História Unknown Love - (Second Season) - Capítulo 19


Escrita por: ~

Postado
Categorias Cúmplices de um Resgate
Personagens Alícia Alencar, André Alencar, Felipe Vaz, Isabela Junqueira, Joaquim Vaz, Julia Vaz, Lola Alencar, Manuela Agnes, Omar Ferraz, Personagens Originais, Priscila Meneses, Téo Cavichioli
Tags Judre, Majo, Teobela
Visualizações 34
Palavras 4.077
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Romance e Novela, Shoujo (Romântico)

Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Não achei um título bom 😐

Capítulo 19 - Cansei de ser a única que pensa


Eu entrei na cozinha e vi Priscila tomando algo na xícara e olhando um ponto perdido em frente ao balcão. Ela vestia uma blusa minha, e seu cabelo estava preso em um coque.

- Bom dia. – Dei e ela se despertou me olhando.

- Já pronto? – Perguntou ao me ver arrumado pra ir ao trabalho. – Nem ouvi você acordar.

- É, percebi. – Disse sobre ela estar pensativa quando entrei e ela riu colocando a xícara no balcão. – Vai trabalhar hoje? – Perguntei sentando na mesa pra tomar café.

- Não. Tenho médico pra ir. – Concordei. Ficamos em silêncio novamente e olhei pra ela que acabou de voltar a pensar.

- Vem cá loira. – Chamei e ela se despertou vindo até mim. Abracei sua cintura lhe olhando. – O que tanto pensa?

- Sobre ontem. Hoje... – Ri de como ela terminou a frase. Depois do que aconteceu ontem com a gente, a gente ficou conversando até tarde e rolou mais uma vez e só depois fomos dormir.

- Já conversamos sobre isso ontem Priscila. – Disse.

- Eu sei. É só que eu não consigo parar de pensar. Só não vai acontecer de novo ouviu?

- Ouvi. Mas se quiser tamo aí. – Ela me deu um tapa rindo e eu ri também.

- E nem voltar. – Avisou.

- Claro que não. Agora senta aqui pra tomar café comigo. – Mandei e ela revirou os olhos sentando. Roubei um beijo dela e ela me bateu rindo.

- Seu idiota. – Disse negando e eu ri. Priscila olhou pra porta e eu olhei também vendo Kat e Rafael ao lado. Katherine estava de braços cruzados e um bico, enquanto Rafael estava normal. – O que foi?

- Obrigada por não ter descido e me deixado dormir sozinha com ele. – Ela disse batendo o pé irritada e ele revirou os olhos.

- Foi mal. Pensei que Rafael tinha ido pra viagem com o pai. O André mesmo disse. – Priscila explicou.

- Duas da manhã e ele bateu na porta. Agora ele tá morando aqui, e bate lá? Wtf?

- Foi mal. O apartamento de vocês é mais perto e eu estava com sono. Sem contar que eu iria atrapalhar o sono do André? – Rafael disse. Priscila e eu nos olhamos tentando esconder o riso. Duas da manhã eu estava bem acordado.

- E você atrapalha o meu?

- Ele trabalha. Você não. – Kat bufou.

- Dá próxima vez não esquece a chave. – Ela disse vindo sentar na mesa irritada.

- Então vai rolar uma próxima vez? – Ele disse malicioso e ela lhe encarou com ódio. – Tudo bem. Não vai rolar uma próxima vez. Nunca mais vou te acordar. – Ele dizia sentando também na mesa.

- Assim espero.

- Quero saber se você deixaria eu dormir fora de casa.

- Você pode dormir até com os gatos, que eu não vou ligar. – Ela disse gesticulando com a faca.

- Vocês dormiram juntos? – Priscila perguntou se divertindo com os dois.

- Dormir com esse aí? Prefiro dormir com os gatos mesmo.

- Olha, ela disse que não deixaria você dormir sozinha com os gatos. – Priscila disse em tom de malícia pra Rafael e eu gargalhei.

- Olha Priscila. Deixe minha boca calada ouviu! – Kat disse passando a manteiga na torrada. Gente, ela tava muito estressada. Rindo demais. – Mereço.

- Ah, ah, ah! Você tá falando isso agora, mas na madrugada você ficou toda assustadinha dizendo “socorro, socorro! Tio Vicente” – Parei de rir quando ele imitou sua voz. – Socorro não sei de quê. Só sei que eu servi muito pra acordar você né?

