História Unbroken - Capítulo 7


Escrita por: ~ e ~_nyx

Postado
Categorias Agents of S.H.I.E.L.D., Capitão América, Os Vingadores (The Avengers)
Personagens Anthony "Tony" Stark, Grant Ward, James Buchanan "Bucky" Barnes, Maria Hill, Natasha Romanoff, Nick Fury, Peggy Carter, Personagens Originais, Sam Wilson (Falcão), Sharon Carter (Agente 13), Steve Rogers
Tags Bucky Barnes, Capitão América, Soldado Invernal, Steve Rogers, Vingadores
Visualizações 113
Palavras 3.348
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Crossover, Ficção, Hentai, Romance e Novela, Suspense, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Spoilers, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olá, queridos! Como estão?
Bem, cá estamos com mais uma atualização. Por favor, leiam as notas finais, porque temos algo importante para dizer e estou cansada de ter que explicar separadamente para cada um que comenta. Por favor, amores.
Boa leitura.

Capítulo 7 - Not Dead


Fanfic / Fanfiction Unbroken - Capítulo 7 - Not Dead

Claire respirou fundo ao sair do elevador. Vários agentes passavam por ela, alguns com condolências, outros apenas curiosos, ainda mais quando notavam o sangue na roupa da agente, não sabendo se pertencia a ela ou a Fury. Usava uma máscara para que ninguém notasse o que passava em sua mente, mas seus pensamentos estavam focados no que faria depois da reunião com o presidente.

Ao virar o corredor, viu Pierce e Sharon conversando na porta. Ao ver a agente ali, seus sentimentos logo mudaram para raiva. Não tinha gostado de saber que o falecido diretor da SHIELD tinha colocado outra agente para vigiar Steve, o fato só piorava por ser ela.

Os dois se viraram e a viram, a expressão de Sharon se fechou instantaneamente. Se despediu do superior e saiu pelo mesmo caminho por onde a Williams vinha.

– Vadia – cumprimentou Claire ao passar ao seu lado, usando um tom que apenas ela escutasse.

– Cadela – retribuiu, irritada.

Pierce sorriu para Claire, não tendo escutado a troca de palavras amigáveis. O homem fez sinal para que a agente entrasse primeiro na sala. Fechou a porta e colocou a mão em seu ombro, em conforto.

– Sinto muito por sua perda – disse, a fazendo andar. – Sei que ele era como um pai para você.

– Obrigada – agradeceu.

– Nunca imaginei que sua morte seria desse jeito.

– Com a vida que levava, era o único jeito.

A sala era enorme. Nos fundos, de um lado, tinha uma grande mesa com várias cadeiras; do outro, um sofá e duas poltronas, acompanhados por uma mesa de centro. Na parede, alguns quadros e uma grande tela, com diversas informações, com as quais Claire nem perdeu seu tempo. Na parede contrária, uma grande janela com uma bela vista da cidade, mas que também foi ignorada.

A agente preferiu sentar na poltrona e Pierce no móvel ao lado. A mesa de centro possuía alguns arquivos espalhados. Os olhos de Claire passaram rapidamente pelos papéis e identificaram uma foto de Fury e Alexander juntos quando jovens.

– Não queria falar com você sobre isso agora, mas sabe como é o protocolo – disse, chamando sua atenção. Ela já sabia do que se tratava. – Claire, por que você e Nick foram para o apartamento do Capitão Rogers?

– A escolha foi minha – respondeu, não querendo explicar o motivo. – Steve não sabia que estávamos lá quando chegou.

Fez questão de não culpar seu amigo, já que ele era o mais inocente dos três no momento.

– A missão Estrela da Lemúria foi só resgate de reféns? – indagou, apoiando o braço na poltrona. – Ou você tinha alguma tarefa mais específica?

Claire estranhou a pergunta, porém, preferiu guardar para si.

– Eu? Não. – Virou um pouco a cabeça, observando Pierce. – Deveria ter tido outra missão?

– Sabe o que o navio levava? – questionou, mais duro.

