História Turn The Page - Capítulo 4


Escrita por: ~

Postado
Categorias The GazettE
Personagens Aoi, Kai, Reita, Ruki, Uruha
Tags Aoiha, Designer, Moda, Reituki, Viviene Westwood
Visualizações 122
Palavras 3.252
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Lemon, Romance e Novela, Shonen-Ai, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Violência, Yaoi
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Desculpem por esse Kaiki minha gente, mas é necessario para que o Reituki aconteça. Sabe aquele ditado: o melhor é guardado para o final?
Pois bem...
aijsaisjaisj
Espero que gostem o capítulo <3

desculpem os erros e boa leitura!

Capítulo 4 - Page four - what I have done?


 

Turn The Page

Page four - What I have done?

Naquela noite eu realizei algo que desejava ardentemente: Beber até esquecer meu nome. Quando terminei o cigarro que Reita - o modelo da faixa - me deu, voltei para a festa, me sentei ali no meio de Kaolu e Kouyou e assumi meu papel de estrela que era. Se era essa a imagem que as pessoas gostariam que eu passasse, era assim que iria aparecer. Bebi, fiz piadas, flertei com metade dos modelos presentes, mas sem passar de olhares e alguns gestos.

De vez em quando, eu vasculhava com o olhar pelo ambiente a procura do meu modelo louro do cigarro, porém ele já tinha ido embora. E de certa forma, sua ausência me fez ficar mais a vontade. Depois daquela breve conversa, algo dentro de mim nasceu. Por alguma razão eu descobri que não valia a pena ficar preso nos meus pensamentos, no sentimento de culpa de estar ou não fazendo a coisa certa ou errada. Eu não era aquele erro que cometi. Não era culpa minha ter aquele pensamento. Eu simplesmente fui criado no meio de uma família que eu idealizei perfeita e tudo que queria era ter algo assim pra mim. Eu não tinha culpa que não ter conseguido até então.

E principalmente: Não era culpa minha de me sentir sozinho.

Aos poucos, aquele Takanori cheio de solidão e dúvidas foi finalmente adormecendo e dando lugar ao Ruki divertido, sarcástico, brincalhão, espontâneo e terrivelmente sexy que eu era. Depois que saímos da festa na casa do agente que eu não me dei ao trabalho de decorar o nome, a "festa" continuou na minha casa até as 6 da manhã, mas só havia Kouyou, Kaolu e eu dessa vez. Conversamos sobre os pontos mais interessantes da festa, como o fato de Kaolu ter beijado seis caras e dizer com toda certeza que não se lembrava disso, de Kouyou dando palpite nas roupas das modelos sendo que mal entendia de moda, e eu por minha estranha felicidade. 

Eu não tinha comentado com eles sobre a minha breve conversa com Reita e achava que ainda não era o momento certo. Eles estavam bêbados e eu mais ainda. Não queria que eles achassem que eu estava tirando uma casquinha do modelo gostosão da Dior enquanto meu namorado estava no Diplosomia trabalhando. 

Ainda era um pouco estranho chamar Kai de meu namorado, uma vez que a nossa relação era diferente de todos os meus outros relacionamentos. Apesar de que... Quem eu era para dizer que entendia de relacionamento, não é mesmo? Na maioria dos relacionamentos, eu me dedicava tanto que chegava a ser frustrante não receber o mesmo carinho de volta. E com Kai não era assim, ele me dava carinho, eu lhe dava carinho, sentia que da parte dele faltava algo.

Talvez fosse só coisas da minha cabeça. Coisas que eu por ser bem cabeça dura havia idealizado. Só precisava deixar algumas coisas de lado. 

Quando os dois foram embora, levados pelo meu motorista, pois estavam bêbados demais para sequer irem até o elevador sozinhos, eu fui até meu quarto, tirei toda minha roupa, tranquei as janelas e fechei as cortinas e me joguei na cama. Fechei so olhos por alguns instantes e a primeira imagem que me veio a cabeça foi o louro da faixa estranha sorrindo pra mim enquanto me dizia para virar a página.

Foi então que me lembrei que havia esquecido o cartão dele em algum lugar da casa do tal agente. 