Ele dizia se defendendo e eu olhei pra Katherine que ficou calada sem me olhar. Priscila pegou minha mão, acho que por eu ter parado de pensando que estava pensando sobre o meu pai, mas não era isso.

Kat se fez como se nem tivesse percebido que estava olhando pra ela. Comeu a torrada, cinicamente.

- Katherine. – Lhe chamei.

- Aí, o quê? – Ela perguntou alto me olhando. – Eu não tenho culpa se eu sonhei com isso de novo.

- Eu não vou falar nada com você. – Disse naturalmente também e comecei a tomar o meu café.

- Mas se...

- Acabou Katherine. – Lhe interrompi e voltei a tomar meu café.



- Atrasado. – Uma voz falou quando entrei no meu escritório. Fechei a porta e se virei vendo o Antônio sentado de costas pra mim.

- Desculpe. – Pedi indo pra minha cadeira. – Não demorei tanto assim.

- Só uma hora. Não demorou tanto assim. – Ele disse irônico e eu fiquei calado. – Isso exige esforço e responsabilidade André!

- Eu estou me esforçando. – Disse no mesmo tom que ele.

- Sério? Beber no domingo sendo que no dia seguinte você vai ao trabalho? Vai mesmo conseguir segurar a ressaca? – Sabia que ele não tinha vindo aqui, sem um motivo.

- Domingo também é meu dia de fazer o que quiser.

- Por tanto que não interfira na sua segunda de trabalho. E pelo visto se interferiu bastante não acha?

- Eu não fiquei bêbado! – Repeti a mesma coisa que disse pra vovó ontem. – Eu não estou de ressaca.

- Não importa se você está ou não. Só quero que tenha a mesma responsabilidade que tinha quando adolescente.

- Vovó falou tanto que você odiava que seu pai puxasse seu saco, e hoje está fazendo a mesma coisa.

- A diferença que não foi o papai que criou a empresa, foi eu. E com essa pequena diferença eu não enxergava o que estava tão amostra. Eu criei, eu tinha que quer ter a minha responsabilidade. Mas eu não enxergava, e o papai só fez mostrar para mim.

- Eu não criei nada.

- Mas você está sendo o presidente. E querendo ou não, é a mesma responsabilidade que eu tinha que ter naquela época. Digo por experiência própria. Se não fosse o papai, eu não estaria aonde estou agora. Foi puxando o saco, que eu aprendi. – Ele dizia e eu ficava calado. – Acha que é legal sua vó ligar pra mim dizendo que se você continuar assim, vai tirar você dá presidência?

- Ela não pode fazer isso.

- Mas eu posso! – Ele disse em tom alto e se levantando.

- Você mesmo quis que eu seguisse isso. – Disse sem entender.

- Eu te ofereci, e você aceitou pois desde de pequeno me via fazendo isso. Você gostava daquilo, e eu via você! E assim como eu coloquei, eu posso tirar também se você não melhorar.

- Agora vai fazer capricho pra agradar a vovó?

- Não é capricho e eu não quero agradar ninguém. Se você gosta mesmo disso, melhore pois pode perder. Rosa está mais que certa mesmo de querer isso. Além de se preocupar com você, ela é mãe e sabe o que faz. Se você não quer a presidência, saia dessa sala agora. – Ele gritou no final. – Aproveite enquanto estou vivo, pra quando eu morrer você não queira abandonar.

- Não vou sair.

- Então cresça André, cresça! – Ele gritou. – Se torne aquele cara adolescente novamente. Se torne o cara que me fez dar confiança de assumir uma empresa. Se divirta, saia com seus amigos, beba, pegue quem for, mas tenha a responsabilidade de ser o presidente. Isso tudo que você está passando não vai ser nada comparado com o que vai passar quando ter sua família. Aprenda a diferenciar o profissional com o pessoal. Dê a devida atenção pra quem você ama. Ligue pra sua mãe. Saia com a Lola. Desculpe sua vó. Me ame mais. Perdoe a Julia. Não abandone quem você realmente é, entendeu?

O vovó dizia calmo, e ficou me olhando por uns tempos esperando eu dizer algo, mas eu não tinha nada do que dizer. Ele sorriu de lado e foi pra porta se despedindo de mim. Continuei ali em pé.

Caralho, ele realmente estava certo.

Sai da sala indo atrás dele e lhe vi quase entrando no elevador.

