História Uma Estranha No Meu Quarto - Capítulo 37


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Personagens Personagens Originais
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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Mistério, Romance e Novela, Sobrenatural, Suspense, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Linguagem Imprópria, Nudez, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Olá gente, olha eu aqui em tempo recorde!! Já recuperaram o fôlego depois de toda a tragédia do capítulo especial? vamos lá então!

Capítulo 37 - Capítulo 31 - Agente dupla?


A primeira parte do plano consistia em pegar o cartão reserva que o senhor Becker guardava em algum lugar no escritório. Como essa parte exigia menos, resolvi ficar sozinho de tocaia na frente da porta da empresa e observar o prédio por dentro. Já que talvez a única que não me atrapalhasse não estava em condições. Ana estava tão desesperada por notícias de Karen, que não conseguia fazer absolutamente nada que não fosse se preocupar com a menina. Eu mesmo estava bastante preocupado com a Kristen, entretanto era isso que Carlisle queria; me desorientar e conseguir o livro.

         E jamais daria esse gosto a ele.

         Ando pelas ruas do centro de Londres com o endereço do prédio que Jaynet me passou em mente. A cidade, imensuravelmente diferente da minha época, ainda faz com que me perca pois mesmo morto há cerca de quinhentos anos não costumo sair de casa, a não ser para matar. Quando acho que enfim estou na rua certa avisto uma senhora gritando. Um homem com uma arma na mão a ameaça, forçando-a a lhe entregar sua bolsa. Ninguém a sua volta move um dedo para ajuda-la.

         Isso me faz lembrar que ainda não matei minha vítima dessa semana. Se eu perder a contagem vou ter que voltar do zero, até matar quinhentas novamente, uma por semana durante dez anos. Sinceramente não é algo com o que eu queira passar mais dez anos fazendo, não quando estou tão perto. Geralmente eu escolho previamente minhas vítimas, mas dessa vez esse bandido caiu dos céus bem em meu colo.

         Talvez eu possa ajudar, senhora.

         Desvio ligeiramente meu caminho e flutuando sigo o homem que corre apressado e feliz com a bolsa na mão. Ouço a sirene das viaturas de polícia ao longe e me apresso em seu encalço sabendo que ele vai andar mais rápido. O bandido entra em diversas vielas e tenho que me esforçar para não perder o rato de vista, mas assim que ele despista as viaturas, diminui o passo e para em um beco, ofegando. É minha oportunidade, desço dos seus e encaro o homem maltrapilho.

— Que você seja bom em sua próxima vida.

          Incorporando o meu lado assassino, ergo minha mão e o jogo contra a parede com facilidade, prendendo-o ali. O homem abre bem os olhos enquanto sente a força desconhecida em seu pescoço e tateia o ar a sua volta, procurando seu agressor invisível. Geralmente eu o faria sofrer por todo mal que ele causara, mas não sei direito de quem ele se trata... E sem sinceramente, sem ela não vejo graça.

Com o dedo indicador, traço um corte limpo e rápido em seu pescoço com meu pensamento. O homem revira os quando o degolo, e finalmente deixo seu corpo cair ao chão, deixando-o para que agonize até a morte. Ergo a bolsa e a afasto do sangue que escorre do ferimento, colocando-a num lugar seguro ele arregala os olhos ao ver o objeto flutuando. Assim que ele morre retomo meu caminho até o prédio do senhor Becker, aliviado.

Só semana que vem agora...

Será que Alana também se esqueceu?

Fazia uma semana que ela havia desaparecido com o merda do meu irmão mais novo. Saber que ele também era um fantasma esse tempo todo havia me abalado um pouco, mas o que me fez sentir pior foi ela o escolher. Quando Alana pegou sua mão depois de tudo que ele nos fez passar me senti tão mal que achei que morreria outra vez.

Afasto meus pensamentos sobre aquela mulher burra e continuo a andar. Pela primeira em quinhentos anos estou verdadeiramente livre daqueles dois estorvos que só estragaram minha vida.

Anseio por sentir o vento em minha em minha pele, mas como sempre não consigo.

Mais algumas vítimas Roosevelt e você vai tirar férias na beira de uma praia, com seu carro bem rápido assim como o de Christian e uma garota legal.

