História You And I - Capítulo 20


Escrita por: ~

Postado
Categorias One Direction, Zayn Malik
Personagens Harry Styles, Josh Devine, Liam Payne, Louis Tomlinson, Niall Horan, Zayn Malik
Tags Amor, Bromance, Drama, Eleanor Calder, Gay, Harry Styles, Josh Devine, Lemon, Liam Payne, Lilo, Lilo Paynlinson, Louis Tomlinson, Niall Horan, Nosh, Nosh Devoran, One Direction, Romance, Sexo, Yaoi, Zarry, Zarry Stalik, Zarry Stylik, Zayn Malik
Visualizações 109
Palavras 5.663
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Lemon, Romance e Novela, Slash, Violência, Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


OLÁ, LEITORES? COMO ESTÃO?
Gostaria de agradecer a todos que continuam lendo. Cada favorito e comentário. Obrigada!
Este capítulo tem um certo quê de especial para mim. Espero que tenha para vocês também.
Me desculpem por qualquer erro.
Boa leitura x

Capítulo 20 - Colors


 Malik olhou aterrorizado para o de olhos verdes. Balançava a cabeça desacreditado. Imaginava quantas vezes estiveram ali, juntos e felizes.

- Você só pode estar de brincadeira…

- Antes estivesse… - Murmurou Harry.

- Se… a casa é nossa, quer dizer que nos casa…

- Não, não fizemos isso. Certamente eu me lembraria se tivéssemos.

Styles levantou-se e tentou ligar as luzes, porém foi em vão. Após tentar averiguar o quadro de força, bufou.

- Estamos sem energia elétrica. Logo escurecerá, precisamos acender a lareira.

- E por que temos que ficar aqui?! Aliás, por que estamos aqui?!

Impaciente, Harry cerrou o olhar e mirou-o nos olhos de Zayn, que estremeceu e engoliu em seco.

- Estamos aqui porque ninguém mais está.

Com a frase, o cacheado saiu do local, sendo acompanhado pelo moreno em passos apressados. O mais novo foi aos fundos da casa, adentrando uma espécie de depósito. Ali, pegou pedaços de lenha já cortada e virou-se para o outro. Apenas arqueou as sobrancelhas para que este viesse ajudá-lo a carregar ao interior do imóvel.

Após ajeitarem as lenhas na lareira, Harry apanhou uma caixa de fósforos na prateleira à parede e acendeu um, posteriormente acendendo os pedaços de madeira e iluminando boa parte do cômodo.

- Pode me dizer o que está havendo? - Malik sussurrou.

 

 

 

[ … ]

 

 

“- Ei! O que está fazendo? - Zayn exclamou assim que viu o cacheado fazendo suas malas.

- Estou fugindo, Zayn.

- Fugindo?! Para onde você pensa que vai?!

- Qualquer lugar que não me incomodem pela minha orientação sexual! - Harry exclamou choroso. - Não aguento mais Peter, Mike e as outras pessoas nos olhando como se fossemos monstros!

O moreno olhou-o seriamente, cessando as lágrimas do mais novo. Com isso, Harry deixou as malas e sentou-se na cama, desistindo e voltando a chorar.

- Você pensa demais. - Malik sentou-se ao lado, abraçando-o. - Eu já falei várias vezes que não estamos errados em amar. Por que está chateado?

- Porque não é justo! Eu… nós nunca fizemos nada a ninguém e sempre recebemos olhares estranhos, você sabe!

  Dessa vez, Zayn não tinha como argumentar. Sabia que era verdade. Sendo assim, apenas confortou ao outro com um abraço e deixou que este chorasse.

  - Eu quero sumir, Zayn.

  Neste mesmo momento, o moreno teve uma ideia. A ideia da qual precisava para mudar a situação no rosto de Harry e dá-lo ainda mais conforto quando precisasse.

  - Continue a fazer as malas. Farei as minhas.

  - O que disse? - O mais novo sussurrou.

  - Isso mesmo. Vamos sumir juntos. - Alegou Zayn.

  O cacheado não entendeu, mas decidiu não insistir em suas perguntas. Com isso, ambos se ajeitaram e arrumaram suas malas.

  Zayn estava confiante quando entraram no carro e partiram da universidade. Harry interiormente estava apavorado, não sabia para onde iam, mas aguardou os trinta minutos que demoraram até que o moreno parasse o veículo abaixo da sombra de uma árvore, em frente à uma pequena casa.

  - O que é isso, Zayn? - Styles perguntou.

  - Venha comigo. - Disse o outro. - Explicarei o que quiser quando estivermos lá dentro.

  E Harry seguiu os passos do namorado, vendo-o pegar uma chave de seu bolso e usá-la para abrir a porta da casa. Quando ambos adentraram, o mais novo estranhou.

