História Uma simples promessa - Capítulo 20


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Categorias Naruto
Personagens Kakashi Hatake, Kushina Uzumaki, Minato "Yondaime" Namikaze, Naruto Uzumaki
Tags Kakashi Hatake, Lemon, Naruto, Naruto Uzumaki, Romance, Universo Alternativo, Yaoi
Visualizações 117
Palavras 1.906
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Lemon, Romance e Novela, Shonen-Ai, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Violência, Yaoi
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 20 - A calmaria, antes da tempestade


Fanfic / Fanfiction Uma simples promessa - Capítulo 20 - A calmaria, antes da tempestade

                                A calmaria, antes da tempestade.

 

 

 

 

Agora que eu já sabia quem ele era, tudo o que faltava descobrir, era como encontrá - lo. E para a minha sorte, o homem mais influente e de maior autoridade existente no momento, capaz de encontrá - lo, era por coincidência meu futuro sogro.

 

— Avise ao Danzo, depois de completar a próxima missão, vou me ausentar por dois dias, se ele perguntar algo, diga que vou ver o Hokage — pedi a Yamato, que concordou com um balançar de cabeça, sem fazer perguntar ou questionamentos, antes de já voltar aos seus afazeres.

 

A missão dessa vez, era relativamente fácil, apenas confirmar uma informação, por isso não me ocupou muito tempo. Após enviar um relatório aos Anbu, me dirigi até a mansão Uzumaki. Me aproximei da residencia pela floresta e encontrei uma forte segurança em meu caminho ... Bom, forte de um modo geral, mas não para mim.

 

Evitando ser pego, ou ter que dar explicações a alguém que não fosse Minato, evitei confrontar os guardas e me infiltrei sem ser percebido, o que foi mais fácil do eu esperava. Haviam muitos rostos novos dentre a segurança, porém eram literalmente novos, sem experiência e sexto sentido o suficiente, para detectarem inimigos.

 

Após cruzar o gramado, subi até o telhado e depois entrei por uma janela aberta. Escondendo a minha presença, andei pelos corredores já conhecidos e me dirigi ao primeiro andar. Estava acontecendo uma espécie de reunião, reconheci Wayne e mais cinco de seus antigos homens, os demais eram estranhos. Além deles, Kushina também estava presente, tomando chá calmamente enquanto ouvia sem se meter o que começava a se tornar uma discussão.

 

— Senhor Wayne, entendo que o senhor tem muitas prioridades, mas a ala leste que liga a floresta, precisa de reforço, se formos atacados lá, estaremos perdidos — dizia alguém a a quem não conhecia, mostrando ser muito observador.

 

— Existem poucas pessoas capazes de atravessar aquela floresta, além disso, a nossa prioridade é evitar que pessoas se aproximem da casa e não do jardim — questionou Wayne confiante, como se o que acabara de falar fizesse algum sentido. Continuei a me aproximar sem ser notado, até que estava há poucos metros de distância.

 

— Mas senhor, em uma invasão o jardim seria um ótimo campo de batalha, se não priorizarmos a sua proteção, ficaremos em desvantagem — continuou o jovem, que apesar da pouca idade, possuía muita inteligencia. — Eu concordo plenamente — proferi calmamente, fazendo a minha presença enfim ser notada.

 

Todos direcionaram a sua atenção a mim, quase que ao mesmo tempo, enquanto alguns sacaram suas espadas, quase que em pânico. — Quem é você, como entrou aqui? — gritou Wayne, andando até mim e colocando a espada em meu pescoço.

 

— Abaixe sua espada — ordenou Kushina, em um tom autoritário, surpreendendo a todos. — Mas Senhora ...

 

— Agora — continuou, sem dar lhe explicações. Contra a sua vontade, ele a acatou, enquanto ela caminhava até mim com um sorriso contente nos labios. E então me abraçou carinhosamente. Retribui o seu abraço, sem nada dizer.

 

— Você não precisa usar isso aqui, vamos tire - a — disse, já retirando a minha máscara sem esperar por minha resposta. — Kakashi ... hatake — disse um dos seguranças mais antigos, enquanto os mais novos me encaravam boquiabertos.

