História Things Change - Capítulo 14


Escrita por: ~

Postado
Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Amor, As Coisas Mudam, Drama, Festa, Internato, Literatura, Romance, Segundas Intenções, Teatro, The Things Change
Visualizações 23
Palavras 5.992
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Escolar, Festa, Poesias, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Heterossexualidade, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Boa leitura!
Obrigada pelas visualizações!
Penúltimo capítulo :O

Capítulo 14 - Meu Coração é Seu


Fanfic / Fanfiction Things Change - Capítulo 14 - Meu Coração é Seu

O dia da minha formatura finalmente chegou, só que não havia motivo para ficar feliz apenas queria ir logo embora desse país antes que a minha mente explodisse de anta tristeza no meu coração, o ruim é que eu realmente precisava ir e encontraria a Christine... Ainda dói tanto só de lembrar da sua cara de decepção e tristeza, tudo acabou por minha causa. Nem conseguir dormir direito, fiquei deitado olhando para o teto e quando percebi que já era de manhã fui no telhado da minha janela para tomar um ar.  Não chorei mas meus olhos e meu rosto estavam vermelhos e meus lábios estavam roxos, seria tão cruel me jogar deste lugar alto? Seria Johnny! Meus pais, minha irmã, meu melhor amigo sofreriam com a minha morte e já causei dor demais à todos, vou viver com essa dor porque um dia ela vai embora se tornando apenas uma memória da minha história. Volto ao meu quarto depois de horas sentado, na mesma hora minha mãe entra para me acordar e me dar um beijo de bom dia, ela fazia isso sempre quando morávamos juntos e nunca vai perder esse costume. Se surpreendeu ao me ver já de pé, seu abraço e seu beijo me confortaram de certa forma mas ainda tinha vontade de chorar e de me jogar janela baixo, só não faço isso por causa deles. Desci com meus pais e minha irmã até a sala de jantar para tomarmos café junto, as caras deles eram alegres por verem seu caçula se formando, Miranda fingia que estava tudo bem para não preocupá-los mas a minha cara não ajudava muito, também não queria estragar o "meu grande dia"... Enfim, estava me esforçando para conseguir apenas um sorrisinho de canto.

— Está tudo bem Quartzo? Parece que dormiu com o pé esquerdo — diz meu pai, se o conheço bem vai tentar fazer uma piada horrível para me animar.

— Só quero ir embora daqui — eu disse com a voz rouca e triste, meus pais já estranharam.

— Foi tão ruim sua estadia no Internato?

— Horrível, só vou voltar lá por obrigação.

— Quartzo meu amor, o que aconteceu? — perguntou a minha mãe. Não ia contar para eles, não agora, só queria tentar esquecer por um momento e claro que a minha irmã não iria falar nada pois juramos que cada um cuidaria de seus próprios problemas independente da situação.

— Nada mãe, não dormir direito estou de mal humor. Só quero ir logo embora.

— Se você diz, não vou questionar — ela pareceu acreditar, parece que se lembrou dos meus telefonemas reclamando de como o Internato era entediante, ou talvez não tenha acreditado desistir do meu senso de análise depois de conhecer o pessoal do Clube de Leitura.

— Podemos ir embora depois da formatura? — meu pai quase se engasgou com o chá quando perguntei, minha mãe já se demonstrou preocupada — Desculpe a surpresa, mas eu não me sinto bem ficando aqui mais que o necessário.

— Já quer se mudar para a Alemanha Quartzo? Não prefere aproveitar um pouco? — perguntou minha mãe, meu pai se recompôs.

— Já temos algumas listas das faculdades mas preferimos deixá-lo escolher, só não esperei que fosse tão de imediato. As inscrições e as provas são meio difíceis de conseguir, sabe muito bem disso.

— Sobre estudar na Alemanha, espero que não fiquem bravo... — suspirei — Eu não quero mais ri para lá — meus pais me olharam bem surpresos, já havia enchido tanto a cabeça deles desde pequeno querendo ir para a Alemanha e agora essa decisão repentina foi um choque até para mim — Por favor não fiquem bravos! 

— Não estamos bravos, só chocados. Desde pequeno quis ir tanto estudar na a Alemanha, por que mudou de ideia tão em cima da hora? — Sem desculpas, sem mimos muito menos mentiras, minhas palavras seriam verdadeiras a partir daquele momento.

