História Tiara Insídia - Capítulo 16


Escrita por: ~

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Categorias Originais
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Palavras 6.199
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Ficção, Magia, Romance e Novela
Avisos: Insinuação de sexo, Sexo, Tortura
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Gente, novamente eu queria me descupar pela demora.
Eu sei que é chato, mas não vai mais acontecer.
Eu acabei de receber meu computador novo.
o meu estragou e fiquei usando do meu trabalho.

Capítulo 16 - Capítulo XVI


Depois de algum tempo que Mily não sabia dizer se foram horas ou minutos, Lincon a tirou de seu colo e a colocou sentada na areia. A moça estava arfando, parecia ter acabado de correr uma maratona. O subir e descer dos seios eram uma imagem na qual poucas vezes ele pode presenciar.

Lincon precisou de todo o seu alto controle para não fazê-la sua ali naquela praça, a vontade era tanta que chegava lhe causar dor, mas ele se conteve por ela, tinha certeza que ela não queria que algo do tipo acontessece entre os dois. Ele demorou tanto tempo para se aproximar dela que não queria fazer algo que pudesse afastá-la. Mas até quando agüentaria?

—Precisa voltar. —Disse ele olhando para ela depois de alguns minutos em silencio.

—Você precisa mais do que eu. —Disse Mily virando o rosto em sua direção, estava olhando para o mar.

—Precisamos... —Corrigiu Lincon se levantando e estendendo a mão para ela.

—Eu estou acostumada a ficar por aqui. —Disse Mily pegando na mão dele e o puxando para que se sentasse novamente. —Ao que tudo indica, você também.

Lincon soltou uma risada suave e voltou a se sentar com ela na areia. O que ela pretendia? Isso ele não sabia responder, tudo que sabia no momento é iria ficar com ela o máximo que fosse possível. Tinha quase certeza que nunca havia conseguido uma conversa com ela sem um insulto ou uma briga. Talvez agora as coisas seriam diferentes.

—Você tava certo. —Disse ela do nada o fazendo sair de seus devaneios.

—Sobre..? —Perguntou ele desconfiado com o cenho franzido.

—Micael e Alexia. —Disse Mily simplesmente. Tinha certeza que isso seria suficiente para ele entender.

—Você precisou de seus poderes para saber disso? —Perguntou Lincon a encarando.

—Eu não presto atenção nesse de coisa. —Disse Mily dando de ombros, como se não fosse nada. Na verdade não era nada realmente. Micael era seu irmão e desde que se conheceram sempre a apoiou, agora era faria o mesmo que não concordasse com as escolhas, com sorte Mily gostava de Alexia.

—Não é questão de prestar atenção. —Disse Lincon se colocando na frente dela e a encarando nos olhos. —Dá pra perceber... —Disse ele como se estivesse pensando sobre isso. —Pela forma de olhar... a forma como agem um com o outro... o jeito de falar também muda.

—Micael não... —Mily começou a falar. Ela não percebeu nada disso em seu irmão.

—Você é muito desatenta. —Constatou Lincon de forma suave e gentil.

Se fosse outra pessoa, Mily levaria como um insulto, mas ele... a forma como ele falou, foi algo normnal, como se falasse que seus olhos eram roxos. Lhe pareceu algo natural. Mily virou o rosto na direção dele e sorriu. Não era como se tivesse gostado, mas também não havia desgostado, e realmente ela tinha que reconhecer, era desatenta de mais. Se não fosse por Narya...

—Tenho que concordar. —Foi tudo que Mily disse o fazendo soltar uma pequena risada.

—Como você conseguiu erguer um reino em tão pouco tempo sendo desatenta? —Perguntou ele curiosa.

Ele sabia muito bem que cuidar de um reino não era algo fácil de se fazer, quanto erguer um e conseguir o que ela conseguiu em dois anos. A parte burocrática e administrativa então era a que mais cansava e esgotava a mente de quem cuidava e mantinha tudo nos eixos.

—NArya é excelente. —Disse Mily simplesmente. Sem narya e suas ajudas e os detalhes que ela cuidava fazia a diferença. —Eu ficava cuidando da documentação e a burocracia. Ela cuidava dos detalhes e das outras coisas.

—Você nunca levou jeito com isso mesmo. —Constatou Lincon com uma risada.

—Não. —Disse Mily o acompanhando na risada.

—E o treinamento? —Perguntou ele curioso, sabia que ela gostava dessa parte de seu dia e não fazia por abrigação.

—Eu e Narya treinamos todas as manhãs, antes de começarmos qualquer coisa. —Disse Mily como se lembrasse desse momento de seu dia.

—Como ela está? —Perguntou Lincon com evidente interesse.

—Ela evoluiu bastante. —Disse Mily rápida. —Mais do que eu esperava.

—Isso é bom. —Disse Lincon a encarando. —Ainda não consegui encontrar um substituto a sua altura. —Disse ele a olhando de soslaio.

