desculpe por isso, é que...

 

            — Não se preocupe. Estou acostumado — disse a Jeong Woo de forma cínica, virando se para a idosa — Senhora Eun-Ji, que prazer tê-la em minha casa. É uma honra mesmo — beijou sua mão de forma elegante, recebendo um sorriso fraco da idosa que parecia demasiadamente incômoda

 

            — O prazer é meu senhor Kim. Vejo que o senhor tem bastantes colegas e amigos, ir-me-ei sentar, com sua licença — afastou-se deles, caminhando até o canto, onde havia um sofá confortável em uma parte quieta

 

            A noite fora agitada, entre conversas com Jeong Woo, Jae-Joong recebeu um telefonema de Hanna, reclamando de que não conseguiria chegar a tempo na recepção. Discutiram por uns minutos até ele desligar o telefone irritado

 

            — Idiota — murmurou, enfiando o celular no bolso, passando a mão livre no cabelo. Julie chegou quietamente, dando as mãos para os meninos

 

            — Sr. Kim, desculpe-me o incomodo. É que os meninos querem um pouco de ar fresco, lá dentro esta sendo sufocante para eles — Julie disse baixo, já que a presença de Jae-Joong a assustava mais que tudo. Jae-Joong engoliu a seco, agachando até a altura dos meninos que pareciam um pouco sonolentos

 

            — Vocês querem dar uma volta? — perguntou amável, acariciando seus rostinhos cansados e Minghao assentiu

 

            — Tio Kim. Não agüento mais ficar ali dentro, deixa a gente dar uma voltinha — pediu, fazendo beicinho. Jae-Joong sentiu uma onda de raiva, odiava ainda ter que escutar os meninos o chamarem de “Tio Kim”. Precisava da ocasião perfeita para manchar a imagem do pai deles e fazê-los o chamarem de pai. Ele fechou os olhos e deu um sorriso cínico

 

            — Tudo bem, podem dar uma volta — os meninos comemoraram agitados — Só não vão muito longe, dêem um volta no bairro e voltem — o seu olhar severo se voltou para Julie — Posso confiar em você Julie?

 

            Ela engoliu a seco, curvando-se brevemente com a cabeça

 

            — Sim senhor — disse em um fio de voz. Ele sorriu satisfeito, cogitou de fazer um segurança ir com eles, mas já imaginava que Julie não iria fazer nenhuma gracinha depois da ameaça —Tome — enfiou a mão no bolso, tirando de lá algumas notas em dinheiro, entregando na mão de Julie — Compre alguma coisa para eles, só não deixe que se sujem, o terno custou cara — de ombros, caminhando de volta para o hall da sala.

 

            Julie sorriu, fazendo jóia para os meninos

 

            — Vamos sair?

*

— Namorado? Você disse namorado?

 

Suk-Ku parecia não entender as coisas. O seu olhar perplexo caiu no copo de cerveja gelado e voltou para Seunghyun que parecia mais destruído do que nunca

 

— Sim, um maldito namorado. Fiz o papel de trouxa, certinho.

 

Seunghyun deu um gole certeiro na cerveja, fazendo sinal para o barman repor o conteúdo amarelado e gaseificado 

 

— Mas, ela não estava solteira?

 

— Ué, eu não te disse que ela estava de rolo com este menino. Se bem, que eu deveria ter imaginado. Fui burro em pensar que ela poderia sentir alguma coisa. Na verdade a burra foi ela, mas não vem ao caso

 

— Burra por quê?

 

Suk perguntou curioso, e Seunghyun passou a mão no rosto

 

— Um dia deste, quando iríamos ter tutoria, eu juro que eu vi ele abraçado com outra menina, parecia ser umas das gêmeas Wang, não consegui decifrar muito bem. Eles pareciam ter se beijado. Para e pensa: se os dois sentiam algo um por outro, porque diabos ele ia beijar outra menina?

 

— Alguém está com ciúmes — Suk-Ku cantarolou, recendo um olhar de desaprovação do amigo

 

— Ah, me poupe, eu com ciúmes? Olha minha idade...

 

Suk-Ku assentiu, não conseguindo evitar desviar o olhar de um homem loiro de olhos azuis, que passará bem do lado deles. Seunghyun olhou para cerveja e não conteve um sorriso torto

 

— Vamos falar sobre você, pois cansei de falar de mim, e eu não quero falar da maldita Ye-Jin, nunca mais. E aquele seu namorado, como vocês estão?

