História Who I am? - Capítulo 9


Escrita por: ~

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Categorias Shadowhunters
Personagens Alexander "Alec" Lightwood, Clary Fairchild (Clary Fray), Isabelle Lightwood, Jace Herondale (Jace Wayland), Magnus Bane, Raphael Santiago, Simon Lewis
Tags Clace, Jalec, Malec, Sebastian Verlac
Visualizações 32
Palavras 1.877
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Bishounen, Festa, Luta, Magia, Romance e Novela, Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Espero que gostem
Boa leitura.

Capítulo 9 - Simon, a salvação de Sebastian Verlac


Fanfic / Fanfiction Who I am? - Capítulo 9 - Simon, a salvação de Sebastian Verlac


Segunda-feira, 13:00, Casa de Simon

Sebastian acorda soado e sentindo calafrios, sua pele estava mais pálida do que de costume, sua boca estava seca e os olhos ardiam. Eram os sintomas do veneno que foi injetado noite passada. 

Simon estava acordado ainda, passou a noite toda observando a situação do loiro. Queria ter certeza de que não ele não precisasse de nada. O vampiro já tinha entendido o que estava acontecendo. 

Simon: eu vou ter que injetar mais um pouco de veneno em você, só para esse sofrimento acabar. - Olhou sentindo-se culpado. 

Sebastian podia apenas concordar. Simon sentou-se na cama e pegou o braço do loiro levando-o até a boca. Aos poucos foi enfiando suas presas na carne do loiro, sentiu um breve desconforto, porém foi se recuperando dos sintomas até ficar normal novamente. 

Sebastian: o que aconteceu? - Perguntou assustado. 

Simon: tive que te envenenar para curar sua ferida, quer dizer, não curar... Mas eu consegui fazê-la cicatrizar bem mais rápido. 

O loiro inclinou a cabeça para trás e suspirou fundo, ao fazer isso sentiu uma dor onde havia se machucado. Ele tirou o curativo e viu sua pele vermelha, o corte havia cicatrizado, porém não perfeitamente. A pele daquele local ainda estava se regenerando. 

Simon: como se sente? - Perguntou sentando ao lado de Sebastian. 

Sebastian: inútil, cansado, dolorido... - Falou de olhos fechados. 

Simon: você não devia se sentir inútil, você fez um favor para o submundo banindo aquele demônio. - Tentou ajudar. 

Sebastian: e agora estou aqui, impossibilitado de me mexer... - Falou baixo. 

Simon: isso é consequência, relaxa... se você ficar de repouso vai melhorar rápido. - Sorri. 

O loiro suspira novamente e fecha os olhos, aquele sentimento de inutilidade pesava forte. Simon queria ajudá-lo, mas não fazia ideia de como faria isso já que é a primeira vez em que tem que lidar com essa situação. 

Simon: me conte, o que você costuma fazer para passar o tempo? - Perguntou ajeitando o óculos. 

Sebastian: leio, estudo... gosto de caminhar pela cidade a noite, e você gosta de fazer o que para passar seu tempo? 

Simon: eu toco guitarra, gosto de sair também... - Sorri. - Enfim, nnão é melhor eu chamar alguém do Instituto para vir cuidar de você? 

Sebastian: sim, é uma boa ideia. - Fala num tom baixo. 

Simon pega seu celular e digita o número de Alec, achava que ele seria a melhor opção. Sempre viu os dois juntos rindo. Ele leva o celular à orelha e espera chamar, não demorou muito para que Alec atendesse. 

Alec: alô?

Simon: Alec, preciso da sua ajuda. 

Alec: aconteceu alguma coisa? - Pergunta preocupado. 

Simon: sim, é o Sebastian. Ele se feriu na luta contra o demônio, está aqui em casa de repouso. 

Alec: se feriu como? Ele sempre foi muito cauteloso em suas missões. - Sua voz parecia cada vez mais preocupada. 

Simon: ele teve que baixar a guarda por um instante e foi atacado por um demônio que veio pelas costas.

Alec: eu estou indo, daqui a 10 minutos eu chego aí. - Desligou o celular. 

Simon: ele está vindo. - Sorri. 

Sebastian: obrigado por estar fazendo tudo isso por mim, eu vou te recompensar assim que puder. 

Simon: não esquenta com isso. - Ri envergonhado. - Descansa um pouco enquanto eu tomo um banho.

O loiro assente com a cabeça e se aconchega na cama enquanto Simon tira a camisa e pega algumas roupas no guarda-roupa depois vai em direção ao banheiro.