- Tsc. - resmunguei e tateei pela cama a procura do meu celular. 

Abri o Google e escrevi "Reita" na caixa de procura, logo em seguida, muitas mas muitas fotos apareceram. Conforme eu rolava o dedo pela tela, ficava mais impressionado com a quantidade de trabalhos que ele já fizera. Desde de Moscchino até Jeremy Scott. Certamente ele trabalhava bem. Abri uma imagem de um photoshoot em que ele estava sentado no capô de um carro, com o fundo em chamas, uma bandana no rosto e segurando um taco de beisebol. 

- Sexy... - soltei uma risada baixa. 

Enquanto olhava as fotos e o excelente trabalhava dele, me tentado em convidá-lo para um photoshoot da minha marca. Pois, na festa eu reparei o quão bem ele ficou trajando uma jaqueta assinada por mim, e agora mentalmente eu começava a vesti-lo com muitas roupas. Estralei os lábios, anotando algo rapidamente no bloco de notas do meu celular para não esquecer: 

"Propor a Reita um photoshoot pelo Blackmoral."

Continuei olhando meu celular, checando o twitter, vendo as menções, sem me atrever a postar nada porque estava bêbado demais. Não sei quando exatamente fechei meus olhos ou mesmo quanto apaguei. Mas, acordei algum tempo mais tarde com beijos molhados espalhados por meu pescoço e peito. 

Ainda estava sob efeito do álcool então não dei muita bola, somente gemi arrastado, meio irritado e me esfreguei contra os lençóis. Porém, além de lábios agora haviam mãos também. Mãos grande mas macias, dedos compridos. Minha pele foi se arrepiando involuntariamente.

E um gemido provocante deixou meus lábios sem que eu pudesse conter.

Abri os olhos e o quarto ainda estava um pouco escuro, embora a luz de fora já atravessasse as cortinas pretas, denotando claramente que o sol já estava alto.

Não fazia ideia de quanto tempo havia dormido. 

E quem estava me acordando com beijos e mordidas era Kai. Eu sorri safado e segurei seu rosto, o puxando para um beijo. 

- Está cheirando a vodka. - murmurou, ainda me beijando, apertando minha cintura e se enfiando comigo em baixo dos lençóis. 

- Eu sai essa noite... - eu lutei para minha voz não sair com gemidos, mas falhei miseravelmente. 

Naqueles dias eu andava carente demais e se o Kai só me beijasse já era motivo de eu me jogar na superfície plana mais próxima e transar até que todas minhas forças estivessem esgotadas.

 Segurei seu rosto com as duas mãos e suspirei, meio abobalhado com o perfume doce que ele exalava misturado com bebida e cheiro de cigarro. 

- Fui num desfile da Dior. - eu falei quando ele perguntou ao meu ouvido onde passei a noite. - Kaolu e Kouyou vieram para cá depois e eu acabei dormindo, não sei como. 

Ele somente concordou com um leve aceno de cabeça antes de me puxar para um beijo mais intenso que o primeiro, não me dando nem a chance de respirar direito, mas não era como se eu quisesse respirar ou me afastar dele. Eu estava ainda sob o efeito do álcool.

Queria sexo.

E tive.

Algum tempo mais tarde, ainda estávamos ali deitados, um ao lado do outro, ele acariciava meu peito e eu com os olhos fechados, ocupado demais em me deleitar com seu toque, sem me importar se minha cabeça ainda doía um pouco e se meu corpo agora doía mais ainda. 

Queria só ficar com ele, ao lado dele. Desejei que aquele dia não passasse, que mais tarde eu não tivesse que tomar um banho pra ir na agência. Desejei ardentemente que dali por diante eu só pudesse ficar nos braços dele. Naquele dia, eu me senti tão amado de uma forma inexplicável. 

- Ruki...? - me chamou baixinho. 

- Hm? - respondi sem abrir os olhos.

- Está muito cansado? - murmurou em meu ouvido e eu soltei uma risada baixa.

- Está querendo saber se eu to pronto pra outra? - mordi meus lábios. - Estou. 

