História Uma Xícara de Açúcar; ChanBaek; Long Imagine - Capítulo 3


Escrita por: ~

Postado
Categorias EXO
Personagens Baekhyun, Chanyeol, Chen, Personagens Originais, Sehun, Suho
Tags Baekhyun, Baekyeol, Chanbaek, Chanyeol, Crossdress, Yoora
Visualizações 212
Palavras 1.441
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Crossover, Famí­lia, FemmeSlash, Ficção, Fluffy, Lemon, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Slash, Universo Alternativo, Yaoi, Yuri
Avisos: Bissexualidade, Cross-dresser, Gravidez Masculina (MPreg), Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Transsexualidade
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Em breve a história ficará menos entrecortada, está bem?

Boa leitura!

Capítulo 3 - Duas xícaras de café.


*Narrator'sP.O.V*


  Duas semanas depois.


Chanyeol estava apavorado.

  Já faziam duas semanas que Yoora morava consigo e duas semanas que a garota frequentava a escola. Yoora e Hanna acompanhavam-se no caminho para a escola todos os dias, indo e voltando pontualmente.

Com a inauguração do novo restaurante, seu tempo era limitado. Chegava em casa muito tarde e saia muito cedo. Raramente tinha tempo com a irmã mais nova.

  Era segunda-feira e o Park havia voltado mais cedo para casa, mas uma coisa lhe chamou atenção quando adentrou a residência. Yoora deveria ter chegado a mais de quarenta minutos e isso estava lhe apavorando.

  Não lhe passou pela cabeça procurar a ajuda de Baekhyun. Não o via a muito tempo. As vezes quando estava indo para o trabalho era comprimentado pelo loirinho, que regava as plantas logo cedo. Mas isso também tornou-se raro quando seus horários mudaram por conta da inauguração.

  Um suspiro abandonou os lábios cheios do ruivo ao ver Yoora adentrar a casa com três sacolas de supermercado em mãos.

– Onde você estava, pirralha? – Gritou mesmo. Depois do alívio veio a irritação.

– V-Você está em casa... – Ela murmurou.

– Estou, e você também deveria estar há quase uma hora. Onde estava?

– E-Eu precisei passar no mercado com a Hanna, n-não tínhamos macarrão instantâneo em casa e...

– Por quê macarrão instantâneo se eu te dou dinheiro pra almoçar todos os dias? – Continuava com o tom ríspido.

– E você acha que eu não preciso jantar? Você mal está em casa durante a tarde, Chanyeol! Quando você chega eu não consigo te ver, porque já estou dormindo porquê preciso acordar cedo para ir à escola no dia seguinte. – O volume de tom de voz da garota aumentou. – E nos finais de semana, quando eu penso que vou poder passar um tempo com você, você continua apenas trabalhando!

– Pare de gritar comigo, garota!

– Quando Yewon me mandou para cá eu pensei que seria diferente, pensei que finalmente teria alguma companhia depois de precisar passar todos os dias sozinha trancada naquela casa. – Fez uma pausa. – E eu fiquei feliz quando cheguei aqui e você me deu atenção, conversou comigo e comprou coisas para mim. Mas isso não é o suficiente, Chanyeol. Não é. Eu preciso de um abraço de vez em quando, preciso de alguém que converse comigo. E adivinha só a ironia... Quem está me dando isso é o nosso vizinho e a filha dele!

  As lágrimas enxiam os olhos da Park, que segurava as sacolas com força.

– Baekhyun virou uma mãe para mim. Por mais que eu nunca tenha tido a verdadeira sensação de ter alguém por perto, alguém que cuidasse de mim. Porque meu irmão e minha mãe biológica não ligam para nada a não ser o trabalho. – Não importa o quanto gritava, o peso não deixava seus ombros. – Você abomina tanto as atitudes da mamãe, mas Chanyeol... Você está virando uma cópia perfeita dela!

  O Park estava estático, não conseguia sequer balbuciar qualquer palavra. E nada mudou quando Yoora largou as sacolas no chão e correu escadas acima.

  A campainha tocou.

  Chanyeol caminhou até a porta, como um ato automático.

– Ah, boa tarde, Chanyeol. Não sabia que estava em casa. – A culpa somente aumentou quando Baekhyun disse aquilo. – Onde está Yoora? Achei que ela iria almoçar conosco hoje.

– N-Nós... – Suspirou. – Nós brigamos, ela subiu para o quarto.

– Você quer que eu fale com ela? Talvez eu possa...

– Sem querer ofender, Baekhyun. Mas eu não quero envolver ninguém nisso. É algo entre Yoora e eu. Posso lidar com isso sozinho. – A fala saiu mais áspera do que pode prever. – Vou chamá-la, só um segundo.

  Subiu as escadas rapidamente, parando em frente ao quarto de Yoora e dando três toques.

– Baekhyun está na porta. Disse que iriam almoçar juntos...

  Rapidamente a porta foi aberta. Yoora passou pelo irmão como se ele não estivesse ali.

  O coração do ruivo apertou quando desceu as escadas e encontrou a mais nova agarrada a Baekhyun enquanto este lhe fazia carinhos na cabeça.

