História World Enough and Time - Capítulo 10


Escrita por: ~

Postado
Categorias Eldarya
Personagens Ezarel, Leiftan, Miiko, Nevra, Personagens Originais, Valkyon
Visualizações 73
Palavras 2.309
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Hentai, Romance e Novela
Avisos: Heterossexualidade, Linguagem Imprópria, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


RELOU SUITIS
E como prometido: eis aqui o capítulo 10. Enjoy <3

Capítulo 10 - Heaven Sent


Definitivamente eu preciso de férias, era o que Ezarel pensava enquanto caminhava preguiçosamente pelos corredores que levavam até seu quarto. Não via a hora de estar em sua cama, com uma garrafa de mel que havia contrabandeado da despensa e relaxar; os dias tinham ficado cada vez mais cheios com a crescente tensão no QG.

Qual não foi surpresa ao encontrar Millie parada à porta de seus aposentos, uma garrafa nas mãos e uma expressão de nervosismo em seu belo rosto. O elfo involuntariamente engoliu em seco: estava ficando cada vez mais difícil mascarar suas emoções quando estava próximo a ela.

- O que quer, Amelia? Espero que não tenha vindo me relatar problemas. Estou cansado.

- Conversar. Não, não tem nada a ver com problemas. Só... Enfim, acho que hoje foi um dia muito cheio e preciso beber para espairecer, mas beber sozinha não tem graça. Portanto, estou requisitando a sua companhia e não, não é um pedido – ela sorriu

Ele revirou os olhos, mas abriu a porta, fazendo com as mãos um gesto de “primeiro as damas”. A faelien entrou, admirando a decoração do ambiente; o quarto era pintado com cores claras e decorado pelos mais variados tipos de plantas. Do chão se erguia um tronco de árvore no qual a cama era sustentada, combinando com os outros móveis esculpidos em madeira bruta. Havia uma estante com diversos livros – todos de alquimia, pelo que ela pode identificar – laureado por béquers e tubos de ensaio vazios que faziam as vezes de vasos de plantas.

- Sabe Ezarel, se alguém quisesse uma descrição sua, bastava olhar para o seu quarto – ela comentou, enquanto deixava o corpo desabar no sofá próximo a cama – É você perfeitamente.

- Fico feliz que você tenha me observado tão atentamente para chegar a essa conclusão, humana.

As bochechas da jovem se avermelharam.

- Não foi isso que eu quis dizer, eu- - Mas antes que pudesse concluir, Millie foi interrompida por duas taças à sua frente. Após servi-los e ambos ficarem um tempo em silêncio degustando o excelente hidromel, o alquimista o rompeu, com os olhos fixos na janela, admirando a luz da lua que começava a entrar por sua janela

- E então? Sobre o que queria conversar?

- Eldarya é belo à noite – ela pareceu não ouvi-lo – Gosto de andar pelo jardim do QG a essa hora. É tranquilo e tudo parece ter um brilho diferente iluminado pela luz da lua. Não podia ver a lua e as estrelas muito bem em Londres, sabe? Muita poluição, prédios...Mas o céu de lá também era belo à sua maneira

- De fato – ele respondeu, mas seus olhos estavam voltados para ela e sentiu seu coração se apertar. Millie sempre ficava melancólica quando se lembrava de casa. Tenou pensar em alternativas para animá-la mas se surpreendeu quando a jovem se ergueu e pegou um dos tubos de ensaio vazios largados na cômoda

- Mas sem tristeza, não estou aqui para lamentações – ela sorriu e girou o tubo em suas mãos – Vamos brincar de “verdade ou desafio”.

Ele não parecia muito seguro

- Amelia já brincamos disso uma vez e...bem...

- Dessa vez eu estou sóbria, Ezarel. Confie em mim, vamos. Por favooor.

O elfo relutou de início mas, por fim, cedeu. Ela parecia animada e estava disposto a qualquer coisa para tirá-la da tristeza. Ainda que qualquer coisa significasse jogar um jogo um tanto quanto...perigoso.

- Muito bem. Gire esse tubo.

- Isso! - ela bateu palmas – Eu começo: verdade ou desafio?

- Verdade

- Porque você e a Ewelein terminaram?

O elfo coçou o queixo, pensativo. Então quer dizer que ela havia se lembrado da conversa que tiveram? Interessante.

- Não daria certo – a resposta foi simples

- E porque não?

- Uma pergunta de cada vez.

Ela bufou e cruzou as pernas com tanta força que parecia que jamais iria conseguir descruzá-las novamente.

- Você pode me fazer duas perguntas seguidas, Ezarel. Agora a resposta

- Veja bem: Ewelein e eu éramos amigos, éramos membros da alta sociedade élfica, toda a expectativa e pressão de nossas famílias estava sobre nós, entende? Mas nós nunca nos amamos. Sabíamos que seria apenas um casamento por conveniência, caso nos casássemos, e com o tempo isso destruiria nossa amizade. Então, para preservar algo maior do que a perpetuação da espécie élfica, terminamos – o líder da Absinto concluiu a frase com um sorriso e a faelien fitou o fundo da taça de hidromel. Involuntariamente, sentiu como se um peso fosse retirado de seu coração

- Minha vez então?

