História Toda Sua -Ruggarol - Capítulo 9


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Categorias Karol Sevilla, Ruggero Pasquarelli, Sou Luna
Personagens Karol Sevilla, Personagens Originais, Ruggero Pasquarelli
Tags Karol Sevilla, Ruggarol, Ruggero Pasquarelli, Sou Luna
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Palavras 4.542
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Famí­lia, Festa, Romance e Novela
Avisos: Adultério, Álcool, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 9 - Capítulo 9


Fomos à loja de celulares primeiro. A vendedora que nos atendeu parecia especialmente suscetível aos atrativos de Ruggero. Assim que ele demonstrou o mínimo interesse em um produto, ela já se abriu toda, alongando-se em explicações detalhadas e se aproximando o máximo possível na hora de fazer as demonstrações. Tentei ficar longe dos dois e encontrar alguém disposto a me ajudar, mas a mão de Ruggero, sempre colada à minha, impedia que eu me afastasse. Depois houve a discussão de quem ia pagar, apesar de o telefone e a conta serem meus.

“Você já escolheu a operadora”, argumentei, empurrando seu cartão de crédito para o lado e estendendo o meu para a vendedora.

“Porque é mais prático. Se formos da mesma operadora, podemos nos ligar de graça.” Ele trocou os cartões em um movimento habilidoso.

“Se você não guardar esse cartão, não vou nem querer ligar pra você!”

Isso pareceu convencê-lo, apesar de Ruggero não ter ficado muito satisfeito. Ele que engolisse essa.

De volta ao Bentley, seu bom humor voltou.

“Pode ir para a academia agora, Angus”, ele ordenou ao motorista, recostando-se no assento. Depois tirou o celular do bolso e adicionou meu número à sua agenda. Em seguida, adicionou seu celular no meu, acrescentando o número de casa e do escritório.

Ele mal havia terminado quando chegamos à PasquarelliTrainer, uma academia de três andares que era o sonho de qualquer entusiasta da boa forma. Fiquei impressionada com cada canto de sua estrutura bonita, moderna e bem equipada. Até mesmo o armário do vestiário feminino parecia algo saído de um filme de ficção científica.

Mas meu encantamento foi eclipsado pelo próprio Ruggero quando acabei de me trocar e o encontrei esperando por mim no corredor. Ele estava de bermuda e regata, o que me proporcionou a primeira oportunidade de ver suas pernas e seus braços.

Parei de repente, e a pessoa que vinha atrás esbarrou em mim. Só esbocei um pedido de desculpas — estava ocupada demais devorando o corpo de Ruggero com os olhos. Suas pernas eram fortes e torneadas, impecavelmente proporcionais a seus quadris e sua cintura bem delineada. Já os braços me deram água na boca. Os bíceps eram muito bem pronunciados, e os antebraços ostentavam veias grossas, criando um apelo visual brutal e totalmente sexy. Ele tinha penteado o cabelo para trás, permitindo que eu visse o contorno de seu pescoço e os caminhos angulosos de seu rosto.

Minha nossa. Eu queria conhecer intimamente esse homem. Minha mente não conseguia se ocupar de outra coisa, pelo menos enquanto estivesse diante da prova irrefutável de sua beleza incomparável.

E ele estava olhando feio para mim.

Desencostando da parede à qual estava apoiado, ele se aproximou e me rodeou. Seus dedos percorreram meu abdome despido enquanto contornava a distância ao meu redor, deixando minha pele toda arrepiada. Quando ele parou diante de mim, lancei meus braços em torno de seu pescoço e dei um beijinho estalado na sua boca.

“O que é isso que você está usando?”, ele perguntou, não muito feliz com minha recepção entusiasmada.

“Roupas.”

“Parece que você está nua com esse top.”

“Pensei que você quisesse me ver nua.” Fiquei feliz com minha escolha de vestuário, que havia sido feita de manhã, antes de saber que ia malhar com ele. O top tinha tiras presas com velcro nos ombros e nas costelas, que podiam ser ajustadas de forma a proporcionar o melhor suporte para os seios. Era especialmente projetado para mulheres de curvas avantajadas, e era o primeiro que eu usava capaz de impedir que meus seios ficassem balançando o tempo todo durante a ginástica. Ruggero não tinha gostado, na verdade, era da cor, muito próxima do tom da minha pele, que combinava com as listras da minha calça preta de ioga.

