História Who do You Want Me to Be? Romanogers - Capítulo 13


Escrita por: ~

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Categorias Capitão América, Demolidor (Daredevil), Os Vingadores (The Avengers), Viúva-Negra (Black Widow)
Personagens Anthony "Tony" Stark, Clint Barton, Feiticeira Escarlate (Wanda Maximoff), Franklin "Foggy" Nelson, James Buchanan "Bucky" Barnes, James Rupert "Rhodey" Rhodes, Maria Hill, Matt Murdock, Natasha Romanoff, Nick Fury, Personagens Originais, Sam Wilson (Falcão), Sharon Carter (Agente 13), Steve Rogers, Visão
Tags Romance, Romanogers, Romanogers Fanfic
Visualizações 500
Palavras 4.078
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Ficção, Romance e Novela, Suspense
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Bucky estava realmente empenhado em atrapalhar as investigações de Natasha e Matt. No entanto, quanto o Soldado Invernal volta a si, acaba dando o que ela ainda não tinha conseguido: um nome.

Capítulo 13 - Sob Ataque


Fanfic / Fanfiction Who do You Want Me to Be? Romanogers - Capítulo 13 - Sob Ataque

Steve desviou o olhar de desprezo que lançava a Natasha para olhar para Clint enquanto comprimia sua boca numa dura linha. A veia saltava na sua têmpora quando proferiu secamente as palavras:

— Eu vou te esperar no carro, Clint. — Ele tirou o braço de Foggy de cima de seus ombros e deixou a sala em passos firmes.

Natasha engoliu em seco novamente quando Clint lhe lançou um olhar interrogador, no qual ela respondeu negativamente com um aceno de cabeça.

— Desculpa, Matt, mas o Foggy não estava consciente o bastante para dizer onde morava, então eu trouxe ele para cá — contou Clint, largando o advogado no sofá.

— Não tem problema — disse Matt, balançando a cabeça.

— Mas eu disse meu endereço… — balbuciou Foggy, esfregando os olhos.

— Eu tenho certeza que você não mora na Rua dos Alfeneiros — respondeu Clint, cruzando seus braços.

— Deve ter sido uma festa e tanto — comentou Natasha, indicando o estado de Foggy com o queixo.

— Foi boa o bastante para fazer o Steve sair um pouco do quarto… Mas a razão da comemoração não estava lá. — Ele deu um meio sorriso para a espiã e pigarreou logo em seguida. — Como andam as investigações? Já descobriu quem é?

Natasha balançou a cabeça olhando para o chão.

— Ainda não comecei, para falar a verdade. Mas pretendo ter uma conversa com a Amanda Loski e com o Clarke ainda hoje… Meu próximo ato será baseado nas informações que os dois têm para me dar.

— Parece que será um dia cheio para você outra vez — respondeu Clint. — E eu adoraria ajudar você, Tasha, mas tenho uma afilhada para treinar…

— Pena que não tem nenhum Stephen Strange para ajudar você nessa tarefa, não é?

— Uma pena — repetiu ele, afirmando com a cabeça. — Bem, o dever chama. Até mais.

Clint saiu depressa da sala, ouviram-se a porta se fechar logo em seguida, e então Foggy murmurou algo incompreensível se erguendo do sofá num salto e, cambaleando com uma mão na boca, correu para o banheiro, esbarrando em tudo o que tinha no seu caminho. Matt abaixou e balançou a cabeça ao se escorar no sofá e seguiu para o banheiro atrás do amigo.

Após os três tomarem o café da manhã, que Foggy vomitou logo depois, Matt ligou para uma amiga trazer uma muda de roupa emprestada para Natasha, já que as suas ainda se encontravam úmidas dentro da máquina de lavar quebrada do advogado, e seguiram de táxi até onde Natasha tinha abandonado seu carro na sua fuga desesperada duas semanas antes.

