História Undertale - Swap Roles (Chans - Frans) - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias Undertale
Personagens Alphys, Asgore Dreemurr, Asriel Dreemurr, Chara, Frisk, Gerson, Grillby, Mettaton, Muffet, Napstablook, Papyrus, Sans, Toriel, Undyne, W. D. Gaster
Tags Ação, Chans, Chara X Sans, Drama, Ficção Cientifica, Frans, Hentai, Mistério, Policial, Romance, Sans X Frisk, Suspense, Undertale, Violencia, Yaoi
Visualizações 165
Palavras 3.375
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Ficção Científica, Hentai, Mistério, Policial, Romance e Novela, Suspense, Violência, Yaoi
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Tortura, Transsexualidade, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Isso aqui ficou absurdamente grande
Mas vale a pena ler
O POV é da Chara

Capítulo 1 - Seleção Natural


- Que merda!

O trem freou de uma forma tão violenta que quase bati a cabeça no banco da frente. Uma mulher junto com sua filha estavam sentadas na fileira de cadeiras ao lado, e olharam para mim quando gritei. Ignorei, voltando a olhar para a janela. O maldito ainda não havia parado por completo e a voz do locutor já enchia meu ouvido de baboseira avisando a próxima parada. Já havia anoitecido e poucos passageiros assim como eu pegaram suas coisas e seguiram seu rumo. Tateei meus bolsos e olhei as chaves da casa da Sra. T., rezando para que ela não ter trocado as fechaduras enquanto eu estive fora, o que é bem provável já que eu não volto para ver a minha filha já tem dez meses por causa do meu ex-namorado idiota. A sorte de tudo isso, é que aquele babaca não é o pai da minha Kira. Contei algumas moedas. Era o suficiente para que eu conseguisse fazer uma ligação.

A locutora anunciou a próxima parada do trem para Nova York, e não demorou mais que cinco segundos para voltar a rodar pelos trilhos. Coloquei as moedas no depósito ao lado do telefone e disquei o número da Sra. T. Disse que havia voltado para a cidade e exigi que ela me deixasse ver a Kira, mas ela negou de um jeito tão frio que nunca imaginei que poderia vir dela. Pedi para falar com a minha filha, e ela desligou na minha cara.

- Vagabunda...

Eu não tinha mais moedas o suficiente para poder fazer outra ligação.

Olhei ao redor. Mesmo que eu conhecesse aquela cidade, dez meses longe me fizeram sentir que tudo era realmente novo pra mim, até mesmo uma moça soluçando do outro lado da estação.

Observei-a dando passos na direção dela sem muita discrição. Ela ajeitou os cabelos, despiu o blaser e os sapatos. Eu não sabia que merda eu estava fazendo em segui-la, e o fiz mesmo assim. A mulher se virou para mim, e surpreendentemente, era idêntica a mim. Exatamente igual, tirando o fato de ter a cor de seus olhos dourados ao invés de vermelhos, como os meus. Fora isso, todo e qualquer detalhe era semelhante, cheguei a me perguntar se éramos irmãs gêmeas, mesmo me a Sra. T. nunca tenha me dito nada sobre algum parente meu. Sei que sou órfã, da minha família não sobrou ninguém além da Kira e eu.

Ela não me encarou durante muitos segundos. O trem que chegava a estação se aproximava cada vez mais. Sem que eu pudesse entender, ela se jogou na frente dele, sendo levada em alta velocidade.

Um maquinista correu junto com o trem, gritando desesperado para que o parasse. A equipe de resgate, a ambulância e os bombeiros apareceram como num passe de mágica. Tentei me aproximar, mas um deles me impediu. Eu estava em choque, e derramava lágrimas, sem saber o porquê. Talvez fosse a minha única esperança de eu finalmente descobrir quem eu era de verdade ter ido por água abaixo em questão de milésimos.

Todos estavam muito ocupados tentando tirá-la debaixo dos trilhos. Olhei para trás, as coisas dela permaneciam intactas.

E essa chance eu não iria deixar escapar dessa vez...

 

 

 

Carreguei a bolsa até o banheiro feminino do bar da Muffet. Ainda me lembro como as paredes daquele projeto de pântano eram riscadas pra cacete com xingamentos aleatórios sobre uma garota prostituta. Haviam dois celulares na bolsa, um digital e um de teclas. Documentos pessoais, cartões de crédito e as chaves de um dos apartamentos mais caros que existem lá. Aquilo agora era a certeza de que a minha vida estava ganha.

