História You Captivated Me - Capítulo 4


Escrita por: ~

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Categorias Once Upon a Time
Personagens Cora (Mills), Daniel, David Nolan (Príncipe Encantado), Emma Swan, Regina Mills (Rainha Malvada)
Tags Asperger, Autismo, Emma Swan, Regina Mills, Swan Queen, Swanqueen
Visualizações 72
Palavras 1.316
Terminada Não
LIVRE PARA TODOS OS PÚBLICOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Shoujo (Romântico), Universo Alternativo

Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Música: Anywhere But Here - Safetysuit

Capítulo 4 - Sorvete


Os dias passam bem tranquilos. Todos os dias Emma passa por minha mesa e dá bom dia, acho que esse é um avanço considerável, visto que antes ela passava ao meu lado e era como se eu não estivesse lá. 

Outro avanço que vamos dar é ela estar na empresa sem Mary, pois a mesma entrou de ferias merecidamente. Fez um jornal de recomendações sobre Emma, o que eu mais ouvi foi “estou te confiando minha vida, Regina”.

O combinado foi: ela trazer Emma todos os dias e buscar. Além de que, ligar durante o dia, estar online no Skype pessoal, só faltou pedir para passar as férias aqui mesmo, na empresa. 

O primeiro dia está apenas começando. Chego antes de todos, respondo e-mails, como umas bolachinhas que ainda restam no pote sobre a minha mesa, converso com Daniel – ultimamente ando me esquecendo dele, chego  estranhar seu número me ligando há alguns dias atrás. Não acho isso bom, parece que estamos distantes. 

— Bom dia. – A voz baixa e já conhecida soa. 

— Bom dia, Emma. – Levanto o rosto para olhá-la. Está com uma calça preta e uma blusa preta também.

— Como se sente com sua mãe de férias? – Pergunto me levantando, sigo até onde estava, são raras as vezes que entra em minha sala. – Você pode entrar quando quiser..

— Eu sei que posso entrar. – Responde-me olhando o chão. – Quer dizer agora eu sei. Eu esqueço as coisas que me mandam fazer constantemente, entende? É assustador sem minha mãe aqui. – Olha em direção a sala de Mary, que está  apagada.

— Pode ligar para ela, falar por Skype ou pode falar comigo. Nós não somos parecidas, mas juro que sou mais legal que ela. – Brinco balançando as mãos no ar.

— Você é. Ela me trata como se eu fosse uma criança e isso é tão frustrante. A vejo me olhando como se tivesse 10 anos e  já tenho bem mais que isso. – Explica desenfreadamente, olhando em meus olhos. – Vou lá, tchau.

— Ei, você não quer almoçar comigo? – Pergunto tocando seu ombro, isso é involuntário. 

— Eu tenho comida aqui. – Responde e me deixa para trás, com a cabeça pendida para o lado.

Volto para a minha mesa e coloco-me a trabalhar pensando em outra forma de convencê-la a almoçar comigo. Porque.. Bem realmente gostaria de conversar com ela. Abro a janela do Skype e fecho várias vezes seguidas. 

Desde quando eu fico nervosa dessa forma para falar com alguém? Nem com Daniel é assim.

— Eu posso deixar minha comida aqui uma vez. — O Skype toca, subindo mensagem na tela. Sorrio, "isso”, comemoro mentalmente.

— Um dia só. (: - Respondo. 

— Tá bom.

Respostas curtas nunca me deixam felizes, acho que é a única coisa que estou  tendo dificuldades em acostumar. 

As horas passam rápidas, fico ansiosa para sair logo e quase caii da cadeira quando vejo Emma parada em frente a minha mesa.

Você disse que eu poderia entrar. – Da um pequeno sorriso para mim, certo parece deboche da minha reação. 

— Pode sim. – Respondi sem graça.

— É que está na hora. – Olha para o relógio atrás de mim.

Saio com ela da empresa e seguimos caminhando até o restaurante mais próximo. No elevador, novamente, tenho sua mão junto a minha e respiro mais fundo por isso. 

A vejo apontando algumas coisas por onde passamos e me contenho para não perguntar, pois na certa era algo bem óbvio.

— Eu já sei o caminho da minha casa até a empresa. – Fala, cortando o silêncio entre nós.

— Que legal. Daqui uns dais saberá da empresa até o restaurante. – Comento já o avistando, olho o movimento da rua dessa vez.