Uma hora mais tarde, a espiã e o advogado entravam no Great Connections passando pelas portas duplas, Natasha semicerrou os olhos ao notar que não era Amanda Loski que fazia a recepção do cyber café, e sim um homem gordo e careca. Era George Scott, o dono do estabelecimento.

— Com licença — disse Natasha, ao chegarem ao balcão. O outro lhe checou dos pés a cabeça. — Mas não era outra recepcionista que trabalhava aqui?

— Ah, sim. A Amanda. — Ele respondeu, balançando a cabeça, agora fitava Natasha nos olhos. — Trabalhava muito bem, era simpática com os clientes… Mas pediu demissão essa manhã, nem sei porquê. Ainda não consegui arrumar outra recepcionista e tive que vir atender os clientes…

Matt pigarreou alto.

— O senhor podia nos dar o endereço dela?

George olhou para ele com a testa franzida, desviou o olhar para Natasha e então semicerrou os olhos esbugalhados.

— Espera um minuto… Era o seu julgamento ontem, e você era o advogado! Para que querem o endereço da Amanda? Para meter ela em mais confusão? Eu não vou dar o endereço dela, ela era uma boa funcionária…

— Sr. Scott, somos os bonzinhos — contou Matt, inclinando o torso para frente e dando-lhe um meio sorriso. — Como você sabe, sou um advogado. Tenho um escritório em Hell’s Kitchen, preciso de uma nova recepcionista já que a anterior ganhou um intercâmbio no Canadá. Conversei com a garota ontem e dei meu cartão de visitas… mas como ela ainda não entrou em contato comigo, vim procurá-la imaginando que a encontraria aqui.

George ainda ponderou por um momento coçando a barba rala com a mão rechonchuda antes de dar o endereço de Amanda Loski.

Deixando o Great Connections, Natasha seguiu no seu carro para a área domiciliar de Morningside Heights, Amanda não morava longe do seu local de trabalho, o que veio a calhar para Natasha, uma vez que ela não queria perder tempo.

Natasha seguia em passos disfarçadamente rápidos por uma calçada sentindo o olhar das pessoas da rua nela e em Matt. Ela procurava pela casa de porta número 23, seguindo as informações de George Scott, seria uma casa com uma porta verde-escuro e degraus ladeado por corrimões pretos em frente.

— Ela foi muito esperta em deixar de trabalhar no Great Connections — comentou Matt, num cochicho para Natasha.

— Eu só espero que ela não seja tão esperta a ponto de sair da cidade também.

Enfim, acharam a casa, era exatamente como George tinha dito, Natasha e Matt subiram os degraus que antecediam a porta, o número 23 incrustado em números de cor prata na madeira verde-escura da porta na qual Natasha bateu.

Uma idosa baixinha e mal-vestida veio atender meio minuto depois, usava um avental velho por cima de um vestido florido e uma gasta touca que cobria-lhe parte dos cabelos grisalhos.

— Eu já pago a funerária, muito obrigado. — Ela foi logo dizendo, sua voz era arrastada e fina, encarando Natasha por trás dos óculos que pendiam no seu nariz grosso.

Fez menção de fechar a porta, mas a espiã a impediu.

— É aqui que mora Amanda Loski? — indagou ela.

A outra semicerrou os olhos escuros, os enrugando ainda mais, e levantou os óculos.

— Ah, sim — sorriu ela. — É minha neta. Para que vocês querem ela?

— Só queremos conversar — entoou Matt, no seu tom habitualmente calmo.

— O que ela aprontou desta vez? — perguntou a idosa, olhando de um para o outro.

Foi quando Amanda veio à porta, talvez após ouvir seu nome, deu um passo para trás, surpresa ao ver quem dissera seu nome, mas, relutante, ela atendeu a porta.

— Foi o Sr. Clarke que mandou vocês aqui, não foi? — inquiriu a garota, passando uma mão trêmula na nuca. — Ele quer o dinheiro de volta?

