História Vertvil e os Grandes Segredos - Capítulo 1


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Categorias Originais
Tags Alquimia, Aventura, Luta, Magia, Mistério, Policial, Sobrenatural
Visualizações 2
Palavras 1.460
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 12 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Escolar, Fantasia, Ficção, Ficção Científica, Magia, Mistério, Policial, Romance e Novela
Avisos: Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 1 - Direto ao chão


Fanfic / Fanfiction Vertvil e os Grandes Segredos - Capítulo 1 - Direto ao chão


12:00. Atrasado. Alan não acreditava. Já era a terceira vez na semana em que ele se atrasava. Se continuasse assim, seria expulso do Dragão de Safira, bar e restaurante onde ele trabalhava como entregador desde seus 16 anos de idade. 

- Merda. - Disse, ao ver a hora no relógio, que curiosamente tinha o formato de um abacaxi. 


Levantou em um salto e foi direto tomar um banho. Se arrumou, pegou suas coisas, montou em sua bicicleta e saiu. Virando a esquina, viu Jeff e Emma caminhando pela rua. Jeff e Emma eram os melhores amigos de Alan desde sempre. Suas mães eram grandes amigas, e eles cresceram juntos. Alan sempre suspeitou que Jeff gostava de Emma, ou vice-versa. Mas isso nunca atrapalhou a amizade dos três.


- Ei! - Disse, animado. - Olá, Alan! - Jeff e Emma disseram, em coro.
- Vai trabalhar né? - Emma perguntou.
- Sim. - Disse Alan.
- Fica rico logo para irmos para a Romênia mais cedo!
- Seria ótimo, pois já estou quase conseguindo minha parte! - Disse Jeff.
Alan, Emma e Jeff haviam planejado, quando tinham 10 anos, de juntar bastante dinheiro para poderem viajar para a Romênia, lugar de que ouviram histórias sobre desde sempre. 
- Estou quase lá. - Disse Alan, sorrindo. - Agora, tenho que ir, até mais!
- Tchau Alan! - Emma disse.
- Até mais. - Disse Jeff.


E voltou a andar com a bicicleta. O Dragão de Safira ficava no centro da cidade, mais de 6 quarteirões depois da rua de Alan. Ele trabalhava de segunda a sexta, no turno das onze da manhã até as cinco da tarde. Ele gostava bastante, pois dava para andar pela cidade toda enquanto trabalha. Alan sempre adorou andar por aí, era sua paixão. Uma vez já se meteu em encrenca por causa disso: Acabou indo parar no meio da floresta que havia perto da sua casa, e esbarrado em um lobo. Ele tinha 12 anos na época, e foi salvo por sorte graças a um homem que estava passando por lá na hora. Desde então, tem tomado mais cuidado em suas andanças.

Ao chegar no restaurante, já havia várias entregas a serem feitas, coisas que Adam - O outro entregador, que não se dava muito bem com Alan. - estava fazendo sozinho. Alan se apressou, montou na moto de entregas do restaurante e saiu correndo. O destino era a Rua Pequeno Ferreiro, número 13. Ficava de frente para a praia, Alan já havia passado nessa rua algumas vezes. Após chegar na rua, fazer a entrega e voltar ao restaurante, teve que ir até a parte alta da cidade. Isso era bom, pois teria que passar pela estrada de Omentown, a cidade vizinha, e de lá dava para ver toda VertVil, sua cidade.
VertVil ficava de frente para o mar, era como se fosse uma praia enorme. Era muito bonitinha e calma - Se você ignorar todas as festas que rolam pela cidade. Fazia calor na maior parte do tempo e o povo era bem simpático. Parecia uma cidade dos sonhos, e Alan amava tudo isso. 
Subiu então a estrada, fez a entrega e, na volta, pode admirar a bela vista da cidade de Vertvil. A vista trazia para ele boas lembranças, deixava ele tranquilo.
Alan fez entregas para vários lugares da cidade. A última que teve que fazer foi para uma casa perto da fábrica de sardinha enlatada, no final da cidade. Na volta para casa, recebeu uma mensagem de Jeff, então parou na calçada e abriu o celular.
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Jeff: Alan? 
Alan: Olá
Jeff: Iai! Eu e a Emma estávamos em ir ao cinema mais tarde, aquele filme que eu te falei. Bora? 
Alan: Bora!
Jeff: Ok então, vou falar com a Emma, tchau!
Alan: Até
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Alan guardou o celular, viu que estava escurecendo e voltou a pedalar. Faltavam algumas ruas para chegar em casa, e agora tinha que se arrumar para ir ao tal cinema. Chegou em casa, largou a bicicleta no quintal e entrou em casa, correndo para o banheiro e iniciando um banho quente. Meia hora depois já estava pronto, sentado no sofá, esperando Emma e Jeff.
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Alan: Vocês estão prontos?
Emma: Eu estou
Jeff: Quase lá
Alan: Vamos nos encontrar na porta do cinema então? Vou indo, ok?
Emma: Ok!
Jeff: Certo
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Então levantou, saiu de casa e foi caminhando até o cinema. 
Chegando ao cinema, ele esperou uns vinte minutos até Jeff e Emma chegarem. Eles entraram e foram assistir a um filme de super-heróis. Na saída, eles foram andando e conversando, principalmente rindo das piadas idiotas que Jeff contava. 