— Isso quer dizer que vamos lá mais vezes? – Pergunta, apertando meu braço quando pisei na rua para atravessar. Ao longe vem um carro. Esperamos ele passar.

— Se você quiser, sim. – Penso que poderíamos fazer todos os dias. 

Fazemos nossos pedidos e esperamos. Emma pega o guardanapo fazendo origamis desajeitados,  pois, o papel é mole demais. Permaneço a observando, faz uma cabeça de um cachorrinho e usa a caneta que está ao lado da mesa, para fazer os olhos e o focinho. Por fim coloca sobre a caixinha de palitos, virado para mim.

— Ele está olhando para você. – Fala sorrindo abertamente. Sorrio, não do origami, mas de como o sorriso dela é extremamente lindo.

— Vocês são muito fofos. – Comento e suas bochechas coram, com um pequeno riso de canto.

O garçom traz nossa comida. Seu prato está extremamente colorido, o que me leva a pensar que Mary realmente a trata como criança e fala dos legumes a ela como fala a uma criança. 

Balanço cabeça espantando tais pensamentos e começo a comer. O silêncio paira entre nós, Emma permanece o tempo inteiro olhando seu prato e seus movimentos parecem mecânicos e com minutos contados. A gerente do local passa fiscalizando o serviço e para na nossa mesa.  

— Precisa de mais alguma coisa, meu bem? – Pergunta, tocando o ombro de Emma. Ela revira os olhos com a expressão fechada.

— Não. – Responde friamente.

— Qualquer coisa, pode nos chamar. Bem ali. – Aponta para o local, isso já me incomoda. – E o banheiro é bem ali, qualquer coisa nos chame. – Fala na maior animação. Passa por mim dando um sorriso, assentindo. Arqueio a sobrancelha e respiro fundo.

— Sabe uma coisa que ninguém nunca aprende? – Ela olha em meus olhos e que intensidade! – Compaixão ou ser legal, não é olhar para pessoas como eu com olhar de dó, ou me tratar com quem não sabe ler ou entender tudo. Eu sei que ali está escrito banheiro, porque aprendi a ler, e sei que posso chamar eles ali, porque tenho um par de olhos que enxergam perfeitamente. Todo mundo precisa aprender a não pisar em nossa autoestima ou de qualquer outra pessoa. A não nos considerar burros. – Acho que isso soa como um desabafo para ela. Enche a boca de ar e solta.

— Você está certa. Vamos a outro restaurante da próxima vez. – Falo deixando o dinheiro para pagar sobre a mesa.

Saímos e ainda faltam 30 minutos para voltarmos ao trabalho. Sentamos no mesmo banco que da outra vez. Emma olha ao redor e fica o olhar em um ponto que deduzo ser o museu. Seus lábios lêem lentamente as letras grandes do local.

— Há grandes coisas lá dentro. – Sussurro, pensando que a tempos não vou lá.

— Nunca fui. Deve ser legal. – Da de ombros.

— Vamos! Chama sua mãe e seu pai para ir com a gente. – Animo-me com a ideia. Faz tempo que não saio com Mary também.

— Você pede a eles, porque eu escuto “não“ constantemente. – Ao ouvi-la dizer isso, a vejo como uma menina de sua idade, mesmo, adolescente que os pais sempre proíbem algo e ri. – O que foi?

— Nada não. –Respondo tirando a mecha de cabelo que está caindo insistentemente em seu rosto.

— OLHA SORVETE! - Levanta animada e fala alto me assustando. Segue até o homem a longos metros de distancia com um carrinho de sorvetes.

Levanto-me rindo bobamente dessa manifestação, desse animo incomum. A sigo com um pouco de custo. Minha coisa preferida no mundo sempre foi a macieira que está no jardim de casa, é linda e grande! Porém, ao ver Emma quase saltitante, concluo que, definitivamente, ela é a minha coisa, pessoa ou qualquer definição que exista, preferida no mundo todo. 

Se eu ver esse sorriso e aqueles olhos brilhantes todo dia ao acordar e ao dormir, sei que serei a pessoa mais bem humorada da vida e vou ter o melhor sono do mundo.

— Regina! – Me tira do transe ao chegarmos até o sorveteiro. — Gosto muito de sorvete. - Se acanha, corando. 

— Quero saber sobre todos seus gostos. - Digo enquanto escolhemos. 

Me pergunto o quanto mais posso ficar encantanda.



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