História Toda Sua - Capítulo 29


Escrita por: ~ e ~PriscilaSM

Visualizações 62
Palavras 3.355
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ficção, Hentai, Romance e Novela, Sobrenatural, Violência
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Spoilers, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olá meus amores, mais um capítulo o/

Vamos ao capítulo e nos vemos lá embaixo...

Capítulo 29 - Capítulo 29- A Time For Us.


POV Misto. (Klaus e Jesse.)

Pintei um pouco mais da casa do jardim, já que Elijah havia me dito antes de ir até Klaus que ele conversaria com seu irmão para acalmá-lo, mas aquela situação me chateava profundamente. Suspirando, acabei desistindo de continuar e guardei o que pude, em seguida adentrando a casa, andando por alguns corredores que ainda não conhecia plenamente.

Encontrei uma sala que continha vários tipos de instrumentos: piano, violão, violino... Um sorriso involuntário apareceu em meu rosto. Eram tão lindos...

Sentindo o perfume mais que familiar de Jesse, a encontrei na sala onde guardávamos os instrumentos e admirei por alguns segundos seu olhar distraído antes de me aproximar.

— Sabe tocar algum? — Questionei, pegando-a de surpresa.

Olhei para trás, encarando os orbes esverdeados dele com certa cautela.

— Na verdade não, mas gosto deles. — Passei meus dedos suavemente pelo teclado do piano.

Andei até ficar ao lado dela.

— Sempre achei piano melhor, como também mais fácil de se perder tocando. — Falei ao me sentar no banco em frente a ele.

Me escorei no piano, admirando o tom escuro dele.

— Realmente piano é muito lindo. — Murmurei.

Pousei ambas as mãos sobre o teclado.

— Gosta de alguma melodia específica?

Neguei com a cabeça.

— Não conheço muitas músicas clássicas.

— Adoro várias, são ótimas para pensar. — Dei de ombros.

— Imagino. — Andei até o sofá que havia próximo à grande janela do aposento e sentei-me ali.

— Essa é minha predileta. — Comecei a tocar, concentrando-me em cada nota que executava, assim como sentia a melodia.

Sempre esquecia-me de tudo quando a tocava.

(música: http://letras.mus.br/il-divo/1376590/traducao.html)

O observava com atenção. Será que fazia algo de errado? Ou será que EU era a errada por querer ajudá-lo? Ou por querer ajudar Elijah e Kol?

 Devaneava sobre aquilo enquanto ouvia-o tocar e, de fato, ele era bom.

Enquanto tocava cada nota, pensava nela e no quanto já fazia parte de mim, embora não soubesse que esta parte realmente existisse, nem como era sentir o que sentia quando estava com ela.

Escorei minha cabeça no encosto do sofá, logo fechando os olhos absorvendo o ritmo da melodia e encontrando um padrão.

Jesse... Minha Jesse, a mulher que fora criada para mim e que seria minha rendição, que me amava. Poderia eu amá-la de volta?

Ela me fez sentir coisas novas... Algo que chutaria ser bem próximo da felicidade.

Era tão bom ouvi-lo tocar, parecia até mesmo um cântico dos anjos. Porém, infelizmente, nem tudo tem sido fácil e, para ser sincera, acho que teria sido melhor se eu não houvesse nascido, afinal, não seria um fardo a ser carregado por ele.

O que estava a sentir não chegava nem perto do que sentia por Tatia, pois era muito maior... Mais forte. Seria o tal amor de verdade?

Ajeitando algumas almofadas, me deitei no sofá, deixando minha respiração suave e mantive meus olhos fechados.

Jesse estava tão relaxada que emendei uma música à outra, já que ela havia gostado.

Soltei meus cabelos do elástico que o prendia em um rabo de cavalo. Acabei lembrando-me de que não havia ido falar com meu pai, mas teria de ir, apenas precisava tomar coragem.

Finalizando a melodia, olhei para ela com o cenho levemente franzido.

