História Uma Vida Para Amar - Lia Jones - Capítulo 14


Escrita por: ~

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Categorias Austin Mahone, Camila Cabello, Fifth Harmony, Liam Payne, One Direction, Zayn Malik
Personagens Ally Brooke, Austin Mahone, Camila Cabello, Dinah Jane Hansen, Harry Styles, Lauren Jauregui, Liam Payne, Louis Tomlinson, Normani Hamilton, Zayn Malik
Tags Camila Cabello, Camren, Camren G!p, Larry, Lauren G!p, Lauren Jauregui, Lauren Jauregui G!p, Lia Jones, Romance
Visualizações 393
Palavras 3.323
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Colegial, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Escolar, Esporte, Famí­lia, Festa, Ficção, Ficção Científica, Hentai, Luta, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Shoujo-Ai, Violência, Yaoi, Yuri
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Intersexualidade (G!P), Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Só consigo pensar naquela menininha cantando...ISOLAAADAAA
KKKK
Jokes a parte, bora ler porque a Camilita já ta quase quase chegando, ela ta só esperando a poeira descer. Eu to prometendo isso que nem vereador que fala que vai reformar as estradas e nunca reforma KKKKK, mas vai acontecer viu gente, tenham fé S2

Boa Leitura! A foto é da nova casa da Lauren.

Capítulo 14 - Um Novo Lar Para se Isolar


Fanfic / Fanfiction Uma Vida Para Amar - Lia Jones - Capítulo 14 - Um Novo Lar Para se Isolar

Denver, Colorado.

Hospital Particular Do Colorado

POV Lauren Jauregui

Acordei quando senti um peso na parte dos meus pés. Alguém havia sentado na cama em que estava deitada no quarto do hospital.

Abri os olhos encontrando meu melhor amigo olhando para mim com um semblante triste e preocupado. Eu sabia muito bem o que ele iria falar, mas de nada adiantaria o que ele falasse, tudo de ruim que podia acontecer, aconteceu.

“ – Lauren...” Ele analisou bem a máscara que estava em minha boca e nariz.

Sem tirar o meu meio de respiração seguro, olhei para seu rosto esperando que ele continuasse. Timidez nunca foi um problema com Liam, nunca mesmo.

Além do mais, havia apenas eu na sala, a enfermeira Dinah terminou o expediente e minha família preferiu dormir lá de fora para não me pressionar mais do que já fizeram.

Digo isso porque meu pai deixou claro a sua opinião de que não aprova essa célula marinha em meu corpo, dizendo como foi um erro ter aceitado toda essa loucura e outras coisas do tipo.

Já a minha mãe acredita que eu posso muito bem viver dentro de casa com um ar limpo e fresco renovado sempre. Talvez seja aquele ditado de que toda mãe cria o seu filho para ela.

Ally e Normani talvez não opinaram por não sentir importantes ao dar a opinião, afinal era a vontade dos meus pais contra a delas. Como se não bastasse Ally ter muito dedo envolvido nisto.

Não que eu a culpe, a doutora fez o que nunca ninguém poderia ter feito para mim, ela me deu esperança e realmente me curou, o único problema é que alegria de rico dura mais pouco ainda.

“ – Eu não sei o que falar Laur, poxa você me magoou muito, eu pensei que erámos irmãos, eu até mesmo lhe contei como eu perdi a minha virgindade.”

Liam finalmente quebrou o silêncio e eu revirei os olhos só de lembrar desse dia horrível em que ele me contou tal história, poderia facilmente morrer sem lembrar.

“ – Não irei brigar com você, seus pais já devem ter feito isso mais do que deviam, só quero que saiba que a tia Clara me contou tudo, desde a mentira das suas “primas” e o resultado dessa experiência ridícula que fizeram em você.”

Olhei para as minhas mãos em meu colo, chateada por ele falar exatamente o que eu imaginei. Desde o início eu sabia que Liam iria agir assim, se ele soubesse antes não conseguiria nem ter andando alguns minutos na minha moto graças a cirurgia.

“ – Foi um ato irresponsável e infantil...mas Lauren, quando eu te vi em pé naquele bar, eu juro, nunca fiquei tão feliz por alguém, nem mesmo quando descobri que minha ex não estava grávida.”

Sorri respirando mais do aparelho. Ele sabia como me alegrar e chatear ao mesmo tempo. Incrível. Segurando a mão dele, deixei que meu amigo desabafasse.

