História Yakuza Chronicles - Capítulo 39


Escrita por: ~

Postado
Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Ação, Amizade, Amor, Angst, Aventura, Bromance, Clã, Criminal, Drama, Família, Humor, Investigação, Máfia, Mistério, Novela, Original, Rivalidade, Romance, Saga, Shounen, Slice Of Life, Suspense, Tokyo, Trama, Yakuza
Visualizações 7
Palavras 2.970
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Luta, Mistério, Policial, Romance e Novela, Saga, Seinen, Shounen, Suspense, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Canibalismo, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Estou de volta, espero que gostem!

Capítulo 39 - Exilado - Ato II


Várias horas após Jad ser preso;

Jad ainda estava inconsciente, agora dentro de uma viatura, estava algemado no banco de trás;

—Uhmph... —Jad acordava aos poucos, e quando recobrou a consciência, percebeu que estava com um saco escuro cobrindo toda sua cabeça. —Hey, hey? Que merda é essa? Alguém aí? —não conseguia ver nada, mas podia ouvir o rádio da polícia. Por um momento, Jad pensou estar morto.

Também havia uma rodovia pouco movimentada mais afrente.

—Você está com um saco sobre sua cabeça, garoto. Como você se sente?

—Oh... Lawlyet? —Jad reconheceu sua voz. —Cara, tire-o. Por favor, cara, não consigo respirar! Por favor! —pediu em meio ao desespero.

—Okay, mas só porque você pediu por favor. —outra voz respondeu.

O estranho retira o saco da cabeça de Jad, este encarou o sujeito.

—Oficial Johel? —Jad o reconheceu da última vez que foi preso. —Seu doente fodido!

Johel estava no volante e Lawlyet estava fumando ao lado.

—Hey cara, onde nós estamos!? —Jad perguntou enquanto olhava para todos os lados janela afora, tudo o que via era mato, árvores e mais matagal.

—No meio fodido do nada. Há centenas de malditos quilômetros longe de Tóquio. Eu gosto daqui, o ar é limpo. —Johel respondeu.

—Maldito Dhedalus... Óh, Tsune! —Jad recapitou o acontecido da noite passada.

—Tsune está viva. Viva e em um hospital tratando o tiro no rim. Provavelmente ficará em coma por um tempo, um longo tempo. —Lawlyet respondeu, então deu mais uma tragada no cigarro.

—E os garotos? Lawlyet? Hiro e Juck estão bem?

—Estão mortos. —disse Johel.

—Mentira. —disse Lawlyet. —Eles estão na minha viatura logo atrás.

Jad olhou para trás e viu a tal viatura.

—Você deveria estar feliz, Jadhen. Sua namoradinha está viva. Seus garotos agora estão em sua guarda, literalmente. E Patrick está no bordél dele chupando uma buceta cheia de HIV. E também há uma recompensa na sua cabeça. As coisas estão indo muito bem para você, Jadhen. —Johel explicou.

—Poisé, de alguma forma, ninguém te pegou ainda. —disse Lawlyet. 

Johel e Lawlyet saíram do carro e Johel puxou Jad para fora, então começou a desagelmá-lo.

—Ainda não acredito que aquele desgraçado do Dhedalus passou a perna em mim. —disse Jad. —Ah, cuidado. —Johel o jogou contra o capô da viatura.

—Dhedalus? Dhedalus fez exatamente o que lhe foi ordenado. —disse Johel, ao terminar de desalgemar Jad.

—Hey, o quê você sabe sobre isso? —Jad perguntou.

—Agora você ficará longe de Tóquio, e fique longe de qualquer Yakuza. Caso contrário, Kazuya irá triunfar sobre nós e tudo o que planejamos este tempo todo será em vão. —disse Johel, ignorando a pergunta.

—E o quê eu vou fazer aqui? —Jad perguntou.

—Há uma pequena cidade aqui perto. Uma zona rural na qual nenhum Yakuza teria motivos para colocar os pés. —Lawlyet respondeu, então entregou uma pasta de papel para Jad. —Aqui um pouco de dinheiro, é o bastante até que você encontre o que fazer.

—Valeu cara. —pegou o dinheiro. 

—Há um único hotel nesta cidadezinha que aluga quartos a preço de banana.

—E quanto a vocês?

—A rotina continua, procuraremos você quando a hora chegar, até lá não se meta em problemas.

—Você sabe como eu sou...

