História Um Conto de Fadas para Chamar de Meu - Capítulo 11


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Personagens Originais, Rap Monster, Suga, V
Visualizações 379
Palavras 3.728
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Drama (Tragédia), Escolar, Famí­lia, Fantasia, Festa, Fluffy, Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Adultério, Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Self Inserction, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Espero que vocês estejam gostando tanto dessa história quanto eu estou gostando de escrevê-la. Quando a imaginei, lá no início, não imaginava que ela se tornaria tão especial para mim. Última memória. O próximo capítulo é o baile. :)

Capítulo 11 - Memórias do Taehyung.


Fanfic / Fanfiction Um Conto de Fadas para Chamar de Meu - Capítulo 11 - Memórias do Taehyung.

"Dream geudaeui changjowa salmui kkeute hamkke hari. Dream geudaeui jariga eodiljirado gwandae hari. Dream gyeolguk siryeonui kkeute mangaehari. Dream sijageun miyakhaljieonjeong kkeuteun changdaehari". (Sonhe, estarei aqui desde sua criação até o fim da sua vida. Sonhe, onde quer que seja, o mundo sempre será indulgente. Sonhe, florescerás completamente depois de todas as dificuldades. Sonhe, o início parecerá humilde, mas o futuro será próspero).

So Far Away — Suga, Jin e Jungkook.

 

Eu lembro exatamente de quando tudo começou. Quando tudo parecia fazer sentido para mim, mas ainda não fazia sentido para ela. Eu estava sentado na bancada da cozinha, lendo algum livro aleatório que ela provavelmente não gostaria. Bae entrou na cozinha logo atrás de Yanna. Quantos anos nós tínhamos? Não lembro, éramos novos. Antes do ensino médio começar ou talvez bem no início dele.

Eu não era muito de acreditar em amor, eu tinha coisas mais importantes como meu video game. Eu nunca imaginei que ia me apaixonar na adolescência, porque eu era um dos garotos que ria quando os outros falavam de alguma garota. No entanto, Bae estava ali, os cabelos longos e castanhos, os olhos brilhantes e a pele clara. Lembro que prendi a respiração por alguns segundos e nem percebi. 

— Oi. — Ela falou primeiro. A primeira palavra sempre foi dela. Eu sorri, surpreso, porque ela era simpática.

— Oi. — Eu a respondi, fascinado, enquanto Yanna abria a geladeira. Foi bem ali que tudo começou. Ela sorria para mim e eu para ela. 

— Não fale com ele. — Yanna pediu e meu sorriso sumiu. Bae arqueou as sobrancelhas, surpresa, e encarou minha irmã de maneira confusa. — Ele tem problema. 

— Oh. — Bae voltou a me analisar. Acho que ela realmente estava procurando para ver se eu tinha problema e então franziu o cenho. — Ah, não diga besteiras, Yanna. Tudo bem? — Ela perdeu a paciência com a amiga e virou para mim com mais um sorriso. Eu não conseguia mais sorrir, Yanna tinha estragado tudo. Mas, não é como se eu tivesse esperanças de alguma coisa mesmo. Ela era linda demais para mim, concluí naquele momento, e abaixei o olhar para o meu livro, ignorando-a. Manter a distância das amigas da Yanna era a melhor escolha. 

— Viu? — Yanna falou para Bae. — Ele tem problema. — Ela insistiu, justificando o fato de que eu tinha ignorado Bae como algum problema mental que eu não tinha. Mas, Bae parecia perplexa enquanto saía da cozinha e me deixava ali sozinho de novo. Sempre sozinho.

Mas, sabe, uma coisa que eu aprendi nos próximos meses foi que você não controla o coração. Se eu tinha escolhido ficar longe das amigas de Yanna, eu simplesmente não conseguia fazer isso com Bae. 

— Você é estranho. — Suki comentou, me dando um susto, e me fazendo bater com o nariz no vidro da janela. 

— Ah! — Eu resmunguei e coloquei a mão no nariz, virando para a minha irmã mais nova. — O que você está fazendo aqui?

— O que VOCÊ está fazendo? — Ela perguntou, cruzando os braços. Eu estava bancando o cara bizarro e espiando Bae na piscina no andar de baixo. 