— Eu não quero viver sozinho. Nesses seis meses aprendi a dar valor à aqueles que tanto amamos, sentir muita falta de vocês dois e não quero me afastar de novo! — não conseguir segurar, comecei a chorar de novo e logo meus pais vieram me abraçar.

— Meu bebê não chora, não achamos que ia ser tão traumático assim — mamãe secou minhas lágrimas — E todos os seus anos estudando alemão vão ralo abaixo?

— Eu posso ir para lá depois mãe, agora só quero ficar com vocês.

— Então o que pretende fazer? Ficar aqui com a sua irmã? Por que se for esse o caso até conseguimos morar na Inglaterra também... — Isso seria incrível em outras circunstâncias, mas no momento só queria realmente ir embora deste país.

— Não quero morar em Londres, quero ir para os Estados Unidos! Não suporto mais ficar aqui mãe, por favor me deixe morar com vocês lá! — implorei, meus pais enfim concordaram com a minha decisão.

— Eu também quero morar com vocês! — disse minha irmã, deixando os dois ainda mais surpresos.

— Como é Safira? Como assim quer morar com a gente?! — questionou meu pai, nem eu acreditei no que ela disse.

— Sei que a situação estudantil do Johnny é bem diferente da minha, já iniciei a faculdade mas eu também não aguento mais morar sozinha. Esse ano de experiência me mostrou que ainda não estou pronta para deixá-los, eu quero muito morar nos Estados Unidos também com vocês — Miranda poderia simplesmente exigir para os meus pais que eu estudasse aqui, mas minha irmã sabe de minha situação triste e entende o motivo de querer ir para bem longe da Inglaterra, só não achei que estaria disposta a deixá-lo por minha causa.

— Acha que pode mudar de uma situação para outra a hora que quer Safira? Implorou para vir morar aqui e ainda conseguiu uma bolsa de estudos, e agora quer jogar tudo fora?! — meu pai ficou bravo, o processo de transferência de uma faculdade de um país à outro não era um coisa legal muito menos fácil, ainda mais para uma estudante bolsista.

— Pai, por favor eu vendo até meu carro, mas me deixe morar com vocês nos Estados Unidos — Miranda se ajoelhou no chão implorando, meus pais se sentaram na mesa estavam bem sérios.

— Vocês dois acham que o dinheiro caí do céu assim do nada? — negamos com a cabeça — Olha, sei que eu e a mãe de vocês nunca quissemos negar nada mas isso já está ficando muito abusivo! Primeiro queriam estudar em países diferentes, gastamos para aprenderem os idiomas e agora os dois estão aqui bem diante de mim desistindo de tudo isso, parecendo que tudo que gastamos foi em vão! — nós dois abaixamos a cabeça, realmente estávamos agindo como mimados e meu pai não gostou nenhum um pouco disso — Pela parte do Quartzo até posso considerar porque ele acabou de se formar mas você Safira, já fez um ano de faculdade e já está desistindo? Como acha que encararei tudo isso?!

— Charles calma por favor, vamos ouvir o que os dois tem à dizer — pediu minha mãe — Você primeira Safira, o que a fez mudar de opinião?

— O que já havia dito, não quero mais morar sozinha, longe de vocês — respondeu minha irmã.

— E você Quartzo?

— A mesma coisa que a Miranda, não queremos mais ficar longe dos nossos pais — meu pai suspirou para se acalmar, minha mãe acreditou nas nossas palavras.

— E agora Camila? O que faremos com esses dois? — mamãe ficou quieta por um momento com a mão no queixo, nunca tinha a visto nessa maneira tão séria que até botou medo nos olhando a analisando.

— Já sei o que fazer com os meus filhos — mamãe falou fria, minhas espinhas até estouraram de tanto medo — Os dois bonitos estão mesmo decididos à morar nos Estados Unidos conosco certo? — confirmamos com a cabeça — Então eis o meu acordo Safira e Quartzo.

— Pode dizer mamãe — disse Miranda.