- Não é isso. - ele gargalhou e se levantou um pouco, de modo que apoiasse o corpo nos cotovelos ficando assim de bruços. Eu abri meus olhos e o encarei. - Quero te perguntar algo.

- Fala. - eu pisquei, meio abobalhado pela forma que me olhava, como se quisesse ler minha mente.

- Você confia em mim?

Eu pisquei algumas vezes, tentando entender o propósito daquela pergunta. 

- Claro que confio. - ri de canto. - Por que?

- Porque... Você tem estado estranho por esses dias. - ele confessou de uma forma tão constrangida que eu comecei me sentir mal. 

Realmente eu vinha me comportando estranho com ele, devido ao monte de pensamentos que tive, devido a não saber lidar com minhas próprias paranoias. Acabei o deixando meio de lado, eu só conseguia desenhar e depois ia direto para a gravadora, quando chegava em casa, tomava um banho e dormia. 

Se desse tempo, nós conversávamos.

- Deu a entender isso? - eu sussurrei, passando as mãos em seu rosto, sentindo-me a pior pessoa do mundo, por ser causador de um olhar tão perdido. - Me desculpe, não era isso, eu só estava frustrado por causa do trabalho, você sabe como eu sou, quando me dedico demais eu acabo...

Ele colocou  o dedo indicador nos meus lábios e me surpreendi. Engoli em seco e o olhei, esperando algo assustador da boca dele em seguida. 

- Fico mais aliviado por isso. - sussurrou.

- Era isso que queria me dizer?

- Não... - beijou-me os lábios.

- Então fale.

- Quer casar comigo? - sua voz era tranquila e sedutora.

Eu esperei algo assustador dos lábios de Kai naquele momento, contudo, não esperava algo tão poderoso como um pedido de casamento. De todas as coisas que já enfrentei na vida, aquela foi a primeira delas que eu não tive reação.

Casar. Era meu sonho.

Eu havia sido pedido em casamento. 

Então parecia que o universo com toda sua poderosa e majestosa capacidade de fazer as coisas mudarem, ouviu minhas lamentações e então me deu o que tanto queria...

Eu finalmente iria viver a vida perfeita dos meus pais.

**

Era por volta das 16:30hs quando eu finalmente dei as caras na agência em que trabalhava. Segundo minha secretária eu teria uma reunião com os responsáveis pelo Marketing da Blackmoral lá pelas 17:00hs. Como cheguei meia hora antes andei um pouco pelo andar vendo como estava o processo das coisas que lançaria dali a alguns dias. 

Enquanto caminhava pelos corredores, me perguntei se meu bom humor poderia ser notado, devido ao que acontecera mais cedo. Um pedido de casamento. 

Eu agora estava noivo.

Matsumoto Takanori, noivo.

Engoli em seco e tentei recobrar minha tranquilidade. Depois de tudo que Kai me disse, depois de ter feito o pedido, eu entrei no banheiro e chorei, emocionado como uma colegial idiota que tem seu primeiro beijo. Eu estava num bom humor que ninguém na face da terra conseguia destruir.

Um dos organizadores assim que me viu, veio todo animado em minha direção. Nem sei como ele me reconheceu, dei duro para que não fosse visto. Vestia um moletom preto da minha coleção passada, uma calça preta rasgada dos joelhos até as coxas e um tênis simples preto, um óculos escuro e touca da mesma cor.

Se bem que, eu era a única pessoa que usava óculos escuros dentro do prédio. Eu olhava o quadro de lembretes quando ele veio até mim. era um rapaz um pouco mais alto que eu, usava roupas simples, mas bem bonitas, num estilo vintage interessante. Calças marrom, mocassim claro, suéter de gola alta quadriculados e uma boina também marrom, óculos de grau redondos e tinha uma aparência levemente ingênua, julguei que fosse novato.

- Matsumoto-sama! - ele pareceu meio nervoso quando veio ao meu encontro e eu olhei calmo, tentando lhe passar confiança.