“Quero ver você nua num local com privacidade”, ele murmurou. “Agora vou ter que acompanhar você toda vez que for à academia.”

“Não vou reclamar, já que estou gostando demais do que estou vendo agora.” Além disso, eu preferia aquela possessividade frieza do sábado à noite. Duas demonstrações diametralmente opostas — foi a primeira vez, mas eu tinha certeza de que não seria a última.

“Vamos deixar isso pra lá.” Ele pegou minha mão e me levou dali, apanhando de uma pilha duas toalhas com a logomarca da academia. “Eu preciso te comer.”

“Eu preciso ser comida.”

“Meu Deus, Karol.” Ele apertou tanto minha mão que até doeu. “O que vai ser?Pesos? Aparelhos? Esteira?”

“Esteira. Preciso correr um pouco.”

Ele me levou até lá. Vi as mulheres do local o seguirem com os olhos, depois com os pés. Elas queriam estar onde ele estava, e eu era capaz de entender isso. Também estava ansiosa para vê-lo malhar.

Quando chegamos às fileiras intermináveis de esteiras e bicicletas, constatamos que não havia duas esteiras adjacentes que estivessem livres.

Ruggero foi até um homem que tinha uma esteira livre de cada lado. “Você me faria um grande favor se usasse uma dessas outras.”

O homem olhou para mim e sorriu. “Claro, sem problemas.”

“Legal. Eu agradeço.”

Ruggero subiu na esteira em que estava o homem e me apontou a que havia ao lado. Antes que ele programasse seu exercício, eu me curvei em sua direção. “Vê se não gasta muita energia”, sussurrei. “Quero fazer um papai-e-mamãe pra começar. Andei fantasiando com você em cima de mim, mandando ver com toda a força.”

Seu olhar me fuzilou. “Karol, você não faz ideia.”

Quase morrendo de ansiedade e sentindo uma agradável onda de energia feminina, subi na minha esteira e comecei com uma caminhada leve. Enquanto me aquecia, pus meu iPod no modo aleatório e, quando começou a tocar “SexyBack”, de Justin Timberlake, passei a correr a toda a velocidade. A corrida para mim era um exercício físico e mental. Bem que eu gostaria de ser capaz de resolver todos os meus problemas correndo.

Depois de vinte minutos diminuí o ritmo e parei, arriscando uma olhada para Ruggero, que corria com a fluidez de uma máquina bem azeitada. Ele estava vendo a CNN nos monitores de TV acima de sua cabeça, mas abriu um sorriso para mim enquanto eu enxugava o suor do rosto. Quase esvaziei minha garrafa d’água a caminho dos aparelhos, e escolhi um de onde pudesse mantê-lo no meu campo de visão.

Ele fez meia hora de esteira, depois passou para os pesos, sempre com os olhos procurando por mim. Enquanto se exercitava, de maneira eficiente e incansável, eu não conseguia deixar de pensar no quanto aquele homem era viril. O fato de eu saber o que estava escondido sob aquela bermuda ajudava a criar essa impressão, mas, mesmo que não soubesse, ele tinha toda a aparência de uma pessoa que, apesar de trabalhar atrás de uma mesa, mantinha seu corpo pronto para a guerra. Quando peguei uma bola para fazer uma sessão de agachamentos, um dos instrutores veio até mim. Como era de esperar em uma academia de primeiríssima classe, ele era bonito e tinha um corpo muito bem trabalhado.

“Olá”, o instrutor disse, com um sorriso de astro de cinema que revelava dentes brancos e perfeitos. Seus cabelos eram castanhos e os olhos, quase da mesma cor. “É sua primeira vez, né? Nunca vi você aqui antes.”

“Sim, é a primeira vez que venho.”

“Meu nome é Daniel.” Ele estendeu a mão, e eu disse meu nome. “Está encontrando tudo de que precisa, Karol?”

“Por enquanto está tudo bem, obrigada.”

“De que sabor de vitamina você gosta?”

Franzi a testa. “Como é?”

“Sua vitamina grátis de boas-vindas.” Ele cruzou os braços, e seus bíceps alargaram as mangas apertadas da camiseta polo do uniforme. “Você não ganhou uma na lanchonete lá embaixo quando fez a matrícula? Eles deveriam ter oferecido.”