— Nada. — Eu falei, impaciente, saindo da janela a contragosto.

— Você é estranho. — Suki me seguiu pela casa.

E meses mais tarde, eu estava pronto. De uma maneira bem infantil e sem experiência nenhuma, eu queria me declarar para ela naquela festa de aniversário de quinze anos da Yanna. Lembro de achá-la no meio da multidão. Jungkook tentava me convencer a ficar calado, mas eu estava decidido. Você faz umas merdas mesmo quando está cego por alguém. 

Eu lembro que vi na internet que era legal dar um presente à garota. Juntei toda a minha mesada e comprei o melhor colar que conseguir encontrar. Um pingente tão brilhante quanto ela. Guardei a caixinha preta no bolso do terno que tinham me forçado a usar, porque, na época, eu ainda não gostava de roupas sociais. 

— Bae? — Eu a chamei, no meio da multidão. Ela vestia um vestido azul que, na época, eu achava que ela tinha virado uma princesa, mas hoje em dia, eu tenho certeza de que ela sempre foi uma princesa.

— Hum? — Ela virou de supetão e eu dei um passo para trás, porque ela estava muito perto e ela mesma se alarmou com a proximidade ao me ver ali.

— Eu precisava falar com você. — Eu pedi com a voz um tanto trêmula. 

— Bae! — Yanna ralhava um pouco distante de nós ao nos ver conversar. Eu respirei fundo, porque não podia perder a chance.

— É importante. — Eu insisti para ela.

— Oh... Ok. — Ela decidiu aceitar, mas eu sentia que ela estava desconfiada e nervosa por estarem nos vendo juntos.

— Podemos ir para outro lugar? — Eu pedi.

— BAE! — Namjoon estava se aproximando. — Vamos, nós temos que dançar a valsa.

— Oh! Verdade! — Bae exclamou, tentando se afastar. 

— Bae! — Em um impulso, eu segurei em sua mão e ela virou para mim, surpresa. Foi aí que tudo piorou. Ela puxou a mão com força e me olhou como se eu fosse um bicho estranho. 

— Agora não, Taehyung. — Ela disse, firme, e logo correu para Namjoon.

— O que você estava falando com aquele idiota? — Namjoon perguntou para ela há alguns passos de distância.

— Nada. — Bae respondeu no automático. — Vamos logo.

— Ele tem problema. — Namjoon insistiu.

— Eu sei. — Bae confirmou, quebrando meu coração e se afastando. 

Tenho que ser sincero, mas isso fica entre nós, porque fere meu orgulho masculino: Eu chorei. No quarto, por noites a fio, eu chorei e depois parei. Acabei com tudo, definitivamente, jogando a caixinha preta no fundo de alguma gaveta e a perdendo em algumas semanas. Até hoje, nunca mais a encontrei.

Tudo recomeçou um ano mais tarde. Eu tinha superado o primeiro coração partido. Já tinha beijado e estava um pouco mais experiente. O segundo ano é sempre melhor que o primeiro. Eu estava sentado na arquibancada com a minha câmera e Bae já era líder de torcida e namorava Namjoon. Não sei se namorar era a palavra, porque eu sempre o via ficando com outras garotas também.

Bae vivia lá em casa, mas eu sempre a ignorava da mesma maneira que ela me ignorava. Eu me acostumei com a voz dela e com a sua presença a ponto de não sentir quase nada. Até aquele dia na arquibancada:

— Rude! — Ela ralhava, puxando a orelha de Namjoon e pegando o caderno de desenhos de um outro garoto tão esquisito quanto eu. — Peça desculpas! — Ela ordenou, dando de dedo no garoto de 1,80m diante dela que parecia pequenininha perto dele.

— Bae, você está me envergonhando! — Namjoon resmungou.

— E você está me envergonhando com esse comportamento. Peça desculpas! — Ela ordenou, me fazendo sorrir. Namjoon bufou e pediu desculpas ao garoto encolhido e depois saiu batendo os pés. 

