História Wrong - Capítulo 7


Escrita por: ~

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Categorias Zayn Malik
Personagens Zayn Malik
Tags Fanfics, Zayn, Zayn Malik, Zayn Malik Fanfics
Visualizações 93
Palavras 6.363
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Crossover, Drama (Tragédia), Romance e Novela
Avisos: Álcool, Drogas, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Oi gente!!

Sei que demorei um pouquinho, mas espero que vocês gostem mesmo assim e que me perdoem.

Capítulo 7 - Over Again


Fanfic / Fanfiction Wrong - Capítulo 7 - Over Again

ZAYN

Eu consegui com que Theresa parasse de chorar e não fosse embora. Ela não podia ir embora e a desculpa que eu usei foi o horário, o que não era mentira também, já que ela estava sem segurança algum e isso podia ser perigoso, o que também era engraçado já que os pais dela andavam sempre com seguranças e Theresa nunca se importou com isso, sempre disse não a todas as tentativas da mãe dela de protege-la.

Ela se sentou e se acalmou, fiquei ao lado dela segurando sua mão sem saber mais o que fazer. Eu não podia dizer que não queria terminar, eu tinha que me afastar, era mais do que preciso. Eu sabia que ela não queria olhar para mim e quando olhava estava esperando que eu dissesse algo, que eu retirasse tudo o que eu falei, mas eu não podia.

— Tess, por favor... — apertei sua mão e ela me olhou.

— Por que quer tanto que eu fique? Sabe que se ficar fazendo isso, se ficar perto e se ficar pedindo pra que eu não vá, eu não vou. — ela disse baixo. — E você se aproveita disso...

— O que? — eu perguntei e ela se afastou, era tão ruim vê-la triste daquele jeito quando Theresa sempre foi tão viva e alegre. Foi por isso que eu continuei droga, é uma porcaria dizer isso com tantas outras coisas para dizer, mas ela nunca foi como as outras. Esse era o meu porquê. Ela nunca foi como as outras, nunca precisou que ninguém dissesse que ela era linda porque ela sabia, nunca precisou de nenhum homem, mas ela gostava de mim e como eu era sortudo por isso.

— Se aproveita dos meus sentimentos por você. — ela se levantou, tinha começado a chorar novamente, me levantei em seguida. — Por favor pare de se aproveitar assim, você deve rir muito da minha cara com a sua outra...

— Minha outra o que? — Aumentei meu tom de voz.

— Sua outra garota.

— Droga, Tess. — eu disse irritado enquanto ela se afastava, estava caminhando em direção a porta. — Já disse que não tem outra garota. Eu nunca trouce nem você aqui, porque traria uma qualquer? — perguntei entrando a sua frente antes que ela chegasse a porta.

— Porque pra você eu sou uma qualquer. — ela disse batendo o pé no chão. — Eu vou gritar se não sair da minha frente. — me olhou seria. — Zayn, saia. — cruzou os braços.

Era muito engraçado Theresa dizendo que eu me aproveitava dela quando na verdade ela é quem se aproveitava de mim, se aproveitava demais porque era linda e usava isso ao seu favor a toda hora, eu realmente sairia da frente dela, faria tudo o que ela quisesse, mas eu não podia. Não depois do que tinha acontecido comigo e principalmente porque não fui eu quem a mandou para aquela praça, quem pediu ajuda. Sabiam quem ela era e eu não ser egoísta ao ponto de arrisca-la.  

— Eu vou gritar. — ela repetiu antes mesmo que ela abrisse a boca novamente para dizer mais coisas que me deixariam irritado eu segurei em seu rosto com as minhas duas mãos e a puxei, beijando-a sem pensar duas vezes. Ela calaria a boca pelo menos e eu mataria a minha vontade de fazer aquilo desde que a encontrei hoje de manhã no campus.

Puxei sua cintura, sentindo ela se amolecer em meus braços e me abraçar enquanto me deixava explorar sua boca com a minha agitadamente, mas foi ficando mais leve conforme ela foi me permitindo segura-la com mais delicadeza e me correspondendo, me dando segurando de que ela não pararia o beijo no meio. Apertei sua cintura contra a minha e ela chegou mais perto, passando seus braços em volta do meu pescoço e eu acabei me desequilibrando e dando passos até que eu batesse na porta, eu senti ela suspirando, mordendo meus lábios e eu fiz o mesmo, entrelaçando meus dedos no cabelo dela, fazendo os dedos de Theresa se apertarem em meu peito. Uma das minhas mãos subiram pelo corpo dela, apertando ele levemente por cima das roupas, mas antes que minha mão chegasse em seus seios ela segurou meu pulso e empurrou minha mão para baixo, rindo contra os meus lábios e nos separamos.