“Ah, tá.” Encolhi os ombros, apesar de ter gostado da oferta. “Não cheguei até aqui pelas vias normais.”

“Ninguém mostrou a academia pra você? Eu posso fazer isso.” Ele pegou de leve no meu ombro e mostrou as escadas. “Você também ganha uma hora grátis com um personal trainer. Podemos fazer isso hoje mesmo, ou então marcar para um dia desta semana. E eu ficaria feliz em acompanhar você até a lanchonete, pra não ficar sem sua vitamina.”

“Ah, eu não posso, na verdade.” Franzi o rosto. “Não estou matriculada.”

“Ah.” Ele piscou para mim. “Você só veio conhecer? Tudo bem. Mas você só vai poder se decidir se puder aproveitar tudo o que temos a oferecer. Eu garanto para você, a PasquarelliTrainer é a melhor academia de Manhattan.”

Ruggero apareceu por sobre os ombros de Daniel. “Você tem direito a tudo o que temos a oferecer”, ele falou enquanto se dirigia para o meu lado e passava o braço pela minha cintura, “já que é a namorada do dono.”

A palavra namorada reverberou pelo meu corpo, inundando meu organismo com uma onda de adrenalina. Eu ainda estava em dúvida se tínhamos mesmo esse nível de comprometimento, mas isso não me impediu de gostar da ideia.

“Senhor Pasquarelli.” Daniel corrigiu a postura e deu um passo atrás antes de estender a mão. “É uma honra conhecer o senhor.”

“Daniel ia me mostrar a academia”, eu disse para Ruggero enquanto os dois se cumprimentavam.

“Acho que a melhor pessoa para fazer isso sou eu.” Seus cabelos estavam úmidos de suor, e o cheiro dele era delicioso. Nunca pensei que um homem suado pudesse cheirar tão bem.

Ele me pegou pelo braço e senti o toque de seus lábios no topo da minha cabeça.

“Vamos lá. Até mais, Daniel.”

Eu me despedi com um aceno enquanto nos afastávamos. “Obrigada, Daniel.”

“Quando quiser.”

“Sou capaz de apostar”, murmurou Ruggero, “que ele não tirou os olhos dos seus peitos.”

“Eles são muito bonitos.”

Ele soltou um grunhido grave. Precisei esconder minha satisfação.

Ruggero bateu na minha bunda com força suficiente para me fazer descer um degrau e deixar uma marca vermelha e dolorida, apesar de eu estar de calça. “Esse maldito band- aid que você chama de top não deixa muito espaço para a imaginação. Não demore muito no chuveiro. Logo você vai ficar toda suada de novo.”

“Espere.” Segurei seu braço antes que ele passasse pelo vestiário feminino a caminho do masculino. “Você acharia ruim se eu pedisse para você não tomar banho? Se eu dissesse que quero encontrar um lugar aqui pertinho e pular em cima de você todo suado mesmo?”

Ruggero cerrou os dentes e seus olhos se tornaram perigosamente sombrios. “Estou começando a temer pela sua segurança, Karol. Pegue suas coisas. Tem um hotel ali na esquina.”

Abandonamos a ideia de trocar de roupa e em quinze minutos estávamos na rua. Ruggero caminhava a passos largos, e tive que me apressar para acompanhá-lo. Quando ele parou de repente, virou-se e me envolveu em um beijo ardente na calçada lotada, fiquei atônita demais para fazer alguma coisa além de aguentar firme. Foi um encontro arrebatador de duas bocas, tão cheio de paixão e espontaneidade que me deu um aperto no peito. As pessoas ao redor nos aplaudiram.

Quando ele me pôs de pé de novo, eu estava atordoada e sem fôlego. “O que foi isso?”, perguntei, ofegante.

“Um prelúdio.” Ele retomou o caminho do hotel, cujo nome eu nem consegui ler ao ser puxada para dentro e levada diretamente para o elevador. O fato de aquele prédio ser propriedade de Ruggero ficou claro para mim antes mesmo de o gerente cumprimentá-lo pelo nome pouco antes de a porta do elevador se fechar.

Ruggero largou a mochila no chão do elevador e se ocupou da tarefa de tirar meu top. Eu estava batendo nas mãos dele quando a porta se abriu e ele apanhou de volta a sacola.