—A menos que seja um roxo, não estará. —Disse Mily de forma suave. Os roxos eram seres muito fortes, e ela era uma das mais fortes de seu sangue. Hoje seus poderes ainda continuam a evoluir.

—Eu sei. —Disse Lincon com a voz baixa. Como se estivesse decepcionado ou algo do tipo.

Mily não tinha o que dizer, apenas assentiu e continuou em silencio. Lincon a olhou e permaneceu em silencio também. Depois de alguns minutos mily se levanta e começa a beter em seu corpo para tirar a areia, quando acha que está bom o suficiente, fica em pé olhando na direção de Lincon.

—Acho que agora podemos ir pra casa, já está anoitecendo. —Disse ela depois de olhar para o alto e ver a lua nova, era uma das fases da lua que ela mais gostava, mas ela não sabia dizer o por que.

—Está sim. —Concordou Lincon se aproximando dela. —Quando vou te ver outra vez? —Perguntou ele a encarando e apreensivo com a resposta.

—Eu não... —Ela começou a falar, e apenas pretendia dizer-lhe que não sabia.

—Por favor, não diga que não quer mais se encontrar comigo. —Pediu ele de forma suave depois de interrompê-la.

—Eu iria dizer isso. —Disse Mily e em seguida soltou uma risada suave. —Pretendia dizer que não sei. —Disse ela o encarando e fazendo movimentos de vai e vem com os pés na areia.

—Que tal amanhã? —Perguntou ele a encarando com as sobrancelhas erguido.

—Amanhã? —Repetiu ela em um tom surpreso.

—Isso. —O confirmou. —Você janta comigo e passa a noite lá comigo no castelo.

—Lincon... —Ela começou a falar em tom de censura, o encarando com um olhar que ele conhecia mais do que bem.

—Calma. —Disse ele erguendo as mãos e sorrindo, por mais que tivesse medo da reação dela, admirava a forma como ela ficava quando estava insatisfeita ou zangada com alguma coisa. —Não nesse sentido... só por que você não quer também.

—Lincon. —Disse alterando a voz quase em um grito.

—Calma, foi uma brincadeira. —Disse ele se aproximando dela com risadas altas e descontroladas.

—Algo engraçado? —Perguntou ela seria enquanto o encarava.

—Não. —Disse ele dando a volta por ela e abraçando por trás. —Nada. —Disse ele depois de dar um beijo no pescoço dela. —O que me diz? —Perguntou ele sussurrando ao pé do ouvido de Mily.

—Tudo bem. —Disse ela enquanto apreciava a sensação de tê-lo tão perto de si.

—Apareça o mais cedo possível. —Pediu ele antes de soltá-la.

Mily não respondeu, apenas assentiu e começou a afastar-se em passos largos, ele iria logo em seguida, mas a visão de seus quadris balançando, e os cabelos dela sendo puxado pelo vento era algo tentador. Aquele cintura extreita combinada com aquele quadril largo... lincon não podia pensar nessas coisas quando se tratava dela. Balançou a cabeça de um lado para outro e foi na mesma direção que ela. Nesse momento ela já nem estava mais a sua vista.

(***)

—Ela nunca demorou tanto. —Disse Narya apreensiva e andando de um lado para outro.

—Ela está bem e já esta chegando. —Disse Micael com toda calma que fosse possível, sentado em uma cadeira perto de Alexia, que também estava perto do estado de Narya.

—Talvez devêssemos procurá-la. —Sugeriu Alexia, olhando para Narya.

—Parem com isso vocês duas. —Disse Micael se levantando e se colocando entre as duas. —Mily está bem, alem do mais ela é a única de que não precisa de ajuda. Os poderes dela continuam a crescer.

—Poder de mais tem um preço... —Murmurou Alexia mais para si do que para os outros.

—Eu sei disso. —Micael disse enquanto a encarava fixamente.

—O que querem dizer? —Perguntou Narya cm o cenho franzido.

—Todos temos que perder algo com nossos poderes. —Disse Micael de forma automática. —Você por exemplo, perdeu o contato com seus pais. —Disse Micael depois que Narya virou a cabeça levemente para o lado, em sinal de dúvidas.

—Eu perdi minha família quase toda. —Disse Alexia com a voz fraca.

—Isso quer dizer que... —Disse Narya tirando alguma conclusão, mas não tinha como concluir a frase.

—Eu não sei realmente. —Disse Micael como se tivesse entendido onde Narya queria chegar.

Os três encerraram aquele assunto. Não era algo na qual eles poderiam controlar. Quando viram a falar de coisas aleatórias, o que não durou muito, pois Mily chegou depois de alguns minutos, deu um boa noite a todos e foi direto para seu quarto, onde Alice estaria te esperando, era mais uma dama de companhia que uma aia. Tanto Alice quanto Clara.