Agora, eu estava sentada no banco do bar tomando meu terceiro copo de vodka só naqueles últimos minutos. Álcool não ajuda em porra nenhuma quando a intenção é esquecer das merdas do dia-a-dia, mesmo já fazendo quase seis meses que eu não bebia sequer uma cerveja.

- Ai meu Deus. Que carinha de lixo é essa, hein?

Olhei para trás, e então comecei a rir. Era Mettaton, meu meio irmão. É, ele foi criado junto comigo pela Sra. T., e estamos foda-se pra parentesco, isso quase nos faz esquecer que não possuímos laços de sangue, ainda que não fossemos nada parecidos. Dei um forte abraço nele. A saudade era grande, e vê-lo novamente me fez ver o quão bem eu me sentia com a sua presença.

- Mettaton!

- Ooi!

- E aí? - Dei vários beijos na bochecha dele. Ok, ele é gay, mas quem resiste a umas bochechinhas tão macias quanto aquelas? E olha que o motivo nem eram os hidratantes.

Ele nos separou, mas continuei com os beijos.

- Tá, tá. Espera aí... - Ele riu de leve.

- Como tá a vida, Mettaton?

- A gente não se vê faz tempo. Cê não merece saber. - Ele me deu um tapa de leve no rosto.

- Não esqueci seu aniversário, né?

- Não, não esqueceu. É absolutamente trivial o porquê de eu estar aqui. - Ele olhou para o lado. - Oh, Muffet!

- E aí, Mettaton? - Disse Muffet, sorrindo.

- Me vê o de sempre.

- Beleza.

 

 

 

- E o idiota do Asriel?

Suspirei. Nós nos sentamos numa mesa afastada para poder colocar o papo em dia. Conheço Mettaton muito bem e sei que ele iria perguntar sobre tudo que estivesse em seus padrões de interesse pessoal: relacionamento e sexo.

- Ah! Dessa vez eu bati primeiro... - Apoiei meu corpo na mesa. - Com um cinzeiro, então... ficou até roxo. - Mexi na minha bolsa.

Ele segurou o saco que estava lá dentro.

- Isso é cocaína?

- É do Asriel. Dá pra repassar pra umdos seus amigos em BawStreet?

- Você não faz ideia do quanto isso me custa.

- Eu te dou vinte porcento.

- Eu não tô aqui pra falar do pagamento Chara, o que me interessa aqui é o meu orgulho! Que que cê quer? - Ele balançou a cabeça, confuso.

- Vim atrás da Kira, Metta.

- Tá, depois do que rolou, cê acha que a Sra.T. vai deixar você levá-la?

- É minha filha, ela tem que deixar. - Rebati.

- Você desapareceu por quase um ano, Chara!

Me calei. Havia fugido pra fora da cidade para tentar escapar do babaca do Asriel e seus envolvimentos com o traficante de drogas mais procurados que conhecemos. A única opção que tive foi essa, de uma outra pra outra. Não tive tempo de levar a Kira e o Mettaton junto comigo, e desaparecer da vida da Sra. T. para sempre.

- Eu não quero julgar. - Disse Mettaton. - Eu tô só falando, tá bom?

Muffet serviu a bebida de Mettaton. Ele agradeceu antes dela se retirar.

- É o seguinte, eu tô de volta a correria fazendo as merdas de sempre. - Encarei a mesa, com os cotovelos apoiados nela.

- Deu pra notar.

- Por falar nisso, uma coisa muito macabra aconteceu na estação de trem.

- Que? - Ele me fitou.

- Eu vi uma mulher se matar.

- Ou! Ela... pulou?

- A-ah ela pulou e ela era igualzinha a mim, Mettaton...! - Mordi meu lábio inferior.

- Perai, como assim? - Ele sorriu, travesso.

Abri a bolsa da mulher morta, e tirei sua carteira de lá.

- Ah! Cê roubou um cadáver. - Disse ele, assentindo.

- Não, ela deixou a bolsa na plataforma.

- E não é o mesmo que roubar um cadáver?

Tirei a carteira de motorista dela e mostrei para Mettaton. Ele segurou, deu uma rápida olhada pra mim e observou a foto do documento e tirou o sorriso dos lábios, ora olhando para a foto, ora olhando para mim.

