História Will you like hunt with me? - Capítulo 3


Escrita por: ~

Postado
Categorias Supernatural
Personagens Dean Winchester, Personagens Originais, Sam Winchester
Tags Dean Winchester, Sobrenatural, Supernatural
Visualizações 63
Palavras 5.121
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Luta, Mistério, Romance e Novela, Sobrenatural, Survival, Suspense, Terror e Horror, Violência
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Spoilers, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Boa leitura <3

Capítulo 3 - A Morte na Água


Fanfic / Fanfiction Will you like hunt with me? - Capítulo 3 - A Morte na Água


- Então - falei e me sentei em frente à eles - o que temos?
Nós três estávamos em uma cafeteria. 
- Uma garota saiu para nadar e desapareceu - Dean disse circulando a matéria no  jornal em sua frente.
- E? - insisti.
- Pode ser um dos nossos.
- Espera - falei e me arrumei na cadeira - nós já não tínhamos um caso?
- Não.
- Vocês disseram que sim - falei e Dean me olhou - e é por isso que eu estou aqui.
- Ah, é? Achei que era porque você não resistia aos meus olhos - ele brincou e eu não demonstrei reação alguma - Sam achou que você não merecia ficar sozinha por aí e então decidiu convidar você para ficar com a gente por um tempo.
- Como é? - falei e olhei para Sam.
- Não foi bem assim - Sam disse, sem jeito.
- Sinceramente - Dean disse - eu acho que ele tem uma quedinha por você e como você é estranha demais, ele não consegue verbalizar isso.
- Dean! - Sam repreendeu o irmão e eu levantei uma sobrancelha, olhando para Sam - não é isso. Olha - ele disse sem jeito - Dean concordou que você ficasse.
- É - Dean respondeu sem me olhar - eu não acho que você consiga correr de todas as criaturas sobrenaturais e sair ilesa - ele me olhou com um sorriso de canto - você precisa de um salvador também.
- Isso só pode ser brincadeira - falei e cruzei meus braços, olhando para fora da janela.
Nesse instante, uma garçonete apareceu na nossa mesa, a qual Dean olhou com uma cara safada de quem gostava do que estava vendo.
- Posso pegar mais alguma coisa para vocês?
- Só a conta, por favor - Sam disse e ela saiu.
- Qual é, Sam - Dean respondeu - nós podemos nos divertir de vez em quando e aquilo - ele disse e apontou para a garçonete - é um exemplo de diversão.
Eu olhei para Dean com cara de poucos amigos e ele olhou para o jornal.
- Aqui - ele disse - Lago Manitoc, Winsconsin. Como eu disse, a garota, Sophie Carlton saiu para nadar e não foi mais vista nem nada. Eles até extraíram a água do lago, mas nada de encontrarem ela. E, pelo o que diz aqui, ela é a terceira atacada naquele lago esse ano. Nenhuma das vítimas teve seus corpos encontrados.
- Aqui diz que ela teve um funeral há dois dias - falei ao ler a notícia - ah - falei terminando de ler - com o caixão vazio.
- Deve ser para algum tipo de conforto psicológico - Dean comentou.
- Pessoas não somem assim - Sam disse - outras pessoas é que param de procurar.
Eu fiz uma careta tentando entender o enigma por trás das palavras de Sam.
- Há algo que queira dizer? - Dean perguntou ao irmão.
- Papai - Sam disse - nós estamos cada vez mais longe dele.
- E você quer fazer o que? - Dean perguntou, visivelmente irritado.
- Alguma coisa! Qualquer coisa!
- Quer saber? Eu tô é cansado dessas suas atitudes. Acha que eu não quero achar o papai tanto quanto você? Eu fiquei com ele todos os malditos dias dos últimos dois anos enquanto você foi para a faculdade. Nós vamos achar o papai, mas até lá, vamos matar todo o mal que encontrarmos pelo caminho, entendeu?
- O melodrama acabou? - perguntei e Dean me olhou.
- Vamos investigar isso - Sam disse e se levantou, saindo dali.
Dean se levantou e pagou a conta enquanto eu me levantava e arrumava minha mochila nas costas. Assim que eu levei a mão na direção da maçaneta, Dean pegou-a, impedindo que eu abrisse a porta. Eu suspirei e olhei para ele.