Assim que entrou no quarto, Mily sentiu o seu aroma preferido. Sais de banho de baunilha e canela e o xampu com cheiro de jasmim, estava tudo preparado do jeito que ela gostava. Até mesmo as roupas.

—Ai Alice... —Murmurou ela, em satisfação.

—Oi Mily. —Disse a moça saindo da porta do banheiro.

—Nem acredito. —Disse Mily se despindo e indo direto para a banheira. Estava quase cheia, mas já dava para tomar banho. Mily desligou a torneira e entrou para tomar um banho assim mesmo.

—Estava com alguém? —Perguntou Alice depois de se agachar atrás de Mily para lavar os cabelos da rainha.

—Porque? —Perguntou Mily curiosa, fazendo um movimento bruto, fazendo com que Alice soltasse os cabelos dela.

—Tem uma marca —Disse ela colocando as mãos em cima, na lateral do pescoço, na junção do pescoço com o ombro. —Da para perceber o que é... —Alice deixou a frase solta.

—E agora? —perguntou Mily se voltando a posição inicial, onde Alice continuou a cuidar dos cabelos dela.

—Seu cabelo cobre. —Disse Alice enquanto massageava o couro cabeludo de Mily. —Agora diga, quem é ele?

—Guarda segredo? —Perguntou Mily empolgada.

—Claro. —Afirmou Alice rápida.

—Lincon. —Disse ela simplesmente.

—Lincon? —Perguntou ela surepresa. —O príncipe de Eranelle?

—Sim. —Respondeu Mily se virando de leve para olhar para ela.

—Nossa. —Disse ela em seguida. —Onde estavam?

—Na praia. Sai daqui e fui andando, quando me dei por mim estava sentada de frente para o mar, sozinha a principio, quando vi, ele se sentou atrás de mim e começamos a conversar. —Disse ela pensativa, obvio, as memórias vieram em sua cabeça.

—Desde quando...? —Alice interrompeu a fala, gesticulando com as mãos procurando a palavra correta.

—Alguns dias. —Respondeu Mily, entendendo onde ela queria chegar antes mesmo dela terminar de falar.

—Isso é maravilhoso. —Disse Alice fazendo gestos rápidos em comemoração.

—Não é. —Disse Mily em tom neutro. —Eu não queria isso, não queria que fosse ele.

—E por que não? —Perguntou Alice com as sobrancelhas erguidas.

—Ele é tão... —Mily procurou uma palavra de insulto, mas não lhe veio nenhuma. A única coisa que veio na cabeça, foi o sorriso dele e aquele olhar intenso, que ela aprendera a gostar.

—Tão bonito, elegante, gentil, educado. —Disse Alice como se contasse nos dedos as qualidades dele. —E além de tudo isso, o que fiquei sabendo sobre ele... —Alice balançou as duas mãos no rosto, como se estivesse sentindo calor.

—Alice. —Ralhou Mily e deu uma risada alta e descontrolada e logo foi seguida por Alice.

—Foi o que me falaram... —Dise ela depois que parou de rir.

—Eu sou virgem ainda. —Disse mily a encarando nos olhos.

Fitar as pessoas quando estava se sentindo acuada ou algo do tipo, era habitual para Mily. Ela tinha vergonha por isso, mas ainda não havia encontrado alguém que valesse a pena. Não era como se ela acreditasse nessa coisa de que a primeira vez tinha que com alguém especial e devia ser com quem ela amasse, mas ela também não queria que fosse com o primeiro que aparecesse.

—Serio? —Disse Alice desviando o olhar. —Você é uma moça bonita e bastante decidida...

—Eu só não quero fazer com o primeiro que aparecer. —Disse Mily a encarando com a voz fraca.

—Ele sabe? —Perguntou Alice erguendo as sobrancelhas.

—Não sei... —Disse Mily a encarando, estava começando a ficar desconfortável para ela. A água da banheira havia esfriado, o que indicava que já havia passado da hora sair dali e se aprontar para dormir.

—Tudo bem. —Disse Alice pegando o roupão de banho e encerrando o assunto como se entendesse que sua rainha não queria mais falar do assunto. —Vem. —Disse ela saindo do banheiro primeiro.

Depois de se vestir, Mily se vestiu e se retirou do quarto para ir jantar. Liberando Alice para fazer o mesmo. Mas a mesma preferiu tomar um banho primeiro.

(***)

Alice nunca fora tão bem tratada em sua vida. Quando Alexia comunicou que ela foi uma das escolhidas para ser a aia de Mily, ela sentiu muito medo. Já havia escutado muitos boatos sobre ela, um deles inclusive fora de que ela era uma rainha cruel e que adorava sangrar as pessoas. Que fazia jus ao nome ‘rainha sangrenta’.

Alexia conversou com ela e mais umas dez jovens moças, que estavam tão capacitadas quanto ela e sua irmã. Ela falou que todas passariam por Narya, uma jovem guerreira  que era leal a Mily, ela também não tinha uma boa fama. O que causou certo alvoroço entre as moças.

