História Tudo diferente - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias Naruto
Personagens Personagens Originais, Tobirama Senju
Tags Songfic, Tobihime, Tobirama
Visualizações 47
Palavras 1.388
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Musical (Songfic), Shoujo (Romântico)
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Aí gente, eu tento largar desse casal cretino mas não consigo,
A realidade é que essa música me veio na cabeça, comecei a ouvir e pronto: Lembrei deles.

Foi inevitável não querer criar algo baseado e muito menos imaginar algo mais ''fofo'' da Hime, ainda mais por ela também ser outra que jamais vai admitir pro salafrário que é apaixonada, né? hahaha

Fic totalmente baseada em Tudo diferente da Maria Gadú.

Dedico as minhas salafrárias: @Sayame @EliseKerry e a @MyG
Amo vocês.

Capítulo 1 - Capítulo único.


Maldito, desgraçado, ordinário, cretino.

Esses eram todos os belos adjetivos que eu dou a aquele Senju arrogante do sorriso de ladino que me tira até o ar. Não que eu esteja apaixonada ou algo do tipo, mas óbvio que ficava impossível não reparar em suas expressões quando nós dois estávamos frente a frente discutindo por alguma coisa qualquer.

Não sei se Konoha era muito pequena ou eu que tinha a má sorte de cruzarmos sempre que possível e além do necessário. Nossos irmãos tinham um relacionamento e inevitavelmente nas reuniões de família ficávamos no mesmo ambiente, mas isso não significa que eu preciso encontra-lo a cada beco ou canto.

Todos caminhos trilham pra a gente se ver,

todas as trilhas caminham pra gente se achar, viu...

Com a frequência desses encontros, somado ao fato de estarmos sempre indo a missão juntos algo de estranho passou a acontecer comigo. Óbvio que ainda tinha a sina e o dever moral de abaixar o ego daquele salafrário, porém meu coração descompassava ao vê-lo em minha frente. Meu corpo tremia quando sentia aquele perfume amadeirado e único que Tobirama tem. Gosto de dizer que é cheiro de Senju cretino, tão cretino que ninguém consegue ter o mesmo perfume.

Era inevitável não sentir uma antecipação gostosa quando sabia que iríamos nos ver, as brigas passaram aquecer meus dias de uma maneira tão agradável que chegava a ser cômico.

Trocávamos farpas e mais farpas, às vezes me sentia desgastada com as brigas...porém era engraçado como no final estávamos rindo um do outro e de nossas provocações. E isso estava frequente, arrisco dizer que estávamos nos dando bem?!

Eu ligo no sentido de meia verdade,

metade inteira chora de felicidade.

Hoje saímos de missão, claro que fiz questão de abaixar aquele poço de arrogância que Tobirama é. Nós brigamos, claro. Discutíamos a respeito de como iríamos conduzir as coisas e obviamente batemos de frente um com o outro.

Ao contrário das outras vezes, nós nos xingamos dos mesmos adjetivos de sempre...e rimos. Gargalhamos. Era estranho vê-lo sorrir, porém era tão bonito que me xingava internamente por achar aquele cretino tão lindo. Por deseja-lo todos os dias em minha vida para poder manda-lo para o inferno e depois ir busca-lo aos beijos. 

A qualquer distância o outro te alcança,

erudito som de batidão.

Dia e noite céu de pé no chão,

o detalhe que o coração atenta...

Eu estava olhando para o céu em minha varanda com uma xícara de chá em mãos; aproveitei para me enrolar em um cobertor para ver a neve cair. O frio havia chegado e apesar de eu detestar temperaturas baixas, era inegável o quão bonito o céu naquelas condições.

Suspirava volta e meia pensando a respeito dele, que droga. Me cansei de fingir que não sabia o que estava acontecendo comigo, era paixão. Estava apaixonada, perdidamente por aquele maldito. Desgraçado que faz meu coração palpitar quando está perto.

Devo ser ótima atriz, por disfarço muito bem meus sentimentos com nossas provocações; o que me invadia e deixava preocupada era o fato dele ser cobiçado entre as mulheres solteiras da vila. Não julgo, ele era lindo da cabeça aos pés.

Se eu um dia vou falar isso a ele e alimentar o ego enorme desse patife? Nunca. Afinal ainda sou Uzumaki Himeko e vim a Terra com a única missão de colocá-lo em seu devido lugar. 

Na manhã seguinte me sentia estranha, havia sonhado com aquele salafrário a noite inteira. O problema que agora ficava ainda mais evidente meus sentimentos. Eu me culpava e tentava compreender aonde tudo isso começou e como me entreguei tão fácil.

Andava em direção a uma biblioteca para pegar um livro a respeito de jutsus, quando acabei trombando com algo, ou alguém.

Você passa, eu paro..

O perfume...aquele maldito perfume.

- Olha por onde anda, petulante. – Aquele sorriso de canto, ao contrário das outras vezes, a provocação foi feita de maneira leve e eu apenas acabei rindo.