- Vai ficar emburrada? - ele perguntou e eu sustentei seu olhar.
- Eu não tô emburrada - respondi.
- Tá sim - ele disse e eu revirei meus olhos.
Ele continuou me encarando e eu levei minha mão até a sua, que estava na maçaneta. Ele desviou seu olhar para minha boca e eu tirei sua mão da maçaneta enquanto sustentava seu olhar. Quando ele começou a chegar mais perto, eu sorri e abri a porta, saindo dali.
Nossa primeira parada era na casa da vítima.
Dean estacionou o carro e nós descemos, andando até a casa da vítima.
- Will Carlton? - Dean disse e nós nos aproximamos do rapaz, irmão da garota que morreu - nós somos do Serviço de  Animais Selvagens. Sou o agente Philips, ele é o agente Harlen e ela é a agente Stevens. Podemos conversar sobre o que aconteceu?
O rapaz concorda e nós seguimos ele até o lago, onde eu percebi um homem sentado em uma cadeira, na plataforma de madeira que seguia para dentro da água.
- E então - falei - como isso aconteceu?
- Ela estava há uns cem metros - ele disse apontando para o lago - foi onde ela foi afogada.
- Tem certeza que ela não se afogou sozinha? - Dean perguntou.
- Sim - ele respondeu - ela era uma excelente nadadora. Praticamente cresceu naquele lago. Ela estava tão segura aqui quanto na banheira.
- Não encontraram algum sinal de sangue na água, ou algum sinal de um possível ataque? - Sam perguntou e Will negou.
- Não. Como eu disse, não havia nada.
- Você não percebeu sombras na água? - perguntei - ou algo misterioso surgir na superfície?
- Não, ela estava bem lá.
- Viu alguma coisa rastejando pela margem? - Sam perguntou e ele negou.
- Não. O que acham que é?
- Avisaremos quando nós soubermos - Dean disse e começou a se distanciar.
- E seu pai? - perguntei apontando para o cara sentado perto da água - será que ele não tem alguma informação que possa nos ajudar?
- Não me leve a mal - Will disse - mas ele não conversa com ninguém.
- Ele não viu alguma coisa? - insisti e Dean colocou as mãos em meus ombros.
- Obrigado pela ajuda - Dean disse, puxando-me - nós já estamos de saída.
Eu sorri, sem graça, e andei na direção do carro.
- A gente devia ir pra delegacia investigar e descobrir mais coisas - falei.
- Vai com calma - Dean disse abrindo a porta do carro - as coisas não vão se resolver assim tão fácil.
- Nós precisamos saber - continuei - se for alguma coisa do mal mesmo, pode haver mais vítimas a qualquer instante.
- Okay, diminua o ritmo - ele respondeu - nós vamos resolver.
Nossa próxima parada foi a delegacia. Nós três estávamos parados em frente à mesa do xerife, que olhava desconfiado para nós.
- Mas, por que o Serviço de Animais Selvagens estaria preocupado com um simples acidente? - ele questionou-nos.
- Tem certeza que foi um acidente? - perguntei e ele me olhou - Will disse que viu algo agarrando a irmã.
- E o que vocês acham que é? Não existe nenhum animal carnívoro grande o suficiente para matar uma pessoa lá. A não ser que seja o monstro do Lago Ness - o xerife disse e Dean soltou uma leve risada, sendo repreendido com o olhar por Sam - o garoto está traumatizado. A mente pode pregar peças de vez em quando. E, além disso, nós drenamos o lago e não achamos nada lá.
- Mas já é a terceira vítima esse ano - falei.
- Eu sei. São o povo da minha cidade. Eu me importo com eles - ele disse e eu ergui uma sobrancelha, olhando-o - de qualquer forma, isso não vai durar muito tempo.
- O que quer dizer com isso? - Sam perguntou.
- O fechamento do lago, é lógico.
- Claro - falei - o fechamento.
- Será uma reserva. Assim os federais nos dão dinheiro e poderão abrir o vertedouro. Não haverá muito do lago em alguns meses. Mas vocês já sabiam disso, não é?
- Com certeza - Dean respondeu.
- Desculpe, estou interrompendo? - uma mulher disse aparecendo na porta - posso voltar depois.
- Senhores - o xerife disse - e senhorita - ele me olhou e nós nos levantamos - essa é minha filha.