Quando Alice e Clara conheceram Narya, sentiram-se mais confortáveis e mais calmas. Ela não era nada do que haviam falado, era uma moça gentil e que estava disposta a ajudá-las. Depois de algumas conversas Alice já havia esquecido tudo que haviam falado a respeito da menina.

Quem havia a deixado realmente desconfortável foi Mily, ela era bem mais baixa que Narya e totalmente diferente fisicamente. Tinha uma postura rígida, a cabeça erguida e a forma como ela se movia, o olhar intenso e penetrante, ela intimidava apenas com o olhar, um tremor percorreu-lhe a coluna quando ela se aproximou de Narya e as duas começaram a conversar, mas para contrariar tudo isso sua voz era suava e emanava uma calma. Sentiu calafrios quando ficou a sós com aquela rainha.

Mas  não levou cinco minutos para que seu medo se desfizesse e ela começasse a simpatizar com sua nova rainha. Ela era protetora, a palavra que a definia completamente. Depois do primeiro dia, ela mandou que fizessem um quarto para ela embutido dentro do próprio. O que Alice havia adorado.

Ela até gostava do que fazia. Mily lhe dava opções, ela tinha o direito de sair a hora que quisesse, e pelo menos uma vez por mês a rainha lhe permitia sair pra fazer compras, claro que a mesma não se fazia presente. Quem cuidava de tudo era Narya, levava as duas para comprar o que quisessem, e nunca reclamaram da escolha, seda pura e perfumes importados eram pagos sem pestanejar. Elas compravam pouco, pois não tinha como usar mesmo.

Ela simplesmente gostava de Mily. E os boatos que ouvia dela não fazia sentido, talvez ela fosse assim apenas a um campo de guerra, lugar que ninguém culpá-la por fazer o que faz. Porque lá você não tem escolha. A única escolha em relação a guerra era apenas ir ou não ir, mas se for, não tem escolha ou mata ou morre...

Quando havia terminado, ela havia escolhido um vestido de cetim de corte reto para descer e jantar. Estava um pouco atrasada, talvez estivessem no final já, mas ela conseguiria chegar a tempo de estar com todos. Se apressou em descer as escadas e chegar a sala de jantar do castelo.

—Graças d Deus Ly. —Disse Clara assim que a viu.

Todos estavam a mesa, estava posta com os pratos e talheres tudo pronto para o jantar, mas ainda não havia sido servido. Alice olhou para Mily que acenou com a cabeça em concordância, e fez um sinal em seguida. O jantar foi servido logo assim que ela se acomodou ao lado de sua irmã. O correto era cada uma sentar do lado delas, mas elas permitiam que sentassem juntas.

—Mily não permitiu o jantar ser servido antes de você chegar. —Cochichou Clara para ela alguns minutos depois, Alice apenas assentiu.

A comida era um pouco diferente do que estava acostumada, mas aprendera a gostar. Era mais leve e com menos gordura e bastante colorida. Os cozinheiros de Mily abusavam dos legumes e hortaliças, talvez a pedido da rainha, mas Alice até gostava.

—Narya o de sempre amanhã —Disse Mily após engolir uma garfada de seu prato, neste momento já havia consumido cerca de um terço do que lhe fora servido.

—Mas já? —Perguntou Clara sem esconder a empolgação.

—Na verdade não, mas soube que alguém faz aniversária semana que vem. —Disse Mily olhando para Alice. —Narya —Chamou ela encarando a outra com um sorriso canto de boca. —Acha que consegue organizar um baile de máscaras com esse tempo?

—Não sei exatamente... —Disse Narya com receio, a idéia era ótima, mas o tempo era curto.

—Eu te ajudo... —Disse Clara com certa empolgação e um sorriso cúmplice para a irmã.

—Se Alice quiser ajudar também... —Disse Mily em tom sugestivo.

—Claro. —Anuiu ela animadamente. Como não ajudaria?

—Tudo bem, vou ver o que posso fazer. —Concordou Narya sorrindo.

O assunto do jantar foi basicamente os preparativos para o baile.

Mily a havia surpreendido mais uma vez. E com o tempo ela percebeu que não era tratada como uma serviçal e sim como uma amiga. Mily poderia ser uma rainha fria e rígida, mas ela gostava de quem estava próximo dela, não era de ficar demonstrando com contatos físicos e nem demonstrava carinho em público, mas eram ações como esta que faziam Alice se encantar e se orgulhar de tê-la como rainha.

Quando jantar terminou ela subiu junto com sua rainha para o quarto, assim as duas iriam conversar assuntos aleatórios até que sentissem sono.

(***)

Fazia pouco tempo que estava mantendo contato com ela, oficialmente e que os dois ficaram juntos da maneira como ele sempre quis foi apenas duas vezes. E nos dias que se seguiram ele não parava de pensar nela, Mily simplesmente não saia de seus pensamentos.

