História Two Weeks To Fall In Love - Capítulo 2


Escrita por: ~

Postado
Categorias Undertale
Personagens Alphys, Asgore Dreemurr, Asriel Dreemurr, Chara, Frisk, Napstablook, Papyrus, Sans, Undyne, W. D. Gaster
Tags Beach Romance, Frans, Frisk, Sans, Sansxfrisk, Undertale
Visualizações 23
Palavras 3.289
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense, Violência
Avisos: Heterossexualidade, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Finalmente estou postando o capítulo dois, socorro :'v
É a primeira vez que faço uma fanfic com capítulos tão grandes, definitivamente n estou acostumada.
Mas enfim, o capítulo não foi revisado, então me desculpem por qualquer erro.

Capítulo 2 - 2


Assim que Sans entrou com Frisk e Papyrus no castelo, foi rodeado por empregados curiosos, que cochichavam entre si sobre a misteriosa moça em seus braços. Alguns empregados ainda se aproximaram mais dele, perguntando-o sobre o que havia ocorrido, mas ele apenas os ignorava, seguindo em frente. Finalmente parou ao chegar em Alphys - uma criada próxima da família real.

- Por favor Alphys, peça para Undyne me encontrar na ala hospitalar. - disse sorrindo para a criada.

- O-o senhor está f-ferido? - passou a examina-lo superficialmente com o olhar, ele parecia bem.

- Não, mas ela está. - se referia a garota que permanecia imóvel em seus braços.

- S-se me permite perguntar, quem é ela?

- Eu ainda não sei. - olhou para Frisk. - Mas vou descobrir. - completou, virando de costas para Alphys, e indo em direção a ala hospitalar, ainda sendo seguido por Papyrus.

Antes de entrar na ala hospitalar. fez um sinal para que Papyrus esperasse do lado de fora, o cachorro o encarou por um momento, em seguida sentando e esperando. Sans sorriu, aquela era uma das poucas vezes em que o cachorro lhe obedecia. Sentiu que Frisk ia escorregar de seus braços, então a segurou mais firme e entrou, logo sendo cercado por dezenas de enfermeiras, que lhe faziam milhares de perguntas.

Frisk sentiu algo se mexer em sua bolsa, era Asriel que havia aberto uma pequena fresta da bolsa dela, provavelmente ja estava ficando sem ar lá dentro. Respirou fundo antes de fechar a bolsa mais uma vez.

- Alguém poderia por favor me dizer se o Doutor Napstablook está? - Sans perguntou em meio as vozes das enfermeiras, que logo se calaram e se entreolharam.

- Ele está em seu horário de almoço. - uma das enfermeiras respondeu.

- O chame por favor, diga que o príncipe exige sua presença. - Sans colocou Frisk sobre uma maca e sorriu para ela. - Ele é um excelente médico, você vai ficar bem. - em seguida, se voltou novamente às enfermeiras. - As outras podem voltar ao serviço.

A enfermeira a quem Sans tinha dado a ordem de chamar o médico saiu praticamente voando pela porta, dando um pequeno grito ao se deparar com o cachorro do lado de fora, as outras enfermeiras voltaram às suas tarefas.

Não demorou muito para que Undyne aparecesse ofegante na ala hospitalar. Ela havia chutado a porta, o que assustou Papyrus, o fazendo correr para perto de Sans.

- Alteza... - disse Undyne, enquanto tentava se recompor. - Alphys disse que minha presença... Foi solicitada pelo senhor.

- Que bom que veio. E por favor, não me chame de senhor, nós já discutimos sobre isso, eu tenho apenas 19 anos.

- Se me permite dizer, quase 20. - Undyne sorriu, finalmente adentrando o local, e caminhando em direção à Sans. - Do que precisa alteza?

- Encontrei esta garota ferida na praia hoje de manhã.

- E o senh... - se interrompeu e pigarreou, fazendo o príncipe rir. - Vossa alteza quer que eu a cure? Sabe que este não é meu departamento.

Sans riu ainda mais, ele se divertia muito na companhia de Undyne, mesmo que seus risos não fossem causados de maneira proposital, a conselheira real era um tanto cômica.

- É claro que não quero que você a cure. - ele se recompôs - Quero que me ajude a descobrir quem ela é e de onde veio. A encontrei na praia, ela parece ter sido vítima de um naufrágio.

