História Truth or lie - Capítulo 15


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Tags Bts, Comedia, Drama, Jimin, Romance
Visualizações 64
Palavras 5.664
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Mistério, Romance e Novela, Sobrenatural, Suspense, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Olá pessoal..
Como estão?? Espero que bem.. 😀
Mais um capítulo para vocês..
Espero seus comentários.. 😉
Desculpem qualquer erro..
O CAPÍTULO FICOU BEM GRANDE!! APROVEITEM.. 😘
Boa leitura!!

Capítulo 15 - Party - Parte I


Fanfic / Fanfiction Truth or lie - Capítulo 15 - Party - Parte I

______'s pov

Fui arrastada pela Emily para a festa.. encontrei alguns de meus amigos.. e peguei um drink no bar..

- Uma cerveja.. - disse uma voz masculina ao meu lado..

Olhei para o lado direito e vi o rapaz que pediu a cerveja.. o tal de Jimin.. sorri brevemente e voltei a minha atenção ao meu drink.

- O que está fazendo aqui?! - olhei para ele de soslaio. - Me seguindo?

- Que convencida. - sussurrou ele. - Eu vim pela bebida. - disse ele de uma forma neutra enquanto pegava a sua cerveja com o barman.

- Não me convenceu.. - dei de ombros o encarando atentamente.

Ele bebeu um gole de sua cerveja e me encarou..

- Que pena. - ele elevou os ombros. - Mas é a verdade.. embora.. - ele olhou em volta. - Estou começando a achar que armaram para mim. - ele voltou a me encarar prendendo um sorriso travesso.

- Não parece arrependido? - arqueei uma sobrancelha.

- E não estou. - ele bebeu mais um gole de sua cerveja.. - Posso até gostar de ter vindo.

Estreitei os olhos e olhei em volta.. algumas pessoas dançavam na grande sala com pouca iluminação e a música ecoava alto em meus ouvidos.. bebi um gole do meu drink e assim que pousei o copo sobre a bancada voltei a encarar Jimin.

- Minha mãe disse que você foi um paciente meu.. - ele continuou a me encarar com um olhar penetrante. - Eu me lembraria disso.

- Com certeza.. - ele arqueou uma sobrancelha. - Não tenho o rosto fácil de ser esquecido. Mas.. - ele suspirou.. - está certa. Não fui seu paciente. - admitiu e bebeu outro gole de sua cerveja.

Sorri sem humor e bebi um gole do meu drink.

- Por que a mentira? - perguntei curiosa.

- Foi uma coisa necessária.. na hora. - ele deu de ombros.

- Mentira necessária..?? - sorri cínica. - Essa eu nunca ouvi.. - voltei a minha atenção para o meu copo. - Gostei. - bebi um gole do meu drink. - Algumas coisas não se encaixam.. - disse assim que coloquei o copo sobre a bancada.

- Tipo o quê??

Virei-me para o lado para encará-lo..

- Você. - ele elevou os ombros e bebeu mais de sua cerveja. - Está em todos os lugares.. seguindo a linda donzela adormecida.

- Quem disse que você é bonita?

O olhar dele era penetrante aos meus, como se estivessem conectados indo em direção ao arco-íris. A minha boca se abriu brevemente.. ele me deixou sem chão.. mas não posso deixar isso assim.. Pense em alguma coisa ________!! Pense!!!

- Deve ter alguma razão para você não tirar os olhos de mim.

Ele hesitou e olhou em volta brevemente.. Consegui silenciar o príncipe. Sorri cínica.

- Essa não é a questão.. - ele me encarou e tinha o cenho franzido.

- Qual é? - disse curiosa. - O que você está fazendo? O que quer?

- Bom.. - ele estreitou os olhos. - Vamos começar novamente. - Jimin disse com calma cada palavra. - Sou Park Jimin.. - e estendeu a mão direita para mim.

Olhei para a mão dele.. mãos pequenas.. Sabem o que dizem de homens com mãos pequenas?? Documentos pequenos.. sorrio internamente com esse pensamento.. e.. suas mãos parecem macias.. voltei a encará-lo e não mexi nem um músculo.

- Yan _______. - disse séria sem aceitar sua mão. - Mas já sabia disso. - virei a cabeça um pouco para o lado. - E .. não preciso de muito.. para afirmar que você quebrou a minha xícara favorita.. e colocou outra no lugar..