Os segundos seguintes foram os piores, o sorriso se apagou do rosto dela quando seus olhos encontraram os meus e ela respirou pesadamente. Eu não devia ter feito aquilo, não devia mesmo. Tudo o que Tess não precisava era que eu a deixasse mais confusa e foi isso o que eu fiz, mas foi a única coisa que se passou pela minha cabeça, não iria deixar que ela saísse.

Eu tinha gostado. Eu adorava beija-la. Adorava como ela se derretia em meus braços sem perceber porque se sentia segura. Eu sabia, mas ela não. Eu sabia os motivos daquele beijo, sabia que eu queria mante-la ali, ocupada e também queria muito beija-la, uni o útil ao agradável, mas ela não sabia disso.

— Eu te odeio tanto por ser tão confuso. — suspirou, dizendo e um tom triste com uma expressão aflita.

A puxei novamente antes que ela se afastasse mais, queria senti-la e queria que ela me sentisse, do jeito que só nós sabíamos.

— Zayn — ela segurou em meus ombros me empurrando primeiramente, mas depois os apertou, desistindo de se afastar. — Não quero ser a outra. — disse olhando em meus olhos. — Nunca fomos namorados, nunca fizemos nada desse tipo, compromisso, satisfações, mas você... tinha que ter percebido que tudo o que fizemos nesses meses foi isso. — ela se mexeu desconfortavelmente, mas sem desencostar seus joelhos dos meus. O nariz dela roçava em meu queixo quando ela olhava para baixo desviando os olhos de mim e as bochechas dela estavam se encostando na minha barba. — Estou te deixando livre pra ficar com ela, por que não me deixa ir embora?

— Se tivesse outra eu diria. — olhei em seus olhos. — Sabe que eu diria porque eu não sou o tipo que me importaria com a sua reação, se eu tivesse gostando de outra eu diria e eu diria sinto muito Tess, mas você não tem nada a ver comigo e como não temos um compromisso sério eu posso me envolver com outra. — minhas palavras foram duras, ela se encolheu e estremeceu fechando os olhos por poucos segundos. — Só que não tenho outra. Por isso não tem porque você mesma colocar palavras na minha boca quando eu sempre fui sincero com você, contra isso você não pode contestar.

— Seja sincero comigo de novo então. — ela disse baixo. — O que é que você quer? — segurou meus ombros balançando-os.

— Quero você Tess. — suspirei. — Só você.

E ela finalmente cedeu, ela me beijou assim que eu terminei a frase, uniu nossos lábios de uma força calma e delicada, sua mão foi para o meu rosto enquanto o fazia e ficamos alguns segundos daquele jeito, apenas sentindo os lábios um do outro, quando nos separamos nos olhamos por apenas um segundo antes de começarmos a nos beijar de novo.

— Espera. — Tess disse me empurrando um pouco pelos ombros. — Não vamos... eu estou muito confusa pra transar com você, Zayn. Não da.

— Tá. — eu disse mais confuso do que ela. Por um segundo tinha esquecido tudo o que aconteceu ao longo do dia, me esqueci de ter gritado com ela, de ter dito que tudo entre nós estava acabado e que ela não tinha mais nada a ver comigo. — Eu... — me afastei dando de ombros. — Não faria nada que você não quisesse, de qualquer maneira. — Encarei-a, ela me olhava com os olhos um pouco arregalados, parecia até surpresa. — Por que está me olhando assim? — eu perguntei me afastando, ela estava encostada na porta, com suas mãos espalmadas nela, parecia assustada e parecia se apoiar ali. — Eu nunca fiz nada que você não quisesse mesmo — franzi a testa. Os lábios dela continuavam entre abertos e seu cabelo bagunçado por mim. — Theresa — comecei dizendo seu nome com irritação, sem saber o que ela queria ou porque não estava dizendo nada, parecia que eu tinha deixando-a em choque.

Antes que eu dissesse mais alguma coisa ela deu dois passos a frente e me beijou, segurando meu rosto e aproximando seu corpo do meu novamente. Se abraçou a mim cada vez mais, passou seu braço em volta do meu pescoço e sua outra mão em meu rosto, acariciando minhas bochechas de uma forma delicada, enquanto seus lábios se entrelaçavam aos meus, como se ela tivesse cuidado. Cuidado antes da agitação ou excitação.

— Isso não significa nada. — ela disse se separando de mim por poucos segundos, nossos narizes se encostaram um no outro e ela mordeu meu lábio inferior e depois disso, sem que eu conseguisse fazer qualquer outra coisa eu puxei sua cintura, segurando em suas coxas e puxando-as também logo em seguida. A levei até o corredor, até encosta-la na parede e poder apoia-la ali para que a beijasse com mais calma. — Eu já me decepcionei o suficiente hoje, você é um cretino. — entortei minha cabeça, sorrindo maliciosamente. — Só que eu gosto de transar com você. — a beijei, apertei nossos lábios um no outro e senti ela respirando fundo, como se não conseguisse mais respirar e precisasse do ar, como se eu o devolvesse a ela ao mesmo tempo que tirasse-o. — Só isso.