Frisk estremeceu. Poderia a tal de "Undyne" descobrir que ela era na verdade uma sereia, e que estava ali para matar o príncipe? Era pouco provável, mas as chances não eram nulas, Undyne poderia ser boa no que faz.

- Por que não pergunta à ela?

- Eu perguntaria, se ela não fosse muda.

Undyne arregalou os olhos e pigarreou mais uma vez, sentiu que havia cometido um grande erro.

- Investigar pessoas não é necessariamente parte do meu departamento, mas darei um jeito nisso. Algo mais?

- Sim. Por favor, tire Papyrus daqui... - apontou para o cão, que latia para Frisk, tentando brincar com ela, enquanto a mesma sorria.

- Papyrus! Aqui! Junto! - mesmo com os gritos de Undyne, o cão não a obedeceu, e as enfermeiras lançaram olhares atravessados para ela. - Tentem vocês tira-lo daqui então!

- Undyne, paciência.

Ela bufou. Pegou o cachorro - que era um tanto pesado - e o carregou para fora da zona hospitalar.

As enfermeiras se entreolharam e voltaram ao trabalho. Não tinham tanta agitação naquela sala desde a última crise do rei - que estava doente.

A porta se abriu novamente em um estrondo, Doutor Napstablook e a enfermeira que havia ido busca-la entraram por ela.

- Alteza. - o doutor fez uma reverência, Frisk logo percebeu que ele foi o único dos empregados a fazer isso. Estranhou, talvez fosse algo humano não se preocupar muito com reverências ao príncipe. - Fui informado que o senhor requisitou minha presença.

- Por que todos continuam me chamando de senhor? - Sans murmurou, revirando os olhos. - Doutor, preciso que examine esta garota, a encontrei a beira da praia, aparentemente, ela foi vítima de um naufrágio.

- Certo, farei o possível.

- Tenho algumas coisas a fazer. Quando terminar, peça para Undyne me chamar. - ele acenou para Frisk, antes de deixar a ala hospitalar, encontrando Papyrus do lado de fora, e indo ao seu quarto.

- Eu volto logo, vou pegar meu jaleco no escritório. - o médico saiu por uma porta próxima a maca de Frisk, em seguida a fechando.

Com medo de que descobrissem a faca, Frisk retirou a bolsa de sua cintura, e a escondeu em baixo do travesseiro, ouvindo um grunhido de Asriel, provavelmente ele estava sendo esmagado no momento.

A porta se abriu, e o médico saiu dela, agora, vestindo seu jaleco.

...

Após alguns exames, Napstablook concluiu que não havia nada de errado com Frisk, mesmo que ela continuasse sofrendo ao tentar andar. Estranhou não haver ferimentos, mesmo que ela supostamente fosse sobrevivente de um naufrágio. Chegou a conclusão de que a garota havia batido as pernas em algum lugar durante o naufrágio, mas ainda sim, não havia nenhuma lesão.

- Oh, isso é tão estranho... - murmurou enquanto batucava o queixo com os dedos. - Enfermeira Temmie, por favor, vá até Undyne, e peça para que ela encontre o príncipe. Nem me pergunte onde, vossa alteza não é muito específica.

- Estou indo. - Temmie entregou uma prancheta que segurava a uma colega de trabalho, e foi atrás de Undyne.

- Por que Undyne precisa chama-lo? Não posso mandar uma das enfermeiras de uma vez? Oh, o príncipe é realmente complicado.

...

Sans se encontrava no escritório real, revirando alguns papéis em cima da mesa, enquanto os dois discutiam sobre o comércio do reino.

Undyne bateu a porta, a abrindo em seguida.

- Príncipe Sans. Doutor Napstablook o chama. - entrou, em seguida se virando para o rei, e fazendo uma reverência.

- Pai, eu preciso muito ir, podemos deixar isso para amanhã? - Sans se levantou, fazendo uma pilha com os papéis que estavam em sua mão, e os deixando sobre a mesa.

- Algo de ruim aconteceu? - o rei perguntou.

- Eu vou descobrir. - Sans caminhou até a porta. - Até mais pai.

- Volte logo filho, ainda temos muito o que fazer. - Rei Gaster ajeitou seus óculos de leitura, voltando a se concentrar na papelada a sua frente.

...