- Culpado.. - ele recolheu sua mão e sorriu sem mostrar os dentes. - Mas o meu único erro.. foi alugar o apartamento.

Não entendi onde ele quer chegar com isso. O que tem de errado com o meu lar?

- O que tem de errado com o meu apartamento? - disse em um tom alto, para minha voz sobressair a música.

- É assombrado. - ele elevou os ombros e parecia dizer a verdade.

Gargalhei brevemente.

- Eu não vi nenhum fantasma lá.. - meneei o meu braço.. - Então..

- É claro que não.. - ele riu.

Permaneci seria o encarando. A risada dele é contagiante e estou me esforçando muito para não rir com ele.

- Fantasmas.. - disse com desdém e voltei a minha atenção ao meu copo. - Acho que não estou bebada o suficiente para este tipo de conversa.. - bebi o último gole do meu drink e bati com o fundo do copo sobre a bancada.. e o encarei.. ele tinha seus olhinhos penetrante presos aos meus e o riso dele já era apenas um simples sorriso bonito em seu rosto angelical. - O que você quer de verdade?

- Quero que se lembre. - disse ele em um tom mais alto, por causa da batida da música..

Olhei em volta e todos estavam dançando.. estamos na casa de um dos meus amigos.. e eu avistei o corredor bem ali.. ao lado do pequeno bar onde estávamos.. voltei a encarar Jimin..

Estreitei os olhos enquanto Jimin bebia de sua cerveja e colocava seu copo sobre a bancada. Ele é muito bonito.. sinto que deveria lembrar de alguma coisa.. mas.. eu nem o conheço.. e acho melhor nem conhecer.. revirei os olhos para os meus próprios pensamentos.. e me afastei dele indo em direção ao corredor para ir embora..

Senti mãos ágeis em meu braço após alguns passos que dei.. Jimin segurou firme em meu braço e me prensou a parede do corredor.. minha respiração ficou pesada de repente o rosto dele estava próximo do meu.. olhei para a mão dele me segurando forte pelo braço.. senti um formigamento estranho onde ele segurava.

- Solte-me! - disse voltando a encará-lo.

- Eu só quero que se lembre.. _______.

Sentindo as mãos dele em meu braço a respiração pesada dele batendo em meu rosto.. e aquele olhar intenso.. eu via muito mais nos olhos dele, além do meu reflexo ali dentro..

Flashback on

Ouvi o barulho de uma porcelana atingindo o chão e se quebrando em mil pedacinhos.

- Ah, droga! - disse um homem se levantando do meu sofá.. ele se agachou e começou a pegar os pedidos da xícara de cor creme.

- A minha xícara favorita! - ao ver que era de fato a minha xícara.. ele elevou o olhar para mim, assustado.

- Como foi que entrou aqui, dona moça..? - disse ele se levantando e engolindo em seco..

- Eu poderia perguntar a mesma coisa. - retruquei cruzando os braços.

- Ah.. - ele elevou os ombros. - Deve ser algum engano. - sorri sem humor. - Alugaram o apartamento para mim. - ele apontou para mim mesmo.

- Eu não sei o que isso significa.. - disse e ele franzi o cenho. - Esse apartamento é meu! - disse severa.

- Desde quando? - disse ele arqueando uma sobrancelha.

- Desde que eu comprei, ora! - elevei os ombros e soltei os meus braços pela lateral de meu corpo.

Mas que pergunta mais sem noção.

Ele correu até uma pasta e tirou um papel e esticou o braço para que eu visse a folha.

- Como explica isso? - ele manteve o braço esticado e eu me inclinei para frente para ler a folha. Um contrato de aluguel.

- Eu.. - me pus ereta. - .. não sei o que está havendo, então.. - ele abaixou a mão com o contrato. - Vou pedir de maneira educada para que deixe o meu apartamento.. agora!

- Eu não vou a lugar algum.. - disse ele se aproximando um passo de mim. - Paguei por três meses adiantado.

- Você tem que sair, senhor.. ?? - virei a cabeça um pouco para o lado.

