História Wolf - Capítulo 25


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Rap Monster, Suga, V
Tags Jikook, Namjin, Vhope, Yoomin
Visualizações 46
Palavras 1.060
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Lemon, Romance e Novela, Suspense, Violência, Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 25 - Horns


Fanfic / Fanfiction Wolf - Capítulo 25 - Horns

O Diabo esconde seus chifres muito bem, mas ainda os tem. Estão lá, estão esperando para se enfiarem na sua carne e espetá-lo. Estão lá, aguardando machucá-lo!  Yugyeom manteve a arma contra o seu crânio, roçando o cano contra seus fios e seu corpo atrás do corpo do loiro. Jimin tremia em seus braços, incapaz de esboçar alguma reação além do estado catatônico em que se encontrava.

O violinista sabia que aquele era o fim para ele, seria preso e condenado inevitavelmente. Mas não seria apanhado sem lutar.

– Colabore comigo ou enfio uma bala nessa sua cabeça esperta, Jimin. – Advertiu no ouvido do Psiquiatra. A voz em seu ouvido dava-lhe ânsia de vômito, era a experiência mais nojenta que havia passado em toda a sua vida. Sentia-se vulnerável e incapaz nos braços de um intimidador moreno que lhe recordava seu marido.

Oh... Jeon também era um monstro. Também matava, também era cruel, também era alvo, moreno e esguio. Mas, Jimin não amava aquele imprevisível assassino que agora o ameaçava. Detestava-o profundamente.

– Eu vou trocar sua vida pela minha. Pretendo fugir deste lugar e você vai me ajudar querendo ou não. Faça alguma esperteza e vamos ver se sabe pensar com os miolos furados.  – Disse ao esfregar a arma no crânio menor.

– Eu irei colaborar! Está tudo bem! Estou ao seu lado! – Disse o médico ao tentar conter os calafrios que sentia. Aquele homem era um dos poucos amigos de Jeon, seu marido o conhecia desde a infância e era uma companhia pouco frequente para Jungkook. Brincavam juntos e riam juntos, não imaginava que ele seria um animal do mesmo calibre que o policial. Sua imaginação correu desenfreada ao perguntar-se se Jeon ainda mantinha contato com aquele rapaz... Se Jeon estava envolvido no assassinato daquelas mulheres... Ou se o capitão poderia cometer algo parecido com mulheres ou com ele.

Sentiu-se aflito, uma fúnebre constatação mórbida passou por sua cabeça: talvez fosse melhor morrer nos braços daquele homem que parecia seu amado ao invés de morrer nos braços de Jungkook. Sua alma jamais perdoaria tamanho desgosto. Ouviram as sirenes policiais se mobilizarem diante da casa, J-Hope havia conseguido chamar reforço.

O violinista estava preparado para as negociações, aproximou-se da janela abaixando-se atrás de Jimin. O Psiquiatra poderia avistar que além da polícia havia o automóvel negro com a sigla S.W.A.T. Jungkook estava ali parado, com o rifle apontado para ele.

– Eu desejo um carro! Um carro de algum vizinho. Apenas um carro para sair daqui! Eu tirei vidas e agora estou dando uma vida para vocês. – Jimin proferiu alto ao repetir as palavras do assassino. J-Hope estava bem, segurava um megafone em suas mãos e assentiu para o capturado.

– Tudo bem, Yugyeom. Nós temos um acordo. Por favor, não machuque o Dr. Park. Estamos providenciando um carro para você. Não colocaremos nada nele, não houve nem mesmo tempo para isso. – Disse J-Hope.

O doutor apenas olhava em resiliência o capitão da SWAT manter-se em seu posto. O loiro gesticulou com os lábios para Jungkook, rezando para que ele conseguisse ler seus lábios naquela distância. “Atire na mão dele.”

“Atire na mão dele! Atire na mão dele! Atire na mão dele!”

Sua boca contorcia-se desenfreada, mas Jeon nada fez. Permaneceu estático, cruelmente imóvel. Ele era o único que poderia acertar um tiro salvador na mão daquele assassino, desta forma, Jimin poderia tomar a arma que estava apontada para sua cabeça e encerrar aquele episódio terrível. Seu marido não o compreendeu ou fez pouco caso do seu desespero. Ele gostava de assistir o sofrimento de pequenos animais.

 

– Nós caçamos alguns ratos! Olhe Jimin! Somos bons caçadores! – Jungkook disse com um brilho orgulhoso em seus olhos. Era um notável garoto de 13 anos ao lado de seu companheiro de caça Yugyeom. Abriu sua sacola de pano negra e exibiu os roedores ainda sangrando. O cheiro era horrível e fez Jimin cogitar mostrar a ele o que comera no jantar.

– Se são tão bons caçadores por que demoraram tanto? – Jimin indagou olhando para Jungkook e sua resposta foi simples.

– Eu queria vê-los sofrerem até morrer. – Disse. O loiro notou que algumas patinhas ainda se remexiam dentro daquele saco. Alguns dos animais ainda lutavam por sua vida, alguns deles ainda respiravam. Porém, o moreno sorria ao vê-los ali lhe pedindo socorro, com suas minúsculas patas contorcidas. Yugyeom riu junto a Jeon, os dois riram dos troféus que trouxeram para casa e Jimin descobrira que a dor era um prêmio de valor incalculável para algumas pessoas.

 

“Eu sou um rato.” Era o único pensamento do médico diante de sua desfavorável situação. Sentir-se incapaz, preso e acuado era insuportável. Para livrar-se daquele maníaco instável Jimin teria de matá-lo, era necessário. Era uma escolha racional, uma decisão inquestionável. Para viver devemos matar o passado todos os dias, matar elos, matar nosso antigo “eu”. Assassinar é tão natural quanto respirar. Um disparo foi ouvido e Yugyeom gritou em dor. O loiro assustou-se e afastou-se do homem com rapidez. O violinista havia levado um tiro em sua perna.

O Serial Killer arrastou-se no chão, a bala que o atravessara era de grosso calibre e provocara uma ferida grande. O sangue encharcava o chão e seus gritos não paravam de jorrar.

– SWAT, vadia. Você tem o direito de permanecer morto e arrombado. – Proferiu Jungkook ao rir. Apontou a arma contra o crânio do rapaz caído no chão e não hesitou em disparar 6 tiros com extrema precisão. Fora corajoso de sua parte deixar que outro policial usasse sua braçadeira de capitão apenas para invadir a casa pelos fundos, sozinho. O plano que criara acabara tendo sucesso.

Jungkook aproximou-se de Jimin e abraçou-o em um premer forte. Não havia necessidade de matar aquele homem, ele deveria ser levado a julgamento e sentenciado. Porém, o ímpeto animal de Jungkook fez de Yugyeom a caça daquela noite.

O médico olhou de soslaio o crânio aberto no chão, cheio de buracos como uma peneira. Perguntou a si mesmo se teria chegado ao ponto de agir como Jeon. Matar agora parecia algo horrendo.

– Obrigado. – Murmurou no ouvido de seu amado. O policial ficou feliz ao ter seu talento para matança reconhecido por Jimin, ele o havia salvado.

Jungkook matara seu amigo de infância.

Era altruísmo de sua parte, afinal... Quem não mataria por amor?
O Diabo tem orgulho de seus chifres, pois é o que o torna infernal.


Notas Finais


Pra vocês que são cardíacas como eu e que não aguentam esperar. KKKKKKKKKKKKKKKK


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