Não havia ninguém esperando o elevador no nosso andar, e o corredor também estava vazio. Ruggero sacou uma chave-mestra de algum lugar e, um instante depois, estávamos em um quarto.

Não perdi tempo: enfiei as mãos sob sua camiseta para sentir sua pele úmida e a rigidez dos músculos por baixo dela. “Tire a roupa. Agora.”

Ele deu uma risada ao tirar os tênis com os pés e arrancar a camiseta.

Meu Deus... a visão do corpo dele daquela maneira — por inteiro, depois que sua bermuda foi ao chão — era de derreter os neurônios. Não havia o mínimo excesso em parte nenhuma, apenas massas compactas de músculos. Ele tinha barriga de tanquinho e aquele V sexy apontando para a pélvis que Michael chamava de Quadril de Apolo. Ruggero não depilava o peito como Michael, mas cuidava do corpo com a mesma atenç����o. Ele era um espécime masculino em estado bruto, a encarnação de tudo o que eu cobiçava, fantasiava e desejava.

“Acho que morri e fui pro céu”, falei, olhando embasbacada.

“Você ainda está vestida.” Ele atacou minha roupa, arrancando meu top antes que eu pudesse respirar. Minha calça foi abaixada com força, e eu tirei os tênis com tanta pressa que perdi o equilíbrio e caí na cama. Mal havia recuperado o fôlego e ele já estava em cima de mim.

Rolamos engalfinhados na cama. Em todo lugar que ele me tocava, deixava um rastro de calor. O cheiro límpido da sua pele depois da malhação era um afrodisíaco intoxicante por si só, incitando meu desejo por ele até as raias da loucura.

“Você é tão linda, Karol.” Ele apertou um dos meus seios antes de abocanhar o mamilo.

Soltei um gemido bem alto ao sentir a onda de calor e o toque de sua língua, derretendo a cada movimento leve de sucção. Minhas mãos percorriam avidamente sua pele úmida, apalpando e apertando, procurando pelas partes que o fariam urrar e gemer.

Entrelacei minhas pernas na dele e tentei fazê-lo rolar para que eu ficasse por cima, mas ele era pesado e forte demais.

Ele levantou a cabeça e sorriu para mim. “Agora é a minha vez.”

O que eu senti naquele momento, vendo seu sorriso e o afeto nos seus olhos, foi quase doloroso de tão intenso. Rápido demais, eu pensei. Estava me deixando envolver rápido demais. “Ruggero...”

Ele me deu um beijo profundo, passando a língua pela minha boca bem à sua maneira. Imaginei que ele seria capaz de me fazer gozar apenas me beijando, caso aquilo continuasse por mais tempo. Tudo nele me deixava com tesão, desde sua aparência e o toque do seu corpo sob minhas mãos até o modo como ele me olhava e encostava em mim.

Sua avidez e os sinais silenciosos que ele emitia em seu desejo de possuir meu corpo, a impetuosidade com que ele me dava prazer e extraía de mim seu prazer, tudo isso me deixava nas nuvens.

Percorri com as mãos seus cabeços sedosos. Os pelos encrespados do seu peito estimulavam meus mamilos endurecidos, e o toque do seu corpo rígido era mais que suficiente para me deixar molhada e louca para dar.

“Adoro seu corpo”, ele sussurrou, passeando com sua boca do meu rosto para a minha garganta. Sua mão acariciava meu corpo, alternando-se entre os seios e os quadris.

“Não me canso de admirá-lo.”

“Você ainda não desfrutou dele o bastante”, provoquei.

“Acho que nunca vou me fartar dele.” Mordendo e lambendo meu ombro, ele foi um pouquinho mais para baixo e agarrou um dos meus mamilos com os dentes. Ele o apertou, e a leve pontada de dor me fez arquear as costas e gemer alto. Ele compensou a mordida com uma leve sucção, depois foi abrindo caminho aos beijos mais para baixo.

“Nunca senti tanto desejo na minha vida.”

“Então me fode.”

“Ainda não”, ele murmurou, indo mais para baixo, circundando meu umbigo com a ponta da língua. “Você não está pronta.”

“Quê? Meu Deus... não dá pra ficar mais pronta que isso.” Eu puxei seus cabelos, numa tentativa de trazê-lo de volta para cima.