- Vô. – Lhe chamei parando de andar e ele se virou. Terminei o percurso que tinha pra chegar nele e lhe abracei.



- Uau. Isabela Agnes saiu de casa. – Zombei lhe vendo brincar na pista de skate com o Victor. Isa me olhou e sorriu.

- De vez enquanto eu trago ele aqui. – Ela disse e eu lhe abracei e beijei e Victor. – Quem deve estar surpresa sou eu. Você está fora da empresa, legal.

- Eu não tinha nenhum compromisso agora, quis sair um pouco. – Coloquei as mãos no bolso da calça. – Como vai você?

- Bem. – Ela concordou com a cabeça. – Nunca mais conversamos.

- É, senti falta. – Sorri de lado. – Como vai os preparativos pro casamento?

- Bem, só tem um problema.

- O quê? Me diga que eu posso ver em que posso ajudar.

- Não tem padrinhos e madrinhas.

- Mas e a Manuela e o Joaquim? – Perguntei sem entender.

- Vou casar só com um casal? Qual a graça? Estamos vendo aí, e terei que achar o contato dos meus antigos amigos da Inglaterra.

- Você está brincando não é? – Ela negou. – O Téo me disse que todos nós seríamos Isabela.

- Mudamos. Se brincar nem a Manuela e o Joaquim serão. – Ela pegou Victor colocando nos braços. – Não tenho que insistir em uma coisa que não vai dar certo. Cansei de ser a única que pensa.

Isabela saiu com o Victor, e ele acenou pra mim.



Naquela tarde eu voltei pra empresa e fui pra onde Julia estava. Henry estava com ela, mas ela estava com alguma criança no colo. Me aproximei e cada vez eu vi pés se movendo como se ela estivesse fazendo cócegas nele. Era sapato de menino. Ethan.

Percebi pela risada e como todos olhava pra o pirralho. Revirei os olhos. O que ele fazia aqui?

Todos pararam de olhar pra ele e voltaram a fazer o que tinha pra fazer quando me viram se aproximando dos três.

- Aí Henry. – Julia grunhiu irritada com ele. Depois ela me olhou. – Er, André. – Ela engoliu em seco.

- O que ele faz aqui? – Perguntei mantendo uma expressão séria, mesmo que eu não precise fazer isso com ela. Era só pra mostrar outra performance pra as outras pessoas.

- A mamãe me esqueceu. – Ethan respondeu e abriu os braços pra mim.

- Grande mãe você foi arranjar. – Murmurei sarcástico pegando ele no colo. – Julia, me acompanhe. – Pedi andando.

- Mas é que estou fazendo uns negócios que Patty pediu. – Ela se explicou e eu me virei pra ela.

- Deixe pra amanhã.

- Mas é que é pra hoje.

- Julia... Sua teimosia sempre foi admirável pra meus olhos e ouvidos, mas só agora tem como me obedecer? Pois é seu chefe que está pedindo não o André apaixonado.

Julia levantou e vi Henry quase surtar na cadeira. Pedi pra ele ficar de boca aberta calada. Ele fez zíper com os dedos na boca. Neguei rindo e sai andando com o Ethan puxando meu cabelo.

Mas um que shippa nos dois? Nossa. Legal, valeu.

Entramos no elevador.

- Não devia ter dito isso. Alguém poderia ter ouvido.

- Mas não ouviu.

- Mas poderia. – Ela trincou os dentes.

- E se tivessem ouvido. Não me importo. Por mim todo mundo saberia que eu ainda amo você.

Ela me olhou e o elevador se abriu. Sai deixando ela pra trás, me olhando como sempre surpresa. Só depois que ela veio sair do elevador.

(Agora cês me perdoa por ter feito PriDré? Kkkkkk)

Coloquei o Ethan na mesa sentado e lhe dei meu celular.

- Liga pra sua mãe. – Falei a ele e me virei pra ela que estava com a testa franzida olhando pro Ethan.

- André...

- O que acha da gente sair?

- Que? – Ela perguntou rápido.

- Não nós. O grupo. – Revirei os olhos.

- Por quê?

- Hoje eu vi a Isabela e parece que ela está chateada com a gente. Achei que juntando todos nós, e sairmos talvez alegre ela. – Falei.

- Ligar pra mamãe.

- Sim, e só tem eu no grupo pra cê falar isso é?

- Você fala pra Joaquim. Joaquim avisa pra Manu. Manu avisa ao Téo. E Téo dá um jeito de convencer a Isabela. Eu me responsabilizo com o Omar e a Priscila.