  - Só há um colchão aqui. Está tudo vazio?

  - Por enquanto. Há comida também. Estava planejando trazê-lo aqui há um tempo. - Respondeu o mais velho. - Esta casa ainda não foi quitada, o que significa que se aceitá-la, teremos que pagar as dívidas juntos.

  Os olhos verdes se arregalaram.

 - Espere! Você está dizendo que esta casa é nossa?

  - Sim. É o nosso refúgio. Ninguém nos encontrará aqui se não nós dois. Estamos seguros de qualquer ódio que venha nos atingir.

  E puxou o outro para um abraço. Um abraço que foi capaz de tranquilizar Harry de tudo o que haviam discutido minutos antes. Com segurança, o mais novo murmurou:

  - É o nosso lugar?

  Com a mesma segurança, Zayn murmurou de volta:

  - É o nosso lugar.”

 

 

     [ … ]

 

 

  - Nosso-lugar… Era disso que eu estava falando na carta que mandei a você… - Zayn dizia.  

  - Sim. Há algum tempo que não venho aqui… Nada mudou. E eu não sei se estou contente ou não por isso. - Argumentou Harry olhando para as quatro paredes que preenchiam o cômodo.

  Malik checou seu celular, percebendo que não havia sinal algum. Abordou a ideia de que acontecia o mesmo no aparelho do outro. Logo em seguida certificou-se do horário.

  - Acho que agora estou com fome. - Disse Harry. - Vou procurar algo para que a gente coma. 

  E assim o mais novo se afastou, ainda um pouco abalado. Malik decidiu explorar o ambiente com a ajuda da luz que obtinha da tela de seu celular. O primeiro quarto onde entrou, aparentemente era onde ele e Harry costumavam dormir. Apesar da decoração lhe animar - considerando as fotos do casal à parede - estranhou que a cama lhe parecia baixa demais.

  - Ela está desse jeito desde a última vez que viemos juntos para cá.

 O moreno se assustou com a entrada repentina de Styles, mas conseguiu digerir a informação.

  - O que aconteceu? - Perguntou.

  Os olhos verdes desviaram-se ao que o semblante do dono ficara envergonhado.

  - Bem… nós… quebramos.

  Zayn abriu mais os olhos e concordou com a cabeça. Não sabia se achava engraçado ou se envergonhava-se junto ao outro.

  - Eu… achei… um pacote fechado de massa pronta para macarrão. Está no prazo de validade, eu mesmo posso fazer e então jantaremos. Está bom para você? - Disparou o cacheado.

  - Não. Você ainda está machucado.

  - Não se preocupe, vou tratar isso agora mesmo. 

  Involuntariamente, Zayn sorriu pela responsabilidade não obrigatória que Harry tinha com ele. Já Harry sorrira pela preocupação não obrigatória que Zayn tinha com ele.

  Antes que interagissem mais, Styles desconectou os olhares e saiu do cômodo. Malik preferiu retornar à sala e aguardar ao outro. 

 

 

      [ … ]

Payne tocou a campainha da casa às seis horas e cinquenta e nove minutos da noite.

Olhando em seu relógio, esperou Eleanor abrir a porta às sete. Quando foi feito, disparou:

- Eu disse que chegaria às sete em pon… Louis! Não sabia que estaria aqui.

- Eleanor pediu que eu viesse cuidar de Louise.

- Estranho… ela me pediu a mesma coisa.

Os dois franziram o cenho, mas logo Louis deu passagem para o mais alto entrar. Este o fez, ainda confuso. Concordaram com um sorriso que estava tudo bem em cuidarem da pequena juntos.

A criança, que equilibrava-se no cercado infantil, sorriu para o padrinho que chegara.

- Você parece triste, mesmo após sorrir. - Avaliou o moreno, logo virando-se para Louis. - Aconteceu algo?

- Ela esteve chorando. Pensei que era pela falta da mãe, mas parecia algo mais sério. Ela parou de chorar quando lhe dei sopa e um copo de suco.

Payne olhou para a garotinha, que estava com dois de seus dedos gorduchos dentro da boca, mordiscando-os. Tal ato fez com que o rapaz arregalasse os olhos e adivinhasse o problema. Imediatamente, deu a menina para Tomlinson e saiu da casa. Segundos depois retornou com uma maleta grande e larga.

- Coloque-a na cadeirinha. - Pediu enquanto abria a maleta.

Quando foi feito, Liam apanhou uma lanterna pequena e cuidadosamente abriu a boca de Louise, iluminando o interior. Assim que concluiu, deu um enorme sorriso.

- Isso explica tudo! - Exclamou.

Louis, que até então observava a cena curioso, perguntou:

- O que explica tudo?

- Ela começou a colocar coisas em sua boca para morder. E é exatamente isso o que ela está fazendo! É uma tentativa de amenizar a dor. Louise ganhou os primeiros dentinhos!