Mas ele já havia se acostumado com ela em seus pensamentos, mas o que ainda não se acostumou foi acordar no meio da noite depois de um sonho com seu reclamando e chamando por ela.

Foram tantos anos pensando se conseguiria se aproximando dela, se conseguiria ter além de amizade. Que agora ele se perguntava como seria estar ao lado dela, só as vezes, porque sabia que ainda estava cedo de mais para pensar nisso, mas ele gostava dela, isso deveria ser suficiente, não é?

—Lincon? —Markes apareceu na porta, que estava entre aberta graças a ele.

—Entre. —Disse ele se sentando, e olhando para seu amigo que adentrava pelo quarto em sua direção.

—Como está? —Perguntou ele assim que se aproximou e se sentou ao lado de Lincon. —E Mily?

—Está bem. —Disse Lincon abrindo um sorriso, quase que atomático quando se lembrava dela. —A convidei para vir jantar aqui amanhã.

—Ela aceitou? —Perguntou Markes surpreso.

—Ao que tudo indica, sim. —Confirmou Lincon parecendo confiante, mas no fundo ele estava incerto se ela realmente viria.

—Lincon você sabe que se o seu pai ver qualquer chance de vocês dois vier a ter um relacionamento —Disse Markes de forma automática. —Ele vai querer fazer disso uma união política.

—Eu sei. —Disse Lincon melancólico. —E isso não me sai da cabeça.

—Também... —Disse ele olhando para o amigo, não era necessário terminar a frase para que seu amigo o compreendesse.

—Eu não sei o que fazer quanto a isso. —Disse Lincon se jogando na cama. —Se ela sequer suspeitar que seja interesse político, eu nem sei...

—Eu imagino. —Disse Markes encarando o amigo. —Mas ela é esperta, o reino dela está bem cobiçado, ela conseguiu um belo feito.

—Palavras de meu pai. —Disse Lincon revirando os olhos, era notável o quanto o pai se desentendia com o filho.

—Não só de seu pai. —Disse Markes como se para corrigir o amigo.

—De qualquer forma —Disse Lincon se levantando e apoiando as mãos no joelho. —Eu preciso falar com ela sobre isso. Ela sempre me chamou atenção e não vou deixar que isso a afaste de mim, não agora.

—Assim que se fala. —Disse MArkes com um sorriso, ele mais do que ninguém apoiava esses dois juntos.

—Se eu te falar que estou sentindo falta dela? —Perguntou Lincon virando o rosto para o lado na direção do amigo. Sabia que viria alguma piadinha.

—Mas já? —Perguntou Markes forçando a voz para parecer surpreso, era algo obvio. —A garota vai te chutar —Disse ele se levantando e fazendo o movimento desajeitado proposital e voltando a sentar. —Que grude é esse? —Perguntou Markes dando um tapa leve no ombro do amigo. —Cadê aquele cara de uma noite só?

—Ela nunca foi de uma noite só. —Disse Lincon com a voz neutra e um certo brilho nos olhos.

—Eu sei. —Disse Markes com a voz suave. —Mas você caiu rápido por ela. —Disse Markes seguido de uma risada suave.

—Fazer o quê? —Perguntou Lincon depois de rir com o amigo.

—Você já...? —Markes começou a perguntar, mas ficou sem jeito de terminou a frase e a deixou solta no ar, não era algo que fosse de sua conta, mas sabia da fama de seu amigo, e ultimamente não tinha mais empregadas e moças da vila perambulando pelo corredor.

—Não. —Disse Lincon de forma abrupta. Havia ficado surpreso com a pergunta de seu amigo. —Ainda não. —Emendou ele rapidamente.

—Lincon... —Disse Markes em tom de censura.

—Fica tranqüilo —Disse Lincon o encarando. —A última coisa que ela precisa é de um defensor. —Disse ele com um suspiro. —Ela não é como as outras, nunca foi, nunca quis apenas isso com ela.

—Tomara que você esteja certo. —Disse Markes desviando o olhar, ele tinha um carinho grande por ela. —Ela vai te matar depois de qualquer forma.

—Eu sei. —Disse Lincon com um sorriso canto de boca. Ele tinha orgulho por Mily ser quem é, apesar de alguns homens em seu reino tremerem na presença dela.

—Ela é incrível, já ouvi cada boato. —Disse Markes com um sorriso cúmplice para o amigo.

—Mas deixando ela de lado. —Disse Lincon tentando mudar de assunto, apesar de gostar de falar dele e lembrar seus momentos com ela, Markes deveria ter algo para acertar com ele. —Veio aqui por algum motivo serio?

—Não exatamente. —Disse Markes o encarando de forma seria. —Vim ver o porque de você está por ai pelo castelo com essa cara de tonto ai.

—Porra. —Disse Lincon encarando o amigo. —Vai se f...

—Olha o vocabulário. —Disse Markes o interrompendo, com o dedo em riste. —Você é um príncipe, não pode falar essas coisas.