- Na boa, isso é bizarro.

- É, cê acha?!

- Frisk Mitchell? Ela é você só que com o cabelo bonito.

- E um endereço legal. Fala sério, Mettaton eu tinha uma irmã gêmea?!

- Bom, quando se trata de um coitado de um órfão adotado, tudo é possível. - Ele tomou um gole da bebida. - É o que a gente sempre diz.

Peguei a carteira de volta. Ainda era difícil de acreditar no que eu havia visto na estação de trem. Não sei o que me deixava mais confusa: ela ser igual a mim ou ela ter se suicidado.

- Eu vou até o endereço. - Guardei a carteira.

- Ah, vai é? Descobrir quem ela é ou roubar o resto das coisas?

O telefone tocou. O nome acima do número estava intitulado como Blook. Segurei o celular. Talvez Blook fosse o namorado? Desliguei, já que ainda não possuía qualquer informação sobre seu possível relacionamento, trabalho ou até família, era melhor não arriscar a chance de ser pega.

- Vê se descola mil pela coca.

Mettaton assentiu.

- Mas e o Asriel?

- Eu te ligo. - Dei um beijo na testa dele e saí do bar.

 

 

 

O dia não demorou amanhecer. Segui o endereço até chegar aonde provavelmente ela morava, e para a minha surpresa, era uma casa, não um hotel cinco estrelas.

Chamei por qualquer sinal de vida que houvesse ali dentro, e parecia estar totalmente vazio. A cama era macia, o guarda-roupa possuía camisas sociais masculinas, do namorado que mais tarde descobri ter o nome de Sans. Ele havia deixado um post-it na geladeira dizendo que chegaria apenas no sábado, então eu poderia zerar as contas bancárias da defunta antes que ele descobrisse. Peguei uma cerveja na geladeira e encarei uma foto dos dois presa um por um imã na porta do refrigerador. Sinceramente, ele era um puta gostoso.

Mettaton me ligou e disse que conseguiu apenas dez mil pela cocaína. Não daria o suficiente para que Kira, Mettaton e eu fugíssemos para outro país, antes de eu descobrir que Frisk tinha uma conta com 75,000 dólares ativos. Como Mettaton se mostrou pessimista pra cacete com esse assunto, precisei de um favor. O noticiário anunciou sobre o corpo ainda não ter sido identificado, então ele iria ao necrotério dizer que conhecia a vítima e colocar o meu nome na falecida. Ele concordou de bom grado.

Passei o resto da manhã procurando informações sobre ela na casa. Achei vídeos, pintei o cabelo, mudei minhas roupas, e tentei simular como seria a personalidade daquela mulher. Eu iria até o banco onde ela depositou a grana e tentar pegar o dinheiro vivo nas minhas mãos e dar o fora.

Precisei falar com um tal de Stephen para conseguir o que queria. Ele me encheu com o papo de uma corrida beneficente que havia realizado na semana passada e como foi empolgante pra ele ter participado disso. Até me perguntou como havia sido a minha última corrida beneficente, precisei me fazer de desentendida.

Stephen me deixou ter acesso ao cofre onde Frisk mantinha seus bens preciosos, mas tudo o que consegui encontrar foram certidões de nascimento de mulheres que nunca ouvi falar antes. Cada uma com uma nacionalidade diferente, exceto uma tal de Darlyn. Ela parece ser a única a morar na cidade.

Saí do banco quase sorrindo da quantidade de sorte que tinha. Segui o caminho para a minha casa, mas parei por poucos segundos quando vi um carro preto do outro lado da rua piscar seus faróis para mim. Estranhei, e então um outro carro preto parou ma minha frente. Um homem albino saiu de lá.

- Onde você tava?! - Ele gritou.

O outro carro foi andando até eu não poder mais vê-lo.

Merda...

- Entra no carro! - Disse ele, abrindo a porta.

- E-eh... não, obrigada...

- Entra no carro, caramba! - Ele me segurou pelo braço.

- Qual é a acusação? - Disse, tentando me soltar.

- Hoje não. - Disse ele, me arrastando até a porta do carro. Ele me soltou, mas não entrei. - Tá atrasada!

- Tudo bem! Tá? - Entrei. - Fica calmo... - Fechei a porta.

Ele entrou logo depois.

- Onde é que cê tava?

Olhei para ele.

