História Tsubaki no Niwa - Capítulo 6


Escrita por: ~

Postado
Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Aki, Hana, Lemon, Niwa, Shimokita, Shoossetsu, Tsubaki, Yaoi
Visualizações 21
Palavras 1.030
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Fluffy, Lemon, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Shonen-Ai, Sobrenatural, Suspense, Yaoi
Avisos: Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 6 - Seu Refúgio Utópico


Hiro voltara de uma utopia em meio à distopia, voltara de um refúgio, onde não havia para onde fugir. Até o momento presente, seus pés estavam tão leves que mal pareciam estar tocando o chão. É como se todo o peso que ele carregasse nas costas tivesse despencado no chão e agora o seu corpo estava leve como uma folha seca para ficar voando ao vento do outono em direção à um destino misterioso.

Estava ele subindo as escadas de seu prédio como se estivesse voando por cima de cada degrau quando chegou no seu andar e se deparou com um bakemono tocando a sua campainha sem parar enquanto segurava nas mãos papéis de contas de luz, de água e tudo o mais.

Daisuke não iria estragar o seu dia com suas briguinhas irritantes e sem sentido. Quando seu progenitor olhou para trás, já foi preparando o arsenal de ofensas e provocações de causar ódio até num monge budista.

-NÃO!-Hiro gritou tão logo abriu sua porta e a fechou com força na cara de Daisuke.

Já dentro do aconchego caseiro de seu apartamento, Hiro trancou bem a sua porta e suspirou bem levemente com um sorriso feliz no rosto.

-Filho!-a voz de Daisuke reverberou horrendamente através da porta.-Essa conta de luz está muito alta! Se você estiver deixando algum eletrodoméstico ligado à toa...

Num instante, o garoto partiu em direção à um rádio moderno que estava sobre uma mesinha perto de uma estante de livros. Já ligado na tomada e com um CD dentro, Hiro apenas o ligou e todo o apartamento se encheu com um solo de guitarra alegre e vibrante, abafando os gritos raivosos e desesperados de Daisuke na porta.

Kumottera doonatsu tabetakunatta kedo
Ano ana wa  nande aiteru no? Kawaii kedo
Daremo oshiete kurenai
demo wakatteru koto wa aru

Dareka ga, naitetara
dakishime you – sore dake de ii
Dareka ga, warattetara
kata o kumou – sore dake de ii

Sorrindo e até rindo, Hiro jogou-se no sofá da sala e ficou ouvindo PUFFY AmiYumi cantarem maravilhosamente para que o seu dia continuasse maravilhoso depois de partir do seu novo refúgio utópico.

:

Hiro estava se sentindo radiante como não se sentia há muito tempo. Estava tão para cima que estava até cozinhando para ele. O prato de hoje era um katsudon bem gostoso preparado com montanhas de amor.

O arroz gohan estava cozinhando na arrozeira elétrica. Enquanto isso, Hiro embebia filés de carne de porco em uma mistura de ovos e empanava num prato cheio de panko para depois levar para fritar numa panela com óleo. Ele estava cozinhando muito bem. Tinha cebolinha picada e ainda teve a brilhante idéia de acrescentar o molho picante Sriracha no molho original do katsudon.

Algum tempo depois, Hiro terminou de fritar todos os filés de carne de porco empanada e os colocou sobre uma grade para que escorresse o excesso de óleo quente.  Pegou uma cumbuca bem grande e uma colher enorme para enchê-lo com o arroz quentinho da arrozeira. Cortou dois filés empanados em pedaços e colocou-os por cima da cama de arroz da cumbuca tão logo acrescentou o molho e salpicou com cebolinhas.

Hiro pegou um par de hashis e saiu andando com sua cumbuca para fora da cozinha. Estava indo para a sala de estar quando parou e deixou sua cumbuca e seus hashis sobre a mesa de centro. Andou até a janela da sala de jantar e espiou Shimokitazawa por ela.

Lá fora, estava o horizonte de casas da parte residencial do bairro, mas bem no centro dele estava um paraíso verdejante se mostrando como se fosse um oásis em meio ao deserto, ou o próprio Shangri-Lá em meio ao mundo conturbado e aterrorizante. Ele podia ver da sua janela, o lindo jardim das camélias. Elas pareciam estar chamando ele de novo, convidando-o para um passeio tranqüilo entre elas, para ficar contemplando elas o dia todo e se sentar ali, e deixar que o espírito e a mente se elevem naquela paz tão silenciosa e perfeita.

Hiro sorriu para o jardim e saiu de perto da janela. Com aquele mesmo sorriso feliz no rosto, ele foi comer o seu katsudon na sala de estar e assistir à um bom filme.

:

O dia havia se passado e a noite chegara bem silenciosa e ligeira como uma raposa de nove caudas prestes a incendiar uma vila inteira. O apartamento se encontrava mergulhado num silêncio plácido da escuridão da noite.

Porém, o quarto no final do corredor ainda tinha uma vida pulsando bem desperta às 01h23 da manhã.

Hiro ficara assistindo filmes o dia todo, mas sua mente estava muito longe do próprio planeta Terra. Em nenhum momento, ele parara de pensar naquele misterioso jardim de camélias a alguns quarteirões de distância do seu apartamento. O fato de ter sonhado com aquele jardim e ele existir de verdade na Terra o assustava um pouco e também lhe permanece um mistério.

Nada justificava a razão de ter sonhado com o jardim das camélias à não ser que o verdadeiro sentido disso estivesse muito mais além do que Hiro poderia imaginar. O mesmo valia para aquele pardal japonês que o levara em direção ao jardim. Tudo isso estava misterioso demais. Hiro se perguntava se viver em Tokyo, uma cidade mundial, era sinônimo de viver as cenas de um anime de mistério e fantasia.

O garoto de olhos castanhos se encontrava deitado em sua cama, olhando a Lua cheia pela janela. Ela estava linda; grandiosa, branca e luminosa com aquele seu halo azul ao redor dela. Nesse momento, todas as camélias do jardim deviam estar sendo banhadas por esse mesmo luar místico que banhava o chão do quarto de Hiro com este azul tão belo e mágico. Ele se aconchegou mais contra o seu travesseiro e puxou o cobertor para mais perto de si.

Quando se mudou para Tokyo, não esperava que ia acabar se deparando com uma descoberta tão inusitada dessas, mas se esta fosse o prenúncio de uma nova aventura que lhe tirasse daqueles dias vazios e modorrentos, Hiro aceitaria se arriscar sem dúvida alguma.

 

Foi com este pensamento otimista que o garoto sorriu, fechou seus olhos castanhos – e adormeceu.



Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...