História Umbrella - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Naruto
Visualizações 3
Palavras 4.057
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Escolar, Lemon, Mistério, Musical (Songfic), Romance e Novela, Slash, Sobrenatural, Suspense, Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Spoilers, Suicídio, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 1 - Capítulo I


— Droga... — Madara resmungou tentando controlar sua raiva interna quando deu de cara com a chuva forte do lado de fora da Universidade. Não era tão forte, apenas o suficiente para ficar encharcado até a próxima geração e mais um pouco dela. Porém, o causador de todo seu mau humor não era apenas a chuva.

Havia sido um dia corrido. Com uma porrada de trabalhos que possuíam uma tremenda influencia na final. Sim o ano estava acabando, já era novembro e as notas estavam fechando. O Uchiha sempre foi um universitário severo em todas as categorias e tinha a paranoia que qualquer erro ou descuido seu iria resultar na sua queda, na sua expulsão. Por que tamanha auto cobrança? Simples, a faculdade que cursava era um preparatório para entrar em Havard, em Havard! A maior universidade do planeta! Desde pequeno sonhava em ser um homem de sucesso e a faculdade dita era seu primeiro passo para a eterna gloria.

Madara sempre foi um gênio desde os sete anos de idade, visto como um prodígio por todos a seu redor principalmente por seu pai, Tajima, o patriarca da família Uchiha (que possuía bons status na sociedade junto a uma riqueza incomparável, mas nunca deixando a humildade se dissolver), os elogios que recebera desde que usava fraldas desencadeou uma personalidade diferente do que se era esperado, o pequeno Uchiha se tornou muito autoritativo, ele sempre brilhava nos palcos, mas nunca parecia ser o bastante, precisava ser perfeito e com o passar do tempo quando viu pessoas melhores que ele em coisas que dava o máximo de si, enlouqueceu completamente! A obsessão na sua auto perfeição física e social se tornou tão alta que por um breve momento se esqueceu de sua sanidade mental, mas por pouco quase perdeu o controle de seus atos (um bom exemplo disso era as vezes que mais estudava do que comia e bebia), mas sua sanidade retornou na adolescência quando soube o real significado das palavras "atração por homens".

Assumiu a homossexualidade a si mesmo cedo demais e deixou isso penetrar fundo em seu padrão. Era verdade que sentia atração por homens e destetava as mulheres (não chegava a ser machista, apenas não gostava do corpo feminino e sentia-se enojado, com exceção de sua mãe, talvez fosse seu grande respeito pela matriarca Uchiha que encobria qualquer rastro de nojo em relação a seu corpo e também ele não iria ficar observando o corpo nu de sua própria mãe, seguindo essa linha de raciocínio ele a tirou de sua lista, algo bem racional). Desde pequeno nunca gostou de mulheres, no inicio pensou isso era normal porque nunca havia se relacionado por conta do excesso de estudos e do fato de não gostas de conhecer coisas novas, mas sentia atração por homens, tinha sentimentos internos em relação ao corpo masculino e não havia nenhuma justificativa (ao contrario do corpo feminino), simplesmente havia nascido assim, não tivera nenhuma influencia apenas nasceu e cresceu como algo natural, Madara gostava de figuras masculinas ativas que o fizessem um completo submisso, eles eram diferentes das mulheres alfas, que no final cediam ao homem deixando-o controlar a situação (havia deitado com personalidades femininas do tipo para finalmente chegar a sua conclusão). Afirmar cedo demais não foi um problema, foi até melhor em certo ponto de vista de sua personalidade interna, o seu lado que não queria se relacionar por conta dos estudos: Existiam poucos gays solteiros que estavam dispostos a apenas uma noite, não a com o que se preocupar.

