História Um amor pra recordar Adaptação - Capítulo 4


Escrita por: ~

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Categorias Um Amor para Recordar
Tags Espiritualidade, Romance
Visualizações 7
Palavras 2.105
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Colegial, Drama (Tragédia), Escolar, Famí­lia, Ficção, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Spoilers
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Continuo não muito bem da saúde, apenas o suficiente para a adaptação, mas algumas palavras vão continuar bastante distantes. Espero que ententam e gostem.

Capítulo 4 - Capítulo 2.1



   Depois da escola secundária, planejava ir para a Universidade da Carolina do Norte em
Chapel HilI. O meu pai queria que eu fosse para Harvard ou Princeton, como os filhos de
outros congressistas, mas com as minhas notas isso era impossível. Não que eu fosse um mau
aluno. Simplesmente, não me concentrava nos estudos e as minhas notas não estavam bem à
altura daquelas instituições de elite. Quando cheguei ao último ano de escola secundária era
ainda bastante incerto se iria sequer ser aceito na UNC. No entanto, tratava-se da universidade
onde estudara o meu pai, um lugar onde ele podia mexer alguns pauzinhos. Durante um dos
seus poucos fins-de-semana em casa, o meu pai surgiu com um plano que me daria hipóteses
de ser admitido. A primeira semana de aulas tinha chegado ao fim, e encontrávamo-nos à mesa, jantando. Ele ia ficar em casa durante três dias por ser o fim-de-semana do Dia do Trabalhador.
   — Acho que devia se candidatar a presidente do conselho estudantil — disse ele. — Vai acabar a escola em junho, e penso que ficaria bem no seu currículo. A propósito, a sua
mãe acha o mesmo.
   A minha mãe acenou afirmativamente com a cabeça enquanto mastigava uma garfada de
ervilhas. Não falava muito quando o meu pai tinha a palavra, mas piscava-me o olho de vez
em quando. Às vezes, penso que a minha mãe gostava de me ver encolher de medo perante o
meu pai, apesar de ser amorosa.
   — Acho que não teria qualquer hipótese de ganhar — disse eu.
   Embora fosse,
provavelmente, o rapaz mais rico da escola, não era de maneira alguma o mais popular. Essa
honra pertencia a Klaus Mikaelson, o meu melhor amigo. Ele conseguia atirar uma bola de basebol
a quase cento e cinqüenta quilômetros por hora e conduzira a equipa de futebol a títulos
estaduais consecutivos como o seu quarter-back favorito. Era um garanhão. Até o seu nome
tinha um som impecável.
   — Claro que pode ganhar — retorquiu o meu pai rapidamente. — Nós, os Salvatore, ganhamos sempre.
   Essa era outra das razões pelas quais não gostava de passar muito tempo com o meu pai.
Durante as poucas vezes em que estava em casa, penso que o que ele queria era moldar-me
numa pequena versão de si mesmo. Como fui criado a maior parte do tempo longe dele,
comecei a ficar irritado com a sua presença. Aquela era a primeira conversa que tínhamos em várias semanas. Raramente falava comigo ao telefone.
   — Mas, e se eu não quiser?
   O meu pai pousou o garfo, com um bocado de costeleta de porco ainda na ponta. Fitou-me com um ar zangado, examinando-me de cima a baixo. Vestia um terno, apesar de estarem
quase trinta graus dentro de casa, e isso tornava-o ainda mais intimidante. A propósito, o meu
pai andava sempre de terno.
   — Eu acho — disse ele devagar — que seria uma boa idéia.
   Eu sabia que quando ele falava daquela maneira o assunto estava resolvido. Era assim que as
coisas funcionavam na minha família. A palavra do meu pai era lei. Mas a verdade era que
mesmo depois de concordar, eu continuava a não querer fazê-lo. Não queria perder a minha
tarde me encontrando com professores depois das aulas! Todas as semanas durante o resto do
ano, a tentar inventar temas para os bailes da escola ou a decidir de que cor seriam as
serpentinas. Na verdade, era só isso que os presidentes do conselho faziam, pelo menos no
tempo em que eu andava na escola. Os estudantes não tinham qualquer poder para, de fato,
tomarem decisões sobre alguma coisa importante.
Mas mais uma vez sabia que o meu pai tinha uma certa razão. Se eu quisesse ir para a UNC,
tinha de fazer alguma coisa. Não jogava futebol, nem basquetebol, não tocava qualquer
instrumento, não pertencia ao clube de xadrez ou ao clube de boliche ou a qualquer outro. Não