Avisto o luxuoso prédio que queria e solto um assobio com sua imponência; uma construção de trinta andares, toda feita em vidro espelhado. No topo do prédio, segundo Jaynet os andares vão se curvando até que formam uma letra que vista do alto é um enorme “B” e o espaço sobressalente se divide entre uma enorme piscina e área de lazer. Eu não enxergo tudo isso do térreo, contudo em cima da porta giratória há um letreiro prateado escrito Instituto Becker me diz que estou no lugar certo. Sento num canteiro de flores esperando o Pai de Jaynet chegar. Pelo o que ela disse ele devia chegar as dez, mas ela já deixou avisado que ele não costuma ser pontual.

Olho no relógio da rua e este marca 09:50. Sinto uma presença familiar e quando torno a olhar para frente me sobressalto ao ver uma outra fantasma à minha frente, me encarando profundamente, contudo não consigo ver seu rosto. A mulher de calça jeans surrada, all-star sujo e moletom preto com um capuz cobrindo seu rosto volta a andar, e a sigo curioso, mantendo certa distância.

Contudo assim que a fantasma entra em um beco atrás dos prédios ela para e se volta para mim, retirando seu capuz revelando seu rosto e um emaranhado de cabelos ruivos cacheados. Arfo exasperado e me aproximo dela.

— Alana!! Que susto! — Exclamo sem disfarçar a irritação em minha voz. Então me lembro do meu irmão e faço minha melhor voz debochada. — Se lembrou de como é a vida com Carlisle, é. Pois eu falei sério, você fez sua escolha. Agora se me der licença, você atrapalhou minha tocaia.

         Me viro apressado, se o pai de Jaynet chegar primeiro que eu vou ter de voltar amanhã, entretanto Alana segura meu braço e ao me votar para ela não contenho outra arfada. Nunca vi ela com uma calça jeans. E devo confessar que a visão me agrada.

— Roosevelt, até que enfim lhe encontrei! Por favor me escute. Você corre perigo, entregue esse livro a Carlisle e esqueça toda essa história de reviver.

— Kristen está bem? — Ela assente com a cabeça. — E a karen?

— Também, ele tem interesse nas garotas tanto quanto você. As trata muito bem, pelo menos por enquanto.

         Assinto mais aliviado por saber que as gêmeas estão bem, e a respondo quanto o livro:

— Claro como se eu fosse entregar o livro fácil a vocês dois. Então vocês se casam, de novo, e vivem felizes para sempre com um seus filhinhos. E quando morrerem de novo? É só matar mais quinhentas pessoas, fácil não é? — Reviro os olhos. — Eu nunca entregaria o livro a alguém como Carlisle, e você sabe disso. Já imaginou, todos os mal caráteres como ele usando o livro, vivendo uma vida eterna.... O caos que se instalaria pelo mundo, acabando com todo o equilíbrio natural. Se ele quer o livro, que venha pegar, o pior ele já fez que foi me matar com suas próprias mãos. Não vejo como ele possa me fazer mais mal e não tenho medo dele.

— Ele pode fazer bem pior, Roose, Carlisle é muito forte nessa nova era. Mais do que eu imaginava. — Ela olha pros lados nervosa. — Ele tem aliados, muitos deles. Aliados perigosos, cientistas, bandidos, mediadores... fantasmas. Tem olhos por todos os lados. Não temos a menor chance contra ele, Roosevelt. Mesmo com todo o seu poder e o garoto mediador. Se ele sequer suspeitar que estive com você...

         Encaro-a escondendo minha preocupação. Há uma semana eu pensava que Carlisle estava no inferno, se é que ele existe. Descobrir que ele está aqui e é tão poderoso só me faz querer proteger o livro ainda mais. Suspiro, tentando ver as intenções de Alana por trás de toda essa informação. Ela pode estar blefando, não confio nem um pouco nela.

— Por que está me dizendo tudo isso?

         Alana ergue a cabeça e me dá um meio sorriso. Por um momento acho que vai chorar, mas nós fantasmas não temos lágrimas.

— Por que eu amo v...

— Vocês dois. — Completo irritado. — Sei, já ouvi essa merda antes, durante quinhentos anos. Mas você fez sua escolha quando pegou a mão dele naquela sala.