Eu não tinha objeções. Não que eu também a achasse uma cretina, era só que eu sabia, ou pelo menos pensava as vezes, que ela merecia mais do que eu. A única coisa que eu tinha a mesma altura que ela era a faculdade. Ela fazia o curso dela e eu o meu, nem eram tão diferentes assim, mas era só.

Depois de um tempo, quando eu peguei uma certa idade eu comecei a gostar de levar a vida sozinho, com calma, sem ninguém me cobrando ou criando expectativas sobre mim, apenas fazendo as coisas que eu queria fazer. Eu amo minha mãe e amo a minha irmã, mas eu amo fazer as coisas do meu jeito, na hora que eu quero. Não é tão difícil.

Gosto de ser independente e Theresa é mimada. Não que seja culpa dela, ela é filha única, rica, seus pais tem um patrimônio enorme e ela é única herdeira de tudo aquilo, por conta disso, seus pais sempre cuidaram para que ela tivesse tudo e que ela nunca precisasse correr atrás de nada. Sempre teve as coisas na sua mão e o que mais me deixava fascinado, ela nunca agiu como se isso a fizesse melhor do que os outros. Ela era forte, feminista. Não precisava de mim.

Entrei no quarto com ela e ela ficou em pé no chão, me encarando ofegante e com os lábios vermelhos. O casaco dela estava na sala, mas ela ainda estava com a blusa de mangas cumpridas e a calça jeans, as botas também. Ela estava me encarando de cima a baixo, sozinha ela puxou a barra de sua camiseta e começou a tira-la na minha frente, assim que a jogou no chão ao seu lado eu já estava perto o suficiente para beija-la de novo, coloquei minha mão por cima de seu sutiã branco e apertei seu seio, fazendo-a arfar.

Depois do que ela disse no corredor, não disse mais nada. Nem eu. Abracei seu corpo enquanto estávamos nos beijando e ela foi dando passos para trás enquanto eu a empurrava. Tess se sentou na cama, se separando de mim e eu a encarei, ela estendeu seu pé direito para mim, suas mãos apoiadas na cama e sua cabeça tombada para o lado.

— Está brincando né? — eu disse franzindo a testa. Ela não fez nada, apenas balançou os pés na minha frente. Revirei os olhos, me abaixei a sua frente e segurei sua perna, descendo minha mão até seu tornozelo, abaixando o zíper de sua bota e depois a puxando lentamente do pé de Theresa, a deixando de lado e depois puxando sua meia também. Ela deu risinhos, como se sentisse cocegas e eu ri também, tirando sua outra bota e meia, deixando tudo de lado e soltando os pés dela com cala. — Satisfeita?

— Pretendo ficar. — ela disse se levantando, me puxando pelos ombros e me beijando, suas mãos apertaram meu rosto e puxaram levemente o meu cabelo, nos separamos ofegantes e eu desci meus beijos por seu pescoço, mordendo seu ombro até que eu chegasse em seus seios. Ela segurou a barra da minha regata branca e a puxou para cima de pressa, um pouco ofegante e agitada, jogando-a no chão logo em seguida.

Eu tirei seu sutiã enquanto ela desabotoava suas calças, abaixando-as e tirando elas com um pouco de dificuldade antes de nos deitarmos na cama, antes que eu me inclinasse por cima dela. Theresa abaixou minhas calças e olhou para mim, me puxando, tão agitada quanto eu.

Enquanto nos entrelaçávamos na cama, tiramos juntos todas as nossas ultimas peças de roupas e eu senti nas minhas mãos cada parte do corpo dela e passei-as por todos os lugares os quais eu podia, sentindo a pele macia e quente de Theresa sobre a minha. Ela me beijava e puxava o meu cabelo, me mordia e olhava para mim vez ou outra.

 

 

Depois que eu me livrei da camisinha e voltei ao quarto, encontrei Theresa dormindo virada de bruços coberta pelo edredom e com algumas mechas de cabelo caídas no rosto, não sei se eu demorei tanto assim, mas não acordei ela, parecia estar relaxada e sua respiração era tranquila. Deixei ela dormindo e sai do quarto, vestindo minhas roupas pelo caminho.

Fui até a cozinha e comecei a preparar um chá, mas o meu interfone tocou, me fazendo ficar confuso, mas também muito suspeito, só que quando eu atendi era apenas a comida que Theresa tinha pedido chegando. Dei permissão para subir e fui atender a porta quando as coisas chegaram, peguei tudo e deixei em cima da mesa o mais rápido possível, eram muitas coisas. Desisti do meu chá e fui até a geladeira pegando uma lata de energético e abrindo-a, me sentando e procurando algo que eu gostasse ali para que eu comesse, afinal, Theresa tinha pedido pra nós e ela estava dormindo, então eu comeria.