- Ligar pra mamãe.

- Tá fazendo isso porque ela desistiu de querer a gente como padrinhos e madrinhas?

- Você sabia?

- Claro que sim. Ela desistiu porque a gente havia discutido.

- Ligar pro papai.

- Você brigou com ela? – Perguntei sem acreditar.

- Briguei por sua culpa.

- Minha culpa?

- Ligar pro papai.

- Sim, sua culpa. – Ela colocou a mão na cintura.

- Olha, esquece. Não estou fazendo isso por causa do casamento. A propósito eu nem queria entrar com você mesmo.

- Ainda bem porque eu também não queria. – Ela retrucou.

- Ligar pra mamãe.

- Estou mentindo. Eu queria mesmo. – Coloquei os dedos no tronco suspirando.

- É, eu também queria. – Ela suspirou fazendo a mesma pose que eu.

(Kkkkkkkkk lindos)

- Bom, enfim não estou fazendo isso pelo casamento. Só quero ver a Isabela feliz vendo a gente juntos novamente.

- LIGAR PRA MAMÃE.

- Cala boca pirralho. – Mandei revirando os olhos.

- Tá certo, eu vou falar ao Joaquim. – Concordei. – Pra que dia?

- Neste feriado, à noite. – Ela concordou. – Já pode sair.

- Grosso. – Ela revirou os olhos se virando e caminhando pra a porta. Ela saiu mas depois abriu novamente. – E você deixou o Ethan ligar pra mãe sendo que ele não sabe como. Ele tá gritando “ligar pra mamãe” como se fosse automático, seu babaca.

Eu olhei pra Ethan e peguei meu celular rápido vendo que ele estava prestes a ligar pra o número de denúncia.

Dei um tapa em sua cabeça e ele reclamou.



Resolvi não ligar pra Karen e fui até a casa deles pra levar Ethan. Quanta irresponsabilidade. Se meu avô saber de uma arte dessas.

Entrei em sua casa e vi ele deitado no sofá.

- Vovô. – Lhe chamei e ele acordou assustado se sentando. – Vim trazer o Ethan.

- O que ele faz com você? – Perguntou quando Ethan subiu correndo pra cima.

- Ethan disse que Karen esqueceu ele na empresa. O que ela fazia lá?

- Karen é amiga da Patty, André. – Ele disse.

(Duas víboras. Pareei)

- Quanta irresponsabilidade. – Revirei os olhos murmurando. – Vovô, eu estou te avisando. Saia enquanto é tempo. Essa criança não é sua. – Falei indo pra perto dele.

- Lá vem você de novo. – Ele revirou os olhos. – É claro que é minha André.

- Você sabe que Karen não foi fiel contigo.

- Mas eu sei que é meu.

- Então me prove. – Ergui a cabeça. – Faça um DNA dessa criança e me prove.

- Não irei tirar seu sangue pra mostrar só porque vou acha que não é.

- Então tire o cabelo. Saliva.

- Não vou tirar mais nada do Ethan só pra provar a você André. Entenda que Ethan é sim filho meu.

Karen entrou na mansão e eu evitei falar alguma coisa. Beijei a cabeça do vovô e fui caminhando pra sair sem nem falar nada com ela.

Já estava irritado por ter esquecido o Ethan, fico pior quando penso que Ethan não pode ser filho dele e ela só está lhe enganando. Eu nunca imaginei que ele fosse cair em uma coisas dessas. Ele deve estar ficando cego pela velhice pois não é possível uma pessoa cair assim em um papo furado desses.

[...]

Kat sentou ao meu lado tomando um café.

- Estive procurando. – Ela começou a falar. – E finalmente achei uma igreja pra mim ir.

- Você é crente? – Rafael perguntou interessado e ela concordou.

- Eu vou ir na quinta. Bora? – Perguntou a mim e eu fiz uma cara de negação fazendo ela revirar os olhos.

- Eu vou com você. – Rafael falou.

- Você? – Perguntei. Será que ouvi mal?

- Sério? – Kat perguntou alegre. Ele concordou. – Esteja pronto as 6 horas. - Ela disse se levantando e saindo pra cozinha.

- Você podia disfarçar melhor. – Falei, e ele me olhou.

- Não consigo. Eu adoro vê-la sorrir. Acho que realmente estou gostando dela cara.

- Você deve estar se confundido.

