História Under the Crown - Capítulo 2


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Palavras 1.794
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Crossover, Drama (Tragédia), Romance e Novela, Universo Alternativo
Avisos: Adultério, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Boa tarde amores!
Segundo capítulo chegando

Boa leitura 📚

Capítulo 2 - Quando eu for o rei


Fanfic / Fanfiction Under the Crown - Capítulo 2 - Quando eu for o rei

Capitulo II

Príncipe Bastian

Chovia forte naquela manhã tanto sobre a relva que cobria as montanhas ao longe, quanto no coração da rainha.

O rei fora direto em suas palavras apenas evitando detalhes sobre a beleza da selvagem ruiva que o fizera cair em adultério.

A rainha engoliu o nó que se formara em sua garganta ao ouvir sobre os filhos que pretendia trazer à fortaleza.

- Catherine... - tentou tocar seu rosto mas ela evitou.

- Quando pretende se confessar ao bispo? - ela disse friamente pegando-o de surpresa.

- Não pretendo fazê-lo... Nossa casa seria destroçada. Talvez o bispo de Roma retirasse nossa família do trono. Quero te pedir um último ato de fidelidade...

Ela virou-se de costas tentando não permiti-lo atentar para sua feição enojada.

- Fidelidade, Karl? - faziam anos que ela não o chamava pelo primeiro nome.

- Cathy... Vamos dizer que são nossos filhos, que não contamos porque não tínhamos certeza se iriam vingar por serem dois bebês. Só te peço isso. Uma última vez.

Uma lágrima desceu a face da mulher quando virou-se de volta a seu esposo.

- Podemos esconder da Igreja o seu pecado, mas nunca o esconderemos da face do Altíssimo. - ela saiu do cômodo e encontrou o príncipe Bastian ouvindo a conversa no corredor.

Antes que o rei saísse e visse o rapaz ali, a mãe o levou pela mão até seus aposentos onde ambos se abraçaram em choro profundo.

- Mãe! Eu sinto tanto! - Bastian tentava amparar a mulher devastada em seus sentimentos.

- Prefiro morrer a dizer que os dois bastardos feiticeiros tem nosso sangue! - ela desmanchou o penteado do cabelo e foi até a grande janela.

- Mãe, não pense nisso! Não vá fazer nenhuma besteira por causa desse devasso a quem chamo de rei!

- A quem chamas de pai! Maldito o dia! Maldito o dia em que saí das terras do meu pai pra me casar com esse... Nunca esqueça, você é meu orgulho! Meu primogênito! Eu o amo, meu filho! - dizia em tom de despedida soltando-se dos braços do rapaz para tentar contra a própria vida.

Bastian a impediu abraçando-a com força.

- Eu te prometo, minha mãe, que antes que a noite caia, no dia da minha coroação, os dois filhos da feiticeira estarão mortos! Só fica comigo... - declarava colado a sua testa.

...

Obstinado e obcecado em descobrir os intentos do rei, o jovem príncipe passou a seguir o mais novo cavaleiro da guarda real. Sir Ballack havia recebido um título de prestígio sem nenhum grande feito... A menos que esse feito ainda estivesse por vir. Não foi difícil associar os dois casos.

Bastian o seguiu até o ferreiro onde Ballack passou algumas horas. Assim que o jovem cavaleiro deixou o movimentado vilarejo o príncipe disfarçado entrou no local se distraindo com a visão do corpo forte do ferreiro que forjava uma espada reluzente no fogo.

- Lukas. - o príncipe chamou fazendo o homem se virar.

- Bastian. O que houve? Eu não o esperava. - tentou se limpar num pano.

O príncipe retirou a capa e a depositou sobre uma velha cadeira ao canto.

- Eu precisava te ver. - andou até o homem e depositou suas mãos no peitoral desnudo dele.

- Meu príncipe, temo que alguém possa entrar e vê-lo... - o ferreiro disse preocupado.

- Quando eu for rei não vamos mais nos esconder. - sussurrou deixando um beijo leve em seus lábios.

-  Isso não me parece real. A igreja nunca nos permitirá...

- Shh... Não precisamos falar disso agora. - desatou o cordão que prendia as calças do homem numa demonstração clara de desejo.

Lukas se apressou em fechar a porta e levar o príncipe para o cômodo nos fundos do lugar. 

...

Saciados e exaustos, com suor por todo o corpo, permitiram-se relaxar sobre a cama simples do quarto onde Lukas morava. No fundo de sua alma não entendia porque Bastian sempre voltava pra ele, um homem pobre que nunca estaria a sua altura. Acariciava os cabelos do loiro que quase adormecia sobre seu peito, por aqueles breves momentos não havia diferenças entre eles. Era somente o amor.

- Quem era o homem que estava aqui antes de mim? - o príncipe apoiou o queixo sobre o peito do ferreiro encarando-o com ciúmes.

Lukas esboçou um sorriso.

- Ninguém importante.

- Ficaram tempo demais sozinhos para ser algo sem importância. 

Não queria contar. Aliás sabia que não deveria contar. Michael pediu segredo... Mas como esconderia qualquer coisa de Bastian? Ele era seu amor, seu cúmplice, sua condenação e seu paraíso... Antes de tudo isso porém, era seu príncipe, em breve rei.

- É uma encomenda especial... Para o seu pai...

Bastian estreitou os olhos. Lukas conhecia bem aquele olhar, não podia mais parar até que estivesse satisfeito.

- Interessante... Continue.

- Não venha me dizer que não sabe quem ele é agora... - o ferreiro reclamou tentando por um fim no assunto.

- Eu sei quem ele é, sei que não merece o título que meu pai deu a ele e sei que até a última lua cheia não passava de um escudeiro qualquer. O que eu não sei e isso você vai me dizer, é... O que o rei louco está tramando?