Comi batatas fritas e um hambúrguer pronto e depois de comer apenas a metade eu me levantei e abri a porta, olhando para os dois lados do corredor antes de sair e bater na porta a frente.

— Zayn? — Jack perguntou confuso. — Achei que estivesse com a Tessa... ou está? — perguntou me encarando, eu sabia que meu cabelo estava extremamente bagunçado por conta dos dedos dela, não daria nem para que eu disfarçasse.

— Ela está... — dei de ombros. — Está dormindo, eu não podia deixar que ela saísse depois do que aconteceu. Eu preciso te contar Jack. Pode ir até o meu apartamento?

— Tudo bem. — ele assentiu, voltando para dentro, apenas indo até o sofá e pegando suas chaves.

Entramos juntos no meu apartamento e eu me sentei na mesa, deixando que ele se sentasse em outra cadeira e ficasse de frente para mim. Apoiei meus cotovelos na mesa e respirei fundo antes de começar a falar outra vez.

— Eu acho que me acharam. — Eu disse baixo. — Outra vez.

— Outra vez? — Jack quase gritou de tão exasperado, mas logo se calou se lembrando de Theresa. — Como assim, Zayn? Fizemos tudo pra não deixar rastros, até de e-mails nós trocamos, celulares, números, cartões de credito, habilitação... como... Pra onde vamos agora?

— Eu não quero mais fugir. — Eu disse, observando a reação surpresa de Jack. — Eu não posso mais viver assim. Estou te dizendo isso porque não é justo que corra perigo, não por mim. Então pode ir se quiser, na verdade, tem que ir. Tem uns lugares ótimos no sul do pais, são calmos e você pode começar de novo lá, o custo não é muito alto, ou, se conseguir despistar quem vem atrás de nós você pode voltar pra casa, minha mãe ficaria feliz em vê-lo, já que pelo menos a mim ela não vê há um ano.

— Como assim voltar pra casa? — Jack perguntou confuso. — Eu não vou voltar. Estamos juntos nessa.

— Mas eu não quero fugir, Jack. Entende que podemos correr perigo? Um perigo sério, eu sei, mas é que eu não posso mudar minha vida toda vez e eu fiquei tempo demais aqui em Londres, eu cheguei ano passado e esse ano já está quase acabando.  — Me expliquei com a voz baixa.

— É por causa dela? — Jack foi calmo, talvez para que eu não levasse sua pergunta a mal, mas sincero em perguntar e já saber a resposta.

— Dela? Theresa? — Engasguei com minhas palavras. — Não. — Balancei a cabeça — É por mim. Eu queria criar raízes em algum lugar, ser acostumado com os lugares e com o clima, mas passamos por isso tantas vezes ano passado e antes, eu não quero mais ter que ficar trocando de cidade. Eu não tive culpa do que aconteceu no passado.

— Mas Mason...

— Mason vai ter que aceitar — O interrompi, meu sangue fervia só de pensar naquele maldito nome que me perseguia. — Naquela noite não fui eu quem matei a irmã dele, me trancaram em um porta malas, como ele queria que eu saísse e fizesse algo? — Fiquei olhando para um ponto na mesa, mexendo minhas mãos enquanto todas as cenas mais ruins da minha vida passavam por meus olhos, os gritos, os pedidos de socorro e a dor que senti por não poder fazer nada. A dor de não poder proteger a quem amamos é bem pior do que a dor física de alguns socos bem dados. — Ele vai vir até mim, e quando vier, vou estar preparado. — Fechei as mãos. — Isso precisa acabar, eu preciso da minha vida de volta.

— Isso é porque Tessa está correndo perigo?

— Não tem nada a ver com a Tess. — desviei meus olhos de Jack na mesma hora, eu não esperava aquela pergunta, não imaginei que pudesse ser tão obvio.

— Mas é claro que tem. — Jack chegou mais perto da mesa, apoiando seus braços nela e me olhando nos olhos. — Por que não diz logo que gosta? Ela também gosta. — Disse certo, me fazendo sorrir irônico. — Ela também gosta. — repetiu, talvez com a esperança de que aquilo enfim entrasse na minha cabeça. Mas era pouco provável.

— Jack... — Eu disse calmo, mas tão calmo que soou mais como uma calma forçada, e ele sabia que eu estava me segurando para não ficar irritado, mas não com ele e sim com tudo. — Eu não gosto dela. Não assim. E não posso gostar. — disse. — Você está louco quando diz isso? Olhe pra ela, olhe como ela vive... Ela não sabe quem eu sou.

— Zayn, ela sabe. — Jack suspirou. — E você sabe disso. É por isso que tem medo. O que ela não sabe é apenas uma parte, eu sei que ela entenderia.

— Tá. — Me encostei na cadeira, cruzando os braços. — Mas e os pais dela? Droga Jack, você já foi a casa dela? Ou pelo menos imagina como é? — Revirei os olhos me lembrando de que apenas nos gramados nas laterais da casa dela caberiam uns 4 apartamentos meus inteiros, e de cada lado. — Bom — respirei fundo. — É enorme.

