História Volpnette. - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Miraculous: Tales of Ladybug & Cat Noir (Miraculous Ladybug)
Personagens Marinette Dupain-Cheng (Ladybug), Nathanaël
Tags Firefox, Marinette, Nathanael, Nathanette, Nathaniel, Trixx, Volpina, Volpnette, Zzkit
Visualizações 187
Palavras 1.928
Terminada Sim
LIVRE PARA TODOS OS PÚBLICOS
Gêneros: Fantasia, Magia, Shoujo (Romântico)
Avisos: Heterossexualidade
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


~revisado e editado dia 16/08/17.~

Iae galerinha :3
Sim, eu sei kkk
A Alya é a Volpina, não o Nathaniel... Mas me deixem sonhar :p
Kkk
Na verdade eu estava com a ideia de fazer esse oneshot muito antes de anunciarem quem seria a Volpina kkk
E eu terminei de escreve-lo hoje então decidi já postar :3
Ae, só avisando que tanto a foto de capa do capítulo quanto da fic não são de minha autoria, eu peguei no maravilhoso sr. Google então não sei à quem direcionar os créditos XD
Ps: Se voce é o artista dessas obras eu peço para que não me processe, processe o Google :p
Kkkk
Zoeiras à parte kkk
Só avisando que eu deixei como Volpina mesmo pois em italiano significa sagaz... Além de que é um nome em francês e eu não sei como eles diferem feminino de masculino então vai ficar assim mesmo kkkk
Chega das minhas asneiras XD
Podem ler :3
Espero que gostem :3

Capítulo 1 - Capitulo único.


Fanfic / Fanfiction Volpnette. - Capítulo 1 - Capitulo único.

Toc. Toc.

O batuque das gotas no vidro trouxe a garota de volta à realidade. Ela se encontrava desenhando distraída em seu quarto enrolada em uma coberta e com uma caneca de bebida quente nas mãos.

Esta era uma noite fria e chuvosa.

Toc. Toc. Toc.

O barulho se intensificou ainda mais e logo o som da chuva se tornou impossível de ignorar. Suspirou e voltou a prestar atenção no vestido que estava desenhando. Juleka daria uma festa e Marinette queria ir com o melhor vestido que ela pudesse fazer. Não que a pessoa para quem ela estava se arrumando iria para a festa, ou iria. Ela não sabia nem se ela conhecia a sua forma civil.

A chuva acalmou um pouco e um barulho diferente e mais insistente fez Marinette olhar para a janela, logo fazendo uma felicidade a dominar.

Preguiçosamente ela se levantou e caminhou lentamente até sua janela, tentando, inutilmente, esconder o sorriso. O rapaz, cujos cabelos vermelhos e olhos verde-água deixariam qualquer uma babando, sorria com sua roupa toda encharcada.

Marinette, não aguentando mais segurar a risada, abriu a janela e permitiu que o garoto entrasse no seu quarto.

- O que faz nessa tempestade, Volp? - perguntou curiosa analisando um pouco mais o amigo.

Suas vestes eram de um laranja vibrante e sobre seus cabelos ruivos duas orelhas caninas balançaram. Amarrada em sua cintura uma cauda laranja com a ponta branca pingava e em seu rosto uma máscara também laranja impedia Paris de saber qual era a verdadeira identidade do mais novo herói de Paris.

Volpina tinha aparecido a pouco mais de dois meses e já ajudara Chat Noir e Ladybug incontáveis vezes.

- Estava passeando e me perdi na chuva - respondeu acompanhado de um espirro.

Marinette riu da resposta e foi em direção ao seu armário para pegar uma toalha seca.

- Se perdeu? - repetiu em tom zombeiro e o rosto do rapaz ficou levemente corado, mas mesmo assim ele sorriu quando respondeu pegando a toalha e começando a se secar.

- Dessa vez é verdade.

A garota apenas o observou mais um pouco com um pequeno sorriso nos lábios.

Não era a primeira vez que Volpina aparecia na sua janela ou no seu telhado dizendo que havia se perdido e que estava cansado demais para procurar o caminho de volta.

Marinette entregou sua caneca e o cobertor quando Volp começou a espirrar sem parar.

- Vai pegar um resfriado desse jeito - sua voz estava cheia de preocupação. Mesmo eles se conhecendo não mais do que algumas semanas - quando ele apareceu na sua casa pela primeira vez com uma desculpa esfarrapada -, Marinette se sentia bem na presença do amigo, às vezes até mais do que quando estava perto de seu gato de rua predileto.

Volpina levantou uma sobrancelha e abriu um sorriso realizado e feliz, assim como um pequeno rubor apareceu em suas bochechas.

- Então você se importa comigo? - brincou e se sentou na espreguiçadeira tomando cuidado para não molhar as almofadas e sorriu amplamente quando Marinette corou com o comentário.

Ele sentiu-se realizado ao deixar sua amada desse jeito.