Sua camiseta estava ensanguentada e um pouco da sua calça também, ele jogou-as no cesto de roupas e tirou seu tênis e sua meia. Entrou no box do banheiro e suspirou, havia esquecido de tirar os óculos, os tirou e colocou em cima da pia. 

Abriu o registro do chuveiro e deixou a água escorrer pelo seu corpo, soltou mais um suspiro de alívio. Estava muito tenso com tudo que havia acontecido, porém achava que estava fazendo o certo. 

A água escorria pelo corpo cansado de Simon desarrumado seu cabelo, ele sentia o gelado do seu corpo cair juntamente com a água quente. Fechou os olhos e deixou a água cair em seu rosto, estava muito tenso e esse banho estava ajudando-o a relaxar. 

Lembrou que não podia demorar no banho, tinha que esperar Alec chegar. Começou a ensaboar seu corpo lentamente enquanto a água retirava o excesso de espuma. Rapidamente lavou o cabelo e desligou o chuveiro, e pegou uma toalha no armário, se enxugou e se vestiu quando ouviu alguém batendo na porta. Secou rapidamente o cabelo e os óculos e colocou seu chinelo, foi até a porta e abriu-a para que Alec entrasse. 

Alec: como ele está agora? - Perguntou nervoso. 

Simon: sim, está deitado no quarto. - Respondeu calmamente. 

Ambos foram para o quarto, Sebastian estava acordado lendo um livro. 

Alec: você não se cansa de ler esse livro, não é mesmo? - Riu aliviado. 

Sebastian: você sabe quanto ele me marcou. - Sorriu colocando-o na bolsa novamente. 

Alec: como se sente? - Sentou-se ao lado do loiro. 

Sebastian: bem melhor, graças ao Simon. - Olhou para Simon que estava sorrindo. 

Alec: eu vou ativar sua runa, consegue virar de bruços? - Pegou sua Estela. 

Sebastian afirma com a cabeça e vira de bruços, sua runa era grande, ia da base do pescoço até a escápula. O moreno passou a Estela pela runa lentamente. 

A runa em forma de um losango desenhada no estilo tribal brilhava em Dourado bem forte, Sebastian sentia bastante dor e dava para escutar sua pele queimando. 

Após o término da ativação, a runa estava falha. Simon olhava perplexo para Sebastian, nunca havia visto algo parecido com isso, uma runa capaz de regenerar ferimentos profundos. 

Simon: isso é normal? Ela ficar falha depois de ser usada? - Perguntou ainda perplexo. 

Alec: sim e não.

Simon: como assim "sim e não"? - Estranhou a resposta. 

Alec: é normal porque ela foi feita para curar ferimentos mais graves e não porque quanto mais você usa ela mais é o desgaste, quando essa runa sumir não tem como fazer outra. - Falou olhando para a runa do loiro. 

Simon: entendi... interessante, mas sinistro. - Riu baixo. 

Alec: consegue andar, Sebastian? - Deu um sorriso de canto. 

Sebastian: acho que sim. - Levantou-se. 

Alec: consegue andar? Precisamos voltar ao Instituto. 

Simon: só mais uma coisa... - Os dois olham para Simon. - Eu meio que envenenei o Sebastian. 

Alec: como assim? - Perguntou nervoso. 

Simon: eu tive que injetar veneno de vampiro em você.. era o único jeito de te deixar melhor. - Disse sentindo-se culpado. 

Sebastian: tem algum antídoto ou alguma coisa assim? 

Simon: sim, o Raphael tem. - Coçou a cabeça. 

Alec: então vamos até ele.

Simon: agora são 14:00, ele não pode sair no Sol. Vai ter que esperar anoitecer. 

Sebastian: e se eu ficar daquele jeito de novo? - Perguntou aflito. 

Alec: daquele jeito como? - Olhou para Simon. 

Simon: bom... viciado. - Falou sentindo-se cada vez mais culpado. - Vai ficar pálido, com a boca seca, hiperventilando, tendo calafrios... 

Alec: mas e se isso acontecer? - Cruzou os braços. 

Simon: ele vai ter que aguentar a dor. - Coçou a cabeça. 

Sebastian engoliu seco, não queria passar por essa experiência novamente. Aquela sensação de impotência, inutilidade seguida de dor e falta de ar. 

Alec: você consegue, Sebastian? 

Sebastian: posso tentar... - Disse hesitante. 

Alec: vou ligar para o Raphael e marcar onde ele pode nos encontrar hoje a noite. Arrume suas coisas, temos que voltar ao Instituto. - O loiro afirmou com a cabeça. 