Lincon caiu na risada, apesar de não poder sempre com ele, Markes era o único naquele castelo que ele conseguia ter uma agradável, onde poderia brincar e falar de qualquer assunto. Um amigo, como ele gostava de considerar.

Os dois continuaram a conversar e depois tiveram que descer para jantar. Se ele tivesse com sorte, amanhã quem desceria com ele seria Mily.

(***)

Mily acordou com a luz do sol invadindo seu quarto, coisa de Alice. Que sempre acordava primeiro e saia abrindo as cortinas, e em nenhum momento Mily acordou com ela fazendo barulho no quarto, mas toda vez que ela acordava, ela já estava em um vestido, e preparada para iniciar o dia.

—Alice? —Chamou Mily abrindo os olhos e se espreguiçando na cama.

—Bom dia, Mily. —Disse Alice parada em frente a cama.

—Hoje você não precisa ficar comigo. —Disse Mily se sentando na cama. —Procure Narya e acerte com ela os preparativos para o seu baile. —Com um gesto de suas mãos a jovem saiu do quarto, deixando a rainha sozinha.

Mily já havia acostumado com a atenção que Alice dava para ela, mas ela teria que abrir mão disso por alguns disso. Ela foi se arumar para seu treino com Narya, era umas das partes do dia que ela mais gostava.

Despiu-se e entrou na banheira.

Elas tinham bastante para comemorar, um reino prospero e em paz e o aniversário de Alice.

Foi então que idéia lhe ocorreu, não uma idéia, mas algo que ela e Narya esqueceram e ignoraram. O rei de Filanddere ainda estava em guerra com seu reino, mas ele estava muito quieto. Mily decidiu que era melhor não procurar, mas revidaria qualquer investida dele contra ela.

Ele estava muito quieto, alguma coisa iria vir.

Pensando em inúmeras hipóteses, ela tomou seu banho e depois se preparou para o treino, onde seria o momento ideal para tratar do assunto com Narya.

Como em todos os dias, Narya sempre aparecia primeiro que ela, mas Mily nunca a fazia esperar, logo em seguida. Alice já estava com elas e ao lado de Clara. As três estavam no meio de uma conversa animada que cessou assim que Mily chegou, logo Narya se posicionou na meio da arena onde as duas poderiam conversar. Pois o tilintar das armas e os barulhos que elas faziam abafava tudo, mesmo elas só conseguiam conversar quando estavam perto de mais uma da outra.

Depois de horas o treino havia terminado, e as duas já estavam ciente do que estava por vir, consideraram várias hipóteses e traçaram um plano para cada uma dela. Quando chegaram perto da de uma mesa com água, sucos, pães e alguns doces.

—Meninas? —Perguntou Narya bem sugestiva.

E então as duas começaram a falar juntas, mas Mily estendeu a mão espalmada na direção das duas, indicando que deviam parar o que elas fizeram na hora, Mily abaixou a mão e indicou que Alice deveria falar primeira.

—Então, pensei em ser um baile a fantasia. —Disse ela empolgada. —A decoração eu gosto da cor verde. —Disse ela sorrindo para Mily.

—Tem que ser um baile de mascaras. —Disse Clara olhando para irmã.

—Decidam vocês. —Disse Mily olhando de uma para a outra, ela poderia simplesmente escolher por elas, mas elas logo chegariam a um consenso. —NArya vai levá-las para as compras hoje.

—Melhor planejar tudo direitinho e irmos amanhã. —Sugeriu Narya.

—Que seja. —Concordou Mily, com um doce na mão já pela metade.

—Vamos. —Disse narya indicando com as mãos que as duas deveriam segui-la até seu quarto, Mily ficou ali mais um pouco.

Mily foi para seu quarto a procura de banho. No caminho ela pensou no que teria que fazer hoje. Como ela havia liberado Narya de suas obrigações, ela teria que cuidar dos dois, mas ela ainda preferia ter que trabalho dobrado a ter que cuidar dos preparativos de um baile.

Com os pensamentos cheios e listando o que deveria fazer primeiro, ela seguiu caminho. Para sua surpresa, ela encontrou Alice dentro de seu quarto acabando de preparar o seu banho.

—Alice! —Exclamou ela bastante satisfeita com a idéia.

—Mily? —Chamou seu nome, como se para perguntar o que estava acontecendo.

—Você é de mais. —Disse ela já se despindo e indo em direção a banheira que estava cheia e com a água morna.

Alice não a respondeu, apenas catou as roupas de Mily para mandar para a lavanderia. Sua rainha não fazia para ela pegar, por muitas vezes ela reclamou com Alice por ela fazer tal coisa, mas depois de um tempo acabou deixando de lado.

—Alice. —Ela a chamou da banheiro, quando a mesma já se preparava para ir até la.

—Sim. —Respondeu ela da porta se encaminhando até onde ela estava.

—Eu me viro daqui. —Disse Mily com um sorriso. —Vá encontrar Narya e Clara.

