História Um Certo Mauricinho - Imagine Suga - Capítulo 28


Escrita por: ~ e ~baekyungsoo

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS), EXO, Got7
Personagens Chanyeol, D.O, Jackson, J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Kai, Lay, Lu Han, Mark, Rap Monster, Suga, Suho, V, Youngjae
Tags Imagine
Visualizações 217
Palavras 3.409
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Crossover, Drama (Tragédia), Escolar, Hentai, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Oi
Leiam as notas finais
Boa leitura

Capítulo 28 - Não era pra ser


 

Srª Min On 

- Você se atreveu a me bater? —falou furioso.

- Por que você chamou a menina de puta?

- Porque é isso que ela é —falou convicto.

- Você por acaso já viu ela em algum lugar onde as garotas de programa ficam? 

- Não, por isso a achei interessante.

- Você é um idiota, sabia? —o encarei. — Ele gosta dela e ela gosta dele. 

- Isso acontecia com todas que ele trazia aqui pra casa —sentou-se na poltrona. — E logo depois as dispensavam.

- Ele mudou —agachei na frente dele. — Só você mesmo que continua achando que ele ainda é aquela criança que seguia seus exemplos trazendo mulheres que ele mal conhecia pra cá. 

- Agora você quer colocar a culpa em mim? —segurou meu queixo com força. — A culpa é toda sua.

- Minha? —levantei. — Eu te trai uma vez e me arrependo muito disso —ele abaixou a vista. — Enquanto você fica aí chegando sempre bêbado em casa e com cheiro de perfume barato nas roupas. Eu não consigo mais me deitar com você pois fico pensando com quantas outras você já se deitou. 

- Você —acariciou meu rosto. — É muito idiota se pensa que vou cair nesse seu sentimentalismo todo —começou a rir, meu coração apertou mas consegui segurar as lágrimas. 

- Tá bom —me afastei dele. — Não tenho mais chance de conversar nem pedir desculpas mas... —cheguei perto o suficiente dele. — Aquela garota não fez nada pra você a chamar de puta.

- Você não quer que eu...

- Exatamente —o interrompi. — Ela não tem culpa nenhuma por você odiar a mim e a meu filho.

- Não vou pedir desculpas a uma garota que eu mal conheço.

- É pelo fato de você mal conhecê-la que tem que pedir desculpas. Vamos?

(S/N) On

Ele se deitou por cima de mim me beijando mas tive que pará-lo por meu celular estar tocando incessantemente no meu bolso.

- Alô? —me sentei na cama e ele ficou beijando meu pescoço por trás de mim.

- Deixa isso pra lá —tentou pegar meu telefone mas o impedi quando escutei uma voz feminina responder. 

- Alô, eu posso falar com (S/N) por favor?

- É ela —respondi me levantando da cama. — Pode falar.

- Aqui é do hospital Williams Burg —me preocupei. 

- Aconteceu alguma coisa?

- Não, pode ficar tranquila —aliviei-me. — É que aqui no hospital estamos selecionando as melhores notas das provas e o seu nome consta na lista.

- E o que isso quer dizer? —pergunto curiosa.

- Quer dizer que se você puder passar aqui no departamento médico amanhã para acertar as suas coisas —fez uma breve pausa. — Você já poderá trabalhar aqui no hospital ou em outro. 

- Tá —não consegui conter a alegria. — Que horas?

- A partir das duas —respondeu. — E leve seus documentos pessoais, ok?

- Sim, muito obrigada —respondi eufórica. 

- Por nada. Obrigada pela atenção —desliguei o telefone e comecei a gritar dando pulos.

Yoonie chegou perto de mim assustado. 

- O que aconteceu? —pegou nos meus braços e eu apenas ria.

- Eu vou trabalhar —respondi olhando pra ele. — Não é demais?

- É muito —me abraçou estendendo-me um pouco no alto. — Parabéns (S/N) —me beijou. 

Escutamos Min abrir a porta e ele me colocou no chão mas eu ainda não consegui esconder o sorriso. 

- O que aconteceu com vocês para estarem tão felizes? —perguntou desconfiada.

- Eu acabei de ser contratada para trabalhar no que eu sempre quis —respondo rápido. 

- (S/N) calma —veio me abraçar. — Parabéns pela sua conquista —voltou a me olhar. — Mas como você vai fazer para lidar com escola e trabalho ao mesmo tempo?

- Eles devem me colocar pro turno de tarde. 

- Está vendo Suga? —olhou pro mais alto. — É só você que não trabalha ainda.