— Você parece cansada. — Observei.

— Não estou. — Garanti ao abrir meus olhos, olhando-o. — Acabei de acordar.

Sorri de leve.

— Conheço esse rosto... Descanse, irei tocar mais para você. — E fiz menção de me virar novamente para o piano.

— Não estou com sono, sério. — Sentei no sofá novamente. — Mas preciso ir falar com meu pai. — Murmurei um pouco desconfortável.

Prestei um pouco mais de atenção nela.

— Você não foi? — Questionei.

— Ainda não. — Confessei.

— Mudou de ideia sobre eu ir com você?

Suspirei levemente.

— Não acho que seja uma boa ideia. — Falei a Klaus. — Ele não vai reagir bem.

Assenti em acordo.

— Tudo bem.

Sentindo que o clima entre nós não estava de todo confortável, então me ergui.

— Bom... Vou tomar um banho. — E me encaminhei para a porta.

Suspirando discretamente, a chamei.

— Jesse.

Parei com a mão na soleira da porta e olhei por cima de meu ombro.

— Sim?

— Podemos sair hoje? — Questionei um pouco incerto. — Não é no mesmo local que fomos naquela noite. É algo... Diferente.

Franzi o cenho, meneando de leve a cabeça.

— Diferente?

Assenti, ficando mais confiante.

— Sim, um ambiente no qual você se sinta à vontade, não aquele desastre que foi o último. — Falei, sorrindo de canto.

Suspirei baixo.

— Desculpe por ter estragado aquela vez... Não era minha intenção. — Disse a ele, encolhendo meus ombros.

— Eu deveria ter pensado nisso antes de levá-la lá também. — Murmurei, passando a mão por meus cabelos.

Me virei completamente para Klaus.

— Não é sua culpa. — O tranquilizei. — Na verdade, é minha. Como London disse, eu deveria me comportar como uma mulher e ela tem razão, contudo não consigo ser como as outras.

Sacudi a cabeça.

— Vamos esquecer aquela parte e apenas nos lembrar dos momentos bons do passeio.

— Tudo bem. — Falei a ele.

Não conseguindo me controlar mais, levantei e caminhei até ela, levando a mão ao seu rosto. Ao sentir a pele suave contra meus dedos, percebi o quanto senti falta daquilo.

— Me dá mais uma chance?

Segurando a mão dele, sorri de canto.

— Você sempre terá uma chance.

Abri o sorriso que apenas ela conseguia e beijei sua testa.

— Vamos às 19 horas, ok?

Assenti, ainda sorrindo.

— Ok!

Sorrindo, acariciei o rosto dela uma última vez antes de retornar aos meus afazeres. Apresentei cada um dos híbridos entre si e eles pareciam estar se dando bem aqui, o que me fez concluir que, daquela vez, daria certo. Quanto a Jesse... Bem, hoje iria sair com ela sem reserva alguma, o que queria dizer que, o que ela quisesse saber, eu contaria, não importando o quão difícil fosse falar e passaria de meus limites o máximo possível.

Se conseguisse, também assumiria o que estava a sentir, por isso queria sair, ficaria mais à vontade em um lugar neutro. Havia escolhido um passeio em um parque que tinha por aqui, um restaurante e uma cobertura que ficava em frente ao parque.

Próximo ao horário, tomei um banho rápido, vesti uma calça jeans, uma camisa social, sapatos, peguei um casaco e fiquei a espera dela.

Tomei meu banho e, após sair e me secar, coloquei uma lingerie preta. Como era noite, também coloquei uma calça de couro justa ao corpo e uma blusa verde musgo com um decote aceitável, mas que deixava meus seios bonitos. Peguei um salto também preto, colocando-o, arrumei meus cabelos de forma que ficasse em uma cascata de ondas e fiz uma maquiagem leve.

Peguei um casaco escuro para combinar antes de sair do quarto e caminhei pelo corredor em direção às escadas, descendo com rapidez, logo encontrando Klaus na sala.