- Sim. Verdade.

- Você e o Leiftan já fizeram sexo?

Millie quase cuspiu todo o conteúdo de sua taça de hidromel no chão.

- O QUE?! Não! É claro que não, Ezarel! Mas que ideia!

- Mesmo?

- Sim, mesmo

- Hm

Ela ainda o encarava, com os lábios entreabertos, os olhos arregalados e a taça pendendo de uma das mãos. Mas qual era o objetivo daquela pergunta? Ezarel se remexeu desconfortavelmente no banco.

- Posso fazer a próxima pergunta?

- Pode – ela murmurou ainda aturdida – Vá em frente.

- Ótimo. Você alguma vez já considerou a ideia de fazer sexo com o Leiftan?

- QUE?! NÃO! - ela bateu a taça na escrivaninha próxima – Ezarel mas que obsessão é essa comigo fazendo sexo com o Leiftan? Quer que eu transe com ele enquanto você fica de voyeur?

- É claro que não, humana – ele fechou a cara e cruzou os braços, a expressão mais azeda do que de costume – É só curiosidade, vocês passam muito tempo juntos.

- Porque nós somos amigos, ó digníssimo líder da guarda Absinto – ela ergueu-se do sofá onde estava para se sentar ao lado dele na cama, uma ideia em sua mente – Muito bem Ezarel, minha vez de perguntar: se tem tanto ciúme de mim, porque sempre me afasta? E não adianta me dizer que não tem, porque você tem. Essa parte não é discutível.

O elfo sentiu como se as paredes de uma armadilha se fechassem em torno de si. Tinha duas opções: falar a verdade, deixar suas barreiras ruírem e encarar seus medos de frente. Ou mentir, o que para um elfo seria indesculpável em qualquer situação. Optou pela primeira.

- Afasto porque...porque eu tenho medo, Amelia – ele confessou num suspiro – Nunca me senti dessa forma antes, por ninguém. Pensava que, rejeitando-a, uma hora esses sentimentos iriam sumir e eu voltaria a pisar em terreno estável novamente. Mas não está dando certo, aparentemente. O fato de tê-la longe de mim só me faz querê-la cada vez mais.

Seus olhos esmeralda encontraram lilás e ele viu refletido neles tudo o que vinha sentindo nesses últimos meses. Silenciosamente, a faelien se aproximou do alquimista e uniu seus lábios num beijo lento e apaixonado, realizando um desejo reprimido há tempos: o de beijá-lo sem a insegurança de uma possível rejeição.

- Eu te amo, Ezarel. Shhh – ela colocou um dedo sobre os lábios dele, quando o elfo respirou fundo para falar – Não diga nada. Só sinta. E me faça sentir também.

O alquimista a beijou, dessa vez com mais paixão, volúpia e intensidade.Uma mão subiu pelas suas costas, se entrelaçando nos sedosos fios dourados, enquanto a outra fazia seu caminho por baixo da blusa azul que a jovem usava, acariciando sua cintura. As mãos dela também estavam ocupadas, enrolando mechas azuis entre seus dedos e os puxando com delicadeza.

O elfo puxou-a para mais perto e empurrou-a gentilmente contra o colchão, mantendo seus lábios ainda saboreando os dela. Millie sentiu a seda delicada deslizar contra seu corpo e tremeu, involuntariamente.

- Ezarel... Talvez...Talvez você deva saber que eu não sou tão experiente quanto pareço ser.

- Está tudo bem mel'amin – ele sorriu mais carinhosamente do que ela jamais vira – Como você me disse: só sinta. Eu cuidarei do resto...

A faelien fechou os olhos e inclinou a cabeça para trás, sentindo os lábios do elfo de cabelos azuis traçarem uma trilha de beijos por seu pescoço e pela parte visível de seu decote. Seus próprios dedos delicados se fecharam com mais força pelas madeixas azuis, soltando o elástico que as prendia e deixando-as livre para que ela pudesse aproveitá-las. Puxando o alquimista para cima novamente, ela o envolveu num beijo profundo enquanto deslizava a jaqueta branca pelo tórax do homem, ansiosa sentir a pele dele de encontro a sua.

O tecido caiu no chão com um barulho abafado, seguido da camisa azul que lhe escondia o torso perfeitamente definido. Millie se interrompeu um minuto para admirá-lo a luz do luar, uma criação dos deueses impossivelmente magnífica. A moça deixou seus dedos dançarem por toda a extensão de seu peitoral, traçando músculos e cicatrizes com a ponta deles, esperando que a realidade de que ele estava ali, seminu, em toda sua gloriosa beleza, acima dela, a acertasse de uma vez. Parecia maravilhoso demais para ser verdade.

Ezarel retirou o casaco preto e o top azul que a cobriam, bem como o sutiã que ela usava num único movimento e a loira sorriu. Ah a diferença entre garotos e homens. Garotos se atrapalhavam. Homens nunca.