era brilhante na sala de aulas, raios, não era brilhante em quase nada!
Começando a ficar
desanimado, fiz uma lista do que sabia realmente fazer mas, para ser franco, não havia muita
coisa. Podia fazer oito diferentes tipos de nós de vela, podia andar descalço no asfalto quente
mais tempo do que qualquer pessoa que conhecia, podia equilibrar um lápis verticalmente
sobre o dedo durante trinta segundos... Mas não achava que qualquer dessas coisas pudesse
realmente impressionar na candidatura a uma universidade. Então fiquei ali, deitado na cama a
noite inteira, chegando lentamente à decepcionante conclusão de que era um fracasso. Obrigado
pai.
   Na manhã seguinte, fui ao escritório do diretor e acrescentei o meu nome à lista de candidatos.
Havia dois outros concorrentes - John Foteman e Meggie Brown. Ora bem, John não tinha
qualquer hipótese, disso tive logo a certeza. Era daqueles rapazes que tirava fios das nossas
roupas enquanto falava conosco. Mas era bom aluno. Sentava-se na fila da frente e levantava a
mão sempre que o professor fazia uma pergunta. Se fosse chamado a responder, dava quase
sempre a resposta certa e virava a cabeça de um lado para o outro com um ar convencido no
rosto, como que a provar a superioridade da sua inteligência quando comparada à dos outros
plebeus na sala. Klaus e eu costumávamos atirar-lhe bolinhas de papel mastigado quando o
professor virava as costas.
Maggie Brown era outra história. Também era boa aluna. Fizera parte do conselho de
estudantes durante os primeiros três anos e tinha sido vice-presidente da associação no ano
anterior. O seu único verdadeiro contra era não ser muito atraente, e tinha engordado quase
dez quilos naquele verão. Eu sabia que nem um único rapaz votaria nela.
Depois de estudar a concorrência, percebi que, afinal, poderia ter uma hipótese. Todo o meu
futuro estava em
jogo, por isso formulei a minha estratégia. Klaus foi o primeiro a concordar.
   — Claro, vou fazer com que todos no time votem em você, não tem problema. Se é isso mesmo
que quer.
   — E que tal as namoradas deles também? — perguntei.
   Toda a minha campanha se resumiu basicamente a isso. Claro, fui aos debates a que devia ir e
distribui aqueles estúpidos panfletos "O que farei se for eleito presidente", mas, na verdade,
foi Klaus Mikaelson quem me colocou onde era preciso chegar. A Escola Secundária de Beaufort
tinha apenas quatrocentos alunos, pelo que conseguir os votos dos atletas era essencial, e a
maior parte deles pouco se importava em quem votava. No fim, acabou tudo por correr tal
como eu planejara.
Fui eleito presidente da associação de estudantes com uma maioria bastante significativa de
votos. Não fazia qualquer idéia dos problemas a que isso iria me conduzir.
No penúltimo ano da escola secundária tive uma namorada chamada Elena Gilbert. Foi a
minha primeira namorada firme, apesar de o namoro ter durado apenas alguns meses. Mesmo
antes de a escola fechar para as férias do verão, trocou-me por um rapaz chamado Damon que
tinha vinte anos e trabalhava como mecânico na oficina do pai. O seu principal atributo, tanto
quanto pude perceber, era um grande e belo carro. Usava sempre uma camisa branca com um
maço de Camels enfiado na manga e encostava-se ao capô do seu Thunderbird olhando de um
lado para o outro a dizer coisas como "Olá, gata" sempre que passava uma mulher. Era
um verdadeiro campeão, se percebem o que quero dizer.
   Bem, o baile de regresso às aulas aproximava-se e, por causa dessa história da Elena,
ainda não tinha arranjado um par. Todos os membros do conselho estudantil tinham de ir, era obrigatório. Tinha de ajudar a decorar o ginásio e a limpá-lo no dia seguinte e, além disso,
normalmente sempre nos divertíamos bastante. Telefonei para duas meninas que conhecia, mas já
tinham parceiro. Então telefonei para mais algumas. Também já estavam comprometidas. Na
última semana antes do baile, as escolhas já eram poucas. Restavam-me aquelas meninas que
usavam óculos de lentes grossas e que falavam com a língua presa. De qualquer maneira,
Beaufort nunca fora um ninho de beldades, mas, ainda assim, tinha de encontrar alguém. Não
queria ir ao baile sem par
o que é que isso iria parecer? Seria o único presidente da associação de estudantes na
história a ir sozinho ao baile de volta às aulas. Acabaria por ficar servindo o ponche a noite