“ – Eu quero que saiba que estou com a Dona Clara, você não precisa ficar nesse mundo horrível em que estamos, eu acho que é até melhor um isolamento de todo esse caos, eu tenho certeza de que alguns anos no futuro, poderão fazer cirurgias seguras e profissionais para pessoas como você e então até lá ficar em casa não é uma má ideia.”

Seus olhos fitavam os meus com brilho, uma esperança surgia dentro dele provavelmente com o intuito de que eu aceitasse.

Mas independente da opinião de Liam, eu já havia feito a minha escolha, e não há nada que me faça mudar de ideia, eu não aguentaria voltar para aquela cadeira de rodas jamais.

E com isso decidi me afastar de todo o mundo, mas ser livre entre paredes com um puro ar condicionado. Ao menos não teria que ser tratada como uma enferma, ver todos os dias a dó no olhar das pessoas...eu seria só mais alguém fora de todo esse sistema, grande coisa.

“ – E então...o que me diz?” Liam ergueu minha mão com a dele. “ – Estamos juntos nessa?”

Balancei minha cabeça confirmando e ele fez um som de conquista que me deixou rindo com dificuldade pela mascará.

“ – Vai dar tudo certo Laur, eu tenho certeza, você é uma garota incrível, não é justo o que está passado mas Deus fará jus a cada sofrimento que sentiu e transformará em alegria.”

Eu estava morrendo de vontade de perguntar ao meu amigo se ele anda frequentando a igreja da doutora, mas achei melhor não tocar no nome de Ally com Liam por perto, depois disso que ocorreu eles devem ter virado inimigos.

Como Liam já havia conseguido o que queria, me refiro a minha confirmação sobre a minha escolha de voltar para a cadeira de rodas ou me isolar por causa dessa doença rara, ele simplesmente se despediu e me deixou no quarto.

A televisão estava ligada porém com o volume mudo, então em um descuido, cochilei no meio de um programa de fazenda e meios rurais.

Um dia depois...
 

Denver, Colorado.

Mansão Jauregui.

POV Narrador

O caminhão de mudança estacionado em frente a enorme mansão dos Jauregui’s mostrava para toda a vizinhança que raramente tinha contato com a família, que algo de diferente estava acontecendo.

Alguns curiosos ousavam olhar para dentro dos portões, tentando entender quem dos famosos Jauregui’s estava se mudando.

“ – Norma, pega esses abajures também, a Lauren ganhou eles quando tinha 3 anos, dá para acreditar?” Dona Clara sorriu se lembrando do presente de anos.

“ – Tudo bem Dona Clara, o que mais?” Normani perguntou com as mãos juntadas para segurar uma pilha de coisas que a mãe de Lauren pedia.

Querendo se livrar de tudo que segurava, a menina começou a dar passos para trás, conseguindo fugir da falação de sua patroa.

Descendo os degraus com cuidado, a morena encontrou Lauren no pilar da escada. A garota vestia uma calça jeans preta colada no corpo até exageradamente demais.

“ – Bom dia Lauren, pensei que iria esperar a gente terminar toda essa bagunça antes de descer.” Normani falou, com dificuldade para olhar algo mais que não seja as calças da menina, pelo tanto de coisa que segurava.

“ – Eu fiquei preocupada da minha mãe querer levar todos os móveis daqui para minha outra casa.” Lauren riu, ajudando Mani que quase tropeçou no último degrau. “ – Para que todos esses abajures?”

“ – Eu acho que sua mãe tem medo de escuro.” A morena falou fazendo as duas rirem.

“ – Céus, eu preciso chamar o meu pai, só ele consegue fazer ela parar.”

“ – Então faça rápido se não ficarei sem coluna antes dos trinta.” Normani entregou tudo que segurava nas mãos de Lauren que por ser atleta desde pequena, não teve dificuldade em levar para o caminhão.

Não demorou muito para a senhora Jauregui descer as escadas olhando para os lados a procura da sua nova melhor amiga, o que era claro pelo carinho que as duas adquiriram uma entre a outra quando Lauren estava de cadeira de rodas.

“ – Norma? Norma cadê você?”

Mani se escondeu no pilar, aproveitando seu corpo magro, mas para sua sorte, Lauren chegou do caminhão a tempo.

“ – Filha, graças a Deus, eu acho que a Norma fugiu com seus abajures, ela deve ter entendido meu inglês errado, eu falei levar para o caminhão, não roubar tudão.”