— Oh, você desenha muito bem. — Bae exclamou após Namjoon sair e devolveu o caderno para o garoto esquisito. Eu tive que rir, porque ela deu seu melhor sorriso. Aquele sorriso. Eu pude ver na hora que o garoto esquisito se apaixonou, porque foi exatamente assim que Bae fez eu me apaixonar por ela também. Era aquele jeito dela de dar atenção pra gente quando a gente menos espera, de ser gentil bem na hora que a gente precisa. 

Lembro de tirar uma foto e observar a tela da câmera, sorrindo. Ela ainda era a garota mais linda que eu já tinha visto. Nunca achei uma mais bonita e olha que minha lente vagou muito por aquele colégio atrás de uma garota fotogênica. Mas, Bae... Bae nem se esforçava. Ela era linda de qualquer jeito. 

Então, fotos mais tarde, no terceiro ano, eu a beijava na piscina de casa. Imagine como eu estava? Bae seria a única coisa que eu enxergaria por muito tempo. A garota mais linda. Eu estava viciado no seu beijo, no seu cheiro, nas suas curvas, por mais que ela insistisse que não gostasse do seu corpo. Eu amava seu corpo, eu só queria saber do corpo dela. 

Bae era um furacão e me consumia. Esse era o problema. Eu a desejava por tanto tempo que quando finalmente a tive, eu não conseguia largar. Naquela época, antes de nos assumirmos publicamente, eu fazia um módulo a mais de fotografia no colégio. Lembro de ligar a câmera e ter muitas fotos da única garota que eu queria fotografar. Dessa vez, ela sabia que eu a fotografava, não era mais um segredo meu.

— Essa é a Kim Bae. — May sussurrou para mim ao espiar minha câmera. Eu me alarmei e olhei para o lado. May era minha amiga desde que comecei a aprender a fotografar. Sempre estivemos no mesmo módulo e sempre fizemos todas as atividades juntos. Ela era bem baixinha e tinha cabelos longos e loiros. Olhos pequenos e doces. 

— Sim. Kim Bae. — Eu confirmei, tirando da biblioteca de fotos para preparar a câmera.

— Ela estava olhando para lente e estava deitada em uma cama. — May sussurrou novamente e eu virei para ela, confuso, mas ela sorria abertamente. — Não me diga que finalmente...? — Ela perguntou, empolgada, e eu abri um sorriso sem jeito.

— Nós estamos juntos, mas ninguém pode saber. — Eu sussurrei de volta com um sorriso orgulhoso. — Ela gosta de mim, May.

— Quem diria? — May falou, animada. — Eu sempre soube que se ela te conhecesse, ela iria se apaixonar.

May tinha me incentivado, mas eu nunca tinha tido coragem de me aproximar de Bae de volta. Era mais fácil culpá-la pelas besteiras que Yanna falava do que tentar por mim mesmo. May sempre repetia "lute por ela, afinal ela não tem bola de cristal para saber que você gosta dela". E eu a ignorava, mas no minuto em que tentei me aproximar de Bae, ela me recebeu de primeira e um beijo aconteceu.

O problema é que nem tudo foi perfeito. Halsey vivia na espreita e eu não via problema algum em falar com ela. Afinal, quando Bae e eu nos assumimos, não tinha uma pessoa naquele colégio que não soubesse: Eu pertencia à Bae. Por mais que ela tivesse aquele complexo de inferioridade causado, justamente, porque ela não era mais popular, eu sabia que era ao contrário. Eu sabia que a minha popularidade iria se esvair no minuto em que ela fosse embora, porque todos ali sabiam muito bem que EU era o sortudo de ter conseguido uma chance com Kim Bae e não o oposto. 

Só que Bae não via isso. Bae via que ela era odiada e eu amado. Mas, as pessoas apenas estavam fascinadas, porque eu era muito sortudo de ter conseguido ela. Ninguém conseguia entender como justo eu fiquei com a líder de torcida. Eu não ligava para isso no início, mas depois eu simplesmente não queria voltar a ser o que era. Eu não queria voltar a ouvir pessoas sussurrando pelos cantos sobre eu ter algum problema mental que eu claramente não tinha. 