Ruggero agarrou meus pulsos e os apertou contra o colchão. “Você tem uma bocetinha apertadinha, Karol. Se não estiver totalmente molhada e relaxada, vou machucar você.”

Um violento tremor de excitação atravessou meu corpo. Ruggero me deixava louca de tesão quando falava daquele jeito. Ele voltou a deslizar lá para baixo, e eu fiquei toda tensa. “Não, Ruggero. Nem tomei banho.”

Ele enfiou o rosto entre as minhas pernas, e eu me contorci contra seu toque, repentinamente vermelha de vergonha enquanto ele mordia de leve minhas coxas. “Não. Por favor. Você não precisa fazer isso.”

Seu olhar paralisou meus movimentos frenéticos. “Você acha que meu desejo pelo seu corpo é diferente do seu pelo meu?”, ele perguntou asperamente. “Eu quero você, Karol.”

Passei a língua pelos meus lábios ressecados, tão excitada por sua volúpia animalesca que não consegui dizer uma única palavra. Ele soltou um gemido suave e mergulhou de cabeça na umidade do meio das minhas pernas. Sua língua abriu caminho para dentro de mim, lambendo e separando os tecidos sensíveis. Meus quadris se remexiam sem parar, meu corpo implorava silenciosamente por mais. A sensação era tão boa que tive vontade de chorar.

“Ah, Karol. Penso na minha boca na sua boceta desde a primeira vez que vi você.”

O toque aveludado de sua língua chacoalhava meu clitóris excitado, e eu enterrei minha cabeça no travesseiro. “Isso. Assim mesmo. Me faz gozar.”

Foi o que ele fez, alternando entre leves sucções e lambidas com a língua enrijecida.

Tremi toda quando o orgasmo invadiu meu corpo, sentindo espasmos violentos, com os membros fora de controle. Sua língua entrava no meu sexo em meio às minhas convulsões, gemendo ao ritmo daquela penetração rasa, tentando entrar ainda mais fundo. Seus gemidos reverberavam na minha pele sensível, prolongando ainda mais o clímax. Lágrimas caíram dos meus olhos e escorreram pelas têmporas. O prazer físico destruiu todas as barreiras que mantinham meus sentimentos sob controle. E Ruggero não parava. Continuava a circundar com a língua a trêmula porta de entrada para meu corpo, lambendo meu clitóris superestimulado até que eu esquentasse novamente. Dois dedos seus entraram em mim, curvados e inquietos. Eu estava tão sensível que me contorci diante da nova investida. Quando ele avançou sobre meu clitóris com um movimento contínuo e ritmado, eu gozei de novo, soltando gritos e gemidos roucos. Depois disso ele enfiou três dedos em mim, remexendo-os e me abrindo inteirinha.

“Não.” Sacudi a cabeça de um lado para o outro, sentindo cada canto do meu corpo queimar. “Já chega.”

“Mais uma vez”, ele insistiu, ofegante. “Mais uma vez e depois eu te como.”

“Eu não aguento...”

“Aguenta, sim.” Ele soprou um jato de ar frio sobre minha pele molhada, o que reacendeu minhas terminações nervosas. “Adoro ver você gozar, Karol. Adoro ouvir seus gemidos, sentir seu corpo se contorcer...”

Ele massageou um ponto sensível dentro de mim, e um orgasmo me invadiu na forma de uma lenta e morna onda de prazer, não menos devastadora por não ser tão violenta como nas duas vezes anteriores.

O peso e o calor de seu corpo se afastaram de mim. Em um ponto distante da minha mente entorpecida, registrei o ruído de uma gaveta se abrindo, seguido pelo som de uma embalagem sendo rasgada. O colchão afundou no seu retorno, com suas mãos fortes me puxando para o centro da cama. Ele se deitou sobre mim, prendendo-me, cercando-me com seus antebraços e os apertando contra mim, capturando-me.

Meus olhos estavam vidrados em seu rosto bonito e austero. Suas feições estavam tensas de luxúria, a pele bem esticada sobre a mandíbula e as maçãs do rosto. Seus olhos escuros estavam bem dilatados, e eu sabia que estava vendo o rosto de um homem que já havia perdido o controle sobre si mesmo. Gostei do fato de ele ter feito tudo aquilo por mim, de ter me dado tanto prazer e me preparado para o que parecia ser uma jornada inesquecível.