“ – Mãe, do que está falando? A Normani é americana, ela não tem dificuldade com a língua.” Lauren cruzou os braços.

Para todo mundo ainda era muito lindo ver ela em pé, extremamente linda com roupas pretas e acessórios charmosos.

“ – Ah, dificuldade com a língua eu sei que não, ela fala mais que qualquer um da nossa família, e olha que o tio Luke falava, você lembra dele?” Clara estava tensa, isso era nítido para qualquer um.

“ – Clara, o que está acontecendo. Porque todo esse agitamento?” Mike chegou na sala, olhando para a ex esposa.

“ – Eu...” A mãe de Lauren respirou fundo, segurando no pilar com suas mãos tremendo.

“ – Aaah.” Um grito foi dado por trás do pilar e todos olharam assustados, mas aliviados quando Normani apareceu. “ – Eu juro que senti essa coisa mexer, definitivamente eu vou com a Lauren para fora dessa casa velha.”

“ – Norma, estava brincando de esconde-esconde com quem?” Clara olhou para a morena, não entendendo. “ – No seu país eles fazem isso quando há alguma mudança?”

“ – Dona Clara, eu sou do seu país, me diz você que já vive á tantos anos.” A menina só percebeu o que falou depois. “ – Quer dizer, não que a senhora esteja velha...hoje em dia com um hidratante tudo se ajeita, mas...”

“ – Mani, acho melhor você esperar dentro do carro.” Mike sugeriu e assim a morena fez, não pensando duas vezes para fugir de ter que carregar mais algum abajur. “ – Clara, me explica o motivo de estar tremendo.”

“ – Eu tenho que ser sincera com vocês, eu não estou sabendo lidar, eu pareço estar bem mas não estou. Caramba Mike, é a nossa filha, ela está se mudando finalmente.” Clara limpou uma lágrima no canto do olho dela. “ – Eu...eu nunca pensei que iria ver a minha menininha se afastando de nós assim, eu estou tão nervosa.”

“ – Eu não acredito.” Lauren cerrou os dentes, ficando de costas.

Mike riu baixo, se aproximando para abraçar de lado a mãe de sua filha. Ele sabia que não era fingimento, longe disto, Clara tinha umas recaídas com sua pressão que a deixavam um pouco doida, assim dizer.

“ – Vai ficar tudo bem, nossa filha sabe se cuidar e a Normani estará com ela.”

“ – Qual é pai, eu estou praticamente no bairro vizinho, não estou me mudando para Londres, e eu sequer posso sair de casa.” A garota estava realmente irritada com a ação sem lógica da mãe.

“ – Lauren, não seja rude com a sua mãe, ela tem os motivos dela de ficar assim, lembre-se que ainda nos deve respeito.” Mike falou rígido fazendo a menina bufar porém melhorando seu temperamento.

“ – Ela está crescendo Mike...a nossa filha.” Clara ergueu seu olhar para analisar a mesma. “ – Michelle Jauregui!”

“ – O que foi?” Lauren perguntou assustada.

“ – Cadê a sua mascará de oxigênio. Você quer nos matar de preocupação mais uma vez? Sua insolente!” Clara se afastou do peito de Mike para se aproximar da filha a fim de dar uns bons tapas.

Vendo o movimento incrivelmente louco e cotidiano da família Jauregui. Ally desceu as escadas com sua bolsa no ombro e um rosto triste.

“ – Bom dia doutora.” Mike saudou, cruzando os braços.

“ – Dia.” Ela disse, passando por ele, afinal, Mike quem a mandou embora depois de todo o ocorrido.

Por mais que Allyson já estava com as passagens prontas para ir embora antes do natal, se despedir depois da tragédia que ocorreu era a pior coisa.

Cada passo que seu salto dava, ecoava na mansão enorme em que ela passou tantos meses, adquirindo amor e compaixão com os moradores daqui.

“ – Ally.”

Quase saindo pelo portão da garagem da mansão, a doutora ouviu um grito de alguém conhecido. Se virando a loira encontrou Normani, que corria ao seu encontro.

“ – Bom dia Mani.” A doutora falou triste e também cansada por ter perdido o sono.

“ – Bom dia, para onde pensa que vai?” A morena perguntou com um sorriso no rosto. “ – Você vem com a gente para a nova casa da Lauren não vem?”