- Ora.. - o rapaz bonito, admito.. abriu os braços brevemente. - Se queria perguntar o meu nome era só fazer a pergunta. - ele colocou a folha do contrato sobre a mesinha de centro. - Eu sou Park Jimin. - estendeu a mão para mim. Recuei um passo e cruzei os braços na frente do meu corpo, ele sorriu sem humor e recolheu a mão. - Você é? - hesite.. Qual é o meu nome?? - Você tem um nome, não é?

- É claro que eu tenho um nome. - disse ofendida com a pergunta. - As pessoas devem me chamar de algum nome, não é?

- Que seria? - disse ele de maneira a me incentivar a falar.

Qual é o meu nome?? Rápido.. está parecendo estranha, _______.. Isso!! _______ é o meu nome!

- ________. - disse após pensar um pouco.

- Certo, ______. - disse ele pensativo. - Você tem um sobrenome?

- É.. - eu não me lembro.. Que porcaria!! O que está acontecendo com a minha mente? - Eu não me lembro.. - sussurrei.

- Como é que é? - Jimin elevou ambas as sobrancelhas.

- Me chame de ______. - descruzei os braços. - Quer saber.. não me chame de nada, pois não vai ficar aqui no MEU apartamento!

Ele ficou parado me encarando.. como se eu fosse um ET ou sei lá.. parecia digerir as minhas palavras.

- Senhorita.. estamos em um impasse aqui.. eu quero que vá embora. - o fuzilei com os olhos. - Eu vou ligar para a imobiliária e resolver esse problema..

Impertinente?! Sorri sem humor. Com certeza.

- Não! - disse de maneira impaciente. - Eu não te conheço. E você é um invasor.. eu vou chamar a polícia.. - caminhei até o telefone.

- Você que invadiu o meu apartamento.. - disse ele vindo atrás de mim.. - Chame a polícia e resolveremos isso na delegacia. - advertiu ele e eu parei e o encarei, estava próxima ao telefone fixo que estava na mesinha de canto.

- Eu não estou nem aí.. - disse voltando a atenção para o telefone e passei a mão para pegá-lo.. arregalei os olhos quando minha mão passou direto pelo telefone. - Mas o quê?! - sussurrei e tentei pegar o telefone novamente, inútil. Encarei Jimin. - O que fez com o telefone?

- Ai meu Deus!! - ele correu para longe.. - Eu não estou louco.. eu não estou louco.. Ah.. eu estou louco!!! - olhei assustada para ele que se jogou no sofá e abraçou as suas pernas. - Não chegue perto de mim! - advertiu ele e eu me aproximei. - Você está morta! - disse ele entre dentes.

- Está louco.. - disse me aproximando.. Jimin deu um pulo do sofá e deu a volta no mesmo.. sempre mantendo um objeto entre a gente. - Eu não estou morta!

- É mesmo?! - disse ele elevando ambas as sobrancelhas. - Qual é o seu sobrenome?

- Isso não quer dizer nada.. - disse indo atrás dele.. que correu para a cozinha. - É só um lapso momentâneo de minha memória. - continuei indo atrás dele - Qual é o seu problema? - disse incrédula com tudo o que estava acontecendo.. de onde foi que ele saiu??

- Você está morta!

- Eu não estou morta.. - continuei dando uns passos na direção dele. Ele correu os olhos de mim para baixo o que me fez olhar para baixo e eu estava no meio da mesa de madeira. - AAA!! - dei um gritinho apavorada com tal situação e ele saiu correndo da cozinha.. - Eu não sei o que está havendo, mas eu não estou morta! - disse aparecendo na frente dele.. e ele continuava se assustando comigo aponto de escorregar e cair ao chão.

- Então.. - Jimin se levantou me encarando atentamente. - Como explica o lance do telefone, da mesa..? - ele arregalou os olhos. - E como chegou até aqui na minha frente tão rápido. - abri a boca, mas não disse nada. - Ah, não sabe o que dizer, não é? Mas eu vou te dizer.. Você está morta!

- Quantas vezes vou ter que repetir que não estou morta!

- Deve haver alguma luz brilhante aí perto de você.. - disse ele tentando se acalmar. - Relaxe e siga a luz.

- Não tem luz nenhuma. - disse colocando as duas mãos nos quadris.

- Fica olhando ela vai aparecer. - Jimin balançou a cabeça positivamente como se suas palavras não fossem suficientes.. e neguei com a cabeça. - Vá para a luz, _______!!! - ele fez um movimento de vai e vem com os braços.. de modo teatral eu diria.