— Amanda, você sabe que ele e eu não estamos do mesmo lado — lembrou-lhe Natasha.

— Que dinheiro? — disse a avó de Amanda. — O que está acontecendo aqui? O que você fez, Amanda?

— Vó, está na hora de tomar seu remédio para a gastrite… — Ela indicou o interior da casa para a idosa. — O Júnior está na cozinha, peça ajuda para ele se precisar.

A avó de Amanda relutou e saiu de cena aos resmungos.

— Eu ouvi você dizendo que o Clarke conhecia a mulher que armou para mim — falou a espiã, sem rodeios.

— Hum — murmurou ela, nervosa, começando a estalar os dedos.

— Está tudo bem, pode falar para a gente. Eles se conhecem… — encorajou-a Natasha, e então perguntou: — Você a viu?

— Não, mas… Eu apenas vi ele conversando no celular com uma mulher… — Natasha curvou os ombros, demonstrando um pouco de desapontamento. — Ela ligou para ele quando ele foi me pagar para ir testemunhar contra você naquela prisão… e no julgamento.

— Você lembra do assunto que eles conversaram?

— Hum, não muito… Ele praticamente só respondia sim, sim, tudo bem… Parecia que estava sendo mandado por ela. Uma vez ele perguntou: “você não acha que está passando dos limites?”. Eu não sei o que ela respondeu, mas vi ele afastar o celular do ouvido.

Natasha ponderou por um momento, não era o que ela esperava conseguir da garota, mas era melhor que nada.

— Olha, eu sei que estou ferrada nessa história — desabafou Amanda. — Eu nem devia ter aceitado o dinheiro, mas minha avó tinha esse exame para fazer… — Ela fez uma pausa dramática. — E depois de ter estragado tudo para o Sr. Clarke, eu sabia que ele viria atrás de mim, foi por isso que eu pedi demissão do GC… Mas se vocês me acharam, então ele também vai.

— Você não tem que se preocupar com ele — respondeu a espiã, murmurou um obrigado pela cooperação e se despediu da garota.

 

O sol do início da tarde estava resplandecente no céu. Matt e Natasha tinham almoçado num restaurante e recomeçaram as investigações logo em seguida, foram atrás de Daniel Clarke daquela vez. O escritório dele ficava num prédio de vinte andares ao lado de uma fábrica de tecido em Upper West Side, ainda em Manhattan.

Natasha e Matt estavam a um bom tempo de tocaia no estacionamento do prédio quando ele apareceu. Daniel passou pela porta que dava para o andares superiores do prédio em passos desanimados, os ombros curvados e carregando uma caixa abarrotada de objetos. Tinha sido demitido.

Natasha esperou por ele, escondida atrás de uma coluna, Matt, por outro lado, se expôs ficando entre o veículo e seu dono. Daniel parou de andar brevemente ao ver o outro, mas então continuou sua caminhada, com mais ânimo daquela vez.

— O que você está fazendo aqui? — perguntou ele, para Matt. — Precisa de um emprego? Aqui tem de sobra, principalmente com essa ideia ridícula de inclusão social. Você já…

Natasha pegou Daniel pelo pulso, torceu seu braço pelas costas e forçou-o a estender seu torso sobre o capô do carro dele. Ele deixou a caixa que carregava cair ao ser tratado da maneira que ela achava que ele merecia.

— Eu só vou perguntar uma vez — ameaçou-lhe ela, com os dentes cerrados. — E eu sugiro que você pense bem antes de mentir para mim. Caso você não queira que eu quebre seu braço agora mesmo.

Daniel se remexeu como uma cobra na areia quente na inútil tentativa de se desvencilhar dela, suas narinas estavam dilatadas e sua pele começava a tomar um tom escarlate. Natasha, por outro lado, torceu mais o braço do jurista.

— Quem é ela? — Ela o perguntou, o rosto a centímetros do dele.

O outro apertou os lábios, como se ele mesmo se impedisse de abrir a boca.