E Bae... Bae mudou. Ela andava sempre tão insegura sobre como as pessoas a odiavam que era só isso que ela conseguia ver: As pessoas não gostavam dela. E, por consequência, ela achava que eu não gostaria dela também. Mas, Halsey sempre soube, desde o início, que eu era da Bae. Mesmo quando namorávamos, Halsey desconfiava que eu não a amava, entende? Ela ficava no meu ouvido, me perguntando se eu realmente estava curtindo o que tínhamos e eu estava curtindo. Mas, era só isso: Curtir. Era legal fazer sexo com uma garota experiente. Aprendi muita coisa.

Mas, amor... Amor eu senti no dia em que despi Bae dos pés à cabeça. Amor eu só senti no dia em que Bae foi toda minha. 

Só que Halsey não desistia e eu não queria ser rude. Afinal, eu tinha visto aqueles garotos populares serem antipáticos e eu lutava para não ser um deles, então respondia todos com gentileza. O que Bae logo confundiu com atenção excessiva. Era tanto ciúmes que não conseguíamos conversar. Por um lado, eu entendia, porque eu era tão ciumento quanto ela, mas ao mesmo tempo, eu estava ficando exausto de não poder respirar.

Brigas, brigas, brigas. Então, Halsey ficava no meu ouvido. Depois Bae. Depois Halsey. Depois Bae. Eu estava enlouquecendo. 

— Dê o fora na Halsey. — May falou, distraída, com a sua câmera, em mais um módulo de fotografia.

— Eu não tenho motivo para dar um fora na Halsey, afinal eu não posso dar fora em uma pessoa com quem eu não tenho nada. — Eu disse o óbvio e May revirou os olhos.

— Então, dê um fora na Bae. — Ela decidiu, trocando a lente da sua câmera.

— Eu nunca daria um fora na Bae. — Eu neguei na hora. — Bae... Bae é tudo. — Eu resmunguei, batendo minha cabeça, repetidamente, de leve na mesa. — Eu sei que se um dia terminarmos, vai ser porque Bae quis. Eu nunca vou querer.

— Lindo. — May revirou os olhos, entendiada. — Você não acha que o amor de vocês é um pouco pesado? Quer dizer, está parecendo Romeu e Julieta.

— Romeu e Julieta. — Eu ri e levantei a cabeça, tentando focar na minha câmera. — Achei que você gostava da Bae.

— Eu gostava. Achava bonitinho como você se dedicava para ela. — May concordou a contragosto. — Mas, agora eu vejo que você sofre demais. Caramba, Tae, não é saudável. Parece que você é viciado nela.

— Eu sou completamente viciado nela e eu poderia ser um Romeu. — Eu admiti, impaciente. 

— Dê um fora nela. — May me pediu, virando para mim. — Ela está te sufocando com todo esse ciúmes.

— Não... — Eu tentei pensar, mas era difícil com mais pressão. — Eu entendo a Bae. Tem umas garotas que sempre me convidam para sair e ela está sozinha agora... Ela... Ela está insegura. Eu mudei a cor do cabelo e acho que ela não gostou.

— Ela implica até com o seu cabelo, Taehyung. — May ralhou, impaciente. — Bae bancava a rainha, mas, na verdade, é só uma criancinha insegura. Você não merece uma criança insegura para ter que cuidar. É isso que você tem feito: Você cuida dela como se ela fosse uma criança mimada.

— Eu sempre a mimei e esse é o problema. — Eu admiti, trocando a lente da minha câmera. — Eu sempre fiz de tudo para ela se sentir a melhor garota desse mundo. Mas, sabe, eu não me arrependo do tanto que mimei a Bae. Isso é só um problema, uma crise, vamos superar.

— Eu só consigo ver você como pai de uma garotinha birrenta e mimada. Eu não vejo vocês como um casal. 

A semente da discórdia tinha sido plantada. Eu não me sinto orgulhoso disso, mas deixei May entrar na minha mente. A próxima vez que vi Bae, era só isso que eu enxergava, uma garotinha de cinco anos, mimada e birrenta, implorando pela minha atenção. Ela não era mais a líder de torcida sexy e decidida do segundo ano.