— Estou pronta. — Falei ao me aproximar dele.

Quando a olhei, faltou muito pouco para levá-la de volta ao quarto, porém me controlei... Pelo menos, até sairmos de casa e parar próximo ao carro, onde a puxei pela cintura, beijando-a.

Passei meus braços por seu pescoço, entregando-me naquele beijo.

Era o que desejava desde que retornei: aquela boca na minha.

Apenas um beijo foi o bastante para ativar toda a saudade e o desejo que estava dela.

Sorrindo entre o beijo, o parei de modo suave.

— Estamos na frente de casa. — Observei divertida enquanto limpava meu batom, que era rosado, da boca dele.

Sorri misteriosamente e pisquei para ela.

— Eu sei. Vamos? — Jesse assentiu e a puxei até o lado do passageiro. — Ah sim... Hoje estou aberto a qualquer coisa, então pode ficar à vontade para perguntar o que quiser. — Disse a ela.

O encarei em dúvida.

— Tem certeza?

Assenti com firmeza.

— Sim.

Sorri para ele.

— Tudo bem, mas prometo que não excederei seus limites. — Falei com sinceridade. — Não quero lhe ver mal.

— É exatamente onde te deixarei passar.

Isso me pegou de surpresa.

— Klaus, não precisa fazer isso se não quiser.

Coloquei uma mecha de seus cabelos atrás da orelha.

— Não diria se não estivesse disposto.

Mordi de leve o lábio, em seguida dando um selinho nele.

— Prometo que irei fazer isso do jeito mais carinhoso possível. — Assegurei.

Assenti, acreditando nela.

— Agora vamos, senão perderemos nossa reserva. — Parecendo em acordo, ela entrou no carro e fechei a porta, logo adentrando o lado do motorista.

Fomos até a entrada do parque de carro, pois de lá tínhamos que ir a pé, o que era bom, já que o ar da noite era uma delícia e o parque ficava ainda mais lindo à noite.

— O parque está lindo desse jeito! — Comentei sorrindo ao descer do carro e esperar por ele. — Na verdade, a cidade está linda.

Sorri de canto.

— De fato. — E parei ao lado dela, pegando sua mão para em seguida começarmos a andar. — Acho que o tempo está começando a mudar... Dias quentes e noites frescas.

Abracei seu braço, aproximando-me um pouco dele.

— Prefiro assim, adoro noites frias.

— De fato, são as melhores. — Afirmei sorrindo e inspirei de leve. — E esse cheiro de natureza é o melhor.

Sorri de canto.

— Bem, você tem esse lado mais à flor da pele. — Comentei, rindo brevemente em seguida. — Deve ser legal ser uma loba.

Dei de ombros sorrindo.

— Não é de todo ruim.

Andamos um pouco mais, chegando assim ao restaurante que se localizava no centro do parque. Reservei uma mesa que ficava no segundo andar, próxima de uma das grandes janelas onde se podia ver todo o parque, assim como boa parte da cidade.

— Nossa... Que vista maravilhosa! — Exclamei admirada ao passar o olhar pela cidade que nos cercava após Klaus puxar a cadeira para que eu me sentasse.

— Concordo plenamente. — Murmurei ao sentar-me em frente a ela.

Cruzei minhas pernas e puxei meus cabelos, deixando-o todo por sobre meu ombro direito. Encarei-o em seguida.

— Então, como foi lá?

Pousando meus cotovelos na mesa, juntei minhas mãos.

— Um tanto complicado, mas o resultado, como viu, foi bom.

— E com Marcel? — Questionei.

Suspirei baixo.

— Esse está complicado, estou achando que está armando alguma. — E trinquei os dentes discretamente.

Franzi o cenho.

— E por que acha isso?

— Telefonemas, como também mensagens escondidas e, quando estava perto, falava por códigos. — Expliquei.

Meneei a cabeça.

— Já tem algum chute do que seja?

