História Tinta - Capítulo 1


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Categorias Boku no Hero Academia (My Hero Academia)
Personagens Bakugo Katsuki, Midoriya Izuku
Tags Bakudeku, Bakugo Katsuki, Katsudeku, Midoriya Izuku, Yaoi
Visualizações 123
Palavras 402
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drabble, Drama (Tragédia), Yaoi
Avisos: Homossexualidade
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Yo, caraio

Fanfic inspirada na música "I'll Be Good." de Jaymes Young

Boa leitura.

Capítulo 1 - Tinta



Eu sabia mais do que qualquer um  que estava no fundo do poço. 

Por mais que o sangue que tive em minhas mãos não estivesse mais presente ali, sentia-o como se fosse ontem. 

Quente, e mais rubicundo e escarlate do que meus próprios olhos. 

Seu sorriso era algo bonito de se ver, como uma rosa desabrochando. Mas saber que eu não era o motivo daquelas bochechas gordas e rosadas sorrirem, fazia meu âmago revirar-se. Todoroki era o motivo. Izuku merecia alguém melhor que eu, sei disso. 

Talvez, meu meio-termo tenha sido demais até mesmo para Deku, e eu agora já não sei viver com essa culpa. Minhas admoestas não serviram de nada, no final das contas. 

Dilapidei um sentimento insólito; não digo ódio. Mas o amor. Eu destruí o amor que Izuku sentia por mim. 

Era fenecimento. Acabei por tornar-me alguém ignóbil, coisa que repudiava. No final, acabei por me transformar nos meus próprios demônios. 

Quando me dei conta, aquele sentimento já aflorava-se dentro de mim, aquecendo-me o peito. Era bom; ruim. Não sei ao certo como explicar. 

Ele prometeu afastar-se de mim, naquela tarde. Agora, o que sobrara fora as memórias de pretéritos imperfeitos. Aqueles dias em que eu podia sorrir, a saber que, talvez, apenas talvez, Deku nunca fosse se afastar de mim. Ele me venerava, afinal. "Não acho que sou o suficiente para o seu meio-termo, Kacchan." E ele era. Sempre foi mais do que o suficiente. Izuku não se achava incrível, por mais que soubesse da verdade.  

Contudo, eu estraguei tudo. 

A verdade, é que eu quero ser bom. Quero ser bom para todas as coisas que nunca fui. O sangue que em outrora já jazia presente por entre meus dedos, é do meu passado. Passado do qual me assombra até a morte. 

Mãe, pai, eu amo vocês. 

Deku nunca vai me perdoar, tenho consciência disso. 

Que assassino merece palavras de afeto e tergiversas? 

Eu vou ser um homem melhor hoje. Vou amar todas e quaisquers coisas, seres vivos e inanimados. Eu prometo. 

Eu cansei da minha própria hostilidade. Cansei de gostar de ver outras pessoas sofrerem. O peso que carrego no coração, fez-me alguém melhor. No entanto, eu queria ter mudado por conta própria, e ter percebido que com ignorância eu nunca vou conseguir nada. 

Eu prometo mudar, mas me deixe tentar. 

Nesse momento, o arrependimento impregnou-se como tinta em minha pele, e aquilo era deveras angustiante.








Notas Finais


Cabei men.

Pra algumas pessoas, fez sentido, pra outras, n.

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