—Siga a rodovia pela direita, no mínimo uns dez quilômetros de caminhada.

—Entendido.

—Ah, e se alguém perguntar, você nunca viu aquela viatura ali trás, entendeu?

—Sim.

—E tem outra coisa, se for para algum lugar não hesite em me avisar.

—Claro. 

Jad estava ficando nervoso por receber tantas "ordens".

—Hey, Lawlyet, vai conversar o dia inteiro? —Johel perguntou enquanto ligava o carro.

—Tenho que ir. Até.

—Até.

Lawlyet entrou na viatura de Johel e logo atrás Rishter e Juck saíram da viatura deixada por Lawlyet

Os oficiais partiram pela rodovia deserta. Então Jad foi ao encontro dos garotos.

Na viatura...

Lawlyet acendeu outro cigarro.

—É melhor abrir a janela ou eu vou morrer com essa fumaça. —disse Johel.

Lawlyet não respondeu, apenas deu abriu a janela e colocou o braço para fora para soltar a fumaça. Como agora haviam chegado em uma rodovia — com engarrafamento — lenta, não teria problemas com o vento. 

—Merda cara! Essa merda não anda! —Johel reclamou e em seguida buzinou inúmeras vezes, inutilmente.

—No mínimo algum caipira perdeu o controle da carroça.

—É por isso que eu prefiro morar na cidade grande. 

—Vamos quebrar o tempo... —deu outra tragada no cigarro. —Foi um milagre Jad não ter protestado por ter de ficar aqui no meio do nada. 

—Agora eu sei que ele fará as coisas do nosso jeito.

—Sim, ele sempre faz, uma vez que ele compreende as escolhas que oferecemos. Diga Johel, o que faremos sobre este Hize vindo a bordo com a gente?

—Exatamente como na última vez. Ele vai jogar no nosso jeito, ou ele irá parar como aquele Yakuza lá atrás. Olha, não estou preocupado com isso, Lawlyet, Hize é mais uma preocupação. Se ele faz o que faz, ele está nos ameaçando, então a situação está prestes a ficar realmente interessante.

—Eu não saí do FBI para lidar com terroristas fora de controle. Eu só fui colocado nesta divisão para dar um fim na desordem dos Yakuza neste país.

—Poisé, a situação de Tóquio está ficando fora de controle, se continuar assim ela será comparada à Los Angeles nos anos noventa.

—Aquilo era um inferno, a cada esquina que eu virava era um ponto de drogas com vagabundos enchendo o cú de drogas.

—Pelo menos ainda há uma chance, é só eliminar o Kazuya da jogada e tudo acaba.

—Ele é o presidente temporário daquele clã fodido, estará cavando a própria cova, a de sua família também.

—Hey, o que acha de me passar um cigarro?

—Mas eu pensei que você não fumasse...

—Me dê logo isso.

Johel agarrou o cigarro pela metade da mão de Lawlyet. Deu uma tragada longa que finalizou o cigarro.

—Desgraçado, era o último! —Lawlyet protestou.

—Assim na viagem você não vai me atrapalar com esse odor de cigarro.

—Era só ter falado antes.

Perto da cidade...

Jad e os dois garotos caminhavam em direção a pacata cidade.

(As cidades que eu vou citar são ficcionais)

[...] Enquanto caminhavam, Jad explicava o acontecido da última noite. Ambos os garotos ficaram inconformados com a traição de Dhedalus aka Yamato.

Aka ou a.k.a é a abreviação para "also known as" que na tradução seria "também conhecido como" ou apenas "conhecido como".

O ar limpo e puro fazia daquele lugar um paraíso para Jad, já que em Tóquio o ar era purificado pelo cheiro de maconha e/ou cocaína. Rishter e Juck também prezavam pela diferença. O ar respirável em Tóquio era pesado em comparação.

Quando epes se aproximavam da cidade de Shintowm, Jad relaxou e desaceleraram. Um novo cartaz na estrada focado na segurança do HIV chamou sua atenção momentaneamente. Quando ele olhou para a estrada, ele ficou horrorizado ao encontrar um enorme cruzamento de porcos logo à frente dele, movendo-se em direção ao seu lado da estrada. Ele os ignorou completamente enquanto se dirigia em direção à cidade, ela chama-se Shintown (sem idéias para nome :/).


Seja bem-vindo a Shintown.

População: 700.

Terra natal de Honda Monroe, o jogador de Shogi favorito do oriente!