- Pare com isso! - o repreendi.

- Sai daqui!!!

- Sai você! - estiquei as mãos para o empurrar e passei direto por ele.. okay.. admito que isso está muito estranho.. O que está acontecendo comigo?? Minha energia fica indo e voltando como um ioiô.

- Que alívio! - disse ele puxando o ar para os seus pulmões.

- Está falando de quê?!

Estava perto do sofá o encarando.

- Ai meu Deus!!! - ele passou correndo do meu lado em direção ao corredor e a porta do quarto bateu.. arregalei os olhos..

- Encontrei um louco, era só o que faltava! - soltei os meus braços pela lateral do meu corpo.

(...)

- Está só na sua cabeça, Jimin.. só na sua cabeça.. - ele caiu na cama e em seguida olhou para mim. - AAA!! - ele se levantou da cama abruptamente e foi para um canto do quarto. - Mas será possível! - Jimin abriu os braços e os deixei cair pela lateral do seu corpo.

- Esta é a minha cama. - disse me sentando. - Tudo.. - continuei de forma pausada. - É meu. Será que você não entende?

- É você quem não entende, _______. - disse ele se aproximando da cama. - Eu aluguei o apartamento, então tudo o que está aqui dentro.. é para o meu uso.. e você.. - ele fez uma breve pausa.. - Faça-me o favor de desaparecer daqui.. encontre a paz.. sei lá o que tem do outro lado.. Mas.. Vaza! - respirei fundo. - Você está morta! Vaza!!

- É você quem está morto. - disse simples.

Jimin abriu os braços brevemente e os deixou cair pela lateral de seu corpo enquanto revirava os olhos.

- Impossível.. não dá para ter uma conversa decente com você! - disse ele e eu balancei a cabeça negativamente. - Mas também o que eu esperava de um fantasma. - ele pegou um travesseiro. - Eu vou dormir no outro quarto.

- Durma bem longe daqui.. - disse me levantando e indo atrás dele. - Isso sim..

Ele se deitou na cama do outro quarto e eu me sentei na poltrona ao lado da cama.

- Vai para o seu quarto e finge que está viva e me deixe dormir.. - disse ele me encarando atentamente. - O vivo aqui.. - apontou para si. - .. tem que trabalhar amanhã.

Estreitei os olhos... Vou me vingar de você Park Jimin.. já que sou um fantasma.. vou ser a sua assombração particular..

Ele fechou os olhos e os abriu abruptamente em seguida.. continuava no mesmo lugar.. ele soltou o ar pela boca, pesadamente, e se virou de lado na cama, de modo que ficou de costas para mim.

Já sei o que vou fazer.. sorri maligna.

- Um, dois, três carneirinhos.. - comecei a cantar.. - Quatro, cinco, seis carneirinhos.. - suspirei.

- Cala a boca! - Jimin virou a cabeça para me encarar.. - Onde você está não tem uma televisão que você possa se distrair?? - arqueei uma sobrancelha. - Ou até mesmo ir infernizar outro? - ele virou a cabeça de volta, de modo aconchegante no travesseiro.

- Eu sei outra.. uma melhor.. - disse prendendo um sorriso. - Um elefante incomoda muita gente.. - comecei a cantoria. - Dois elegantes incomodam, incomodam muito mais.. - ele puxou outro travesseiro e cobriu a cabeça.. - Três elegantes incomodam, incomodam, incomodam muita gente.. quatro elegantes.. incomodam, incomodam, incomodam, incomodam muito mais... Cinco elefantes incomodam, incomodam, incomodam, incomodam, incomodam muita gente.. Seis elefantes...

- AAAAAA!!! - disse ele sentando na cama.. e eu me encolhi na poltrona. - CHEGA!!! - arregalei os olhos para ele e prendi um sorriso.

(...)

Preciso de ajuda.. tenho que saber o que está acontecendo comigo.. estou a procura de Jimin pelo apartamento.. e ouvi um barulho vindo do banheiro.. olhei dentro do banheiro.. inclinando a cabeça para frente.. e ele estava tomando banho..

Ah, que se dane!!