- Mãe, calma tá? —ele respondeu rindo. — Cada coisa no seu tempo, (S/N) que é apressada.

- Ah (S/N), antes que eu me esqueça —foi até a porta. — Tem alguém que quer conversar com você —o pai de Yoongi entra no quarto.

- Olha, (S/N)? —olhou pra Min e ela afirmou. — Eu tenho que te pedir desculpa —reparei que Yoonie ficou surpreso com aquilo. — Eu não tinha o direito de te chamar daquilo tudo, você não tem culpa das nossas brigas. Então me desculpa?

- Claro, se o senhor prometer não fazer isso mais —ele assentiu. — Claro que eu te desculpo. 

- Obrigado —pude ver um breve sorriso formando em seu rosto. — Eu posso te pedir um abraço? —abriu os braços.

- Aí você já está querendo demais —Yoonie entra na minha frente. 

- Yoonie, tá tudo bem —falo ao ouvido dele. — Vai ser bom abraçá-lo —ele saiu da minha frente e pude abraçar seu pai. Foi um pouco desconfortável mais no final de contas era um abraço, sempre é bom.

- Você estava certa —olhou pra Min. —  Eles se gostam mesmo. 

- Eu te disse, agora vamos deixar os pombinhos a sós —saíram do quarto. — Depois vocês descem para comer a sobremesa —fechou a porta.

- Então —olhei pra ele. — O que nós vamos fazer?

- Tenho uma ideia —veio em minha direção. — Vamos dormir —assenti e deitamos na cama.

- Eu acho que não vou conseguir dormir, ainda estou muito —olhei pra ele que já tinha pegado no sono. — Eufórica.

Dei uma último selar nele, me aconcheguei em seu peito e fiquei um bom tempo ali o olhando dormir. Com o passar do tempo, meus olhos se fecharam aos poucos.

 

Acordei e percebi que já estava escurecendo. Virei pro lado e não encontrei Yoongi na cama. Levantei, arrumei o cabelo e fui pro banheiro do quarto, passei um pouco de água no rosto e desci. Encontrei o garoto sentado no sofá mexendo no celular, fiquei na frente dele atraindo sua atenção.

- Por que você não me acordou?

-  Você estava dormindo tão bem que decidi não te acordar —sorriu meigo. 

- Eu tenho que ir —abaixei segurando em seu joelho. — Tchau Yoongi —o beijei.

- Eu te levo —levantou-se comigo.

- Não precisa —recuso. — Eu sei o caminho de volta —segurou meu braço. 

- Para de ser durona. 

- Meu amor, eu posso ser tudo menos durona —sorriu. — Isso se aplica mais para Kamille ou Karen. É sério eu tenho que ir sozinha, tenho que refletir um pouco. 

- Posso te levar até a porta então? —afirmei e fomos até a porta.

- (S/N), já vai? —Srª Min chama. — Você nem comeu a sobremesa. 

- Já está tarde, e uma próxima eu volto aqui só pra comer a sobremesa —me despedi dela e de Yoongi. 

- Ele não vai te levar em casa? —perguntou para mim. — Mas que falta de cavalheirismo Suga. 

- Eu ofereci mãe, ela que não aceitou —explicou. 

- Por que (S/N)?

- Eu preciso pensar um pouco.

- Já está tarde para uma moça ficar andando sozinha na rua! Yoongi, vai com ela —ia tentar debater mas desisti e saí em rumo a minha casa. 

 

- Yoonie, você tem algum irmão?

- Não, sou filho único. Por isso me cobram tanto.

 

- (S/N), e a sua mãe? 

- Você vai voltar com esse papo do cara que finge ser meu pai?

- Desculpa, mas é que eu fiquei curioso com a sua história.

- Tá —resolvi responder. — Nunca ouvi falar dela, não sei se ela tá viva ou morta, e se ainda vive se tá com ele ou tá longe. Nunca corri atrás disso.

- Nossa —respondeu surpreso.

- Teve uma vez que meu pai me perguntou se eu queria saber dos meus pais, mas eu não quis. Estou feliz com os que eu tenho —puxou me colocando de costas a um muro. 

- Desculpa por te fazer lembrar disso  —acariciou minha bochecha. Fechei os olhos aproveitando o carinho. 

- Não foi nada —falo. — Às vezes é bom lembrar que o seu sangue pode te trair, e, às vezes —alisei seu cabelo levando a minha mão até a parte de trás da sua cabeça. — Pessoas fora da sua família pode te fazer mais bem do que se fosse de dentro. 