— Zayn, não vou tentar te convencer de que ela gosta de você, mas se todos esses obstáculos que você faz questão de colocar são realmente verdadeiros, então por que ela está aqui agora?

Fiquei olhando para ele seriamente antes de responder, com mil e uma coisas passando pela minha cabeça de uma vez, minha testa latejava de dor.

— Porque ela é boa e eu não quero que ela fique com alguém como eu. Theresa merece mais. — Jack chegou mais perto.

— Sua tentativa de terminar com ela não deu muito certo. — ele disse irônico e eu o fuzilei com os olhos.

— Não tem com o que terminar. Temos só um lance Jack. Não é com isso que eu estou preocupado.

— Como pretende fazer isso? Esperar que ele venha? — disse incrédulo, mudando totalmente seu tom e ficando sério como eu. — Você sabe que quando ele te pegar... ele não manda avisos Zayn, não é assim que funciona, nunca funcionou assim..

— Mas dessa vez ele mandou. — eu disse parando-o. — Jack, eu estava saindo do campus, eu fiquei a tarde inteira na biblioteca hoje estudando, pensei que podia dar uma esfriada na cabeça assim, fazer alguma coisa produtiva... Fui muito grosso com a Tess e por algum motivo toda vez que eu pensava nisso eu sentia um incomodo tão profundo que ele não estava me deixando fazer absolutamente nada. — respirei antes de continuar, ele prestava atenção, assim como eu em minhas palavras e eu falava baixo, quase sussurrando, não me esquecendo que Tess estava dormindo no meu quarto. — Quando eu sai eu percebi que tinha algo errado, eu fui seguido e mudei meu caminho, ao invés de ir a lanchonete que sempre vamos eu fui para outro lado e umas duas ruas depois, perto daquela praça onde acontecem os festivais de música, dois homens ainda estavam atrás de mim. Eu parei e me virei, querendo acabar com aquilo, pensei que Mason fosse chegar a qualquer momento, eu tenho certeza que ele deseja acabar comigo pessoalmente, mas ao invés disso eles me fizeram isso que você está vendo. — ele assentiu, já sabia que eu estava falando dos meus hematomas no rosto e na lateral da barriga, onde me chutaram quando eu cai no chão. — Eu teria dado um jeito em cada um daqueles dois filhos da puta, mas sozinhos, eram dois contra um. Me deram alguns socos e depois que eu cai no chão eles pegaram as minhas coisas, me levantaram e me levaram até um banco em baixo de uma arvore, estávamos atrás das plantas, ninguém sequer viu. Jogaram o meu celular no chão antes de sair. Até ali eu só estava esperando uns minutos para pegar meu celular e te ligar, mas Tess chegou.

— Chegou? — Jack perguntou incrédulo.

— Fale baixo! — eu disse reclamando.

— Como ela chegou lá?

— Olha Jack, chamaram ela. — eu disse dando uma pausa para que ele absorvesse a gravidade daquilo. — Sabiam exatamente a quem chamar porque não demoraram fazendo isso e também, não é como se a Tess fosse a única mulher na minha lista de contatos. De repente, ela tinha chegado ali. Eu tenho certeza que ficaram observando e agora devem ter certeza de quem ela é. — eu me aproximei. — É por isso que não da mais. Só que ela é uma idiota que não vai aceitar isso.

Revirei meus olhos. Tess era mesmo idiota. Tantos homens por aí, tantos que a queriam, tantos que poderiam ser melhores do que eu, que poderiam ter um passado melhor e ela vem fazer questão logo de mim.

Logo eu.

— Você acha que eles...

— Jack? — meu corpo ficou frio. Jack se calou e eu me virei tão rápido que me senti até tonto e meus hematomas no rosto doeram, um por um. Tess estava coçando os olhos com uma cara sonolenta e sorrindo para nós, estava usando uma camiseta minha e só uma camiseta minha. Descalça, e com o cabelo solto. — Oi. — sorrio para ele e depois se virou devagar entrando na cozinha, assim como eu, Jack também a seguiu com os olhos, foi um susto e veio junto com uma sensação estranha. Sabíamos do risco que corríamos, lidamos com isso por muito tempo e não tinha sido tão duro pensar em Tess a mercê de quem me odeia tanto quanto foi naquele momento em que a vi na minha frente, com sono, frágil e delicada, como uma criança pequena. Eu nunca iria merece-la.

— Você precisa fazer alguma coisa. — ele sussurrou olhando para ela através do muro que separava a sala da cozinha. Olhei também antes de responder, ela tinha se abaixado, certamente pegando algo na geladeira. — Eu não queria te dizer isso — ele mudou sua expressão e aquilo me deixou completamente para baixo, Jack era meu equilíbrio. Ele era positivo. Eu não. Ele era calmo. Eu não. Eu entrava em confusões das quais Jack sempre me tirava. Olhar para ele e saber que ele me diria algo ruim era então, ter a certeza que aquele algo seria mesmo ruim. — Sei como ela te deixa diferente e pra cima. Mas ela não pode lidar com isso, Zayn. Ela não merece. – disse e se afastou de mim, empurrando a cadeira para trás logo depois.