Passei pela porta fechada.. pois é.. atravesso portas, paredes.. e objetos.. e NÃO!!! Não me acostumo com isso.. Encostei-me a pia e olhei para o box que ele abria para pegar a toalha.

Jimin arregalou os olhos e cobriu sua nudez com a toalha assim que me viu.. Tarde de mais.. não deu para ver muito.. mas que saúde, hein?? Quando ele foi feito o destino caprichou..

- Mas será que nem um banho descente eu posso tomar? - revirei os olhos. - Vaza!

- Não.

- Vaza!! - ele arregalou os olhos.

- Eu quero que me ajude.

- A encontrar a luz? - arqueei uma sobrancelha. - Com todo o prazer. - Jimin sorriu cínico. - Não durante o meu banho.. - estreitei os olhos.

- A Luz não é uma opção! - disse cruzando os braços. - Eu já lhe disse que não tem nada aqui.. - soltei o ar pela boca pesadamente. - Só quero entender o que esta acontecendo?

- Esta acontecendo que você está morta e não quer aceitar. - ele deu ombros.

- Eu não estou morta!

- Negação.

- Estou assustada, você está assustado e estamos assustados.

- Eu adoraria ajudar.. - disse ele saindo do box.. - Mas agora.. está quente aqui.. e - ele olhou em volta brevemente. - A toalha vai cair em cinco segundos.

- Não dá para conversar com você, não é?

Por mais que eu quisesse ficar.. e ver o que se apresenta dele... eu.. tenho dignidade..

- Três, dois, um.. - Jimin soltou a toalha e eu fui embora na mesma hora.. surgi na sala.. não me pergunte como fiz isso.. mas até que é legal.

(...)

De tudo o que o Jimin podia fazer por mim, ele chamou um padre..

- Eu expulso você!! Eu expulso você! - disse o velhinho decrépito de batina.

- Então essa é a solução que você arranjou?? - disse cruzando os braços.. - Um padre?

Ele revirei os olhos. O padre está jogando água benta por todo lado, menos em mim.. que sei que era o objetivo do Jimin.. me mandar para o inferno ou para a luz.. sei lá.

- Eu expulso você! - ele jogou mais água benta.. - Eu expulso você! - a voz dele saia como aqueles atores de drama. Jimin se controlava para não rir. - Eu expulso você!

Ele suspirou e cruzou os braços e manteve os lábios colados um no outro para não rir.. essa situação não poderia ser mais hilária.

- Sabe que ele não está me vendo, não é? - disse o encarando com um sorriso preso no rosto.

O padre jogava a água benta mas para a direita.. mantive os meus lábios em uma linha fina.

- Um pouco para a esquerda, padre. - disse ele com um sorriso discreto e o padre o encarou e balançou a cabeça positivamente.. e continuou jogando água benta para onde ele falara.. e repetia a mesma frase de antes.. acho que é a única frase que ele conhece.

(...)

O padre foi embora e um pouco mais de uma hora.. Jimin permaneceu impaciente mexendo em seu celular.. admito que ele está muito empenhado em se livrar de mim., mas finalmente bateram a porta e ele largou o celular.. e foi abrir..

- Olá.. como vai? - disse ele dando passagem a um homem baixinho e o mesmo deu dois passos para dentro do meu apartamento. - Espero que possamos resolver isso. - completou Jimin.

- Estou sentindo uma presença aqui.. - disse ele adentrando mais o apartamento.

Revirei os olhos e me levantei do sofá.

- Ele também não pode me ver, Jimin. - disse. - É um charlatão.. perda de tempo.

- Pode ficar quietinha? - ele estreitou os olhos ao me encarar.. minha boca se abriu e se fechou em seguida.. fechei a cara para ele que deu de ombros para isso. Depois voltou sua atenção ao homem baixinho. - Então?? O que podemos fazer para ela ir embora..? Você consegue vê-la?

- Não, cara. - disse ele o encarando. - Eu não vejo espíritos. Eu só sinto a energia deles. - disse ele de forma compassada. Jimin me olhou de soslaio e cada parte do meu corpo telegrafava um "Eu te avisei" para ele.

- Perda de tempo. - disse dando de ombros.

- A energia dela está muito pesada. - começou o cara. - E.. - ele deu alguns passos pela sala e parou ao meu lado. Elevei ambas as sobrancelhas e ele voltou sua atenção a Jimin. - E ela não gosta de você.