- Vamos passar por isso de novo? - Ele perguntou.

Neguei com a cabeça.

- E-eu tive um problema...

O homem suspirou pesado.

- Não se preocupe... - Falei.

- Eu me preocupo! Você é quem parece não se importar,isso me dá raiva. - Ele pareceu mais calmo, então continuou. - Aí, Frisk o meu tá na reta também. É melhor você estar pronta. Você tá pronta?

Que porra é essa?!

- Estou! É, estou pronta!

- E tá bem vestida também. Ficou fora a noite toda?

Passei a mão pelos cabelos.

- Não, olha... espera... um segundo. Eu vou me tocar. - Coloquei a mão na maçaneta do carro, mas ele travou as portas.

- Vai querer fugir de novo? - Ele riu. - Olha Frisk, eu sei que essa merda é muito complicada, mas você tem que parar de deixar ela pior.

Suspirei. Meus olhos se fixaram numa prancheta onde dizia Det. Napstablook. Deduzi que ele era a mesma pessoa que havia me ligado enquanto eu conversava com Mettaton sobre a morta.

- Blook... só... dirija...

 

 

 

A pior parte disso, era:

1. Frisk era policial.

2. Fazia terapia.

3. Foi acusada de assassinar uma civil inocente.

4. Ter que relatar sobre o dia em que tudo ocorreu.

Não consegui fazer Mettaton parar com o plano, já que ele não atendia o celular de jeito nenhum. Enrolei a terapeuta para ela me liberar do trabalho e bebi sabão líquido para poder vomitar na hora do depoimento. Que puta sorte a minha. Agora Mettaton parecia me culpar por eu tê-lo feito trocar as nossas identidades, enquanto aquela porra daquele nokiazinho rosa apitava várias vezes com mensagens de um número desconhecido.

- Eu não sei se o Blook sabe sobre o homicídio da Frisk, tá legal? Ela deve ter escondido isso sobre a tal mulher chinesa ra acabar não sendo pega. - Me manifestei, fazendo Mettaton calar a boca por mínimos segundos.

- E colocou 75,000 mil numa conta recém-aberta? Eu acho suspeito. - Ele virou a garrafa na boca. - É, suicídio é uma coisa que assusta, eu concordo. Mas... por que você não pensa no que interessa? - Ele jogou no meu colo uma foto dela.

- O que?

- Cara, olha pra ela! Vocês são parentes! - Mettaton jogou mais fotos, dessa vez sobre a mesa. - Essa história poderia ser sua.

- Não é.

- Toda a criança órfã sempre sonha com a sua família perdida.

- Ah, para!

- Porque lá no fundo, nós só queremos ser especiais.

Levantei da cadeira e abri o armário de bebidas.

- A última coisa que eu sou é especial. - Apontei para a foto de Sans na porta da geladeira. - Se eu namorasse com ele, me jogaria na frente de um trem também.

- Não fala isso. Sans é um tesão. Cê sabe disso.

Consegui achar uma garrafa de uísque, e Mettaton continuou.

- Ah, o Asriel... tá chorando que nem uma menininha, ele quer fazer um funeral.

- Não pode ter funeral. - Abri a garrafa. - A triste e grande ideia era ninguém notar se eu morresse.

- Que que é isso? Certidões de nascimento? - Ele pegou as folhas na mesa. - Darlyn? Frisk? Bailey? Nascida em Berlim...? - Mettaton virou as folhas. - Chara, elas nasceram no mesmo mês que você.

- É coincidência. - Peguei as folhas. - Eu não quero saber. São só dados, Metta. Quero dizer, eu vou terminar o que comecei e aí, eu pego você e a Kira, tá?

- Tá... - Ele disse, sem ânimo. - Cê vai desaparecer de novo.

- Vou, eu preciso Metta. A coisa aqui tá perigosa. - Ele colocou a garrafa na mesa com brutalidade, caminhando até a porta. - Estão mandando mensagens pra ela.

- Ah, mensagens! - Ele sacudiu as mãos na frente do corpo. - Meu Deus, que medo.Agora tô apavorado. - Pegou seu casaco encima do sofá.

- Escuta, Metta vende a coca, fica com a metade do dinheiro e dá a outra metade pra Kira.

Ele vestiu o casaco.

- Você abandonou a Kira com a Sra. T. por uma noite acabou sumindo por dez meses!