inteira ou limpando o vomito nos banheiros. Era isso o que as pessoas sem parceiros
normalmente faziam.
Quase entrando em pânico, fui buscar o anuário escolar do ano anterior e comecei a
folhear as páginas uma a uma à procura de alguém que talvez pudesse não ter parceiro.
Primeiro examinei as páginas com as alunas do último ano. Embora muitas delas tivessem ido
para a universidade, algumas ainda permaneciam na cidade. Apesar de achar que não tinha grandes hipóteses, telefonei-lhes e, claro, isso se comprovou. Não consegui encontrar
ninguém, pelo menos ninguém que quisesse ir comigo. Já começava a ficar muito bom em lidar
com foras, posso dizer, apesar de isso não ser o tipo de coisa que possamos nos gabar
junto dos netos. A minha mãe sabia o que eu estava a passar e, por fim, veio ao meu quarto,
sentando-se na cama a meu lado.
   — Se não conseguir arranjar par, terei muito prazer em ir com você — disse.
   — Obrigado, mãe — respondi, abatido.
   Quando ela saiu do quarto, senti-me ainda pior do que antes. Até a minha mãe pensava
que eu não iria conseguir encontrar alguém. E se aparecesse no baile com ela? Não, nem que
vivesse cem anos, nunca iria superar isso.
A propósito, havia outro rapaz no mesmo barco. Carey Dennison tinha sido eleito tesoureiro e
também ainda não tinha par. Carey era daqueles rapazes com quem ninguém queria estar, e a
única razão por que tinha sido eleito fora porque concorrera sozinho. Mesmo assim, penso que
ganhou por muito poucos votos. Tocava trombeta na banda da escola, e o seu corpo parecia
completamente desproporcionado, como se tivesse parado de crescer no meio da puberdade.
Tinha uma barriga enorme e braços e pernas desengonçados, como os Hoos em Hooville.
Também tinha uma maneira de falar esganiçada - era o que fazia dele um tocador de trombeta
tão bom, suponho - e estava sempre a fazer perguntas. "Onde foi no fim-de-semana
passado? Foi divertido? Conheceu alguma menina?" Nem sequer esperava pela resposta,
movendo-se constantemente de um lado para o outro enquanto fazia as perguntas, de modo que
tínhamos de estar sempre a girar a cabeça para o manter à vista. Juro que deve ter sido a
pessoa mais chata que já conheci. Se eu não arranjasse uma parceira, ele ia ficar ao meu lado a noite inteira, bombardeando-me com perguntas como um promotor de justiça
transtornado.
Portanto, ali estava eu, folheando as páginas na seção dos alunos do penúltimo ano,
quando vi a fotografia de Caroline Forbes. Detive-me durante apenas um segundo, depois virei
a página, amaldiçoando-me por ter sequer pensado naquela hipótese. Passei a hora seguinte à
procura de alguém de aspecto minimamente decente, mas, lentamente, cheguei à conclusão de
que já não restava mais ninguém. Por fim, voltei à fotografia dela e olhei-a de novo. Não era
feia, disse comigo mesmo, e realmente é muito simpática. Provavelmente, diria que sim, pensei...
Fechei o anuário. Caroline Forbes? A filha de William? Nem pensar. De maneira
nenhuma. Os meus amigos iriam esfolar-me vivo.
Mas se comparássemos isso a ter de levar a minha mãe ou limpar o vomitl ou até,
Deus me livre... Carey Dennison?
Passei o resto da tarde debatendo os prós e os contras do meu dilema. Acreditem,
vacilei durante algum tempo, mas, no fim, a escolha era evidente, até para mim. Tinha de pedir
a Caroline para ir ao baile comigo, e dei voltas no quarto a pensar na melhor maneira de o fazer.
Foi então que me dei conta de algo terrível, algo absolutamente assustador. Carey
Dennison, pensei de repente, estava talvez fazendo exatamente o mesmo que eu naquele exato
momento. Se apostar, estava também folheando o anuário! Ele era esquisito, mas também não era
o tipo de rapaz que gostasse de limpar vomito, e se conhecessem a mãe dele, saberiam que essa escolha era ainda pior do que a minha. E se ele pedisse a Caroline primeiro? Caroline seria incapaz de dizer que não e, de fato, era a única opção que ele tinha. Ninguém, a não ser ela, aceitaria ser vista com ele. Caroline ajudava todo mundo - era uma daquelas santas da igualdade de oportunidades. Provavelmente, escutaria a voz esganiçada, detectaria a bondade
irradiando do coração dele e aceitaria de uma vez.
Assim, estava eu sentado no meu quarto, aflito com a possibilidade de Caroline não ir ao baile
comigo.
 



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