— Não exatamente. Apenas parece estar com a intenção de fazer um feitiço para algo, isso deu para perceber pelo fato de ter Sophie com ele. — Falei um pouco pensativo.

Suspirei.

— Só espero que não seja nada demais. — Murmurei, pegando a taça de água que o garçom havia colocado ali quando chegamos e bebi um gole.

— Somente mais para frente iremos descobrir. — Resolvi mudar de assunto. — Vamos pedir?

Assenti em acordo.

— Sim.

Fiz um sinal para o garçom se aproximar, logo pedindo um strogonoff de carne e vinho branco. Virei meu rosto para Jesse.

— E você?

Passei meu olhar pelo cardápio com atenção.

— Lasanha de frango e um coquetel. — Falei, escolhendo algo mais fraco e entreguei o cardápio ao garçom.

Pedindo licença, ele se ausentou, deixando-nos a sós.

— Não irá querer vinho hoje?

— Não, acho que algo mais fraco é melhor para mim hoje. — E sorri de canto.

Correspondi ao seu sorriso com o meu próprio.

— Sem problemas... E a propósito, ficaremos ali hoje. — Apontei em direção ao hotel, que tinha por volta de 15 andares e um ótimo atendimento.

O lugar, mesmo de longe, parecia ser bem da maneira que ele gostava, o que, muito provavelmente, me agradaria também.

— Gostei do hotel.

A encarei realmente satisfeito com aquilo tudo.

— Dizem que a visão da cobertura é ótima. — Comentei.

Em um gesto involuntário, ergui a sobrancelha.

— Cobertura? — Questionei de forma retórica. — Você gosta mesmo de coisas de qualidade. — E acabei rindo por um momento.

Peguei a mão dela por sobre a mesa e a olhei nos olhos.

— Não só para mim, mas o melhor para você.

Mordendo de leve meu lábio inferior, me inclinei e lhe dei um selinho como se lhe dissesse obrigado, retornando ao meu lugar em seguida.

— Um minuto. — Me levantando, mudei a mesa e minha cadeira de lugar para ficarmos lado a lado. — Melhor assim.

Ri pelo que ele fez e o beijei levemente nos lábios.

Bem melhor assim!

— Muito. — E coloquei uma mecha de cabelo atrás da orelha dela. — E aqui, como foi?

— Foi tudo bem, correu normalmente. — Dei de ombros.

Assenti para mim mesmo.

— Que bom. — Acabei por lembrar-me de uma coisa. — E que história é essa de Rebekah dando sumiços?

— Ela deve estar com alguém. — Falei, pegando a mão dele e brincando com seus dedos. — É o que Kol aposta e Elijah disse que mata quem for. — Soltei uma risada baixa. — Mas eu acho legal ela se envolver com alguém.

Tentei manter meu rosto neutro quando a aquilo.

— Deve ser um quaterback de novo. — Comentei um pouco desgostoso.

Franzi o cenho.

— De novo?

Assenti.

— Em Mystic Falls, ela estava toda animadinha com um amigo da escola. — Falei, tentando fazer soar que era algo que não me importava muito.

— E você com ciúmes. — Observei, rindo em seguida.

Suspirei discretamente.

— Apenas quero o melhor para ela, mesmo que Rebekah não concorde muito com isso.

Sorri de canto.

— Sei que quer o bem dela, porém existem caras incríveis por aí e tenho certeza que ela sabe procurá-los. — Assegurei a ele.

— Digamos que, se fosse fazer o que ela queria, teríamos metade da população transformada só por que ela se apaixonou.

— Sua irmã gosta de se apaixonar. — Observei rindo.

— Você não tem ideia do quanto. — Murmurei.

Antes que eu comentasse, o garçom veio com nossos pedidos, colocando-os em nossa frente e começamos a comer. A aparência era apetitosa e, quando provei, estava delicioso.

Ali era calmo, tranquilo... Havia gostado do lugar.

— É bom aqui. — Comentei por alto.

— É ótimo. — Peguei a taça de meu coquetel e bebi um gole.