Fiquei olhando para ele, querendo me levantar, mas por um instante eu não consegui.

— Boa noite Tessa — Jack disse indo até a porta e eu me virei para olha-la novamente, assim que escutou a voz dele, ela se virou sorrindo, parecia animada.

— Boa noite Jack. — ela disse acenando. Ele olhou para mim uma última vez antes de dizer algo como “tranque a porta” e sair.

Assim que ele saiu eu realmente fui imediatamente trancar a porta e joguei as chaves em cima da mesa, empurrando minha cadeira de volta, andei até a cozinha e quando entrei, Tess estava encostada na pia e bebia agua. Eu não sabia o que fazer. Ela não podia de jeito nenhum ir embora do meu apartamento naquele momento, não a noite e desprotegida, eu já tinha certeza que sabiam quem ela era agora e se sabiam, não era difícil imaginar que talvez já pudessem ter até achado meu apartamento e saber que ela estava aqui comigo. Eu fiquei ali, encarando-a, enquanto ela bebia agua de uma forma tão simples e que me faria falta quando não estivesse mais ali, Tess sempre sentia muita sede. Observei isso nesse último ano, não foi difícil notar, talvez fosse pelo metabolismo acelerado dela. Ela nunca tinha preguiça, sempre queria sair para dançar e nunca se cansava, mesmo em cima de saltos enormes, ela era elétrica. Elétrica demais e quando eu estava cansado e com muito sono era até difícil acompanhar seus movimentos.

— Eu preciso achar o meu celular — ela disse colocando o copo em cima da pia rapidamente e se desencostando dali, passando seus olhos pelos meus e depois os desviando para a sala. — Se eu ligar para Frank ele pode... — ela estava passando por mim quando segurei seu braço e a puxei de volta, entrando em sua frente.

— Vai embora a essa hora? Eu pensei que esse cara era motorista dos seus pais. — dei de ombros, ela ficou olhando para mim.

— É o motorista da minha família. Meus pais foram viajar, ele pode vir me buscar aqui se eu ligar... — tentou passar, mas eu entrei em sua frente outra vez, segurando seus dois braços e vendo a expressão dela ficar totalmente confusa.

— Por que você não fica? — perguntei e ela arregalou os olhos.

— Não está tão tarde assim, Frank irá vir me buscar. — disse calma e baixo, dando de ombros. — Não precisa de incomodar, eu sei que você gosta de ficar sozinho. — sorrio, de uma forma empática, apenas como se fosse para mostrar que entendia a minha vontade, que aceitava e compreendia.

— Tess — eu disse firme e ela me olhou, parando de falar antes mesmo de começar, ficou prestando atenção em mim e no que eu diria, mas eu a beijei em vez disso. Juntei nossos lábios e minhas mãos se afrouxaram nos braços dela até que caíssem para sua cintura. Senti suas mãos subindo pelo meu peito, passando por meus ombros e chegando até a minha nuca, acariciando-a enquanto nos beijávamos de forma intensa, mas lenta. Eu mordi seus lábios levemente, dando um passo a frente, colando mais ainda nossos corpos e senti Tess me abraçar mais ainda.

— Isso é tudo pra que eu fique? — perguntou sorrindo, um pouco assustada e incrédula, me fez sorrir também, a expressão dela era meiga e eu achei engraçada.

— Eu gosto de beijar você. — Estávamos abraçados. Os braços dela entrelaçados em meu pescoço e os meus na cintura dela e eu sei que ela estava erguendo os pés para que ficasse mais alta. — Eu gosto.

Naquele momento, eu calculava cada palavra. Eu não podia deixar que ela fosse porque podiam estar observando lá fora, mas isso era só uma desculpa para o fato de que eu, Zayn, não queria que ela fosse e só pelo fato de que ficar com ela me fazendo carinho era bem melhor do que ficar sozinho.

— Eu fico. — ela disse me dando um selinho, depois que nos separamos, ficamos apenas nos olhando, eu guardava cada detalhe para mim, precisaria deles no dia seguinte, e depois, e depois, e depois, até o fim da minha vida.

Aquele momento acabou um pouco rápido, Theresa começou a sorrir, mas não um sorriso meigo e sim um divertido como se ela tentasse segura-lo, mas também como se isso não fosse possível, então ela começou a rir de verdade e deitou a cabeça no meu peito, senti seu corpo vibrando contra o meu, mas não entendi, só quando ela voltou a me olhar novamente e colocou uma de suas mãos no meu rosto, acariciando minha bochecha com seu polegar.