Puxei-o para um beijo, enlacei seu pescoço com os braços e ele segurou minha cintura. Quando o ar nos faltou, paramos mas ainda ficamos de testas coladas recuperando o ar. Continuamos a andar, minha casa não ficava a muitas quadras. Quando chegamos, abri a porta e ele fez a intenção de entrar, mas o impedi.

- Eu tenho muita coisa pra fazer —falo. — Não vai dá pra dar atenção a você —expliquei. 

- Tá (S/N), tchau —saiu fazendo bico. 

- Oh Yoonie, não fica assim —segurei seu rosto. — Eu me sinto muito bem quando estou perto de você, mas eu preciso arrumar minhas coisas. Você entende?

- Entendo —tirou minhas mãos do seu rosto. — Você não tem tempo pra mim.

- Ah Yoongi, para de drama. Não adianta, eu estou acostumada com isso —falo olhando pra ele. — Jéssica vive fazendo para conseguir o que quer. 

- Assim não vale —cruzou os braços.

- Até amanhã Suga —selei sua bochecha.

- Tchau (S/A) —foi embora.

Entrei em casa, tomei um banho, coloquei uma roupa leve e fui arrumar uma bolsa com os documentos necessários para amanhã e arrumei meus materiais escolares.

Fui à cozinha, fiz uma comida simples e comi ali mesmo. Lavei o que tinha sujado e deitei no sofá procurando alguma coisa interessante. Achei um filme e comecei a assisti-lo. Acabei dormindo ali mesmo.

No dia seguinte...

Acordei sentindo dor em todo corpo, fui para o banheiro, fiz minhas necessidades e vesti o uniforme. Peguei os materiais e as chaves. Parti para a escola. 

Ao chegar lá, encontrei as meninas perto do portão de entrada.

- O que aconteceu com você? —Nic pergunta.

- Por que?

- Você está mais feliz —Karen responde. — Aconteceu algo a mais no almoço?

- Quem te contou que... —olhei pra Jéssica. — Sua bocuda. 

- Eu não pude evitar —sorriu. — Mas e aí, o que aconteceu?

- Vocês se lembram daquele estágio que eu fazia né? E que teve aquela prova no final? 

- Fala logo (S/N).

- Eu fui contratada —vieram me abraçar. — Eu não sei como —continuei. — Mas consegui tirar uma das melhores notas nele. 

- Nós sempre soubemos que você era capaz (S/A) —exclama Kamille.

- O Jimin fez essa prova com você também, não foi? —afirmo. — Será que ele conseguiu passar?

- Não sei, vamos saber isso agora —indiquei eles com a cabeça.

Os meninos se juntaram a nós. 

- Jimin, você também foi contratado pra trabalhar no hospital? —Nicolly pergunta.

- O quê? —ficou confuso.

- Eh, (S/A) passou naquela prova e foi contratada —explica Karen. — Você não deve ter passado por que é burro —Jessica deu uma cotovelada de leve nela. — Ai meu Deus —ela percebeu o que tinha falado. — Me desculpa —ele sorriu sem graça e saiu.

- Você também em Karen —fui atrás dele.

O achei no terraço da escola sentado. Me sentei ao lado dele. Ele olhou pra mim e voltou a olhar pra frente.

- ChimChim, não liga pra o que ela falou de você —coloquei a mão no ombro dele.

- Ela estava certa —falou sem me olhar. — Eu sou um burro, não consegui passar numa prova daquelas.

- Jimin, pensa comigo —olhou pra mim. — Se você não passou naquela prova, é por que não era pra ser —deu um sorrisinho discreto. — Aquele hospital é uma coisa muito pequena pra você. 

- Para (S/N) —não conteu o sorriso.

- Imagina —levantei fingindo ser uma repórter. — "Estamos aqui com o maior cirurgião da Europa Oriental. 

- Já deu (S/N). 

- Então doutor Park —continuei. — Como você se tornou um profissional tão bom em cirurgia? —o sinal tocou avisando sobre o início do primeiro horário. — Mais tarde continuamos com a entrevista —olhei pro nada. — Aqui é (S/N), repórter do Jornal Drama. Bom dia.

O garoto dava gargalhadas da minha gracinha. Descemos e fomos pra sala. 

- Alunos —o professor iniciou. — Em relação ao intercâmbio da semana que vem, aqui estão as autorizações para os seus pais assinarem —entregou e as pessoas foram passando as folhas. —  Vocês ficaram encarregados das seguintes tarefas: deixar seus alojamentos limpos e conservados, manter o campo limpo e não ter nenhum tipo de briga lá dentro. Cada grupo receberá o seu devido o trabalho. 

