História Vaccinne - Capítulo 4


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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Ficção Científica, Luta, Sci-Fi, Seinen, Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Violência, Yaoi
Avisos: Drogas, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Sadomasoquismo, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 4 - Resgate e Fim


Fanfic / Fanfiction Vaccinne - Capítulo 4 - Resgate e Fim

                        Kayn

Solveig me disse que o Buraco era uma prisão. Eu nunca tinha estado em um prisão antes, mas sempre imaginei um lugar horrível, cheio de guardas e pessoas tatuadas com caras de mau. Mas quando nós saímos do prédio onde eu estava preso dei de cara com uma parte do bairro. Vários quarteirões com vários prédios. E vários metros de um muro enorme ao redor. E eu não via nenhum guarda.

- Ei... – eu falei, mas Sol já estava bem na frente. Eu me apresso pra tentar alcançar.

- Não seja tão lento pirralho. Temos que partir agora! – ele falou enquanto andava rapidamente.

- Partir pra onde? Você não disse que era uma prisão? Como você vai e vem de uma prisão?

- Você faz muitas perguntas. É por isso que está aqui! – agora ele já estava quase correndo.

- Por que você está tão apressado? – de repente ele para e me olha seriamente.

- Meus amigos precisam de mim. Eu vou resgata-los não importa o que. E você vai me ajudar. – e começou a correr.

- Eu? Espera, por que eu? – mas ele não me respondeu e nem parou. Eu o segui. Nós passamos por ruas cheias de prédios velhos e quebrados. Era tudo igual ao resto do bairro, mas dentro do buraco as coisas pareciam antigas e destruídas. Sol entrou atrás de um prédio. Nesse ponto já estávamos de cara para o muro. Era enorme. Era mais alto que muitos prédios de quatro andares na rua. Eu segui Sol até atrás do prédio e ele estava agachado no escuro na minha frente. – Ei, o q...

- Shhh

- O que foi?

- Estou vendo se está tudo limpo. – ele passa por um buraco enorme e me chama logo depois.

- Vocês abriram um buraco no muro?

- Uma fenda. Sim. É como nós nos movimentamos.

- Você percebe que você tá me revelando mais e mais coisas não é?

- Somos dois idiotas. – ele ri pra mim. – Eu por te revelar e você por perguntar. – ele tira a mochila e me joga um casaco. – Veste. Vai ajudar a se camuflar. E também está frio.

Nós saímos para a rua deserta. Devia ser de madrugada e a rua estava cheia de neve. O casaco que Sol me deu quebrou um galho. Elel me avisou para correr, e nós saímos sem parar através de ruas e becos. Ele se movia tão rápido que eu tive que fazer muito esforço para não me perder na escuridão. De vez em quando ele ralhava comigo por tropeçar em alguma lata de lixo ou assustar um gato. Mas o que mais me preocupava era como eu iria escapar. Eu precisava de uma chance. Pelo que eu vi, Sol era muito rápido e sabia lutar muito bem. Eu nunca me meti em nenhuma briga, nem na época de escola. Meu pai tentou contratar um professor de luta pra mim uma vez, mas eu nunca aceitei. Eu olho ao meu redor e acho um pedaço de ferro no chão. De nada ia adiantar contra um cara que se cura na hora. Que droga! Eu não tenho muitas opções. – Ei! – Sol me chama de repente. Ele tem alguma coisa nas mãos. Um dispositivo que piscava sem parar.

- Ei, o que é isso?

- Um localizador. Estamos perto. – Ele me disse. Eu observei para fora do beco. Eu reconheci a rua. Tinha passado por ela de ônibus junto com Adam. Era uma rua longa com uma ponte enorme e alta. Me lembro da vertigem que senti quando passei por ela de ônibus. Eu olhei para Sol e ele resmungava alguma coisa.

- Quem diria que um cara como você se empenharia tanto em ajudar alguém.

- Você nem me conhece pirralho.

- Sei o suficiente de alguém que me sequestrou!

- Shhhhhh. – nessa hora vários homens fardados passaram correndo pela rua. Armados.

- Eles estão armados? É a polícia? Além de me sequestrar eu vou ser cúmplice de um crime?

- Eu não sou criminoso pirralho, eles são! – ele me olhou de uma forma estranha. Havia muita raiva em seus olhos. Mas não era de mim. Eu senti medo. Ele se arrastou ate um canto do beco e observou a rua. Ele sinalizou com 3 dedos pra mim o que eu tentei deduzir que significa “três guardas”. Ele se aproximou de mim e pegou um pedaço de ferro no chão: - Espero que saiba bater com isso.

- Espera, o que!? – mas ele saiu correndo pra rua. Eu segui. O três guardas estavam mais à frente na rua e nem pareceram notar nossa presença. Até que Solveig pegou uma pedra do chão e atirou na cabeça de um deles. -Ei! Parado! – Um deles gritou enquanto se aproximava com os outros dois. Sol ficou parado esperando até um deles se aproximar. – Alto! Identifique-se – O guarda ordenou. Sol apenas riu. – E você moleque? O que faz com esse pedaço de ferro? – Ele virou pra mim. Eu recuei e olhei pra Sol. Ele fez um “sim” com a cabeça e atacou.