O telefone toca algumas vezes e da ocupado, Alec persiste e liga novamente. Alguns minutos depois tentando, Raphael atende. 

Raphael: alô? 

Alec: Raphael, preciso de um favor seu. 

Raphael: do que você precisa? 

Alec: antídoto para veneno de vampiro. 

Raphael: não posso te ajudar, a pessoa foi atrás porque ela quis. - Disse de maneira fria. 

Alec: na verdade, ele não tinha opção, se ele não usasse ia morrer. 

Raphael: já ouvi essa lenda, foi o diurno? 

Alec: sim, foi o Simon. - Olhou para Simon. 

Raphael: as lendas diziam que o veneno do diurno viciaria bem mais fácil, porém o diferencial são as propriedades curativas. 

Alec: você pode dar o antídoto para nós? 

Raphael: nesse caso sim, onde posso te encontrar? 

Alec: na Praça do Instituto,  que horas você virá? 

Raphael: 21:00 em ponto, esteja lá. - Desligou o celular. 

Sebastian estava com sua mochila em mãos, tirou o curativo da barriga. Estava cheio de sangue, ele jogou no lixo e abaixou a camisa novamente. 

Simon acompanhou-os até a porta e se despediu, os dois saíram e foram andando. Mais uma vez o moreno suspirou aliviado, nunca mais queria passar por essa situação. Sebastian podia ter morrido a qualquer momento e ele não sabia como lidar com isso. 

Ele entrou em sua casa novamente e deitou em sua cama, não queria mais pensar sobre esse assunto. Mas o cheiro de sangue e o perfume do loiro estavam impregnados em seu travesseiro, o gosto do sangue dele era diferente de todo sangue que já tivera experimentado... Não que seja mais doce, mas a textura, os compostos era tudo tão delicioso. 

"Preciso esquecer isso.", pensou consigo. Deitou sua cabeça no travesseiro e respirou fundo inalando o resquício de perfume do loiro. Após algum tempo adormeceu. 

Segunda-feira, 15:00, Instituto

Alec e Sebastian chegam ao Instituto sendo recebidos por Izzy, ela corre na direção do loiro abraçando-o. 

Izzy: pelos anjos, como você está? - Perguntou preocupada. - Antes de sair Alec me contou o que aconteceu. 

Sebastian: e-estou bem. - Sorriu. - Mas se puder me soltar ia ficar melhor, sabe? Ainda arde um pouco. 

Izzy: desculpe, posso ver o ferimento? - Estava curiosa.

O loiro levanta parte da camisa expondo o grande corte já cicatrizado, ela passou a mão levemente pelo local. Estava bem quente, pressionou levemente e o loiro gemeu de dor, rapidamente ela tirou a mão. 

Izzy: desculpe. - Disse preocupada. 

Sebastian: relaxa, está bem melhor do que antes. 

Alec: melhor você descansar um pouco. - Pegou a mochila de Sebastian. 

Sebastian: não, estou bem. Não quero mais descansar, ficar sem fazer nada me incomoda. - Riu baixo. 

Alec: tem certeza? - Olhou com dúvida. 

Sebastian: sim, tenho sim. - Sorriu. 

Alec assentiu com a cabeça e pediu para que Izzy o acompanhasse até seu quarto deixando o loiro na cozinha, ela o seguiu com certa dúvida. 

Alec: preciso que fique de olho nele. - Parou e cruzou os braços. 

Izzy: porque, aconteceu mais alguma coisa? - Ficou encarando Alec. 

Alec: o Simon envenenou ele com veneno de vampiro, o Raphael tem o antídoto mas só vai chegar aqui as 21:00. Enquanto isso ele poderá ter uma crise de abstinência. - Suspirou. 

Izzy: o Simon? Mas eu nunca imaginaria que ele faria algo para machucar alguém. - Disse perplexa. 

Alec: bom, ou era isso ou Sebastian estaria morto agora. - Deixou-a mais perplexa ainda. 

Izzy: tudo bem, ficarei de olho nele até la. - Virou-se indo em direção a cozinha. - Ah, mas e você? Vai pra onde? 

Alec: Magnus me mandou uma mensagem pedindo para eu ficar com ele hoje, vou ficar na casa dele. - Sorriu. 

Izzy: entendi, boa sorte com ele. - Deu um riso malicioso e saiu. 





Notas Finais


Nossa, foi complicado escrever esse ep. Tive que reescrever duas vezes porque o Spirit bugava e apagava tudo, mas consegui. Desculpe a demora e espero que gostem, até o próximo capítulo.


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