Minhas mãos agarraram os lençóis, e a ansiedade só crescia. Ele tinha me feito gozar, de novo e de novo. Agora seria a vez dele.

“Me fode”, eu ordenei, incitando-o com os olhos.

“Karol.” Ele disse meu nome ao entrar em mim, enfiando até bater com as bolas em mim, em uma estocada furiosa.

Fiquei sem fôlego. Ele era grande, duro como pedra, e tinha entrado bem fundo. A ligação entre nós era absurdamente intensa. Emocional. Mental. Eu nunca tinha me sentido tão completamente... entregue. Possuída.

Eu jamais poderia imaginar que suportaria a ideia de ser imobilizada durante o sexo, não com meu histórico, mas o domínio total de Ruggero sobre meu corpo fez meu desejo chegar a níveis inimagináveis. Nunca tinha sentido tanto tesão na minha vida, o que parecia impossível depois de tudo o que já havia experimentado com ele. Eu o apertei todo, deliciando-me com a sensação dele dentro de mim, preenchendo- me.

Seus quadris investiram contra mim, como se dissessem: Está sentindo? Estou dentro de você. Você é minha.

Seu corpo inteiro enrijeceu. Seus músculos peitorais se distenderam por completo enquanto ele tirava quase tudo. A contração do seu abdome foi o único aviso que eu pude notar antes que ele voltasse a entrar com tudo. Todo duro.

Dei um grito, e o peito dele ressoou com um grunhido grave e primitivo. “Nossa...Você é muito gostosa.”

Apertando-me mais forte, ele começou a me foder com força, fazendo meus quadris afundarem no colchão com estocadas violentas e ferozes. Uma onda de prazer percorreu meu corpo de novo, intensificando-se a cada investida do corpo dele contra o meu. Assim, eu pensei. Era bem assim que eu queria você.

Ruggero enterrou a cabeça no meu pescoço e me prendeu com força onde eu estava, metendo mais forte e mais rápido, murmurando safadezas com uma voz ofegante, fazendo- me enlouquecer de desejo. “Meu pau nunca ficou tão duro. Entro tão fundo em você...”

Pensei que seria a vez dele, mas Ruggero ainda estava pensando em mim, preocupado comigo, remexendo os quadris para levar prazer ao meu ventre em ebulição.

Soltei um breve e inevitável som de desejo, e sua boca logo chegou até mim. Eu estava desesperada por ele, minhas unhas se encravaram em seus quadris em movimento, lutando contra a necessidade torturante de sentia as investidas furiosas do seu pau enorme.

Estávamos pingando de suor, com a pele fervendo e colados um ao outro, ofegantes, lutando para controlar a respiração. Quando um orgasmo se formou como uma tempestade dentro de mim, todo o meu corpo se enrijeceu e se contorceu. Ele soltou um palavrão e posicionou uma das mãos sob o meu quadril, levantando minha bunda na direção das suas estocadas para fazer com que seu pau entrasse mais fundo e chegasse ao lugar que ansiava por ele.

“Goze, Karol”, ele ordenou com um tom áspero. “Agora.”

Cheguei ao clímax com uma intensidade que me fez sussurrar seu nome, uma sensação amplificada pela maneira como ele havia dominado meu corpo. Ele jogou a cabeça para trás, estremecendo.

“Ah!” Ruggero me agarrou com tanta força que eu mal conseguia respirar, enquanto seus quadris continuavam seu movimento incessante, fazendo com que ele entrasse e saísse de mim em toda a sua extensão.

Não faço ideia de quanto tempo permanecemos assim, deitados, com nossas bocas passeando por ombros e pescoço até enfim nos acalmarmos. Meu corpo inteiro tremia e pulsava.

“Uau”, consegui dizer finalmente.

“Você acaba comigo”, ele murmurou com a boca encostada no meu queixo.

“Vamos acabar morrendo de tanto trepar.”

“Ei, eu não fiz nada dessa vez.” Ele tinha assumido totalmente o controle, e não havia nada mais sexy que isso.

“Você estava aí deitada, respirando. Isso já basta.”

Dei risada e o abracei.

Ele ergueu a cabeça e esfregou o rosto dele no meu. “Vamos comer alguma coisa, e depois começamos tudo de novo.”