Não foi algo relevante em sua personalidade e não via necessidade de confessar em voz alta, principalmente a sua família por vários motivos. Ele tinha a mente, em certo grau, racional. A obsessão pela perfeição intervinha em seus sentimentos mais internos e lhe dizia que era impossível alcançar a perfeição, ser admirado e respeitado por todos no mundo sendo um homossexual, vivendo com outro homem a seu lado. A opinião dos outros era essencial, pois como dito antes, Madara queria ser o melhor e ao longo dos anos aprendeu algumas coisinhas, como essa, manipular a mente alheia, criar um perfil fake para a classe media e ser quem ele era para a classe alta. Voltando, como só teve dois relacionamentos sérios enquanto se descobria e, provavelmente os dois homens que se envolveu nem devem recordar de seu rosto, abandonou a hipótese de assumir publicamente o homossexualismo. Sabia que seus pais não iriam se importar (Tajima provavelmente daria uma festa dizendo o quanto estava orgulhoso pelo filho ter sido tão corajoso), mas seriam questionados pelos outros membros da família, que eram severos e tradicionalistas e Madara não queria esse peso nos ombros dos seus pais, muito menos nos seus e de seu futuro perfeito. Ele só queria admiração e respeito. Então, o fato de ser gay foi guardado para si e com o passar do tempo, sua opção sexual seria dissolvida.

E com isso, quando completou 18 anos, ganhou de Tajima um carro e um estabelecimento próprio (este alegando que era o primeiro passo da vida perfeita, uma casa que mais parecia uma mini-mansão com seus dois andares, moveis luxuosos e pintura moderna, tudo de acordo com o gosto excêntrico do primogênito), e logo depois teve a grande surpresa, a vaga na faculdade que acolhia jovens gênios para envia-los diretamente a Havard. Tajima era rico o suficiente para comprar Havard, mas ele era bastante humilde ao contrario dos outros Uchihas e não se dar ao luxo de realizar tamanho ato, seria cruel. O patriarca sabia que o filho já tinha uma mentalidade adulta, que Madara possuía conhecimento do que era o mundo quando atingia a maior idade, das obrigações que tinha que zelar e que até já estava os realizando (como pagar impostos, controlar o dinheiro das contas etc). Toda essa situação só serviu para Madara se focar ainda mais nos estudos, além de ser uma oportunidade única queria dar o troco: Seu pai havia o impressionado e queria impressiona-lo também, e como faria isso? Passando nessa faculdade em primeiro lugar.

Para ele, ainda não estava bom, mas estava.

Seus pais, sua família (incluindo os Uchihas secundários etc) e seus colegas já enxergavam Madara como o cara, pois a determinação do Uchiha era, para eles, inspiradora. Porém a obsessão de Madara havia-o deixado cego para enxergar aquilo. Completamente cego.

Mas para a completa surpresa do Uchiha, aquela faculdade não era igual a seu Ensino Médio, notou isso quando terminou o primeiro bimestre com uma boa nota de raspão! Suas notas estavam um por cento acima da media e isso foi motivo de piada por toda sua turma. Madara era um gênio, mas o padrão de ensino na universidade deu uma reviravolta logo quando ele teve sua primeira aula (por coincidência ou destino, foi jogado de veteranos), os demais alunos já estavam acostumados com essas reviravoltas principalmente os novatos, foram diferentes com Madara porque ele chegou ao campos com muita arrogância afirmando que seria moleza, em outras palavras, fisicamente e emocionalmente despreparado. Ser um dos alunos com a nota mais baixa na Universidade foi um choque e isso resultou em uma queda emocional, já que sua obsessão era alcançar a perfeição (como iria alcançar a perfeição daquele jeito?), sua autoestima quase teve uma caída eterna junto a seu objetivo de vida, mas Madara não desistiu. Pelo seu pai que confiou nele, pela família Uchiha (que o reconheceriam e comentariam seu nome nos cantos: Veja só, o "nosso" primogênito cursou Havard.).

E com esse pensamento em mente sua obsessão pela perfeição aumentou em um nível insano, consequentemente duplicando sua auto cobrança em tudo que exercia, literalmente até em sua rotina do dia-a-dia, tanto na Universidade quanto na vida pessoal, se bem que o que ele possuía não podia ser chamado de vida pessoal, pois passava vinte e três horas estudando e se preparando para imprevistos que seu estado paranoico criava, depois da surpresa que teve da faculdade, não deixaria mais nada atrapalhar sua reputação.

Enfim. Mais um dia normal na faculdade havia se passado, o costumeiro padrão árduo: Os professores haviam passado uma porrada de trabalhos para entregar dali a três dias, e os assuntos eram variados, iam de aritmética a medicina (básica), era apenas o inicio de seu ano e parecia que estava se preparando para um debate com Einstein ou Steven Hawkings. Mas por sua reputação e pela sua obsessão, faria de tudo. Mesmo que isso significasse ter que perder seu bom humor diariamente, como agora.