“ – Não Mani, eu não irei, e sinto muito por ela ter que se mudar por minha culpa, eu sinto muito mesmo.” Allyson franziu o cenho, tampando seu nariz com a mão para não se desfazer em choro novamente.

“ – Ally...você não precisa fazer isto. Por mais que não tenha dado totalmente certo, a parte mais difícil que foi fazer a Lauren andar você conseguiu. Tenho certeza de que irá descobrir algo para corrigir esse problema com a imunidade, você é o cara lembra?”

“ – Eu agradeço muito por isso Mani, por você ser essa pessoa incrível, mas eu não sou mais bem vinda nessa família, Mike e todos os outros deixaram claro quando souberam da triste notícia.”

Ally respirou fundo quando Jonas terminou de colocar sua mala dentro da limusine, pronto para levar a mesma até o aeroporto.

“ – Você promete para mim que não vai esquecer de nós?” Mani suspirou tristemente por entender que não podia fazer nada sobre a volta de sua amiga para a Jamaica.

“ – Jamais poderia esquecer, vocês foram a família que eu nunca tive.” Ally abriu os braços e esperou Normani se inclinar para abraçar ela, pelo seu tamanho um pouco menor.

Em um clima de despedida, a morena aproveitou para encostar sua testa sob a da doutora, olhando nos olhos castanhos da mesma.

“ – Esta vai ser a primeira e a última vez, e não conte isto a ninguém.”

Sem que a doutora pudesse perguntar do que a morena estava falando, os lábios carnudos de Mani encostaram sobre os dela, dando um beijo rápido mas inesquecível para as duas.

“ – Mani...” Ally abriu a boca sem palavras.

“ – Vou sentir a falta de suas loucuras, e cuide bem do Jesus.”

Escutando a buzina do caminhão de mudanças, Normani se virou depois de dar um adeus para a doutora. Ela sabia que a mesma não queria ver a Lauren, seria doloroso ainda mais para ambas as partes.

“ – Devo dizer que você tem uma sorte e tanto.” Jonas falou baixo se aproximando da loira.

“ – Uma sorte que você não deve nem pensar em desejar querido Jonas, diferente de mim o seu coração é fraco.” Allyson falou, entregando a bolsa para o chofer.

Entrando dentro da limusine, a doutora olhou a mansão se afastar graças ao movimento do veículo, que partia em direção ao aeroporto.

Saudade era o mínimo que ela sentiria, mas ao menos usaria deste tempo em seu verdadeiro escritório na Jamaica para procurar uma nova cura para a recente doença de Lauren.

E pela primeira vez, ela não havia se arrependido de ter vindo para a América.

Denver, Colorado.

Caminhão “Mudanças Do Povo”

POV Lauren Jauregui

Entrei no carro na parte do motorista com minha mascará de oxigênio já instalada na minha mochila e rosto. Com um pouco de dificuldade consegui enxergar as marchas.

Quando iria ligar o carro, a porta do meu lado se abriu e minha orelha foi puxada, me fazendo sair de dentro do veículo.

“ – Você acha mesmo que vai dirigir dona Michelle?” Clara falou, me fazendo entrar na parte de trás do carro. “ – Quer além de se matar nos matar? Você não deve enxergar nem seus pés com essa mascará.”

“ – Ai mãe, desse jeito eu vou ficar sem orelha.” Reclamei massageando minha pele.

“ – Agradeça eu não puxar outra coisa.”

Minha mãe me jogou uma indireta e eu fiquei calada, para não receber mais tapas. A buzina do caminhão foi ouvida e enquanto Clara ligava o carro, Normani apareceu, se sentando ao meu lado com a carinha extremamente feliz.

“ – O que foi?” Perguntei ajeitando a mascará no meu rosto.

“ – Nada.” Ela disfarçou mas eu percebi que ela mentia.

Olhei para os lados, procurando o que eu sentia que faltava e não me lembrei o que era. Meu pai se despedia com luke no colo e Maria do lado.

Minha mãe iria dirigir, o caminhão levaria as coisas com os ajudantes dele, a única pessoa que faltava era...

“ – Allyson!” Gritei tentando abrir a porta do carro, que por sinal tinha acabado de andar.

“ – Lauren se acalma, você vai se machucar. O que aconteceu?” Mani me segurou e eu não parava de olhar para os lados a procura da doutora.