Foi a vez do líder da Absinto admirá-la sob a luz do luar. Uma de suas mãos acariciou o rosto dela, descendo carinhosamente pelo seu pescoço até parar no vale entre seus seios. Acariciou um deles com precisão e experiência, obtendo um gemido abafado dela no processo.

- Você é linda...

Ele desceu os lábios até o outro seio, sugando-o gentilmente e mordendo o mamilo de leve enquanto prosseguia com as carícias no outro, alternando as ações entre os dois. A faelien arqueou as costas, com uma urgência descomunal de senti-lo mais, sentir todas as experiências deliciosas que ele estava-a fazendo sentir com sua boca e mãos, enquanto tremores de prazer percorriam todo seu corpo.

- Ezarel... - seu nome era meio um gemido, meio um suspiro em sua voz entrecortada e Millie sentiu-o sorrir contra seu peito. O elfo prosseguiu o caminho de beijos que trilhava pelo corpo dela, deixando que sua língua percorresse pacientemente todo o abdômen da jovem, traçando a linha que definia os quadris sem nenhuma pressa.

Num só movimento ele retirou o short branco e a lingerie preta que ela usava e, quando a garota tentou puxá-lo para mais perto, ele segurou os pulsos dela firmes no colchão com apenas uma mão

- Ezareeel – ela gemeu – eu quero tocar em você

- Depois – foi a única resposta que ela obteve e, quando tentou argumentar, tudo o que saiu foi um arfar. O elfo depositou beijos pelo interior de suas coxas, deslizando-os para o meio delas, deixando que sua língua percorresse e provasse o rosa que havia ali. O gosto dela era doce em seus lábios, mais doce que qualquer mel que ele já provara na vida. Era quase viciante

Millie apertava os lençóis de seda sob ela enquanto sentia o prazer se acumular em seu ventre, ficando cada vez mais forte até que explodiu e inundou cada centímetro do seu corpo, fazendo-a morder o lábio inferior com força para impedir de vocalizar seus desejos alto demais.

- Isso foi...foi...

- Divertido – ele estava sorrindo e havia um brilho pervertido em seus olhos que a faelien jamais pensou que veria algum dia

- Mas Ezarel – ela fez bico – Eu queria que você estivesse...dentro...de mim.. quando... quando

- Ah, mas eu posso fazer isso Amelia – ele a penetrou num movimento rápido e fluido considerando o quanto ela já estava pronta – Não se preocupe.

Foi a vez dele arfar ao senti-la tão deliciosamente quente e úmida ao redor de si. Ele começou a se movimentar lentamente, mas com força, saindo de dentro dela e reentrando lentamente, observando-a fechar os olhos e arquear com a intensidade da sensação

- Me toque – ele libertou suas mãos, deixando as próprias livre para passear pelo corpo dela, sua voz baixa e rouca pelo prazer. Ela obedeceu instantaneamente, cravando as unhas bem feitas em seus ombros, arranhando-o de leve enquanto seus lábios percorriam os ombros e pescoço do homem, sentindo o sal da pele dele em sua língua.

Ela o acompanhou no ritmo das estocadas e sentiu que o elfo estava perto, sua respiração se tornando falha em seu ouvido e os gemidos masculinos se tornando mais intensos. Ela entrelaçou os dedos delicados com os dele e enroscou as pernas na cintura do alquimista ao atingir o clímax, se contraindo ao redor dele, sentindo-o se despejar dentro dela.

Após alguns momentos, em que ambos recuperavam a respiração, ele deitou-a sobre ele, deixando os dedos percorrerem as curvas de seu corpo preguiçosamente enquanto ela soltava um suspiro de satisfação. Ele estava feliz. Plenamente feliz, como não se sentia há muito, muito tempo.

- Amelia...

- Hmmm?

- Tem algo que preciso lhe dizer

Ela ergueu a cabeça, apoiando o queixo em seu peito. O cansaço estava nítido em seu rosto, mas ela parecia feliz

- E o que é? Ezarel, se falar que isso foi um erro vou arrancar seus testículos e dar para algum blackdog comer.

O elfo riu

- Não é isso, humana – ele cutucou a testa dela de brincadeira – É só que parto em missão amanhã. Vou até o reino dos elfos, mas nada que seja demorado. Tem algo que quero investigar ali. Volto em uma semana.

- Ok

- Espero que minha ausência não a deixe deprimida – ele sorriu e ela correspondeu ao sorriso

- Tarde demais, querido. No instante em que sair por aquela porta eu já estarei sentindo a sua falta. Mas não se preocupe. Vou estar viva quando voltar, sim?

- Oh. Realmente espero.

Millie se aconchegou melhor em seu peito, sentindo o sono dominá-la de vez com um sorriso. Se sentia completa. Feliz. Amada. Como não se sentira em muito tempo e nada, nada poderia atrapalhar isso.

Pela primeira vez, sentiu que tinha um lar novamente. Ele.


Notas Finais


SALIÊNCIAS
SALIÊNCIAS EVERYWHERE
FINALMENTE ESSA MENINA TOMOU UMA ATITUDE
WEEEEEE
P.S: Mel'amin é meu amor em élfico <3


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