— Vamos fazer de tudo para entrarem em ótimas faculdades lá, mas terão de cumprir tudo que mandarmos — confirmamos com a cabeça — Isso significa que estarão fora de qualquer tipo de entretenimento, seus celulares serão confiscados, ficarão sem internet, sem televisão, sem vídeo games, não poderão sair com amiguinhos para nenhuma festa. Quando forem fazer trabalhos em grupos sempre nos avisar, e caso precisam fazer pesquisa ou programar algum trabalho tem que ser sob nossa vigilância assim como todas as coisas que fara=ão a partir do momento em que chegarmos no país. Terão de fazer todas as tarefas, isso inclui lavar, limpar e cozinhar sem nenhuma ajuda de nenhum empregado. Fui clara? — até meu pai ficou chocado com a minha mãe, nunca antes ela foi tão dura conosco como está sendo nesse momento. Eu e Miranda nos encaramos, aceitamos o acordo da minha mãe para morar nos Estados Unidos — Detesto ter que colocá-los em uma situação assim, mas se não impor limites como aprenderão as leis da vida? Esse trato se estenderá até os dois terminarem os estudos e arranjarem um emprego.

— Eu vou poder ligar para o meu amigo Andrew? 

 — Claro, mas terei de estar presente.

— Tudo bem... isso é meio assustador da sua parte mãe — ela deu um sorriso de canto, não reconheço essa mulher. Meu pai olhou no relógio, precisávamos nos arrumar para a formatura — Será que podemos ir embora depois da formatura?

— Tudo bem Quartzo, os dois arrumem suas malas depressa para que os empregados coloquem no carro. Será meio corrido então terão de viajar com a roupa da formatura, ligarei para prepararem o avião e depois nos resolvemos com a casa e a faculdade da Safira.

— Muito obrigado mãe! — dei-lhe um forte abraço — Eu te amo!!

— Também te amo meu amor, agora vá arrumar suas malas depressa! — ordenou, em mesmo instante subimos para nossos quartos. Em alguns minutos meu guarda-roupa já estava vazio, pois não tinha desfeito a minha mala do Internato e as roupas que havia ali eram poucas, só guardei em uma bolsa separada alguns presentes que ganhei do pessoal do Clube do Livro. Fui ao quarto da minha irmã, precisava entender o por quê dela desistir de morar nas cidades de seus sonhos, bati na porta lhe chamando a atenção — Hello mona!

— Oi Johnny.

— Miranda, por que fez isso? Por que desistiu de Londres?

— Talvez seja pelo mesmo motivo que você desistiu de Berlim: não conseguiria viver sem a mamãe e o papai depois de tudo que aconteceu.

— Está mesmo disposta à deixar tudo para trás? Nada será como antes quando chegarmos em Los Angeles.

— Melhor viver com quem a gente ama do que cheios de riquezas não acha? — ela tem razão — Depois de ontem não quero te deixar sozinho, estaremos sempre um do lado do outro certo meu irmão? — ela estendeu o punho.

— É claro minha irmã — nós batemos nossos punhos, assim como a Ladybug e o Chat Noir. Os empregados pegaram nossas malas e as levaram embora, fui ao meu quarto para tomar banho ainda precisava ir à formatura mas ao menos iria embora... Não que eu esteja feliz com essa situação, só que é melhor assim e tenho certeza de que ela nem vai olhar na minha cara então para quê continuar na Inglaterra certo?

Assim que todos estavam prontos todos foram dispensados do serviço, papai fechou a casa com uma certa raiva e acho que era da gente, seus dois filhos problemáticos. Entramos no carro e seguimos à caminho do Internato Ryan Boulevard, no caminho eu apenas olhava a cidade pela janela igual quando fazia quando ia e vinha para casa. Assim que chegamos minha família foi para um lado e eu fui para outro, pois os formando precisavam ainda colocar a beca de formatura. Encontrei-me com o pessoal do Clube do Livro, menos a Christine, me surpreendi quando a Angeline me abraçou e beijou minha bochecha, achei que sendo melhor amiga dela iria me odiar como nnos filmes de adolescente, ainda bem que estava errado.

— Você está bem Johhny? — perguntou, até que sentir-me bem por um momento com a sua preocupação sincera.

— Na medida do possível, talvez.

— Acredita que meu irmão achou que você não tinha levado à sério a aposta? 

— Acredito sim Angel, eu que fui um idiota de levar tão longe...

— Hey parceiro, ainda somos seus amigos! — disse Matthew na tentativa de me consolar — Sempre será um membro do Clube do Livro e ainda manteremos contato certo?

— Claro.. — respondi triste, logo Andrew se aproximou.

— Será que podemos conversar à sós? — concordei com a cabeça, Andrew me conduziu até um lugar reservado e então me olhou esquisito — O que está escondendo Johnny? — fiquei confuso.

— Não escondo mais nada na minha vida, aprendi da pior forma...