“ – Não Mani...ela não pode ter ido embora.” Respirei fundo o oxigênio jogado para mim e senti uma lágrima escorrer meus olhos. “ – Ela não se despediu de mim.”

Eu falava com dificuldade e minha voz saia de um jeito estranho, eu nem sabia se Normani estava entendendo, mas agradeci quando ela me puxou para um abraço.

Não estava acreditando que depois de tantos meses a doutora simplesmente se virou, dando as costas para mim, como se eu fosse apenas uma das diversas pacientes dela e não uma amiga.

Apertando mais o corpo de Normani, tentei entender o que havia de errado comigo, para não ter mais sorte desde que fui atropelada.

Longos minutos depois...

 

Denver, Colorado.

Região central

POV Narrador

Alguns minutos depois de uma longa estrada, o caminhão havia finalmente chegado na casa antiga de Clara que havia sido preparada para o alojamento de sua filha.

Não havia janelas, apenas paredes com vidros em certos lugares, como o quarto e a sala. Ar condicionado com mecanismo diferentes para filtração de ar foram colocados em cada parte da casa, a energia ficaria uma fortuna mas eles pagariam com prazer para ver a filha bem.

As luzes do quarto onde Lauren iria dormir simulavam o dia, ficando laranja no pôr do sol e um pouco azulada no anoitecer.

Tal quarto, que se localizava no segundo andar, continha uma parede de vidro com total capacidade para conseguir ver a casa vizinha, que por sinal estava para alugar, diferente da do lado oposto, que vivia uma senhora cega com seu cachorro guia.

“ – É perfeito.” Normani elogiou a casa de dois andares com estrutura bastante moderna e elegante. A cor branca com marrom escuro deixava um ar típico dos americanos.

“ – É não é?” Clara confirmou perguntando com seu sorriso orgulho.

Depois de mandar os homens da mudança começarem a descarregar os bens de Lauren, ela se voltou para a casa, abrindo a porta de madeira da entrada.

Havia um cercado envolta mas nada muito grande, apenas para enfeitar. A segurança dessa região era de se elogiar.

“ – Eu não sei nem o que dizer, vou poder mesmo ficar com a Lauren por aqui?”

Normani ainda não acreditava que poderia ainda ficar com a amiga mesmo depois da mesma não precisar mais da cadeira de rodas e nem de ajuda com o banho.

“ – Claro Norma, você irá me ajudar a ficar de olho nessa insolente, do jeito que Michelle vem agindo é capaz de ela fugir na calada da noite mais uma vez, esta é a chave da entrada. Eu não quero que ninguém entre nem saia dessa casa, exceto você. A saúde e a vida da minha filha está nas suas mãos, eu sinto muito dizer isto mas se eu souber que alguém anda trazendo bactérias para dentro dessa casa, eu serei obrigada a lhe demitir.”

“ – Sim Dona Clara.” A morena falou preocupada mas tranquila por não ter nem motivo para deixar alguém entrar, afinal elas estavam livre de vizinhos.

“ – Boa sorte. E minha filha, vou apenas fazer uma janta para vocês e sair, tenho uma reunião com a republica daqui a algumas horas, não posso me atrasar para a entrevista em seguida também.”

Clara, olhou seu celular, deixando as duas sozinhas no grande salão com todas as paredes brancas e lustres da mesma cor.

Já havia móveis dentro da casa, então os homens apenas colocaram os abajures e caixas com as coisas de Lauren no quarto da mesma.

Tirando a mascará do rosto, Lauren respirou fundo, ficando aliviada por ter ao menos um lugar em que ela podia ser ela mesmo, sem depender de ninguém.

“ – Se me der licença eu vou bater uma.” Lauren riu maliciosamente para a amiga que colocou um dedo na boca, imitando vômito. “ – Para que isto, eu vou apenas bater uma abacaxi ali no liquidificador. Estou com sede.” Cínica, Laur se afastou indo para a cozinha ainda maior que os outros cômodos.

A partir de agora, um novo estilo de vida começava. Mas ao menos era um passo à frente. No final das contas, a cadeira de rodas ficou para trás.

Para esse natal, a pequena Jauregui esperava apenas alegria, algo que ela ficou sem por tanto tempo.


Notas Finais


Gente, essa casa para alugar ai, alguém se interessa? A vista é a Lolo batendo uma abacaxi
Me contem o que estão achando, isso é importante para mim S2

Twitter: @MiauJones


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