— Quem é ela, Clarke? — Ela forçou mais seu braço, subindo pelas costas do outro.

Daniel deixou escapar um gemido antes de dizer:

— Tudo bem! Tudo bem! — Natasha se deteve. — Eu… Eu a conheci num pub… Ela disse que se chamava Svetlana Blavatsky…

— Svet-Svetlana Blavatsky? — repetiu ela, com um gosto ruim na boca. — Ela é russa? — Sua voz saiu mais baixa que pensou que sairia.

A mínima lembrança do nome já lhe embrulhava o estômago.

— Talvez, não perguntei… Ela… Ela não gostava muito de falar sobre ela, falava só de você, do seu passado… Ela disse que precisava dos meus serviços e que pagaria bem, depois disse sobre o que pretendia fazer com você… Ela marcava encontros em lugares diferentes, mas nos falávamos mais por celular…

— Como ela é? Loira?

— Não, ela é morena, pele clara, magra, alta, olhos claros…

— Engraçado que eu não conheço ninguém assim… — Ela rebateu. — Seja esperto, Clarke, não minta para mim!

— Não estou mentindo, pelo amor de Deus!

— Ele está falando a verdade, Natasha — disse Matt, sério, dando um passo na direção dela. — Pare, falta um centímetro para você quebrar o braço dele.

Consumida por uma raiva efervescente, Natasha não quis parar. A inutilidade da informação dada por Daniel era menor que ela esperava que fosse e ele pagaria caro por isso.

— Natasha, por favor… — pediu Matt, às suas costas, calmamente.

Tomando um pouco de ar, Natasha o soltou. Tentando se convencer que o fato de ele ter sido demitido seria o suficiente por tudo o que ele fez com ela. Todo o prestígio e confiança que antes era relacionado ao seu nome seria dizimado, e para Daniel, orgulhoso como era, aquele seria seu pior castigo.

Clarke soltou um gemido de dor ao se endireitar flexionando o braço.

— Me dá o seu celular. — Ela ordenou, estendendo a mão.

— O quê? Para que você…?

— Me dá. O maldito. Celular — exigiu ela, com veemência.

— Se eu fosse você, eu dava. — Matt o aconselhou.

Daniel olhou de um para o outro, com a testa franzida e os lábios apertados, depois suspirou rapidamente e tirou o celular do bolso da calça e entregou-o para Natasha.

— Se você ao menos pensar em contar sobre isso para alguém, já pode se considerar um homem morto. — Ela o ameaçou, olhando bem nos seus olhos e seguiu para o próprio carro, com Matt às suas costas.

Deixando o prédio em que ficava o escritório de Daniel Clarke, Natasha seguiu meio que sem rumo por uma rua pouco movimentada. O sol começava se alaranjar quando ela parou num sinal vermelho, pelo parabrisa ela viu um café aberto, o letreiro dizia seu nome em grandes letras cursivas: Mr. Tasty.

— Fome? — perguntou a Matt, virando o rosto para ele e o fitando nos óculos. — Tem um café logo ali.

— Boa ideia — sorriu ele.

Natasha estacionou em frente ao Mr. Tasty e eles entraram. A bengala de Matt balançava para um lado e outro no piso de azulejos brancos do café enquanto eles se encaminharam para uma mesa.

A espiã sentou-se ficando a frente de Matt numa mesa para dois, a única vazia ali, e observou o ambiente. As grandes janelas ao redor concediam uma boa iluminação no Mr. Tasty, deixando-o bem arejado. Pessoas conversavam em todos os lados o que deixava como trilha sonora um burburinho acolhedor, vez ou outra uma risada se sobressaía.

Natasha voltou sua atenção para Matt quando escutou uma voz feminina saindo do celular do outro e dizendo: Foggy. Foggy. Foggy. Até que Matt atendeu.

— Eu volto daqui a pouco — disse ele, ao se levantar, e, desdobrando sua bengala, ele deixou Natasha sozinha na sua mesa.