— Sei disso, mas o jeito que respondeu o Matt parece que não nos quer por perto.

— Não é isso Andy, só que não terei muito contato com vocês depois da formatura.

— Por quê? Por causa da Chris?

— Não meu amigo, eu vou embora logo após a formatura e não verei a peça — ele ficou triste.

— Ir embora para onde Johnny?! Por que está indo embora?!

— Vou morar nos Estados Unidos junto com meus pais e minha irmã, vai ser melhor para todo mundo...

— Melhor para todo mundo ou só para você?! Não quero perder meu melhor amigo! — falou desesperado.

— Nunca perderá, só que é lá que os meus pais trabalham e quero estar perto deles, depois dos episódios passados não aguentaria ficar aqui Andy! — meu amigo me abraçou fortemente — Vou sentir falta de todos vocês, e sinto muito por não ver a peça.

— Também sentirei muito a sua falta Johnny, e não se preocupe com a peça você dormiria no começo mesmo — isso me fez rir, meu amigo é o melhor que existe — Se cuida tá, não tenho rancor nenhum de você!

— Poderia me fazer um favor?

— Qualquer um meu amigo.

— Cuide da Christine, ela é muito dengosa precisa de atenção e carinho — ele soltou um riso.

— Pode deixar, farei tudo que estiver no meu alcance — Andrew com certeza era a melhor ´pessoa que existia, o único que poderia me apontar o dedo mas ao invés disso estendeu a mão para me consolar e nunca esquecerei disso, talvez eu consiga convence-lo a me visitar de vez em quando. O professor Drag Queen chamou a atenção dos atores, iria voltar ao meu lugar na ordem de chamada que era feita pelo feita então estava no G. De repetente uma força maior me puxou até atrás do palco, quando me dei por conta estava frente à frente com a Christine, meu rosto corou ao vê-la com um vestido branco bem colado no seu corpo estava muito mais linda que normalmente. Foco Johnny, foco! Só não entendi por que ela me puxou para longe dos outros, não conseguia dizer nenhuma palavra pois achava que à qualquer momento meu rosto iria para o chão.

— Precisamos conversar serenamente — minha expressão de confusão estava bem explícita, por essa não esperava.

— Não já havíamos dito tudo ontem?

— Não Johnny, agir por impulso e não pensei direito. Me desculpe por ter te dado um soco no rosto,sou meio descontrolada quando fico nervosa — não me destrói mais ainda meu amor, assim não vou conseguir ficar firme.

— Não precisa pedir desculpas por nada, não sou digno do seu pedido muito menos do seu perdão, o que levei foi pouco.

— Jonathan, sei que deve estar se sentindo um lixo mas não precisamos acabar assim. Pensei muito e...

— Não precisa dizer mais nada — a interrompi — Eu sei que tudo estar acabado e com toda razão, não quero que me perdoe se é que isso que quer ouvir.

— Jonathan, eu estou com raiva sim, fiquei indignada sim mas não acredito que tudo que tenha feito foi por apenas... apenas... — ela suspirou abaixando a cabeça, não sei porque eu coloquei a mão no seu rosto e a beijei e quando me dei por conta do que estava fazendo a afastei assustado, ela me olhava surpresa — Você me beijou!

— Desculpe! Esquece que isso por favor! — sai depressa de sua frente, ouvimos chamarem os formando pois seria a entrega do certificado então logo os jovens em seus devidos lugares e que por sinal era longe dela, só coloquei a beca e sentei-me no meu lugar.

Não fazia a menor ideia do porque havia beijado a Christine, seu rostinho lindo sempre me fascinou mas isso não significa que deveria fazer essas coisas. Evellyn que daria o discurso pois era a melhor aluna dos formandos, eu nem prestei atenção em suas palavras e nem na hora da entrega dos certificados pois só acordei para a vida na hora em que chamaram meu nome no púlpito. Apenas recebi, tirei uma foto e voltei ao meu lugar, para ir embora precisava esperar todos receberem e isso levaria um tempinho.  Vi meus amigos o resto de meus amigos receberem, e quando terminou jogamos nossos chapéus para alto no grito d "uhuuu!" e os convidados nos aplaudiram, a diretora anunciou que a peça viria logo em seguida então despedi-me de Andrew e fui até a direção dos meus pais vestido com a beca de formatura mesmo.