Eu não mordia ninguém, apesar de não ter a melhor fama ali na empresa. Todos me conheciam pelo meu gênio forte, porém era porque eu sempre me dediquei demais ao meu trabalho e tudo que pedia aos meus funcionários que também fizessem o mesmo, uma vez que estavam sendo pagos para isso. 

- Saiu o primeiro pamphlet desta temporada, gostaria de olhar? - ele estralou os lábios e rapidamente desviou o olhar. 

- Claro. - eu sorri e começamos a caminhar com ele na frente. Pela forma como respirou aliviado eu julguei que ele esperava outra reação minha. 

Afinal, que tipo de imagem eu passava?

Parece que não estava mesmo tão radiante quanto deveria, pelo menos não fisicamente.

Ele me levou até sua mesa e me mostrou o pamphlet. Tomei o papel em mãos e comecei a analisar calmamente. Era perfeito, de a acordo o que a temproada pedia, tons leves de amarelo, preto e branco. 

- Quem fez isso? - perguntei com o cenho erguido, de fato muito admirado.

- Bem... - ele arrumou os aros dos óculos, corando no mesmo momento. - Foi eu mesmo Matsumoto-sama, eu posso mudar se-

- Está perfeito. - as palavras deixaram minha boca mais depressa que imaginei. 

- Mesmo? - naquele momento seus olhos brilharam tanto que achei que fosse ficar cego.

- Qual seu nome...? 

- Koichi... Koichi Sato. - ele começou, um pouco mais relaxado. - Trabalho para o senhor faz algum tempo.

- Koichi Sato. - sorri. - Quer ser meu secretário, Koichi-san?

O garoto ficou me olhando como se eu tivesse o tivesse pedido em casamento. Era engraçado porque eu tinha passado por aquela situação mais cedo, agora sim, poderia definir o que era a aflição e expectativa. 

- Mas, o senhor já tem a Aika-chan... - ele observou parecendo frustrado.

- Ela é secretária geral. - eu disse. - Quero um secretário pessoal, que cheque meus emails, responda as coisas no FacebookTwitter e Instagram e trabalhe os pamphlets por lá. Aceita?

- Claro!

Eu sorri e continuei olhando os pamphlets. Eu não sabia ainda porque o destino me fez fazer aquilo, mas, colocar Koichi Sato para cuidar da minha vida online foi a melhor e mais maravilhosa ideia que tive na vida. Por ela fui salvo antes do que viesse pudesse me destruir.

**

- Casamento?! - Kaolu gritou batendo o copo de tequila vazio no balcão. - Que mentira!

- Nossa, é assim que você me apoia? Grande amigo da onça você é! - rodei os olho, fingindo-me de indignado.

- Não... é que... Uau. - ele fez uma pausa enquanto o bar man colocava mais conhaque em seu copo. - O Kai te pediu em casamento... Parece finalmente você vai deixar de ser tiazona! - gargalhou.

- Não diga isso! - eu disse baixo, mas acabei por rir junto com ele. 

Nós dois estávamos num bar pequeno perto do salão em que ele trabalhava. Algumas semanas mais tarde, finalmente tive um tempo para me encontrar pessoalmente com ele marquei encontro ali, para contar a maior das novidades que eu mesmo ainda não acreditava. 

- Kou já sabe? - ele me perguntou, arrumando os óculos redondos que me lembrou o Koichi Sato.

- Não... Ele não atende o telefone, deve em lua de mel com o Shiroyama Yuu... - falei o nome do namorado do meu amigo com certo desdém. 

Yuu era um chato porque quando aparecia, Kouyou sumia completamente dos nossos encontros, e quando ele era convidado para participar deles ficava sempre grudado em Kouyou de maneira que beirava o insuportável. 

- Ah... - Kaolu suspirou. - Eu não vi nenhum comentário sobre isso ainda e você me disse que foi na noite que eu Kou ficamos na sua casa...

- Ele só disse para mantermos sigilo. - eu ergui o cenho, tirando o maço de cigarros do bolso. - Disse que não quer que a imprensa saiba.

- A imprensa sabe que ele é gay? - me olhou curioso.

- Não. - respondi simples.

- Mas a imprensa sabe que você é gay. - ele declarou.