—Cara eu não acredito que nunca vim aqui antes, será que estamos mesmo no Japão? —Jad questionou. —Estamos em um deserto!

Todo o horizonte que cercava a pacata cidade de Shintown eram montanhas secas e campos quase sem gramas. Aquele lugar parecia uma cidade de Nevada.

—Você deveria ler mais livros sobre a história do Japão, esta é uma cidade apagada do mapa, nem mesmo a reconhecem pelo fato do melhor jogador de Shogi ter nascido aqui. —Juck explicou.

—Pelo menos não vamos nos perder. —disse Jad.

Ao adentrarem na cidade, vagavam sem rumo em busca ao hotel que Lawlyet havia citado. A população dali era estranha, os veículos eram totalmente merdas e as pessoas se vestiam como mendigos.

Jad já não aguentava mais ficar ali, o cheiro de cavalos, barulhos insuportáveis de tratores passado a todo momento, calor, e fome.

Pararam em frente a um motel pouco afastado da cidade, havia uma cafeteria nele;

—Não sei se é aqui mas eu não vou mais caminhar por aí, não sem comer. —disse Jad.

Os três entraram no lugar. Uma lanchonete pequena e estreita com mesas de um lado das grandes janelas e um longo balcão de atendimento ao outro lado. O cheiro de frituras aliviou Jad, que parecia não comer há dias. Jad parou em frente ao balcão e uma mulher meio velha e gorda saiu da cozinha para atendê-los. Seus olhos eram semicerrados de preguiça, vestia um uniforme vermelho e apertado com o brasão do hotel e um boné que deixava vazar os cabelos brancos e gordurosos da velha.

—Posso ajudá-los? —perguntou a velha, mau humorada.

—Vamos ver... O que vocês querem?

—Hm... —Hiro deu uma olhada na tabela de preços; —Duas porções de sashimis.

—Certo. —a velha anotou. 

—Juck?

—O mesmo que ele.

—Gemêos eh? —a velha comparou os dois. —Eu sabia que pediriam algo igual. Vocês são tão parecidos... E lindinhos! —a velha elogiou docilmente. —E você? —perguntou novamente mau humorada para Jad.

—Er... Três porções de sushis, um cheeseburger e três garrafas de Coca-Cola para cada um de nós.

—Certinho... —anotou o resto dos pedidos. —Podem sentar ali e esperar. Se saírem sem pagar, o xerife irá caçá-los pessoalmente.

Jad ignorou, em seguida sentaram-se na mesa ao lado. Juck s e Rishter sentaram lado a lado e Jad sentou no banco em frente, encarando-os.

—Sério que vamos ficar aqui? —Hiro perguntou.

—Não temos escolha, se voltarmos para Tóquio seremos despedaçados. —Jad respondeu.

—Poderíamos voltar para a minha casa em Osaka. —Juck sugeriu.

—Vocês moravam lá? —Jad questionou.

—Sim.

—E como você veio para cá?

—Meus mordomos, realmente confiáveis.

—Obrigado pela oferta mas não, a Yakuza não opera somente em Tóquio.

—Está com medo?

—Sim e não. E você?

—Certamente, porque a qualquer momento podemos ter nossas cabeças estouradas por um projétil de sniper.

—Por isso quero arrumar um lugar isolado.

—Aliás, quando vamos começar aquele treinamento?

—Em breve, em breve.

Os três continuaram a conversar sobre assuntos randômicos. Houve um momento em que alguém estava vindo do fundo em direção à saída. Por algum motivo, ele chamou a atenção de Hiro, ambos se encararam por um breve momento enquanto o sujeito caminhava. Hiro desviou o olhar quando pensou em dizer Oi para o sujeito, que não parecia nem um pouco amigável.

—Só tem gente esquisita nesse lugar, misericórdia. —Jad falou quando o sujeito retirou-se.

—Não acham que o pedido está demorando demais? —Hiro questionou.

—Poisé, já passaram-se quase vinte minutos e geralmente este tipo de lugar têm refeições prontas.

O celular de Jad começa a tocar no bolso;

—Diga? —Jad atendeu;

—Jadhen, sou eu!

—Tai! Como está? 

—Bem. Hey, eu ouvi que rolou uma merda na última noite em Tóquio.

—Sim, Tóquio está perigosa agora.

—As coisas estão muito ruins para o lado de Tsune, eh.

—Não tenho dúvidas disso.