– Não, não sei. Algum satélite? – continuou, um pouco irritada. – Minha missão era a mesma do Capitão Rogers: salvar os reféns. Foi o que fizemos.

Ele assentiu, não acreditando muito nas palavras da jovem.

– Você é muito leal ao Nick – comentou, a observando. – Sabia que o apartamento do Capitão Rogers estava grampeado? – Ela balançou a cabeça em afirmação. – E o seu também?

– Não, não sabia. – Franziu o cenho.

– Sabia que foi ele quem grampeou? – Sua resposta foi o silêncio. – Parece que ele não confiava tanto em você quanto você confiava nele.

– Nunca dei motivo para tal dúvida – disse, não gostando da insinuação. – Nem todos mentiam para Nick Fury.

Claire notou o desconforto que aquelas palavras causaram em Alexander, o que a deixou mais desconfiada das verdadeiras intenções do mais velho.

– Nick te passou alguma informação sobre os assassinos de seu pai? – indagou, pegando uma pasta na mesa. – Um deles pode ser o mesmo que os atacou e matou Nick.

– Não, ele não me passou nada – respondeu antes de cruzar as pernas. – Se tinha alguma informação, está levando consigo para o túmulo.

– Não acha muita coincidência?

– Senhor Pierce, creio que está procurando pelas respostas no lugar errado.

– Então, me diga onde as encontrarei.

– As respostas estão com os assassinos.

Naquele mesmo instante, uma batida na porta interrompeu a conversa. Os olhos do mais velho desviaram dela para a porta. Tirou os óculos e se levantou, foi até uma mesa e se encostou.

– Isso é tudo, agente Williams. Você já pode ir. – Ela levantou e andou em direção a saída, mas parou ao ser chamada. – Saiba que vou descobrir o motivo de ter perdido meu amigo e qualquer um que se intrometer, sofrerá as consequências. – Esperou alguns segundos, mas a gente só o encarou seriamente – Qualquer um.

A ameaça foi clara para ela.

– Entendido, senhor. – Sorriu em desafio.

– Chame o Capitão Rogers.

Ao abrir a porta, Claire não se deu ao trabalho de olhar para quem havia batido. A agente apenas seguiu de volta em direção ao elevador. A outra mulher, no entanto, observou seus passos até que sumisse pelo corredor.

– Senhorita Cuthbert – o diretor a chamou, atraindo sua atenção.

– Senhor – o cumprimentou e adentrou a sala, fechando a porta ao ver seu sinal. – Os ratos encontraram algo nas contas do Batroc. – Lhe estendeu a pasta que tinha em mãos.

– O que já lhe disse sobre chamar os técnicos de ratos? – questionou, folheando os papéis da pasta.

– Para não chamar na frente deles – respondeu e um sorriso irônico surgiu em seu rosto, vendo o mesmo acontecer com o homem.

– Me parece que Nick Fury não era assim tão esperto – ele comentou, deixando o arquivo sobre a mesa, e se virou para a mulher. – Conseguiu algo com Batroc?

– Nada, senhor, mas temos um técnico – proferiu a palavra calmamente – analisando o computador e o celular criptografado que ele usava – informou, notando o semblante pensativo do homem. – O que faremos com ele?

– Termine sua missão – mandou e pôs a mão no ombro dela. – Em seguida, dê a ordem a Jasper Sitwell, eu duvido que minha próxima visita coopere.

– Sim, senhor. – Assentiu e seguiu para a porta, com o superior em seu encalço.

– Quando terminar, faça uma visita a nosso outro amigo – sugeriu. Ela ia respondê-lo, mas ele a interrompeu assim que olhou para o fim do corredor. – Terá um carro lhe esperando na garagem.

– Tenha um bom dia, senhor – desejou e se virou para o corredor.

Steve vinha da mesma direção, mas não a notou até que a mulher começou a andar e o som dos saltos de suas botas ecoaram. Ele ergueu os olhos para ela e manejou a cabeça em cumprimento, gesto que ela retribuiu.