- Prazer em conhecê-la - Dean disse apertando a mão dela - sou Dean.
- Nancy Malvey - ela disse, cumprimentando-o.
- Serviço de Animais Selvagens - o xerife disse à filha - sobre o lago.
- Ei - Dean disse para uma criança que apareceu atrás de Nancy - qual seu nome?
- O menino não responde e sai da sala, seguido por Nancy.
- O nome dele é Lucas - o xerife disse e nós olhamos para ele - ele está passando por um momento difícil. Todos estamos - ele andou até a porta e suspirou - se eu puder fazer mais alguma coisa por vocês, é só falar.
- Já que disse - Dean falou - sabe de algum hotel com um preço razoável?
O xerife olhou para Nancy e ela respondeu:
- Motel Lakefront. Vire a esquina. É a duas quadras.
- Se importa de ir com a gente? - Dean perguntou e eu revirei meus olhos, saindo da delegacia e andando até onde deveria ser o hotel enquanto Dean ia mais atrás, conversando com a moça.
Peguei um quarto e Sam me esperava na porta. Nós entramos e começamos a pesquisar, sem dizer uma palavra. Eu me sentei em uma das duas camas que haviam ali, encostando-me na cabeceira, ficando com o notebook sobre um travesseiro em meu colo. Sam sentou-se na cama ao lado, digitando em busca de mais informações.
Dean apareceu minutos depois, olhando-nos com uma cara estranha. 
- E aí? - Dean disse - acharam alguma coisa?
- Foram três vítimas esse ano e seis nos últimos 35 anos. Nenhuma teve o corpo encontrado. Mas no caso de ser um monstro mesmo, tipo do Lago Ness, teriam vários testemunhos, mas aqui temos quase nada - Sam disse e Dean me olhou.
- Espera - falei tentando ligar os fatos com os dados que eu havia achado - a mulher que você ficou flertando tinha o sobrenome Malvey, certo? - Dean assentiu - a vítima de maio se chamava Bryan Malvey - os fatos se ligaram e eu tive uma espécie de explosão de informações, digitando rapidamente para confirmar minha suspeita - e adivinha? Ele é o marido de Nancy, pai do Lucas - abri a reportagem sobre o acidente e virei o notebook para eles, mostrando a foto de Lucas - segundo a reportagem, ele levou Lucas para nadar. O garoto ficou na plataforma de madeira quando o pai se afogou - eu olhei-os e sorri - temos a nossa testemunha.
- Faz sentido o garoto estar tão assustado - Dean disse e eu assenti - vamos falar com ele.
- Pode ir - falei - vou continuar pesquisando.
Dean abriu a boca para dizer mais alguma coisa, mas desistiu, saindo do quarto. Eu e Sam continuamos pesquisando, mas não encontramos muito mais do que já havíamos achado. Paramos com a nossa pesquisa e Sam saiu para comprar uma pizza, a qual nós comíamos quando Dean retornou ao quarto.
- Conseguiu alguma coisa? - perguntei e Dean mostrou um desenho de uma casa antiga com um barco ao fundo - que isso?
- Lucas desenhou e me entregou - Dean respondeu e dobrou o desenho, colocando-o no bolso do casaco, sentando-se ao nosso lado para devorar a pizza.
- Ele não disse nada? - Sam perguntou e eu peguei mais um pedaço da pizza, enchendo-a com ketchup.
- Não - ele respondeu e mordeu um pedaço da pizza - a mãe dele disse que ele está em stress pós-traumático - ele disse com a boca cheia.
- E você tem ideia do que o desenho significa? - perguntei e ele me olhou.
- Ainda não - ele respondeu - mas vou descobrir.
Na manhã seguinte, Sam havia saído para comprar nosso café e eu estava sentada em uma cadeira, com as pernas sobre a cadeira em minha frente, comendo o último pedaço de pizza que havia sobrado. Dean dormia profundamente em uma das camas.
- Parece que Nessie aprontou de novo - Sam disse, entrando no quarto, colocando as sacolas com comida na minha frente. Eu olhei-o e fiz sinal para que ele continuasse - Will Carlton está morto.
- Que? - falei e Dean se sentou na cama, com cara de sono.
- Afogado? - Dean perguntou e Sam assentiu.
- Na pia - Sam disse e eu suspirei.
- Não é uma criatura então - concluí - é outra coisa.