Sol agarrou a arma do guarda em sua frente girou para suas costas, depois ele fechou o braço do guarda em um ângulo esquisito fazendo um “crec”. O que estava à minha frente deixou de prestar atenção em mim e se virou para Sol apontando a arma. Sol pegou a arma do guarda derrotado e jogou em cima do outro. Em um segundo ele estava em cima do inimigo em uma chave de perna estranhamente encaixada no pescoço do guarda que caiu. O terceiro apontou a arma e atirou. Ok, eu nunca pensei que alguém conseguiria desviar de uma bala. Mas Sol percebeu o movimento do guarda e desviou tão rápido que eu só consegui ver um rastro no ar e o barulho da bala atingindo a parede de um prédio. O guarda levantou a arma atirou de novo. Dessa vez Sol caiu gritando no chão. Ele foi acertado na perna.

- Acerta ele! – ele gritou. Mas eu mal conseguia me mexer. O guarda avançou para mais um tiro quando: “PAM!”. O guarda estava desmaiado no chão com uma figura magra em cima dele.

- Nós chamamos ajuda e você é que é salvo Sol? – uma garota falou pra Sol. Ela era magra, de cabelos azuis e vestida com o mesmo capuz que Sol e eu.

- Cala a boca pirralha! – Sol retrucou. – É assim que agradece o meu esforço de ter vindo te salvar? – de repente uma risada ao fundo. Um garoto de aparência sonolenta sai das sombras de um beco e ajuda Sol a se levantar.

- Oi Sol. – ele fala – Que bom que veio. Sol sorri pra ele. Então esses eram os amigos dele? Seriam iguais a ele? Merda. Eu estava sendo cercado por eles. Então eu sinto uma mão no meu ombro.

- Quem é esse garoto aqui? – a garota magra surgiu atrás de mim tão rápido que eu nem percebi ela se movendo de cima do guarda.

- Um problema. Depois eu explico. O nome dele é Kayn. Estranho né? Quem daria esse nom...

- Aaaaaaahhh!! – a garota gritou. – Um humano!!! Eu sempre quis ter um! Prazer meu nome é Sirene. E esse cara de defunto ai é o Jory. – ela apontou pro outro garoto.

- Oi. – Jory respondeu. Que diabos. Cada um mais estranho que o outro. Quem eram eles afinal? Por que eles precisavam de ajuda?

- Por que vocês precisavam de resgate? Vocês me parecem muito bem. – eu perguntei.

- Bem, nossa missão de apreensão deu errado e eles precisaram fugir e se esconder. – Sol respondeu.

- Apreensão do que? Eu sabia que vocês eram ladrões.

- Ladrões? – Sirene entortou a cara. Sol puxou uma coisa da mochila e mostrou.

- Apreensão disso aqui ó. – uma caixinha estava na mão dele. Com um símbolo estranho. A mesma caixinha que ele tinha quando invadiu meu apartamento. Sirene se aproximou de Sol e o bateu.

- Tá ficando louco? Você não entregou a amostra pra Arcael!? E se você fosse pego? Tudo seria em vão.

- Tá, tá. Eu não entreguei por que eu sou o líder dessa missão. E a missão não acaba até que todos nós estejamos de volta ao Buraco! – Sol respondeu firme.

- Mesmo assim foi arriscado Sol. – Jory encostou a mão no ombro de Sol. Então um barulho ao longe nos deixou em silêncio. – Não pode ser! – Sirene falou.

- Foram os tiros! Merda! – disse Sol. O barulho agora estava bem mais alto. Vários passos apressados e carros se aproximando. Eu olho para a rua. Dezenas de guardas armados e com carros vinham rapidamente em nossa direção do fim da ponte.

- Temos que ir agora! Agora! – gritou Jory. Sirene rapidamente subiu a escada de incêndio de um prédio. Jory foi igualmente veloz ao correr para um beco escuro. Sol agarrou minha mão e me puxou. Mas eu parei. Essa era a hora perfeita. – Ei pirralho, temos que ir! – Sol gritou. Com todos esses guardas eles não teriam chance. Minha oportunidade de fugir. – Pirralho? – Sol me olhou. Eu o encarei. Puxei minha mão e comecei a correr.

- Kayn! – Sol gritou. Eu já estava na rua acenando meus braços e correndo na direção da ponte que ficava na rua. O batalhão se aproximava. Mas eles não pareceram diminuir a velocidade quando me viram.

- Kayn volta! – Sol gritava. – Eles não são policiais! Nossos olhos se encontraram. Ele estava se preocupando comigo? Algo estava errado. Eu me virei e vi um dos guardas gritando alguma coisa. Então vários deles apontaram suas armas na minha direção. Eu tentei correr. Correr na direção de Sol. Então eu ouvi disparos. Vários. E uma dor excruciante por todo meu corpo. Sangue voando. Meu sangue. A única coisa que consegui distinguir enquanto caia do alto da ponte, era Sol correndo em minha direção. Tudo ficou preto antes mesmo de meu corpo colidir no chão.



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