História You can't kill him! - Capítulo 2


Escrita por: ~

Postado
Categorias G-Friend, Seventeen
Personagens Eunha, Hansol "Vernon" Chwe, Kim Mingyu, Lee Jihun "Woozi", SinB, Sowon, Umji, Yerin
Tags Buddy, Eunbi, Eunha, Gfriend, Hansol, Seventeen, Sinb, Sowon, Svt, Umji, Vernon, Woozi, Yeri
Visualizações 11
Palavras 1.908
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Drabble, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo

Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


✳= Plot Twist= Summer Rain.
Boa leitura ♡

Capítulo 2 - . único .


Fanfic / Fanfiction You can't kill him! - Capítulo 2 - . único .

Eunbi brincava com sua abotoadura de metal, ela estava visivelmente entediada naquele lugar, o café onde trabalhava era sempre tão cheio mas sempre quando chegavam as férias de verão ficava tudo tão vazio, ninguém compraria café quente em meio ao verão escaldante de Seul.

Umji limpava os pratos em um canto, a loira estava concentrada em seu trabalho, por isso Eunbi nem se preocupou em falar com a amiga, já Sowon observava tudo, tentando ver quando o chefe chegaria, se visse que não estavam fazendo nada seria mais de duas horas de um bom sermão.

O sininho da loja tilintou, fazendo Eunha, que dormia no canto da cafeteria levantar com um pulo, o mesmo fez Sowon e Eunbi, Umji continuou o seu trabalho, em silêncio.

Mas não era o chefe, era apenas um rapaz, que se sentou em um canto mais afastado, perto da vitrine impecavelmente limpa de vidro, ele ligou seu Notebook e começou a teclar de maneira incansável naquelas teclas pretas.

Eunbi prendeu seus cabelos pretos e começou a limpar a vitrine, mesmo que não precisasse de muitos cuidados, para ela era importante deixar tudo pronto, pelo menos isso até uma hora antes do seu chefe chegar.

Enquanto limpava seus olhos cor bronze, com íris fortes e expressivas como o metal pairaram sobre uma figura canina, um cachorro estava deitado, com uma expressão cansada, parecia estar com cede, e o dono do animal nem se deu o trabalho de colocá-lo perto de alguma sombra.

Eunbi entrou praticamente correndo na cozinha, despertando Yeri de seu sono frágil, a cozinheira nunca tirava folga, aquela foi a primeira vez que Eunbi viu a amiga sem nenhum trabalho para prestar.

A garçonete pegou uma vasilha e a encheu de água, ela precisava ajudar o cachorrinho, voltou para fora com os passos rápidos, Eunbi só não contava que o dono do cachorro estivesse a observando, no canto da cafeteria, com as mãos paradas sobre o teclado preto de seu Notebook.

Eunbi começou prendendo a coleira do cachorro em uma mesa que era fixa no chão de madeira do lado de fora da cafeteria, aquelas mesas externas eram decoradas com uma sombrinha colorida em cada uma delas, a menina deu de beber para o cachorro e enquanto via o animal satisfazer sua sede sentiu alguém segurar brutalmente seu braço, a obrigando a levantar.

-O que você pensa que está fazendo com o meu cachorro?-O rapaz de cabelos escuros perguntou.

Os dois estavam próximos, dava para sentir o peitoral do garoto subir e descer conforme ele respirava, Eunbi o olhava, perplexa, transfigurada, ele era lindo, o rosto magro e fino, a pele pálida, os cabelos negros e seus lábios finos, cada detalhe o deixava ainda mais bonito.

A garçonete abriu a boca para falar alguma coisa em resposta mas de nada adiantou já que nenhum som saiu da sua boca, ela queria brigar com ele, queria gritar que estava apenas ajudando o animal que era o dono do cachorro mas estava assustada de mais para aquilo.

De repente o menino a soltou de uma vez, foi de maneira tão repentina que Eunbi cambaleou para trás e apoiou suas mãos em uma mesa, Vernon se abaixou para acariciar o cachorro.

-Eu estava apenas colocando ele em baixo de uma sombra, o cachorro estava passando mal de tanta sede que sentia!-Eunbi disse em um tom de repreensão mas o rapaz não lhe deu ouvidos, apenas continuou acariciando o animal, ele se levantou e entrou de volta no café sem dizer mais nada.