A espiã suspirou demoradamente, desapontada por suas investigações não excederem suas expectativas. Já queria estar frente a frente com Svetlana Blavatsky, mas tudo o que tinha conseguido era um celular, que podia não ser tão útil quanto pensou que fosse. Mas só havia um jeito de descobrir a sua serventia, pescou o celular de Daniel em um de seus bolsos e começou a fuçar, vendo que informações podia pegar com o dispositivo. Checou o histórico de chamadas, que estava apagado, o histórico de mensagens, que não tinha nada útil. Recostou-se na cadeira suspirando outra vez e olhou-o com desdém. Era como se estivesse numa guerra e estivesse desesperadamente precisando de uma arma, mas o que tinha nas suas mãos era só uma banana.

Um garçom simpático veio para anotar seus pedidos, Natasha pediu dois Americanos, mesmo sem saber qual Matt queria, e ele se foi até o balcão onde estavam mais funcionários. Natasha observava a desenvoltura das três pessoas passando de um lado para outro daquele espaço minúsculo carregando copos e mais copos, até que o sorridente garçom voltou com os dois cafés e uma tigela com biscoitos. Ela agradeceu e ele foi-se para a mesa de duas mulheres que tinham acabado de chegar.

Natasha voltou sua atenção para os cafés, colocou um copo para Matt do outro lado da mesa, e deu um longo gole no seu. Estava morno e delicioso, o nome do estabelecimento não poderia ser outro. Até que, repousando o copo na mesa e virando-o para checar seu nome, ela notou que estava escrito Natacha.

NataCha, ela balançou a cabeça.

De repente, Natasha seguiu o colarinho da sua blusa apertar seu pescoço e a frieza de uma mão puxá-la para trás pelas suas roupas. Suas costas atingiram com força a parte de ferro que unia duas janelas, fechou seus olhos pela dor e caiu no chão, em cima de estilhaços de vidro. Natasha ergueu o rosto e viu pessoas deixarem correndo o Mr. Tasty com o terror estampado em seus rostos a um lado e do outro, viu Bucky andando em sua direção com passos firmes e lançando-lhe um olhar sombrio.

Tomada por adrenalina, ela ergueu-se num salto e começou a desviar-se dos socos que ele distribuía com o seu braço de Vibranium. Após uma esquiva, ela conseguiu acertar um soco na bochecha dele, fazendo sua cabeça virar para um lado, Natasha aproveitou a desorientação do outro e, num rápido e engenhoso movimento, conseguiu cruzar suas pernas ao redor do pescoço de Bucky. Sem perder tempo, começou a acertar a cabeça dele com golpes de cotovelo. Sabia que uma forte pancada faria ele voltar a si, no entanto, quanto mais cotoveladas ela lhe dava, mais irritado ele ficava.

Bucky a jogou sobre uma mesa e seus dedos de Vibranium se fecharam ao redor do pescoço de Natasha. Ela, por outro lado, apontou o punho fechado para o peito do outro, mas Bucky destruiu seu bracelete apertando sua forte mão ao redor do pulso de Natasha antes que ela disparasse a picada da Viúva, fazendo o dispositivo soltar faíscas azuis e um ruído desesperado que indicava a sua perda.

— James… — pediu ela, aflita, suas mãos tentando inutilmente fazer o aperto em seu pescoço ceder um pouco. — James, por favor… Não...

Seus olhos buscavam agoniados por qualquer resquício que ele iria para com aquilo, mas tudo o que encontrou foi o mesmo olhar sombrio e determinado a cumprir a missão que lhe foi dada.

Natasha já sentia seus pulmões se desesperando pela falta de ar, sua vista ia se escurecendo, um zumbido começava a soar nos seus ouvidos e ecoar pela sua cabeça, não podia ouvir nada além daquilo...