- Como assim professor? —alguém perguntou.

- Um exemplo: o grupo A vai ficar encarregado de olhar o clima do local, o grupo B pelas espécies de animais que existem ali, etc. 

- Em que cidade é? —pergunto.

- Daegu —respondeu. — Alguém conhece? —algumas pessoas levantaram a mão, inclusive Yoongi. — É uma bela cidade —terminou de falar. 

A aula passou devagar. Quando ela acabou, saí o mais rápido possível da sala. Entrei no carro e fui para casa. 

Kamille On

(S/N) saiu correndo daqui que nem uma louca, ela sempre quis trabalhar ajudando outras pessoas, é isso que eu mais gosto nela, sempre quer todo mundo bem mesmo que às vezes a machuque. 

Ficamos ali conversando por mais algum tempo, JungKook me chamou para conversar em um lugar mais calmo. Estranhei um pouco mas fui. Paramos em uma pracinha e ele começou a falar após nos sentarmos em um banco.

- Kamille —me fitou. — Eu preciso da sua ajuda. 

- O que foi que aconteceu? —perguntei preocupada.

- Você viu como Jéssica tá comigo né? —afirmei. — Ela acha que eu a traio com uma garota que ela viu saindo da minha casa. 

- Mas é verdade? —perguntei desconfiada.

- Não, claro que não —falou no susto. — Eu estou preparando uma coisa pra ela e preciso que você a leve pra um lugar. 

- Mas o que eu tenho a ver com isso? —perguntei. — Por que você mesmo não a leva? 

- Se eu chamar, ela não vai ir.

- Tá, aonde eu tenho que levá-la?

Ele me falou o local e me levou em casa explicando passo a passo do que iria fazer. 

- Tá —abri a porta. — Então eu tenho que levá-la hoje as sete —reviso o combinado.

- Isso —afirma. — Não esquece.

- Ok, eu tenho que entrar pra pensar em uma desculpa pra ela.

- Eu entendo —virou-se pra ir embora mas virou de volta. — E obrigado por tudo Kamy —sorriu.

- Não foi nada —sorri de volta e ele foi embora.

Fechei a porta e fui para o meu quarto. 

- Vamos lá —falo sozinha. Comecei a planejar alguma coisa pra falar com ela. 

(S/N) On 

Cheguei em casa e troquei de roupa colocando uma calça branca alta, uma blusa rendada azul, uma jaqueta preta e uma sapatilha branca. Deixei o cabelo solto. Comi alguma coisa e peguei a bolsa que estava com os documentos. Sentei um pouco no sofá e fiquei mexendo no celular esperando a hora passar.

Quando chegou a hora, peguei as chaves, sai da casa, entrei no carro e dei partida.

Cheguei no local e já tinha uma pequena fila, sentei em uma das cadeiras que tinham ali e fiquei esperando. Senti alguém sentar ao meu lado, olhei e vi que era uma pessoa conhecida.

- Lay —olhou pra mim. — Que sorte nós dois termos sido selecionados. 

- Essa palavra não existe no meu vocabulário —mexeu no cabelo. — Eu passei porque sou bom em tudo o que eu faço. 

- E você não é nada convencido né —nós rimos. — E aí, como está seu rolo com Kamille?

- Estamos mais pra lá do quê pra cá —falou. — As vezes a gente se fala, mas é muito pouco —eu prestava atenção em outra coisa. 

- Lay, eu ainda não te falei uma coisa.

- O quê?

- Você é muito fofo, além da sua voz ser muito cute cute —ele me encarou sorrindo. — Essas suas covinhas são... posso te apertar?

- Não.

- Ah, para. Deixa vai? —peço.

- Não (S/N) —tentei apertar suas bochechas mas não deixou.

- Você é muito chato, sabia?

- Próximo —uma mulher chama.

- Vai lá, é você —levantei. — Some —mostrei a língua pra ele. 

Fui em direção a mulher que tinha me chamado e me sentei na cadeira de frente a sua mesa.

- Olá —me cumprimentou. — Trouxe os documentos pessoais?

- Sim —peguei-os na bolsa. — Aqui estão.

Ela os pegou, digitou algo rapidamente no computador e me devolveu. 

- Então —olhou na tela do computador. — (S/N), pelo que eu estou vendo aqui, seu turno será das duas da tarde a oito da noite. Tudo bem pra você?

- Sim. E que dia eu começo?

- Segunda-feira que vem.

-  Olha eu acho que temos um probleminha —falo. — É que eu ainda estudo, estou no último ano do ensino médio e exatamente na semana que vem, irá ter um intercâmbio em outra cidade e por conta disso e vou ficar a semana inteira lá. 