— Não querer assistir a peça de sua formatura Quartzo? — perguntou meu pai, depois do que fiz só queria ir embora mesmo antes que ficasse louco.

— Não pai, só quero ir embora por favor — respondi.

— Dá para ao menos tirar essa beca? — concordei, dirigir-me ao banheiro masculino então arrumei a minha roupa social. Olhei-me no espelho e fiquei eme encarando por um tempo, pensamentos vinham à minha cabeça de que deveria voltar, mas como? Como cérebro deveria voltar? Com que cara deveria aparecer? Passei uma água no meu rosto para acordar desses devaneios, com certeza não estava bem precisava ir logo embora. Saí do banheiro e fui junto à minha família, então finalmente estávamos no carro em direção ao aeroporto internacional onde o jato estava. Como sempre estava admirando a vista pela janela do carro, só de pensar que eu poderia morar aqui me entristece, mamãe estava dirigindo enquanto papai ligava para a companhia aérea.

— Crianças tenho más notícias: assim que chegarmos lá teremos que esperar meia hora para embarcar — disse meu pai — Tudo bem Quartzo?

— Sim senhor, sem problemas — ele suspirou.

— Quartzo vou te contar em, é cada encrenca que você me arruma! — reclamou, soltei uma risada.

— Talvez seja porque sou um pouco problemático.

— Um pouco? Tu é arteiro desde quando era criancinha, aliás os dois não deixavam eu e a sua mãe dormir por pelo menos uma hora.

— Quero vê quando esses dois tiverem filhos, vão entender do que estamos falando — disse minha mãe, acho que não terei esse prazer — Só fui entender todas as lições da minha mãe quando Safira nasceu, e ainda tive dificuldades para criá-los.

— Não somos tão ruins assim! — reclamou Miranda.

— São sim, e ainda por cima são chatos mas eu amo muito vocês.

— Queria ter um casamento como o de vocês dois, não dou sorte no amor.

— Safira minha filha, você só tem dezenove anos tem muito ainda para viver, ainda vai achar um rapaz para se casar. Eu e seu pai só nos casamos porque fiquei grávida, só tínhamos vinte anos e nem sabíamos se ia dar certo!

— Mamãe, se eu quisesse casar agora aos dezoito você aceitaria? — perguntei, minha mãe me olhou estranho.

— Aos dezoito, tem certeza? — confirmei — Bom, só se tivesse plena certeza da moça que escolheu, porque casamento não é um namorico qualquer que faz o que quiser e sim uma união completa entre duas pessoas que se amam. Por isso o tio de vocês se casou aos vinte e oito porque queria ter certeza de aquela mulher era a certa. Só um conselho por experiência própria: não se casem tão cedo , nem façam as coisas que eu e o seu pai fizemos — ele já a olhou feio, ela deu um sorrisinho — Passem o tempo de sua juventude para conhecer mais pessoas, sair em um ambiente amigável e sadio e não em baladas tá! Não quero que escolham cedo demais e depois acabam que nem muitos casais aí que se separam por qualquer bobagem, conheçam bem as qualidades e os defeitos do seu parceiro, aprenda a conviver com eles e respeitem seu espaço e seus gostos e não busquem por perfeição. Se tipo quiserem um tipo de pessoa como por exemplo: eu quero que o meu marido seja totalmente aberto comigo, eu tenho que ser uma pessoa aberta com meu parceiro, assim terão uma felicidade sem fim.

— Uau mãe, acho que devia ter pedido seus conselhos em vez de chorar no ombro do meu irmão! — não sei do que ela está reclamando, nunca falei para ela não pedi ajuda da mamãe.

— Sabem, vocês adolescentes tem vergonha de pedir ajuda dos pais. Por favor, Quartzo e Safira, se tiverem qualquer problema seja amoroso ou um conflito interno falem comigo, porque seu pai não presta para essas coisas.

— Ei! — meu pai gritou, nós dois rimos — Tem coisas que só eu posso explicar aos nossos filhos OK! 

— Tipo o quê?

— Coisas ué, coisas... — minha mãe fez "aham" deixando meu pai irritado. Finalmente havíamos chegado ao aeroporto, pegamos nossas bagagens e fizemos toda a burocracia que era necessário para embarcarmos. Teríamos que esperar um pouco porque ainda estavam preparando o avião, só que uma das funcionárias veio em nossa direção avisando que o voou só sairá daqui à uma hora deixando meus pais ainda mais irritado, comigo lógico que inventei de ir embora hoje — Ótimo Quartzo! Nunca mais sigo suas ideia de girico, devíamos ter ficado por pelo menos dois dias!