 

— Desculpe pela invasão Kushina — pedi com respeito e com uma voz mais gentil — Tudo bem, mas da próxima vez, entre pela porta da frente — sugeriu sarcástica, enquanto me puxava para sentar - se ao seu lado no sofá.

 

— Já faz um ano, desde que você partiu, desde então não tive mais notícias suas e nem de Naruto, fiquei tão solitária — dramatizou, enquanto fingia estar chorando, não consegui conter um pequeno sorriso. — Estive ocupado, mas de modo geral estou bem e Naruto também — disse tranqüilizando - a.

 

— Então você o viu? — perguntou com os olhos brilhando de felicidade. — Sim, estive em Konoha a trabalho recentemente, e aproveitei para fazer uma visita. Ele cresceu de novo e está mais maduro, também percebi que está mais forte, mas não pude comprovar o quanto — expliquei detalhadamente, bem ... não tão detalhadamente assim.

 

Apesar de estarmos sendo ouvidos e observados, kushina agiu do mesmo modo de sempre, assim como eu. Conversamos por vários minutos, enquanto ela me contava algumas novidades boas e ruins. 

 

Em uma noite em que bebeu mais do que devia, ela revelou a Minato sobre a pequena aventura minha e de Naruto, no subterrâneo antes da sua partida, em outras palavras, ele já sabia que eu e Naruto fizemos sexo. Eu sabia que ele ia descobrir mais cedo ou mais tarde, mas preferia que não fosse agora, ainda mais quando tenho que lhe pedir um favor. 

 

Por outro lado, coisas boas também aconteceram. Depois de anos separados, meu pai decidiu reatar a amizade com Minato, pelo bem da minha relação com Naruto, algo surpreendente de todos os ângulos, já que ele se desculpou e Minato aceitou as suas desculpas.

 

— Hatake, peço desculpas, por ter apontado minha lâmina para você, mas gostaria de uma explicação. Como chegou até aqui, o que fez com meus homens? — perguntou Wayne, com um tom respeitoso, mas visivelmente se sentindo ofendido.

 

— Seus homens ... ah sim, você se refere as dezenas de idiotas com espadas nas mãos, não fiz nada, apenas os ignorei e passei despercebido. E quanto a como cheguei até aqui, foi pela floresta obviamente, é muito mais fácil atravessá - la do que você imagina, se eu fosse você daria ouvidos ao jovem — expliquei, vendo o garoto olhar - me com admiração, enquanto ele bufava de raiva. Pensei que uma briga fosse se iniciar, mas ele logo apareceu.

 

— Que movimentação toda é essa, eu sai apenas por vinte minuto — comentou Minato, entrando calmamente pela porta. — Querido, que bom que voltou, olha só, temos visita — avisou Kushina, fazendo os olhos dele pousarem sobre mim.

 

— Ah, é você — falou, sem esconder o seu desdém e a sua raiva, que apesar de pouco era visível. — É um prazer revê - lo também, Minato — devolvi sarcasticamente, vendo - o me fuzilar com os olhos.

 

— Então, o que faz aqui? — perguntou indo direto ao assunto, e sendo um pouco desrespeitoso, em minha opinião e também na de kushina que olhou - o de maneira assustadora. — Quero dizer, você precisa de alguma coisa? — corrigiu - se, ao ver o olhar furioso de sua esposa sobre si.

 

— Vim pedir um favor ao meu sogro, que coincidentemente é o hokage — expliquei vendo uma cara de desagrado surgir em seu rosto, ao ouvir a palavra sogro. Eu sabia que aquela não era a hora para piadas ou brincadeiras, mas não conseguia evitar. O fato de Minato não me aceitar, fazia com que eu sentisse vontade de irritá - lo. Afinal, no fundo eu ainda o odiava, por causa daquela separação que durou onze anos.

 

— Tsc ... eu mal posso acreditar, que meu filho gosta mesmo de você, isso deve ser algum tipo de castigo, só pode ser, afinal ... eu sempre quis uma nora delicada, divertida e fofa e o que eu ganho ... um idiota, arrogante, assassino e que tem um talento para me deixar de mau humor — reclamava, mais para si mesmo do que para qualquer um de nós ali presente.