Sans e Undyne entraram mais uma vez na ala hospitalar. Undyne se perguntava por que Sans sempre fazia tanto caso para coisas pequenas. Uma garota achada na praia não era problema do príncipe, mesmo que fosse vítima de um naufrágio, talvez o príncipe apenas gostasse de bancar o herói.

- Como ela está? - Sans se dirigiu a Napstablook, que ao ver o príncipe, fez uma reverência.

- Os exames dizem que não há nenhuma lesão em suas pernas, mas mesmo assim, ela não consegue andar muito bem ainda. Supus que ela bateu as pernas em algum lugar durante o naufrágio, porém, neste caso deveria haver algo que comprovasse isso, como hematomas ou cortes. Tudo o que posso concluir, é que em pelo menos dois dias ela poderá andar normalmente.

- Agradeço por sair de seu almoço para resolver este problema doutor, pode retoma-lo agora.

Napstablook fez outra reverência a Sans e saiu.

- Achei que tivesse ordenado aos empregados que parassem de lhe prestar uma reverência sempre que o vêem ou vão se despedir. - Undyne sussurrou.

- Alguns hábitos são difíceis de mudar, cansei de insistir que o doutor parasse, acho que só me resta aceitar. - ele riu.

Frisk aproveitou enquanto estavam distraídos para tirar sua bolsa de baixo do travesseiro e amarra-la em sua cintura mais uma vez. Ela se sentou na maca com as pernas para fora, pensou em balança-las, mas desistiu ao perceber a dor que isso lhe causaria. Sans se sentou ao lado dela, em seguida pedindo para que uma enfermeira trazer caneta e papel. Quando a mesma trouxe, ele os entregou para Frisk, que encarou os objetos em sua mão confusa.

- Sabe escrever né? - a encarou, esperando que ela balança-se a cabeça, afirmando ou negando, mas ao invés disso, ela abriu a caneta e escreveu "um pouco" com uma letra quase ilegível. - Vai servir.

Úrsula havia dado algumas aulas de escrita à Frisk, escrevendo com o dedo na areia do fundo do mar. Mesmo que ela praticasse escrita quase todo dia, não teve muitas aulas.

- Poderia escrever seu nome?

"Frisk"

- Fi... Frisk? - teve certa dificuldade para ler, mas ficou feliz ao ver a garota confirmando com a cabeça e sorrindo. - Poderia nos dizer de onde veio?

"Eu não me lembro" mentiu.

- Não se lembra?

Negou com a cabeça.

- Deve ter batido a cabeça também durante o naufrágio. - Undyne riu.

- Faz sentido pra mim. Undyne, peça para que Alphys prepare um quarto para Frisk aqui no castelo, parece que ela vai ficar por um tempo.

- Desculpe questionar sua ordem mas, não sabemos se podemos confiar nela.

- Apenas vá. - suspirou.

Undyne se virou e deixou a ala mais uma vez.

"Por que me trata tão bem?" Frisk escreveu, levantando o papel e mostrando a Sans, que levou um tempo para decifrar o que estava escrito.

- Não posso deixar uma vítima de um naufrágio sem memórias largada em um lugar qualquer, é desumano. - sorriu.

"Então, vai mesmo me deixar ficar?"

- Claro. Bem vinda ao castelo.

...

Entraram no quarto que agora pertenceria a Frisk por um tempo. Era enorme, Frisk nunca tinha visto nada parecido. Ela já se impressionava com a imensidão e beleza do castelo, ter um pedaço dele só para ela era surreal.

- Então, gostou? -perguntou Sans, enquanto ajudava a garota a se sentar na cama. Ela sorriu e afirmou com a cabeça. - Ótimo. Alphys irá te ajudar com tudo que você precisar a partir de agora, eu tenho algumas coisas para fazer, mas nos veremos novamente no jantar.

Sans saiu do quarto, deixando Frisk e Alphys sozinhas nele.

- E-então v-você vai jantar com o príncipe... - Alphys queria completar com um: Vossa alteza inventa cada coisa, mas achou melhor ficar quieta. - B-bom, é melhor te vestirmos apropriadamente para a situação então... - abriu o armário, que agora pertencia à Frisk, procurando algum vestido que combinasse com a garota.