- Não estou.

- Você deve estar desejando ela e acha que gosta. Katherine é bonita. E tanto tempo que você não dorme com alguém que está confundido.

- Não é assim André. Não é carnal. Eu sei que não é. – Rafael falou e parou de falar quando ela saiu da cozinha com o seu livro na mão.

- O que falavam? – Perguntou ela sentando ao meu lado.

- Nada de interessante. – Respondi e paramos pra ver Priscila aparecer na sala com a maior cara de sono. – Pensei que não iria sair da minha cama. – Falei brincando. – Gosta tanto do meu cheiro que saiu da sua casa pra ir pra minha cama dormir.

- Haha, engraçadinho. – Ela disse se sentando ao meu lado e deixando a cabeça no meu ombro enquanto se encolhia.

- Vem cá, vocês já se pagaram de novo não é? – Rafael disse apontando pra nós dois e sorrindo malicioso. – Naquele dia que Priscila não desceu... – Priscila escondeu seu rosto em meu ombro envergonhada. – Ah safados! Esperaram eu sair pra se divertirem. Sempre shippei!

- Para Rafael, tá envergonhando ela. – Eu disse tentando mandar em voz de repreensão mas eu tava era com uma cara de divertimento. Ele começou a rir alto.

- PriDré tá vivíssimo! – Ele disse rindo. (Eu ksksksksks 😍) Arremessei a almofada nele querendo rir também, mas se eu risse ela iria me encher de murro.

- Uau... – Um riso surpresa a gente ouviu e eu olhei pra ver quem era. Puta merda, Omar! Ele tava em pé, com as mãos no bolso da calça. E ele não estava de farda.

- Eita misericórdia! – Rafael disse parando de rir. Omar soltou novamente um riso.

- Ué, gente. Porque estão me olhando assim? Nunca me viram sem farda não? – Omar disse com um bom humor. É o quê

- Omar, o que faz aqui? – Perguntei me levantando rápido.

- André, marcamos de sair hoje esqueceu?

- Puts, esqueci. – Ele revirou os olhos. – Eu cheguei do trabalho agora. Nem tomar banho tomei ainda.

- Então adianta retardado. Não quero ter vindo aqui de viagem de balde. – Ele mandou indo se sentar no sofá. Fiquei olhando pra ele sentar ao lado da Priscila normal. É o quê. Tem certeza que ele escutou tudo mesmo? Perguntei a Rafael em silêncio e Rafael fez “sei lá” com gestos. – Adianta retardado do caralho. Vai logo tomar banho corno. – Omar disse e eu sai da sala sem entender nada. Acho que eu esperava outra reação dele.



Omar e eu estávamos no mesmo bar que fomos quando fiz meu aniversário de 18. Ele falava alguma coisa sobre Joaquim. Dele não ter concordado em vim, algo assim.

Bebi um gole da cerveja e olhei pro lado.

- Você não vai falar nada ou vai ficar com essa sua cara de cu falando do Joaquim? – Disse eu e lhe olhei. Ele parou de falar com a testa franzida.

- Sobre do que está se referindo? – Ele perguntou e eu revirei os olhos.

- Priscila e eu Omar. Você ouviu o Rafael dizendo e agora tá agindo como se não fosse nada de importante.

- Porque não é. André, eu não gosto mais da Priscila. – Ele riu do mesmo jeito que riu mais cedo.

- Cara, vocês já namoraram.

- E vocês dois também. – Continuou a rir naturalmente. – Bem primeiro que nos dois. Por que eu me importaria com isso?

- Você se importou no colegial. Se importou de esconder que já tiveram um caso, eu também me importo.

- Eu tô de boa André. É sério. – Ele sorriu. – O que eu tinha com a Priscila já acabou. Se vocês voltassem agora, eu iria ficar feliz por vocês.

- A gente não vai voltar. Já deixamos claro isso. – Falei. – Já percebemos que só combinamos como belos amigos. (💔)

- Se você diz né. Por mim tá tudo de boa. – Ele deu de ombro.



- Não! – Eu parei de andar quando ouvi um grito de criança chamar. – Por favor! – Sua voz pareceu que chorava e por mais que seja doideira eu acho que era a voz da Laura.

- André. – Omar chamou se virando quando não continuei a andar.

- Não me deixa aqui por favor!

- Está ouvindo isso Omar? – Ele me olhou com os olhos arregalados.