A espiã não sabia o que tinha acontecido, mas o prazer de poder respirar outra vez foi como um verdadeiro bálsamo. Inspirou, suspirou, inspirou outra vez, e repetiu… Tudo foi voltando ao normal, a visão do teto do Mr. Tasty foi ficando nítida, o cheiro de café queimado que fora abandonado na fuga invadindo suas narinas… mas gemidos, ofegos e barulhos de pancada fizeram-na despertar totalmente.

Natasha ergueu seu torso depressa, olhou assustada para um Matt acabado perto de ser nocauteado por Bucky e disparou a picada da Viúva do bracelete que não tinha sido destruído nas costas de Bucky. Ele mal se remexeu, mas foi suficiente para Matt acertar um chute nas costelas do outro, ela atirou outra vez, Bucky cambaleou levemente, mas ainda tentou acertar um soco em Matt, no qual ele desviou. Natasha atirou novamente em Bucky e, num combo com um chute na cabeça que Matt lhe deu, o Soldado Invernal caiu.

— Você pode carregar ele até o meu carro? — perguntou Natasha, passando uma mão no pescoço. Passado a adrenalina, todas as lesões no seu corpo começaram a latejar.

— Você conhece ele? — ofegou Matt, com o olhar baixo. Perdera seus óculos na luta, e limpava o sangue que escorria do nariz.

Suas roupas estavam repuxadas, suor lhe umedecia o rosto e misturava-se com o sangue que corria dos seus hematomas.

— Conheço — respondeu ela, olhando para o outro estirado no chão, fitou o corte na boca dele, o gotejamento de sangue que saía do seu nariz quebrado e uma grande mancha roxa numa das maçãs do rosto de Bucky. — E é melhor ele ter uma boa explicação para ter feito isso.

Matt colocou Bucky por cima do ombro com dificuldade e Natasha recolheu o celular de Daniel nos estilhaços de vidro no chão e indicou a Matt as direções até seu carro. Bucky foi colocado no banco de trás, Matt entrou no lado do passageiro e Natasha deu partida no veículo.

 

Chegaram no apartamento de Matt poucos minutos depois, a dor nas costas de Natasha já começava a diminuir, a ardência no seu pescoço também, embora ele ainda estivesse vermelho.

Matt colocou Bucky no sofá e Natasha tirou seu bracelete destruído e deixou-o sobre a mesa de centro. Pescou o celular no bolso e ligou para Steve. No qual tocou até ir para a caixa postal, Natasha bufou ao se lembrar o que tinha acontecido mais cedo e que ele não atendia de propósito. Então sentou-se na poltrona e ligou para Sam.

— Fala, Nat — disse ele, ao atender.

— Você está com o Steve?

— Não, eu estou na sala e ele provavelmente está na academia destruindo sacos de pancada, ele tem feito isso o dia todo…

— Destruindo sacos de pancada? — indagou ela, sem entender.

— Isso, ele soca até o saco explodir… Não sei qual o propósito, só sei que ele tá nessa desde que voltou com o Clint. Enfim, quer que eu passe para ele?

Natasha ponderou por um momento, ficou surpresa ao pensar no quanto seria reconfortante ouvir a voz de Steve. Fechou os olhos e balançou a cabeça, como se aquilo espantasse aquele pensamento.

— Não, eu só preciso que vocês dois venham para o apartamento do Matt agora. — Ela respondeu, séria. — O Steve sabe onde fica.

— O que aconteceu? — Sam parecia ter ficado preocupado.

— É o James...

— O Bucky — repetiu ele, devagar e em voz baixa.

— Eu explico quando vocês chegarem aqui. Apenas venham logo. — Ela desligou.

Matt apareceu na sala com uma maleta branca de primeiros-socorros e ergueu-a como se pensasse que Natasha ainda não a tinha visto. Ela mandou-lhe sentar na poltrona da qual tinha acabado de se levantar e começou a cuidar dos machucados de Matt, embora ele dissesse que tinha trazido para limpar os dela.