- Sabe que comida é um interruptor?
- Não sei. - Disse Emma.
- O StrogONOFF! - Explicou, rindo.
- Isso.. foi horrível. - Falou Alan, rindo. Emma estava rindo demais.


Jeff e Emma viraram para a esquerda na antepenúltima rua até a rua de Alan. Se despediram e entraram em suas casas, que ficavam do lado umas das outras. Alan teria que andar as duas últimas ruas sozinho. 
Então começou a andar rapidamente, estava tudo tranquilo. Um poste de luz atrás dele se apagou. Ele não reparou nada, e continuou andando, até um outro poste de luz se apagar. Então ele parou por alguns segundos, voltando a andar, mais rápido. Até que ele passou em frente a um terreno vazio, apenas grama, e notou algo estranho: Algo brilhava intensamente lá dentro. Alan, que sempre fora curioso, pensou alguns segundos antes de ir caminhando até lá, e então entrou no mesmo. Ao chegar no brilho, viu que era na verdade um pingente. Alan reparou que no pingente havia uma esfera, de onde estava saindo o brilho. Alan então pegou ele, ainda brilhando intensamente, e tentou analisar a esfera do pingente, mas não conseguiu ver nada por causa do brilho intenso da mesma. Então decidiu guardar no bolso para levar o pingente para casa, e analisá-lo lá, mas ouviu alguns barulhos de passos e se virou. Ao se virar, reparou que tinha um homem vindo até ele. Alan só conseguiu ver o rosto dele, pois o resto do corpo estava coberto por uma grande capa preta. 


- Me devolva! - Disse o homem, andando até Alan.
Alan não sabia o que fazer, havia congelado totalmente. Queria correr o máis rápido que pudesse. E foi o que ele fez. Com uma velocidade inusitada, jogou o pingente para o homem e saiu correndo, o máis rápido que conseguira. Mas, quando estava já saindo do terreno vazio, o homem encapuzado gritou algo, e o chão em volta de Alan caiu, o deixando preso em um buraco. Foi nessa hora que Alan congelou de medo novamente. Tudo que ele fez foi escutar os sons de passos, ficando cada vez mais altos, até o homem aparecer perto de onde Alan estava.
- Por que estava com meu pingente? - Perguntou o homem, olhando para Alan e segurando o pingente, que não estava mais "aceso".
- Eu não sei! Eu achei ele ali no chão, aí você veio e eu te dei ele! - Respondeu Alan.
- Como vou ter certeza?
- Eu sei lá, mas eu não peguei ele!
- Você pode muito bem ser um Mobius.
- Mobius? Eu nem sei o que é isso!
- Já sei. Me mostre seu pescoço.
- ..Ok. - Disse Alan, levantando a cabeça e deixando seu pescoço a mostra. 
- Hm.. - O Homem examinou o pescoço de Alan. - Certo, você é inocente..
O homem segurou na esfera do pingente, fazendo o buraco subir, e libertando Alan. 
- Pode sair, e lembre-se, você não viu nada. Se contar alguma coisa pra alguém, eu faço um buraco desses que vai te levar direto para o inferno. - Disse, sumindo em uma nuvem de poeira.
- ..O-Ok. - Respondeu Alan, paralisado. 
Alan ficou alguns segundos parado, olhando para onde o homem estava, e então continuou a andar rapidamente para casa. Ao entrar em casa, se deparou com um cheiro bem apetitoso.
- Cheguei! O que está fazendo?
- Você verá quando estiver pronto. - Respondeu a mãe de Alan, Laura. - E, olá!
Laura era alta, um pouco mais que Alan, tinha cabelos longos e escuros, magra, e não parecia ser tão velha assim. Era bem parecida com Alan de rosto. 
- Vai tomar banho logo, Alan. Como foi no cinema? Arranjou alguma namorada?
- Foi legal.. e não! - Disse Alan, rindo fraco e corando. Foi então tomar banho.


Após jantar, Alan se deitou e repensou o que viu mais cedo. Aquele homem conseguiu mover a terra. Como ele havia feito aquilo? Existiam mais pessoas que faziam coisas assim? Bom, disso ele não sabia, e pensaria depois. O dia havia sido longo, e ele estava cansado.


Notas Finais


Este foi o primeiro capítulo do que tem sido meu projeto principal desde julho. Ainda falta muito para eu terminar essa história, mas pretendo atualizar ela sempre que possível.


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