- Obrigado por lembrar, mas isso não tem nada a ver. - rodei meus olhos, tragando um pouco do cigarro e jogando a fumaça para cima. - Kai só é muito discreto e não quer chamar atenção, ele não está fingindo ser homossexual só por minha causa.

- Taka... Ter seu nome com o de alguém nos tabloides é o sonho de qualquer pessoa. - Kaolu ergueu os dois cenhos, fazendo-me olha-lo por segundos. - Ele só ficaria mais famoso. Estranho não ter anunciado.

- Ele só é discreto. - insisti.

Eu queria acreditar nas minhas próprias palavras.

- Ai Taka, você é tão ingênuo as vezes que me dá raiva. - peguei seu próprio maço de cigarros, acendeu um e me olhou. 

- Ingênuo? Eu? - o olhei seriamente. - Não me faça rir né.

- Não é isso... - ele soprou a fumaça e olhou para os lados de forma distraída. - Você acredita demais nas pessoas, mas não pelo que elas dizem, e sim pelo que elas demonstram ser.

- O que? - franzi o cenho.

- Você procura nas pessoas algo que... - ele fez uma pausa, como se pensasse seriamente em prosseguir com aquela conversa. - Você confia na aparência das pessoas ao seu redor.

- Isso não faz sentido. - meu coração começou a bater mais forte. 

- Taka, você nunca viveu um amor de verdade, se casar assim tão rápido com um homem que mal conhece, é meio loucura, não acha? - me olhava de uma forma profunda que começou a doer em meu peito e ser refletido no estômago. 

- Eu já tive tantos romances, tantos amores que...

- Interesse não é amor, Taka. - Kaolu suspirou e tomou um gole do conhaque. - Você criou interesse nesses caras e acabou criando uma apaixonite, não é amor. 

- E você sabe o que é? - eu disparei, começando a me irritar com aquele assunto. Kaolu de repente quis se mostrar o Guru do Amor. - Olha só pra você, é mais velho do que eu e transa com um cara diferente a cada noite, você nem sabe os nomes dos caras e vem querer discutir sobre amor... comigo? - eu gruni as palavras, sentindo que a cada minuto meu estômago parecia doer mais.

- Eu transo com caras diferentes todos os dias porque eu escolhi ser assim! - ele retrucou, sem deixar de me olhar. - Da minha vida eu cuido perfeitamente e sei exatamente o que me abala, mas você sabe o que te abala, você ainda não sabe. 

- Eu sei muito bem o que me abala! - me levantei, apagando meu cigarro, no whisky, pegando minha bolsa e meu casaco. - A solidão me abala, e eu não quero mais viver com isso! Se eu tenho a oportunidade de ser feliz, não vou deixar que ela escape assim pelas minhas mãos! - atirei umas notas no balcão e fui pisando duro em direção a saída do bar, pouco me importando se roubei atenção de algumas pessoas.

- Takanori. - ele veio correndo até mim e segurou meu braço. - Eu também sinto solidão. - seus olhos castanhos se fixaram tanto nos meus que cheguei a ficar tonto. Aquela situação por si só estava mexendo demais comigo. - Mas nem por isso eu vou entregar minha vida, minha intimidade nas mãos de um cara que mal conheço. Taka... Isso é um absurdo.

- Você não sabe de nada!

Me soltei das mãos dele e fui em direção a saída do bar. Naquela noite eu resolvi sair sozinho. Meu carro estava estacionado logo ali na frente. Era um Porshe Carrera preto. Desativei o alarme, entrei dentro, atirando meu casaco, no banco de trás, coloquei o cinto e saí o mais rápido que pude, não me importando se os motoristas que estavam atrás buzinaram por quase terem batido no meu carro.

Eu só queria dirigir o mais rápido que pudesse, para o mais longe que fosse.

Porque dentro de mim, algo gritava desesperadamente.

"Kaolu tem razão."

Eu só era teimoso demais para escutar.
 


Notas Finais


E então babys? <3
Espero que tenham gostado e no próximo nosso faixudo já vai aparecer mais <3 infelizmente Kaiki é um mal necessário. ;;

Beijos!


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