— É de que? — Perguntei

— Morango e um pouco de leite condensado. — Disse a ele. — E está muito bom, por sinal.

Sorrindo, sacudi a cabeça.

— Tenho que ensinar você a beber, havia me esquecido disso.

Ri por um momento.

— Mas prefiro coisas mais fracas, afinal, já sou fraca para bebidas. — Falei. — E o coquetel também tem álcool. — Acrescentei.

Ri por um breve momento.

— Você e suas coisas leves, mas tudo bem. Quando quiser um whisky é só pedir.

Minhas sobrancelhas subiram.

— Whisky? Nem morta! — Comecei a rir. — Capaz de eu ter um treco!

— Atualmente sim. — Observei com um sorriso de canto.

Franzi o cenho.

— Atualmente?

— Com sua falta de resistência. — Apontei, dando de ombros.

— Bem, já é um progresso eu beber vinho e coquetel. Nunca planejei beber, então se sinta vitorioso. — E sorri de canto.

Acabei por sorrir também.

— Ponto para mim então.

Nos concentramos em comer, embora sempre sobressaía um assunto e outro, acabando por tornar aquilo mais agradável do que imaginara ser possível. Rimos de algumas coisas que era praticamente comum, tornando nossa noite cada vez melhor.

Quando terminamos, a encarei sorrindo.

— Vai querer sobremesa, formiguinha? — Perguntei divertido.

Assenti, mordendo de leve meu lábio inferior.

— Sim, um mousse.

— Chocolate? — Chutei ao chamar o garçom novamente.

— Uhum, meu predileto.

Pedi a sobremesa que ela desejava, o que não demorou muito para ser trazido à ela.

Quando o mousse chegou, peguei a colher comecei a comer e estava realmente delicioso. Não demorei muito para devorá-lo.

— Pronto, acabei. — Disse a Klaus, pousando a colher dentro da taça cuja sobremesa havia vindo.

— Isso foi quase um tempo recorde. — Observei com certa diversão.

Revirei os olhos sorrindo.

— Não é para tanto... E mousse não é algo muito demorado, por assim dizer.

Meneando a cabeça por um momento, concordei.

— Verdade.

Peguei a taça com água e bebi um gole.

— Quando quiser ir, é só falar. — Avisei.

Pousei a taça na mesa.

— Podemos ir quando quiser.

— Então irei fechar a conta. — Chamei o garçom e, após pagar nosso jantar, retornamos para o parque.

Ventava um pouco, sacudindo o topo das árvores que nos cercavam, talvez até mesmo chovesse novamente.

— Ah, meu Deus! Vai chover de novo? Isso é sério? — Questionei ao nada e, como não obtive resposta, apenas continuou ventando, suspirei. — Ok, ok... Tempo, você ganhou.

— Até parece que não se acostumou, estamos entrando na época das tempestades. — Falei enquanto caminhávamos lentamente.

— Não me acostumei a ficar com medo de chuva. — Confessei com uma careta e ele riu. — Sério, é constrangedor! — Falei ao me lembrar da noite passada.

— Mas por que tem tanto medo? — Questionei com o cenho franzido.

— Desde pequena tenho medo. — Dei de ombros. — Todo mundo tem medo de algo que não as dizer exatamente o motivo. E a minha é a tempestade. — Fiz uma careta novamente, mas soltei uma risada logo após.

— Nossa, tadinha da minha linda! — Murmurei, passando meu braço por ela, abraçando-a contra mim.

— Mas se chover hoje, terei você. — Falei, sorrindo de canto.

— Seu híbrido está aqui para lhe proteger da tempestade malvada. — Disse a Jesse divertido.

— E agradeço por isso. — Beijei seu maxilar e me abracei nele um pouco mais.

Caminhamos em silêncio por um momento e me lembrei de algo que precisava falar.

— Por falar nisso... Me perdoe por ontem.

Suspirei.