– Capitão Rogers – ouviu o superior o chamar. Antes de entrar na sala, deu uma última olhada e viu a mulher de cabelos castanhos dobrar o corredor, lhe deixando com a estranha sensação de conhecê-la de algum lugar. Balançou a cabeça levemente para espantar os pensamentos e seguiu Pierce.

 

 

– Sitwell. – O agente olhou para trás ao ouvir seu nome.

– Não esperava encontrá-la tão cedo – lamentou, com um sorriso cínico estampado em seu rosto.

– Não teria vindo se não fosse uma ordem direta, sabe muito bem que odeio exposição – murmurou e olhou em volta, tendo certeza de que não estavam sendo observados. – Ele pediu para que avisasse a matilha. Não deve demorar.

– Certo – concordou e pegou o celular, enviando uma breve mensagem para Rumlow. – Posso ajudá-la em mais alguma coisa? – questionou ao notar que ela continuava parada ao seu lado.

– Não – respondeu, com o olhar perdido entre os agentes. – Isso é tudo – concluiu e rumou para fora da sala. Seus passos foram firmes até seu objetivo, logo estava de volta à ala de detenção. Não precisou caminhar muito mais para encontrar o mesmo agente que a seguira mais cedo parado em frente a uma das salas. Ele deu um passo para o lado, liberando sua entrada.

– Vejam se não é ela! – Batroc pareceu comemorar sua chegada. – Sentiu saudades, querida? Não aguentou ficar longe?

– Antes fosse – respondeu com escárnio e estendeu a mão para o agente dentro da sala. Ele lhe estendeu a arma, que ela logo apontou para o mercenário. Antes que ele pudesse protestar, no entanto, a mulher puxou o gatilho. Ela se aproximou para verificar o ferimento, havia acertado um pouco acima do coração, já que ele havia tentado se esquivar. Levou um joelho ao chão, se agachando ao lado dele.

– Por quê? – perguntou num murmúrio, o sangue escuro já começando a escorrer por sua boca.

– Isso é o que acontece com pessoas como você. Esperava justiça? – Ela sorriu com cinismo.

– Vocês são a SHIELD – balbuciou.

– Não, querido – disse com desprezo. – Somos a Hidra.

Um olhar assustado foi a última expressão que seu rosto esboçou. Ela encostou o cano da arma na testa do homem e atirou novamente, vendo o sangue tomar o branco de seus olhos. Ela se levantou e voltou para o agente, lhe entregando a arma.

Atenção – a voz de Jasper Sitwell se pronunciou pelos alto-falantes. – Todos os agentes disponíveis estão sendo redirecionados. O Capitão Rogers possui informações sobre a morte do diretor Fury e se recusa a divulgar. Por mais que seja difícil aceitar, o Capitão América é um fugitivo da SHIELD e é de vital importância que ele seja capturado.

Antes que ela dissesse algo, o agente lhe entregou o celular, que ela havia deixado em cima da mesa mais cedo. Ela procurou pelo número de Pierce e ligou. Demorou alguns toques, mas ele logo atendeu.

– Missão concluída. Quer que eu vá atrás do Rogers? – perguntou, se virando para o cadáver de Batroc.

Não, não será necessário. Vá visitar o doutor, a STRIKE está cuidando disso – informou e desligou.

– Vai precisar de nós? – o segundo agente perguntou ao entrar na sala.

– Não, limpem essa bagunça e estejam a postos – mandou. Os dois assentiram e se aproximaram do corpo. Ela guardou o celular no bolso da calça e pegou sua jaqueta novamente, a vestindo no caminho para fora. Não demorou para encontrar a garagem. Seguiu até a guarita e o guarda a encarou. – O presidente Pierce disse que teria um carro para mim. – O homem olhou torto para a mulher, mas pegou a chave do veículo e a entregou.

– Vaga E19. – Indicou a direção e a viu se afastar.

A Caveira procurou pela vaga e desativou o alarme ao encontrar. Entrou no veículo preto e tirou o celular do bolso, plugando na base. O GPS logo programou a rota até as coordenadas que havia recebido do agente Sitwell. Ela soltou um breve suspiro ao ler o nome de seu destino. “Nova Jersey”.