Os dois comemoraram a evolução ao que a própria Louise olhava-os completamente confusa. Ao ganhar beijos nos dois lados de seu rosto - um de cada padrinho - sorriu e exclamou algo que os dois não entenderam, obviamente.

- Acho que ela está feliz também. - Avaliou Louis.

- Sim, mas pode ser que ela esteja sentindo dores, ainda. Isto deve ajudar…

E tirou uma espécie de bisnaga com um creme cor-de-rosa, mirando na gengiva da bebê e aplicando, logo espalhando devagar.

- O que é isso? - Louis perguntou.

- É uma pomada para diminuir inchaços bucais. Especial para crianças. Não é tóxico, até possui um sabor artificial de frutas.

Tomlinson pareceu entender e acariciou o rosto da menina.

- Você leva jeito em cuidar de crianças…

- Você também. - Retribuiu Liam. - Eu sou suspeito. Sempre quis ser pediatra. Gosto muito de ser um clínico geral, mas ainda tenho este sonho…

Sem que percebesse, o mais baixo sorriu esperançoso. Sempre acreditara no potencial de Payne, sabia muito bem que este conseguiria.

Liam, por sua vez, desmanchou a feição alegre que tinha e soltou:

- Sei que não é possível. Você não precisa rir de mim.

- Como?! Não estou rindo de você! Eu… eu nem sei por que fiz isso, não foi o que quis insinuar…

- Está tudo bem. Não é como se tivesse que me apoiar em tudo.

- Mas eu apoio… Sempre acreditei em você, Li…- Murmurou Louis.

Os dois voltaram a se encarar, e Payne riu baixinho, o que causou ao outro um certo desconforto. Permaneceram em silêncio, cuidaram de sua afilhada que minutos após dormiu tranquilamente, sem dor alguma.

O mais velho acariciou os poucos cabelos da criança com um sorriso no rosto. Tal sorriso fez o mais baixo sorrir também.

Não trocaram olhares, ainda que quisessem mais do que tudo. Com certo tempo, Liam avisou:

- Vou ajeitá-la no berço.

- Oh, claro, eu… eu vou procurar alguma coisa para que a gente coma.

- Perfeito. Confio em suas habilidades culinárias desde que não ateie fogo na cozinha.

- Está duvidando? - Tomlinson perguntou com humor.

- Não. Estou apenas pedindo que me mostre o que sabe fazer de melhor.

Ainda que Louis soubesse de suas condições, foi impossível não tomar aquela resposta com duplo sentido. À esta altura, Liam já havia deixado o cômodo.

Com a chance para parar de pensar no assunto, foi em direção à cozinha. Pensou no que faria e vasculhou todos os armários. Pensou novamente e percebeu que só havia os ingredientes que faziam parte da comida favorita de Liam.

Uma sensação que conhecia bem consumiu-o. Sendo assim, iniciou a produção.

Minutos mais tarde, Liam adentrou a cozinha.

- O cheiro está muito bom! O que está preparando?

- Sua comida favorita. Falta pouco para ficar pronta.

- Excelente! Vou arrumar a mesa.

Tempos mais tarde e os dois já estavam com tudo pronto. Jantaram em meio a conversas e risadas, faziam piada sobre tudo, mesmo que não tivessem nexo algum. Gostavam da sensação de estar na presença um do outro. Após a refeição, limparam tudo. Quando finalizaram, Louis ficou emburrado.

- Faltou alguma coisa…

- Estava tudo uma delícia, não precisa se preocupar… - Disse Payne.

- Não bebemos nada! - Explicou o menor. - Vou procurar algo na despensa.

Liam esperou poucos segundos até que o amigo voltasse com duas garrafas de vinho. Logo depois trouxe duas taças. Serviram-se e sentaram-se lado a lado no chão.

- É de dois séculos atrás! - Comentou o mais alto, referindo-se ao vinho.

- É muito tempo… Nem existíamos. - Avaliou o outro.

  Liam concordou. 

  Beberam juntos até a metade da primeira garrafa. As conversas ficavam cada vez mais engraçadas.

  - Se lembra da vez em que fomos à casa de campo da minha família? - Perguntou Liam. - Achei que minha mãe gostasse mais de você do que de mim.

  - Não tenha ciúmes! Eu lembro que só quis voltar até lá depois de muitos anos.

  - Foi bem melhor que a primeira vez. Você não pode negar! - Liam gargalhou.

  - Tirando o fato de que fizemos a mesma coisa duas vezes…

  A expressão no rosto do moreno ficou séria, e este finalizou o que tinha na garrafa de vidro. Louis abriu a outra e bebeu duas taças cheias em silêncio. Liam imitou-o.

