História Together - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias O Hobbit, O Senhor dos Anéis (The Lord of the Rings)
Tags Drama, Romance, Tragedia
Visualizações 13
Palavras 798
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Crossover, Drama (Tragédia), Hentai, Romance e Novela, Suspense, Violência
Avisos: Adultério, Heterossexualidade, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olááá, amorecos! E aí, tudo bom com vocês? ^.^

Pra quem lembra de mim (lá de I See You), é bom revê-los. Pra quem não me conhece, prazer, Aniron! Essa fic é antiga, já havia postado antes mas acabei deletando por não ter inspiração. Ainda assim, cá estou, tentando outra vez simplesmente porque me deu um "coiso" e não pude me conter! hahaha

Espero de coração que gostem, muito mesmo. Agora chega de tagarelar e vamos ao capítulo... boa leitura! *-*

Capítulo 1 - Prólogo


Não estava em seus planos que tudo terminasse daquela maneira, definitivamente não.

A verdade é que ele não esperara qualquer tipo de fim para a história dos dois. Mas, o que fazer? E como lutar contra a linha do destino? Talvez nem fosse trabalho do destino, talvez fosse apenas o resultado de seu drástico e estúpido desvio. A punição para seu pecado. Porque sim, seu amor fora seu maior pecado.

Mas, o que era o amor? E quanto estaria disposto a pagar para tê-lo?

A simples questão povoara seus pensamentos por um tempo, apenas por um mínimo período de tempo. E como um cobrador que vem requerer o que lhe pertence, aquilo pesava sobre si como uma rocha em seus ombros.

Dura e sufocante.

O tempo parecia ter sido congelado. Uma dádiva concedida pelos Valar ou apenas a prolongação de seu castigo? Ele não sabia.

Por mais pesarosos que fossem seus pensamentos, no fundo estava muito longe de sentir-se culpado por qualquer coisa que fizera — o que definitivamente o colocava ainda mais no lugar de merecedor da desgraça que suas atitudes desencadearam.

Ele pensava em seus filhos e em seu povo, assim como no que estes pensariam dele quando soubessem. Mas, o que poderia fazer? Estava, literalmente, de mãos atadas.

Sentiu um formigamento em seu corpo e de súbito uma risada subiu-lhe a garganta. A força que fazia para produzir o som mais parecia um grito abafado que arranhava suas cordas vocais com a mesma aspereza do chão gélido onde se encontrava.

Talvez aquele fosse seu ápice.

O ápice de sua decadência.

Seu maior ódio contra si mesmo era por não conseguir sentir remorso. De nada. Aquilo destruiria a vida de Bain, Sigrid e Tilda. Abalaria toda uma cidade. Despedaçaria seu amigo, Farman. E o Rei Sob a Montanha? Dáin... seria a vergonha de todos os seus sucessores durante incontáveis gerações e, mesmo assim, ainda não conseguia se arrepender.

Se tivesse a chance faria tudo outra vez, mesmo sabendo das consequências. E por quê? Para quê? Não fazia nenhum sentido, nem para ele mesmo.

Nunca fizera.

Ergueu o rosto para fitá-la e até mesmo respirar pareceu-lhe uma tarefa árdua naquele momento. Procurou dentro de si forças, nem que fosse para gritar, mas estava esgotado. Física e emocionalmente.

Ela merecia estar daquela maneira tanto quanto ele — uma figura distorcida e condenada — e ainda assim quis salvá-la, mesmo que agora fosse uma tarefa impossível de ser feita.

Quem ele era?

Uma pergunta tão simples e ao mesmo tempo tão complexa.

Uns o chamariam de Bard, o Matador do Dragão, outros o reverenciariam como Senhor de Valle. Porém, ali, naquele lugar desértico e com ares de insignificância, ele tinha dúvidas sobre quem realmente era.

Lembrava-se de Esgaroth, onde mesmo em meio a tanta miséria conseguira ser um homem honrado e admirável. Tinha flashes ainda mais consistentes de seus últimos dois anos como lorde soberano da cidade à sombra de Erebor.

Sim, aquele Bard agora existia apenas em sua memória.

A humildade de um antigo barqueiro, a alma de um exímio líder e o coração de um homem. Logo, um coração fraco.

Um mosquito zumbia ao pé de seu ouvido enquanto moscas sobrevoavam sua perna ensanguentada. Não demoraria até que os animais sentissem o cheiro e então a ferida encarniçada, muito provavelmente, serviria de diversão para as criaturas do lugar.

Uma cena lamentável.

Desviou o olhar da mulher e fixou-os em um ponto qualquer, mergulhando quase de maneira desesperada no mar de sua mente. Precisava desligar-se daquele momento, daquele lugar, daquela visão abominável e demonstrativa do quanto os seres humanos conseguiam ser cruéis.

Ou no caso deles, repugnantes.

Fechou os olhos com força — sua última gota de força — e voltou, voltou muito antes do sol daquele dia, ou do dia anterior do anterior, e assim por diante, nascer.

Voltou e varreu a visão de suas expressões, suas reações.

Sorriu.

Não um sorriso alegre, tampouco melancólico. Apenas sorriu. Talvez fosse a ultima vez e simplesmente não perderia a chance.

Ah!

Sentiu seu ultimo resquício de paz ao estagnar suas lembranças no exato segundo onde tudo começara.

Para alguns fora apenas um momento, algo pequeno e imperceptível, mas não era esse o grande gracejo da vida dos homens? Eram todos diferentes.

Viam de maneira diferente. Andavam. Pensavam. Falavam. Sentiam.

Fora marcado por algo que para muitos havia sido somente o saltar de um minuto para outro na corrida interminável do tempo e seus mistérios, mas que para ele, felizmente ou não, fizera toda a diferença.

O que veio após aquele segundo mínimo e ao mesmo tempo infinito poderia ser classificado como um sacrilégio a sua imaculada moral.

Sorriu, outra vez.

Aquela não era a mera lembrança de um surpreendente conto de amor, mas sim a história de uma paixão desenfreada e fadada ao fracasso.


Notas Finais


Valar: São os governantes/senhores da terra no universo criado por J. R. R. Tolkien.
...

Comentem e digam lá o que acharam deste começo!
Beijocas! *-*


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