— Não me deixe falar! — Grita Alana, fazendo com que eu me cale. — Eu fui com Carlisle para ser sua espiã. Tive a ideia na hora, mas não pude dizer nada a você nem ninguém sem que ele ouvisse ou percebesse. Estou realmente chateada por você tentar reviver sem mim, mas depois de tudo que eu lhe fiz passa... eu entendo. — Alana segura meu rosto com as duas mãos e fico petrificado com tudo que ela diz e com o seu contato. — Eu não sinto nada por ele Roosevelt. Eu tinha dúvidas mas no momento em que o vi de novo eu percebi que ... eu amo somente a você. Eu amo você, Roosevelt.

         Antes que eu pudesse processar tudo que ela dizia, Alana me surpreende unindo seus lábios aos meus de forma calorosa. A última vez em que a havia beijado fora horas antes de morrer, há quinhentos anos atrás. Sinto seu gosto intacto pelo tempo, doce exatamente como me lembrava e não resisto, fecho meus olhos e correspondo de forma apaixonada ao seu ato inesperado. Envolvo-a em meus braços e exploro sua língua com intensidade, gemendo inundado pelo mesmo sentimento destrutivo que me afogava quando vivo.

         E então suspiro ao constatar que por mais que eu queira ficar com alguém legal, alguém como Jaynet, sempre estarei preso a esta mulher. Por que eu a amo mais que tudo, sempre amei e sempre vou amar. Mesmo que eu nunca revele meus sentimentos a ela, minha alma ainda lhe pertence.  

         De forma tão inesperada quanto havia começado Alana me abandona, fitando meus olhos com suplica. Continuo abraçando-a desesperado para que me beije outra vez.

— Por favor, esqueça essa história toda. Vamos fugir para bem longe de Carlisle, e reviver. Ter uma vida normal.. — Ela engasga um pouco antes de acrescentar: — Filhos.

         Lembro-me de quanto Alana ficou grávida de mim perto de Carlisle, dele lhe espancando até que ela abortasse e um calafrio percorre meu corpo.

— Não posso, Alana, prometi a Jaynet que a ajudaria. — Esclareci. Alana sabe que não sou de descumprir promessa. — E também Alana, doce sua ilusão de que poderemos viver uma vida normal. Carlisle é obcecado por você e tem um ódio mortal de mim. Não importa quantas vezes revivêssemos ele nos acharia e íamos acabar da mesma forma: Mortos.

         Ela baixa a cabeça derrotada.

— O que vamos fazer então?

— Não sei. Acabamos por envolver a várias pessoas nisso. Ana, Jaynet, Christian, as gêmeas... estão todos sob a mira dele. Precisamos encerrar essa história de uma vez por todas, só teremos paz quando ele desaparecer Alana. Mandar Carlisle pro inferno. — Ela arregalou os olhos. — Mas enquanto não sei o que fazer vou ajudar a Jaynet em seu ritual.

— Está bem, e eu vou continuar infiltrada em seu covil.

— Por que simplesmente não me fala onde ele se esconde e eu pego as crianças?

— Carlisle muda de esconderijo a cada dois dias, é impossível pegar as crinaças. — Alana suspirou. — Ele não está de brincadeira.

— Como posso acreditar em você?

— Não sei, só peço que acredite, ao menos uma vez... por favor. No momento certo você vai ver que estou do seu lado. Eu tenho que ir agora, marquei com ele aqui perto.

         Alana faz menção de se soltar dos meus braços, contudo eu acabo a puxando para outro beijo. Não sei quando irei vê-la novamente, mas quando nos lábios se separam, tudo que espero é que ela esteja falando a verdade.

— Por favor Alana, não me engane outra vez.

          Eu não suportaria...

         Com um breve aceno ela desaparece no ar, e subitamente me lembro de meu objetivo. Corro até a área frontal dos edifícios exatamente quando um homem loiro de olhos azuis estaciona seu carro. Ele desce do veículo trajando um terno e um jaleco branco por cima e joga a chave para o manobrista, sorrindo.

— Bom dia, Charles!

— Bom dia Senhor Becker!

         Sigo o pai de Jaynet para dentro do edifício. Ele demora cumprimentando seus funcionários, um por um. Contudo assim que termina, ao invés de seguir pelo elevador normal, vejo ele pegar um crachá e se dirigir a um elevador lateral. Ele passa o crachá numa máquina tecnológica e a porta se abre.  Entro com ele e o elevador só tem botões que levam a cinco andares específicos, os cinco últimos. E um botão sem identificação.