- Tem algo em mente? - Dean disse e se levantou, dando tapinhas nas minhas pernas para que eu as tirasse da cadeira e ele pudesse sentar.
- Alguma coisa que possa controlar a água? - falei em tom de pergunta.
- Água que vem da mesma fonte - Dean disse e pegou um x-burguer da sacola, dando a primeira mordida.
- O que quer que seja, está tentando ganhar tempo - falei - o lago vai ser drenado. E sabemos que, se consegue atravessar os canos, provavelmente teremos uma nova vítima a qualquer momento.
- E sabemos que está ligado à Bill Carlton - Sam disse referindo-se ao pai de Sophie e Will - eu andei perguntando. O pai de Lucas era afilhado de Bill.
- Beleza - Dean disse - vamos fazer uma visita ao Sr. Carlton.
E lá fomos nós novamente até a casa dos Carlton e, como eu esperava, Bill estava sentado na plataforma de madeira, fitando a água.
- Olá, Sr. Carlton - falei ao me aproximar - gostaríamos de fazer algumas perguntas. Somos do Serviço de Animais Sel…
- Não me importo sobre quem vocês são - Bill respondeu - e não vou responder nenhuma pergunta hoje.
- O seu filho afirmou ter visto algo no lago - Dean disse, ignorando o comentário de Bill - e você? Viu alguma coisa nele? Sophie morreu afogada, e agora Will. Achamos que pode ser algo relacionado à sua família.
- Meus filhos se foram - o homem respondeu - e… é pior do que morrer. Só vão embora, por favor.
- Tudo bem - falei - sentimos muito por sua perda - eu disse e me virei, saindo dali, seguida por Sam e por Dean.
- Acho que ele está escondendo alguma coisa - Sam disse e eu olhei para a casa de Bill. 
- Dean - eu disse - o desenho - ele me entregou o papel e eu ergui o desenho na altura de meus olhos - talvez nós tenhamos alguém que tem informações interessantes - mostrei o desenho aos rapazes e eles notaram de cara que era a mesma casa do desenho de Lucas.
E, obviamente, nós fomos até a casa de Lucas.
- Não acho que seja uma boa ideia - Nancy disse assim que nós perguntamos se poderíamos falar com Lucas.
- Me dê só alguns minutos - Dean insistiu.
- Ele não dirá nada - ela respondeu - como isso pode ajudar?
- Nós achamos que tem algo acontecendo no lago - falei e ela me olhou - e mais pessoas podem se machucar.
- Meu marido - ela disse - os outros, eles só se afogaram.
Ela relutou por mais um tempo e, por fim, nos deixou entrar.
Dean foi falar com o menino e Sam ficou conversando com Nancy enquanto eu olhava as fotos que estavam penduradas na parede. Nancy e Sam estavam parados na frente da porta do quarto de Lucas e, vendo eles, resolvi me aproximar também.
- Quando eu era criança - eu ouvi Dean dizendo à Lucas - vi alguma coisa muito ruim acontecer com a minha mãe. E eu também fiquei morrendo de medo e não queria conversar com ninguém. Mas, sabe, ela queria que eu fosse corajoso, e eu acho que seu pai iria querer que você fosse também.
Lucas parou de desenhar e entregou outro desenho para Dean.
- Obrigado, Lucas.
Nós saímos da casa, entrando no carro. 
- Nancy disse que o filho nunca desenhou assim - Sam disse assim que Dean nos mostrou o desenho que Lucas havia entregado à ele. Era uma casa amarela com uma igreja branca. Ao lado, havia uma cerca com uma bicicleta e um homem.
- Há casos em que as pessoas ficam mais sensíveis ao passar por algo traumático. Tipo, conseguem ter premonições, sexto sentido - comentei.
- O garoto está tentando se comunicar de alguma forma - Dean disse - é questão de tempo até outro ataque acontecer.
- É só a gente achar essa casa - falei, apontando para o desenho.
- Claro - Dean disse - deve haver mil casas assim por aqui.
- Com uma igreja ao lado? - falei e Sam riu - acho que não.
Dean bufou e nós saímos em busca da casa que estava no desenho, encontrando-a facilmente.
- Mil casas, hein - falei para Dean quando nós paramos em frente da mesma.
- Cala a boca - ele respondeu e eu ri, andando até a porta da casa.
Bati duas vezes e a porta foi aberta por uma senhora.