Alice sorriu e fez uma reverencia, não porque tinha que fazer, mas em agradecimento. Assim também porque quando ela começou com isso, Mily pediu para que não o fizesse, mesmo que em publico. Alias ninguém daquele castelo a reverenciava, mas notável dos súditos por ela.

Sozinha consigo mesma, Mily enrolou o Maximo que pode dentro daquela banheira. Saiu apenas porque a água já estava começando a ficar gelada. Se enrolou em seu roupão e se secou antes de sair do banheiro.

Como ela não iria a lugar nenhum hoje, poderia vestir algo mais a seu gosto.

Uma calça bege um pouco larga em um tecido leve e confortável, combinado com uma túnica azul piscina de seda. A túnica não se aderia as curvas de Mily, a única coisa que ela fez questão de marcar foi sua cintura fina, com uma faixa da cor da calça, que ela amarrou e deu um nó em sua lateral esquerda e deixou as pontas caídas em cima de seus quadris. As sandálias eram baixas com puçás correias. Já que teria trabalho dobrado, que ao menos trabalhasse confortável ao máximo.

Em seu escritório já havia alguns pendentes para ela resolver. Tratou de ver o que era emergência para despachar logo.

Depois de horas ali dentro, Mily já estava cansada, mas não de seu trabalho. Quando era suas coisas, ela conseguia se levantar e andar um pouco pelo castelo. Mas hoje, ela estava sentada com pilhas de papel. O que Narya fazia era simples, porém demorado, quando chegava nas mãos dela, já estava quase pronto e ela só tinha que arrumar burocraticamente.

Uma hora antes de terminar seu horário, ela já havia feito bastante, mas ainda faltava alguns papeis, Mily resolveu deixar para amanhã. Já não agüentava ficar mais naquela sala. Arrumou tudo o que saiu.

‘Agora vou deitar e dormir’.

Foi o que a rainha havia pensado, mas lembrou-se que havia marcado um jantar com Lincon. Mas com essa uma hora que ela havia se dado, ela tiraria um cochilo. Depois iria pra lá. Não estava com nenhuma pressa mesmo.

Atrasada.

Era a palavra que veio na cabeça dela assim que acordou. Já se passava das sete, ela precisaria ser bastante rápida. Tomou um banho não tão rápido, mas o relaxamento e esperar a água ficar não aconteceu.

Sua roupa seria uma calça de couro sintético preta, com detalhes de outro tecido preto fosco nas laterais da perna, algumas curvas acentuadas e outras nem tanto, em algum momento algumas se encontravam, no meio da coxa, umas dessas curvas pareciam abraçar a coxa direita, na esquerda era o mesmo desenho, porém dois centímetros acima. Tribais eram os desenhos que Mily mais gostava. Era comum encontrá-los em suas roupas. A túnica ela colocou uma túnica de seda violeta, que se aderiam perfeitamente em suas curvas, duas colunas de botões envolvidos na seda do mesmo tom da blusa ornamentava a frente da túnica. Para completar tudo, Mily colocou uma bota de salto cano curto, não queria esconder os desenhos de sua calça. Soltou os cabelos que havia prendido para o banho, balançou a cabeça rapidamente de um lado para outro, o mesmo caiu em ondas marcadas e terminavam na curva da junco do pescoço com os ombros, ela estava precisando de um curte de cabelo. Arrumou algumas mexas e saiu.

—Mily. —Narya disse assim que a viu na porta do castelo. As três estavam chegando e com muitas sacolas. A rainha foi até lá ajudá-las, mesmo que estivessem chegando.

—Não exageraram não? —Perguntou ela enquanto pegava allgumas sacolas com cada uma das moças.

—Não. —Narya disse a encarando com o cenho franzido. —Onde pensa que vai? —A única daquele castelo inteiro que se atrevia falar assim com a rainha, afinal ela também era uma rainha.

—Loga história. —Disse Mily com um suspiro a encarando. —Explico amanhã.

—Amanhã? —Perguntou Narya um pouco surpresa.

—Sim. —Mily apenas confirmou e entregou as sacolas para alguns guardas que estavam ali no local, o mesmo pegou as sacolas e estava prestes a seguir as meninas. —Vou indo. —Disse ela como uma despedida.

—Ta bem. —Concordou Narya. As duas moças apenas assentiram para ela.

Diax já estava na frente do castelo a espera de Mily.

Com sorte Eranelle não ficava longe de seu reino. Em poucos minutos ela havia chegado. E para a sua surpresa Lincon estava no portão em pé conversando com Markes e alguns sujeitos desconhecido por ela. Assim que a viram logo se despediram do príncipe, o deixando ali sozinho.

—Achei que não viria. —Disse ele quando ela estava próxima o suficiente para ouvi-lo.

—Houve um imprevisto. —Disse Mily de forma neutra.

‘dormir de mais é um grande imprevisto’.

Sussurrou-lhe aquela voz.