A chuva estava intensa e teria de voltar andando já que havia deixado o carro em casa por este estar sem combustível (coisa que raramente acontece, pois o Uchiha era sempre cauteloso, até quando se trata de cortar uma fatia de pão). Seu chofer estava indisponível por motivos pessoais e ele não era estupido a ponto de ligar ao pai para que este viesse busca-lo, pois morava do outro lado da cidade (sim, ele pensou em ligar para o pai vir busca-lo), o pior de tudo é que não havia ninguém para lhe oferecer uma carona, pois o Uchiha não tinha amigos.

Sim, Madara era obcecado a ponto de não querer companhia. Pois de acordo com sua filosofia, amizades precisam de muita atenção e no final poderia ser esfaqueado pelas costas, não iria arriscar, pois, novamente, pensava que estava bem do jeito que estava. Não precisava de amigos, pelo menos não naquela altura do campeonato onde o essencial é concentrar-se nos estudos e não em amizades, mantê-las atrapalhavam. Mesmo se o Uchiha quisesse ter amigos, provavelmente seria impossível. Pois, de acordo com suas fontes, para manter amizades é preciso ter um excesso de confiança no outro, confiança que Madara não tinha nas pessoas, pois ele sempre achava que o mundo estava contra seu sucesso (com exceção de seus familiares que sempre o elogiavam). Mas nem por isso sentia-se solitário, seus amigos eram seus familiares e textos informativos.

A universidade praticamente trancou todos seus alunos do lado de fora, pois estava sendo fechada por causa do feriado prolongado que teria na próxima semana e era sexta-feira, os donos do prédio não queriam perder tempo, havia sido um semestre difícil e recheado de longas tardes cansativas; A apresentação dos calouros (junto com discursos longos, instruções e regras), apresentações de novos professores, profissionais apresentando o campus para os novatos, mas o pior que tiveram de aturar eram os veteranos pregando peça nos calouros. Esse ultimo foi mais que cansativo. Eles queriam uma folga urgente, tudo bem que a Universidade era preparatório para Havard, mas até eles possuem seus respectivos limites.

Madara revirou os olhos procurando em sua mochila qualquer suporte para enfrentar aquela chuva, mas nada. Se tivesse deixado de ser tão arrogante e mais calculista e trazido pelo menos um guarda-chuva caso acontecesse essa burrada que estava acontecendo agora, quem sabe já estava em casa se deliciando com novas informações que os livros e a internet lhe proporcionavam enquanto tomava leite quente sentado em seu sofá com os pés na mesa de centro de frente a lareira. Sempre se preparava para situações desse tipo, mas estranhamente, aquele dia estava indo de mal a pior, pior mesmo, Madara nem sabia que as coisas iriam piorar dali em diante.

— Ah! — Grunhiu alto, jogando a cabeça para trás. A situação já estava ficando agoniante. De modo algum podia cogitar a ideia de ir andando até um ponto de ônibus, e seu material dentro da mochila? Iria ser inteiramente ensopado e não podia dar meia volta e devolve-los a biblioteca, pois a faculdade trancou todo mundo do lado de fora. O Uchiha sentiu uma vontade louca de dar meia volta e chutar os portões da universidade, como se aquilo fosse adiantar algo.

A personalidade fria e indiferente era uma mascara para a sua verdadeira personalidade narcisista, egocêntrica e obsessiva (e por pouco a impulsividade não estava nesta lista). As pessoas (com exceção de seus familiares) não teriam o privilegio e honra de saberem que era o verdadeiro Madara Uchiha, ele pensava inúmeras vezes. Algumas coisas desencadeavam sua agressividade que sempre foi oculta, assim como seu narcisismo, como, por exemplo, agora, não dava para simplesmente se controlar quando aquela chuva e aquele prédio fechado desafiavam seu orgulho (o Uchiha encarava aquilo como um desafio, pois estava perdendo o controle por conta da raiva que foi causada pelo estresse da agonia que era ficar parado sem conseguir formular uma boa saída), estava quase perdendo seu autocontrole, quase, faltava apenas um fio.