Você faz, eu falo...

- Ora seu cretino, quem tinha que tomar cuidado para onde está indo é você. – Respondi a altura e ele apenas foi se aproximando de mim.

Perto, perto demais.

- Podemos conversar? Queria falar com você a respeito de umas coisas...- Olhou em meus olhos e me fez franzir o cenho em estranheza.

- E o que o grande Tobirama Senju quer? – Desdenhei, óbvio.

- Venha. – Me pegou pelas mãos e passou a me puxar para outro lugar.

Soltei-me a contragosto olhando feio para aquele maldito. O que ele pensa que está fazendo? Vou se eu quiser.

- Eu tenho pernas, Tobirama. E eu vou se eu quiser. – Ele fez aquela pose emburrada de sempre cruzando os braços e acabei mordendo os lábios por ver seus braços em evidência por cima da blusa preta.

Por que tão gostoso e cretino? Por que?

- Por favor, Hime. – Oi? Ele me pediu alguma coisa? E ele me chamou de Hime, é sério isso?

Não disse nada, apenas comecei a caminhar em sua frente.

- Vem, vamos logo. Mas eu escolho o lugar. – Me virei a tempo de vê-lo dando aquela risadinha de cretino que só ele tem.

Fomos indo em silêncio, ninguém ousou dizer nenhuma palavra e muito menos provocação. Paramos em frente minha casa, o convidei para entrar e assim fizemos. 

Subi as escadas e fomos para meu quarto, até a minha varanda. Não sei por que escolhi aquele lugar, mas minhas intuições diziam que tinha de ser ali.

Encostei na grade, apertando minha blusa sobre mim por causa do frio.

- O que você queria falar comigo, cretino? – Perguntei e ele apenas deu um passo em minha direção.

Vi que Tobirama hesitou e ponderou algumas vezes, mas aparentemente jogou sua racionalidade para fora. Com uma mão, pegou em minha cintura, apertando contra seu corpo e eu me derreti ali mesmo. A outra se perdeu em meus fios vermelhos me puxando para perto do seu rosto.

- Quero que fique comigo. – Falou e meu coração disparou. – Quero que seja minha. – Fechei os olhos e apenas suspirei o perfume tão perto de mim. – Quero que não me deixe sem seus beijos. Porque você é uma petulante, mas acho que me apaixonei pelo seu jeito insuportável.

Eu não pensei, mesmo que devesse. Deixei meus dedos se perderem em seus cabelos brancos, levantei um pouco meus pés para alcança-lo e mordi seus lábios. Senti um arrepio percorrer minha espinha no instante que fui apertada de um jeito tão delicioso que quase amoleci.

Não quis dizer nada, apenas o beijei.

Sim, estava beijando aquele salafrário, ordinário e cretino. E me sentia extremamente realizada por isso. Me separei dele e o empurrei para dentro do meu quarto.

Aparentemente Tobirama entendeu, me pegou no colo e deitou-me na cama, ficando por cima logo em seguida.

Mas a gente no quarto sente o gosto bom que o oposto tem...

Me entreguei a ele sem dizer uma palavra se quer dos meus sentimentos, provavelmente também não precisaria falar absolutamente nada a respeito. Além disso,  estava na cara que não daria esse gostinho ao mequetrefe do Tobirama, porém estávamos sem roupa, aos beijos e sem nenhum tipo de pudor.

Queria provar cada pedaço de sua pele, dos beijos, abraços, apertos. Mordê-lo para mostrar o quanto era meu, mesmo que jamais admitisse isso a mim mesma e menos ainda para aquele salafrário. Senti-lo dentro de mim foi meu alívio e perdição, seu corpo era todo moldado a pecado e eu quis me perder ali, completamente.

Ali compreendi meus sentimentos, quando nós nos emaranhávamos entre meus lençóis e ouvia as coisas pervertidas que aquele depravado me dizia em meu ouvido.

Não sei, mas sinto, uma força que embala tudo,

falo por ouvir o mundo, tudo diferente de um jeito bate...

Quis tudo daquele ordinário, os beijos, abraços, apertões. Quis seu corpo, coração e sentimentos. Desejei descobrir o que havia por trás daquela pose emburrada que me fazia suspirar sozinha em casa, que me deixava completamente entregue a ele de um jeito tão intenso que me fazia me repreender.

Quem sabe nós não éramos tão diferentes como pensei. Possivelmente passaria a minha vida toda abaixando o ego daquele salafrário, mas nunca contaria isso a ele.

Quer dizer, eu ainda era Uzumaki Himeko. 

Todos caminhos trilham pra a gente se ver

Todas trilhas caminham pra gente se achar, viu?


Notas Finais


Espero que tenham gostado.

Música usada:
Tudo diferente - Maria Gadú
https://www.youtube.com/watch?v=VqGiPaWWWy4


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