— Para de brigar com ele no aeroporto, se for para dar uns tapas dê quando chegar em casa Charles! — reclamou minha mãe — Já estamos aqui não estamos? Fica quieto e espera poxa!

— É pai, sossega um pouco — disse minha irmã, papai apenas bufou e se sentou. Eu iria aproveitar meus últimos momentos com o meu telefone ouvindo as minhas músicas da deprê (eu já escutava antes mesmo então), Miranda provavelmente decidiu se abrir com a minha mãe sobre sua vida amorosa fracassada, se bem que a minha estava a mesma coisa então decidir escutar sua conversa. Passou-se um tempo, ainda estávamos no mesmo lugar e nada do avião ficar pronto, só queria ir embora logo!

— Pai, vai demorar mais ainda? — perguntei entediado.

— Provavelmente, não queria ir embora? Agora aguenta! — Uau! Meu pai estava mais bravo que todo mundo com essa demora toda do avião, daqui à pouco estava me mandando ir à merda.

— Charles já falei para brigar com ele quando chegasse em casa, podemos ter um pouco de sossego?

— Qual é Camila, dê-me um tempo! — Vish! Eles iam brigar no meio do aeroporto e até já sei onde iria chegar, eu e Miranda ficamos ali quietinhos só vendo o circo pegar fogo.

— Até te daria um tempo se me desse um filho! — Sabia! Minha mãe faz tempo queria ter um terceiro, já meu pai não nem aguentava nós dois então ela o culpa por não ficar grávida.

— Para quê ter mais um Camila? O Quartzo e a Safira não são suficientes? Um menino e uma menina, fechou!

— Sou eu que vai sofrer as dores do parto, nem devia estar reclamando! O que que custar ter mais uma menina? 

— Uma fortuna! Sabe o quanto já gastamos com a Safira e o Quartzo?

— O terceiro não ia ser distorcido igual esse dois — eu e Miranda nos encaramos.

— Olha só Johnny, é isso que a mamãe pensa da gente! — reclamou minha irmã.

— Vá à merda Safira! — soltei uma risada, minha mãe brava é muito engraçado.

— Credo mãe! — minha irmã me deu um tapa no ombro — Fica quieto seu ridículo! — continuei a rir, Miranda irritada também era muito engraçado. Finalmente chegou alguém responsável pelo nosso voo, meu pai veio voando até ela.

— Já podemos embarcar? — perguntou meio desesperado.

— Mais ou menos Senhor Grey, tivemos um pequeno problema na segurança do aeroporto — respondeu a moça. Isso era estranho, alguém estava tentando traficar drogas na Inglaterra?

— Que problema? Por favor nos diga! — minha mãe já ficou preocupada, sempre teve medo de bandidos já eu fiquei super curioso com isso. Seria doentio demais ver uma ação policial ao vivo? Acho que seria sim.

— Invasão de jovens no aeroporto procurando por Jonathan, os seguranças ainda não conseguiram pegá-los e não temos ordens para deixá-los embarcar com esse risco — não acredito que vou ter que ficar aqui por mais algum tempo. Espera, procurando por Jonathan? 

— Bom vou voltar à ouvir as minhas músicas, já vi que vai demorar — reclamei mesmo confuso, já estava cansado de tanto esperar. De repente ouvi meu segundo nome e me assustei — Ouviram isso?

— O quê? — perguntou minha irmã.

— Ouvi meu nome!

— O primeiro ou o segundo?

— O segundo Miranda! — disse irritado, logo ouvir de novo com mais força.

— Agora eu ouvi.

— Quem está me chamando? — ouvi pela terceira vez, quando me virei vi uma moça correndo com um vestido azul comprido em minha direção, eu a reconheci na hora — Chrisitine? — logo atrás dela estava um segurança com uma arma de choque pronto para atirar — Christine!

— Jonathan não vá!! — ela me abraçou desesperadamente, eu simplesmente fiquei sem reação ao vê-la bem na minha frente — Por favor não vá embora!! — "por favor não vá embora", por que ela não quer que eu vá embora? Ela não me odeia? Eu não entendo o que está acontecendo, só sei que minha mãe já estava mandando ela me largar só que Miranda a impediu, já eu ainda sem reação e ela ainda me abraçava fortemente — Eu preciso te falar uma coisa, não vá embora! — de repetente aparece o resto do pessoal do Clube da Leitura pegos pelos seguranças.