— Você tá todo quebrado. — ela disse dando risinhos e eu cerrei meus olhos para ela. — Meu Deus.

— Ah não — joguei minha cabeça para trás, entediado, mas eu acabei rindo, mais pela risada dela do que por qualquer outra coisa. — Não acredito. — Tombei minha cabeça para o lado olhando para ela, que me encarava parando de rir. — Você acabou com as nossas chances de transar aqui — balancei a cabeça negativamente fazendo uma cara de reprovação e me separei dela. — A pia seria ótima Tess. — Continuei balançando a cabeça. — E esse muro então. — Passei a mão por ele, vendo a expressão dela ficar incrédula.

— Mas você só pensa nisso — me empurrou. — Eu não sirvo só pra isso, olha como eu cuidei de você, devia dar mais valor. — disse irônica, passando por mim e voltando a sala. 

— Vai ficar? — eu perguntei, seguindo-a, até que ela se virou para mim, se sentando no sofá e cruzando as pernas.

Ela me olhou de cima abaixo e deu de ombros depois. Aquilo era um sim, e eu me senti aliviado. Sempre era a mesma coisa, nunca eram tão rápidos, então talvez ainda não tivessem achado o meu apartamento, eu acho que só queriam me mandar um recado. Sempre conseguia despista-los porque depois de um tempo comecei a ficar cansado, eram pessoas perigosas, matariam se fosse preciso e pelo que fosse preciso, mas eu já precisava dar um basta. Estava na hora.

Eu deixei Tess ali ligando a TV e voltei para o quarto, ela tinha arrumado a cama, já estava intacta outra vez, com os travesseiros alinhados e o edredom completamente liso por cima dela, mas eu o puxei, peguei um travesseiro e sai do quarto, voltando a sala.

Tess me olhou e eu joguei meu travesseiro nela, fazendo seu cabelo se bagunçar e ela me olhar séria.

— Ai — disse pegando o travesseiro nas mãos. — Isso é pra mim? — perguntou. — Obrigada. — puxou o edredom branco das minhas mãos e se cobriu com ele, usando o travesseiro para se deitar. — Muito gentil. — disse sínica e eu cerrei meus olhos para ela.

— Você é muito engraçada. — eu disse com um sorriso entediado e puxei o edredom, me sentando no sofá e me deitando ao lado de Tess e me virando para que eu ficasse em cima dela.

— Eu sei. — Me deu um selinho, sua mão estava se entrelaçando ao meu cabelo e eu quase sorri, era como uma massagem. — Você gosta. — eu ri. — Gosta do meu humor.

 

Depois que nos arrumamos em uma posição confortável no sofá, fiquei fazendo carinho na cabeça de Tess enquanto assistíamos a um documentário interessante sobre o sistema solar. Tess estava com a cabeça deitada em meu peito, segurava meu braço, quase o abraçando e não parava de falar. Sério.

Tess não parava de falar.

— O que foi Zayn? — ela perguntou de repente, depois de se afastar um pouco e me olhar, eu estava com a mão na cintura dela e tirei meus olhos do documentário para poder olha-la.

— O que? — perguntei confuso.

— Você... — ela disse baixo e depois suspirou, se aproximando e deitando a cabeça em meu peito novamente, beijando meu pescoço fazendo um estalo alto. — Você está carinhoso comigo e você mal queria me trazer aqui. — ela se encolheu, puxando o edredom, como se sentisse frio.

— Quer que eu seja grosso? — perguntei revirando os olhos. — Prefere?

— Você acabou de ser — ela se desencostou de mim, se sentando entre as minhas pernas e me olhando. — mas eu estou acostumada. —  Deu de ombros. — Zayn — ela se arrumou ficando de joelhos e se virando para mim. — Olha, — colocou as mãos em meus ombros, chegando mais perto e se sentando em meu colo. — Eu sei que você está machucado, e que talvez não queira falar, mas eu tenho medo, Zayn. — se aproximou mais. Eu mal respirei, com medo de me mexer e afasta-la. Os olhos dela eram lindos e estavam completamente em mim agora. — Tenho medo que você se envolva com pessoas perigosas. — ela acariciou meu rosto com os dedos e eu tive vontade de para-la, não era justo que ela fizesse isso, nunca foi. Theresa era delicada e gostava de cuidar das pessoas, gostava tanto, que eu sempre achei que ela estivesse no curso errado na faculdade. Enfermagem talvez... seria bom para ela. Talvez combinasse um pouco com a sua personalidade um pouco materna que insistia em acolher a todos, a ser gentil e ajudar. Uma vez, Jack ficou doente e ela ficou sabendo, deixou de sair comigo e ficamos uma noite toda de sábado cuidando dele, ela sabia exatamente o que fazer, o que dizer e como dizer, mas fazer comigo? Eu nunca mereci e ela sabia, fui grosso com ela milhares de vezes, brigamos milhares de vezes e ficamos sem nos falar, como voltávamos? Eu sinceramente não sei, quase nunca dávamos o braço a torcer, quando eu percebia já estávamos nos beijando outra vez.  — Eu não quero que nada de ruim aconteça com você, quero que fique bem. Você merece ser muito feliz, é precioso e bom e eu...