—E os garotos, estão bem?

—Sim.

—Ótimo.

—Pode fazer um favor?

—É so falar.

—Pegue Tsune e tire-a da cidade, leve-a para um lugar seguro.

—Sim, eu estava prestes a fazer isso, mas antes eu tenho que resolver uns negócios e...

—Não! Tem que ser o mais rápido possível, não falhe comigo dessa vez, eu não posso perdê-la!

—Tá certo mano. Vou levá-la para onde Pairo está, lá ela receberá um atendimento melhor do que este hospital incompetente.

—O quê aconteceu!?

—Deram um medicamento errado para Tsune e ela teve uma convulsão, mas ela já está melhor e estável.

—Que merda, tire-a daí!

—Coisa certa cara. Onde você está?

—Em... Shinzotown ou Shintown, seja lá como for o nome.

—Shintown? Eu não conheço esse lugar muitos bem mas eu tenho uma prima de 4° grau que mora no interior, posso pedir para ela te dar uma mão.

—Não. Eu não posso mais ficar protegendo mulheres.

—Ha. Ela é quem vai te proteger, confie em mim, ela é muito intensa.

—Ah, tá bom, diga a ela que estou no motel ds cidade.

—Entendido. Encontre ela aí amanhã ao meio-dia, ela não vai faltar se concordar.

—Okay, até mais.

—Ciao. —desligou.

—Alguma novidade? —Hiro perguntou.

—Está vindo alguém nos proteger, só.

—Aqui estão suas refeições. —a velha chegou ali com uma bandeja dos pedidos. —Para vocês e para você. —entregou a refeição e sm seguida estendeu a mão para Jad; —São sessenta ienes.

—Veremos... —Jad deu uma boa olhada no dinheiro que retirou da pasta. 

Haviam 400 ienes, o bastante para sobreviver talvez por um ou dois dias.

—Aqui. —entregou o dinheiro na mão da velha.

A velha deu as costas e retirou-se com toda a ignorância possível.

—Eu não esperava menos de caipiras. —disse Juck.

Os três começaram a comer, Jad devorava o cheeseburger com longas bocadas seguidas com goles de refrigerante. Os garotos pararam de comer por um instante, pois estavam perplexos com a fome de Jad.

—Quê foi? —Jad perguntou enquanto mastigava.

—Dá para comer mais devagar? Não queremos alguém morra engastado aqui. —Juck sugeriu.

—É uma refeição digna após lutar contra a Tríade inteira e ficar vários dias preso. —disse Hiro.

—Meu garoto! —Jad exclamou, Irônico, então começou a comer novamente. —Na cadeia eu era alimentado com o resto de comida dos funcionários, realmente detestável.

—Dá para ao menos comer de boca fechada? É nojento ver você mastigando. —Hiro sugeriu.

Os dois também voltaram a comer. Em um ato de afeto, ambos com seus hashis, davam na boca um do outro uma porção de seu respectivo alimento.

...

Havia uma TV no balcão de atendimento, no qual passava o noticiário apresentado pela tal Lyam.

—Hey, dá para aumentar o volume!? —Jad exclamou para a velha que carregava uma bandeja com outros pratos sujos. A velha bufou, ao passar ao lado da TV aumentou consideravelmente o volume.

—[...] grupo de ladrões voltou a atacar cidades do interior, desta vez foi a pacata cidade de Nagisha, vizinha de Shintown. É com você, Ueda.

Ueda estava em frente a um banco destruído;

Bom dia minha cara Lyam, foi nesta madrugada que três pessoas suspeitas de envolvimento com o grupo de ladrões conhecido como Anarquistas, assaltaram este banco que estava fechado. Na cena do crime foi encontrado um bilhete deixado por um dos delinquentes...

Ueda começou a ler o bilhete;

O tempo da colheita chegou, preparem seus xerifes inúteis que ficam o dia inteiro fumando charuto com os pés sobre à mesa, preparem-se pois não teremos piedade de quem faz parte do sistema.

É uma séria ameaça a sociedade! —Lyam exclamou, espantada.

Poisé, o pior é que não sabemos nada sobre o grupo. O governo diz para todos ficarem em casa, como isso fosse útil!

O governador Groto tem que sair do poder! Precisamos de uma revolta armada contra aquele corrupto! Eu sei que é meio polêmico falar isso em rede aberta mas é nesces--

(O canal saiu do ar)

—Eu ainda não entendi, por que elegeram um líder tão incompetente? —Juck perguntou, confuso.