 

— Fazer o que, não me resta opção se não aceitar — continuou a falar consigo mesmo, enquanto passava por nós e ia em direção as escadas. — Vamos logo, kakashi — chamou, quando já se encontrava no topo da escadaria, mostrando - me que apesar das suas reclamações, estava disposto a me ajudar. Após me despedir de kushina e cumprimentar os outros rapidamente, eu o segui, indo até seu escritório.

 

Em menos de cinco minutos, contei a ele todas as investigações que fiz durante o ano, e os resultados que havia conseguido, inclusive o arquivo sobre Orochimaru.

 

— Entendo, então ele é aquele que quer matar meu filho, me dá vontade de rir — disse seriamente. — Você o conhece? — perguntei surpreso. — Sim, pode - se dizer que é uma grande coincidência. Orochimaru já foi um aprendiz, e disputou o título de hokage comigo, depois que perdeu, ele desapareceu e não tive mais notícias suas, na verdade não procurei saber — explicou parecendo nervoso.

 

— Não sei se vou conseguir encontrá - lo, mas farei o que puder — assentiu, confiante. — Agora kakashi, mudando de assunto, Por que não se controlou e acabou tendo uma relação com meu filho, eu esperava mais de você — disse, enquanto colocava os cotovelos sobre a mesa e apoiava a cabeça sobre as mãos, fuzilando - me com os olhos.

 

— Eu fui trancado com Naruto em um lugar aonde ninguém mais estava presente, em um quarto com uma cama, com duas horas para fazer o que quiser, logo antes da sua partida para um lugar aonde eu não poderia vê - lo ... você faz alguma ideia do que está falando, é humanamente impossível se controlar em uma situação como essa — esclareci honestamente.

 

— É eu sei, mas você bem que podia ter tentado — reclamou enquanto cruzava os braços e fazia um bico ... criança ... essa era a palavra que podia ser tirada daquela imagem — Se estivesse no meu lugar e a pessoa com você fosse a Kushina, você teria resistido? — questionei, vendo uma expressão de culpa surgir em seu rosto.

 

Ele entendia, eu sabia que entendia. Além de que, ter uma relação sexual com quem se ama, é apenas uma questão de tempo. Ele sabia de tudo isso, mas continuava a arranjar desculpas para não aceitar. No quesito "pai",  o meu se saiu muito melhor, quando o assunto foi aceitar o relacionamento do seu filho.

 

— É melhor se preparar Minato, eu amo o Naruto e não pretendo abrir mão do nosso futuro, mesmo que você continue sendo contra ... e esteja avisado, assim que esse assunto estiver resolvido ... nós vamos nos casar — avisei, vendo surpreendentemente um sorriso em seus labios.

 

— Eu já sabia disso, ou melhor ... já imaginava. Você não se deitaria com ele, se não possuísse essa intenção. Como você disse, ainda sou contra, sei que é isso que ele quer, mas me preocupo com meu filho e vou tentar convencê - lo a desistir, enquanto puder ... mesmo que não tenha chance alguma — admitiu com um grande suspiro de lamentação. 

 

Decidi dar aquela conversa por encerrada, ele iria me ajudar na minha busca e isso já tinha ficado esclarecido, quanto ao meu relacionamento com Naruto, em breve eu faria algo a respeito. Sem mais assuntos a tratar ali eu fui embora, voltando pela floresta. Passei em casa e coversei um pouco com meu pai, aproveitei para passar a noite e no dia seguinte voltei ao quartel.

 

Uma semana depois, enquanto estávamos recebendo instruções para uma grande missão em grupo, fomos subitamente interrompidos.

 

— Quem ousa nos ... Oh Senhor hokage, o que faz aqui ? Perguntou respeitosamente, o ancião que nos dava as instruções, assim que viu quem passara pela porta.

 

— Desculpe por atrapalhar. Eu preciso falar com alguém — explicou Minato olhando em minha direção. Sob o olhar curioso e invejoso dos demais, me encaminhei até ele e peguei um pedaço de papel de sua mãos. — Acabe com isso, o mais rápido que puder, eu quero que meu filho volte para casa — esclareceu Minato, olhando diretamente nos meus olhos, enquanto parecia desejar - me boa sorte.

 

Em seguida, ele partiu e eu abri o pequeno papel, que mostrava um endereço e uma data, dali dois dias. Ele estaria naquele lugar dali dois dias, e ali teríamos a nossa batalha.



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