Em poucos minutos tudo já tinha voltado ao normal, Umji secava e guardava as louças, Eunha atendia um casal, Yeri dormia na cozinha por falta de trabalho e Sowon observava detalhadamente tudo enquanto limpava o balcão, apenas Eunbi não tinha voltado ao normal, ela continuava com aquela cara de idiota, olhando para o nada, de frente para a caixa registradora, o rapaz tão bonito ainda pertubava sua mente e por sinal ele ainda estava ali, no mesmo canto desde quando entrou.

-Senhorita?...-Uma voz pairou no ar, uma colegial esperava ser atendida por Eunbi que continuava com um olhar vazio.

Yeri após uma boa cochilada saiu da cozinha e tirou Eunbi da caixa registradora aos empurrões, fazendo-a acordar, a cozinheira atendeu a colegial.

A mão de Hansol se estendeu no ar, ele estava esperando que alguém o atendesse, Eunbi não queria admitir que era a única desocupada e nunca desejou tanto ter atendido aquela colegial.

Se aproximou timidamente o garoto de cabelos escuros que a olhou sem muito ânimo, ele soltou um sorriso maldoso.

-Quero um chá gelado e torradas, não demore muito por favor-Hansol pediu rapidamente e voltou a teclar.

Eunbi não se conteve e dirigiu o olhar até a tela do computador do rapaz, a menina apenas queria saber o que ele tanto fazia ali.

O espelho-Trono de vidro

Aquele título era igual ao do livro preferido da menina, ela adorava lê-lo quando não tinha nada para fazer, o seu chefe a proibiu de trazer algum livro da trilogia para o ambiente de trabalho após pegar ela lendo aquilo mais de duas vezes.

A menina se inclinou um pouco para ler o que ele digitava, parecia ser algo sobre a morte de algum personagem, ela sorriu sarcástica, era mais um daqueles escritores ridículos de fanfics de péssima qualidade.

"Woozi olhou por cima de seu ombro, o assassino sorriu, seu capuz negro se disfarçava com o escuro da noite, deslizou até revelar completamente o rosto do homem alto que estava na sua frente.

-Mingyu?-Woozi indagou."

Não tinha continuação, o escritor parara de escrever por ali, Eunbi piscou várias vezes esperando que ele continuasse a escrever, afinal Woozi era o personagem principal da trilogia e não poderia morrer tão de repente, mesmo que fosse em uma fanfic Flop, Eunbi nunca deixaria seu personagem favorito descobrir quem era o assassino para morrer logo após.

Ela se virou para o lado, se assustou ao notar que o rosto do escritor estava tão perto de seu rosto a ponto dela conseguir sentir seu hálito doce e fresco, Eunbi não notara que tinha se inclinado de mais para ler aquilo.

-Você não pode matar Woozi!-Ela bateu o pé no chão, mostrando insatisfação 

-O que você pensa que está fazendo...-Vernon passou rapidamente suas íris escuras sobre o crachá da garçonete-...Eunbi?! A história é minha.

-Sua?! A história original é do escritor Vernon! Você está louco criando uma cópia tão ruim a ponto de o desfecho ser assim!-Ela disse ainda mais alto, chamando a atenção de Umji que estava guardando os pratos, até então a loira estava concentrada.

O tom de voz da morena carregava um tom tão ríspido que os olhos de Hansol se arregalaram, ele não acreditava naquela ousadia, sua história não era uma cópia, muito menos ruim, Eunbi tão inocente não sabia que estava brigando com o próprio Vernon, o escritor que ela passou meses pensando como seria o rosto. 

-Yah! Você é louca? O personagem é meu de qualquer forma e essa história é original!-Ele disse em um tom baixo porém nem um pouco respeitavel-Woozi vai morrer!

-Não me venha com essa mentira terrível de que sua história não é uma fanfic adolescente flopada, mas Woozi não pode morrer, isso vai dar um desfecho sem sentido, se fosse original seria diferente.

-Diferente?-Uma sobrancelha de Hansol se ergueu, desafiando Eunbi falar mais.

-Vernon sempre nos engana com os seus finais inesperados isso faz com que nós compremos vários livros dele para descobrir o final, se fosse para matar Woozi, deveria ter matado no primeiro livro em vez de nós fazer comprar uma trilogia inteira! 