Volpina sabia que em seu estado civil Marinette jamais se abriria desse modo com ele, mas ele tinha que admitir que a culpa era dele: Sua timidez o deixava incapaz de falar com ela.

Mas desde que Nathaniel ganhou um miraculous e se tornou Volpina, o herói raposa de Paris, passou a se sentir cada vez mais a vontade com a máscara até que, um dia, foi capaz de deixar a sua timidez de lado e visitar a garota por quem seu coração batia. A partir desse dia ele passou a visita-la sempre que conseguia, e, a cada visita, Nathaniel se apaixonava mais e mais por ela.

- Ah! - Volpina gritou quando Marinette puxou a colcha da espreguiçadeira e fez ele cair no chão.

Ela gargalhou.

- E-Ei - chamou sem fôlego de tanto rir e ofereceu a mão - Não precisa ficar vermelhinho.

Nathaniel sentiu seu rosto esquentar mais ainda e bufou, aceitando a mão de Marinette e se levantando demolhar para ela.

Ao menos por um tempo. Quando seus olhos se encontraram eles ficaram incapazes de desviar o olhar.

Verde-água no azul-céu. 

Azul-céu no verde-água.

Os dois coraram, mas mesmo assim se negaram a se afastar, ou a soltar suas mãos. Estavam hipnotizados pelo olhar um do outro.

CABUM.

O barulho do trovão fez eles se afastarem bruscamente e seus rostos esquentaram ainda mais. Eles não tinham percebido o quão perto estavam: seus rostos tinham se movido sozinhos.

- B-bem... - Volpina coçou a nuca envergonhado.

- O-o que você acha de jogar algum jogo? - Marinette gaguejou envergonhada e, acima de tudo, confusa. Ela era apaixonada por Adrien à mais de um ano, isso era tudo o que ela sabia sobre amor, mas desde que Volpina passou a visita-la frequentemente ela não sabia mais o que estava sentindo.

Essa conexão que sentia com ele era diferente de tudo o que ela já havia experimentado antes. Não era um amor platônico, pois mesmo que ele nunca tenha falando nada ela conseguia sentir que ele a correspondia. Talvez até demais.

E isso a deixava confusa e insegura.

- C-claro - respondeu igualmente nervoso. Não por estar em dúvida sobre seus sentimentos, mas pelo exato contrário. Sua certeza em seu amor pela garota apenas o deixava sem jeito em sua presença, ainda mais quando eles quase se beijaram.

Trixx não vai acreditar quando eu contar, pensou Nathaniel extremamente feliz e envergonhado. Sua relação com seu kwami estava cada vez melhor. Mesmo que ele não concordando com o fato de Nathaniel se transformar para visitar a amiga ele, com toda certeza, ficaria feliz ao saber dos acontecimentos.

Isso se ele já não soubesse.

Nathaniel ainda não entendia como tinha coisas que ele sabia e como tinha coisas que ele parecia não fazer ideia. Talvez fosse apenas um jogo para ver a reação de seu portador, ou uma ignorância sincera sobre os acontecimentos que cercavam o rapaz quando este se transformava.

De qualquer modo eu vou contar, decidiu e voltou a se sentar na espreguiçadeira, só então percebendo que Marinette estava ligando o computador.

Nathaniel virou o rosto quando viu sua foto de descanso de tela que ela usava: ele sempre soube da paixão de Marinette pelo modelo mirim Adrien Agreste, porém gostaria que essa paixão fosse por ele e não pelo loiro.

Balançou a cabeça afastando os pensamentos e aceitou o controle da garota.

Eles começaram jogando uma partida ainda tensos, Marinette pela confusão e Nathaniel pelo ciúmes, porém a tensão se dissipou quando Marinette ganhou a primeira rodada e fez sua dancinha da vitória.

Volpina riu.

- É isso aí. Marinette é a melhor - ela cantarolou animada e olhou para ele pelo canto do olho.

Era a primeira vez que jogava com o amigo e esperava vê-lo impressionado com sua habilidade no jogo, e por isso se espantou ao ver o sorriso doce nos lábios dele, como se ele esperasse por isso.

- Que foi? - Volpina perguntou quando percebeu o olhar da amiga e corou levemente.

- Você já me viu jogar antes?

- Sim - respondeu com um sorriso simpático e sentiu o rubor sumir - Quando você jogou contra o Adrien no ano passado, na biblioteca. E também quando você foi parceira do Max naquele concurso.

Marinette o olhou admirada, não fazia ideia de que ele estava observando e as perguntas apenas voaram de sua boca.

- Eu te conheço? - perguntou - Quer dizer, sem a máscara?

Pela primeira vez em sua vida ela considerou que poderia conhece-lo em sua forma civil.

Nathaniel arregalou os olhos violentamente quando a ideia de Marinette se afastar quando descobrisse quem ele era passou pela sua mente.