 

— Namorado? — disse com ironia, dedilhando os dedos na borda do copo — Aquele cara não podia ser considerado um namorado, mas aquele que passou aqui sim. Lindíssimo

 

Seunghyun riu, bebericando um pouco da cerveja

 

— O que ouve com tal Jae-Bum?

 

Suk-Ku engoliu a seco, lembrando das péssimas memórias que teve com aquela paixão

 

— Foi apenas uma paixão, digo, foi só sexo. Eu estava mal com a história da Miranda e acabei fazendo uma seqüência de merdas na vida, foi isso

 

— Miranda era minha enfermeira. Toda vez que eu precisava ser atendido, só via Miranda aparecendo, com sua roupa azul, uma seringa e uma boa “Seunghyun, você precisa tomar um rumo na vida”

 

Ambos riram, dando um gole sincronizado na cerveja

 

— Já viu que toda vez que você está bêbado, você fica mais confortável para falar. Até da defunta da Miranda você está falando

 

— É claro. A bebida é uma ótima desculpa para tudo

 

Suk-Ku balançou a cabeça, coçando a nuca

 

— Olha, nem tudo. Fui tentar a desculpa do “estou bêbado, vamos fazer amor gostoso” com a Ivy e acabei levando uma bela surra

 

Seunghyun gargalhou, passando a mão no cabelo. Havia se esquecido de mencionar que sua vizinha, Ivy, era lutadora de MMA

 

— Me desculpe por não mencionar que ela lutava. A culpa é sua, não minha! — riu deliberadamente, vendo uma carranca tomar conta de Suk

 

— Tem coisas que não valem à pena, nem por um simples sexo vale à pena. Ela percebeu que eu estava fingindo no momento que eu comecei a gritar

 

— Estúpido

 

Seunghyun confirmou, se sentindo esgotado devido aos oito copos de cerveja que tinha bebido

 

— Vai me dizer que você não iria fazer uma coisa destas?

 

— Não. Certamente não. Isso é uma atitude bem babaca que eu nem correria o risco. Afinal, se eu te contar que faz bastante tempo que eu não sei o que é sexo.

 

Suk arregalou os olhos, parecendo que tinha o ouvido dizer uma loucura

 

— Isso só pode ser mentira. Bonito do jeito que é, e vai me dizer que não tem uma legião de contatos femininos no celular, loucas por uma noite ardente de paixão?

 

— Posso ter uma legião, mas eu tenho algo na mente chamado “autocontrole”

 

— Um autocontrole de dois meses, com uma abstinência de uma semana quebrada por um beijo — disse sarcástico, se deliciando na sua própria piada interna

 

— Aquilo foi um erro. Já falei! — Seunghyun passou a mão na nuca, se sentindo enjoado — Fica ai na sua piada sem graça, tenho que ir ao banheiro e já volto — Suk assentiu rindo e Seunghyun caminhou até o banheiro.

 

Caminhou entre pessoas na pista de dança, até avistar uma porta azul com um escrito “masculino”. O banheiro era repartido em duas partes. Seunghyun foi em direção ao lavabo, passando um pouco de água na nuca e um pouco no rosto. Ouviu uma risada infantil quase semelhante à risada de Mingyu. Achou que estava enlouquecendo, todos aqueles acontecimentos só podiam estar mexendo com ele

 

— Eu aposto três balas que você não consegue me pegar — Minghao riu, correndo até a porta de saída

 

— Minghao não minta, você não tem bala nenhuma — Mingyu reclamou, caminhando até onde o irmão estava. O olhar de Seunghyun parecia ter focado neles que não tinham prestado atenção que ele estava ali, ou não o reconheciam mais, já que tinham se visto poucas vezes. Seunghyun caminhou até eles, sentindo como se aquilo fosse um sonho

 

— Psiu — chamou a atenção dele, Minghao e Mingyu se viraram, correndo a sua direção, manhosos e felizes

 

— Papai! — eles gritaram correndo até seu colo. Seunghyun abraçou-os com tanta força e com tanta ternura que os gêmeos se acabaram em choro, o deixando emocionado

 

