História O que eu me tornei? - Capítulo 6


Escrita por: ~

Postado
Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Apocalipse, Morte, Sobrevivencia, Zumbi
Visualizações 0
Palavras 1.761
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Ficção, Luta, Romance e Novela, Survival, Suspense, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Canibalismo, Drogas, Heterossexualidade, Incesto, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Boa leitura
E não se esqueça de ler as notas finais

Capítulo 6 - Let's fun


ELISE

Homens saíram de dentro do helicóptero e colocaram o corpo de Cassie no mesmo. 

-Eles vão nos perseguir, se você não tivesse feito aquilo, poderíamos ter mais informações - disse o encarando com um olhar furioso enquanto o idiota olhava para uma casa abandonada.

Por uns momentos vi os olhos dele se encherem de lágrimas mas o mesmo as limpou e me encarou.

-Parece que a criança ficou com medo e não impediu, pois ficou olhando com uma expressão inexplicável -ele riu- tem medo de mim, boneca? - ele disse segurando meu queixo.

Ele me olha fixamente mas eu seguro seu braço o impedindo de fazer qualquer movimento.

-Eu não tenho medo de pessoas tão tolas como você - disse soltando seu braço com brutalidade - Temos que ir.

-Não, antes eu tenho que ir naquela casa abandonada - Brian disse caminhando até a maldita casa e eu o segui.

Assim que chegamos na tal casa, Brian abriu a porta com brutalidade - como sempre - e entrou.

Na casa tinha um piano, eu fiquei muito feliz pois não via um à anos;

Já Brian chorou e eu me espantei com isso, ele tinha pego uma foto de uma mulher muito parecida com Cassie, e nessa foto tinha ela e uma menininha e eu já imagino quem são. 

-Quem são? - pergunto para ele que seca suas lágrimas e me abraça. 

No começo eu fiquei sem reação, mas retribui o abraço e chorei assim como ele, pois o piano me lembrava a minha família. 

-As vezes é difícil, parece impossível, mas todos conseguimos superar a dor -Eu disse tentando me soltar mas ele não deixava, então continuamos nesse abraço. 

Eu sabia que ele precisava disso, mesmo eu sendo uma péssima pessoa e péssima amiga, sabia que ele precisava de um abraço sincero de uma pessoa que já sofreu tudo isso e mais um pouco.

-Tínhamos uma ótima vida... meus pais tinham morrido, minha irmã estava morando comigo e com minha noiva, eu tinha 19 e minha irmã 12, eu estava indo comprar seu presente de aniversário e quando volto com o presente em mãos, a vejo morta no chão - ele disse se separando do abraço mas voltando logo depois - minha noiva e eu fugimos, mas ele foi infectada, ela sabia que eu não ia mata-la, então a mesma se matou antes que se infectasse por completo. 

Foi impossível eu não chorar com aquilo.

-Eu também perdi tudo que tinha, e por isso vamos matar o desgraçado que fez isso -disse quebrando o abraço e olhando em seus olhos.

-Crianças não devem pensar em vingança - ele disse com humor.

-Velhotes também não... já trocou a fralda, vovô? - Eu disse entrando na brincadeira.

BRIAN 

Estávamos na casa do meu falecido sogro que foi herdada pela minha noiva, estava abandonada mas eu reconheceria de longe, eu chorei, o que é quase impossível e a cri... Elise me consolou.

Eu queria esquecer tudo, até meu nome se fosse possível, então peguei uma garrafa de vodka que tinha guardada e me sentei no chão enquanto Elise me encarava sem entender nada.

-Hoje nós vamos esquecer de tudo enquanto contamos nossos arrependimentos, bom... te dou a honra de começar - joguei a garrafa para o alto e Elise a segurou e me fez companhia se sentando no chão. 

-Eu me arrependo de não ter dado amor suficiente aos meus pais - ela disse virando a garrafa de vodka e fazendo uma careta depois de ter engolido. 

Parece que ela nunca tinha bebido antes.