— Ei! Tenha cuidado! — reclamou Evellyn sendo algemada, logo o outro segurança iria prender a Christine.

—  Larga o garoto ou terei de usar força bruta! — ordenou porém ela não me soltou, então ele pegou a arma de choque então acordei para agir.

— Não faça isso por favor — pedi calmo, logo o segurança guardou a arma em seu cinto.

— O que pensa que está fazendo Quartzo?! Ela invadiu um aeroporto!! — questionou meu pai.

— Nós fizemos isso em nome do amor!! — gritou Matthew, causando um tumulto no local. Eu precisava de resposta pois não entendia o que estava acontecendo, Christine ainda me abraçava quieta então decidir dar um fim nisso de uma vez.

— TODO MUNDO CALA A BOCA AGORA!!! — ordenei, um silêncio total veio à tona, então separei-me de Christine e ficamos de olhos frente à frente — O que está fazendo aqui Chris? Por que invadiu um aeroporto desse jeito?

— Você ia embora para sempre, não podia permitir isso antes de esclarecer tudo que sinto — Oh não, não vou suportar isso agora não!

— Christine eu já ouvi tudo que precisava ter ouvido, eu sei que nunca vai me perdoar e sei que me odeia, sou o ser mais desprezível que viu na face da Terra. Eu já sei de tudo e me desculpe por ter te beijado, não precisa mais se preocupar porque eu nunca mais voltarei à por os pés aqui...

— Será que dá para calar a porcaria da boca e me escutar cassete?!! — fiquei de olhos arregalados com sua agressividade, com medo dela me bater calei-me no mesmo instante, ela suspirou para se acalmar — Jonathan, não vim até aqui para te condenar isso não tem sentido!

— Não? Então para quê veio até aqui causando o maior barraco?

— Vai me deixar dizer dessa vez ou terei que colar uma fita adesiva na sua boca? — fiquei em silêncio dando de ombros — Olha eu não sou tão boa com as palavras românticas quanto o Andy mas meus sentimentos por você só se resumem em uma palavra: amor — fiquei tão incrédulo ao ouvir isso, não podia ser de verdade, ou poderia?

— Chris, eu... — ela pôs a mão na minha boca.

— Me deixa falar! — OK, não abrirei mais a minha boca — Nós podemos ter começado com o pé esquerdo, eu fui rude e você tentou outra coisa por um jogo, mas, não acredito que tenha fingindo esse tempo todo que não gostava de mim. Eu sei que teve um pouco de influência da aposta para se aproximar, isso me deixou chateada, pensei em algumas coisas que me disse antes e depois da festa duvido que se não sentisse um pingo se quer de carinho por mim teria feito tudo que fez de bom. Pode negar milhões de vezes mas não acho que é o canalha filho da mãe que vive dizendo que é, porque se for eu também sou. Johnny, você não é a única pessoa que errou na vida, sabe de algumas coisas que fiz no passado e eu queria simplesmente apagar mas não posso, então eu diria que sou bem pior que você, mesmo assim me aceitou. Acontece que provou que é bem melhor do que eu quando enfrentou seu erro e me disse toda a verdade bem na minha cara, coisa que nunca fiz nenhuma vez, e isso me fez sentir alguma bem mais forte do que ódio.

— Não pode estar falando sério.

— Jonathan...

— Por que você não volta para o James? Ele que me desmascarou! Se não fosse por ele ainda estaria vivendo um mentira, nós dois estaríamos...

— Estaria? Acho que não, você me diria a verdade de qualquer jeito Jonathan.

— Como pode ter tanta certeza? Como pensar isso do imperdoável? Me deixe ir embora por favor, vá viver a sua felicidade com o amor da sua vida — virei a cara, mas a mão delicada fez-me olhar diretamente em seus olhos.

— Até queria, mas o amor da minha vida está fazendo birra para ir embora para os Estados Unidos, assim fica difícil de ser feliz — Oh não, mano para com isso ou ficarei louco de vez.

— Para com isso Chris, por favor! — meus olhos começaram a lacrimejar.

— O que eu preciso fazer para que possa acreditar em mim? Jonathan, eu te amo tanto, eu te perdoou, não me deixe sozinha não posso viver sem seu amor — ela se ajoelhou segurando minhas mãos — Você já fez isso, agora é minha vez — arregalei os olhos.

