História Trauma - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Seventeen
Personagens Boo Seungkwan, Hansol "Vernon" Chwe, Jeon Wonwoo, Junghan "Jeonghan", Kim Mingyu, Seungcheol "S.Coups"
Tags Meanie, Seventeen, Verkwan
Visualizações 16
Palavras 1.408
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Drama (Tragédia), Romance e Novela, Yaoi
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Eu realmente não planejava escrever algo parecido. Eu me baseei na música, como é bem óbvio e em um mangá, que agora esqueci o nome.

Enfim, é um desafio escrever sobre alguém que irá morrer ( ainda mais esse alguém sendo meu utt), mas aqui estamos nós.

Capítulo 1 - Blah, blah, blah, blah, por que eu não posso esquecer?


O trauma psicológico é um tipo de dano emocional que ocorre como resultado de um algum acontecimento. Pressupõe uma experiência de dor e sofrimento emocional ou físico.

Trauma. Uma coisa que parece tão avulsa vista de fora, mas que realmente incomoda quando você o possui dentro. O psicológico está longe de ser um dos piores derivados dessa maldita palavra, mas ela se tornou o pior dos problemas para mim. Ela veio para dentro de mim, logo quando já estava me livrando, quase que completamente dela.

Ironicamente, ela não veio em um dia chuvoso, triste e cheio de lágrimas. Ela veio quando possuía um sorriso imenso no rosto e me preparava para o primeiro dia de aula do segundo ano. Minhas férias tinham sido as mais felizes de todas em anos, pois eu finalmente tinha aceitado minha família como um todo e me permitido viajar com ela. Mas é como aquele ditado, um dia, a verdade sempre vem a tona. Mesmo que seja injusto.

Eu sou adotado. Desde meus sete meses de vida, eu vivia com a minha atual família, que me amava incondicionalmente, mas que não tinha o amor que eu deveria dar todos os dias. Mas qual é o problema ser adotado? Bom, quando eu tinha cinco anos, eu também não via nada de errado nisso. Mas meus coleguinhas de classe e suas mães odiosas não pensavam o mesmo.

- Filhinho, não ande com esse garoto, ouviu? Ele foi castigado e merece ser rejeitado assim como a mãe dele fez.

E a partir deste inocente comentário, passei a ouvir vários dos tipos e até cheguei a apanhar de meus colegas do ginásio quando descobriram a minha origem. E depois de chegar ensanguentado em casa, com vários ossos quebrados e um olho roxo, passei dias trancado no quarto, sem comer e beber nada, só me perguntando o porquê de ter sido abandonado. Comecei a culpar meus pais, dizendo que não deviam ter me adotado e me deixado morrer sozinho em alguma lata de lixo.

Eu continuei com esse tipo de pensamento por muito tempo, até que nos mudamos para uma cidade do litoral, onde ninguém sabia sobre a minha adoção e onde, aos poucos, pude recomeçar minha vida. Não era tão isolada, mas ficava longe o bastante da minha antiga casa. Da minha antiga vida.

Comecei o ensino médio com o pé direito, fiz novos amigos que não desgrudavam de mim e esperava que fosse assim pelo resto da minha vida escolar. Até que um garoto americano, filho de um coreano, se mudou para ao lado de minha casa. Por conta dos nossos novos vizinhos, minha mãe os convida para um jantar e os conta sobre a adoção e de como o processo era demorado. Furioso, levanto de minha cadeira, que ficava de frente ao garoto do qual não lembrava o nome, e subo para meu quarto onde me tranco por dias novamente. E desejo fortemente que aquele garoto estude em qualquer outra escola do distrito de Pohang.

Mas, para meu infortúnio, ele foi exatamente para o meu colégio. E ainda por cima, tinha sido a minha mãe que havia recomendado o lugar para o seu mais novo melhor amigo, Simon. Pai do demônio.

Ela ainda tinha pedido para que eu esperasse na porta por ele, mas eu decidi vencer o sedentarismo e roubei a bicicleta de meu pai, indo o mais rápido que podia para o colégio. Agradeci por ter chegado antes que ele lá, o que infelizmente não adiantou nada, já que ele se aproximou de meus colegas no intervalo e os deu uma batatinha e meu segredo. Sim, ele que tinha começado com esse pesadelo de novo. Ele parecia querer tirar tudo de mim, meus amigos, minha família, tudo! Porque meus pais brigaram feio comigo aqui em casa por eu não ter contado para todo mundo sobre a verdade e agora me obrigavam a falar com ele.