- Por que está contando isso? - perguntei tirando a garrafa de suas mãos e bebendo.

-Não tenho nada a perder, está com medo, velhote? - ela perguntou me dando um olhar desafiador.

-Eu me arrependo de não ter pedido para minha falecida noiva cortar o cabelo... você deveria cortar o seu, está gigante, tem uma faca ali - disse apontando para uma faca que estava no chão. 

Isso é estranho, eu não me lembro de ter uma faca no chão quando cheguei.

-Eu me arrependo de não ter te matado quando tinha chance - ela disse com humor.

-Vamos jogar de verdade, agora vamos falar sobre fatos que aconteceram conosco antes de termos essa vida, te dou a honra de começar. 

-Ótimo... eu sofria muito bullying e o único que me defendia era meu melhor amigo, o qual eu era apaixonada, ele começou a namorar a piranha da escola e ela era a que mais me fazia mal, e ele a defendia, até um dia em que eu jurei que não deixaria mais ninguém me machucar e comecei a aprender a manusear facas e espadas e mantinha escondido dos meus pais, então eu levava para a escola e ameaçava todos. 

Ela é perigosa ela

-Quando eu tinha 17, eu usava drogas e era um delinquente, não queria nada com a vida até que eu cheguei em casa bêbado, todos estavam dormindo exceto minha irmãzinha...

Flashback on

-Olá! Que desenho é esse? - perguntei assim que cheguei em casa tropeçando em minhas próprias pernas.

-Bob esponja, e a música já está começando! -ela começou a cantar a música da abertura.

Criança desgraçada. 

Eu fui a cozinha e peguei uma faca, amolei e pedi para minha irmã ir até o local.

-O que foi? Papai disse que não gosta quando você fica na cozinha de noite...- ela disse com medo e dando passos para trás. 

-Calma irmãzinha, não vai doer nada e você não pode gritar, papai e mamãe não iriam gostar nada dos seus berros de noite sem motivo algum, não acha? - a medida que eu me aproximava, ela se afastava com medo.

Eu senti uma batida forte na minha cabeça e era minha mãe que tinha quebrado um copo na minha cabeça. 

Minha mãe chorava muito enquanto gritava o nome do meu pai o chamando

-Filha da puta! Eu nunca gostei de você!  Vadia! - eu disse enquanto dava facadas em cada parte do corpo da minha mãe. 

Eu tinha matado a mulher que me criou, a mulher que sempre me ajudou, sempre tentou me tirar do mundo das drogas, na hora eu me senti feliz, eu tinha me tornado um psicopata.

-Melissa... corra! -ouvi a voz do meu pai com uma arma na mão mandando minha irmã correr e a mesma não hesitou.

-Faz ideia do que acabou de fazer? Você matou sua mãe! Matou a pessoa que sempre te apoiou nesta maldita casa! Tem ideia do quanto de nojo que eu tenho de você? Se eu quisesse, te mataria aqui e agora! Mas sua mãe não gostaria que eu, seu próprio pai te matasse! -ele disse chorando e se aproximando de mim.

-Mortos não se movem, mas eu sim! - disse com um sorriso no rosto.

Flashback off 

-Eu matei meu pai a sangue frio, peguei minha irmã e fugi com ela, até que conheci Veronica, minha falecida noiva, ela me mudou, mas eu menti para ela assim como para você, eu disse que meus pais tinham morrido mas não disse o motivo, disse que tinha uma bela vida com minha irmãzinha, sendo que na verdade, minha vida era um inferno, estava sendo procurado pela Polícia em todos os cantos, por dois anos, e nesse período eu me lembrava aos poucos de como matei meus pais, tinha pesadelos e já tentei me matar diversas vezes mas Veronica sempre chegava e atrapalhava tudo...

Eu chorava feito uma criança enquanto lembrava da barbaridade que tinha feito.

-Você se arrepende? -ela perguntou colocando uma mão em meu ombro.

-E muito... Eu me sinto destruído por dentro...