Frisk retirou a bolsa da cintura, a escondendo mais uma vez. Se Alphys ia mexer em suas roupas, com certeza iria mexer em sua bolsa. A jogou dentro de uma gaveta, em uma cômoda ao lado de sua cama, e a fechou apressadamente. Asriel saiu da bolsa, para descobrir que agora, estava preso e não fazia ideia de onde.

...

O jantar chegou. Sans decidiu que iria buscar Frisk no quarto, afinal, ainda não havia avisado ao seu pai sobre a estadia da garota no castelo, sentiu que seria um problema se ela de repente aparecesse na sala de jantar sem que o rei recebesse nenhum aviso, alguns empregados com certeza seriam demitidos. Bateu na porta, e esperou algum sinal de que pudesse abri-la, ou que alguém viesse e a abrisse. Ouviu o som de algo caindo no chão, e em seguida a porta se abriu, revelando Frisk se apoiando a parede ao seu lado para não cair.
Pelo visto, Frisk estava sozinha no quarto, Alphys não a faria andar até a porta nas condições em que a garota se encontrava.

Sans ia cumprimenta-la, mas travou segundos antes disso. Frisk estava linda, seu vestido rosa claro caia bem em seu corpo, dando um toque suave - quase mágico - à garota. Tinha uma tiara de pérolas na cabeça, e usava uma maquiagem simples. Alphys tinha se superado arrumando a garota. Apenas um detalhe disso tudo incomodava Frisk, estava usando saltos. Mal conseguia andar, de saltos, caiu pouco antes de chegar a porta para abri-la. Havia percebido que não era apenas a dor que sentia que a impedia de andar, ela nunca tinha andado antes, não fazia a menor ideia de como isso funcionava, então quando Alphys terminou de arruma-la e saiu do quarto, treinou sozinha, enquanto Asriel a observava da cama, ainda tentando pensar em uma solução para tudo aquilo.

Assim como Sans encarava Frisk sem palavras, ela o encarava da mesma forma. Tinha que admitir, o príncipe era lindo. Algumas mexas de seu cabelo platinado caiam sobre seus olhos, que eram azuis assim como os de Frisk, seu traje formal, típico de um príncipe, apenas ajudava em sua aparência.

- Bem... - Sans voltou a realidade. - Vamos? - ofereceu o braço, para que ela se apoiasse nele, claramente não conseguiria andar sozinha. Frisk se apoiou no braço dele, e eles foram em direção a sala de jantar.

...

Todos estavam sentados à mesa, comendo em silêncio. O príncipe havia acabado de explicar a situação ao rei. Ele ficou extremamente bravo a princípio, mas logo lembrou que era a cara de seu filho fazer atos de caridade, ou transformar pequenas coisas em grandes acontecimentos. No momento, o rei apenas pensava em um plano de troca de guardas, para que eles ficassem de olho em Frisk. Sans podia confiar nela, mas muitas vezes, Sans era muito ingênuo.

Quando terminou de comer, o rei saiu da mesa, sem dizer mais nenhuma palavra.

- Não liga pra ele, meu pai é meio... anti-social. - Sans riu, recebendo um sorriso de Frisk como resposta. - Acho melhor eu te levar de volta para seu quarto.

Sans se levantou, indo até Frisk e a ajudando a se levantar também, a garota se apoiou novamente no braço dele, para que eles pudessem voltar ao quarto.

No caminho, Sans tentava conversar com Frisk, mesmo que não fosse muito possível. O caminho da sala de jantar ao quarto de Frisk era bem maior quando a mesma não conseguia andar muito bem. Ele decidiu que apenas faria perguntas de sim ou não.

- Então... Gostou do jantar? - sua voz saiu um tanto falha, sentiu que a pergunta era idiota. Frisk balançou a cabeça positivamente. - Nós realmente temos cozinheiros incríveis. - riu nervoso, não sabia muitas perguntas que pudessem ser respondidas com sim ou não.

Não era bom com conversas, chamou uma criada e pediu que trouxesse em caderno e uma caneta. Eles pararam de andar e esperaram o retorno da empregada.

- Desculpe te forçar a conversar, o silêncio é um tanto incômodo... Se preferir, podemos apenas ir logo para seu quarto. - Sans entregou a garota o caderno e a caneta que a empregada havia acabado de trazer.

"Está tudo bem" escreveu "Gosto de conversar."

Sans sorriu, e eles voltaram a caminhar.