- Ok, entendi —mexeu novamente. — Por sorte consegui colocar você na outra semana, dá?

- Perfeitamente —respondo. — Em qual hospital?

- No Williams Burg —imprimiu um papel. — Você entrega esse papel aqui na recepção e eles vão te indicar o local. Isso é tudo, boa sorte. 

- Obrigada —dei-lhe um aperto de mão e me levantei. 

- Próximo —ela gritou e Lay veio, mas antes de se sentar, me cutucou.

- Você está de carro? —afirmo. — Pode me dar uma carona até a casa de Kamille?

- Posso mas...

- Próximo —a atendente chama novamente.

- Tá, eu te espero lá fora —foi até a mulher e eu sai.

Fiquei lá fora por algum tempo até que ele sai. Entramos no carro e fomos em direção a casa de Kamy.

- Então, vai trabalhar na onde? —pergunto.

- Eu já trabalho —respondeu. — Então eu recusei.

- Você é rápido em —falei. — Já conseguiu um hospital pra trabalhar.

- Eu não trabalho em um hospital —continuou. — Trabalho em uma casa de campo em outra cidade.

- Ah, então foi por isso que você sumiu.

- Sim, só tive folga hoje pra vir aqui e amanhã mesmo tenho que voltar —parei em um semáforo e o olhei. — Eu chamei ela pra sair. 

- E ela aceitou? —pergunto curiosa.

- Aceitou.

- Aonde vão? —me olhou assustado. — Sou curiosa.

- Nós vamos em uma sorveteria. 

- Ata —sorri. — Ela deve gostar mesmo de você pra aceitar sair. Ela não sai nem comigo. 

- Sério? 

- É modo de falar Lay —o semáforo abre e continuo o meu caminho. 

Chego em frente a casa dela, ele se despede e vai em direção à porta. Saio dali e no caminho, passo em uma sorveteria. Ouvi ele falar de sorvete e deu vontade de tomar. Paguei e fui embora.

Kamille On

- Oi Jéssica, aqui é Kamille —ainda planejando algo. — Não, que idiota, é óbvio que ela vai saber que sou eu. 

- Kamille —minha mãe chama.

- Quê? —respondo.

- Tem alguém querendo falar com você.

- Pede pra vir aqui.

Passou pouco tempo e ouvi passos vindo em direção ao quarto e bater na porta. Fui abri-la. 

- Lay —assusto-me. — Ai, a gente ia sair, não ia? 

- Sim, você esqueceu?

- Me espera dez minutos lá na sala.

Entrei no banheiro e tomei o banho mais rápido da minha vida. Sai vestindo uma calça branca com uma blusa rendada de manga longa preta, e uma sandália baixa dourada. Fui para sala e o encontrei conversando com a minha mãe. Ele olhou pra mim, despediu-se dela e fomos andamos um pouco até chegar no local. Nos sentamos em uma mesa perto da janela, ele ao meu lado. Fizemos nossos pedidos e começamos a conversar.

- Kamy, como anda a escola? —me perguntou.

- A mesma chatisse de sempre —respondo dando de ombros. — Mas e você, ainda estuda?

- Não —disse ele. — Me formei a dois anos.

- Você tem 19 anos? —pergunto surpresa. — Eu achei que você tinha minha idade. 

O nosso pedido chega e fomos comer. Eu estava comendo o meu quando percebi que ele me olhava. 

- A minha boca está suja? —pergunto preocupada. 

- Não —sorriu meio bobo. — Eu ainda não tinha percebido que você é tão bonita —abaixei a cabeça corada. — Não precisa ter vergonha —levantou a minha cabeça me fazendo o olhar. — É o que você é. 

Ele foi chegando mais perto até ficar centímetros de mim. Me olhou por algum tempo até me beijar calmamente. Uma pessoa coça a garganta perto de nós e paramos.

- Posso me sentar com vocês? 


 


Notas Finais


Duvido alguém acertar quem foi o ser que atrapalhou esse momento de Lay e Kamille kxskskssk.
Gentee, eu não avisei no último capítulo, mas é que os capítulos vão ser postados na sexta ou no sábado, é melhor pra mim .
Esse capítulo quase que não sai, fiquei a tarde toda numa universidade fazendo prova das olimpíadas de matemática, treco difícil.

Se preparem pois nesse intercâmbio vai ter treta e... vou falar mais nada não por que se não a autora vai me xingar.

Beijinhos pra vocês e até o próximo capítulo!!


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