História Unsteady - Capítulo 24


Escrita por: ~

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Categorias Fifth Harmony
Personagens Ally Brooke, Camila Cabello, Dinah Jane Hansen, Lauren Jauregui, Normani Hamilton, Personagens Originais
Tags Alycia Debnam-carey, Bea Miller, Camren, Eliza Taylor, Hailee Steinfeld, Lucy Vives, Romance, Shawn Mendes, Veronica Iglesias
Visualizações 66
Palavras 2.000
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ficção, Romance e Novela, Violência, Yuri
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Um século depois, eu estou de volta AHUAHUAH
Mil desculpas pelo super atraso, galera. Tá difícil, mas tá fluindo... Eu acho.
Enfim, sem contar com esse, faltam cinco capítulos para a história acabar, então vou tentar acelerar aqui para ver se conseguimos concluir isso antes do fim do ano hahahah
Espero que vocês gostem do capítulo!
Erros ortográficos corrijo depois!

Capítulo 24 - A música mais triste do ano


Point of view – Lauren Jauregui

Eu sempre fui uma pessoa mais fechada. Isso é um fato. Mas não demonstrar não significa que eu não sinta. Eu sinto até demais e isso me incomoda, porque por mais que eu não diga nada, muita coisa passa de uma vez pela minha cabeça e agora... Bom, agora parece que eu tenho um outro eu dentro da minha mente, se é que tal coisa existe.

Num segundo, ela estava ali. Eu não sei bem quem ela é e o que queria, mas não parecia ser uma mentirosa e se isso for verdade, se for o que eu escolho acreditar, então significa que ela morreu por me amar e não é a primeira. Sendo assim, o problema sou eu e, por mais que a decisão certa seja deixar esse caso de lado, eu vou mais a fundo agora, porque de duas coisas, uma é certeira: ou eu descubro quem e mato esse filho da puta, ou ele me mata primeiro. De qualquer forma, é ganhar ou ganhar.

– Agente Jauregui. – digo assim que a ligação é atendida – Mandem uma viatura para a Flash Coffe. Oficial abatido! Repito! Oficial abatido!

[...]

– Como você está? – Camila diz ao se ajoelhar na minha frente, pois eu estava sentada na calçada de frente para a lanchonete enquanto eles recolhiam o corpo – Eu vim o mais rápido que pude.

– Com ódio. – respondo sincera – Ela era irmão do Jacob, mas ela não estava envolvida e ela morreu por me amar.

– Lauren...

– Eu sei que parece loucura acreditar nela, mas você não a viu ok? Você não a conhecia. Ela não estava mentindo. – digo, cortando-a – Eu não sei quem está fazendo isso, Camila, mas eu sei que eu vou achá-lo e vou torturá-lo tanto que ele vai implorar pela morte.

– Você tá nervosa. – Camila diz, limpando minhas lágrimas – Não sabe o que está dizendo.

– Olha pra mim. Olha bem pra mim. – encaro-a com todo ódio que sentia naquele momento – Você realmente acha que eu não sei o que estou dizendo?

– Lauren... Eu só...

– Agente Jauregui! – um agente corre em minha direção, cortando a fala da Camila – Desculpa interromper, mas precisamos do seu testemunho.

– Claro! – levanto-me e começo a caminhar junto com o homem.

– Ei... – Camila segura meu braço, me impedindo de seguir o caminho – Eu estou aqui. Se eu puder fazer algo... Enfim, você sabe!

– Obrigada! – digo sincera, afastando-me novamente e pegando meu celular que agora tocava – Agente Jauregui.

– Lauren, sou eu. – identifico quase que de imediato a voz da minha mãe completamente triste – Venha para casa, meu anjo. Eu preciso de você. Nós precisamos de você.

– O que aconteceu? – pergunto quase que de imediato, meu coração já estava completamente congelado, eu nem sequer conseguia me mover e sentia como se todos me olhassem, esperando uma reação – Por favor, me diga que Taylor está bem.

– Não é nada com ela, filha. – ela diz, tentando manter a calma – É seu irmão. Chris... O Chris... Apenas venha para casa logo, por favor.

– Entendi. – engulo seco, deixando com que as lágrimas corram pelo meu rosto – É grave? Em qual hospital ele está? Eu já estou caminho!

– Meu anjo, o Chris... – ela diz com dificuldade graças ao choro excessivo – Ele morreu, filha.

Point of view – Dinah Jane Hansen

Imagine ver todos os seus amigos sofrerem diariamente e não poder fazer nada. Mortes e acidentes acontecendo praticamente todos os dias. Uma tragédia atrás da outra. E o pior, por mais egoísta que seja, é olhar para si mesmo e ver que uma dessas tragédias aconteceu consigo.