- Então. não se lembra de onde veio, mas lembra seu nome? Se lembra de mais alguma coisa? Por exemplo, para onde estava indo quando o navio naufragou?

Queria pensar em algum lugar distante, porém, não conhecia nomes de países ou cidades, não sabia nem mesmo o nome do reino em que estava.

"Não me lembro, desculpe."

- Então... Se lembra por que estava viajando?

Pensou um pouco. "Acompanhava meu pai em uma viajem de negócios."

- E onde estaria seu pai agora?

"Quando o navio naufragou não me lembro de nenhuma civilização ou terra a vista, imagino que eu tenha sido a única a chegar na praia."

- Bem, meus pêsames...- ele ficou em silêncio por um tempo. - Vou tentar fazer perguntas que não estejam tão relacionadas ao seu passado. Qual sua cor favorita?

"Azul. E a sua?"

- Vermelho. Quer fazer a pergunta desta vez?

Frisk pensou um pouco. O que poderia perguntar? Logo percebeu que havia entrado em um jogo de perguntas e respostas com um rapaz que pretendia matar. Achou engraçado, mas não o bastante para rir, era na verdade uma situação bem estranha.

"Se não fosse príncipe, o que gostaria de ser?"

- Okay, essa foi uma pergunta inesperada. - ele riu - Provavelmente... Estudaria o oceano ou algo assim.

"Algum motivo em específico?"

- Vergonhoso de mais para ser dito em voz alta.

Frisk sorriu. "Não vou te forçar a falar então."

- Agradeço. - sorriu, ajeitando seu cabelo que caia sobre os olhos. - Chegamos. Você pode ficar com o caderno e a caneta, tenho certeza de que serão úteis no futuro.

"Obrigada"

- O que acha de sair para fazer algo amanhã? Talvez um passeio ajude sua memória a voltar.

Um passeio com o príncipe, se conseguisse ir para algum lugar mais isolado, poderia mata-lo e fugir. Isso é claro se tivesse sorte. Não sabia em que lugares Sans poderia leva-la, ou se guardas teriam que vir junto.

"Claro. mas vou precisar de ajuda para andar."

- Então, até amanhã, Frisk.

"Até amanhã, Alteza"

Frisk entrou no quarto, fechando a porta e rastejando até a cama, enquanto Sans ia atrás de seu pai, ele parecia muito estressado ao deixar a mesa após o jantar.

- Frisk, por que está sorrindo tanto? - Asriel a encarava incrédulo - Sua vida está em risco! Como consegue sorrir por um mísero segundo?!

A garota deu uma risada silenciosa, se jogando na cama, e olhando na direção da sacada de seu quarto. Decidiu abri-la, se levantando e abrindo as cortinas, em seguida as portas, deixando o vento invadir o quarto.

- Frisk, poderia por favor parar de me ignorar!

Ela foi para o lado de fora, apoiando os cotovelos no parapeito e segurando a cabeça com as mãos, observando o mar.

- Por que essa garota nunca me escuta? - murmurou andando até ela e subindo no parapeito- Sente falta do mar?

Frisk negou com a cabeça, voltando seu olhar para ele.

- Eu sinto, e nós mal passamos um dia fora dele. - suspirou.

Os dois ficaram encarando o mar e as estrelas, pensando em como suas vidas haviam mudado em poucas horas.

- Você sabe que se esse feitiço não te matar, seu pai vai fazer isso não é mesmo? - Frisk afirmou com a cabeça, fazendo ele rir. - Não consigo entender como está tranquila com isso...

"É tudo que eu sempre quis." ela pensou.

- Acho melhor você ir dormir, pelo que ouvi da conversa de vocês, você tem um longo dia amanhã. - voltou para dentro do quarto, esperando que Frisk fizesse o mesmo. Ela entrou, fechando as grandes portas de vidro e as cortinas.

Se jogou na cama mais uma vez, se cobrindo e dormindo rapidamente.

- Boa noite Frisk, tomara que você consiga resolver isso... - suspirou, subindo na cama e dormindo também.


Notas Finais


AGR O HINO DA FIC:
Shala Lala Lala deixa o fav ae
Não me faz sofrer
Eu demorei pra escrever

Shala Lala Lala vá em frente
Não sejam tímidos minha gente
Aproveite e comente

Até o próximo cap aa


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