Gargalhei..

- Retiro o que eu disse. - comecei tentando controlar o riso. - Ele não é um charlatão. Na verdade.. - eu o encarei. - Ele é bom. Gostei. - voltei a encarar Jimin enquanto balançava a cabeça positivamente.

Ele revirei os olhos.

- Por que ela está aqui? - disse ele olhando o baixinho ao meu lado. - Por que só eu posso vê-la?

- Sim para o primeiro e não para o segundo. - disse ele.

Estreitei os olhos.. esse cara é doido ou sei lá?

- O quê? - disse Jimin confuso com o cenho franzido.

- O fato de ela estar aqui.. é como todos os outros, cara. - disse ele. - Assuntos inacabados. - ele balançou a cabeça positivamente de forma incisiva.

Jimin puxou o ar para seus pulmões e cruzou os braços na frente de seu corpo.

- E que assuntos inacabados são esses? - Jimin arqueou uma sobrancelha.

- Como é que eu vou saber? - disse ele se sentando no sofá de maneira arrogante. Jimin se aproximou do homem descruzou os braços e se sentou ao lado dele no sofá. - Quanto ao fato de você vê-la.. - ele elevou os ombros. - Isso eu não sei.

Esse cara.. está ajudando muito.. nossa que genial.. Jimin.. trouxe aqui um idiota! Jimin revirou os olhos.. bom saber que ele concorda comigo.. e levou a mão a cabeça..

- Acontece que ela não sabe de nada também. - disse ele de forma rude. - Então.. ficamos na mesma?

- Olha, se ela está aqui.. - começou o baixinho de nome estranho que não me lembro.. a minha memória está péssima e está ficando cada vez pior.. - Algo neste apartamento está segurando ela.

Jimin e eu trocamos olhares.

- Ela mencionou que o apartamento é dela. - disse ele de forma tranquila.

- Então é isso..

- Isso o quê? - Jimin falou de forma pausada elevando ambas as sobrancelhas.

- Jimin.. - disse e ele me encarou. - Ele não pode ajudar.

- Acontece que eu não quero ficar vendo você pela eternidade. - sorriu cínico.

- Como se você fosse viver para sempre. - retruquei e ele sorriu.

- Ela precisa encontrar o caminho de volta.. ajuda se ela se lembrar do passado dela.

- Ah, que ótimo.. - disse ele abrindo os braços brevemente. - Ela não se lembra de quase nada.. fica repetindo que o apartamento é dela.. que não está morta, mesmo eu sabendo que ela é um fantasma.. e eu nem sei se o nome dela é ______ mesmo.. porque ela não se lembra nem mesmo do sobrenome.

- Isso não é justo. - disse cruzando os braços. - Eu não me lembro, não é culpa minha. E eu tenho um nome, ora. Sei que ______ é o meu nome.

- Não pode ter tanta certeza.. - disse ele elevando os ombros. - De repente ela é casada e tem oito filhos. - completou encarando o tal de Xing.. isso.. Xing alguma coisa.. tenho quase certeza que é isso.

- Se eu fosse casada e tivesse oito filhos.. - comecei cínica chamando a atenção dele. - Não acha que a minha casa seria maior? - arqueei uma sobrancelha.

- Vai ver.. estão com o pai em algum lugar.. - ele deu de ombros. - Você deve ser divorciada e ai morreu. - completou com desdém.

- Você me casou,.. - comecei incrédula. - .. me fez ser mãe de oito filhos, me divorciou e depois me matou? Nada disso!! - arregalei os olhos para a imaginação fértil dele.

- Olha, não sou eu que estou inventando.. - Jimin balançou a cabeça positivamente. - É muito bem uma possibilidade.

- Vocês dois são muito intensos.. - disse Xing sei lá do quê.. como se o mundo fosse paz e amor. - Existe uma sintonia romântica entre vocês.

Gargalhei cínica.

- Diga a ele que se for para falar besteira.. - comecei. - É melhor nem abrir a boca.

- Eu concordo com você pela primeira vez. - disse Jimin me encarando.

(...)

Passei o dia todo sozinha.. só não me sinto só quando Jimin está aqui.. ouvi a voz dele me chamando..