- Desculpe o incômodo - Sam disse - mas tem alguma chance de esse garotinho ter vivido aqui? - ele pergunta e começa a descrever o garoto desenhado por Lucas - ele deveria usar um boné azul e ter uma bicicleta vermelha.
- Oh, sim, mas faz um tempo que não - a senhora respondeu e nos convidou para entrar - Peter deve ter partido há uns 35 anos. A polícia nunca… Eu nunca soube o que aconteceu - ela continuou visivelmente sofrendo com as lembranças resgatadas - ele deveria ter vindo de bicicleta direto para casa depois da escola. Mas ele nunca apareceu.
Dean me cutucou e eu olhei-o. Ele me mostrou uma fotografia onde haviam dois meninos. Ele virou a foto e atrás dela estava escrito “Bill Carlton e Peter Sweeney, 1970”.
- Certo - Dean disse fechando a porta do carro  - esse garoto, Peter Sweeney, desapareceu e isso está ligado à Bill Carlton de alguma forma.
- E isso nos leva a conclusão de que Bill fez algo a Peter - falei.
- E se Bill matou Peter? - Sam perguntou.
- Peter iria querer se vingar - Dean disse.
Nós nos entreolhamos e seguimos até a casa de Bill.
- Sr. Carlton! - Sam gritou andando até a casa.
- Ah, droga - eu disse e vi Bill em um barco, indo cada vez mais para dentro do lado - Sr. Carlton! - eu gritei e comecei a correr na direção da plataforma - volte para cá! - eu gritava e fazia sinais com a mão para que Bill me visse, mas não parecia fazer efeito.
- Volta! - ouvi Dean gritar enquanto corria atrás de mim. Subi na plataforma e parei na borda, olhando Bill.
Dean e Sam pararam ao meu lado e, de uma hora para outra, uma grande quantidade de água jogou o barco para cima e Bill caiu na água, não voltando à superfície. Dean fez menção de pular na água e eu segurei seu braço.
- Nem pense - falei e ele suspirou, permancendo ali.
Nós decidimos voltar para a delegacia e, nesse instante, falávamos com o xerife.
- O que faz aqui? - o xerife pergunta para sua filha que apareceu na sala.
- Eu trouxe o seu jantar - ela respondeu.
- Desculpe, querida - o xerife respondeu - não é uma boa hora.
- Eu ouvi sobre Bill Carlton - ela comentou - é realmente verdade? Há alguma coisa acontecendo no lago?
- Nós não sabemos - o xerife respondeu - mas é bom que você e Lucas fiquem em casa. 
Eu olhei para Lucas que estava atrás dela, inquieto. Bati levemente no braço de Dean e ele também olhou para o garoto, que entrou na sala e puxou o braço de Dean.
- Lucas, ei - Dean disse - o que foi? Está tudo bem, tudo bem.
Nancy pegou o menino e o levou para fora. O xerife seguiu os dois e nós três nos entreolhamos, preocupados com a atitude do garoto. O xerife reapareceu tempo depois e suspirou, passando a mão pelo rosto.
- Deixe me ver se eu entendi - ele disse - alguma coisa atacou o barco de Bill e puxou Bill, que não é um ótimo nadador, para dentro do lago e ele não voltou mais?
- É mais ou menos isso - Dean respondeu.
- E eu devia acreditar? Isso é impossível e, além disso, vocês não são do Serviço de Animais Selvagens. O Departamento nunca ouviu falar de vocês.
- Bom - falei - a gente pode explicar.
- Já chega - ele disse - a única razão de vocês estarem em liberdade é porque um vizinho que Bill me avisou do barco antes de vocês. Então, isso lhes dá algumas opções. Eu os prendo por se passarem por oficiais do governo e os deixo como suspeitos do desaparecimento do Bill Carlton, ou nós podemos transformar tudo isso em um péssimo dia, vocês entram no carro e nunca mais ousam aparecer aqui.
- A segunda opção parece boa - Sam disse.
- Ótimo - o xerife disse e nós saímos da delegacia.
Já era noite e Dean dirigia para fora da cidade. 
- Verde - Sam disse assim que Dean parou o carro em frente ao semáforo verde - o farol está verde.
- Nós temos que voltar - falei - não podemos deixar esse caso assim. E Dean sabe disso - eu disse ao Sam e Dean voltou na direção da cidade - nós devíamos falar com Nancy.
