História You make me begin - Capítulo 20


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Tags Taekook, Vkook
Visualizações 21
Palavras 1.293
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 10 ANOS
Gêneros: Colegial, Escolar, Famí­lia, Fluffy, Romance e Novela, Slash, Universo Alternativo
Avisos: Homossexualidade
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 20 - 20.


Eu resolvi que finalmente iria à casa do meu pai. Por mais que fosse doer. Doer muito. Seria vergonhoso por passar tanto tempo longe dele. Eu não saberia o que fazer ou o que dizer. Não iria pedir desculpas. Eu devia, mas não queria.

Liguei para ele de manhã.

— Jeongguk?

— Oi, pai.

— Está tudo bem? Aconteceu alguma coisa?

— Está tudo bem. E... e com você?

— Hã... está tudo bem também.

— Hum, pai, eu... o que você acha de irmos... de fazermos alguma coisa?

— Fazer alguma coisa?

— E-é. Hum... é meu final de semana com você.

— Ah, Jeongguk! — ele se animou. — Eu vou buscar você hoje à noite! Escolha onde quer jantar!

— Tudo bem.

— Kook.

— Sim?

— Seremos só eu e você. Ok?

— O-ok.

— Até mais tarde, filho.

— Até.

Minha mãe estava na porta do quarto. Ela sorriu. Eu sorri. Estava aliviado e nervoso ao mesmo tempo.

— Que bom que irá ver seu pai.

— É — assenti e me calei. Ela se sentou ao meu lado. — É bom, não é?

— Claro que é.

— Mãe...

— Diga, meu amor.

— Eu vou contar para o meu pai.

— Contar o quê?

— Que eu gosto do Taehyung. Que eu gosto de meninos, na verdade...

— Fique calmo, vai ficar tudo bem — ela me abraçou. — Ele vai te levar para jantar, não é?

— Sim.

— Então acho que eu vou sair pra comer em algum lugar também, não estou com vontade de cozinhar.

— Por que não sai com suas amigas, mãe? — perguntei e ela me olhou com uma expressão surpresa.

— É uma boa ideia, Kookie!

Minha mãe saiu para trabalhar e deixou a comida na geladeira para que eu esquentasse quando quisesse almoçar. Eu estava arrumando minha mochila quando meu celular começou a tocar. Ele estava perdido embaixo da bagunça da minha cama e, quando o peguei, parou de tocar. Meu coração gelou na hora que li "Taehyung".

— Taehyung! — gritei e disquei o número para ligar.

— Jeongguk! — ele gritou no meu ouvido e eu me assustei. — Jeongguk!

— Taehyung, você está bem?! Por que está me ligando? Está passando mal? Está sozinho?

— Jeongguk, não suma da minha vida! — ele gritou e eu me calei.

A última mensagem que eu havia mandado fora aquela. Ele tinha lido apenas agora? Não pude deixar de rir.

— Do que você está rindo, seu babaca, idiota, imbecil? Eu devia te odiar — sua voz estava fria pela primeira vez.

— Taehyung, eu não vou sumir da sua vida! Por favor, me perdoa por ter te tratado daquele jeito! Por ter levantado minha voz com você e por ter te mandado ir embora! Desculpe por não deixar você me contar o que queria! Desculpe por ter sido um babaca, idiota, imbecil e banana! Eu sinto muito! Muito mesmo!

— Hey, Kookie — ele me acalmou. — Está tudo bem. Eu te perdoei faz muito tempo.

— Mas você não me disse isso. Eu achei que estivesse me odiando e que não quisesse saber de mim.

— Jeongguk, eu não consegui te responder antes, desculpe. Estava muito cansado e... tal. Mas agora eu consigo te responder. Eu te perdoo. Já passou — e aquela frase aqueceu meu coração.

— Taehyung, eu preciso te dizer uma coisa.

— O que é?

— Eu senti sua falta como eu nunca senti a falta de alguém em toda a minha vida.

— Você nem viveu tanto assim.

— Para de estragar as coisas, eu estou tentando ser menos idiota com você.

— Desculpe.

— Eu sinto sua falta todos os dias, eu quero te ver. Quero muito. Eu quero consertar as coisas.

— Hum... eu... não quero que você me veja. Ainda.

Aquilo machucou meu coração.

— Ah... tudo bem, Taehyung. Tudo no seu tempo. Como você está?

— Cansado.

— Imagino.

— O que você vai fazer hoje?

— Vou à casa do meu pai.

— Que demais.

— É. Depois de... dois meses.

— Eu vou te dar um soco, idiota.

— Você está ficando agressivo, não é, Tae?