  - O lago… parecia tão quente… - Liam arrastou. - Mas… era sua pele contra a minha. Sua boca…

  - Sua boca… - Sussurrou Louis. - No meu pescoço… Enquanto suas mãos…

  - Me apertavam. Sua voz, Louis… sempre me enlouqueceu. 

  Estavam próximos, gostavam daquilo embora soubessem que era errado. Numa tentativa de distração, beberam mais um pouco da garrafa, e perceberam que já estava no fim.

  - Vou pegar outra… - Disse Payne.

  - Eu quero ir com você.

  Liam se esforçou para levantar do chão e ajudou ao outro. Juntos foram à despensa e escolheram outra das diversas garrafas de vinho que ali existia. Voltaram à sala caminhando próximos, Louis à frente. O menor parou a caminhada e sentiu o peito alheio bater em suas costas.

  - Você está quente. - Tomlinson fechou os olhos devagar. - Eu gosto muito disso. Você está quente.

  Payne, ainda com o peito próximo às costas de Louis, aproximou seus lábios da orelha do mesmo e sussurrou:

  - Me dê mais uma taça.

  Louis assim fez. Estava começando a ceder seus próprios desejos. Assim que Liam deu o primeiro gole, pegou o recipiente e bebeu, encarando-o.

  - Há… outra taça logo ali. - Disse o mais alto.

  Tomlinson riu e bebeu novamente na mesma taça.

  - Já compartilhamos várias coisas.

Payne pegou a garrafa de vinho e colocou o líquido na taça restante, bebendo em seguida. Beberam o que tinha ali e não satisfeitos, beberam o resto da garrafa. Deixaram as taças e as garrafas em cima da mesa de centro.

Sentaram-se lado a lado no chão. Encararam-se. De uma maneira inexplicável estavam ofegantes.

- Seus olhos são lindos, Louis. Só de saber que eles olham para outros me faz querer chorar.

- Eles só brilham quando olham para os seus.

Aproximaram-se.

- O seu namorado não vai gostar disso…

- Eu não tenho mais um namorado… - Tomlinson respondeu devagar.

Liam surpreendeu-se.

- Por quê? Pareciam felizes até ontem.

- Eu não sinto nada por ele, Liam. Não sinto nada. Toda vez que estamos juntos, sinto que queria estar com você.

O mais alto riu nervoso e se aproximou mais.

- Você… está comigo, agora.

Louis, embora soubesse que não estavam pensando coerentemente, convenceu-se do óbvio: pulou para o colo de Liam e beijou-lhe de maneira ávida, sentindo as mãos do outro passearem por seu corpo.

Ali, nos braços um do outro, sentiram que não gostariam de estar em outro lugar, e certamente não sairiam tão cedo daquele.

Liam segurava firme na cintura de Louis ao que este rebolava no colo que estava sentado. Suspiravam, apressavam os toques, suavam.

Payne deitou-se com o outro ainda em seu colo. Mal conseguiam manter seus olhos abertos, o atrito entre os membros até mesmo eram sentidos com mais intensidade, ou pelo menos parecia para ambos. Estavam completamente entregues.

Liam abriu os olhos apenas para ver a figura do outro movendo-se em seu colo e gemeu alto. Louis curvou-se para frente e beijou-o, acelerando seus movimentos.

- Vá mais rápido… - Liam arfou.

Tomlinson assim fez, causando-lhe um efeito melhor ainda. Minutos mais tarde e então pôde sentir uma sensação relaxante. Não estavam, nenhum dos dois, aptos a diferir o que sentiam.

Louis apenas deixou seu corpo cair ao lado do corpo maior, como se estivessem ao final do ato sexual. Com a respiração falha, o menor exclamou:

- Liam, essa foi a melhor transa que já tivemos!

[ … ]

Zayn arrumara a mesa enquanto Harry preparara o jantar. Quando sentaram-se frente à frente, trocaram olhares e serviram-se da comida. Ouvia-se apenas o barulho dos talheres em atrito com os pratos de porcelana e da madeira sendo queimada à lareira.

Aquilo era agonizante.

Os dois se entreolharam e pararam seus movimentos. Zayn demorou a formular o que ia dizer. Harry percebeu, e esperou para que o outro o fizesse.

- Quem eram aqueles dois e o que eles queriam?

- Mike e Peter, os rapazes que apareceram no seu pesadelo. Eles… queriam você.

- Por quê?

- Quando eu estava me recuperando no hospital, eles foram até lá. Estavam algemados, disseram que foi você quem os entregou. Ao final da conversa, disseram que assim que os cinco anos de prisão terminassem, viriam com a vingança. - Harry explicou. - Eu devia ter suspeitado. Comecei a vê-los há duas semanas atrás, mas nunca interagimos, pois pensava que estava louco e eles sequer se aproximavam de mim. Mas… eu tinha que ter levado a sério quando disseram sobre a vingança contra você. Eu sinto muito por ter falhado, Zayn. Tive a certeza de que eram eles somente hoje.