  Era quarta-feira. E Chanyeol, mais uma vez estava chegando tarde em casa, pois como no dia seguinte seria feriado precisou deixar o restaurante pronto. Reclamou consigo mesmo sobre o clima, agora frio, de Chicago – estavam quase entrando no outono. Adentrou a casa tentando fazer o mínimo de barulho, franziu as sobrancelhas ao ver a lareira ligada, mas logo que virou-se conseguiu ver os típicos cabelos dourados de Baekhyun. Aproximou-se um pouco e conseguiu ouvir uma conversa baixinha, continuou a aproximar, devagarinho. Seu coração apertou ao ver Yoora deitada sobre as coxas de Baekhyun, tendo o loiro acariciando seus cabelos. Hanna estava deitada e coberta no sofá ao lado, já adormecida.

– Unnie? Você acha que ele não gosta de mim? Como a Yewon?

– É claro que ele gosta de você, não seja boba, querida.

– As vezes eu acho que seria melhor eu ter ficado em Seul, pelo menos eu tinha meus amigos lá...

– Mas se você ainda estivesse em Seul, você não teria conhecido a Hanna e nem a mim.

  Yoora suspirou.

– E enquanto ao seu irmão. Dê tempo a ele, Yoora. Também é difícil para Chanyeol ter mais alguém aqui, ele está acostumado a viver sozinho...

  O silêncio reinou sobre o cômodo por alguns segundos.

– Obrigada por me ouvir, Unnie. Obrigada por estar aqui por mim. Não sei o que faria sem você e sem a Hanna...

– Sempre estaremos aqui, é só atravessar a rua. – Brincou, arrancando um risinho da garota. – Agora acho melhor você subir. Vou limpar esta bagunça antes que seu irmão chegue.

– Está bem.

– Boa noite, querida. Durma bem, nos vemos amanhã, hmn? – Beijou a testa da garota.

  Yoora levantou, beijando a bochecha de Hanna e desejando um "boa noite" baixinho para Baekhyun antes de subir as escadas.

  Chanyeol ouviu Baekhyun suspirar, e antes que pudesse esconder-se o rapaz levantou-se do sofá, virando-se para si.

– Ah, você chegou. – Corou. – Me desculpe por ficar aqui sem você estar presente mas...

– Quer tomar um café? – Antes que o loirinho terminasse sua explicação, o maior o cortou.

– O que?

– Quer tomar um café? – Repetiu, baixinho.

  Ao ver Baekhyun assentir, caminhou até a cozinha com o mais baixo ao seu lado. Encheu uma chaleira com água, logo colocando-a no fogão.

– Me desculpe por ter falado daquela forma com você na segunda. – O ruivo pediu, de costas para o menor.

– Eu sei como é, Chan. – O mais velho tocou o ombro alheio. – Adolescentes são assim mesmo, você precisa tentar entendê-la. A adolescência é um novo nascimento, já que com ela nascem as características humanas mais completas. É um longo processo, precisa ser cuidadoso.

– Eu não faço ideia de como começar isso... Há duas semanas atrás eu não precisava me preocupar com outra vida além da minha...

– Eu já disse que posso ajudar, se você quiser. Lido com isso todos os dias.

– Você...?

– Sou psicologa. – Sorriu. Chanyeol quis, mais do que nunca beijar aqueles lábios vermelhinhos ao vê-lo referir-se no feminino. Era a coisa mais fofa existente. – Entender um adolescente não é fácil, é preciso esforço e paciência. Eles mudam muito em relação à infância. Dependendo de como são tratados podem transformar-se numa pessoa distante e rebelde... É preciso se colocar no lugar do outro e compreender seus sentimentos e processos mentais. Já pensou em trabalhar menos?

– Eu não posso, preciso inspecionar tudo e...

– Chanyeol. Você pode fazer isso enquanto Yoora está na escola.

– Mas eu... – Suspirou, desistindo de dar desculpas.

– Yoora precisa da sua atenção, do seu carinho. Vocês precisam de mais tempo juntos. Não pode simplesmente querer cobrir a necessidade de amor que ela tem com coisas materiais. Ela vai procurar isso fora de casa e você vai acabar perdendo-a.

– Eu quero mudar isso. Juro que quero. – Tornou a suspirar.

– Amanhã você e eu vamos fazer o almoço e você sai com ela durante a tarde, que tal?

– Mãe? – Hanna adentrou a cozinha coçando os olhos.

– Meu anjo, me espere lá na sala. Já vamos para casa, sim? – A menina assentiu, saindo em seguida. – E então?

– Tudo bem. – Suspirou.

– As dez, na minha casa. Não se atrase. – Sorriu. – Nosso café fica para outro dia, está bem? Descanse hoje. Durma bem. – Passou uma de suas mãozinhas pela bochecha de Chanyeol, deixando a cozinha em seguida.

  O Park suspirou, abaixando o olhar para o chão, mas tornando a levantá-lo ao ver os scarpins de Baekhyun pararem rente a seus pés. Os bracinhos do loiro envolveram seu pescoço, fazendo um carinho gostoso em sua nuca.

– O que está fazendo? – Sussurrou baixinho, não tendo certeza se deveria passar seus braços por volta do corpo pequenino agora colado ao seu.

– Você e Yoora tem olhos muito expressivos. É fácil perceber quando precisam de um abraço...


Notas Finais




Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...