— Não precisa se desculpas, eu não deveria ter dormido com eles. Sei que não gosta.

Balancei a cabeça.

— Mas mesmo assim, não deveria ter agido com você daquela forma.

O encarei.

— Você não tem culpa de ser assim, com esse jeito ciumento fofo que, por sinal, eu amo. — Abri um de meus sorrisos suaves. — Só que nunca serei de ninguém além de você, apenas isso que precisa saber. Sou somente sua. — E o beijei levemente.

Deixei meu rosto contra os cabelos dela.

— Eu e esse meu gênio magoando você repetidamente. — Murmurei, suspirando em seguida.

Peguei seu queixo, fazendo-o me olhar.

— Você não me magoa. — Passei meus dedos por seu maxilar, acariciando-o. — Casais brigam, não é? Então não tem com que se preocupar.

— Tem certeza que isso não está fazendo-a querer ir embora? — Questionei com o cenho franzido.

Paramos de andar.

— Claro que não. — Falei com firmeza. — O que eu faria longe de meu híbrido? — E sorri.

— Sério? — Disse um pouco incerto.

Assenti com gosto.

— Sério.

Suspirei longamente, sentindo um alívio tomar meu peito.

— Elijah, você me paga por me assustar assim!

Franzi o cenho.

— Elijah? Por quê?

— Nada, ele veio falar comigo e disse umas coisas... — Sacudi a cabeça. — Ele vai ver!

— Garotos. — Murmurei ao balançar minha cabeça e soltei uma risada.

— O que? — Perguntei curioso.

O olhei ao pegar sua mão na minha, entrelaçando nossos dedos.

— Sempre com aquela conhecida frase: “ele vai ver”. — E voltei a rir.

— Sabe o que ele fez? Me disse que você também tinha uma ligação com Kol e que estava bem próxima dele, sendo fácil para você ir se refugiar com ele quando eu tiver meus surtos. — Falei, contendo um pouco da minha irritação.

Hesitante, eu o olhei.

— Há uma parte que é verdade.

— Qual? — Questionei e tentei parecer normal com aquilo.

— Sobre a ligação. — Encolhi meus ombros. — Na verdade, sinto o mesmo por Elijah.

Não fiquei feliz com aquilo, mas mantive-me controlado.

— Explique-me exatamente. — Pedi.

— Bem, quando estou com ele, meu instinto materno fica mais evidente. — Falei a ele enquanto encarava nossas mãos. — Tenho vontade de cuidá-los e protegê-los de certa forma, mesmo que seja ao contrário. — Ri sem jeito. — É como se devesse ficar ao lado deles.

Estava a ponto de soltar uma gargalhada, mas me contive.

— Materno.

Notei que ele estava a ponto de rir daquilo e cutuquei suas costelas com o dedo indicador.

— Ei, não ria! É jeito de falar. — Acabei rindo novamente. — Elijah disse que sou como uma irmã para eles enquanto Kol acha que estou mais para uma amiga.

Ergui a sobrancelha.

— Amiga? — Sacudi a cabeça, depois pensaria naquilo e sorri. — Não me deixe no materno... — Soltei uma risada. — Ah, vou gravar você dizendo isso!

Franzi o cenho.

— Por quê?

— Vou amar espalhar isso pela casa! — Disse divertido, sem explicar o motivo.

Acabei rindo.

— Meu Deus. Você é uma... Figura. — Falei por fim.

— Claro, afinal, sou único. — E me aproximei dela.

— Isso é verdade. — Fiquei na ponta dos pés e o beijei com suavidade.

Encostei minha testa na dela.

— Acho que já podemos ir ao hotel.

— Podemos sim. — Concordei e ele me levou em direção ao hotel.


Notas Finais


Então, gostaram? Espero que sim :3 E esse passeio dos dois? Fofos :3 E ah, podem esperar uma grande "coisa" com esses dias no hotel... teremos a presença de alguém bem importante para a história... palpites?

Bem, nos vemos nos comentários e até o próximo! ;)


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