- ______? _______? - segui o som de sua linda voz até a cozinha. - Que estranho?!

- O que é estranho? - disse o encarando sentada sobre o balcão.. ele se virou e se assustou comigo como de costume.. acho que posso gostar disso.

Jimin soltou o ar pela boca pesadamente e levou a mão ao peito.

- Você está ai.. - disse ele se aproximando e puxando o banco para se sentar.

- Você parece bem aliviado em me ver.. - sorri e balançou a cabeça brevemente.

- Não é isso. - ele me encarou, voltando seu rosto para cima, uma vez que estava sentada sobre a bancada e ficava mais alta que ele. - É que.. eu .. fiquei preocupado com você.

- Ah, nem me fale.. - suspirei.. a minha energia ficou instável e isso me cansou muito.. estranho, não tinha acontecido antes. - Foi horrível. - voltei a encará-lo. - Mas.. me sinto bem.. - estreitei os olhos. - Ou quase.. - sorri e ele também. - Mas.. - recolhi o sorriso. - .. você não me parece muito bem.

Ele soltou o ar pela boca e levou uma de suas mãos no cabelo.

- Eu fui.. abandonado.. por uma garota. - disse ele me encarando todo o tempo. Permaneci em silêncio para que ele pudesse continuar. - Ela.. - sorriu sem humor. - .. seguiu a vida dela.. e agora.. vai ter uma família. - balancei a cabeça positivamente. - Com certeza.. - ele encarou suas mãos sobre a bancada. - .. deve se casar logo.

- Não me admira ela ter te abandonado.

Jimin balançou a cabeça positivamente e só depois ele percebeu o que eu falara. E me encarou com os olhos arregalados.

- O que quer dizer com isso? - disse ele indignado.

- Quando nos conhecemos.. - elevei os ombros. - Você ficava repetindo que eu estava morta, que eu estava morta.. - arregalei os olhos brevemente. - Até cheguei a pensar que era as únicas palavras que você conhecia.. - sorri. - Ai.. veio 'vaza'.. Ficava me mandando vazar todo o tempo.. - sorri soprado.. - Isso é um pé no saco.

- Não foi bem assim.. - ele prendeu um sorriso. - E por acaso isso não é verdade? - virei a cabeça um pouco para o lado de modo a parecer pensativa. - Você não está morta?

Suspirei.

- Eu não me sinto morta.

- Eu me sinto. - suspirei pesadamente. - Eu geralmente não me entrego tão depressa.. mas.. com ela.. não sei o que deu em mim.. - encarei as minhas mãos. - Eu voei alto demais e a queda foi feia.

- Não tem que ficar assim.. - o encarei e elevei ambas as sobrancelhas. - Essa garota é uma idiota. Porque.. até que depois que conhecemos você direito.. isso.. - estalei os dedos três vezes. - .. bem depois.. não é tão ruim. - completei segurando o sorriso.

- Ah, obrigado. - ele revirou os olhos e sorriu.

- Não por isso.

(...)

Fui bombardeada com informações do meu passado e agora vou morrer de vez.. fui para o único lugar onde me sinto segura..

A porta se abriu e assim que o ambiente ficou claro..

- AAA!! - Jimin levou a mão ao peito. - Você nunca vai parar de me assustar, não é..? - abri a boca para revidar, mas ele não deixou. - Que bom.. que está aqui.. - ele fechou as duas mãos em frente ao seu corpo brevemente. - Achei que nunca mais fosse ver você..

- E.. - comecei triste. - .. talvez vai deixar de ver..

- Eu estou sabendo que querem desligar os aparelhos.. - disse ele indo em direção ao sofá..

Fui atrás dele e me sentei ao seu lado.

- Sabe?? Mas como? - disse confusa.

- Meu irmão falou comigo agora.. e eu te digo.. não vou deixar isso acontecer, confie em mim.

Olhei em volta.

- Seu irmão? - estreitei os olhos.

- É.. - sorriu ele. - Parece que esse mundo é muito pequeno mesmo.. - o encarava curiosa e fiquei esperando ele continuar. - Meu irmão.. é Jeon Jungkook.. e vocês foram colegas quando internos.

- Vocês são irmãos? - franzi o cenho, confusa.