— Você não vai...

— Jonathan, quer casar comigo? — não sei vocês, mas meu coração foi às alturas.

— Tem certeza?

— Eu estou ajoelhada com um vestido do século XIX, invadi um aeroporto internacional, dei uma rasteira no segurança e estou prestes a ser presa. Se eu não tivesse tanta certeza acha mesmo que estaria nessa situação? Use o cérebro um pouquinho, vai ajudar!  — falou sarcástica, eu não estava acreditando no que estava acontecendo — Então, quer casar comigo?

— Sim! Sim eu quero! Quero muito meu amor! — a puxei para um abraço forte, comecei a chorar em seu ombro — Você realmente me perdoa?

— Sim, eu perdoou! Não importa quantas vezes peça perdão eu sempre as aceitarei meu amor — pude sentir seu sorriso em meu pescoço, desfiz o abraço.

— Eu te amo Turquesa.

— Eu te amo Quartzo — ela me puxou para um beijo, e desta vez um beijo sem mentiras.

—  Vive l'amour!! — gritou o Andrew, e então houve aplausos e tenho certeza de que eram da galera do Clube do Livro. Eu separei o beijos mas permanecemos de mãos dadas.

— Agora vai todo mundo para a cadeia britânica! — disse Angeline, mas o engraçado é que os seguranças os soltaram logo depois e o que ia prender a Christine estava emocionado.

— Cara essa foi a maior loucura que já fiz na minha vida, poderia até escrever um livro sobre a sua história de amor — disse o meu amigo. Quando vi minha família eles estavam emocionados e ao mesmo tempo confusos com a situação.

— Caramba Quartzo, eu te deixo por seis meses aqui e arranja uma noiva — disse minha mãe.

— Eu posso explicar, é meio complicado e talvez vocês não gostem.

— Senhor Grey, teremos que levar esse jovens até a delegacia para fazer boletim, eles invadiram um aeroporto — disse um dos seguranças ao meu pai, então eu e eles fomos juntos com o pessoal do Clube do Livro enquanto mamãe e Miranda voltavam para casa.

Bom, os meus amigos não foram presos por causa que meu pai implorou para não fazer queixas, e também ninguém havia saído ferido e nada de ilegal foi encontrado só que os pais deles tiveram que pagar uma grande multa para a polícia britânica, e já que a Christine é órfã dos dois lados meu pai já fez o primeiro gasto com sua futura nora. Quando voltamos para a casa contei toda a história desde que entrei no internato até chegar o momento do aeroporto, em primeiro instante mamãe pegou grande pedaço de madeira e saiu correndo atrás de mim pela casa para me bater e por sorte ela só acertou minha barriga duas vezes. Depois veio meu pai e quase quebrou meu braço, mereci mesmo levar essas surras, porém no fim acabou tudo bem porque quando Christine começou a conversar com meus pais eles gostaram muito dela e deram a benção do casamento.

É possível sim produção em um momento estar à beira do precipício da sua mente solitária e depressiva e de repente vir uma luz para alegrar seu coração, e sim produção o perdão é uma das grandes chaves da alegria à qual momentos atrás não acreditava que existia para o meu lado. Agora lá vem a minha parte poética que aprendi com o pessoal do Clube do Livro! Como eu disse o amor pode ser uma perdição aos olhos de alguns, uma felicidade aos olhos de outros pois nós que decidirmos como ela vai ser, no começo pensei que era uma perdição, que fazia as pessoas de trouxas por causa da experiência da minha irmã. Meu coração demonstrou que o amor é felicidade, pois ao analisar minha história com a Christine percebi que sempre fui totalmente encantado por sua beleza, pelo seu sorriso e pelo seu jeitinho de ser. Foi por ela que virei homem, e é por ela que vou ser o homem que merece, pois como a mamãe disse: se quisermos alguém ideal devemos nos esforçar para ser essa pessoa, ela é a ideal para mim com suas qualidades e defeitos e eu vou me esforçar todos os dias da minha vida para ser o homem ideal. Eu errei, fui um rebelde nojento no passado, sofri horrores com as minhas escolhas mas a única que foi extremamente certa nessa vida bandida que tive foi a do meu coração de ter escolhido a Christine para ser o amor da minha vida.


Notas Finais


Muito obrigada pela leitura!
Até o último capítulo desse romance galerinha <3


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...