 

 

Claire estava encostada na parede da sala com seus olhos focados na máquina de salgadinhos, mas prestava atenção em tudo à sua volta. O lugar estava tranquilo, o que facilitaria vê-lo chegar. Ela sabia que ele voltaria para buscar o pendrive que havia escondido. Foi um bom esconderijo, à vista de todos, ninguém desconfiaria.

Abaixou a cabeça ao ver um médico passar, com o capuz e os cabelos soltos escondendo seu rosto, não queria que ninguém a reconhecesse. Alguém da SHIELD poderia ainda estar no hospital e poderia reconhecê-la, perguntas sobre sua presença no lugar não eram algo que precisava.

Levantou os olhos e o viu no corredor, não foi difícil saber que era ele. Passou tanto tempo com ele, que o reconheceria de qualquer modo. Assim que o homem parou em frente à máquina, ela chegou atrás dele e estourou uma bola que fizera com a goma de mascar, dando um sorriso quando ele se virou.

Para sua surpresa, ele a pegou pelo braço e a empurrou para a sala atrás de si. Ele parou quando a empurrou contra a parede, não dando espaço para escapar. Ele abaixou o próprio capuz e a encarou com raiva.

– Onde está?

– Em segurança – garantiu, não gostando do tom.

– Fale mais – Steve mandou, desconfiado.

– Onde conseguiu? – ela questionou.

– Por que te diria?

– Fury te deu – ela respondeu própria pergunta. – Por quê?

– O que tem nele?

– Eu não sei.

– Para de mentir! – exclamou, segurando os dois braços dela com força.

– Não tenho porquê mentir – rebateu num tom magoado.

Steve olhou para trás, garantindo que ninguém escutava a conversa.

– Você sabia que Fury contratou os piratas?

– Faz sentido – concordou. – O navio era ilegal, Fury precisava entrar, nos colocar lá.

– Não vou perguntar de novo – a interrompeu.

– Só porque eu peguei as informações, não quer dizer que eu sei de tudo – respondeu, soltando seus braços. – Eu podia ser uma das pessoas mais próximas de Fury, mas até mesmo os seus segredos tinham segredos.

– Como você – acusou.

– Essa missão foi a única vez em que menti para você – se defendeu, irritada. – Eu errei? Sim, mas fiz por um motivo.

– Qual motivo?

– Era isso, ou estaria fora da missão – respondeu, cruzando os braços. – A agente Romanoff seria designada para ser sua parceira. – Steve apenas a olhava. – Eu sei que o soro te fez mais forte, mais resistente e tudo mais, que lutou contra extraterrestres, mas me preocupo com você. Você é meu melhor amigo.

A expressão de Steve relaxou com as palavras da mulher.

– Você deveria ter me dito sobre a missão.

– Não podia e você sabe disso – disse antes de soltar um suspiro. – Olha, algo está acontecendo e só nós dois podemos resolver isso. Mas, para dar certo, preciso que confie em mim.

– Fury disse para não confiar em ninguém.

– Realmente acredita que ele se referia a mim? – questionou, magoada.

– Eu não sei mais no que acreditar – confessou antes de suspirar. – Não sei nem se posso acreditar nos meus olhos.

– Como assim? – questionou Claire, sem entender.

– Parece que vi um fantasma mais cedo.

– Você está se referindo ao seu passado? Se referindo a…?

– Aquela pessoa – completou, um pouco frustrado.

– Ah… – murmurou, não sabendo o que dizer. – Aquela pessoa.

– Minha mente deve estar brincando comigo.

– Muitas coisas aconteceram – disse, apoiando a mão no ombro dele. – Deve ter sido alguém parecido. Sei que sente muito a falta dela.

– Sim. – Colocou a mão sobre a dela. – Obrigado e desculpe por desconfiar de você.

– Eu que peço desculpas – disse antes de olhar em direção à porta. – Saiba que sua amizade é muito preciosa para mim.