Malik balançou a cabeça, confuso.

- Por que está se desculpando? Você se machucou por minha causa. Eu é quem devo pedir desculpas.

- Você me protegeu, Zayn. Eles me causavam um medo enorme e você me protegeu mesmo sabendo que poderia se prejudicar com isso.

  - E eu poderia fazer outra vez. Você poderia ter me contado!

  - Como poderia, Zayn?! Eu não o vejo há semanas, mesmo com você no mesmo ambiente em que estou! -  Harry exclamou.

- Era isso o que tinha para falar. Harry, fui um idiota, julguei-o sem ao menos deixá-lo explicar. Sei o que vi, mas não sabia o que estava por trás até ouvir Hayden admitir o que havia acontecido. - Disse Zayn. - Eu sinto muito por tudo o que causei a você. E… a nós dois.

Os olhos verdes encaravam os castanhos de maneira intensa e séria. Nenhuma palavra foi dita pelos segundos posteriores. Aquilo causou uma péssima impressão a Zayn, mas não a Harry. Na mente do cacheado, o outro merecia tal silêncio, ainda que não quisesse que o mesmo sofresse. Sabia que se entrasse naquele assunto, aumentaria o sofrimento de ambos.

- Vou lavar o que sujamos. Está tarde, eu presumo. - Disse com a voz rouca.

Pelos dez minutos que se passaram, Zayn permaneceu em seu lugar, constrangido. Talvez, pensou, não tivesse sido claro o bastante ou simplesmente não usou as palavras corretas.

- Precisamos dormir. - Harry observou quando voltou à sala.

- Só há uma cama. - Zayn comentou

- Correto. - Styles umedeceu os lábios. - Mas há um sofá. Basta que a gente decida quem dormirá na cama e quem dormirá no sofá.

- Eu posso dormir no sofá. Mas temos que considerar a escuridão do quarto.

Harry olhou para as chamas da lareira. Odiava o escuro. A única exceção era a cor do cabelo de Zayn. Pensativo, rendeu-se:

- Posso colocar o colchão aqui, mas terá que me ajudar…

- Feito. - Aceitou o mais velho.

Juntos buscaram pelo colchão no quarto que costumavam compartilhar. Assim que retiraram, Zayn pôde ver o estrago feito no suporte de madeira, o que o fez rir e imaginar como aquilo teria acontecido.

Harry percebeu o riso baixo e revirou os olhos. Quando deixaram o colchão no chão, o mais novo voltou ao quarto para buscar cobertores e travesseiros.

Ajeitaram-se para dormir um de costas para o outro. Assim que viraram-se, não perderam a oportunidade de olhar aos corpos um do outro seminus.

Em silêncio e sem quebrar o contato visual, deitaram-se em suas respectivas “camas”.

Zayn queria ter desejado uma boa noite de sono a Harry, mas não o fez. Olhou para o mesmo, e suspirou quando notou que este encontrava-se de costas.

  - O que foi? - A voz baixa de Harry murmurou.

  - Nada… - Malik respondeu dando de ombros.

  - Por que está respirando estranho? - O de olhos verdes virou-se.

- Por nada…

- Hum… ótimo. Boa noite.

Styles voltou à sua posição inicial.

- Boa noite, Harry… - Zayn balbuciou.

Com essas palavras, os dois caíram no sono.

[ … ]

Niall: Zayn, desculpe pelo horário… Mas é urgente

Malik franziu o cenho e sentou-se em sua cama, empurrando a coberta para seu colo.

Zayn: O que aconteceu?

Niall: Harry… ele está dormindo… mas não para de tremer e chorar… Não sei se isso é grave, não consigo encostar nele.

Foi quando o moreno entendeu o que se passava. Olhou para a janela: havia uma tempestade. Sabia exatamente o que acontecia com o cacheado quando encontrava-se nesta situação.

  Zayn: Você deve fazer carinho nele.

  Niall: EU NÃO VOU FAZER CARINHO NO HARRY!

  Zayn: Apenas segure a mão dele. Deve confortá-lo.

  Niall: E quem irá me confortar, Zayn?!

  Malik bufou. Não era uma tarefa difícil, já o fizera diversas vezes. No entanto, ponderava se Niall era a pessoa certa para fazê-lo naquele momento. Sendo assim, levantou-se de sua cama e seguiu até a porta. Antes de sair, escreveu ao irlandês:

  “Deixe a porta aberta.”

 

 

 

  - Ele ainda está chorando. O que está havendo? - Sussurrou Niall.

  - Conversaremos sobre isso em outra hora. Volte a dormir, Niall. Obrigado. - Sussurrou Malik.