Dean estacionou na frente da casa de Nancy e andou até a porta, tocando a campainha. Lucas apareceu, transtornado e apavorado, abrindo a porta. Lucas correu para o andar de cima e nós seguimos ele, pisando pela água que já descia as escadas, dando de cara com a porta trancada do banheiro, a qual era possível ver a água saindo por baixo da porta. Dean e Sam arrebentam e porta e tentam puxar Nancy debaixo da água preta da banheira. Lucas agarrou minha cintura e fechou os olhos com força enquanto eu olhava os rapazes se esforçando para retirar a mulher com vida da água. Eu coloquei meus braços em volta do menino e o abracei, tentando passar alguma segurança. Em um impulso, Sam consegue retirar a mulher, que caiu sobre ele no chão, cuspindo água.
- Tudo bem - eu disse à Lucas - está tudo bem. 
No dia seguinte, nós voltamos até a casa de Nancy.
- Não faz sentido - Nancy disse enquanto nós três procurávamos por algo que pudesse nos ajudar a desvendar o caso - eu devo estar enlouquecendo.
- Não - respondi - não está.
- Eu ouvi - ela disse e eu olhei-a - ou pelo menos achei que ouvi. Tinha uma voz.
- O que ela dizia? - perguntei e Sam também a olhou.
- Dizia “vem brincar comigo” - ela disse e começou a chorar - o que está acontecendo?
Dean apareceu onde nós estávamos, mostrando-nos uma foto.
- Você reconhece estas crianças? - ele perguntou, mostrando a foto para Nancy.
- Não - ela respondeu - exceto este - ela apontou para a foto - que é o meu pai. Ele deve ter uns 12 anos nessa foto.
- O afogamento de Bryan Malvey não teve ter nada a ver com Bill Carlton - Dean disse - e sim com o xerife.
- Talvez com Bill e o xerife - falei - os dois estavam envolvidos com Peter. 
- O que tem o Bryan e meu pai? - Nancy perguntou.
- Lucas? - Dean perguntou e nós vimos o garoto sair para fora da casa - Lucas, o que foi? - nós seguimos o menino e ele olha para a grama e depois para Dean.
- Você e Lucas voltem para casa e fiquem lá, está bem? - Dean disse e Nancy assentiu, levando Lucas para dentro casa.
- Vamos cavar - Sam disse, trazendo duas pás.
- Eu posso ajudar - falei e Dean sorriu.
- É - ele disse - fica olhando aí.
Eu revirei os olhos enquanto eles cavavam. Depois de um tempo, eles puxaram o que restava de uma bicicleta.
- Agora tudo faz muito sentido - falei e vi alguém surgindo das árvores, apontando uma arma para nós. Era o xerife.
- Abaixa essa arma - Dean pediu.
- Como vocês sabiam que isso estava aí? - ele perguntou.
- Que tal nos dizer o que aconteceu? - pressionei-o - você e Bill mataram Peter? O afogaram no lago e enterraram a bicicleta? Vocês não podem enterrar a verdade. Nada fica enterrado.
- Não sei do que diabos você está falando - ele respondeu.
- Você e Bill mataram Peter Sweeney há 35 anos - Dean disse e Nancy saiu da casa, andando até nós - e agora temos um espírito puto da vida por aí.
- Vai levar Nancy, Lucas e todas as pessoas que você ama - eu disse.
- É, como sabe disso?
- Foi o que ele fez com Bill - Sam disse.
- Vocês… vocês estão malucos.
Nancy estava observando tudo, assustada.
- Agora nos diga que você enterrou Peter e não o jogou no lago - pedi.
- Pai - Nancy disse - isso é verdade?
- Não, não ouça eles - o xerife negou - são mentirosos e perigosos.
- Alguma coisa tentou me afogar - ela continuou - Bryan morreu naquele lago. Pai, olhe para mim! - ele a olhou e ela continuou - diga que você não matou ninguém.
- Bill e eu estávamos no lago - o xerife começou a explicar - Peter era o menor da turma e nós sempre zoávamos ele. Mas dessa vez… dessa vez ele ficou bravo. Nós colocamos a cabeça dele na água. Nós… nós não queríamos, mas ele se afogou. Nós deixamos o corpo afundar sozinho. Nós éramos crianças. Estávamos com tanto medo, e foi um erro, mas isso não tem nada a ver com os afogamentos. Por causa de um fantasma? Isso é irracional.