- Sim vei. Estou. – Ele concordou. – Esse maldito silêncio da meia noite. – Ele ficou com a cara de tédio ao terminar. – Pelo amor de Deus André. A rua tá deserta.

- Eu estou ouvindo vei.

- Você tá ouvido coisas.

- Não, por favor, não.

- De novo Omar. – Falei avisando.

- ANDRÉ. – Eu corri assim que ouvi meu nome na voz da Laura. Omar gritou meu nome. Bem no próximo beco que iriamos passar, eu apareci. Era o mesmo beco que fui barrado por um dos caras que estavam atrás do Vicente.

Um cara que estava com ela correu ao me ver. Omar correu atrás dele e eu fui até ela que estava jogada no chão. Lhe levantei vendo na escuridão sua testa sangrando e ela estava assustada tremendo.

- Laura. – Lhe chamei batendo em seu rosto e ela abriu seus olhos.

- Você sempre tá aqui pra me salvar. – Ela disse quase que não saia. Laura sorriu fraco e acabou desmaiando. Acho que a pancada na cabeça foi forte. Omar apareceu.

- Cadê ele? – Perguntei.

- Deixei ele ir.

- Como Omar? – Perguntei pra ver se entendi direito.

- Não foi ele que bateu nela. Pagaram pra ele bater, só que alguém já tinha batido nela antes.

- Como você sabe que não foi ele?

- Por que ele estava com medo André.

- Eu também estou com medo mais mesmo assim posso arrebentar sua cara.

(Essa frase foi épica kkk)

- Não foi ele. O cara mostrou o dinheiro e disse uma dica de quem possa ter pagado.

- Quem então? – Me acalmei um pouco.

- Uma pessoa próxima à ela. Quase que da família. Vamos precisar dela pra saber quem é que faz isso com a garota.

- Não Omar. Ela é uma criança, vai se sentir pressionada.

- Precisamos saber mais disso André. A Laura continua sendo um caso pra polícia.

- A polícia pressiona demais. Ela é só uma criança. Sabe do que houve quando interrogaram ela dias depois do aparecimento dela. Conheci ela agora e a considero como se fosse minha irmã no lugar.

- Mas não é. Quem decide isso é os pais. Laura vai fazer o teste de polígrafo. – Ele pegou ela dos meus braços sem eu querer.

- Você está forçando Omar. – Levantei lhe seguindo irritado.

- Não é a força. É uma questão de sabemos logo quem é que está por trás disso. – Ele disse continuando a andar. – Sem a ajuda da Laura não tem como esse caso prosseguir.



A senhora Mitchell ficou confusa ao nos ver ali em sua porta com a filha dela no colo.

- O que houve? – Ela perguntou nos mandando entrar e colocar ela no sofá. Luckas estava sentado e quando viu foi até ela preocupado.

- O que aconteceu com minha irmã?

- Encontramos ela em um beco, com um cara pronto pra lhe bater. – Sua mãe ficou em choque quando Omar disse isso.

- E quem foi esse indivíduo? – Sua mãe perguntou.

- O cara não tinha nada haver, ele foi pago mas não chegou a bater. Quem bateu foi outra pessoa, e suspeitamos que foi alguém próximo à ela.

- Como alguém próximo à ela? Todos adoram a Laura. – Ela disse e na mesma hora Laura acordou.

- Conversaremos amanhã, está tarde e Laura precisa se explicar. Boa noite pra vocês. – Omar disse e saiu andando. Me despedi deles também e sai com Omar.



Enquanto caminhávamos e Omar procurava o uber, eu recebi uma mensagem. Peguei o celular pra ver quem era.

- André. – Omar chamou impaciente. Acho que por o cara ser lerdo e até agora não encontrou a gente.


Julia: Tem como me encontrar naquela lanchonete 24 horas?


Olhei pra casa do Luckas e depois pro celular. Qual o problema da guria? Por que não o Luckas? São quase 01 hora da manhã pô. Quero dormir.

Respondi e guardei o celular voltando a caminhar com ele logo vendo arrombado do motorista do uber.


Notas Finais


O capítulo tá sem graça, eu sei
Mas é que eu que iria postar o capítulo de Missing, mas eu não podia liberar agora. Então, assim que eu puder eu vou lá e posto. E não vou esperar até o próximo sábado pois já demorei muito

genteeee, vocês acham que o Ethan seja mesmo o filho de Antônio? Ou acha que Karen tá mentindo pra ele?


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