  O loiro fechou a porta devagar e se afastou, deitando em sua cama de forma que ficasse de costas para os outros dois presentes no quarto.

  Zayn se aproximou lentamente do corpo trêmulo daquele que amava, ouvindo apenas os soluços curtos e a água da chuva caindo ao lado de fora. Assim, ajoelhou-se diante da cama e pegou a mão preguiçosa ao ar e acariciou-a com seu polegar.

  Levantou a mão livre para tirar as mechas do cabelo cacheado que caíam sob os olhos fechados fortemente. A partir dali, acariciou o rosto choroso até que observou os detalhes que sempre gostou de admirar. Sentia tanta falta daquilo que deixou-se levar pelas lembranças que possuía do rapaz. Quando se deu conta, lágrimas desciam por seu rosto ao que suas mãos entraram em estado de tremor.

  Ironicamente, Harry havia conseguido dormir em paz.

  Malik deixou o quarto em silêncio duas horas mais tarde, quando a tempestade cessara na capital da Inglaterra. Antes de sair, beijou a testa de Harry da forma mais delicada possível.

  Quando retornou ao seu próprio quarto, jogou-se em sua cama, mas não fechou os olhos.

 

 

    [ … ]

 

 

  Os olhos castanhos se abriram abruptamente ao que o corpo de Zayn se elevou num ato automático ao ouvir um trovão ao lado de fora. Seu peito descia e subia rapidamente. Sabia que seu sonho fora uma lembrança e ao mesmo tempo um significado do que o rapaz deveria fazer a seguir.

  Olhou para Harry, esperando o que era óbvio em situações chuvosas. Lembrou-se do porquê do mais novo reagir de tal forma. A morte da mãe do mesmo ocorrera durante uma tempestade.

  O moreno não perdeu seu tempo. Levantou-se devagar do sofá e deitou-se cuidadosamente no espaço restante do colchão. Num movimento ousado, Malik abraçou Harry pela cintura, de forma que suas costas ficassem em seu peito. Esperou, assim como em sua lembrança, pelo momento em que o rapaz em seus braços se acalmaria, mas tudo o que teve foi o mesmo virando-se rapidamente com um olhar confuso e assustado, exclamando:

  - O que pensa que está fazendo?!

  - H-Harry… desculpe, eu não sabia que… Quero dizer eu… A chuva… você… 

  - O quê?!

  Os dois sentaram-se no colchão e o moreno ainda não sabia como formar uma explicação coerente. Não sabia se falava a verdade ou se inventava um álibi passageiro e convincente.

  Não. Harry merecia a verdade.

  - Eu tive uma lembrança de nós dois. Você não consegue dormir direito quanto está chovendo. 

  - Eu sei. - Styles bufou.

  - Na verdade, você consegue, mas somente quando alguém está… te acariciando.

  - Eu também sei disso. E sei mais do que qualquer outra pessoa que somente funciona com você. Mas e daí? Não te dá o direito de me fazer senti-lo!

  Zayn abaixou o olhar, envergonhado. Não era sua intenção constrangê-lo, pelo contrário.

  - Eu sinto muito. - Sussurrou o moreno. - Eu só queria que dormisse em paz. Sem que seu subconsciente tentasse de provocar um ataque ou coisa semelhante…

  O de olhos verdes suspirou. Não queria ter sido rude demais com o outro.

  - Me desculpe. É só que…

  - Eu entendo.

  - Não, Zayn! - Interrompeu o cacheado. - Eu não queria preocupá-lo com isso. E… eu não quero fazê-lo dormir em um sofá quando tenho um colchão só para mim. Fique, se quiser.

  Malik engoliu em seco, mas assentiu devagar. Com isso, deitou-se de costas para Styles e puxou o cobertor à altura de seus ombros.

  Harry fez o mesmo.

  Zayn tentou puxar mais um pouco do cobertor que fora “roubado”.

  Harry fez o mesmo.

  Zayn imitou-o.

  Harry exclamou:

  - Ora, você não pode parar com isso?! 

  - O cobertor não é somente seu, Harry. Se a casa era nossa, o cobertor pertence aos dois e os dois devem compartilhar. - Malik ponderou. - Eu sei que logo você vai dormir e que eu vou tentar fazer você se sentir bem de qualquer jeito, então pode adiantar as coisas, ao menos?

  - Do que está falando?

  - Styles, vire-se para mim. Além de poupar um pouco do cobertor, poupa também uma má noite de sono.

  O cacheado negou e voltou à mesma posição. Entretanto, sabia que o mais velho estava certo. Em algum momento ele cederia ao sono e não conseguiria lidar com a bagunça que sua mente faria mesmo que adormecida.

  Irritado, virou-se na direção do moreno, mas não abriu os olhos. Zayn gostou do ato, uma vez que sorriu minimamente. 