—Tudo bem. —Disse Lincon guiando-a para dentro do castelo.

Mily apenas assentiu e o acompanhou a passos largos. Era notável a diferença de altura entre eles, Lincon era pelo uma cabeça e meia mais alto que ela, e parecia ser duas vezes a largura da moça. Mas o que mais a deixou curiosa foi os olhares que os guardas atiravam  em sua direção. Entrou na mente de alguns e se surpreendeu. Pelo menos dois ou três pensavam que ela era uma prostituta de luxo, a falta de sua coroa talvez tenha colaborado para isso. Apenas com um gesto de sua mão, fez com que sua coroa estivesse em sua cabeça. O que fez todos eles curvarem para ela enquanto ela passava, o reconhecimento assustou alguns, fizeram outros ficarem admirados.

Lincon estancou o passo e a olhou surpreso, como se perguntasse o que estava acontecendo.

—Isso ou explodir alguns miolos. —Disse ela simplesmente.

As palavras de Mily só fizeram com que ele a olhasse mais desconfiado ainda. Talvez ele tenha se esquecido que ela saiba ler a mente das outras pessoas.

—O que você...? —Lincon começou a perguntar, mas parou quando se deu conta da resposta.

Mily que continuou andando a passos largos, enquanto ele havia diminuiu suas passadas, à frente dele ela o olhou por cima do ombro e deu um sorriso e seguiu seu caminho. Ela não precisava ser guiada por ele, conhecia muito bem aquele castelo. E mesmo que não conhecesse, tinha seus poderes que funcionavam como uma bússola.

Depois de alguns minutos caminhando lado a lado em silencio, haviam chegado ao quarto de Lincon, ele abriu a porta e entrou ficando parado enquanto segurava a porta e sinalizou com uma das mãos que ela entrasse o que Mily fez ainda em silencio.

 Mily começou a pensar consigo mesma, era isso mesmo que queria? o que ela estava fazendo ali? E o que ele espera com isso? São perguntas que ela tentava em tão pouco tempo uma resposta. O que ela queria nem ela mesma sabia, o que estava fazendo ali, a resposta veio tão rápido em sua cabeça que a surpreendeu, ela estava ali para vê-lo e estar perto dele e ter a companhia dele, o que ele queria essa resposta Mily não tinha, mas... parou antes que a idéia entrasse de vez em sua cabeça, ela tinha que parar com isso, toda vez que estivesse com duvidas iria fazer isso? Entrar e vasculhar dentro da cabeça dele não era o melhor caminho, mesmo que fosse o mais pratico, rápido e eficiente. Ela não iria mais fazer isso com ele.

—Mily? —Chamou Lincon com a voz baixa e um fundo de preocuoação. —Está tudo bem?

—Esta sim. —Disse ela forçando um fraco sorriso, enquanto ficava parada no meio do quarto.

—Sente-se. —Pediu ele,indicando a cama.

Mily andou em direção a cama e se sentou na ponta,como ela costumava fazer quando morava aqui no castelo. Lincon a seguiu e se sentou ao lado dela, mais perto que o aceitável, caso os dois estivessem em publico. Mily virou o rosto na direção dele e o fitou.

—Mily. —Ele a chamou com a voz suave.

—Oi. —Respondeu ela, sem desviar os olhos, sua voz saiu um pouco ríspida, o que não era a intenção da jovem.

Mily ficou seria o encarando á espera de uma fala dele, mas não veio nada.

Lincon pretendia puxar um assunto. Conversar um pouco com ela, e fazer com que se sentisse mais a vontade, pois ele havia percebido que ela não estava tão confortável com situação quanto tentava mostrar, mas ai ela ficou o encarando com aquela boca, isso era quase como pedir um beijo.

O que ele fez sem pensar. Já se sentia mais a vontade para fazer isso com ela, havia perdido o medo de ser recusado. Com um movimento de seu braço, que ela não percebera ele a colocou no colo a deixando com as pernas abertas, passando pelo quadril e cruzando atrás de costas.

O beijo foi ganhando velocidade e ficando cada vez mais intenso. Quando percebeu, ele havia a deitado em sua cama e estava por cima dela a beijando e com as mãos passeando pela lateral do corpo da moça, quando passou pela coxa deu um aperto, que saiu mais forte que o desejado, o que fez com que Mily soltasse um gemido enquanto o beijava. O que só piorou a situação para ele.

Continuou naquela posição com Mily por mais alguns minutos, até que ela o afastou depois de interromper o beijo. Ela se sentou na cama assim que ele saiu de cima dela em silencio, ela ficou quieta enquanto o encarava, mas estava com o rosto inexpressivo.

E agora? Perguntou-se Lincon. Ela estaria chateada com ele por tomar essa atitude ou só simplesmente eestava confusa?

Seja qual for a resposta, não era o momento para ela ficar ali calada.


Notas Finais


Agora conseguirei manter a história atualizada.


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