ELISE

Nunca tinha passado pela minha cabeça que Brian tinha matado seus pais, mas eu sinto que ele se sente sozinho no mundo, como se ninguém pudesse ajudar, ele precisa de um ombro amigo e eu podia dar isso a ele.

-Ei, já passou, se você se arrependeu, não tem por quê se sentir assim - disse tentando conforta-lo.

Eu via o arrependimento nos seus olhos, eu sentia sua dor, era horrível. 

-Eu não quero falar disso... daqui a pouco vai escurecer e precisamos sair desse lugar.

Voltamos para o esconderijo e assim que me deitei, meus olhos se fecharam e eu adormeci.

-Elise! - aquela voz ecoava em minha cabeça - Acorda, criança!

Eu levanto do chão onde dormia e encaro o idiota do Bry que estava com um sorriso no rosto.

-A princesa está feliz? - perguntei bocejando e esfregando meus olhos para que enxergasse melhor.

-Vem! Eu achei algo incrível! - ele me puxou e praticamente me carregou até um lago.

Meus olhos brilhavam, eu estava extremamente feliz, finalmente tínhamos água para beber e para tomar banho. 

Sem qualquer aviso, Brian corre e pula dentro do lago jogando água em mim, eu acabo entrando na brincadeira, tiro meu casaco, tiro minhas botas, solto meu cabelo e tiro minha calça ficando apenas com peças íntimas e minha blusa que ia até uns cinco dedos acima do meu joelho. 

Entro na água gelada tendo uma ótima sensação refrescante e de prazer.

Aproveitei bastante o momento. Mergulhava, as vezes eu apenas boiava na água enquanto Brian parecia uma criança jogando água em mim.

-Brian, para por favor! - pedi mas o idiota não parou - ótimo, você que pediu.

Eu mergulho e com toda minha força puxo o pé de Brian fazendo com que ele afundasse.

Eu puxava ele cada vez mais fundo até perder o fôlego e voltar para a superfície. 

-Eu mandei você parar, mas como sempre, você não me escutou! - disse fazendo pose de durona, mas paro quando percebo que ele não tinha voltado ainda - ai meu Deus, eu matei meu amigo! - pensei.

Eu mergulho de novo o procurando mas não acho de jeito nenhum, vou ao mais fundo que eu consigo até meus pulmões não aguentarem mais e eu sair do lago e sentar na borda do lago passando a mão nos cabelos pensando no que ia fazer.

Eu não posso pedir ajuda a ninguém! - pensei - estou sozinha, como sempre!

Ouço um barulho na água e automaticamente me levanto e fico encarando até que um idiota vai até a superfície. 

-Por que saiu? - o idiota perguntou com a maior inocência do mundo.

Meu sangue fervia e eu tinha vontade de terminar o trabalho e mata-lo, mas me contive... ou não.

-Eu pensei que você tivesse morrido! - gritei - Eu fiquei desesperada, seu idiota! Nunca mais fale comigo! -quando ia colocar minhas roupas, sinto suas mãos segurarem meu braço e me puxar de volta para o lago.

-Você é um idiota mesmo...- eu não contive minha risada.

-Sou o idiota que vai salvar o mundo.

Ele tinha seu lado arrogante, idiota, manipulador, psicopata e bobalhão.

Finalmente tínhamos terminado aquele banho no lago.

Eu tive que caçar novas roupas numa das lojas abandonadas até que finalmente achei uma.

E mais um dia se passou...






Notas Finais


Aposto que já tem gente shippando Brilise ou Lisian (ou ngm pode estar shippando, pq... né?) Então... Eu quero fazer com que eles se tornem amigos, melhores amigos se possível.
Sem nada de namorados, amantes ou até amigos coloridos por enquanto.
Por agora eu quero fazer com que eles se tornem amigos por causa de Bellarke (só quem assiste The 100 sabe)
Bellamy e Clarke n eram muito amigos no começo, mas a cada episódio eles vão se aproximando até se tornarem melhores amigos (n passa disso tabaum?)


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...