- Ele é meu primo, minha mãe o pegou para criar quando criança depois que ele perdeu a mãe.. então.. como ele mesmo diz.. somos irmãos gêmeos de mães diferentes.. mas eu sou mais velho que ele.. pois nasci em Busan primeiro. - sorri. - E ainda dois anos antes também.. enfim.. isso não importa.. o que importa.. é que EU.. vamos impedir isso.

(...)

Estreitei os meus olhos por causa do sol.

- Você sofreu o acidente por causa deles, não é?

- Não. - neguei com a cabeça. - Sofri o acidente por não ter dormido, por ter sido negligente.. - sorri soprado. - Eu dormi atrás do volante e chovia.. então.. era inevitável.. - balancei a cabeça brevemente. - Eu me coloquei aqui.. nesta situação.. E.. não quero que faça mais nada por mim..

- O quê? - disse ele confuso. - Não me peça a coisa dessas.. _____ .. não vou desistir de salvar sua vida.

Sorri gentil.

- Para quem dizia que eu estava morta.. está se esforçando muito para me manter viva. Mas.. não vale a pena salvar a mim.. eu não sou ninguém especial.

- Parece que era eu quem estava morto. - disse ele balançando a cabeça positivamente. - E não diga isso.. - o encarava atentamente. - Você é especial..

- Jimin.. - suspirei. - Não quero passar o meu último dia correndo por aí.. como uma louca.. - fiz uma breve pausa. - Se é realmente meu último dia.. quero passar fazendo alguma coisa legal.. sei lá..

- Okay.. - ele elevou os ombros. - Para onde você quer ir..?? - abriu os braços brevemente e eu sorri. - Levo você até o fim do mundo.. em qualquer lugar que aceite cartão de crédito.. - ele sorriu e eu soltei uma gargalhada.

- Tem uma coisa que pode fazer por mim.

(...)

Deitei em minha cama e fiquei encarando Jimin que estava deitada ao meu lado.. ele é tão bonito.

- Essa sem dúvida é a coisa mais estranha que eu já fiz. - disse ele com um sorriso.

- Também acho.. - sorri de volta. - Estou nervosa.

- Nervosa? - disse ele arqueando uma sobrancelha. - Por quê? Como pode estar nervosa se eu nem posso tocar em você? - disse ele em um tom suave.

- Acho que é por isso que estou mais nervosa.. - disse triste.. queria passar essa noite com o Jimin.. gosto dele.. mas ele não pode me tocar.. - Por que não pode me tocar.. mas estou feliz.. de passar essa noite.. minha última noite com você.

- Eu também..

(...)

- Eu não posso fazer isso.. - disse Jimin firme. - Eu não posso deixar ela morrer.. tenho que dar mais tempo a ela. - completou aflito.. desesperado.

- Por quê? - perguntou o do contra abrindo os braços brevemente.

- Eu tenho que fazer alguma coisa. - disse ele aflito o encarando atentamente. - Estamos perdendo tempo aqui! De conversinha! - completou Jimin agitado.

- Por que é que você tem que fazer alguma coisa? - perguntou o outro rapaz, de pele branquinha, intrigado.

Jimin o encarou de soslaio.

- Por que eu a amo! - disse ele de uma só vez e os dois arregalaram os olhos e eu também.. ele se virou para o lado para me encarar. - Eu a amo. - estava mais do que surpresa.. não espera que ele dissesse isso para mim. - Fiz o que pude para não me apaixonar por você, mas.. eu não pude.

Flashback off

Nossos rostos estavam perto de mais.. nossos lábios com um centimentro de distância.. fechei os meus olhos brevemente.. lembrei-me de tudo com o simples toque dele..

- Eu senti a sua falta.. - o encarei atentamente.. - Eu me lembro agora.. - disse tentando controlar a minha respiração que ficou pesada de repente.. - Senti a sua falta, Jimin.. mesmo não sabendo exatamente do que sentia falta..

- _______... - disse ele passando uma de suas mãos pelo meu rosto..

Segurei em sua camisa e o puxei para mais perto e colei nossos lábios.. o desejo estava controlando aquele beijo que começou de forma voraz.. necessitado.. sem tempo para pensar em respirar..   


Notas Finais


Então??
O que acharam deste capítulo??
Deixem comentários.. sua opinião é muito importante para mim.. 😊😊
Vejo vocês em breve..
XX #Kathy


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