— Tess — eu disse quase assustado, segurando suas mãos e tirando-as do meu rosto. — Tess você mal sabe o que está dizendo. — Eu ri, um pouco nervoso.

— Quem fez isso com você? E por quê? — Perguntou seria. — Podemos ir a polícia. Se alguém está te ameaçando podemos contratar um advogado e você processará essa pessoa. O que você pode ter feito?

— Eu não fiz nada. — eu disse soltando minha respiração. Aquela frase tinha tanto peso que eu mal podia carrega-la sozinho. Em todos os sentidos, eu realmente não tinha feito nada.

— Então por quê? — disse confusa. — Zayn, não posso te ver assim e deixar que tudo fique bem.

— Eu me envolvi em uma briga. — disse, tentando acalma-la. — Bebi, estava alterado e fiz umas apostas na sinuca, acabei perdendo e eu não paguei. Alguns dias depois me bateram. Se lembra quando eu cheguei tarde na sua casa? Eu não ia pagar 400 libras, precisava me mandar e a sua casa parecia um lugar seguro. — dei de ombros.

— Então... só foi a minha casa porque precisava se esconder? Não por mim, por isso demorou tanto? — ela perguntou baixo, suas mãos se afastaram de mim. — Zayn... — ela suspirou, completamente triste. Eu tinha finalmente, estragado tudo outra vez. — Eu pensei que gostasse de mim, que tinha ido por vontade de me ver, de estar comigo e até de conhecer a minha casa. — abaixou a cabeça rapidamente passando as costas da mão pelo rosto, limpando uma lagrima.

— E eu gosto. — ela se levantou, saindo do sofá. — Eu uni o útil ao agradável.

— Eu vou dormir está bem? — disse me olhando rapidamente, depois se voltou para o corredor. — Obrigada por me deixar ficar.

Eu joguei minha cabeça para trás soltando minha respiração pesadamente e passando minha mão pelo meu rosto, sem saber mais o que fazer. Mas eu estava certo, estava sendo duro, mas eu estava certo e depois de um tempo eu tenho certeza que ela saberia que estava melhor sem mim.

Me levantei e fui até o quarto, assim que entrei, vi Tess deitada de bruços, com uma perna dobrada e abraçada ao travesseiro. Fiquei ali parado por uns segundos e me forcei a desviar meus olhos de suas pernas.

— Tess? — eu perguntei, tinha minha mão apoiada na porta.

— O que foi? — ela respondeu direta.

Apenas me virei e sai, indo em direção a cozinha.

Eu comecei a pegar as coisas para preparar um chá. Eu odiava chá, ou pelo menos odiava antes, mas Theresa amava, sempre pedia chá quando saiamos para algum café, sempre gostou. Depois de uns meses eu comecei a pegar gosto.

Eu coloquei o chá quente em uma xicara para ela e bebi um pouco antes de sair andando pelo corredor. Camomila era reconfortante as vezes, eu não sabia disso, mas depois de Theresa insistir para que eu bebesse chá com ela ao invés de café eu também achei isso.

Eu andei até a cama até estar de frente para Theresa e assim que eu cheguei ela se virou para o outro lado.

— Theresa — eu disse sério, queria que ela se virasse para mim. Me sentei na cama e toquei o braço dela. — Eu fiz essa chá pra você. — eu senti ela suspirando.

— Eu não estou com sede, Zayn, obrigada.

— Mas você gosta de chá. — soltei o ar. — Tess eu nunca faço chá, eu mal sei... mas eu fiz esse pra você, porque me disse que bebê sempre uma xicara de chá antes de dormir e eu queria que dormisse bem na minha casa. — ela se virou devagar, tirando o cabelo do rosto e se sentou, me encarando e dobrando as pernas.

— Tem chá na sua casa? — ela perguntou levemente surpresa e eu assenti me dando por vencido. É. Eu gostava de chá agora.

— Eu Tenho. Agora tenho.

Ela segurou a xicara com as duas mãos enquanto bebia um pouco sem tirar seus olhos de mim.

Ficamos em silencio enquanto ela bebia o chá, segurando a xicara com as suas mãos e eu aproveitei para ir para o outro lado da cama, e quando ela terminou de beber, tirei a xicara de suas mãos e deixei em cima da cabeceira, me deitando ao lado dela e puxando-a para mim, abraçando-a.

Eu queria conversar a noite inteira antes de poder dizer adeus, mas daquele jeito já estava bom. 


Notas Finais


Não se esqueçam de comentar o que vocês acharam, okay?

Espero voltar em breve, enquanto isso vocês podem ler outras fanfics minhas se se interessarem, espero que gostem.

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