Ergui as sobrancelhas. “Você consegue fazer tudo isso de novo?”

“A noite inteira.” Ele saiu de cima de mim, e pude sentir que ainda estava um pouco ereto.

“Você é uma máquina”, eu disse. “Ou então algum deus.”

“A culpa é sua.” Com um beijo suave e carinhoso, Ruggero se afastou de mim, tirou a camisinha, enrolou em um lenço de papel que encontrou no criado-mudo e jogou na lixeira ao lado da cama. “Vamos tomar banho e pedir alguma coisa do restaurante lá de baixo. A não ser que você queira descer.”

“Acho que nem consigo andar.”

O brilho do sorriso dele fez meu coração parar de bater por um instante. “Ainda bem que não sou o único.”

“Você parece estar muito bem.”

“Eu me sinto ótimo.” Ele sentou na lateral da cama e afastou com a mão os cabelos

grudados na minha testa. Seu rosto tinha uma expressão tranquila, e seu sorriso transmitia um afeto apaziguador.

Imaginei ter visto algo mais em seus olhos, e só de pensar nisso senti um nó na garganta. Fiquei com medo.

“Venha tomar banho comigo”, ele pediu, acariciando meu braço.

“Me dê um minutinho para me recompor. Eu já vou.”

“Certo.” Ele foi para o banheiro, proporcionando-me uma visão em primeira mão de suas costas musculosas e seu traseiro impecável. Suspirei de admiração feminina diante daquele espécime perfeito de beleza masculina.

No chuveiro, a água começou a correr. Consegui sentar e deslizar as pernas para fora da cama, sentindo-me deliciosamente trêmula. Espichei os olhos para a gaveta um pouco aberta do criado-mudo e vi umas camisinhas lá dentro.

Senti meu estômago embrulhar. Aquele hotel era sofisticado demais para oferecer camisinhas junto com a habitual Bíblia no criado-mudo.

Com a mão ligeiramente vacilante, abri a gaveta por completo e encontrei uma quantidade razoável de apetrechos sexuais, incluindo um frasco de lubrificante e gel espermicida. Meu coração disparou mais uma vez. Na minha cabeça, retracei nossa jornada luxuriosa até o hotel. Ruggero não havia nem perguntado qual quarto estava disponível. Fosse aquela uma chave-mestra ou não, ele não precisou se perguntar quais quartos estavam ocupados antes de escolher um... devia saber de antemão que não teria ninguém naquele quarto. Obviamente, era o quarto dele — um abatedouro equipado com tudo de que Ruggero precisava para se divertir com as mulheres que usava com esse propósito.

Enquanto eu caminhava até o armário, ouvi a porta de vidro do box se abrir e depois se fechar de novo. Peguei os puxadores das portas de correr do armário e as afastei. Havia uma pequena seleção de roupas masculinas penduradas nos cabides, camisas e calças sociais e também bermudas e calças jeans. Senti meu corpo gelar e o sentimento de exaltação do orgasmo dar lugar a um sofrimento enojado.

Nas gavetas do lado direito havia camisetas, cuecas e meias. Na primeira da esquerda, brinquedos eróticos ainda na embalagem. Nem abri as últimas gavetas. Já tinha visto o bastante.

Vesti depressa a calça e roubei uma das camisetas de Ruggero. Enquanto me trocava, minha mente repassava a rotina que eu havia aprendido na terapia: Ponha tudo para fora.

Explique ao seu parceiro qual foi o gatilho do seu sentimento negativo. Enfrente esse gatilho e tente superá-lo. Se eu não estivesse tão abalada pela profundidade de meus sentimentos por Ruggero, talvez eu conseguisse fazer tudo isso. Se não tivéssemos acabado de fazer um sexo inesquecível, talvez eu não me sentisse tão exposta e vulnerável. Isso eu jamais saberia.

Estava me sentindo um pouco suja, um pouco usada, e estava muito, muito magoada. Ao me dar conta disso, com uma intensidade atordoante, senti uma necessidade infantil de magoá-lo também.

Passei as mãos nas camisinhas, no lubrificante e nos brinquedinhos eróticos e joguei tudo na cama. Quando ele me chamou com um tom de voz divertido e provocador, peguei minha mochila e fui embora.


Notas Finais


Espero que tenham gostado ❤
Até o próximo capítulo


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