  - Não me faça sentir os seus toques, entendeu? - Resmungou Styles.

  Zayn sorriu mais uma vez.

  - Eu prometo, Harry. Você não vai sentir nada.

[ … ]

O calor foi a primeira coisa que Styles sentiu em suas costas, até perceber que era abraçado por Malik.

Seu peito havia sido um belo travesseiro, reconhecia. Aproveitando-se da situação, ajeitou-se nos braços musculosos, parando a cabeça ao queixo de quem o segurava.

Pensou se aquilo era certo. Não era. Nunca fora. O amor que sentia por Zayn chegava a ser no mínimo insano. Pensava estar doente. Como nunca deixara de amá-lo, mesmo depois de tudo o que passaram?

Por que estava ali? Nos braços de quem o abandonara?

Era errado.

Com a ideia perturbadora em mente, Harry se remexeu e saiu do abraço quente e aconchegante, despertando ao moreno.

- Bom dia. - Zayn desejou sonolento. - Dormiu bem?

Harry não respondeu de imediato. Zayn sabia a resposta. Afinal, se acordaram abraçados, certamente o cacheado necessitara dos toques para esquecer as situações desagradáveis.

  O moreno entendeu aquilo como uma resposta negativa. Entristeceu-se, uma vez que o considerado “método” de proteção falhara.

 - Sinto muito. - Disse o mais velho.

  Styles permaneceu calado. Apenas levantou-se do colchão com certa dificuldade e começou a vestir suas roupas. Quando finalizou, buscou pela chave de seu carro e apanhou-a em sua mão, avisando:

  - Vou à cidade, comprarei algumas coisas para que possamos passar o dia.

  - Tudo bem. Vou me vestir para te acompanhar…

  - Não. Fique onde está. - Os olhos verdes intensificaram-se.

  Zayn franziu o cenho, estranhando o tom de voz do mais novo e também sua ordem. Não deixaria Harry sozinho.

  - Eu vou.

  - Não. - Repetiu Styles. - Não quero que corra o risco de ser encontrado pela cidade.

  - E eu não vou deixar você correr o risco de ser encontrado e massacrado na cidade!

  - Massacrado? - Styles perguntou retoricamente. - Eu só vou comprar comida e algumas coisas de higiene. Não há sequer uma escova dental em bom estado por aqui.

  Malik revirou os olhos e se levantou, decidido a começar a vestir suas roupas e a fazer companhia ao outro.

  - Voltarei logo. Enquanto isso pode arrumar a casa, explorar ou… não sei. Você decide.

  - Styles, não vou deixá-lo sozinho. Eu vou.

  - Primeiramente, não me chame deste jeito. Isso é um apelido somente do antigo Zayn e você não é o antigo Zayn! - Harry exclamou. - Em segundo lugar, você não pode me dizer o que fazer! Você ficará aqui enquanto compro mantimentos, entendeu?!

  - Você também não pode me dizer o que fazer ou até mesmo controlar os lugares que devo ou não ir! Eu não vou ficar aqui! Além disso, a estrada deve estar péssima por conta da chuva.

  - E o que a sua presença pode mudar nisso, Zayn?

  Encaravam-se intensamente. Por um momento, Harry esqueceu-se do que estava prestes a fazer, mas o olhar sério das íris castanhas permitiu-lhe prosseguir.

  Segundos mais tarde e Harry saía rapidamente da casa, trancando a porta. Furioso, Zayn tentou abri-la, esmurrou-a ao desistir.

  - Sty… Harry, isso não vai ficar assim, entendeu?!

  Mas tudo o que o moreno obteve com resposta foi o barulho do carro do cacheado sendo ligado, partindo pela estrada, e aos poucos diminuir até que o silêncio prevalecesse novamente.

  Ainda furioso, Zayn andou de um lado para o outro. Não podia ir atrás de Harry, não sabia o caminho de ida ou o de volta. Estava trancado. Sentou-se ao sofá, passou as mãos pelos cabelos, bagunçando-os.

  Por que, apesar de tudo, ainda amava Harry? Por que ainda amava aquele ser tão orgulhoso e implicante?

  Ironicamente, pensar nas características do mais novo acalmava-o de uma maneira inexplicável. Esperou que a calmaria tomasse conta de seu corpo magro. Quando o fez, procurou outro meio de se distrair. Optou por explorar, como Styles havia sugerido.

  Encontrou a despensa, o banheiro, visitou o quarto dos dois e finalmente avistou a porta fechada de um outro quarto. Assim que abriu-a, sentiu uma forte energia consumi-lo. Fechou os olhos e entrou. Quando abriu-os novamente, se assustou.