Eu nunca mais vou andar. Não tem fisioterapia que mude isso. Além disso, eu nunca mais vou ser detetive e isso era a minha vida. Sendo assim, eu basicamente vou ser obrigada a aprender a viver de outra forma e eu não sei se estou preparada ou se tenho psicológico para tal coisa. De qualquer forma, como muitos gostam de dizer, ao menos eu estou viva.

– Que bom que você veio. – digo a Selena que agora tomava um café, sentada na poltrona do lado da cama em que eu estava – Aparentemente ninguém tem tempo pra me ver mais, nem sequer Lauren.

– Tem muita coisa acontecendo, Dinah. – Selena diz sincera – Não é escolha delas não vir aqui.

– Eu sei. – digo, pegando meu celular que estava no criado-mudo ao lado – E obrigada por trazer meu celular. Ao menos vou poder checar meus emails, mensagens de voz, etc.

– Faça isso. – Selena diz com um sorriso nos lábios – Com certeza deve ter muita coisa legal pra você.

– Imagino. – sorrio e volto minha atenção para o celular.

Primeiro checo todas as minhas redes sociais. Precisava saber o que estava acontecendo no mundo e não havia muita notícia boa, mas ao menos tinha vários memes novos bem engraçados. Não importa quantos anos eu tenha, eu acho que sempre vou gostar desse tipo de coisa.

Depois, chequei meu correio de voz. Havia várias mensagens, a maioria me desejando melhoras e dizendo que vai me visitar assim que puder. Como se esse dia realmente fosse chegar. Chega a ser até irônico como as pessoas ficam melancólicas quando algo de ruim acontece e, ao mesmo tempo, bem falsas. É quase como se ela realmente estivesse triste, mas não o tanto que ela quer passar.

Enfim, dentre todas as mensagens, a que mais me surpreendeu foi a de Normani. Eu a ouvia nesse instante. Ela parecia triste, perdida, quase como se tivesse se arrependido de tudo que fez. Era difícil acreditar nisso, mas não impossível. No fim, após pedir desculpa, dizer que me ama e todo esse clichê bobo que o entretenimento nos ensina, algo de muito interessante surge, porém não passa de mais uma mentira.

Deixo o celular de lado e volto a olhar para a parede branca a minha frente. Era nítido o olhar de Selena em mim, mas era ainda mais nítido o fato de que ela não sabia o que me dizer e por isso estava tentando não manter muitos diálogos, quase como se ela me escondesse algo e, dessa forma, ela não teria que mentir, apenas omitir.

– Normani deixou um recado. – digo, engolindo seco, tentando me manter calma – Pediu perdão, disse que me amava e que vem me visitar. Disse também que vai me contar tudo o que sabe sobre Jacob Pieterse. Apenas mentiras. Ela não consegue parar.

– Sobre ela... – Selena engole seco, pegando na minha mão, tentando me consolar de algo que ainda nem havia contado – Dinah, a Normani faleceu. Não só ela, como Shawn, Chris e Troy também.

– O quê? – pergunto completamente espantada, deixando com que as lágrimas caiam pelo meu rosto – Isso não tem graça, Sel.

– Eu não estou brincando. – ela diz e a chateação fica nítida em sua voz – E Ally está presa pela morte de Troy.

– Quando? – pergunto – Quando isso aconteceu?

– Bom... Aparentemente, Troy e Shawn morreram ontem. Eu não sei muito sobre, mas Ally foi presa de madrugada. – Selena conta, ela tentava manter a calma, mas estava cada vez mais difícil – O Chris foi hoje de manhã. Encontraram o corpo no fim da tarde na casa dele.

– E Normani? – eu já estava ficando sem forças, me sentindo cada vez mais inútil.

– Um pouco antes de eu vim pra cá, o corpo dela estava chegando. – Selena diz – Eu não sei absolutamente nada sobre, só sei que foi em um acidente de carro.

– Vá e descubra. – digo completamente chateada – Por favor. Só... Descubra!

– Considere feito, DJ. – Selena diz, se levantando e depositando um beijo na minha testa – Mas, por favor, descanse.

– Ok! – observo-a pegar meu celular – Você realmente vai levá-lo?

– Você sabe que eu tenho. – ela sorri forçado – Meus pêsames.

– Deseje o mesmo a Lauren por mim. – digo, me deitando de lado e deixando com que as lágrimas tomem conta.