— Calma Madara... Calma... — Optou por respirar fundo, não iria se render a sua atual situação. Deu os ombros, curvando as sobrancelhas, conseguindo por um milagre impedir que seus futuros atos agressivos se realizassem e uma calma momentânea se apossar de seu espirito. Chegou a uma conclusão: Esperaria o fim da chuva. Sem rodeios ou pontas presas. E se a chuva fizesse o contrario da qual esperava... Bem, não queria pensar nisso.

Bateu com um dos pés com força no chão depois deu meia volta enquanto desfazia sua feição irritada, caminhou até um dos bancos que tinha na cobertura, ao chegar jogou sua mochila sem cuidados no assento e sentou-se por fim, se acalmando, passou uma das mãos da testa ao queixo se desfazendo das gotículas de água que tinham pingado em seu rosto. Por fim resolveu se relaxar no banco, deixando suas costas ficarem menos tensas naquele encosto. Não gostava muito de ficar relaxado em lugares públicos como aquele, mas foi obrigado a abrir uma exceção. Tudo estava desfavorável que não quis extrapolar a paciência de seja lá quem estivesse manipulando seu azar.

Mas tudo piorou. Piorou pra caralho.

— Madara? — Uma voz soou por trás. Uma voz carregada de duvida, surpresa e uma pitada de animação.

O Uchiha arregalou os olhos incrédulo e nervoso, tanto que sentiu seu coração batendo muito mais rápido que o normal. Não podia ser quem estava pensando, formulando. O dia sim podia piorar.

— Hashirama? — Tentou manter a voz firme, o olhar firme, mas falhou miseravelmente. A voz saiu tremula e as feições estavam aterrorizadas, sorte que o outro estava de olhos fechados com seu costumeiro sorriso de humildade e pode fechar o cenho antes que ele visse sua face assustada.

Quem é Hashirama? Hashirama é o primogênito da família Senju, os rivais dos Uchihas, mas isso não impediu que Madara se tornasse apaixonado por ele.

Tudo começou quando Madara o conheceu na puberdade, lá por volta dos seus 15/16 anos de idade quando sua obsessão não era tão forte quanto agora. Ainda estava descobrindo o que queria de uma vez por todas ser na vida, bem no meio do tempo que estava entre gay ou não gay. Hashirama era um estudante novo, no primeiro dia na sala de aula, inicialmente sua presença não foi muito relevante aos olhos do Uchiha que estava preocupado com muitas outras coisas. Enquanto o Uchiha se distraia pensando na sua vida, Hashirama estava do outro lado da sala observando-o, observando seu corpo. E essa situação durou duas semanas até Madara se tocar que estava sendo observado por alguém que ele classificava como imbecil virgem desesperado ou cara sem noção.

Não levou a situação a serio, mas Hashirama levou, ele simplesmente sentia-se atraído pela personalidade difícil do Uchiha, talvez porque o menor fosse um desafio e o Senju adorava desafios por natureza, mesmo Madara alegando diversas vezes que não estava afim. Aquilo só o atiçou mais, passou a se oferecer para pagar seu lanche, carregar suas coisas e encobri-lo de elogios. Madara ignorou tudo utilizando seus comentários maldosos que costumavam ter o mesmo efeito que uma facada, mas nada funcionava.

Até que aos poucos ele foi se rendendo para ver se o Senju largava-o de vez, e aconteceu justo o contrario. Além de Hashirama o perseguir cada vez mais e revelar seu lado compreensível e carismático, Madara começou a notar algo estranho que acontecia consigo quando estava ao lado do maior quando ele se tornava esse novo Hashirama (compreensível e carismático).

Madara pensou que fosse amizade.

Nunca havia sentido amizade, mas pelos livros que tinha lido só podia ser aquilo. Um sentimento de afeto, simples e pratico nada que interferisse em sua futura vida. Era a única explicação logica, o que sentia naquela época ainda era fraco para ele cogitar a ideia de ser um possível amor, então se convenceu que era amizade e que eles eram amigos, apenas isso e nada mais.