– Digo o mesmo. – Soltou a mão dela. – Creio que estamos sozinhos nisso.

– Só tem um jeito de descobrirmos em quem mais confiarmos e eu sei de um lugar. – Colocou a mão no bolso da calça e a estendeu a Steve em seguida. – Chiclete?

 

 

– A regra principal quando está em fuga é: não corra, ande – pediu Claire ao notar Steve apressando seus passos.

– Se eu correr com estes sapatos, eles vão sair.

A agente Williams tinha o levado a um dos poucos lugares que poderia ajudá-los: shopping. Como precisavam de um computador, pensou em ver o que tinha no pendrive numa loja de eletrônicos. Caso surgissem agentes da organização, teriam mais cuidado por ser um ambiente público.

Apontou para a loja assim que a avistou e os dois entraram. Ela o puxou para uma bancada com vários notebooks, indo até o último. Steve entregou o pendrive a ela, que havia lhe devolvido no caminho até lá.

– O drive tem um programa de detecção nível seis, o que significa que, quando ligarmos, a SHIELD saberá exatamente onde estamos – informou Claire, mexendo no aparelho.

– Quanto tempo teremos? – questionou, preocupado.

– Cerca de nove minutos a partir de… – Plugou o dispositivo no laptop. – Agora.

A mulher franziu o cenho ao ver a quantidade de janelas que se abriam.

– Fury tinha razão quanto ao navio. Alguém está tentando esconder algo. Este drive está protegido por algum tipo de inteligência artificial que fica se reescrevendo para não acatar meus comandos.

– Consegue anulá-lo?

– Quem desenvolveu isto é ligeiramente mais inteligente do que eu. – Desviou o olhar da tela para ele. – Ligeiramente. – Voltou para a tela, já tendo uma ideia. – Eu tenho meus truques. Vou tentar usar um rastreador – disse, já abrindo o aplicativo. – É um programa que a SHIELD criou para detectar softwares hostis, então, se não conseguirmos ler o arquivo, talvez a gente descubra de onde veio.

– Posso ajudá-los em algo? – questionou o atendente da loja.

No mesmo instante, Steve ficou entre o homem e Claire, tampando a tela do notebook. A moça aproveitou e se apoiou nos ombros do amigo por trás, dando a impressão de serem um casal.

– Ah, não, meu noivo estava me ajudando a procurar destinos para lua de mel – respondeu a jovem, sorrindo, antes de voltar ao que estava fazendo.

– É, nós vamos nos casar – concordou, entrando no papel.

– Parabéns. Aonde pretendem ir? – perguntou, tentando ver a tela.

– Nova Jersey – respondeu o loiro, dando o nome do local mostrado pelo programa.

O atendente o olhou mais de perto e Steve temeu ter sido descoberto.

– Eu tenho óculos iguais aos seus – comentou, dando certo alívio ao herói.

– Uau, vocês são quase gêmeos – Claire exclamou irônica, sem parar de mexer no notebook.

– É, quem me dera – disse, apontando com ambas as mãos para Steve. – Ele é bonitão. – Deu um passo para trás. – Se precisarem de alguma coisa, meu nome é Aaron. – Mostrou seu crachá.

– Obrigado – agradeceu antes que o atendente se afastasse. Puxou a manga do casaco e olhou para o relógio. – Você disse nove minutos. Anda.

– Relaxa – pediu, não querendo se afetar com o tempo restante. – Consegui. – Virou-se e sorriu ao amigo, porém, sua expressão mudou ao ver a cara dele. – Conhece?

– Conhecia – respondeu. – Vamos lá.

Steve pegou o pendrive antes de saírem da loja, analisando rapidamente o local. O vingador logo notou os agentes da organização procurando por eles.

– Equipe tática padrão – informou Steve, – Dois atrás, dois pelos lados e dois pela frente. Se nos virem, eu cuido deles, você pega a escada para o metrô.

– Cala a boca e me abraça – Claire mandou, séria. – Ri de algo que eu disse.