— Acho que é a distância. Ver você sendo um idiota na minha frente é diferente de ver você sendo um idiota longe.

— Qual a diferença?

— Eu não tenho que ver os seus olhos e sentir um frio no estômago e meu cérebro derretendo.

Fiquei quieto.

— Jeongguk.

— Oi.

— Eu queria que você falasse mais comigo.

— Desculpe.

— Tudo bem.

— Taehyung.

— Hum?

— Melhore logo e volte para mim.

— Idiota.

— O que eu fiz?

— Você... você me fez chorar.

— Ah, Taehyung...

— Mas está tudo bem.

Silêncio.

— Eu gosto de você — falei.

— Eu também gosto de você — ele riu baixinho.

— Como eu nunca gostei de ninguém. Acho que você é a primeira pessoa que eu gosto.

— Sou seu primeiro amor?

Amor. O sentimento mais forte que alguém pode sentir. Acima de qualquer outro. É isso, não é? O que significa amor.

É. E é exatamente o que sinto. Amor.

— É, Kim Taehyung, você é meu primeiro amor.

Ele riu.

— Nossa, como você é romântico.

— Eu tô aprendendo agora. E você?

— O que tem eu?

— Não vai me dizer nada?

— Dizer o quê?

— Dizer que sou seu primeiro amor. Para de se fazer de desentendido — ri.

— Hum, você não é meu primeiro amor, Jeongguk.

— Como assim, não? Ah, Taehyung, fala sério, você podia ter me contado que já tinha gostado de outros meninos.

Ele riu.

— Jeongguk, você é meu primeiro amor, eu estava só brincando.

Sorri.

— E eu sei que você está sorrindo agora que ficou quieto, Kookie.

Sorri mais.

— Jeongguk, quando você vier me ver, podemos só ficar deitados quietinhos? Não sei se vou ter energia pra sair com você.

— É claro. Tudo que você quiser.

— Tudo que eu quiser?

— Sim.

— Então... eu vou querer um beijo.

— Ah, Taehyung, você sempre me faz ficar corado.

— E quente, né? Eu te deixo quente, eu sei.

— Que inapropriado.

— Estou falando do seu coração. Eu aqueço ele, não aqueço, Jeon Jeongguk?

— Aquece. E você é muito convencido.

— Não, Kookie, estou dizendo isso porque você também aquece meu coração. Tudo que sentimos é recíproco.

— Eu gosto disso. De sermos recíprocos.

— Eu também. Hum, Jeongguk...

— O quê?

— Eu quero te dizer uma coisa.

— Pode falar.

— Eu não sabia bem o que dizer. Devia ter falado no começo da conversa.

— Fala, Taehyung, estou curioso.

— Eu quero te dar um tempo. Quero que você não venha me visitar até esse tempo acabar, na verdade...

— O quê? — fiquei sem ar.

— Você precisa de um tempo para se resolver. Resolver suas coisas, resolver seus sentimentos, falar com seus pais. Eu quero te dar esse tempo. Até você ficar melhor. Vamos ficar sem nos falar até lá. Então, quando você se resolver, nós nos falaremos.

— Mas, Taehyung...

— Não, Kook. Do jeito que você está... do jeito que eu estou... nós vamos nos machucar. Você disse coisas que me machucaram, eu disse coisas que te machucaram. Não é saudável. Você precisa disso. Você precisa entender o que está acontecendo na sua vida e fazer alguma coisa. Não acha?

— Não quero ficar sem falar com você.

— Então se resolva.

— Pedir isso é meio cruel, Taehyung.

— Jeongguk, vai te fazer bem. Eu estarei te esperando. Tudo vai ficar melhor quando você também ficar.

Fiquei em silêncio e ele também.

— Tá. Você tem razão... — segurei minhas lágrimas.

— Eu preciso desligar agora.

— Taehyung.

— Oi.

— Não esquece que eu gosto muito de você.

— Não vou esquecer — ele riu. — Eu também gosto muito de você, não esquece. Cuide-se, Jeongguk. E não seja um idiota com seu pai.

— Tá bom. Cuide-se também. Eu quero te ver logo.

— Eu também quero. Muito. Então faça algo por si mesmo. Ajude-me a te ajudar.

E ele desligou, me deixando sozinho e com o coração inteiro preenchido. Preenchido pelo quê eu não sabia, já que ele havia dito para não nos falarmos até eu melhorar e aquilo tinha me esvaziado, isso sim. Entretanto, meu coração estava quente, como ele havia dito. Meu corpo inteiro estava quente e eu o sentia ali comigo. Mesmo triste, eu sorri.



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