Depois dessa afirmação ele teve certeza que corria perigo, como anteriormente justificado, na mente do Uchiha amizade era um desperdício de tempo e emoções, para ele nada durava para sempre nem a amizade, sempre ficava paranoico de que fosse apunhalado pelas costas. Iria sofrer, e sofrimento era perda de tempo, perder tempo era algo que Madara não admitia. Então depois da afirmação ele teve certeza que tinha de se afastar de Hashirama, mas não dava e isso foi um choque, sempre que tentava por um fim nos encontros simplesmente sua voz não obedecia, as feições melancólicas que ameaçavam tomar conta do rosto do Senju impedia que Madara tomasse atitude.

Ainda mais quando soube que o irmão mais novo de Hashirama; Tobirama Senju havia morrido em um acidente de carro e mais, o Senju mais velho havia presenciado toda a cena. Naquela ocasião, Madara se viu obrigado a consola-lo e foi nisso que notou seus sentimentos.

O que é amor? É colocar as necessidades do outro acima das suas.

Era o que Madara estava fazendo. Em um momento de tristeza alheia ele estava lá com Hashirama, deixando de lado suas ambições, suas vontades, seu orgulho, para consola-lo, para deixa-lo chorar em seu ombro, para deixa-lo abraçar-lhe. Madara era um adolescente insensível e não tinha respeito por ninguém fora de sua família, a partir dali Hashirama se tornou uma exceção.

Recordava-se dos dias que passou 32 horas junto do maior, com este afirmando que era o culpado, que não era um bom irmão, que era cedo demais. Eles estavam na penumbra do apartamento, sentados no chão, Madara encostado na parede com Hashirama deitado em seu colo chorando rios de lagrimas e não era no sentido figurado. Quando de repente, uma brisa passou por eles, uma brisa levemente implacável passou pelos rostos. (O cômodo estava todo fechado não havia como um vento entrar ali e era noite quente). Como se fosse uma espécie de mensagem, pelo menos foi isso que Hashirama havia comentado antes de se levantar as presas e, feio um louco, seguido o vento pela casa toda, só havia parado porque Madara havia segurado seu rosto, dizendo para ele parar de ser louco. Naquele dia tiveram uma divertida discussão sobre o que tinha sido aquele vento. Os ânimos haviam se acalmado. 

Depois que Hashirama conseguiu superar a morte do irmão, era a hora perfeita para largar de vez os laços que tinha com o Senju e foi isso que fez, sem o conhecimento do maior.

Com seus 17 anos, terminou o Ensino Médio. Quando completou 18 anos mudou de cidade (para onde estava à casa que Tajima havia lhe comprado que ficava perto da faculdade) onde sua obsessão ganhou forma e o Uchiha passou a se concentrar inteiramente no que importava de verdade: Seu sucesso (Mesmo sentindo aquela pontada no peito de preocupação, aos poucos conseguia esquecer Hashirama, esquecer tudo que haviam passado juntos).

Mas o destino os uniu novamente. Madara não sabia como, mas Hashirama estava estudando no mesmo campus que estudava.

— Deixa eu adivinhar... Esqueceu o carro e o guarda-chuva não foi? — Indagou com a voz despojada junto com o sorriso que só ele fazia, ambas as coisas deixaram Madara acuado. O Uchiha por sua vez, desviou o olhar, ignorando o tom cômico alheio. — Fala comigo Madara. — Zombou abrindo mais o sorriso cínico.

— Porra, não da pra fugir desse maldito. — Pensou, refletindo consigo mesmo, deixando um sorriso discreto e rápido escapar pelos lábios, se encostou melhor no banco onde estava sentado. — Tem um guarda-chuva para me emprestar?...

Os dois arregalaram os olhos. Madara não havia acreditado no que havia dito, ele não precisava ficar pedindo esmolas! Hashirama ficou surpreso pelo tom de voz e pelo Uchiha pedir algo para ele. E a sorte estava do seu lado, pois tinha dois guarda-chuvas sobrando. Sorriu tanto que sentiu que sua alma também sorria.

Madara ficou encabulado, era o limite dos gestos impulsivos que seu corpo fazia sozinho, até que ponto não conseguia controla-lo? Estava ficando muito puto com aquilo. A chuva estava longe de acabar, então deixou aquela passar, pois seria favorável não desafirmar o que havia dito.