— Eu estava com tanta saudade de vocês, meninos — a alegria que sentia era imensurável, tentou barrar as lágrimas, mas elas vinham tão naturalmente assim como os meninos, que soluçavam e choravam, se apertando ao pai

 

— Minghao, estava com muita saudade do papai — disse soluçando, coçando nariz que estava vermelho devido às lágrimas. Seunghyun passou a mão no seu rostinho pequeno e triste, dando-lhe um beijo. Depois voltou a atenção a Mingyu que tinha as mãos no rosto enquanto soluçava

 

— Não chore Mingyu, estou aqui com você — disse com ternura, passando a mão no seu rostinho molhado. Os meninos pareciam mais saudáveis do que nunca, e parecidos com ele. Era impossível não reparar a semelhança. Julie estava parada, encostada na parede, só observando a interação dos três, por coincidência levou os meninos ao banheiro e lá eles encontraram o pai deles

 

— Meus meninos estão tão bonitos e elegantes — disse orgulhoso, se deliciando a a risada melódica de ambos, enquanto os segurava pela cintura — Aonde vocês foram tão bonitos?

 

— Papai, estamos na casa do Tio Kim, eu sei que ele não gosta da gente, nem da mamãe. Quero ficar com você — Minghao se apressou, afobado. Balançando as pernas impaciente

 

Julie se aproximou, colocando a mão na cabeça dos meninos

 

— O destino é abençoado, que bom que vocês se encontraram — comentou baixo, vendo uma expressão rígida de Seunghyun

 

— Porque você mentiu para mim? Deixou-me desesperado e depois disse que era uma brincadeira? — rosnou, entre dentes, deixando Julie assustada

 

— Se-se-senhor, a culpa não foi minha. Fui ameaça-ça-da, me desculpe — gaguejou nervosa e ele pode perceber que ela não estava sendo desonesta. Era bem do fetiche de Jae-Joong ameaçar as pessoas. Engoliu a seco, voltando o olhar para os meninos que ainda estavam abraçados a ele

 

— Me desculpe, eu estava errado — abaixou a cabeça vendo os meninos se aconchegarem ao seu colo. Deu um beijo na testa de cada um

 

— Vocês sabem que o papai ama vocês, não sabem? — sussurrou, vendo os olhinhos das crianças brilharem — Sinto tanta saudade de vocês, mas juro, que nós vamos ficar juntos — sentiu lágrimas quentes caírem de seus olhos

 

— Papai, você vai voltar com a Mamãe Hanna? — Minghao perguntou, fazendo beicinho. Seunghyun sorriu, embora que tristemente, ele e Hanna não tinham mais chance alguma

 

— Meu amor, é complicado — procura as palavras certas para falar as crianças — Eu e sua mãe, já nós amamos muito, mas hoje em dia, não estamos tão próximos

 

— Mamãe diz que Papai é mau. Papai deixou Minghao e Mingyu porque não gosta da gente — Mingyu disse. Coçando os olhos. Julie lançou um olhar ameno. Ela sabia mais do que nunca o quanto Hanna envenenava as crianças contra o pai

 

— Isso é mentira. O Papai de vocês gosta tanto de você, que veio aqui só para vê-los, não é mesmo?

 

Julie fitou Seunghyun que assentiu, com um sorriso

 

— Sim. Vim só para vê-los porque amo vocês demais — abraçou os meninos, chorando tudo aquilo que tinha no peito. Todo o sacrifício para ver as crianças vivas e felizes. Julie olhou no relógio do pulso, já estava ficando tarde e logo, Jae-Joong ligaria

 

— Bem, gêmeos temos que ir — disse apressada, puxando os gêmeos, limpando os olhos lagrimejantes dele — Vocês me prometem que não vão contar nada do que aconteceu aqui para ninguém — disse aflita e eles assentiram como sempre, voltando o olhar para o pai — 95254585 — ela sibilou seu novo número, olhando fixamente para ele — V-I-G-I-A-D-A — soletrou. Seunghyun assentiu, entendendo o que ela queria dizer

 

— Adeus meninos — ele sussurrou, acenando para os meninos, que pareciam deprimidos com a despedida — Amo vocês — uma última lagrima desceu de seu rosto ao vê-los cruzar a porta de saída, como se parte de seu coração tivesse sido levado junto.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


Notas Finais


Até os próximos capítulos <3


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