Point of view – Sofia Cabello

Dois dias depois

– Chris, você não era só meu irmão. Você era... Você era meu tudo. Compartilhávamos tudo quando criança, contávamos tudo um para o outro. Éramos irmãos gêmeos e sempre levamos isso muito a sério. Sempre apoiamos um ao outro, brigamos algumas vezes, mas nunca algo muito sério. Eu te amava e eu vou continuar te amando pelo resto da minha vida. – Lauren diz, respirando fundo, tentando ser forte e não chorar no velório do irmão, mas ela já tinha falhado nisso há muito tempo – Chris... Meu irmão... Eu não sei se você tá me vendo agora, mas eu juro que quando minha vida acabar, eu vou querer ir para o mesmo lugar onde você está só pra gente continuar sendo tudo um para o outro. E eu vou me vingar de quem fez isso contigo, nem que seja a última coisa que eu faça. Eu juro irmão!

 Após Lauren sair, eu era a próxima. Todos já tinham feito seus discursos, se despedido e, após eu finalizar, o caixão dele desceria. É quase impossível não pensar no fato de que ele era um dos melhores homens que já conheci e, ainda sim, estava morto enquanto tantos outros seguem por aí.

– A nossa diferença de idade é nítida. 11 anos, pra ser mais exata. Mas sinceramente, eu não ligo e provavelmente quem liga pra isso tem a mente bem pequena. Enfim, eu não vou ficar aqui enrolando, te atrapalhando descansar, eu apenas quero te lembrar de algo, então... Hã... Chris... – engulo seco, deixando as lágrimas escorrerem, ignorando todos os olhares reprovados que eu recebia agora, me concentrando apenas em me lembrar daquela letra que significou tanto pra nós por tanto tempo – Amor, quando o nosso vinho amargar ou perder o sabor, quando a maquiagem borrar e as fotos perderem a cor, tu ainda vai querer me aquecer quando não me restar nem calor? E, quando o cigarro apagar, vai ter valido a pena as cinzas e o frescor? Quando a nossa música tocar, tu ainda vai lembrar do ritmo? Quando o mundo me machucar, tu ainda vai querer curar minha dor? Tua voz e tua respiração são meus sons preferidos, mas, quando eu esquecer de viver, teu olhar ainda vai me lembrar quem eu sou. Ainda vai querer acordar com meu toque e minha voz no ouvido? Tua vida ainda vai ter sentido se a nossa for tudo o que te sobrou? Quando chegar o cansaço, meu abraço ainda vai ser teu abrigo, mas, quando a vida acabar, ainda vai querer ir pro mesmo lugar onde eu vou? Ainda vai sorrir quando eu for teu único motivo? Ainda vai ouvir o que eu digo, mesmo quando eu só quiser falar de amor? Ainda vai tentar me entender quando eu não fizer mais sentido? E ficar comigo quando tiver visto o pior lado de quem eu sou?

Sinto o abraço da minha irmã e fica ainda mais difícil segurar o choro. Os soluços foram inevitáveis. Eu sei que provavelmente não ficaríamos juntos por muito tempo, mas seria nossa decisão, não de alguém que simplesmente decidiu destruir todos os sonhos dele... Decidiu matá-lo. Eu sei que eu sou nova e não sei muito sobre a vida, mas a injustiça aqui é mais do que óbvia e eu não preciso ser mais velha pra saber disso.

– Eu não te respondi quando você foi me visitar no hospital, mas eu aceito, Christopher. – digo, deixando uma rosa em cima do caixão e saindo dali junto com Camila – Eu definitivamente aceito fugir contigo.

– Vai ficar tudo bem. – Camila diz, tentando me acalmar – Não agora, mas eventualmente sim.

– Eu sei. – digo, abraçando-a forte e, em seguida, vendo Lauren e Taylor nos abraçar também. Por um segundo éramos uma família de novo e disso eu tenho certeza que Chris se orgulhava.

– Eu sei que esse não é o momento, mas que música você cantou? – Lauren pergunta, enxugando minhas lágrimas enquanto Camila permanecia abraçada com Taylor que não parava de chorar e soluçar.

– Linda, não é? Por incrível que pareça não foi ele que me mostrou e sim Camila um pouco depois de vocês terminarem. É uma brasileira. Chama... Hã... – forço-me para lembrar enquanto observo o olhar de surpresa de Lauren – A música mais triste do ano.


Notas Finais


Então é isso... Capítulo curto, mas importante. Espero que vocês tenham gostado. Leiam Patriots e At my best. Estão atrasadas, mas são boas AHUAHUAH
Até a próxima!

Twitter: srwayne_


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