– O quê?

– Só faz.

Ele fez exatamente o que lhe foi dito e os dois passaram sem serem reconhecidos. Ele olhou para trás por garantia.

– O que foi isso?

– Confie em mim, sei o que estou fazendo – disse, olhando em volta. – Só faça o que mando.

Ela soltou o braço dele e foi na frente para a escada rolante, com ele logo atrás. Ela olhou para a escada ao lado e reconheceu quem vinha. Rumlow. No mesmo instante, veio uma ideia à sua mente.

– Me beija – mandou, se virando para Steve.

– O quê?

– Demonstrações públicas de afeto deixam as pessoas desconfortáveis – explicou para que entendesse o que queria fazer.

– É, deixam sim – concordou, não gostando muito da ideia.

Claire colocou suas mãos no rosto do herói e puxou para si num beijo. Fechou os olhos e pensou em várias coisas para manter o beijo por alguns segundos antes de se afastar, tendo certeza de que Rumlow tinha passado e não havia feito careta pelo gesto que vira.

– Ainda está desconfortável? – perguntou antes de descer as escadas para sair logo dali.

– Não é bem a palavra que eu usaria.

 

 

Claire olhava pela janela, observando a paisagem passar. Desde que saíram do shopping, não sabiam o que falar. Logo viu a placa de “Bem-vindo a Nova Jersey”, vendo que estavam perto, resolveu ser a primeira a falar.

– O beijo foi estranho – comentou, chamando sua atenção.

– Nem me diga – Steve concordou.

– Não vamos fazer isso de novo.

– Nunca mais – o herói apoiou, logo continuando. – Não é que você beija mal, mas…

– Foi errado – o interrompeu, sabendo o que diria.

– Totalmente – concordou novamente. – Ainda bem que temos a mesma opinião.

– Só me responda uma coisa: foi seu primeiro beijo desde 1945? – perguntou, torcendo para que a resposta fosse negativa.

– Não, não foi.

– Graças a Deus. – Soltou um suspiro de alívio. – Não sei se viveria com… Espere aí, como assim não foi?

– Estou com noventa e cinco anos, não estou morto.

– Você escondeu isso de mim! – protestou, soando brava. – Agora você vai me contar quem foi.

– Só se você contar com quem está saindo.

Ela abriu e fechou a boca, decidiu não contar, pois não haviam conversado sobre o assunto. O relacionamento era recente e ninguém sabia. Ambos concordaram em manter segredo por segurança, mas até passar um tempo considerado, já que Claire queria contar ao amigo.

– Onde o Capitão América aprendeu a roubar carros? – perguntou, mudando de assunto.

– Na Alemanha nazista – respondeu. – É um empréstimo, tire os pés daí – mandou, apontando para os membros da agente, apoiados no porta-luvas.


Notas Finais


Por que atualizamos apenas uma vez no mês? Então, não sei se vocês sabem, mas a @_nyx está trabalhando, então, é difícil para nós termos um horário fixo para escrever e isso provavelmente vai nos atrasar de algum jeito. Nós temos sim alguns capítulos adiantados, mas essa é a nossa garantia de que vocês não ficarão sem atualização. Então, cheguemos a um consenso: vocês preferem ficar com uma atualização fixa, ou preferem uma atualização desregulada e sem data para sair? Uma atualização fixa, não é? Porque assim vocês têm alguma segurança de que não abandonamos a história. Outra coisa que eu gostaria que entendessem é que, é chato quando demoramos? É! Mas também é MUITO chato quando vocês reclamam da demora. Nós sabemos que estamos demorando, mas é o caso que eu disse acima: essa demora é a garantia de atualização de vocês, então, por favor, entendam essa parte. Desculpem o desabafo, mas é porque eu (@_skull) estou um pouco cansada de ter que responder comentários individuais tentando explicar isso, porque a @_nyx demora também para respondê-los por motivo de não ter tempo. Bem, obrigada por ler até aqui.
Enfim, esperamos que tenham gostado, até a próxima!
Beijos das tias Belle & May xx


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