— Não acredito que você escondia esse corpo aí. — Eu levei um susto e virei para Halsey. Estávamos no vestiário e eu estava sem camiseta, o que era um problema, eu sabia disso. Nessa época, eu brigava muito com Bae. Nós terminávamos e cinco minutos depois, eu estava lá, implorando para que ela voltasse para mim. Eu sempre voltava implorando por mais. Quando eu estava com Bae, eu não me sentia tão atraído quanto antes, porque eu enxergava a garotinha mimada de cinco anos. Mas, quando estava longe, eu só queria minha namorada de volta. 

— O que você está fazendo aqui? — Eu perguntei para Halsey, sem muita paciência, procurando pela minha camisa no armário para vesti-la.

— Só vim te procurar. — Ela disse, dando de ombros. — Porque, ouvi que Namjoon vai convidar Bae para o baile.

— Namjoon? Eles nem se falam mais, Halsey. — Eu respondi, impaciente. — Ele sabe que nós estamos namorando.

— Todo mundo sabe que vocês estão em crise. — Halsey rebateu e eu virei para ela, respirando fundo. — Ontem mesmo, que cena patética. Bae chorando na sala de aula. — Eu engoli em seco, porque aquilo tinha mesmo acontecido. Nós tínhamos brigado mais uma vez e Bae não aguentou a pressão. Ela estava sentada na mesa dela e abaixou a cabeça, se escondendo com o capuz e começou a chorar. Ninguém ia notar, nem mesmo eu, até que o professor fez ela levantar a cabeça e as lágrimas se mostraram. 

— Não fale assim dela. — Eu pedi, tentando não me irritar.

— Ela é infantil demais. — Halsey insistiu, cruzando os braços. Mais uma garota que me lembrava de Bae como uma criança de cinco anos, eu ia ficar maluco. — Você merece uma mulher. — Ela falou, se insinuando para mim. 

— Eu estou feliz com a Bae. — Eu menti. Eu não estava feliz mas, mesmo assim, eu só queria a Bae.

— Está mesmo? — Ela me perguntou, se aproximando. Eu dei um passo para trás e senti o armário atrás de mim. Eu precisava ser firme, Halsey estava passando dos limites.

— Estou. Halsey, eu preciso me vestir. Você pode sair, por favor?

— Pra que se vestir? Você está mais bonito assim. — Ela se insinuou, empinando o decote para mim e se aproximando. Eu engoli em seco e olhei para o teto. 

— Halsey, eu estou comprometido. — Eu a lembrei e ela riu, passando os dedos de leve pelo meu abdômen. Merda. Ninguém sabe o quanto é ruim ser homem a não ser um próprio homem. Por mais que eu lutasse, havia alguém na minha calça que sucumbia facilmente. Maldita puberdade.

— Está mesmo? Vocês vivem terminando. Você está solteiro nesse minuto ou comprometido? — Ela me provocou e puxou meu rosto para ela. Eu encarei os olhos grandes e claros, típica americana. Eu já tinha transado com ela e tinha sido ótimo. Louco e diferente. Havia tanta confusão na minha cabeça como tinha na minha calça agora. Eu ia sucumbir. — Eu vou te tratar muito bem. — Ela prometeu num sussurro com seus lábios perto demais dos meus. — Você anda tão sobrecarregado e eu quero te dar uma folga.

Sem pensar, os lábios dela estavam nos meus. Durou alguns segundos. Minha cueca ia ficar apertada, meu corpo inteiro só queria se aliviar. Não era amor, nunca foi. Era só uma vontade enorme de aliviar toda a pressão em uma gozada rápida. Halsey era perfeita para isso, porque eu não precisava ter muito cuidado com ela no sexo. Só que quando a gente ama de verdade, nenhum sexo é satisfatório como aquele que a gente faz com a garota certa. 

Foram segundos de beijo e eu peguei em seus braços, afastando-a de mim. Não seria uma gozada rápida que ia aliviar o que eu sentia. Ia ser fazer as pazes de vez com Bae, ia ser ter a minha garota perto de mim. Só que era tarde demais. Bae estava ali. Minha garota estava chorando e eu a tinha magoado. Ela não me perdoaria.