Hashirama tirou de dentro de sua mochila dois guarda-chuvas, se aproximou do menor e entregou um deles ao Uchiha, sem tirar o sorriso do rosto (nunca parava de sorrir quando estava na presença dele). Madara pegou o bendito objeto a contragosto e se levantou, dando as costas ao maior.

— Como é que se diz? — Hashirama perguntou irônico entre dentes, colocando uma das mãos atrás da orelha em ironia. Madara suspirou, enquanto abria o objeto se virou para encarar o Senju.

— O... Obri... Tsc! Obriga... O... Obrigado! — Gaguejou, corando, desviando o olhar e sentindo seu coração acelerar. — Puta que pariu larga de ser idiota Madara.

— Foi bom te ouvir Madara. — Hashirama declarou, abrindo seu guarda-chuva e dando as costas ao Uchiha. — Pode ficar tranquilo eu passo na sua casa para pega-lo, afinal... — Deu uma pausa deixando um Madara terrivelmente curioso, e um grau possessivo. — Ele pertence a alguém especial... — E andou numa direção divergente a do Uchiha, onde o ultimo dito se encantou com a figura do maior desaparecendo entre as gotas de água.

Depois do abandono em um momento delicado, ele ainda corria atrás do Uchiha. O Senju mantinha firme seu laço com Madara. Por quê? Porque Madara era tudo que ele tinha. Seus pais estavam mortos, seu irmão estava morto, não tinha nenhum amigo, tudo que ele tinha era o Uchiha e não deixaria ele escapar entre seus dedos, ainda sentia amor por ele mas não queria apressar as coisas, força-lo a uma realidade distorcida, obrigar ele a algo que ele não quer, deveria esperar e estava esperando demais. Tanto que a vida se tornou terrivelmente melancólica, ele só queria alguém de seu lado e Madara estava obcecado demais com outros assuntos que mal notava, mas se notasse não iria ser algo relevante, pois o Uchiha não quer esse peso em sua vida.

As ultimam palavras ditas por Hashirama ficaram na sua cabeça por alguns segundos e seus pés perderam o chão de tanta reflexão em relação a aquele ser. Ele finalmente tinha achado alguém especial? Mas por que tinha dado um objeto tão pessoal para o Uchiha? Madara segurou o guarda-chuva e o girou procurando por alguma assinatura, resolveu abri-lo e teve uma surpresa surreal e emocionante (no seu ponto de vista) ao ver o nome escrito na borda do guarda-chuva:

Propriedade de Tobirama Senju.

Seus olhos se encheram de lagrimas, lágrimas curtas e pequenas que tinham um peso enorme, mal percebeu que estava prestes a chorar por alguém que nem tinha conhecido direito, mas não estava chorando por isso e sim porque Tobirama Senju era um garotinho especial para Hashirama (depois dos pais dele que haviam morrido e deixado à herança para os dois Senju) e talvez sua única motivação de vida. Sim meus queridos, Madara estava prestes a ter uma crise de consciência junto a uma confusão de vontades.

Talvez... Só talvez... Quem sabe... Poderia abrir uma exceção para Hashirama, não aguentava mais vê-lo sofrendo daquele jeito, recusando suporte alheio, estava sendo doloroso aguentar a pressão de testemunhar aquilo dia após dia de mãos atadas (que eram atadas pelo seu ego e obsessão).

Por uns bons minutos Madara refletiu sobre isso, refletiu muito e chegou a uma conclusão:

Daria uma chance para Hashirama Senju. Uma chance de aprender a controlar os sentimentos que tinha por ele, não era por pena, mas sim por... Esse sentimento que muitos chamavam de amor.

Começaria uma conversa seria sobre seus sentimentos com Hashirama assim que este fosse a sua casa buscar o guarda-chuva. Se renderia e abriria um espaço para o Senju em sua vida, e com esse pensamento Madara andou tranquilo até sua casa do outro lado da cidade, mal percebeu que caminhara vários quilômetros, não notava que suas pernas pediam descanso, não notava as poças de água que seus pés pisavam, a única coisa que sentia era nervosismo, um friozinho gostoso na barriga.


Notas Finais


Minha escrita era melhor :v admito.


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...