- Eu tô tentando consertar isso.

- Fala com os anjos, Chara. Você já tá morta.

 

Um banho. Foi o que eu precisei para acalmar meu nervos com o Metta. Não diria nervos, mas com a quantidade de desprezo que ele comentou sobre eu ter desaparecido da vida deles. Também foi complicado pra mim, mesmo que eu não queira admitir, mas sei que vou resolver isso com eles.

Eles vão me perdoar...

Saí do banheiro enxugando meus cabelos. Coloquei uma camisa da Set It Off e uma calcinha preta. Como eu estaria sozinha durante o final de semana e não tinha compromisso nenhum com o Blook ou Asriel, o direito era meu de ficar à vontade.

Fucei nas gavetas e no closet tirando as roupas que mais me agradavam e coloquei de qualquer jeito na mala. Seria naquela noite que eu fugiria novamente, mas desta vez, eu iria conseguir desfazer a burrice de ter abandonado minha filha, mesmo ficando longe por mais tempo.

A porta destrancou.

- Merda... - Sussurrei.

Havia tirado uma das camisas de Sans de dentro do closet sem saber o porquê. Entrei e saí dele confusa, tentando fazer com que ele não me visse, mas era tarde demais, e ele estava bem na minha frente.

- Frisk...? Oi.

- Oi.

Ele olhou torto pra minha camisa.

Set It Off?

- Ah, é... uh... Hypnotized... Set It Off arrebenta. - Sorri.

- Mas não é seu estilo.

O sorriso sumiu dos meus lábios.

- Tá indo pra onde? - Ele perguntou.

- N-não, coisas da academia. - Coloquei outras roupas lá dentro. - Você não ia voltar só no fim de semana?

- Mas eu queria estar aqui. - Ele caminhou na minha direção. - E aí?

- O que?

- E o depoimento?

- Oh, ahn... eu... eu não... eu não consegui... - Caminhei pra fora do quarto, mas ele me seguiu.

- Você não foi?

- Não, eu passei mal do estômago, literalmente vomitei neles.

- É sério? - Paramos na frente da mesa da cozinha.

- É... - Ele foi se aproximando de mim, tentei manter distância. - Não se preocupe, eu estou bem.

- Frisk, o que aconteceu?

Suspirei, colocando as mãos na cintura.

- Muita coisa.

- Eu sei, mas você... - Ele indicou a minha camisa.

- O que tem eu? - Abri o armário de copos, mas o fechei logo em seguida.

- O que fez no cabelo? - Sans se aproximou mais de mim.

Coloquei as mãos na cabeça, tentando achar a resposta certa.

- Não fiz nada! Eu fui cortar.

- Tá mais comprido.

- Está molhado. - Ele segurou uma mecha do meu cabelo.

- Tem algo diferente... - Sans sussurrou.

Eu não tive escolha. Definitivamente eu estava na merda, e precisei distraí-lo com alguma coisa.

Sexo.

Abracei seu pescoço, o beijando. O beijo era atrapalhado, e talvez até um pouco molhado demais, mas consegui deixá-lo com o meu toque único e selvagem. Sans retribuiu quase de imediato, tirando seu blaser depressa. Desfivelei o cinto e atirei para um canto qualquer com uma velocidade que nem eu mesma consegui explicar, sem que parássemos de nos beijar nenhuma vez.

Ele tirou as calças, e então entrelacei minhas pernas na cintura dele.

- Vamos pro quarto? - Sans perguntou.

- Não... - Ele tentou me por sentada na mesa, mas me soltei. - Espera...

Nos separamos, ele ficou encostado na mesa, enquanto eu me pus na frente dele.

- Aqui mesmo... - Me aproximei, tirando minha calcinha. Ele desceu a boxer ao mesmo tempo que eu e desabotoou sua camisa branca.

Voltamos a nos beijar, e Sans segurou minhas pernas, sentando na mesa e me penetrando sem aviso. Gemi baixo, mas não deixei de manter o controle sobre ele. Deitei-o ali, removendo minha regata. Coloquei suas mãos na minha cintura, me movendo contra o pau dele que, puta que pariu, enorme. Ele gemia junto comigo e me ajudava a continuar com os movimentos.

Eu não pretendia ir até o fim, mas era bom demais...


Notas Finais


Comentem bastante
Deu um puta trabalho pra escrever
See ya <3


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