Depois disso, as coisas mudaram drasticamente. Bae começou a se impor para as pessoas e eu sabia que era influência de Namjoon. Ela voltou a andar com a minha irmã e os outros populares. Eu levei um fora no meio do refeitório. Mas, sabe a ironia disso tudo? Foi aí que eu parei de ver Bae como a garotinha mimada de cinco anos. E então, no impulso, nós voltamos em segredo. 

E junto voltou toda aquela atração que eu sentia por ela, todo o vício, toda a vontade de ter a líder de torcida sexy e segura de si. Ela era a minha Bae novamente. Eu não conseguia vê-la sem pensar em despi-la e é esse o problema de relacionamento secretos: Você só consegue pensar no que vai fazer quando finalmente puder colocar as mãos nela de novo. 

Mas, novamente, tudo foi rápido demais e logo depois, eu só lembro de ela estar beijando meu melhor amigo. Só que meu melhor amigo era gay, eu sabia disso há muito tempo. O que machucou não foi o beijo. Porque, eu também beijei Halsey quando não deveria e pensei coisas das quais não me orgulho. O problema foi que em nenhum momento eu quis magoar Bae. O tempo todo, eu estava confuso e tentando sobreviver no meio da confusão.

Eu era apenas um garoto de dezessete anos tentando decifrar o que era amor, o que era relacionamento e como uma mulher funcionava. Eu não sabia de nada ainda. Eu não sabia tratar uma mulher direito. A cabeça de baixo sempre falava mais alto. Os sentimentos consumiam muito e parecia que o mundo ia acabar sempre que brigávamos. Faltava auto controle para tanto amor, para tanto hormônio, para tanta juventude em um casal só.

Mas, Bae... Bae fez aquilo de propósito. Bae queria deliberadamente me magoar da pior forma que ela conseguia: Beijando meu melhor amigo. E amigos são sagrados em qualquer idade, mas quando se é jovem, é ainda pior. Eu podia ser viciado naquela garota, eu podia sentir mil coisas que não podia decifrar, mas eu não poderia aceitar que depois de tudo que lutamos, ela iria me magoar de propósito. 

Ela QUERIA me magoar. Ela QUERIA me ferir. Isso não é amor.

Mais uma vez eu chorei, trancado no quarto, por dias, e depois parei. Eu me sentia humilhado, porque todos viram a garota que eu amava beijar meu melhor amigo. Que piada. Um beijo que era meu, mas agora meu melhor amigo conhecia os lábios dela também. Eu ia superar Bae mais uma vez e não ia me abalar com a sua voz ou seu cheiro. Dessa vez, eu era tão popular quanto ela, mas de que adianta popularidade sem minha garota ao lado?

— Vai dar tudo certo. — May me prometeu. — Dizem que um dia, a gente cresce, e todo esse amor faz sentido. Todo esse amor vira lembrança boa para contar "ah, meu primeiro amor foi o melhor de todos".

— Eu duvido. — Eu me lamentei, me encolhendo, enquanto estávamos sentados em um morro próximo de casa. Tínhamos tirado diversas fotos naquele dia, mas tudo que eu sabia fazer era me lamentar sobre Bae. Ela estava concorrendo à rainha do baile e eu votei nela. Não tinha outra rainha naquele colégio, nem mesmo Yanna. 

— Tae. — May me fez virar para encará-la, enquanto o sol se punha. — Esquece isso. — Ela pediu, magoada. — Quando é que você vai enxergar?

— Enxergar o quê?

— O segundo amor é sempre melhor que o primeiro. — Ela me garantiu, me puxando pela camiseta para ela. Lentamente, seus lábios estavam nos meus. Não sei se o segundo amor é melhor que o primeiro. Disso, eu sempre vou duvidar. Mas, eu tinha aprendido algumas lições e não erraria tanto com May.


Notas Finais


↳ LINK PARA ENTRAR NO GRUPO DE LEITORAS DAS MINHAS FICS DE KPOP: https://chat.whatsapp.com/1SE4N8nJrRRDsdgsvm2txI

↳ LINK DA NOVA FIC DO JUNGKOOK COLEGIAL/DRAMA: https://spiritfanfics.com/historia/begin-again-9440076


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