—É fácil prometer coisas para ser eleito. De qualquer jeito, vamos tomar cuidado daqui em diante. —disse Jad.

—E se alguém deles chegasse aqui e tentassem assaltar, e em piores ocasiões nos matar? O quê você faria?

—Eu já ouvi falar deste tal grupo. Primeiramente, eles não matam inocentes a não ser que fiquem em seu caminho. E em segundo, eles roubariam um lugar mais lucrativo que uma lanchonete.

—Não matam inocentes? Há autoridades inocentes e com suas respectivas famílias.

—Eles pretendem matar todos da lei que forem contra seus princípios, não importa se os policiais têm família ou não.

—Princípios?

—Olha só, já são quase meio-dia e provavelmente este lugar irá ficar lotado de caipiras fedendo a agroquímicos. Vamos indo.

Jad alugou um quarto por 300 ienes por uma semana. Era um hotel comum com 2 andares e uma garagem em frente.

Um quarto razoável com um sofá esfarrapado e TV de cubo antiga, uma mesa redonda com três cadeiras, uma geladeira vazia e enferrujada, uma cama de casal com dois cobertores e um banheiro imundo. Jad não esperava muito, mas era o básico para sobreviver com 40 ienes.

Ficaram ali praticamente à tarde inteira, assistiram TV juntos apesar dela estar sempre saindo do ar, jogaram truco na velha mesa, no fim da tarde deram uma volta pela cidade afim de explorá-la e à noite fizeram uma refeição barata, porém sustentável na qual Jad gastou metade do dinheiro que lhe sobrava. 

23:40

Foi um dia cheio e cansativo, os irmãos dormiam na cama por insistência de Jad, que estava deitado no sofá enquanto se perdia em seus pensamentos, principalmente pelo estado de Tsune. Pensou até na possibilidade de Tai tê-lo traído e a matado pessoalmente, ou então Tai teria sido executado juntamente com Tsune enquanto à escoltava. Jad não conseguia dormir. Não por causa de seus pensamentos mas, por causa dos tratores que passavam a todo momento na rua que ficava logo atrás do hotel. Como sentia falta do apartamento em que morava antigamente, silêncio e mais silêncio, apesar do odor de drogas. 

Jad lembrou-se de um momento de mais cedo quando Lawlyet partiu com Johel.

Flashback on;

Lawlyet entrou na viatura de Johel e logo atrás Rishter e Juck saíram da viatura deixada por Lawlyet

Os oficiais partiram pela rodovia deserta. Então Jad foi ao encontro dos garotos.

Quando se encontraram, antes que pudessem dizer qualquer coisa, Jad imediatamente os abraçou, ficou em frente ao meio deles e passou cada braço por trás de seus pescoços. Um abraço que transmitiu um pouco de conforto para ambos, ao mesmo tempo surpresa pois nunca esperavam que um dia Jad os abraçasse. Os irmãos retribuíram o abraço.

—Tá bom... Acho que já deu, não sou muito bom com abraços, sabe... —disse Juck.

—Desculpem-me por isso. —Jad afastou-se dos dois. —Você estão bem? 

—Sim. —ambos responderam em uníssono. —E você? —Juck perguntou olhando Jad de baixo para cima.

—Que bom, sim eu estou, minha cabeça dói um pouco mas eu estou bem. —Jad respondeu enquanto passava a mão onde Johel havia lhe acertado.

—Hey cara onde nós estamos? —Hiro perguntou olhando ao redor.

—Eu não sei, só sei que estamos bem longe de Tóquio.

—E Tsune, onde ela está?

—Bem... Eu explico no caminho, tem uma cidade aqui perto onde nós podemos ficar.

Os três saíram em direção a cidade que Lawlyet havia citado. Enquanto caminhavam, Jad explicava o acontecido da última noite. Ambos os garotos ficaram inconformados com a traição de Dhedalus aka Yamato.

Flashback off.

Jad sentiu uma paz ao lembrar que os irmãos se importavam com ele, assim como se importava com eles, que eles provavelmente o amavam assim como ele os amava como seus próprios filhos. Virou-se para o lado e tentou dormir, pois no próximo dia terá um encontro com a tal prima de Tai, um encontro que marcará sua vida para sempre.

Continua...


Notas Finais


O próximo capítulo sairá ainds hoje.


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...