- Bastian, não me ponha em tal situação. Eu poderia ser executado por traição... Sabes disso.

- Lukas, eu jamais deixaria qualquer um pôr as mãos no homem que amo e isto se estende a qualquer intenção. Somente deves fidelidade a mim, ao nosso amor. Quando eu for rei...

- Shh... Não me prometa nada. Não estou contigo por causa de posses ou de títulos... Eu te amo. Isto me basta, estar aqui contigo. - deslizou a ponta do dedo pelo nariz do príncipe - Significa muito pra mim quando te deitas aqui comigo...

- Então não faça rodeios... - sussurrou.

Lukas suspirou e detalhou os planos do rei. A expedição liderada pelo recém consagrado cavaleiro e seus dez desconhecidos. Bastian se deliciou em cada detalhe. Satisfeito com as informações obtidas, levantou-se a procura de suas roupas.

- Onde vais? - Lukas protestou tentando puxa-lo de volta para a cama.

- Tenho um reino para cuidar. Não posso passar o dia deitado numa cama.

- Claro que podes... Ainda não é o rei.

- Eis o segredo de alguém que quer ser lembrado como o melhor rei que a Germânia já viu... Se esperar a coroação para cuidar de meu reino, ele jamais será meu! - voltou a Lukas dando-lhe um beijo profundo.

- Belas e sábias palavras, meu rei. Cada dia me surpreendes mais...

...

( alguns dias depois)

Bastian havia passado horas e horas observando o novo cavaleiro, sabia exatamente quem eram cada um dos dez homens que levaria consigo na tal expedição que alguns deles apelidaram de "última viagem". 

"O que os motivava a darem suas vidas por um pedido do rei?"

Essa era a resposta que o príncipe não tinha e se havia algo que o incomodava profundamente, era justamente não ter respostas para suas questões. Bastian observou um por um dos homens de Ballack porém um deles lhe pareceu propício o suficiente para tentar uma aproximação. O velho Oliver Kahn. Sujeito mal-encarado, de pouquíssimas palavras, lenhador por quase sua vida toda, o homem partia um tronco num único golpe. Tinha mulher e duas filhas, moravam num casebre longe da vila e possuíam uma pequena porção de terras onde plantavam o próprio trigo.

"Por que alguém como Kahn iria em uma expedição suicida para o meio dos Selvagens? Por que arriscaria deixar uma viúva e duas donzelas sem pai?"

Bastian tinha seus aliados entre os criados da fortaleza e foram eles quem lhe trouxeram a resposta a essas perguntas. Dois dias depois Kahn foi levado por um padre ao confessionário porém não era um sacerdote da Santa Igreja que ocupava o lugar atrás da treliça.

- Quais pecados deseja confessar? - Bastian começou sem ser reconhecido pelo homem.

- Padre... Eu...

- Não hesite... Esta pode ser sua última oportunidade. Os selvagens não irão poupa-lo...

O homem gaguejou fortemente.

- Como... Como sabe sobre isso?

Bastian abriu a portinhola e encarou o velho.

- Um passarinho me contou que está prestes a fazer uma loucura. Deixar duas donzelas sozinhas num mundo depravado e perdido... Seria uma calamidade... Mas eu entendo. De verdade. Sir Ballack lhe ofereceu os despojos da guerra contra os selvagens... Isso poderia, talvez, ajudar a pagar suas dívidas. Quem sabe os feiticeiros hereges tenham ouro e o senhor possa recuperar as terras que sua família nem sabe que perdeu.

- Sua graça... Eu... Eu sirvo à vossa casa antes de tudo. Sir Ballack prometeu sim ajudar-me... Mas...

- Mas tu bem sabes que Sir Ballack também não tem onde cair morto. Como poderia prometer coisa alguma?

O homem engoliu em seco. Onde o príncipe queria chegar? Ajuntou o chapéu entre as mãos apertando em desespero.

- Oliver Kahn... Ao contrário do "cavaleiro sem feitos", eu sou alguém que posso cumprir as promessas que faço. Quanto deves a teus perseguidores?

Envergonhado e trêmulo o homem confessou baixo:

- Dez moedas de prata.

- Uau... É uma dívida desgraçada!

O homem se assustou com o palavreado do príncipe e se benzeu fitando com temor a imagem pendurada ao madeiro do confessionário.

- Aqui está. - Bastian passou o saquinho em feltro contendo as dez moedas.

- Sua Graça, eu... Como posso? - os olhos do homem se encheram de lágrimas.

- Primeiramente, nunca nos encontramos. Segundo, nesta viagem tu matarás cada maldito herege que encontrar mas principalmente... As duas crianças a quem meu pai deseja que tragam ao reino. Nenhum deles deve chegar a fortaleza. Nenhum selvagem que sabe dos pecados de meu pai deve ficar vivo para repetir a história. Queime todos eles!

Oliver tremia ouvindo a frieza de Bastian em descrever seu desejo.

- Quando retornar te darei outra quantidade de prata semelhante a esta. Tuas filhas serão dadas a homens nobres em casamento, eu mesmo cuidarei do assunto e dos dotes. Quando eu for coroado rei, tu receberás uma porção das terras que hoje pertencem à igreja, cinco vezes maior que as tuas... Terás criados, e homens a teu dispor e te colocarei como administrador das tribos ao sul... Baviera.

- É minha terra natal, sua graça!

- Saíste de lá como um nada e retornarás como um lorde. O que me diz?

- Sou teu súdito, sua graça. - o homem esforçou-se para ajoelhar diante de Bastian no espaço apertado.

...

A lua minguante brilhava no céu da escura noite. No bosque Michael esperava seus companheiros de jornada ajustarem os últimos detalhes em seus cavalos. Era hora de partir.

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