- Agora escutem vocês dois - Dean disse - nós temos que tirar vocês de perto desse lago e levá-los para o mais longe que pudermos.
Nancy olhou na direção do lago e paralisou. Eu segui o olhar dela a vi Lucas parado na beira dele.
- Lucas! - o xerife gritou assim que percebeu o menino lá.
Eu olhei o garoto e comecei a correr, logo atrás de Dean, na direção do lago o mais rápido que eu conseguia, vendo Lucas ser puxado para dentro da água. Subi na plataforma e comecei a olhar na água, vendo Dean começando a retirar seu casaco para pular na água.
- Ei - eu disse e puxei o braço dele - o que você vai fazer? Não pode pular aí!
- Eu vou ficar bem - ele disse e pulou na água.
- Dean! - eu chamei-o, mas de nada adiantou.
Sam subiu correndo na plataforma, pulando na água também. Vi Nancy começando a tirar seu casaco, mas eu a segurei.
- Você não - eu falei.
Ela agarrou meu braço e começou a chorar, gritando pelo nome do filho.
Vi Dean e Sam voltarem várias vezes para a superfície, sem Lucas. Dean subiu na superfície mais uma vez e afundou, retornando à superfície com Lucas em seus braços. Eu soltei Nancy e ela se abaixou, pegando o filho dos braços de Dean. Sam e Dean saíram da água e, antes que eu pudesse falar com eles, Nancy saiu correndo na direção do pai, que entrava na água. 
- Parada aí - eu disse e alcancei ela, impedindo que ela corresse até o pai dela - você precisa deixar ele fazer isso - o xerife foi puxado para baixo e não retornou mais à superfície.
Depois de tudo resolvido, nós estávamos guardando nossas coisas no carro para ir embora. Sam estava juntando suas coisas no quarto e eu havia acabado de colocar minhas coisas no carro.
- Vai continuar com a gente? - Dean perguntou.
- Isso não depende de mim - respondi.
- Eu gostaria que você ficasse - ele disse - você é boa, consegue ligar as coisas rapidamente. Nos ajuda bastante. E Sam ficaria feliz. 
- O Sam, é? - perguntei e ele desviou o olhar de mim.
Sam saiu do quarto e, quando Dean ia falar alguma coisa, fomos interrompidos.
- Dean! - eu ouvi Lucas dizer ao se aproximar de nós.
- Ainda bem que achamos vocês - Nancy disse e nós andamos até ele - fizemos um lanche para a estrada. Melhor, Lucas insistiu em fazer sozinho. 
- Eu posso dar pra eles agora? - Lucas disse e Nancy assentiu. Lucas entregou o lanche à Dean e Nancy me olhou.
- Eu não sei seu nome - ela disse para mim e eu sorri, sem jeito.
- É Harriet - respondi e ela sorriu.
- Bonito nome - sorri sem graça e me virei, saindo dali.
Lucas havia ido com Dean até o carro e eu segui eles, deixando Sam com Nancy.
- Certo - ouvi Dean dizer ao garoto e eu parei perto deles, colocando as mãos no bolso da minha jaqueta - se você está falando agora, é muito importante para nós. Eu quero que você repita para mim mais uma vez.
- Led Zeppelin comanda! - o garoto respondeu e eu sorri.
- É isso aí! Bate aqui - Dean disse e levantou a mão, batendo na de Lucas.
Sam e Nancy se aproximaram de nós e eu olhei-os. Sam entrou no carro e, eu andei até o outro lado do carro, parando antes de abrir a porta, a tempo de ver Nancy dando um beijo na boca de Dean. Ele passou a mão pela cabeça, envergonhado, e Nancy foi embora.
- Você sempre fica com as mocinhas indefesas? - perguntei, tentando disfarçar meu desapontamento. 
- Não com as que eu quero - ele respondeu, ligeiramente vermelho - elas preferem meu irmão.
Eu demorei até entender a indiretinha dele e eu olhei para ele quando finalmente percebi. Dean continuou me olhando e eu sorri sem graça, revirando os olhos e entrando no carro.
Ele ligou o carro e nós partimos, sem qualquer destino definido.

 

 


Notas Finais


;)


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