— Eu só tenho um corte minúsculo no rosto, nada demais, ao contrário de você.. — murmurou ela, limpando com uma gaze o nariz dele que não parava de gotejar sangue. — E do James.

— Eu tinha me esquecido do quanto a sua mão é leve quando você que ela seja — disse ele, com os ombros curvados.

— Tá, mas não se acostume — sorriu ela, limpando um corte no rosto dele e fazendo um curativo em seguida.

Depois Matt começou a limpar o corte no rosto de Natasha com uma haste flexível com algodão na ponta umedecido com álcool.

Foi quando Steve e Sam chegaram.

Sam arregalou os olhos para Bucky desacordado no sofá, Steve checou seus sinais vitais pressionando dois dedos no pescoço do outro.

— Quem atropelou ele? — indagou Sam.

— O que aconteceu? — perguntou Steve, ao se levantar e deu um passo para trás ao ver o rosto de Natasha, coisa que ele parecia estar evitando desde que chegou.

Steve ergueu o bracelete destruído de Natasha que estava sobre a mesa de centro e o encarou desnorteado.

— Bucky fez isso com você? — Ele inquiriu, franzindo a testa. — Você está bem?

— Estou, sim. Valeu — respondeu ela, forçando um sorriso. — Eu tive sorte, se não fosse o Matt, eu…

— Claro. — Ele a interrompeu, erguendo a voz e deixando o bracelete onde estava.

— Então… — entoou Sam, dando um fim ao silêncio pesado que se seguiu. — Vocês vão dizer o que aconteceu ou…

Matt deu de ombros.

— Eu vi ele em cima da Natasha, pensei que era algum inimigo…

— Então você não se deteu a tentar matá-lo — jogou Steve, cruzando os braços.

— Queria que eu não tivesse feito nada? — devolveu Matt. — Ele quase a matou...

— Não exagere, Matt — interrompeu ela.

— Por que ele atacou você mesmo? — disse Sam.

— Ele estava fora de controle, parecia ter sido coagido por alguém que disse aquelas palavras…

— Faz todo sentido, ele jamais machucaria você se não estivesse sob poder de alguém — lembrou-lhe Steve, lançando a ela um olhar menos duro.

— Eu sei. — Ela balançou a cabeça.

— Isso não tira a responsabilidade dele de quase ter matado você — respondeu Matt, num tom seco de voz, às costas de Natasha.

— Tira totalmente — contestou o Capitão, dando um passo à frente. — Qual a parte de ele ter sido coagido por uma pessoa você não entendeu?

Matt forçou um riso.

— A parte que ele é vulnerável mentalmente e que qualquer pessoa pode mandar ele matar alguém e ele sair impune.

Steve franziu a boca e avançou para cima de Matt, que se ergueu da poltrona com o queixo erguido para o outro. Natasha sentia ambas as respirações rápidas no seu pescoço ao se colocar entre os  outros.

— Vocês dois podem parar? — repreendeu ela, as mãos em ambos os peitos de Steve e Matt.

— Gente… — chamou Sam, os três viraram para ele e desceram o olhar para Bucky que se acordava.

Natasha involuntariamente procurou refúgio atrás de Steve.

— Steve? — Ela ouviu Bucky balbuciar. — Por favor, me diz que a Natasha está bem. Eu juro que não quis… Ela me encontrou na Romênia, disse as palavras e me mandou matar a Nat.

A espiã deu um passo e saiu de trás de Steve, o alívio estampou-se no rosto de Bucky ao se sentar no sofá. Ela limpou a garganta, cruzou os braços e perguntou, séria:

— Quem mandou você atrás de mim, James?

— Você a conhece, Natasha. — Ele revelou. — Você a conhece muito bem… É a Yelena Belova quem está por trás disso tudo.

 


Notas Finais


O que vocês acham que a Nat vai fazer depois de saber que foi a Yelena que fez isso tudo com ela?


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