Já eu, sempre o ignorava sempre que podia. Não poderia perdoar alguém que simplesmente saía espalhando os segredos dos outros desse jeito e trazia minhas noites de choro, dores de cabeça e sonhos ruins. Passei a ficar o intervalo sozinho, observando ele sorrir com meus amigos e tomar o lugar que era meu por direito. Eu realmente não entendia o porquê de ser rejeitado pela sociedade por ter sido rejeitado pela mulher que me deu a luz. Na minha cabeça, as coisas deveriam ocorrer ao contrário. O mundo tava todo errado mesmo.

- Filho, eu fiquei sabendo que você anda matando aula por aí. O que deu em você, hein? Porque não pode ser um pouco mais parecido com o Hansol-ah? - Diz minha querida mãe, decepcionada. Jantar naquela grande mesa de madeira, sozinho com ela, era tão sufocante que se eu não tratasse minha depressão com comida, nem sentaria naquela cadeira dura em frente a seu rosto sempre maquiado.

Queria tanto que meu pai estivesse aqui. Ele geralmente, amansava a mamãe com beijos melosos, o que a fazia me deixar em paz. mas infelizmente, em toda quarta, ele tinha que ir para Seul, em uma conferência semanal do trabalho.

- Eu realmente não entendo como aquele garoto consegue sorrir. Mesmo tendo um prazo de vida, ele consegue ser mais normal que você, que sempre age como um bundão inútil! - Prendo minha respiração por um segundo e cuspo a almondega ainda não mastigada no prato, recebendo uma careta de desaprovação.

Ela me repreende mas eu a interrompo:

 - C-Como assim? Prazo de vida?

Me sinto um pouco sóbrio agora. Ele foi um tremendo idiota, mas essa sua atitude explicava muita coisa. Ele devia se sentir irritado por eu ser um otário que desperdiçava minha vida em um trauma idiota, enquanto ele morreria por alguma doença, ainda desconhecida para mim. Agora me sinto um gênio por ter chegado nessa conclusão

- Sim, seu pai me contou que ele morrerá daqui a um ano e que por isso, tinha se mudado para cá. Se não tivesse feito birra aquele dia, teria descoberto tudo isso. - Grita em meu ouvido enquanto se levantava e pegava os pratos, os levando para a pia. Ouço a água batendo harmoniosamente com a estrutura arredondada de vidro e os hashis sendo postos em seus suportes. Minha mãe apaga as luzes e sobe para o quarto, ignorando minha presença na sala. Eu ainda estava estático.

Fico sentado ali por horas e só levanto quando sinto a minha bunda se enquadrando a cadeira dura. Tomo um banho demorado e reflexivo e por um instante, sinto que sou realmente um babaca por ter o ignorado por tanto tempo. Mas uma pessoa que está morrendo, não deveria querer fazer amigos ou se envolver em relacionamentos, correto? Eu devia perguntar a ele? Por que estava tão interessado?

Saio do banheiro e visto meu pijama, que já não lavava a dois dias por pura preguiça e observo a sua casa pela sacada da janela. Duas silhuetas circulavam pela sombra da cortina e a maior delas envolve a outra em um abraço afetuoso e demorado. A maior sai do quarto e a outra coloca a mão no rosto e balança a cabeça constantemente para os lados. Ele se aproxima da janela e abre a cortina, me fazendo ficar cara a cara com seu rosto e seus olhos vermelhos e arregalados. Levo um susto e saio rapidamente da sacada a tropeços, ouvindo um resmungo ressoar ao longe e uma janela ser fechada com brutalidade.

Deito em minha cama depois de apagar as luzes e soltar o ar preso em minha garganta para fora. Não sei como não tinha notado em seu rosto antes. Ele parecia um anjo. Um anjo que tinha acabado de cair do céu e que chorava pelos seus pecados. Seu nariz, um pouco achatado, escorria, seus olhos castanho claro cintilavam a dor que ameaçava cair novamente e sua boca rosada era mordida pela recém surpresa e raiva repentina, trazendo uma característica adorável para meus pensamentos. Ele era irritantemente bonito.

Aquela cena fica se repetindo em um loop infinito em minha mente, que só termina quando caio no sono. Mas isso não adianta muita coisa já que minha consciência troca os pesadelos de infância por anjos livres com suas enormes asas no céu. Um deles, bastante conhecido, me carregava e cortava as nuvens com o par de asas mais brilhante de todos. Talvez eu me torne o pecado que o fez cair. Ou talvez ele mude meu pecado. Meu trauma.

 


Notas Finais


Loop - Sequência.
Pohang - Cidade litoral da Coreia do Sul. *Ela é muito fofa, meuzeus

Como é só o prólogo, a história pode estar um pouco confusa já que não quis me aprofundar muito no primeiro dia e sim, no que ele pensa sobre o Hansol e nas coisas que acontecem ao seu redor. No próximo, eu entrarei em mais detalhes.

Se você gostou, comente por favor, diga no que posso melhorar. Isso realmente ajuda.

Tchau :)


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...