         Ele aperta o botão do andar vinte e nove e o elevador nos leva para cima, numa velocidade absurda. Me seguro na parede com medo daquela tecnologia dos infernos enquanto ele assobia uma canção de forma despreocupada. Assim que as portas se abrem dou de cara com quatro seguranças que o cumprimentam enquanto ele segue pelo corredor até uma recepcionista, que abre um enorme sorriso ao vê-lo. Todos do prédio parecem gostar do chefe.

— Bom dia Jenna!

— Bom dia Senhor Becker!

— Alguma mensagem para mim antes de eu ir pro laboratório?

— Todas senhor. — Ela dá um risinho de flerte e não é correspondida. — Quem manda chegar atrasado.

         O senhor Becker dá de ombros e seu humor muda, assumindo uma expressão mais séria.

— Quero relatórios sobre os progressos do projeto Jaynet. Mande as mensagens para o laboratório, não pretendo ficar no escritório hoje.

— Sim senhor. — A secretária suspira enquanto balança a cabeça.

         Becker entra em seu luxuoso escritório, e entro atrás dele estupefato com toda modernidade. Feito de janelas blindadas até o teto, o cômodo proporciona uma bela vista pelo alto de Londres, sendo possível avistar o velho Big Bang e uma infida extensão territorial. O pai de jaynet liga os diversos monitores que cobrem uma das paredes lateral e cada um está sintonizado em um canal diferente. Então ele aperta um botão enquanto checa uns papeis em sua mesa.

— Projeto Jaynet, Helena.

         Os monitores mudam de canal e um corpo em uma câmara prateada redonda com uma série de dados que não compreendo são mostrados. Becker suspira e sigo sua deixa quando percebo que o corpo é o de Jaynet. Ela parece mais estar dormindo do que realmente morta.

Solto um grito e abaixo quando ouço uma voz cibernética feminina invadir a sala.

— Projeto Jaynet Becker carregado senhor.

         Sim, me assusto com o comando de voz. Rituais? Sem problema. Agora tecnologia é algo da qual não estou nada familiarizado. O Becker analisa os painéis atentamente, fitando o rosto pálido da filha.

— Helena envie estes novos dados ao laboratório onze, por favor.

— Dados enviados ao laboratório com sucesso, senhor.

         Imediatamente o cientista recolhe os últimos papeis e sai da sala, me deixando sozinho com toda aquela tecnologia. Uso de meus poderes para estragar a câmera e me foco em meu objetivo. Sei que vai demorar, então começo a revirar arquivadoras e sua mesa, em busca do bendito cartão magnético reserva. Repasso as palavras de Jaynet em minha mente:

         É como um cartão de crédito. Encaro-a confusa e Christian tira um cartão da carteira, exibindo-o para mim. Exatamente como este, mas azul claro e com a foto do meu pai. Pode ser o meu também, se você achar. Seria até melhor se fosse o meu...

— Cartão de credito... cartão de crédito...

         Perco a noção de tempo procurando algo parecido. Quando tenho certeza que olhei em cada canto e cada arquivo da sala, me sento no chão desanimado.

— Talvez esteja no laboratório... Não, Jaynet falou que ele guarda aqui.

         Corro os olhos atentamente pela sala, em busca de alguma gaveta ou compartimento secreto que eu tenha deixado passar e então algo me chama bastante atenção.

         No canto de toda aquela sala tecnológica e fria, acho um único vaso de planta com lírios brancos plantados e, acima dele, um quadro com Jaynet, o pai e uma mulher que presumo ser a mãe. Me levanto e retiro o quadro da parede verificando se há algo atrás e não acho nada. Então ergo o pesado vaso e lá está: O cartão magnético. Dois cartões; o dele e o de Jaynet.

         Pego o cartão com a foto dela animado e desmaterializo, levando comigo o pequeno objeto.


Notas Finais


Parei com a maratona, 3 cap em menos de 48 hrs, vou pegar tendinite de tanto escrever kkkkkk se der ainda posto o próximo amanhã, mas não vou prometer não, minha mão ta doendo.. e é sério! kkkkkk Beijoss !


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