Eunbi já esperava que o suposto escritor de fanfics a respondesse no mesmo tom mas em vez disso pagou pelo chá e pelas torradas que nem mesmo comeu, pegou seu Notebook e saiu do estabelecimento.

-Eunbi!-Sowon a repreendeu se aproximando-Você realmente é louca por esse tal de Woozi, assustou o cliente!

-Tanto faz, talvez assim ele aprenda a fazer cópias melhores.


Eunbi estava no ônibus, em pé, praticamente dormindo ali mesmo, se não fosse o rapaz alto e forte que esbarrara como ela na hora de descer do ônibus a garota não notara que perderia o ponto que deveria descer.

A morena desceu do ônibus e olhou o rapaz que estava entregando um guarda-chuva amarelo para uma garota loira.✳

Eunbi andava distraída pelas ruas já conhecidas por ela, o centro de Seul já não parecia tão grande, ela sempre andava pelo mesmo percurso todas as manhãs.

A menina esperou pacientemente até que o sinal abrisse, seu pé batia levemente em uma poça de água rasa, a primeira chuva de verão já caira para aliviar o calor e aumentar ainda mais a umidade.

O sinal fechou, ela nem notara que já tinha ficado verde o símbolo do pedestre, Eunbi estava preocupada de mais com aquele cliente que nunca mais aparecera no café, a única coisa que restava era esperar ao bom som da melodia que tocava em seus fones, ao som de Free Somebody ela esperaria aquele lugar encher de novo e ficar cada vez mais apertado, até que o sinal ficasse verde.

A música parou de tocar, chegando ao fim, mas em vez de colocar outra música seus fones permaneceram estéreis, sentiu alguém segurar seu braço com força, puxando-a para mais longe da multidão, era um rapaz.

Os olhos de Eunbi se arregalaram, os fones prenderam de seus ouvidos até caírem, ficando pendurados pelo plug do seu celular dourado.

Era o irritante e belo ficwriter, mas suas madeixas que antes eram escuras agora estavam loiras, ele sorriu mostrando seus dentes perfeitamente brancos e alinhados, o hálito fresco e doce de Hansol envolveu Eunbi assim como no dia que eles se conheceram na cafeteria, um Déjà vu cercou o casal, fazendo com que todo o universo parasse, ambos felizes ao acaso que os juntou.

Vernon não falou nada, apenas entregou um livro para ela, beijou sua testa e a soltou sem falar mais nenhuma palavra, ela olhou o livro em suas mãos, um marca página colorido marcava as últimas folhas, ela leu o título: O espelho

Trono de vidro

Abriu nos agradecimentos rapidamente, ansiosa, com o coração batendo, ecoando dentro de seu peito.

Dedicado a garota que assim que me viu me condenou a ama-la, para minha doce garçonete, Eunbi.

A morena se virou para trás, ponderou o loiro que a fitava com uma expressão doce, ele sorriu, arrumou o casaco verde.

A consciência de Eunbi estava em um momento breve de conflito, uma parte queria gritar seu nome e abraça-lo forte para que não saísse dali, outra e a mais forte falava coisas sem sentido, confundindo a garota e fazendo com que ela ficasse parada.

Hansol sorriu, fechou a jaqueta verde e passou a mão nas suas madeixas loiras, o sinal abriu, ele rapidamente colocou o boné preto e a máscara cirúrgica escura, se misturou na multidão, atravessando rapidamente a faixa de pedestres.

Eunbi tentou correr atrás dele mas de nada adiantou, apenas fez com que ela ficasse ofegante.

Lágrimas transparentes e salgadas escorreram pelo rosto pálido da menina, ela sumiu com as lágrimas com as costas da mão, soluçou.

Eunbi andou, com suas pernas fracas até seu local de trabalho, assim que chegou escreveu algo no quadro de avisos que ficava no canto do café para que clientes interagissem com o espaço.

Dedico-te essa carta, para o meu escritor que pensava que minutos atrás era apenas mais um ficwriter ruim e flopado.

Eu te disse coisas terríveis, mas você deixou os agradecimentos para mim, o final foi incrível.

Não importa quanto o tempo passe, sua visão na multidão ainda me perturba, como um fantasma, como se o amanhã nunca vinhesse.

Esse é meu último dia no café, mas virei ainda todos os dias aqui, apenas para tentar encontrar você.



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