  O quarto tinha uma parede de várias cores, uma vez que eram resquícios de tinta de várias pinturas espalhadas. As pinturas, todas as cinco existentes, eram sobre Harry. Pareciam velhas, mas ainda assim muito bem feitas.

  Zayn, um tanto assustado e curioso, passou a avaliar cada uma delas. A primeira que viu era uma em que Harry carregava uma expressão apreensiva e tímida. Estava trajado em uma espécie de fantasia, estava lindo como o príncipe que interpretava.

  Embaixo do quadro, havia um papel colado à parede, com os dizeres:

“Você era vermelho e gostou de mim porque eu era azul…” 

  Harry estava fazendo um pedido de namoro, ansiando pela resposta, temendo que fosse negativa.

  Zayn se lembrou daquele dia. Desde o início ao fim, quando dormira ao lado do cacheado.

  No segundo quadro possuía Harry deitado em uma cama com os lençóis brancos. O rapaz dormia tranquilamente.

  “Você era uma visão de manhã quando a luz veio…” 

  A primeira manhã na primeira viagem que fizeram juntos.

  Zayn se lembrou daquele final de semana.

  O terceiro continha Harry praticamente nu, deitado em um sofá e coberto apenas por um lençol nas partes íntimas.

“Está rasgado nas extremidades, mas você é uma obra-prima…”

  A vez em que terminara aquela obra em algumas horas antes do almoço, no mesmo dia em que recebeu a ligação que mudara sua vida.

  Zayn se lembrou do período de crise existencial que tivera.

  O quarto tinha o próprio Zayn olhando para o horizonte através da sacada gigantesca e luxuosa da mansão de sua ex-esposa. Havia apenas a silhueta de Harry ao seu lado, tocando em seu ombro.

“Tudo está cinza

Seu cabelo, sua fumaça, seus sonhos

E agora ele é tão desprovido de cor

Que ele não sabe o que isso significa…”

  Zayn se lembrou do quanto estava infeliz, mas que não tinha ideia de que tudo mudaria em questão de duas semanas.

  O quinto e último havia apenas um esboço. Harry estava com a expressão confusa, olhando em sua direção. Estava com um donut entre seus dentes e um copo térmico de café em uma das mãos. Estava naturalmente lindo, mais velho, preparado para mais um dia de trabalho.

  “Tudo é azul.”

  Zayn se lembrou que o rapaz olhava para o carro parado em frente a uma casa à venda.

  Zayn se lembrou que estava esperando a oportunidade perfeita para reencontrá-lo e explicar tudo o que tinha acontecido.

  Zayn se lembrou que após isso, teve um encontro com Cassie, para assinar os documentos do divórcio. Lembrou-se que a moça olhava-o com repulsa e ódio, prometendo vingança por tê-la deixado sem um mísero bem material. 

  Zayn se lembrou que mandou, pelo correio, os documentos ao escritório onde Louis trabalhava.

  Zayn se lembrou que após isso, seguiu para aquele refúgio que tinha com Harry.

  Zayn se lembrou que desenhou o que sua mente guardara.

  Zayn se lembrou que preparara o discurso que usaria quando olhasse para os olhos que mais amava.

  Zayn se lembrou que estava em alta velocidade até chegar à cidade.

  Zayn se lembrou que estava animado ao extremo.

  Zayn se lembrou que não percebeu que estava prestes a cometer um atropelamento, e que a vítima seria a própria Cassie cuja atravessava a rua para ir ao aeroporto perto dali.

  Zayn se lembrou que por pouco não a atingiu, mas também se lembrou que ela não deu a mínima para isso, pois havia sido apenas um desvio bruto.

  Zayn se lembrou que, ao tentar voltar com o foco, não viu que havia desviado para uma rua sem saída, e que seu carro ia, ainda em alta velocidade, de encontro com um muro.

  Zayn se lembrou que estava sem o cinto de segurança e que o atrito entre o veículo e o muro fora tão forte, que seu corpo foi brutalmente arremessado, e que sua última visão foi a calçada de concreto contra o qual sua cabeça impactou. 

  Zayn não se lembrou de mais nada pelos meses seguintes.

  Mas, naquele momento, Zayn se lembrava de tudo. 

  Sua cabeça doía intensamente, tinha tontura e fraqueza. Sabia que estava sozinho naquele quarto, naquela casa, naquele lugar. No entanto, a única coisa que conseguiu foi gritar com toda a sua voz:

  - Harry!

  E então, seu corpo foi ao chão.


Notas Finais


O nome deste capítulo e as coisas escritas nos quadros de Zayn vêm da música Colors, da cantora Halsey. Deixarei o link do clipe aos interessados: https://www.youtube.com/watch?v=JGulAZnnTKA
Bem, pessoal, espero que tenham gostado.
Muito obrigada por lerem, me desculpem por qualquer erro e até o próximo capítulo!x


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