Um dia ela terá que saber, pensou com pesar e concordou timidamente com a cabeça antes de engolir em seco.

- Sim, nós... - hesitou, depois resolveu parar de se preocupar tanto. Era Marinette, afinal de contar - estudamos na mesma escola.

Ela arregalou os olhos surpresa​. Não esperava essa resposta.

- Nós já conversamos? 

Nathaniel engoliu em seco, com medo em onde essa conversa ia chegar.

- Algumas vezes - tentou parecer o mais indiferente possível - Não sou do tipo que fala com todo mundo...

- E por que com a máscara é diferente? - Marinette falou sem perceber e se arrependeu.

Com o tempo de convívio com Chat Noir ela acabou aprendendo que, algumas vezes, as pessoas usam a máscara para serem elas mesmas.

Nathaniel ponderou sobre a pergunta com sinceridade. Ele nunca tinha pensado sobre isso.

- Acho que a máscara me ajuda a ser quem sou, não tenho vergonha de quem sou quando estou usando ela - respondeu depois de um tempo e Marinette percebeu que estava certa sobre o motivo.

Isso acontecia até mesmo com ela.

Era mais confiante e mais segura quando estava com a máscara, como se ninguém pudesse para-la, como se ninguém pudesse julga-la.

Sorriu quando percebeu o quão sincero ele foi, e aquela mesma sensação voltou. Aquele mesmo sentimento, porém sem a confusão e a insegurança. Apenas o "gostar" estava presente agora.

Eles se aproximaram novamente, só que dessa vez ambos estavam cientes de cada movimento.

Marinette conseguia sentir a respiração dele em sua pele. 

Quente, serena e com cheiro de hortelã.

Ela definitivamente gostava de hortelã.

Bipe.

Eles se separaram bruscamente quando o barulho do colar de Volpina os tirou de seu mundo.

Nathaniel xingou Trixx mentalmente, irritado pelo kwami já estar cansado, mas foi só perceber à quanto tempo estava transformado que pediu desculpas arrependido. Provavelmente Trixx tinha aguentado bem mais do que o seu normal apenas para suprir o seu desejo egoísta de ver a amada.

Definitivamente o recompensaria com algum presente que ele deseje.

- Bem... Parece que eu tenho que ir - Volpina disse com a voz manhosa.

A despedida era, definitivamente, a parte que ele menos gostava das visitas.

- É... Parece - Marinette repetiu ainda atordoada pelo que estava para acontecer.

Eu e o Volp quase nos beijamos... De novo, pensou sentindo seu rosto corar violentamente.

Espantou os pensamentos e se pôs de pé, caminhou até a janela e ficou aliviada quando viu  que a chuva tinha passado. Ela sempre se preocupava com ele ficando doente caso pegasse chuva na volta.

Quando se virou percebeu que o herói a observava.

- Você vai voltar? - ela perguntou sentindo sua pouca timidez querendo tomar a frente.

Jamais poderia negar gostar da presença do rapaz, coisa que fazia com frequência quando se tratava de seu outro parceiro de luta.

Bipe.

- Por você eu faria qualquer coisa - ele respondeu com sinceridade. 

Marinette o olhou espantada e então sorriu.

- Se esse é o caso... Você me esperaria? - perguntou insegura, com medo dele negar.

- Como assim? - perguntou confuso, aquele pedido não fazia sentido.

- No momento meu coração ainda bate por outro - p olhar sôfrego dele fez Marinette quase se arrepender de suas palavras. Quase. - Porém ele também bate por você.

Volpina arregalou os olhos, surpreso.

Bipe.

Ele permaneceu em silêncio enquanto a garota falava.

- Eu não acho certo gostar de duas pessoas ao mesmo tempo... E por isso... - hesitou - Você esperaria até meu coração parar de bater por outro? 

Nathaniel encarou a garota ainda descrente. Quando por fim percebeu que a encarava sem falar nada ele se esforçou a se mexer.

- Como eu falei antes - ele capturou a mão dela com a dele e entrelaçou seus dedos - Por você eu faria qualquer coisa.

Seus olhos se encontraram novamente e desda vez nenhum dos dois tentou se conter.

Seus lábios se tocarem e ambos não conseguiram acreditar no que estava acontecendo.

Bipe.

Dessa vez eles não se afastaram, ao contrário, aprofundaram ainda mais o beijo. Ambos estavam em êxtase, estavam beijando a pessoa por quem seu coração batia.

Nathaniel nunca esteve tão feliz. Ele amava Marinette.

E saber que ela se sentia igual, mesmo que um pouco, era a melhor coisa do mundo para ele.

Bipe.


Notas Finais


E é isso pessoal :3
Só avisando que, como eu não sei o gênero de Trixx ainda ~estou torcendo para ser fêmea pois ela seria muito fofa~ eu o deixei no masculino mesmo :3
Obrigada por terem lido e nos vemos em outra fic minha ou em algum comentário kkkk

Bjus da Zz *3*


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